20 de jul de 2011

Galeria de Imagens - Imagens Astronomicas do ESO

O fogo escondido da nebulosa da Chama. Esta foi a primeira imagem do telescópio Vista e mostra a região de formação estelar também conhecida como NGC 2024, na constelação de Órion, e seus arredores. O registro foi feito em infravermelho, o que mostra o núcleo escondido atrás de poeira e revela um agrupamento de jovens estrelas no coração da nebulosa. Outras duas nebulosas podem ser vistas: próximo ao centro, embaixo, está NGC 2023 e, a sua direita, está a Cabeça de Cavalo.Foto: ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit/Divulgação

Retrato de um dramático berço estelar. Esta imagem mostra a Tarântula e outras nebulosas em vermelho. Além delas, pode ser vista uma das mais famosas supernovas, a SN 1987A (na parte inferior) e um agrupamento de jovens estrelas (esq.). Esta imagem é um mosaico criado a partir de observações do telescópio MPG/ESO, em La Silla, pelos astrônomos Joao Alves (Calar Alto, Espanha) e Benoit Vandame e Yuri Beletski (ESO).Foto: ESO/Divulgação

A nebulosa Helix. Esta imagem de NGC 7293, como também é conhecida, foi composta a partir de registros do telescópio Max-Planck Society/ESO, no observatório de La Silla. O azul vem de átomos de oxigênio que brilham por causa da radiação ultravioleta da estrela no centro da nebulosa e do gás quente. O vermelho vem de hidrogênio e nitrogênio. Atrás da nebulosa podem ser vistas algumas galáxias.Foto: ESO/Divulgação


Um brilhante berçário estelar. Segundo o ESO, esta imagem de RCW120 revelou uma bolha de gás ionizado com cerca de 10 anos-luz de diâmetro e que está em expansão, o que força o material ao redor a formar densas nuvens e, por sua vez, leva à criação de novas estrelas.Foto: ESO/APEX/DSS2/ SuperCosmos/ Deharveng(LAM)/ Zavagno(LAM)/Divulgação


Visão em infravermelho da nebulosa de Órion. Esta imagem foi feita pelo telescópio Vista e mostra detalhes que normalmente ficam escondidos pelas nuvens de poeira da nebulosa, que também é conhecida como Messier 42 e fica a 1.350 anos-luz.Foto: ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit/Divulgação

As belas tonalidades de um Sombrero. A galáxia em espiral Messier 104, mais conhecida como Sombrero, devido ao seu formato que lembra o clássico chapéu mexicano, fica na constelação de Virgem a 50 milhões de anos-luz. Este é o 104º objeto descrito no famoso catálogo do astrônomo francês Charles Messier (1730 - 1817), apesar de não ser descrito nas duas primeiras edições.Foto: ESO/P. Barthel/Divulgação

O centro da Via Láctea. As áreas centrais da nossa galáxia são observadas aqui próximo ao infravermelho pelo VLT. Seguindo os movimentos da estrelas centrais por mais de 16 anos, os astrônomos foram capazes de determinar a massa do buraco negro supermassivo do centro da galáxia.Foto: ESO/S. Gillessen et al./Divulgação


O centro da Via Láctea. Esta é a segunda imagem do projeto GigaGalaxy Zoom. Com 340 milhões de pixels, ela mostra áreas centrais da nossa galáxia. O registro mostra uma área do céu que vai das constelações de Sagitário a Escorpião. As coloridas regiões de Rho Ophiuchi e Antares podem ser vistas à direita, assim com as áreas escuras, como a nebulosa Serpente. Mais avermelhadas, podem ser vistas as nebulosas Lagoa e Trifídia, assim como NGC 6357 e NGC 6334.Foto: ESO/S. Guisard /Divulgação

Um "piscina" de galáxias distantes. Esta imagem foi feita a partir de observações em um período de 40 horas e constitui a mais profunda imagem em banda U já registrada da superfície do planeta. Algumas galáxias são 1 bilhão de vezes menos brilhantes que a capacidade do olho humano em vê-las.Foto: ESO/ Mario Nonino, Piero Rosati and the ESO GOODS Team/Divulgação

A galáxia espiral NGC 1232. Esta imagem de setembro de 1998 é composta de três exposições em ultravioleta, azul e infravermelho. As áreas centrais contêm velhas estrelas em vermelho, enquanto os braços em espiral são povoados com jovens azuis e regiões de formação estelar.Foto: ESO/Divulgação

O berçário de estrelas NGC 3603. Chamada de "fábrica cósmica" pelo ESO, essa região forma freneticamente estrelas em suas nuvens de gás e poeira. Além disso, é uma das áreas deste tipo mais próximas da Terra, a "apenas" 22 mil anos-luz do Sol, o que ajuda os astrônomos a estudarem a formação de estrelas, muito comum em outras galáxias, mas longe demais para estudos detalhados.Foto: ESO/Divulgação


A nebulosa de Órion. Esta imagem na verdade é um mosaico composto de 81 registros no infravermelho do VLT e que mostra o centro da nebulosa. Na região central da imagem, é possível ver um grupo de estrelas que, no total, é formada por cerca de 1 mil astros com aproximadamente 1 milhão de anos. Foto: ESO/M.McCaughrean et al. (AIP)/Divulgação
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/

Sonda Opportunity da NASA Cruza Marco Histórico de 20 Milhas (32 Km) Percorridos na Superfície de Marte


Mais de sete anos no que foi originalmente planejado para ser uma missão de três meses em Marte, a sonda da NASA Mars Exploration Rover Opportunity chegou a uma marca incrível, ela acabou de completar 32 quilômetros, ou seja, 20 milhas percorridas na superfície de Marte, ou mais de 50 vezes a distância originalmente planejada para essa sonda robô.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=15186
Fonte: Ciência e Tecnologia

Astrônomos encontram nova lua na órbita do planeta Plutão

Duas imagens capturadas pelo Hubble mostram o sistema de Plutão (na imagem, com o nome Pluto), com seus satélites). A nova lua, P4, encontra-se à direita, acima de Nix. As imagens foram feitas em 28 de junho e 3 de julho.Foto: Nasa/Divulgação
Astrônomos, usando o telescópio espacial Hubble, descobriram uma nova lua na órbita do planeta anão Plutão, informou a Nasa nesta quarta-feira. O satélite foi designado, temporariamente, de P4. A nova lua é a menor existente ao redor de Plutão. A recente descoberta tem um diâmetro estimado entre 13 e 34 km, muito menor em relação às outras luas. Charon (a maior delas) tem 1.043 km de diâmetro, enquanto Nix e Hydra, as outras duas, têm diâmetros que variam entre 32 km e 113 km. "Acho que é notável que as câmeras do Hubble nos permita ver um objeto tão pequeno a uma distância de mais de 3 bilhões de milhas (5 bilhões de km)", disse Mark Showalter, do Instituto SETI, em Mountain View, na Califórnia, que liderou este programa de observação com o Hubble. A nova lua está localizado entre as órbitas de Nix e Hydra, que foram descobertas por Hubble em 2005. Charon foi descoberta em 1978 pelo Observatório Naval dos Estados Unidos.

Os Exoplanetas habitáveis podem ser classificados em quatro tipos, quais são

Concepção artística de um exoplaneta. Dividir mundos potencialmente habitáveis em quatro categorias poderá ajudar os astrônomos a estabelecer prioridades em suas pesquisas. Crédito: NASA/JPL-Caltech
A origem da vida e a capacidade de sustentação da mesma (habitabilidade) em outros mundos são dois dos maiores mistérios que a Ciência enfrenta hoje. Muitas pesquisas têm sido dedicadas a estes temas, mas ainda permanecem várias lacunas a serem preenchidas com respostas definitivas. Um exemplo disso é Jan Hendrik Bredehöft da Open University no Reino Unido. Bredehöft tem estudado a habitabilidade em outros mundos. “Eu sou um daqueles sujeitos que pega um pedaço de meteorito, tritura-o e descobre qual química orgânica está presente ali”, disse Bredehöft. Baseando-se nesses tipos de estudos, Bredehöft sugere que os mundos habitáveis podem ser classificados em quatro categorias, cada uma com distintas potencialidades para hospedar organismos extraterrestres. Este estudo tem um bom potencial de servir de ajuda na busca da vida no Universo, em especial à medida que a tecnologia progride para um nível onde a observação direta de imagens de exoplanetas se torna possível. Bredehöft apresentou as suas idéias no último Congresso de Ciência Planetária da Europlanet.

Os quatro grupos de mundos habitáveis propostos por Bredehöft são:

1.Tipo – Terra
2.Tipo – Marte
3.Tipo – Europa
4.Mundo aquático (ou oceânico)

1. Exoplanetas ‘classe A’

Em cada um deles, considerou o seu potencial para abrigar vida complexa. Os mundos tipo-Terra são os da ‘primeira classe’ ou ‘mundos classe A’ e também o nosso ‘controle de qualidade’, uma vez que já sabemos que tais mundos são plenamente capazes de sustentar vida complexa. Os mundos tipo-Terra têm uma atmosfera apropriada, água líquida, largas regiões com temperatura amena e climas estáveis.

2. Exoplanetas telúricos fora da Zona de Habitação

A visão tradicional da zona habitável do nosso Sistema Solar pode ser injustamente restritiva. Este pode também ser o caso para outros sistemas estelares. Crédito: NASA
A segunda classe de planetas trata daqueles que foram em seu passado remoto bem semelhantes à Terra, tais como Marte ou Vênus. “Por alguma razão estes planetas deixaram a zona habitável”, disse Bredehöft. “Marte tornou-se demasiado seco, resta lá muito pouca água e ausência de água líquida. Vênus tornou-se imensamente quente devido ao seu efeito estufa [descontrolado]”. No entanto, Bredehöft acredita que existe uma probabilidade da vida existir neste tipo de mundos. Ele argumenta que os organismos possam ter-se desenvolvido quando o planeta era bem mais hospitaleiro e algumas espécies de seres extremófilos podem ter sobrevivido, mesmo em épocas mais difíceis. “Quando a vida se estabelece é realmente difícil extinguí-la”, afirma Bredehöft. “Já ocorreram eventos cataclísmicos devastadores na história da Terra que podiam muito bem ter dizimado todas as formas de vida, mas em geral estes serviram para reforçar a biodiversidade, ao invés de destruí-la.”

3. Uma existência gelada?

Os corpos que possuam água líquida, mas que fica embaixo de uma camada de gelo ao invés da sua superfície, constituem a terceira classe dos mundos. A lua de Júpiter, Europa, é um exemplo clássico desse tipo de mundo em nossa vizinhança cósmica. Será que existe vida em locais como este? As idéias de Bredehöft são particularmente pertinentes, pois estes mundos normalmente não se encaixam muito bem na nossa visão tradicional de zonas habitáveis. Europa, por exemplo, situa-se bem além da zona de temperatura amena do Sistema Solar onde a água pode permanecer líquida na superfície de um planeta ou lua. Mesmo assim, a lua Europa tem um bom potencial para a vida. A visão tradicional das zonas habitáveis aplica-se a uma estrela local como sendo a principal fonte de energia. Mas em mundos gelados como a lua Europa, outros fatores entram em jogo, tais como a energia das marés provocadas pela atração gravitacional de Júpiter. Mundos com água líquida escondida por baixo de camadas geladas podem potencialmente ser habitados por organismos simples, mesmo estando longe da zona de habitação convencional, enquanto energia estiver sendo fornecida de outras formas que não a radiação solar.
Uma noite na lua Europa (Júpiter) por ©Mark A. Garlick

4. Os mundos oceânicos

O quarto tipo de planetas habitáveis é composto quase exclusivamente por água. Estes mundos hipotéticos teriam um tamanho entre o de Mercúrio e a Terra e teriam enormes oceanos. Ao contrário dos oceanos na Terra, a água neste tipo de planetas não estaria em contacto com silicatos ou outras rochas.  “Estes planetas podem ou ser compostos totalmente por água com gelo a grandes pressões no núcleo, ou podem ter corpos de água líquida separados por um núcleo de silicatos ou por uma espessa camada de gelo a grandes pressões,” afirma Bredehöft. Uma das principais teorias para a origem da vida na Terra diz que o material orgânico foi originalmente coletado e agrupado em lagos rasos e depois concentrou-se ao se agarrar à superfície das rochas. Eventualmente, este início de vida espalhou-se depois entre os oceanos, com suas quantidades imensas de água. Outra teoria da origem da vida argumenta que a química necessária à vida teve lugar em chaminés hidrotermais de origem vulcânica. Nos mundos estritamente oceânicos, estes cenários aparentemente são impossíveis. Por isso, Bredehöft pensa que a vida não tem grandes chances de surgir em mundos eminentemente aquáticos. “A quantidade de água em um planeta oceânico genérico seria tão grande, que precisaríamos de um montante inacreditável de componentes de carbono concentrados para haver uma ligeira chance de a vida desabrochar por lá. É fortemente improvável,” disse Bredehöft.

Opiniões e considerações

HR8799 e seus planetas extrasolares observados diretamente. Crédito: Bruce Macintosh
Após considerar todos estes fatos, Bredehöft afirma que a melhor aposta para encontrarmos ecossistemas extraterrestres é continuar na caça de planetas tipo-Terra. No entanto, ele não acha que os mundos tipo-Terra terão necessariamente a vida avançada.  “Nós não sabemos se o nível de complexidade ou o tamanho dos organismos que vivem na Terra é essencialmente um resultado lógico da evolução ou se é apenas um feliz acaso. Será que seres inteligentes à superfície de um planeta é o pináculo da evolução? Só assumimos isto porque gostamos de nos ver como algo especial.” Com o rápido desenvolvimento da tecnologia de caça aos exoplanetas, agora é apenas uma questão de tempo até que venhamos a conhecer muito mais sobre planetas extrasolares exóticos e suas luas e até que sejamos capazes de recolher informações vitais sobre suas propriedades. Até lá, contudo, os cientistas como Bredehöft irão continuar a elaborar teorias em cima destas descobertas.Por isso, em sua opinião cuidadosamente refletida, que tipo de organismos provavelmente nós iremos encontrar? “Provavelmente serão seres viscosos,” concluiu Bredehöft.
Fonte e Créditos: Eternos Aprendizes - http://eternosaprendizes.com/2008/12/21/os-exoplanetas-habitaveis-podem-ser-classificados-em-quatro-tipos-quais-sao/

Telescópio Espacial Herschel Descobre Tubo de Gás Denso Contorcido no Centro da Via Láctea

Novas observações feitas com o Observatório Espacial Herschel mostra um anel denso de gás bizarro e contorcido no centro da Via Láctea. Somente poucas porções do anel, que se estende por mais de 600 anos-luz de distância eram conhecidas antes. A imagem do Herschel revela o anel inteiro pela primeira vez, e um estranho elo que tem feito os astrônomos esfregarem as mãos. “Nós já olhamos para essa região no centro da Via Láctea muitas vezes antes na luz infravermelha”, disse Alberto Noriega-Crespo do Infrared Processing and Analysis Center no California Institute of Technology em Pasadena, na Califórnia.

“Mas quando nós observamos essa região nas imagens de alta resolução usando os comprimentos de onda sub-milimétricos do Herschel a presença do anel ficou muito clara”. O Observatório Espacial Herschel é uma missão liderada pela Agência Espacial Europeia com importantes contribuições da NASA. Ele observa a radiação infravermelha e sub-milimétrica emitida pelos astros, radiação essa que é capaz de atravessar a densa poeira que existe entre o centro da Via Láctea e nós.

Os detectores do Herschel também são projetados para ver as coisas mais frias existentes na nossa galáxia. Quando os astrônomos voltaram o gigantesco telescópio para observar o centro da Via Láctea, eles capturaram uma visão sem precedentes do anel interno – um denso tubo de gás frio misturado com poeira, onde novas estrelas estão se formando. Os astrônomos ficaram chocados com o que viram, o anel, que está no plano da nossa galáxia, parece com o símbolo do infinito, com dois lobos cada um apontando para um lado. De fato, eles determinaram posteriormente que o anel estava torcido no centro, assim ele parecia só ter os dois lobos. Para imaginar isso, segure um arco de borracha de forma elíptica e torça ambas as pontas do arco em direções opostas, pronto você acaba de fazer uma figura semelhante ao anel de gás observado pelos astrônomos.
“Isso é que é super animador quando se lança um telescópio espacial novo como o Herschel”, disse Sergio Molinari do Institute of Space Physics em Roma, Itália, principal autor do novo artigo. “Nós temos um novo e excitante mistério em nossas mãos bem no centro da nossa própria galáxia”.  Observações feitas com o telescópio baseado em Terra do Rádio Observatório de Nobeyama no Japão complementaram os resultados obtidos com o Herschel determinando a velocidade do gás mais denso no anel. Os resultados de rádio demonstraram que o anel está se movendo como uma unidade, na mesma velocidade relativa do resto da galáxia. O anel localiza-se no centro da barra da Via Láctea – uma região em forma de barra no centro dos braços espirais da galáxia. Essa barra está na verdade dentro de um anel ainda maior. Outra galáxias possuem uma barra similar e anéis também.

 Um exemplo clássico de um anel dentro de uma barra pode ser visto na galáxia NGC 1097, que é mostrada abaixo numa imagem feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. O anel brilha fortemente no centro da grande estrutura de barra da galáxia. Não se sabe se esse anel tem uma torção como o observado na Via Láctea. Os detalhes de como as barras e os anéis se formam nas galáxias espirais não são bem entendidos, mas simulações de computadores demonstram como as interações gravitacionais podem produzir essas estruturas. Algumas teorias defendem que as barras surjam de interações gravitacionais entre galáxias. Por exemplo, a barra no centro da Via Láctea pode ter sido influenciada pelo nosso maior vizinho cósmico, a galáxia de Andrômeda. A torção no anel não é o único mistério que surge com as novas observações feitas com o Herschel. Os astrônomos dizem que a porção torcida do centro do anel não está onde o centro da galáxia era imaginado, mas um pouco afastado.

 O centro da nossa galáxia é considerado como estando ao redor do Sagitarius A*, onde localiza-se um massivo buraco negro. De acordo com Noriega-Crespo, não está claro por que o centro do anel não se ajusta com o centro assumido da galáxia. “Ainda tem muito sobre a galáxia para ser descoberto”, disse ele. O Herschel é uma missão da Agência Espacial Europeia com instrumentos científicos fornecidos por um consórcio entre instituições europeias e com importante participação da NASA. O Herschel Project Office da NASA fica baseado no Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena na Califórnia. O JPL contribui para a missão fornecendo tecnologia para dois dos três instrumentos do Herschel. O NASA Herschel Science Center é parte do Infrared Processing and Analysis Center no California Institute of Technology em Pasadena e é apoiado pela comunidade astronômica americana. O Caltech administra o JPL para a NASA.
Créditos e Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=15197
http://www.herschel.caltech.edu

Nuvens Noctilucentes Sobre Edmonton

Créditos e direitos autorais : Greg Scratchley(RASC Edmonton)
Algumas vezes é noite no solo mas é dia no ar. Isso ocorre em um eclipse total do Sol, por exemplo. Outras vezes ainda pode-se ver o brilho do Sol, mesmo depois do Astro Rei já ter se escondido no horizonte. Principalmente se existirem determinados tipos de nuvens o brilho do Sol pode ser visto nessas nuvens. Sob essas circunstâncias um belo pôr-do-Sol pode ser acompanhado, porém em situações não tão comuns onde se conta com a presença de nuvens do tipo noctilucent, ou nuvens mesosféricas polares, muito altas, o brilho do Sol pode ser visto mesmo depois de já se ter escurecido em um determinado local. Normalmente, essas nuvens são muito apagadas para serem visíveis, mas elas podem se tornar visíveis no pôr-do-Sol, durante o final do verão quando são iluminados pelo Sol por baixo. Nuvens mesosféricas polares são as nuvens mais altas que se tem conhecimento. A foto acima foi feita no começo do mês de Julho de 2011, e pode-se ver uma rede de nuvens mesosféricas polares gerando um brilho branco acima da cidade de Edmonton em Alberta no Canadá. Muito sobre as nuvens mesosféricas polares tem sido descoberto somente há alguns anos, assim sendo muitas características dessas nuvens e questões importantes como a sua formação e o seu desenvolvimento continuam sendo tópicos de pesquisa.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110720.html

NGC 7635: A Nebulosa da Bolha Abriga Uma Estrela 100000 Vezes Mais Luminosa e 45 Vezes Mais Massiva Que o Sol

Crédito de imagem: Brad Ehrhorn / Adam Block / NOAO / AURA / NSF
A Nebulosa da Bolha, ou NGC 7635 é um objeto que tem 10 anos-luz de diâmetro e está localizado a somente 11000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Cassiopeia, próximo de uma nuvem molecular gigante que contém a expansão da bolha. Acima e a direita do centro da bolha está uma estrela quente do tipo O, que é 100000 vezes mais luminosa e aproximadamente 45 vezes mais massiva que o Sol. Ventos estelares fortíssimos e a intensa radiação emitida pela estrela tem varrido a estrutura do gás brilhante contra o material mais denso nos entornos da nuvem molecular.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com

Astrônomos encontram superbolha cósmica

As estrelas jovens quentes do aglomerado estelar NGC 1929 estão emitindo radiação ultravioleta extremamente intensa, o que faz com que o gás em sua volta brilhe.[Imagem: ESO/Manu Mejias]

Superbolha no espaço

O Very Large Telescope do ESO capturou esta imagem extraordinária da nebulosa que envolve o aglomerado estelar NGC 1929, situado na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da Via Láctea. Esta maternidade estelar é dominada pelo que os astrônomos chamam de uma superbolha. Este objeto está sendo esculpido tanto pelos ventos ejetados pelas estrelas brilhantes jovens como pelas ondas de choque originárias das explosões de supernovas. Em 2010, o Telescópio Espacial Hubble fotografou uma bolha espacial ainda mais inusitada, mesmo sendo 10 vezes menor.

Nuvens de estrelas

A Grande Nuvem de Magalhães é uma pequena galáxia vizinha da Via Láctea, havendo especulações de que ela seja uma vizinha passageira. Ela possui muitas regiões onde nuvens de gás e poeira estão formando novas estrelas. Esta nova imagem mostra em grande plano uma dessas regiões, situada em torno do aglomerado estelar NGC 1929. Esta nebulosa é oficialmente conhecida por LHA 120-N 44, ou apenas pelo diminutivo N 44. As estrelas jovens quentes do NGC 1929 estão emitindo radiação ultravioleta extremamente intensa, o que faz com que o gás em sua volta brilhe. Este efeito põe em evidência a superbolha, uma vasta concha de matéria com um tamanho de cerca de 325 por 250 anos-luz. Em termos de comparação, basta dizer que a estrela mais próxima do Sol se encontra a uma distância de pouco mais de quatro anos-luz.

Superbolha cósmica

A superbolha N 44 formou-se devido à combinação de dois processos. Primeiro, ventos estelares - correntes de partículas carregadas emitidas por estrelas muito quentes de grande massa situadas no centro do aglomerado - limparam a região central. Em seguida, estrelas de grande massa do aglomerado explodiram como supernovas, criando ondas de choque e empurrando o gás para fora, formando-se assim uma bolha brilhante. Embora a superbolha seja formada por forças destrutivas, estrelas novas estão se formando em torno dos limites onde o gás está sendo comprimido. Frutos de uma espécie de reciclagem em escala cósmica, esta próxima geração de estrelas trará vida nova ao NGC 1929. A imagem foi criada pelo ESO a partir de dados observacionais identificados por Manu Meijas, da Argentina, que participou no concurso de astrofotografia Tesouros Escondidos do ESO 2010. A competição foi organizada pelo ESO em Outubro e Novembro de 2010, e foi dirigida a qualquer pessoa com gosto em produzir imagens bonitas do céu nocturno utilizando dados astronómicos obtidos com telescópios profissionais.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Eclipse alienígena revela super-Terra

Exoplaneta é duas vezes maior que a Terra, nove vezes mais pesado e está a 'apenas' 40 anos-luz de distância
Concepção artística do planeta 55 Cancri E, orbitando sua estrela a 40 anos-luz da Terra (PD-USGOV-NASA)
Um grupo de astrônomos liderado por um professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) descobriu um eclipse extraplanetário em uma estrela a 40 anos luz de distância — ali do lado, astronomicamente falando — revelando uma super-Terra. O planeta, nomeado 55 Cancri E, é duas vezes maior que a Terra e quase nove vezes mais pesado. Os cientistas acreditam que o exoplaneta é formado por matéria rochosa, similar à Terra, misturada com elementos mais leves, como água e hidrogênio. A temperatura na superfície do Cancri é muito mais alta do que aqui: perto de 2.700 graus Célsius. O mundo alienígena leva apenas 18 horas para dar uma volta ao redor de sua estrela, chamada 55 Cancri A. Josh Winn, professor do MIT e chefe da pesquisa, alerta que astrônomos não devem procurar o planeta por sinais de vida. A temperatura é alta demais para permitir a existência de seres vivos. Contudo, o novo exoplaneta tem suas atrações. Cancri é relativamente perto da Terra quando comparado a outros exoplanetas. Isso quer dizer que a estrela mãe do planeta é 100 vezes mais brilhante que qualquer outra (tirando o próprio Sol) com um mundo em eclipse. Quanto mais luz, mais os astrônomos ficam felizes. "Tudo que fazemos em astronomia pede por mais luz", diz Winn. "Quanto mais luz uma estrela nos dá, mais chance temos de aprender coisas interessantes". De acordo com o pesquisador, um sistema como o de 55 Cancri E é exatamente o que astrônomos estão procurando para estudar com mais detalhes.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
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