14 de jul de 2011

O Que Aconteceria Se a Terra Tivesse Mais Luas?

Seria uma revolução natural. Pelo menos quatro fenômenos sofreriam grandes alterações: o ciclo das marés, a duração dos dias, a iluminação noturna e a quantidade de eclipses lunares. Isso porque nosso satélite exerce grande influência no sobe-e-desce dos oceanos, na velocidade de rotação da Terra (que determina a duração dos dias) e na quantidade de luz refletida do Sol para cá. No infográfico ao lado, a gente explica com detalhes todas essas mudanças, supondo que nosso planeta azul tivesse mais duas luas, do mesmo tamanho que a "original" e em distâncias equivalentes, a 384 mil quilômetros daqui. A gente está viajando nessa suposição, mas a idéia não é tão absurda assim: alguns pesquisadores juram que a Terra já tem mais de uma lua!  Essa tese é superpolêmica, mas uma coisa é certa: nunca chegaremos nem perto do número de luas dos planetas mais distantes do Sol.

Astros como Júpiter, Saturno, Netuno, Urano e Plutão estão localizados numa região do sistema solar de baixa temperatura, mais propícia à formação de luas. "O frio impediu que os blocos de gelo resultantes do Big Bang - a megaexplosão que teria criado o universo - se descongelassem. Ao longo de milhões de anos, eles se juntaram a pedaços de pedra e metal, formando satélites atraídos pela gravidade de planetas maiores", afirma a astrônoma Amelie Saintonge, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Entre os planetas distantes do Sol, Júpiter tem 16 luas conhecidas, Saturno tem 18, Netuno tem oito e Urano bate o recorde, com 21. A única exceção é último planeta do sistema solar, Plutão, que tem apenas uma lua solitária - o planeta é pequeno e não conseguiu atrair outros astros. A comparação com os planetas próximos ao Sol, onde havia menos matéria-prima para formar luas, revela uma diferença astronômica no número de satélites. Mercúrio e Vênus não têm luas, a Terra só tem uma e Marte, duas.

Dia Sem Fim
 A Lua também influi na duração dos dias. Com três luas do mesmo tamanho que a atual, a atração gravitacional do trio triplicaria o tempo que a Terra demora para dar a volta em torno de seu eixo. Os dias durariam 72 horas. Daria para curtir um fim de tarde na praia às 45h30!

Nem Calor Nem Frio
 Mesmo com manhãs e noites de 36 horas, a alteração na velocidade de rotação não seria suficiente para mexer nos termômetros do planeta. Isso porque a temperatura da Terra é mais afetada pela órbita da Terra em torno do Sol, que permaneceria inalterada

Vida Nova
 Para alguns animais, a vida com três luas sofreria grandes mudanças. As borboletas, que têm o metabolismo ativado com o nascer do Sol, poderiam demorar mais para deixarem de ser larvas por causa dos dias mais longos. E os camarões, que usam as marés para se deslocar pelos oceanos, poderiam se movimentar mais rapidamente

Praia Grande
 Por influência da Lua, os oceanos alternam marés altas e baixas a cada seis horas. Se tivéssemos três luas, é provável que esse intervalo fosse mais curto. E a amplitude da maré (o ponto mais distante que ela pode atingir) seria bem maior. Com isso, teríamos praias maiores — e espaço de sobra para o futebol de areia.

Refletor Natural
Quando cheia, a Lua reflete 9% da luminosidade do Sol. Com três luas, a reflexão noturna poderia chegar a 27%. As noites de tripla lua cheia teriam céu arroxeado, parecido com o do fim de tarde. Pior para os astrônomos, já que a luminosidade dificulta a visualização das estrelas.

Sumiço Comum
 Uma constatação óbvia: com mais luas, a quantidade de eclipses lunares seria maior — seria comum que uma entrasse atrás da sombra da Terra e desaparecesse. O grande fenômeno seria o "eclipse triplo", quando os três astros ficassem na zona de sombra projetada pelo planeta

Temos duas luas?
Alguns astrônomos apostam que sim

Cientistas investigam essa possibilidade desde que o astrônomo amador Bill Yeung descobriu um astro não-identificado próximo à Terra. Batizado de Cruithne, o tal corpo celeste tem 5 quilômetros de diâmetro e completa uma volta em torno do planeta a cada 770 anos. Por isso, alguns pesquisadores defendem que essa pedrona espacial é, sim, uma lua da Terra. Mas a maioria dos astrônomos acha que Cruithne é só um asteróide que gira em torno do planeta por mera coincidência — e não por influência da Terra. "A órbita de Cruithne é muito inclinada em relação à órbita da Terra em torno do Sol. Provavelmente não há atração gravitacional entre os dois astros. Por isso, não dá para dizer que temos uma segunda lua", diz a astrônoma Lynn Carter, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/

Marte para os Astrônomos

Quando Marte fica mais próximo da Terra (cerca de 59 milhões de quilômetros de distância), pode ser observado até mesmo com os telescópios mais simples. Algumas áreas de interesse dos astrônomos podem ser vistas com facilidade.
A Terra vista de Marte. Credito: NASA
As calotas polares, no entanto, são as favoritas de muitos observadores destemidos. A calota polar do hemisfério sul pode se estender até 50º de latitude ou ficar bem pequena, dependendo da estação do ano. Áreas claras do planeta vermelho incluem as “Hellas”, que são vales profundos na superfície do planeta. Há também áreas escuras na superfície do planeta, assim como “Sirtis Major” que tem o formato de um grande V. Não se pode esquecer do Lacus Solis, que é muito famoso e conhecido como O Olho de Marte. A maior aproximação de Marte com a Terra ocorreu em 27 de agosto de 2003. O planeta chegou a uma distância de 55.758.008 quilômetros. Algo interessante ao se observar Marte é um termo conhecido como Oposição. A Oposição ocorre quando um planeta distante está em oposição ao Sol do ponto de vista da Terra. Um planeta parece maior na oposição, facilitando a visualização dos detalhes. A oposição de Marte é muito importante. Quando for observar Marte, comece antes da oposição, se for possível, mesmo que esteja pouco visível ou apagado no céu. Isso vai ajudá-lo a estar preparado quando a oposição ocorrer.  No mês posterior à oposição, também será possível uma boa observação se as condições climáticas forem favoráveis. O planeta vai começar a recuar durante esse tempo, aparecendo mais cedo do que durante a oposição. Isso permite uma boa visão quando Marte está alto no céu. Binóculos não são suficientes para ver os detalhes do planeta Vermelho, mas qualquer telescópio poderá ser útil. Os refletores e os refratores permitem observar detalhes. Grandes observadores declararam que 6” para o refletor e 4” para o refrator são boas medidas para isso. Filtros são normalmente usados para ajudar a discernir mais detalhes, mas não são obrigatórios. Os filtros são boas ferramentas para eliminar zonas embaçadas em volta de objetos brilhantes e podem aumentar a visão de objetos mais distantes. Hoje em dia há muitos programas de computador que podem ajudar os astrônomos amadores a identificar as características e a localização de corpos celestiais. É possível encontrar milhares de dados na internet e fazer contato com astrônomos que pesquisam o planeta Vermelho.

Galáxias distantes revelam segredos da evolução do universo

compreensão da evolução do universo ao que conhecemos hoje está sendo ampliada cada vez mais. Isso graças à tecnologias que permitem avanços na astronomia e que estão revolucionando a visão humana da história cósmica.  Só na última década, grandes pesquisas astronômicas forneceram amostras de centenas de milhares ou até mesmo milhões de corpos celestes. Isso permitiu análises de interconexões detalhadas entre as galáxias.
A nova imagem do SDSS-III de todo o céu, o maior já feito. No canto superior esquerdo é uma visão de uma pequena parte do céu, centrado na galáxia Messier 33 (M33). A imagem superior central é um zoom-in adicional sobre M33. A imagem da direita mão-top é um zoom mais para M33 mostrando o objeto NGC 604. No fundo é um mapa de todo o céu derivada da imagem SDSS-III, dividido em hemisférios norte e sul de nossa galáxia.CRÉDITO: M. Blanton e do SDSS-III
Esses estudos são possíveis pela rápida aceleração tecnológica dos computadores, que podem armazenar e analisar uma enorme quantidade de dados, algo inimaginável no passado. O Sloan Digital Sky Survey (SDSS), por exemplo, é um ambicioso projeto que está nos fornecendo várias respostas sobre as galáxias. Ele abasteceu os cientistas com importantes informações e detalhes de aproximadamente um milhão delas, já que permitiu que eles explorassem a idade das galáxias a partir da massa e formato. Esses dados esclareceram que as galáxias mais maciças são as mais antigas e também deu respostas sobre como se dá a formação de novas estrelas em cada uma delas.  Nos últimos 20 anos também tem se visto uma explosão de novos e avançados telescópios, que permitem lançar um olhar cada vez mais distante sobre o universo. Observando luzes distantes da Terra, é possível desvendar segredos do passado das galáxias e do nosso próprio surgimento. Entre as muitas descobertas recentes, uma das mais surpreendentes é a de que cerca de metade das estrelas já estavam presentes nas galáxias há 500 milhões de anos (o cosmos teria cerca de 13,7 bilhões de anos desde o Big Bang). Mesmo que os cientistas estejam aprendendo muito sobre a origem e evolução das galáxias, muitos outros enigmas permanecem. Uma grande questão é a de como e quando surgiram as primeiras galáxias. Isso seria tão crucial para os astrônomos quanto o esforço dos paleontólogos para encontrar a primeira forma de vida na Terra. Outro tema intrigante é como os buracos negros influenciam nas propriedades das galáxias. Embora os cientistas saibam que eles são fontes de energia extremamente poderosas, o modo como eles alteram uma galáxia ainda é obscuro. Uma maneira de responder esses e muitos outros mistérios seria a partir da análise das primeiras estrelas, galáxias e buracos negros. Uma ferramenta que poderia ser a chave para observar o princípio do universo é o Telescópio Espacial James Webb, da NASA, que está em fase de desenvolvimento – mas o projeto pode ser cancelado devido ao seu alto valor de investimento. Caso isso ocorra, seria uma grande perda para a astronomia, pois o telescópio pode responder importantes questões sobre como chegamos aqui e dar respostas científicas reais sobre algumas das maiores questões de todos os tempos. Embora o Telescópio Espacial James Webb esteja em perigo, os cientistas ainda podem desvendar o universo de maneira avançada com outra tecnologia, Atacama Large Millimeter Array, o ALMA. O James Webb, entretanto, poderia observar estrelas e galáxias antigas de maneira mais clara e sofisticada, sem as mesmas distorções presentes no ALMA.
[Space]

NASA realiza missão para conferir se o asteroide Vesta tem uma lua

Você pode pensar em asteroides como corpos isolados, correndo sozinhos através do espaço, mas é perfeitamente possível que esses “solitários” tenham companheiros. Por exemplo, o debate sobre se o gigante asteroide Vesta tem ou não uma lua poderá ser decidido em breve. A sonda Dawn da NASA vai entrar em órbita em meados de julho para tirar fotografias da rocha, que darão aos cientistas a melhor evidência a favor ou contra a existência de uma lua em torno de Vesta. De fato, asteroides como Ida (31 quilômetros (km) de largura), Pulcova (145 km), Kalliope (166 km) e Eugenia (217 km), cada um tem uma lua. O Sylvia (282 km de extensão) tem duas luas. Medindo 531 km de diâmetro, é bem provável que o Vesta tenha uma lua também. A sonda Dawn sugere uma possível fonte de uma lua em torno de Vesta. Quando um outro corpo colide com um asteroide, os detritos resultantes podem ficar em órbita ao redor do asteroide e colapsar gradualmente para formar uma lua. Outra possibilidade é um jogo de “pinball” gravitacional, como quando uma lua formada em outras partes do cinturão de asteroides, através de complicadas interações gravitacionais com diversos órgãos, acaba sendo capturada pela gravidade de um deles. O Telescópio Espacial Hubble e outros telescópios terrestres já procuraram luas em Vesta antes, e até agora não encontraram nada. As câmeras da sonda Dawn vão fazer imagens do espaço em torno do asteroide, à procura de manchas suspeitas. Se alguma lua estiver lá, aparecerá como um ponto que se move em torno de Vesta em imagens sucessivas em oposição às fixas, como estrelas de fundo.
 Os cientistas vão ser capazes de usar exposições curtas para detectar luas tão pequenas quanto 27 metros de diâmetro. Se as exposições mais longas não forem prejudicadas pelo brilho de Vesta, eles serão capazes de detectar luas de poucos metros de diâmetro. Encontrar uma lua não é o único objetivo da missão. A sonda já está preparada para construir mapas globais e tirar imagens detalhadas da superfície do asteroide, revelando os pontos de sua topografia, e catalogando os minerais e elementos ali presentes. Além disso, Dawn vai se tornar uma lua em si quando entrar em órbita em torno de Vesta. Os cientistas vão usar o sinal de rádio da sonda para medir seu movimento em torno de Vesta, o que dará uma grande quantidade de informações detalhadas sobre o campo gravitacional do asteroide. Informações como a massa de Vesta e sua estrutura interior, incluindo seu núcleo e possíveis concentrações irregulares de massa, também poderão ser obtidas. É uma oportunidade única – a ciência está esperando há muito tempo uma situação excelente como essa para poder conhecer mais sobre esse mundo misterioso dos asteroides. Essa não é apenas a primeira vez que uma nave espacial visita tal mundo alienígena, mas também é a primeira vez que uma nave espacial visita um corpo maciço que não abordou anteriormente em uma missão de sobrevoo curta. Em todos os casos, missões de sobrevoo ocorreram primeiro, fornecendo uma boa estimativa da gravidade do alvo, juntamente com informações sobre outros aspectos de seu ambiente físico, incluindo se alguma lua está presente. Desta vez, os pesquisadores estão muito incertos do que vão encontrar. Então como será que o Vesta se parecerá? Os cientistas chutam que seja enrugado, antigo, com uma quantidade enorme de personagens que testemunharam alguns episódios fascinantes da história do sistema solar. Se uma nova lua está entre esses episódios, os pesquisadores já têm um nome em mente: Dawn.
Fonte: http://hypescience.com/
[LiveScience]

Van Gogh Na Lua

Créditos da Imagem NASA LOLA (Goddard Space Flight Center e MIT)
Que imagem é essa, seria um detalhe do famoso quadro Starry Nigth? Ou talvez uma representação da nossa vizinhança galáctica? A resposta para ambas as perguntas é não. Essa imagem é o último lançamento feito pela equipe do instrumento LOLA da sonda LRO e mostra a inclinação das feições localizadas próximas do polo sul lunar. O Lunar Orbiter Laser Altimeter fez medidas ultra precisas das distâncias entre a sonda LRO até pequenos pontos na superfície da Lua. Com pontos adjacentes distantes somente por 25 metros, a equipe que trabalha com o LOLA gerou esse mapa de inclinações, com as cores vermelho e branco representando as inclinações superiores a 25˚, e a cor azul escuro representando inclinações inferiores a 5˚. O anel interno íngreme das crateras se destaca na imagem e um desses anéis indefinido se destaca ainda mais e pode ser visto na parte superior direita da imagem. A maior parte das crateras são interessantes e relativamente novas, de modo que suas paredes são íngremes e perigosas.

NGC 346: ESO revela berçário estelar dentro da Pequena Nuvem de Magalhães

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO
O ESO (European Southern Observatory) publicou a imagem do berçário estelar NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante de nossa vizinha galáctica, a Pequena Nuvem de Magalhães, que reside a 210.000 anos-luz, na constelação de Tucano. Neste aglomerado estelar, o gás é aquecido, excitado e dispersado pela radiação, vento e calor emitidos por estrelas de grande massa, formando uma estrutura de nebulosa envolvente em filamentos que lembram uma teia de aranha. Esta imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager (WFI) montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile. A NGC 346 é uma estrutura em mudança permanente, alterando-se com o passar das eras cósmicas. À medida que novas estrelas vão se formando a partir da matéria concentrada na região, o brilho destas novas estrelas acaba por afastar a poeira e o gás remanescente, escavando grandes hiatos e alterando assim a face desta região tão reluzente.
Imagem da área em volta da NGC 346. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2/Davide De Martin
A NGC 346 tem um diâmetro de 200 anos-luz o que equivale a cerca de cinqüenta vezes a distância entre o Sol e Próxima Centauri, a nossa companheira estelar mais próxima. Os astrônomos classificam a NGC 346 como um aglomerado estelar aberto e isto indica que todo este agrupamento de objetos teve origem na mesma nuvem colapsada de matéria. A nebulosa associada, que contém um grupo de estrelas brilhantes, é conhecida como uma nebulosa de emissão, o que quer dizer que o gás no seu interior foi aquecido pelas estrelas até ao ponto de emitir a sua própria radiação, similar ao gás néon que usamos em sinais luminosos noturnos em lojas comerciais. Há muitas estrelas jovens na NGC 346, as quais surgiram há apenas alguns milhões de anos [eso0834]. Ventos poderosos ejetados por uma estrela de grande massa são a origem desta recente onda de nascimentos estelares, ao comprimir grandes quantidades de matéria, o primeiro passo crítico para a ignição de novas estrelas. Assim, a nuvem de matéria colapsa sob o seu próprio campo gravitacional, até que algumas regiões se tornam suficientemente densas e quentes para se tornarem fornalhas extremamente brilhantes, alimentadas pela nucleossíntese estelar – uma estrela, iluminando os restos de gás e poeira. Em regiões altamente congestionadas como a NGC 346, onde existem níveis elevados de formação estelar recente, o resultado é uma gloriosa e brilhante visão para nossos observatórios.
Em 2008 o ESO publicou este mosaico da NGC 364, criado a partir da colaboração baseada em fotos de 3 observatórios: o XMM-Newton da ESA (raios-X - tons de azul), o New Technology Telescope do ESO (luz visível, tom verde) e o Spitzer da NASA (infravermelho - tom vermelho). O infravermelho mostra a poeira cósmica, a luz visível exibe o gás aquecido brilhante e os raios-X mostram o gás superaquecido. As estrelas comuns aparecem como pontos azulados com centros em branco enquanto as estrelas jovens cercadas de poeira aparecem como pontos avermelhados também com centros esbranquiçados. Crédito: ESO/ESA/ JPL-Caltech/NASA/ D. Gouliermis (MPIA) et al.
A NGC 346 encontra-se na Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã situada a cerca de 210.000 anos-luz de distância, ou seja, uma galáxia próxima da Terra. Tal como a sua galáxia irmã, a Grande Nuvem de Magalhães, a Pequena Nuvem de Magalhães pode ser vista a olho nu a partir do hemisfério sul e tem servido de laboratório extragaláctico para o estudo da dinâmica da formação estelar. Imagens como estas ajudam aos astrônomos incrementar o entendimento sobre a formação e evolução estelar, ao mesmo tempo em que permitem vislumbrar do modo de como o desenvolvimento estelar influencia a aparência do ambiente cósmico ao longo do tempo.
Fonte e Créditos: Eternos Aprendizes - http://eternosaprendizes.com/2010/02/24/ngc-346-eso-revela-bercario-estelar-dentro-da-pequena-nuvem-de-magalhaes/

Gum 22: Imagem do WISE Mostra Regiões de Formação de Estrelas por Todo o Lado

Essa imagem feita pelo Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA ou WISE, destaca algumas regiões de formação de estrelas. Existem cinco centros distintos de nascimento de estrelas somente nessa imagem. Nebulosas de formação de estrelas (chamadas de regiões HII pelos astrônomos) são nuvens de gás e poeira que tem sido aquecida por estrelas próximas recentemente formadas na mesma nuvem e que já apareceram em outras imagens do WISE. A nuvem maior e mais brilhante, na parte superior direita é conhecida como Gum 22. Seu nome foi dado em homenagem ao astrônomo australiano Colin Gum que pesquisou o céu do hemisfério sul no começo dos anos de 1950 procurando por regiões de formação de estrelas como essa. Ele catalogou 85 novas regiões, que receberam o nome de Gum 1 até Gum 85, a cratera Gum na Lua também tem esse nome em homenagem ao astrônomo australiano. Caminhando em sentido horário encontra-se a Gum 22, as outras nebulosas catalogadas na imagem são a Gum 23 (parte da mesma nuvem da Gum 22), a IRAS 09002-4732 (laranja, no centro da imagem), a Bran 226 (nuvem superior das duas outras inferiores) e finalmente a Gum 25 no canto esquerdo da imagem. Existem também outras pequenas e/ou mais distantes regiões dispersas através da imagem que já foram catalogadas. A maior parte das regiões acredita-se que sejam parte da braço espiral local de Orion. As distâncias variam entre 4000 e 10000 anos-luz. É possível notar uma estrela verde muito brilhante próximo da parte inferior direita da imagem. Você pode dizer que é uma estrela pois ela aparece com os chamados spikes de difração . Estrelas brilhantes nas imagens do WISE normalmente são azuis, então você já sabe que essa é uma estrela especial. Conhecida como IRAS 08535-4724, ela é um tipo único de estrela gigante chamada de estrela de carbono. Estrelas de carbono são semelhantes às estrelas gigantes vermelhas, que são muito maiores que o Sol e possuem um brilho intenso no comprimentos de onda maiores e estão nos últimos estágios de suas vidas. Mas elas possuem uma incomum quantidade de carbono na sua atmosfera externa. Os astrônomos acreditam que esse carbono vem das correntes de convecção que agem profundamente no interior da estrela, ou de estrelas vizinhas próximas. Evidências recentes sugerem que uma estrela de carbono com essa terminará sua vida numa explosão extremamente poderosa chamada explosão de raios-gamma, que terá um brilho breve milhões de trilhões de vezes maior que o Sol. As cores usadas na imagem representam comprimentos de onda específico da luz infravermelha. Azul e ciano representam a luz emitida nos comprimentos de onda de 3.4 e de 4.6 mícron, que é predominantemente emitido pelas estrelas. Verde e vermelho representam a luz de 12 e 22 mícron respectivamente que é na sua grande parte emitida pela poeira.
Fonte e Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=13734

Hubble Homenageia Netuno em Sua Primeira Volta ao Redor do Sol Desde a Sua Descoberta

Netuno gira ao redor do seu eixo uma vez a cada 16 oras. Desse modo, as 4 imagens acima separadas por um intervalo de 4 horas cobrem um dia completa do gigante gasoso mais distante do Sistema Solar. Essas imagens foram registradas pelo Telescópio Espacial Hubble no final do mês de Junho de 2011 e combinam exposições feitas com filtros da luz visível e do infravermelho próximo para mostrar as nuvens de alta altitude compostas de cristais de gelo de metano e que se destacam contra o fundo azulado de Netuno. Pelo fato do eixo de rotação de Netuno ser inclinado em relação ao seu plano orbital de 29 graus, na Terra a inclinação é de 23.5 graus, Netuno possui estações do ano como na Terra. À medida que o verão começa no hemisfério sul de Netuno e o inverno no hemisfério norte as observações feitas com o Hubble mostram as atividades das nuvens derivando para o hemisfério norte. De fato a progressão das estações de Netuno completa um ciclo agora, desde que a sua posição foi prevista pelo matemático francês Urbain Le Verrier e pelo matemático britânico John Couch Adams e o planeta foi posteriormente descoberto pelo astrônomo alemão Johann Galle em 23 de Setembro de 1846. Com um período orbital de aproximadamente 165 anos, o dia 12 de Julho de 2011 marcou o momento em que Netuno completou uma volta ao redor do Sol, desde o momento da sua descoberta.
Créditos: NASA, ESA, Hubble Heritage Team (STScI / AURA)
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110714.html
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