28 de jul de 2011

Os maiores mistérios das luas do gigante Júpiter

O maior planeta do sistema solar, Júpiter, também possui a maior quantidade de luas: incríveis 64 satélites atualmente catalogados. A maioria das luas são pedras pequenas e irregulares: aparentemente, asteroides capturados pela gravidade de Júpiter, que se espalham sobre o planeta gigante como abelhas em torno de uma colmeia. Entretanto, quatro das luas de Júpiter são na verdade bastante substanciais – tanto que podem ser vistas através de um telescópio rudimentar. A prova disso é que o primeiro observador das luas foi o inventor do telescópio em si, o astrônomo italiano Galileu Galilei, o que as deixou conhecidas como as “luas de Galileu” em 1610: Io, Europa, Ganímedes e Calisto. Juntas, essas quatro luas compreendem mais de 99,9% da massa dos satélites de Júpiter. Cada uma tem um caráter distintivo, e todas são enigmas científicos. Conheça alguns dos mistérios das principais luas de Júpiter:

Io, a lua hiperativa - Io é a mais próxima das luas galileanas de Júpiter. Esta proximidade ajuda a explicar a aparência infernal, enxofre-amarelada, vermelho-manchada e cheia de “elevações” da lua. As elevações são, na verdade, vulcões. Io possui mais ou menos 400 vulcões ativos, bem como montanhas formadas por movimentos tectônicos. No geral, a lua é o objeto mais geologicamente ativo do nosso sistema solar. A energia que impulsiona toda essa atividade vem em grande parte de um “cabo de guerra” gravitacional entre Júpiter e as outras três luas de Galileu (Io fica no meio da batalha). O constante alongamento e compressão que a lua sofre aquecem o seu interior, levando-a a escorrer lava, enxofre e cinzas para o espaço. Porém, os cientistas acreditam que essa batalha entre o planeta e as luas não é tudo. Nós não sabemos o suficiente sobre Io e ainda não podemos avaliar adequadamente todo seu mecanismo. A lua é tão interessante que muitos astrônomos gostariam de considerar uma missão inteiramente dedicada a ela.

Europa, uma boa aposta para vida extraterrestre - No entanto, a lua de Júpiter que definitivamente está na lista para um dia conseguir sua própria missão é a Europa. Este objeto gelado e branco com listras marrons em sua superfície se destaca como um dos melhores candidatos para hospedar vida extraterrestre em nosso sistema solar. Sob uma crosta de gelo de 3 a talvez 32 quilômetros de espessura, Europa provavelmente abriga um oceano de água salgada. Segundo modelos de astronomia, este oceano poderia ter o dobro do volume de todos os da Terra. A questão é: esse oceano poderia permitir o desenvolvimento de vida de alguma forma? A ideia não é tão absurda. A flexão da maré de Júpiter poderia manter o interior da Europa quente. Esta energia poderia, por sua vez, suportar vida microbiana, análoga à encontrada em torno de fontes hidrotermais nos oceanos da Terra. Raios cósmicos do espaço que atingem o gelo da crosta da lua poderiam até liberar oxigênio para criar maiores formas de vida, como peixes.

Ganímedes, grande e estranhamente magnética - A maior lua de Júpiter, Ganímedes, é a maior lua do sistema solar. Na verdade, é até maior do que o planeta Mercúrio. Outra distinção da lua é que ela é a única com a sua própria magnetosfera, que é uma região ao redor do objeto onde partículas carregadas do sol são desviadas por um campo magnético. Os cientistas não sabem como essa magnetosfera foi criada. Eles acreditam que o fato é muito fascinante, pois não existe conhecimento de outro pequeno corpo que possua tal campo. Pesquisadores sugerem que tal magnetosfera provavelmente foi feita de forma muito parecida com a da Terra, devido à convecção no núcleo de ferro líquido da lua. Saber como ela foi gerada ajudaria a compreender melhor o nosso próprio campo magnético. Para finalizar, Ganímedes também pode ter um oceano escondido sob a sua crosta cinza, rochosa e gelada.

Machucada Calisto - A lua com órbita mais distante de Júpiter é Calisto. Ao contrário de Io e Europa (e mesmo Ganímedes até certo ponto), nas quais a atividade geológica “apagou” muitas crateras, Calisto carrega cicatrizes de impactos com meteoritos. A lua geologicamente morta é considerada o objeto com mais crateras no sistema solar. A paisagem de Calisto é, portanto, uma das mais antigas do universo, com idade de cerca de quatro bilhões de anos. A análise de materiais de sua superfície seria como voltar no tempo, para o início do sistema solar. Sendo assim, Calisto pode ser cheia de surpresas também: um oceano subterrâneo poderia existir na lua, mais uma possível morada para vida alienígena na vizinhança de Júpiter.

Restos de uma lua destruída - Desde a sua descoberta em 2000, uma pequena lua de apenas quatro quilômetros de diâmetro, designada S/2000 J 11, tem desaparecido. Os astrônomos pensam que a pequena lua bateu em Himalia, a quinta maior lua de Júpiter depois das quatro galileanas. O possível impacto parece ter criado uma faixa de material, observada em 2006, que pode até virado um novo anel em torno de Júpiter. Os tênues anéis do planeta, naturalmente, não recebem a mesma atenção dos badalados anéis de Saturno, mas, como Saturno, as luas desempenham um papel fundamental no fornecimento das partículas que compõem os discos gigantes de Júpiter.
Fonte: http://hypescience.com/
[Life'sLittleMysteries]

Por que não pode haver velocidade maior que a da luz?

A luz do Sol, demora aproximadamente 8 minutos a chegar à Terra.
Nenhum objeto consegue ultrapassar 1,08 bilhão de km/h - a velocidade da luz no vácuo - porque todos os corpos ganham massa conforme sua rapidez aumenta. À primeira vista, essa idéia parece absurda: como é possível ficarmos mais pesados à medida que nos movimentamos mais rápido? A verdade é que esse efeito só é perceptível quando a velocidade é muito, muito alta. Imagine que você pudesse correr a 1,07 bilhão de km/h, o equivalente a 99,9% da velocidade da luz. A essa rapidez estonteante, sua massa cresceria espantosamente: um corpo de 80 quilos, digamos, passaria a ter quase 2 toneladas! Isso acontece porque energia e massa estão intimamente ligadas. De acordo com a célebre fórmula do fisíco alemão Albert Einstein, E = MC2 (onde "E" representa a energia e "M", a massa), se a energia de alguma coisa aumenta, sua massa vai crescer também. O segredo é que, quando um objeto aumenta de velocidade, isso significa justamente que ele ganhou mais energia. Uma das conseqüências é que o peso também aumenta e torna-se cada vez mais difícil acelerar o corpo. Se algum objeto pudesse chegar à velocidade da luz, sua massa seria infinita. Nessa situação, seria necessária uma força igualmente infinita para acelerar nosso objeto - mas nem o Universo inteiro tem tanta energia. A luz, claro, só alcança sua estonteante velocidade porque não tem massa. Entretanto, para todos os outros objetos do mundo, a massa nunca deixará a rapidez superar esse valor.

Explicando Einstein
A rapidez luminosa é o melhor exemplo para entender a famosa fórmula E = MC2

Todo mundo conhece a famosa equação E = MC2, o mais genial legado do físico alemão Albert Einstein. Se você sempre quis saber como ela se aplica para valer, o caso da velocidade da luz é o melhor exemplo. A fórmula diz que a quantidade de energia (E) que um objeto contém é igual à sua massa (M) multiplicada por um número que equivale ao quadrado da velocidade da luz (C2). Como C2 é um número imenso, mesmo uma massa muito pequena contém uma quantidade gigantesca de energia. Por isso, um objeto só tem um ganho perceptível de massa se sua energia crescer muito. Isso acontece quando a velocidade aumenta a valores bem próximos da rapidez luminosa. A 99,999% da velocidade da luz, um corpo fica 224 vezes mais pesado, e a 99,99999999%, o aumento é de 70 mil vezes. Na Terra, mesmo nos aviões mais velozes de hoje, é impossível observar esse efeito porque a velocidade é pequena demais para que o ganho de massa possa ser medido.

Cientistas esclarecem um dos mistérios da coroa do Sol

A temperatura alcança aproximadamente 6 mil ºC na superfície do Sol Foto: Nasa/Divulgação
Um estudo publicado nesta quinta-feira explica por que a coroa do Sol alcança temperaturas centenas de vezes superiores a partes do astro que encontram-se muito mais perto do núcleo, que produz o calor. Para aquecer a coroa solar a vários milhões de graus e acelerar a centenas de quilômetros por segundo os ventos solares que se propagam em todas as direções, inclusive em direção à Terra, é preciso energia, escrevem Scott McIntosh, do Centro Nacional Americano de Pesquisa Atmosférica, e outros pesquisadores na revista Nature. A temperatura alcança aproximadamente 6 mil ºC na superfície do Sol e dois ou três milhões de ºC na coroa, apesar desta última se encontrar muito mais longe do núcleo do astro, onde ocorrem as reações nucleares que produzem o calor. Hannes Alfven, um físico sueco que recebeu o prêmio Nobel em 1970, estimou que há ondas que transportam esta energia por linhas do campo magnético que percorrem o plasma (gás com partículas carregadas com eletricidade) da coroa. Até agora não havia sido possível detectar a quantidade de ondas deste tipo necessárias para produzir a energia requerida. Imagens de alta definição ultravioleta captadas com muita frequência (a cada oito segundos) pelo satélite da Nasa Solar Dymanics Observatory (SDO) permitiram à equipe de Scott McIntosh detectar grande quantidade destas ondas Alfven. As mesmas se propagam em grande velocidade (entre 200 e 250 quilômetros por segundo) no plasma em movimento, indica em um comunicado o professor Marcel Goossens, da Universidade Católica de Lovaina, que participou da pesquisa. Estas ondas, cujo fluxo energético localiza-se entre 100 e 200 watts por quilômetro quadrado, "são capazes de produzir a energia necessária para propulsar os rápidos ventos solares e assim compensar as perdas de calor das regiões menos agitadas da coroa solar", estimam os autores do estudo. No entanto, isto "não basta para prover os 2 mil watts por m² necessários para abastecer as zonas ativas da coroa", acrescentam na Nature. Para isso, seriam necessários instrumentos com maior resolução especial e temporal "para estudar todo o espectro de energia irradiada nas regiões ativas". Além disso, seria preciso "entender como e onde estas ondas são geradas e dissipadas na atmosfera solar".
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Nasa lança missão a Júpiter em 5 de agosto

Sonda Juno vai investigar a formação do planeta gasoso.Nave deve chegar ao planeta em 2016.
Composição artística mostra a sonda espacial em órbita de Júpiter (Foto: NASA/JPL)
A Nasa decidiu lançar sua missão a Júpiter no dia 5 de agosto. A sonda espacial Juno deve chegar ao maior planeta do Sistema Solar daqui cinco anos, em 2016. O objetivo é investigar a origem, a estrutura e atmosfera do gigante gasoso. E fazer belas imagens em close do planeta. Os cientistas esperam ter, pela primeira vez, fotografias detalhadas dos pólos de Júpiter. O lançamento da nave pode ocorrer entre 12h34 (horário de Brasília) até 13h33. Se as condições climáticas não permitirem, a janela de oportunidade para a decolagem fica aberta até dia 26 de agosto. Os cientistas esperam que a nave ajude a entender a formação do Sistema Solar. Júpiter é o maior planeta de nossa vizinhança, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio. Ao todo, a nave deve fazer 33 órbitas – o que deve durar até 2017. Ao fim de seu trabalho, ela vai cair no planeta. Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.

WISE descobre primeiro dos chamados asteróides Troianos da Terra

Conceito deste artista ilustra o asteróide Trojan primeiro conhecido da Terra, descoberto por Neowise O asteróide é mostrado em cinza ea sua órbita extrema é mostrada em verde. Órbita da Terra em torno do sol é indicado por pontos azuis. Crédito da imagem: Paul Wiegert, University of Western Ontário, Canadá
Astrônomos estudando as observações feitas com a missão Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE descobriram o primeiro conhecido asteróide Troiano orbitando o Sol juntamente com a Terra. Os Troianos são asteróides que compartilham sua órbita com um planeta próximo a pontos estáveis em frente ou atrás do planeta. Pelo fato deles estarem na mesma órbita do planeta eles nunca colidem com ele. No nosso Sistema Solar, asteróides Troianos também compartilham órbitas com Netuno, Marte, e Júpiter. Duas das luas de Saturno compartilham órbita com asteróides Troianos. Os cientistas já haviam previsto que a Terra deveria ter Troianos, mas eles tiveram dificuldades em encontrá-los pois eles são relativamente pequenos e aparecem próximo do Sol do ponto de vista da Terra. 

“Esses asteróides aparecem na maior parte do tempo durante o dia, fazendo com que seja muito difícil vê-los”, disse Martin Connors da Universidade de Athabasca no Canadá, principal autor do artigo que relata a descoberta e que foi publicado na edição de 28 de Julho de 2011 da revista Nature, e que pode ser encontrado no final desse post. “Mas nós finalmente encontramos um, pois esse objeto tem uma órbita pouco comum que faz com que ele caminhe para longe do Sol, mais do que o normal para os Troianos. A missão WISE virou esse jogo a nosso favor, nos dando um ponto de vista difícil de ter a partir da Terra”. 

O telescópio WISE vasculhou todo o céu na luz infravermelha de Janeiro de 2010 até Fevereiro de 2011. Connors e sua equipe começaram a sua pesquisa por um Troiano da Terra usando dados da missão NEOWISE, um adendo à missão WISE focado em parte nos chamados near-Earth Objects, ou NEOs, como asteróides e cometas. Os NEOs são corpos que passam a uma distância de 45 milhões de quilômetros da distância entre a Terra e o Sol. O projeto NEOWISE observou mais de 155.000 asteróides no cinturão principal de asteróides entre Marte e Júpiter e mais de 500 NEOs, descobrindo 132 previamente desconhecidos.
Asteróide 2010 TK7 está circulado em verde, neste único frame tomadas pelo Explorer, da NASA, Pesquisa Wide-field Infrared, ou WISE. A maioria dos outros pontos são estrelas ou galáxias muito além do nosso sistema solar. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / UCLA
 
A caçada da equipe resultou em dois candidatos a asteróides Troianos. Um chamado de 2010 TK7 foi confirmando como um Troiano da Terra depois de seguidas observações feitas também com o Telescópio Canadá-França-Havaí em Mauna Kea no Havaí. O asteróide tem aproximadamente 300 metros de diâmetro. Ele tem uma órbita pouco comum que traça um movimento complexo próximo do ponto estável no plano de órbita da Terra, embora o asteróide também se mova acima e abaixo desse plano. O objeto está a aproximadamente 80 milhões de quilômetros da Terra. A órbita do asteróide é bem definida e pelo menos nos próximos 100 anos, ele não chegará a uma distância inferior a 24 milhões de quilômetros da Terra.

 “É como se a Terra e o asteróide estivessem brincando de siga o líder”, disse Amy Mainzer, pesquisadora principal da missão NEOWISE no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia. “A Terra sempre está perseguindo esse asteróide ao seu redor”. Uma pequena quantidade de outros asteróides também têm órbitas similares em relação à Terra. Esses objetos seriam excelentes candidatos para futuras explorações robóticas ou humanas. O asteróide 2010 TK7 não é um bom alvo pois ele viaja muito distante acima e abaixo do plano de órbita da Terra, o que necessitaria de uma grande quantidade de combustível para alcança-lo.

“Essa observação ilustra por que o programa de observação NEO da NASA financiou a missão trazendo melhorias para o processo de coleta de dados pelo WISE”, disse Lindley Johnson, executivo do programa NEOWISE na sede da NASA em Washington. “Nós acreditamos que existe um grande potencial para encontrar objetos próximos da Terra que não tinham sido identificados anteriormente”. Os dados da NEOWISE sobre a órbita de centenas de milhares de asteróides e cometas que foram observados estão disponíveis através do Minor Center Planet da União Astronômica Internacional, um projeto financiado pela NASA, no Smithsonian Astrophysical Observatry em Cambridge, Mass.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov/news/

VST Observa o Tripleto de Leão - e Mais Além


Trio de galáxias na constelação de Leo (O Leão), juntamente com uma infinidade de objetos mais fracos.Esta imagem é uma composição criada pela combinação de exposições tomadas através de três filtros diferentes. Luz que passa através de um filtro infravermelho próximo era de cor vermelha, luz na parte vermelha do espectro é de cor verde, e verde é cor magenta.créditos:ESO / INAF-VST / OmegaCAM. Agradecimento: OmegaCen / Astro-WISE / Instituto Kapteyn

Uma imagem enorme do VLT Survey Telescope (VST) e da sua câmara OmegaCAM, instalados no Observatório do Paranal do ESO, mostra três galáxias brilhantes na constelação do Leão. São, no entanto, os objetos ténues que aparecem no plano de fundo, em vez das galáxias em primeiro plano, que captam a atenção dum astrónomo. A imagem extremamente nítida destes objetos pouco luminosos obtida pelo VST atesta o poder do telescópio e da OmegaCAM para mapear o Universo distante. O VST é a adição mais recente ao Observatório do Paranal do ESO. É um telescópio de última g eração de 2.6 metros, equipado com uma câmara gigante de 268 milhões de pixels, a OmegaCAM. Tal como o nome indica, o VST dedica-se a mapear o céu na radiação visível, sendo o maior telescópio do mundo concebido exclusivamente para este efeito.

Esta grande panorâmica do tripleto de Leão demonstra a excelente qualidade das imagens produzidas pelo VST e pela sua câmara. O tripleto de Leão é um magnífico grupo de galáxias em interação, situado a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra. Todas as galáxias são espirais, tal como a nossa própria Via Láctea, embora este facto possa não ser imediatamente óbvio a partir desta imagem, uma vez que os discos estão inclinados de diferentes ângulos relativamente à nossa linha de visão. NGC 3628, situada na imagem à esquerda, observa-se de perfil, mostrando extensas zonas de poeira ao longo do plano da galáxia. Por outro lado, os objetos de Messier, M 65 (em cima à direita) e M 66 (em baixo à direita), estão suficientemente inclinados para que possamos observar dos seus braços em espiral.
Este gráfico mostra a localização do trio de galáxias Messier 65, Messier 66 e NGC 3628 na constelação de Leão (The Lion). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições, e as duas galáxias mais brilhantes são marcados como elipses vermelhas, dentro de um círculo vermelho. Através de um telescópio de tamanho moderado amador estas três galáxias são facilmente vistas como formas ovais brilhantes, mas nebuloso, com NGC 3628 sendo a maior, mas menor. créditos:ESO, IAU e Sky & Telescope

Os grandes telescópios estudam normalmente uma destas galáxias de cada vez (ver por exemplo potw1026a e eso0338c), mas o campo do VST - duas vezes o tamanho da Lua Cheia - é suficientemente grande para capturar os três membros do grupo numa única imagem. O VST também nos mostra um grande número de galáxias ténues mais distantes, observadas como manchas difusas no campo de fundo da imagem. Observam-se igualmente em primeiro plano muitas estrelas com diferentes brilhos, situadas na nossa própria Galáxia. Um dos objetivos científicos do VST é a procura de objetos pouco brilhantes na Via Láctea, tais como estrelas anãs castanhas, planetas, estrelas de neutrões e buracos negros. Pensa-se que estes objetos permeiam o halo da nossa Galáxia mas que são, muitas vezes, demasiado ténues para poderem ser detectados de forma direta, mesmo com grandes telescópios. O VST procurará eventos subtis produzidos por um fenómeno chamado microlente gravitacional, de modo a detectar indiretamente estes objetos tão elusivos e estudar o halo galáctico.

Com base nestes estudos, espera-se que o VST faça avançar o nosso conhecimento da matéria escura, que se pensa ser o maior constituinte do halo galáctico. Esperamos encontrar pistas sobre a natureza desta substância, assim como sobre a natureza da energia escura, a partir dos rastreios do Universo longínquo feitos pelo VST. O telescópio descobrirá enxames de galáxias distantes e quasars a grande desvio para o vermelho, que ajudarão os astrónomos a compreender o Universo primordial e a encontrar respostas para perguntas de cosmologia de longa data. A imagem mostra também traços de vários asteróides do Sistema Solar, que se moveram ao longo da imagem durante as exposições.

Estes objetos aparecem como riscas coloridas curtas e nesta imagem podemos observar pelo menos dez. Como o Leão é uma constelação do zodíaco, situada no plano do Sistema Solar, o número de asteróides é particularmente elevado. Esta é uma imagem composta, criada pela combinação de exposições obtidas através de três filtros diferentes. A radiação que passou através dum filtro infravermelho mostramo-la a vermelho, a que corresponde à parte vermelha do espectro está a verde e a que corresponde à radiação verde está a magenta.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1126/

Nebulosas NGC 6188 e NGC 6164

Formas fantástica se escondem nas nuvens de gás hidrogênio brilhante na NGC 6188. A nebulosa de emissão pode ser encontrada próxima da borda de uma grande nuvem molecular, invisível no comprimento de onda da luz visível, na constelação do sul Ara, a aproximadamente 4000 anos-luz de distância da Terra. Estrelas jovens massivas da associação mergulhada AraOB1 foram formadas nessa região somente a poucos milhões de anos atrás, esculpindo as formas escuras e energizando o brilho da nebulosa com ventos estelares e intensa radiação ultravioleta. A recente formação de estrelas propriamente dita foi provavelmente disparada pelos ventos e por explosões de supernovas, de gerações anteriores de estrelas massivas, que varreram e comprimiram o gás molecular. Acompanhando a NGC 6188 nessa pintura cósmica, está a rara nebulosa de emissão, NGC 6164, também criada por uma das estrelas massivas do tipo O da região. Similar em aparência com muitas nebulosas planetárias, o destaque da NGC 6164 é a mortalha gasosa simétrica e o halo apagado ao redor de sua estrela brilhante central localizada na parte superior direita. O campo de visão dessa imagem se expande por uma área equivalente a duas luas cheias, correspondendo a 70 anos-luz considerando a distância estimada da NGC 6188.
Créditos e direitos autorais : Marco Lorenzi (Glittering Lights)
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110728.html

Telescópio espacial flagra buraco negro em ação

Imagem ajuda a entender comportamento do corpo celeste. Buraco negro está em galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra.
Imagem detalha o buraco negro no centro da galáxia NGC 3115 (Foto: NASA/CXC/Univ. of Alabama/K. Wong et al; Optical: ESO/VLT)
O Telescópio Espacial Chandra fez a primeira imagem em raios-X de gás cósmico sendo absorvido por um buraco negro. A fotografia ajuda astrônomos a entender o crescimento e o comportamento dos buracos negros, segundo a agência espacial americana (Nasa). O buraco negro estudado fica no centro de uma grande galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra, conhecida como NGC 3115. Estudos anteriores já tinham mostrados material sendo sugado pelo buraco, mas nunca antes uma imagem tinha deixado tão claro que se tratava de gás quente. Isso empolga os cientistas porque ajuda a medir o tamanho do buraco negro: cerca de dois milhões de vezes maior do que o nosso Sol.

Imageando o gás quente em distâncias diferentes desse supermassivo buraco negro, os astrônomos conseguem observar os limites críticos onde o movimento do gás torna-se dominado pela gravidade do buraco negro e cai em direção ao interior do objeto. Essa distância do buraco negro é conhecida como “Raio de Bondi”. É muito animador encontrar evidências claras do gás ao alcance de um buraco negro massivo”, disse Ka-Wah Wong da Universidade do alabama, que liderou o estudo que aparece na edição de 20 de Julho do The Astrophysical Journal Letters. “O poder de resolução do Chandra fornece uma oportunidade única de entender mais sobre como os buracos negros capturam material estudando esse objeto próximo”. 

Imagem composta da galáxia NGC 3115. (X-ray: NASA / CXC / Universidade de Alabama / K. Wong et al; Óptica:. ESO / VLT)

À medida que o gás flui em direção ao buraco negro, ele é espremido, fazendo com que ele fique mais quente e mais brilhante, uma assinatura agora confirmada pelas observações feitas em raios-X. Os pesquisadores encontraram um aumento na temperatura do gás que começa a aproximadamente 700 anos-luz de distância do buraco negro, dando assim a localização do Raio de Bondi. Isso sugere que o buraco negro no centro da NGC 3115 tem uma massa de aproximadamente dois bilhões de vezes a massa do Sol, fazendo dele o buraco negro desse tamanho mais perto da Terra. Os dados do Chandra também mostram que o gás perto do buraco negro no centro da galáxia é mais denso que o gás distante, como previsto. Usando as propriedades observadas do gás e as premissas teóricas, a equipe então estimou que a cada ano o gás ganha 2 por cento mais de massa do Sol quando está sendo puxado para além do Raio de Bondi em direção ao buraco negro. Fazendo certas premissas sobre como grande parte da energia do gás se transforma em radiação, os astrônomos esperariam encontrar uma fonte que é mais de um milhão de vezes mais brilhante em raios-X do que é vista no NGC 3115.

“Um grande mistério na astrofísica é como a área ao redor dos buracos negros massivos podem permanecer tão apagadas, quando existe uma grande quantidade de combustível disponível para acendê-lo”, disse o co-autor do trabalho Jimmy Irwin, também da UA em Tuscaloosa. “Esse buraco negro é um modelo para se estudar esse problema”. Existem pelo menos duas possíveis explicações para essa discrepância. A primeira é que muito menos material na verdade cai dentro do buraco negro do que flui dentro do Raio de Bondi. Outra possibilidade é que a conversão de energia em radiação é muito menos eficiente do que se tem assumido.

Modelos diferentes descrevem o fluxo do material no buraco negro fazendo diferentes previsões de quão rapidamente a densidade do gás é vista aumentando à medida que ela se aproxima do buraco negro. Uma determinação mais precisa do aumento na densidade a partir de futuras observações devem ajudar os astrônomos a decidirem sobre esses modelos. O Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Ala., administra o programa do Chandra para o Science Mission Directorate da agência em Washington. O Smithsonian Astrophysical Observatory controla as operações científicas e de voo do Chandra de Cambridge, Mass.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/chandra/news/H-11-248.html
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