22 de jul de 2011

Nasa escolhe local de pouso de novo jipe marciano

'Curiosity' deve explorar a cratera Gale, no planeta vermelho. Lançamento da sonda-robô está previsto para o fim do ano.
A cratera Gale, na superfície marciana (Foto: Nasa)
A Nasa escolheu uma cratera em Marte para onde enviará seu rover Curiosity, um veículo de exploração equipado com um laboratório que será colocado no próximo ano na superfície do planeta para buscar sinais de vida, anunciou nesta sexta-feira a agência espacial americana. O Curiosity, que custou 2,5 bilhões de dólares, explorará a cratera Gale. Nesse local, onde existe uma montanha, os cientistas estudarão a argila e os depósitos de sulfato situados em vários níveis de altitude.
O jipe robô Curiosity, da Nasa (Foto: Nasa)
"Os cientistas escolheram a Gale para continuar com seus ambiciosos objetivos dentro desta nova missão", anunciou Jim Green, diretor da divisão da Nasa encarregada do estudo de planetas, com sede em Washington. "O local oferece uma paisagem visualmente espetacular, mas também um grande potencial de descobertas científicas importantes", acrescentou. Os pesquisadores não esperam que o rover - cujo nome oficial é Mars Science Laboratory (MSL) - descubra seres vivos e sim sinais de demonstrem que, nas profundidades desse local existiu vida microbiana e água. A Nasa, que já enviou dois rovers - Spirit e Opportunity - para explorar a superfície de Marte, espera enviar uma missão com tripulação antes de 2030. O lançamento do Curiosity está previsto para o fim do ano e sua chegada ao Planeta Vermelho programada para agosto de 2012. O anúncio do destino exato do Curiosity chega 35 anos depois da primeira aterrissagem de uma máquina em Marte, a sonda Viking 1, em março de 1976.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Os maiores mistérios do cinturão de asteroides

Entre as órbitas de Marte e do distante Júpiter existem centenas de milhares de corpos rochosos conhecidos como o cinturão de asteroides. Muitos sistemas solares devem conter cinturões como esse, que em filmes de ficção científica normalmente são apresentados como rochas que não permitiriam a mínima locomoção para qualquer astronauta. Pode ser assim em outros sistemas, mas no nosso os corpos rochosos estão bem distantes uns dos outros. A sonda Dawn vai investigar o segundo maior corpo do cinturão, o Vesta. Em 2015, ela deve continuar em órbita no maior objeto celeste, o Ceres – responsável por quase um terço da massa do cinturão de asteróides, sendo maior do que Plutão. Dawn é a primeira sonda a orbitar um corpo celeste – quem dirá dois – no cinturão de asteróides. Com isso, alguns mistérios do cinturão estão sendo desvendados. Confira quais:

Origem dos asteróides separados
A teoria mais aceita sobre as rochas esparsas em nosso cinturão é que isso teria sido resultado da interferência gravitacional dos grandes planetas vizinhos. Com as futuras descobertas e aprendizado das localizações dos cinturões de asteroides em outros sistemas solares, será possível confirmar a teoria.

Secos e molhados
Vesta e Ceres são relativamente próximos, mas são muito diferentes. Essencialmente, Vesta é “seco”, enquanto Ceres é “molhado”. O primeiro corpo celeste é parecido com a lua e com a Terra, com núcleo de ferro. Ceres, por sua vez, está mais parecido com água e gelo. Os cientistas acreditam que a razão por trás das composições contrastantes tem a ver com quando os corpos foram formados. Vesta teria sido formado apenas alguns milhões de anos antes de Ceres, o suficiente para se tornar quente e seco. Ceres, por sua vez, foi refrigerado por fora.

Muita Vesta, pouco Ceres
Se Vesta, como sugere a teoria, se formou antes de Ceres, isso pode explicar o mistério de por que há tão poucos asteroides do tipo de Vesta no cinturão. A maioria dos casos conhecidos parecem ter vindo do próprio Vesta, tendo sido arrancados por uma colisão muito tempo atrás. A colisão teria resultado em uma explosão, lançou alguns fragmentos do asteroide para a Terra – cerca de 20 meteoritos (rochas espaciais que sobrevivem na passagem pela atmosfera terrestre por todo o caminho até o chão) foram encontrados. Mas nenhum meteorito parece ter se originado de Ceres. Isso porque mesmo que pedaços de gelo se desprendessem de Ceres, eles se desintegrariam com o calor na entrada da atmosfera da Terra. A sonda Dawn irá estudar a superfície de Ceres para avaliar essa hipótese. Outra teoria para os meteoritos de Vesta terem chegado por aqui e os de Ceres não é a gravidade de Júpiter, que ajudaria no bombardeamento de muito mais estilhaços de Vesta em nosso caminho.

Portadores da vida e da morte?
Durante o planejamento da missão Dawn, alguns cientistas expressaram preocupação sobre o envio da sonda para Ceres, pois ele seria um interessante objeto de astrobiologia. Como ele tem água e uma boa temperatura sob a superfície, é possível que a missão pudesse contamiar o asteroide. Com essas condições, seria possível alguma manifestação de vida em Ceres, e esse é um dos estudos que a futura missão da NASA pretende realizar. Se existir vida em algum asteroide do cinturão, eles poderiam responder até pela origem da vida na Terra, já que a teoria da panspermia sugere que a vida não começou aqui, mas que foram desenvolvidas em outros lugares, sendo entregues a Terra a parir de um meteorito. Asteroides tem tido um grande impacto sobre a vida na Terra. Um acabou com os dinossauros do nosso planeta e outro pode ter dado origem a água na Terra. Asteroides não são ruins nem bons, mas trazem mudanças significativas para o nosso planeta.
Fonte: http://hypescience.com/
[Space]

NGC 1499: A Nebulosa Califórnia


Um alvo regular dos astrofotógrafos, a Nebulosa Califórnia pode ser vista com um telescópio de campo amplo sob um céu escuro na direção da constelação de Perseu, não muito longe das Plêiades.Créditos e direitos autorais: Markus Noller (Deep Sky Images)

Flutuando no Braço de Órion da galáxia espiral Via Láctea, esta nuvem cósmica ecoa acidentalmente o contorno da Califórnia na costa oeste dos Estados Unidos. O nosso próprio Sol também está no Braço de Órion da Via Láctea, só que a mais ou menos 1.500 anos-luz da Nebulosa Califórnia. Também conhecida como NGC 1499, a clássica nebulosa de emissão tem mais ou menos 100 anos-luz de comprimento. Em muitas imagens o brilho mais proeminente da Nebulosa Califórnia é a luz vermelha característica de átomos de hidrogênio em recombinação com elétrons há muito perdidos, removidos (ionizados) por luz estelar energética. No entanto, na imagem abaixo, o hidrogênio está colorido de verde, enquanto o silício está mapeado em vermelho e o oxigênio, mapeado em azul. O mais provável é que a estrela que está fornecendo a luz estelar energética que ioniza a maior parte do gás nebular é a brilhante, quente e azulada Xi Persei, por pouco deixada fora da imagem à direita.
Fonte: http://www.nasa.gov/

Cauda de poeira da Terra dá pistas sobre planetas alienígenas

Concepção artística do Spitzer passando pela cauda de poeira da Terra.[Imagem: JPL/Caltech]

Cauda de planeta


Você sabia que a Terra tem uma cauda de poeira?  O Telescópio Espacial Spitzer navegou através dela há alguns meses, dando pela primeira vez aos pesquisadores uma ideia clara de como é essa cauda. As informações poderão ser de grande ajuda para os caçadores de planetas, que tentam rastrear mundos alienígenas.  Os planetas em sistemas solares distantes provavelmente têm caudas de poeira semelhantes," diz Mike Werner, da equipe do Spitzer. "E, em algumas circunstâncias, as características dessa poeira poderão ser mais fáceis de ver do que os próprios planetas. Então, precisamos saber como reconhecê-las." É extremamente desafiador - e, geralmente, impossível - fotografar exoplanetas diretamente. Eles são relativamente pequenos e muito apagados, escondendo-se no brilho das estrelas que orbitam. "Uma cauda de poeira como a da Terra poderia produzir um sinal maior do que o próprio exoplaneta. E isso poderia alertar os pesquisadores para um planeta pequeno demais para ser encontrado por outras técnicas," afirma.

Cauda de poeira da Terra

Uma simulação por computador da cauda e do anel de poeira da Terra vistos de um ponto localizado fora do Sistema Solar. As cores indicam a densidade da poeira: roxo indica a menor densidade, vermelho a maior. [Imagem: Christopher Stark/GSFC]

A Terra tem uma cauda de poeira não porque o próprio planeta seja particularmente empoeirado, mas sim porque todo o Sistema Solar é. O espaço interplanetário está repleto de fragmentos de poeira de cometas e asteroides que colidiram. Quando a Terra orbita através desse ambiente empoeirado, forma-se uma espécie de cauda atrás do nosso planeta, de forma parecida com o que ocorre com folhas caídas na rua durante a passagem de um carro. "Conforme a Terra orbita o Sol, ela cria uma espécie de concha, uma depressão, dentro da qual as partículas de poeira caem, criando um espessamento da poeira - a cauda - que a Terra puxa atrás de si pela ação da gravidade", explica Werner. "Na verdade, a cauda acompanha nosso planeta em todo o seu caminho em torno do sol, formando um grande anel empoeirado."  As recentes observações do Spitzer ajudaram os astrônomos mapear a estrutura dessa cauda de poeira da Terra e descobrir como se parecerão as caudas semelhantes dos planetas extrassolares.

Caudas de planetas extrassolares

Uma imagem da poeira ao redor da estrela Beta Pictoris, fotografada pelo Hubble. [Imagem: NASA/ESA/D.Golimowski]

Tal como o nosso próprio Sistema Solar, outros sistemas planetários estão mergulhados em poeira, que forma um disco que rodeia a estrela central. E, como a Terra, os planetas extrassolares interagem gravitacionalmente com seu disco de poeira, canalizando-o e desenhando nele características estranhas.  "Nos discos de poeira de algumas estrelas há colisões, deformações, anéis e deslocamentos, nos dizendo que os planetas estão interagindo com a poeira", explica Mark Clampin, do Centro Goddard, da NASA. "Assim, nós podemos seguir o rastro de poeira até os planetas. Até agora, vimos cerca de 20 discos de poeira em outros sistemas planetários. E, em alguns desses casos, seguir a poeira valeu a pena."  Clampin, Paul Kalas e seus colegas encontraram um planeta em torno da brilhante estrela Fomalhaut, no céu austral, depois de terem encontrado um anel de poeira ao seu redor. A forma do anel levou-os até seu objetivo. "Nós suspeitamos que a borda fina no interior do anel era formada por um planeta limpando gravitacionalmente os detritos em seu caminho," diz Clampin. "Nós achamos o planeta seguindo estas pegadas no pó."
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

P4 de Plutão

Créditos e direitos autorais : NASA, ESA, Mark Showalter (SETI Institute)
Nix e Hydra foram primeiro introduzidos para os olhos humanos em imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble em Maio de 2005, como o segundo e o terceiro satélites de Plutão. Agora, imagens do Hubble também revelaram um quarto satélite para o congelado planeta anão. Provisoriamente designado como P4, ele completa uma órbita ao redor de Plutão a cada 31 dias. Atualmente a menor e mais apagada lua de Plutão, P4 tem um diâmetro estimado de 13 a 34 quilômetros. O satélite mais novo descoberto, foi identificado primeiro por observações feitas pelo Hubble em 28 de Junho de 2011 e posteriormente confirmado em observações feitas em 3 e 18 de Julho de 2011. Esses dois painéis acima são composições tanto de exposições curtas e longas que incluem o planeta Plutão mais brilhante, juntamente com o maior satélite de Plutão, Caronte. Ruídos da câmera e artefatos do processamento de imagem também aparecem nos segmentos de longas exposições. As observações do Hubble foram feitas enquanto se pesquisava por anéis apagados ao redor de mundos distantes em apoio à missão New Horizons da NASA, programada para atingir Plutão em 2015.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110722.html
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