25 de jul de 2011

Qual é a fonte de energia do Sol?

É a fusão nuclear de átomos de hidrogênio, a mesma fonte de energia de muitas bombas atômicas. Essa fusão acontece no núcleo do Sol, onde há uma pressão 10 mil vezes maior que no centro da Terra. Apertados, os átomos dessa parte da estrela se unem: cada quatro átomos de hidrogênio formam um de hélio. Só que essa conta não é tão precisa assim, pois o quarteto de hidrogênio tem uma massa 0,7% maior que a do hélio. Parece uma migalha, mas é justamente a sobra de matéria desse processo de fusão que se transforma em luz e calor. "A cada segundo, 4,7 bilhões de toneladas da massa do Sol são convertidas em energia", diz o astrônomo Roberto Dias da Costa, da USP. Isso ocorre há mais de cinco bilhões de anos e vai durar outro tanto, até que acabe o estoque de hidrogênio do núcleo. O Sol buscará, então, energia nas suas camadas mais superficiais, tornando-se uma estrela do tipo gigante vermelha. Será um desastre para nós, pois ele se expandirá a ponto de engolir a Terra. Depois, ao entrar numa espécie de terceira idade espacial, o astro não vai suportar o crescimento do seu próprio peso, acabará se contraindo e, por fim, vai virar uma anã branca - um tipo de estrela pequena, quase do tamanho da Terra. Com o calor que sobrar dos tempos de juventude, o Sol continuará brilhando fraquinho, até apagar de vez!

Panela de pressão estelar
Da união dos átomos de hidrogênio nascem a luz e o calor do Sol

1. No centro do Sol, por causa das altas temperaturas da estrela, a pressão é milhares de vezes maior que no centro da Terra
2. Pressionados, os átomos de hidrogênio se unem e viram hélio. A soma de cada quatro átomos de hidrogênio, porém, gera uma massa um pouco maior que a de um átomo de hélio. É essa sobra que se transforma em energia.

Rotação de buracos negros gera energia aos quasares

© ESO (galáxia Centaurus A)
Cientistas americanos descobriram que buracos negros não só giram como também podem se mover lateralmente em toda a sua galáxia anfitriã. E, de acordo com os astrofísicos da Universidade Brigham Young, ambos tipos de movimento alimentam os enormes jatos de energia emitidos por objetos conhecidos como quasares. O estudo, publicado no "Proceedings of the National Academy of Sciences", é o primeiro a detectar o que pode ser o combustível dos quasares, alguns dos objetos mais brilhantes do Cosmo. O buraco negro é como um gerador girando em torno desses campos magnéticos, disse o professor David Neilsen, principal autor do estudo. A forma como as linhas do campo magnético se torcem e são puxadas pelos buracos negros em rotação cria uma tensão eletromagnética que é transformada em radiação e energia expelida por eles. Um buraco negro na galáxia Centaurus A emite radiação num jato medindo um milhão de anos-luz de comprimento. Os astrônomos começaram a acreditar que a rotação dos buracos negros tinha um papel nesse fenômeno em 1977. O novo estudo confirma esta teoria e introduz um componente novo: o movimento lateral também alimentaria esses jatos. A energia cinética de rotação contribui, mas o movimento simples, como o de uma bola de bilhar, também pode contribuir para isso, afirmou o professor Eric Hirschmann, coautor do estudo. Os dois processos não competem um com o outro. Eles se combinam para gerar a energia total que flui dos buracos negros.
Fonte: http://www.sciencedaily.com/

Mais lento que lesma, robô em Marte anda 30 km em 7 anos

O robô Opportunity percorreu 32,5 km em sete anos em Marte e segue trabalhando.Foto: Nasa/Divulgação
Um ônibus espacial viaja a 28 mil km/h; um avião supersônico dá uma volta na Terra em 32 horas; uma Ferrari pode passar dos 300 km/h; e o Opportunity, robô que está explorando Marte, caminhou 32,5 km ao longo dos últimos sete anos. Em uma competição de velocidade, o pequeno robô "andarilho" da Nasa envergonharia até uma lesma (há registros de lesmas que se arrastam a 9 m/h). Feita a ressalva de que o Opportunity passa longos períodos estacionado, a velocidade média do robô tem sido de 0,4 m/h. Mas para sorte da agência espacial americana, a boa fama do robô depende mais de suas descobertas científicas no planeta vermelho do que de sua quilometragem. O Opportunity foi levado a Marte em janeiro de 2004, três semanas depois de seu irmão gêmeo Spirit. Os dois robôs tinham missões de apenas 90 dias, com o objetivo de encontrar vestígios de água no planeta vizinho. Mas cumpridos o prazo e a missão - eles acharam prova de que já houve mares salgados no planeta em tempos passados - os pequenos robôs seguiram funcionando, e a Nasa passou a criar novas missões para seus "andarilhos". O Spirit foi declarado "morto" em maio deste ano, mas o Opportunity continua sua aventura até hoje.

Vida longa sem aposentadoria

É comum que os robôs enviados ao espaço trabalhem por mais tempo do que o inicialmente previsto. Como disse o gerente do projeto de "andarilhos" em Marte da Nasa, John Callas, a agência tem como regra tirar o máximo de cada robô e nunca deixar capacidades inutilizadas. O robô Phoenix - que ao contrário de seus sucessores "andarilhos" não era capaz de se movimentar - foi enviado a Marte em 2008 e também chegou ao planeta com uma missão de três meses, mas seguiu suas explorações por dois meses a mais. O Viking 1, primeiro robô estacionário a aterrissar com sucesso no planeta vermelho, em 1976, igualmente chegou com expectativa de vida de 90 dias, e sobreviveu cerca de seis anos, bem como seu irmão Viking 2, enviado poucos dias depois. Apesar da decepção causada pelas descobertas do Viking que revelavam o ambiente inóspito de Marte, ele contribuiu com diversos experimentos geológicos graças a seu braço mecânico e sua câmera fotográfica.

Opportunity enfrenta problemas "de saúde"

A longa vida do Opportunity lhe permitirá explorar novos lugares em Marte, de acordo com Alfonso Herrera, um dos administradores da Nasa. Ele deverá seguir se movendo enquanto suas rodas permitirem. Segundo Bill Nelson, chefe da equipe de engenheiros das missões em Marte, o Opportunity tem "uma artrite no ombro do seu braço mecânico e está um pouco mal da roda dianteira direita, mas no geral está muito bem". Recentemente, o robô começou a andar de ré, com o objetivo de preservar as rodas da frente. O Opportunity parece seguir os passos do Spirit, que após perder duas de suas seis rodas atolou em um banco de areia e teve que se transformar em uma estação imóvel. Mesmo assim, o Spirit seguiu trabalhando e acidentalmente encontrou sílica, um composto químico que poderia indicar a presença anterior de comunidades de bactérias. Mas em 2010, o robô deixou de enviar dados à Terra e parou de responder aos comandos da Nasa. Em 25 de maio de 2011, a agência fez a última tentativa de contato com o "andarilho", que havia percorrido um total de 7,7 km e enviado 124 mil fotografias, e provavelmente deixou de funcionar pelo extremo frio e pela falta de sol - fonte de energia do robô - do inverno marciano.

Guindaste voador levará novo robô a Marte

O próximo robô a ser enviado ao planeta vizinho é o Curiosity (curiosidade, em inglês) que será o maior "andarilho" a chegar ao planeta. Do tamanho de um carro e pesando cerca de 900 kg, o Curiosity será deixado na superfície de Marte por uma nave parecida a um guindaste, e o custo da missão já ultrapassa os US$ 2,5 bilhões. A previsão inicial do envio do Curiosity a Marte era 2009, mas atrasos na construção do robô passaram o prazo para novembro de 2011. Movido com energia nuclear, o "andarilho" contará com um raio laser capaz de vaporizar rochas para analisar os gases liberados, um dos equipamentos mais avançados que a Nasa já produziu. Entre guindastes voadores e raios laser, a missão do Curiosity é tão cinematográfica que até James Cameron havia sido convidado a participar. O cineasta estava ajudando a Nasa a desenvolver uma câmera 3D de alta resolução que faria vídeos do planeta vermelho, mas o projeto foi abandonado por falta de tempo hábil para testes antes de novembro. Se os demais prazos forem cumpridos, o Curiosity estará perambulando por Marte a partir de agosto de 2012.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Telescópio espacial da Rússia será o mais eficaz já lançado

Ouviu falar em corrida espacial em pleno 2011? Um novo telescópio espacial russo, que irá trabalhar em conjunto com telescópios de rádio que estão em terra, coroa um esforço que começou durante a Guerra Fria. Será o maior telescópio que o mundo já viu, com uma capacidade de antena extremamente eficaz, que abrange 30 vezes o diâmetro da Terra. O telescópio, chamado de RadioAstron, tem uma antena de 10 metros, um décimo do tamanho do maior telescópio da Terra. Mas quando combinado com observatórios terrestres, ele será gigante em capacidade – com uma resolução até 10.000 vezes melhor do que o Telescópio Espacial Hubble da NASA.
 
A interferometria, método de medição baseado na interferência, é amplamente utilizada para criar enormes redes de telescópios na Terra, conectando observatórios individuais em uma rede maior, obtendo uma resolução muito mais efetiva. O RadioAstron não é nem mesmo o primeiro telescópio espacial que utiliza a interferometria – cerca de 15 anos atrás, a agência espacial japonesa lançou o satélite HALCA (Highly Advanced Laboratory for Communications and Astronomy) com a tecnologia. Porém, ele só foi projetado para trabalhar alguns anos e interrompeu seu funcionamento em 2005. Esse telescópio é projetado para se abrir em órbita, com 27 pétalas de fibra de carbono que se desdobram para formar um prato de 10 metros de largura.
 
Ele terá uma órbita elíptica, permitindo que a atração gravitacional da lua mude seu caminho. Esta rota orbital variável, em conjunto com os mais poderosos computadores que estarão em terra, permitirá que os cientistas russos produzam imagens de alta resolução de galáxias distantes. O RadioAstron poderá retratar os objetos celestes separados por um ângulo de 7 microssegundos de arco. Por causa dessa alta resolução, os cientistas acreditam que ele será capaz de espreitar eventos em um buraco negro no centro das galáxias, de estudar ondas de rádio emitidas por nuvens de moléculas de água no espaço, entre outras missões. A Agência Federal Espacial Russa terá que recolher todos os dados do telescópio. Porém, até agora, apenas uma tecnologia foi construída para receber sinais de satélites, e muitos outras serão necessárias para que os dados do telescópio de 144 megabits por segundo não sejam perdidos.
Fonte: http://hypescience.com/

A Via Láctea Sobre Fornos Abandonados

Créditos e direitos autorais : Tom McEwan
O que está abaixo da Via Láctea na foto acima? São chaminés históricas. Construídas nos anos de 1870 na parte rural de Nevada nos EUA, para processar a madeira local transformando-a em carvão, as chaminés foram abandonadas devido a um incêndio e a uma inundação na cidade, mas permanecem em bom estado até hoje. A foto panorâmica acima, é na verdade a junção de cinco imagens separadas, feitas no começo de Junho, do mesmo local. Visível acima das chaminés pouco comuns está o campo colorido estrelado, destacando a faixa central da Via Láctea aparecendo ao longo da direção diagonal para a parte inferior direita. Muitos locais famosos da Via Láctea são visíveis incluindo a Nebulosa Pipe e o Dark River de Antares na parte direita da Via Láctea. A origem do brilho verde na parte inferior esquerda, contudo, é um mistério sem explicação.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110725.html

Descoberto maior reservatório de água do universo

Concepção artística ilustra um quasar similar ao encontrado pelos astrônomos, onde havia quantidades gigantescas de vapor d'água.Foto: Nasa/ESA /Divulgação


 Água espacial

Duas equipes de astrônomos descobriram o maior e mais distante reservatório de água já detectado no universo. A água, o equivalente a 140 trilhões de vezes toda a água dos oceanos da Terra, está ao redor de um enorme buraco negro do tipo quasar, a mais de 12 bilhões de anos-luz de distância. "O ambiente em torno deste quasar é único na medida que está produzindo essa enorme massa de água", disse Matt Bradford, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. "É mais uma demonstração de que a água está presente em todo o universo, mesmo nos tempos mais antigos."

Quasar

Um quasar é alimentado por um enorme buraco negro que consome de forma constante um disco de gás e poeira ao seu redor. Conforme consome essa matéria, o quasar expele grandes quantidades de energia. Os dois grupos de astrônomos estudaram um quasar chamado APM 08279+5255, que abriga um buraco negro 20 bilhões de vezes mais maciço do que o Sol e produz uma quantidade de energia equivalente a mil trilhões de sóis. Os astrônomos já esperavam que o vapor de água estivesse presente no universo primordial, mas nunca tinham detectado essa água tão longe antes. Há vapor de água na Via Láctea, embora a quantidade total seja 4.000 vezes menor do que no quasar agora estudado, porque a maioria da água da Via Láctea está na forma de gelo.


Sede de buraco negro

O vapor de água é importante para revelar a natureza do quasar. Neste quasar em particular, o vapor de água está distribuído ao redor do buraco negro em uma região gasosa que abrange centenas de anos-luz de tamanho. Sua presença indica que o quasar está inundando o gás ao seu redor com raios-X e radiação infravermelha, e que o gás é extremamente quente e denso mesmo para os padrões astronômicos. Ainda que "quente e denso" seja algo muito relativo: o gás está a -53 grau Celsius e é 300 trilhões de vezes menos denso do que a atmosfera da Terra. Apesar disso, ele é cinco vezes mais quente entre 1 e 10 vezes mais denso do que o gás típico de galáxias como a Via Láctea. Medições do vapor de água e de outras moléculas, como o monóxido de carbono, sugerem que há gás suficiente para alimentar o buraco negro até que ele cresça até seis vezes seu tamanho atual. Se isso vai ou não acontecer não está claro, afirmam os astrônomos, uma vez que parte do gás pode acabar condensando-se em estrelas, ou pode ser expulso do quasar.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br
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