29 de jul de 2011

Universo Oscilante

Há várias teorias sobre a formação e o crescimento do Universo. Uma delas é a do universo oscilante, segundo a qual o Universo teria nascido de uma espécie de ovo cósmico originário, há bilhões de anos. Ou seja, havia uma determinada quantidade de matéria universal concentrada em um espaço único, constituindo uma massa atômica primitiva. Em um dado momento este ovo teria passado por uma explosão incalculável, nunca antes vivenciada no Cosmos, e assim foi criado o Universo da forma como ele é conhecido – evento denominado ‘Big Bang’. Várias pesquisas apontam que o Universo, com a passagem do tempo, tende a se estreitar, portanto sua velocidade de expansão diminui cada vez mais, devido à atração gravitacional. Um dia o Cosmos encolherá de tal forma que ele entrará em colapso, fenômeno conhecido nos meios científicos como ‘Big Crunch’. Esta teoria pressupõe a existência de ciclos, os quais configuram o que se chama de Universo Oscilante. Ela foi proposta pelo físico Richard Tolman, que acreditava nas várias oscilações universais, as quais vão de tempos em tempos do ‘Big Bang’ ao ‘Big Crunch’, passando pelo inevitável colapso, o grande rebote. Outro pesquisador, George Gamow, referia-se a este evento como a grande explosão. Os restos desta convulsão cósmica converteram-se em estrelas e galáxias, e atualmente verifica-se que o Universo ainda se encontra em estágio de expansão. Mas, se for possível olhar para o passado e comparar este crescimento ao que hoje ocorre, será visível a diferença de velocidade deste desenvolvimento. Antes se verificava no espaço sideral um agrupamento mais veloz das galáxias, pois a gravidade exercia uma força de atração bem maior. Hoje este impulso está mais enfraquecido, e tende a tornar-se ainda menor no futuro. A dilatação do Cosmos é, assim, cada vez mais morosa. Segundo esta teoria, o Universo encolherá gradualmente e, um dia, irá se contrair a ponto de novamente constituir um ovo cósmico, até que ele mais uma vez se desintegre e constitua um novo ‘Big Bang’, o que ocorre mais ou menos a cada 80 bilhões de anos. A crença nesta proposição científica pressupõe que se acredite em um Universo fechado, hipótese contestada por muitos cosmólogos. A teoria do Universo Oscilante foi a princípio desenvolvida na forma de equações por Alexander Friedmann, em 1922. Logo depois ela foi ampliada por Richard Tolman, em 1934. Há várias controvérsias entre os próprios pesquisadores; alguns crêem em uma infinita oscilação, baseada na existência, portanto, de vários ciclos, enquanto outros acreditam que há apenas um estágio cósmico. Nenhum destes cientistas, porém, sabe explicar de onde veio o ovo primordial, como ele foi constituído nem durante quanto tempo ele foi preservado. Mas esta visão cíclica do universo, embora muito polêmica, ainda subsiste nos dias atuais, entre estudiosos que defendem a eterna existência do Cosmos, em estágios de nascimento e renascimento.
Fonte: http://www.infoescola.com/cosmologia

Camadas de Rocha na Cratera Gale em Marte

Essa imagem oblíqua do monte baixo na Cratera Gale, em Marte, mostra camadas de rocha s que preservam um registro dos ambientes experimentados pelo planeta Marte. Aqui instrumentos a bordo de sondas orbitais do planeta detectaram assinatura tanto de minerais de argila como sais sulfatos com mais minerais de argila aparentes em primeiro plano dessa imagem e poucos em camadas mais superiores. Essa mudança na mineralogia pode refletir uma mudança nos antigos ambientes da cratera Gale. Os cientistas que estudam o planeta Marte possuem algumas hipóteses muito sérias sobre como esses minerais podem refletir as mudanças na quantidade de água que existiu na superfície de Marte. A sonda Mars Science Laboratory Curiosity, usará o seu conjunto completo de instrumentos para estudar esses minerais fornecendo ideias sobre os antigos ambientes de Marte. Essas rochas também são o alvo principal na pesquisa por moléculas orgânicas desde que se pode imaginar que nesse passado molhado essas regiões podem ter desenvolvido a vida, na forma de microrganismos. Os cientistas estudarão como as moléculas orgânicas, se presente, se alteraram com as variações mineralógicas nas camadas para entender como elas se formaram e o que influenciou a preservação delas. As pequenas colinas nessa imagem podem fornecer pistas sobre o ciclo moderno da água em Marte. Elas contém sais de sulfatos que tiveram água no passado, e à medida que a temperatura tornou-se mais alta no verão uma parte dessa água pode ter sido lançada na atmosfera. À medida que a temperatura diminuiu, esses minerais podem ter absorvido água da atmosfera. A equipe da Mars Science Laboratory irá investigar como a água está sendo trocada entre os minerais e a atmosfera, ajudando a todos nós entendermos melhor sobre o clima moderno do planeta Marte. As colinas são particularmente úteis para esse tipo de investigação pois diferentes partes das colinas se expuseram a diferentes quantidades de radiação solar, ou seja, a diferentes temperaturas. A Curiosity será capaz de comparar a água nessas áreas contrastantes como parte de sua investigação. Essa perspectiva tridimensional foi criada usando imagens feitas com a luz visível com a câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) que viaja a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter e pela High Resolution Stereo Camera a bordo da sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia. A informação tridimensional foi derivada de análises estereográficas de pares de imagens. A dimensão vertical tem um exagero. A informação de cores é derivada das porções coloridas da cena registradas pela câmera High Resolution Imaging Science Experiment. A sonda Mars Science Laboratory está sendo preparado para ser lançada em 25 de Novembro de 2011. O objetivo primário da missão de um ano em Marte, aproximadamente dois anos Terra, após pousar, os pesquisadores usarão as ferramentas da sonda para estudar se a região de pouso teve as condições ambientais favoráveis para suportar a vida microbial e preservar pistas sobre se essa vida existiu.
Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech / University of Arizona

Meteorito gigante é encontrado na China

Uma enorme rocha espacial – que pode ser um dos maiores meteoritos já noticiados – foi encontrada em uma região remota e montanhosa no noroeste da China. A gigante rocha foi encontrada a 2,9 mil metros em uma montanha da província chinesa de Xinjiang Uygur. Uma pequena equipe especializada em meteoritos já iniciou investigações no local. O meteorito é de ferro, e pode ser o segundo maior existente do tipo. Ele tem cerca de 2,3 metros de comprimento e metade da medida de largura. A massa pode variar entre 25 a 30 toneladas, podendo superar a massa do maior meteorito encontrado na China até então, um de 28 toneladas que foi descoberto na mesma região em 1898. A equipe de pesquisadores descobriu nomes riscados na superfície da rocha, indicando que pessoas da área já estavam cientes da presença da pedra inusitada. Os riscos expõem a composição de ferro e níquel existentes. A rocha vem de fora do sistema solar, e se for confirmada como um meteorito, terá um valor ainda maior para a comunidade científica. Isso porque a maioria dos meteoritos se formaram há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, junto com a formação do sistema solar. O maior meteorito conhecido até hoje tem cerca de 60 toneladas e foi encontrado na Namíbia. Outros grandes espécimes incluem um pedaço de rocha de 37 toneladas na argentina e um de 30 toneladas na Groelândia. Qualquer meteorito descoberto, independentemente de sua dimensão, tem potencial de fornecer novas informações sobre o início do sistema solar aos cientístas. Uma análise mais aprofundada deverá determinar se este meteorito de ferro e aquele encontrado em 1898 na mesma região chinesa estão relacionados, ou se é apenas uma coincidência. Ainda não se sabe quando a rocha será removida para estudos.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Como Surgiu a Lua ?

Provavelmente, a Lua nasceu de uma pancada que a Terra levou. Há mais de 4 bilhões de anos, nosso planeta teria sofrido o maior impacto de sua existência: bateu de frente com outro planeta, um colosso do tamanho de Marte que atravessou a sua órbita. Como o astro desavisado era menor, ele acabou em estilhaços. A Terra, claro, também não escapou ilesa: boa parte da sua superfície foi literalmente para o espaço.

Depois de alguns anos, os restos da explosão se juntaram para compor a Lua. Esse fenômeno assustador só aconteceu porque o sistema solar estava em formação naquela época. Poucos milhões de anos antes da grande trombada, só havia poeira microscópica em volta do Sol. Os grãos, com o tempo, foram se juntando para formar rochas mais volumosas, que se chocavam umas com as outras, criando corpos ainda maiores.

As rochas que se tornaram grandes e fortes sobreviveram como planetas - entre elas, a que chamamos hoje de Terra. Embora ainda não existam provas definitivas de que a colisão espacial tenha realmente acontecido, essa é, de longe, a teoria mais aceita sobre o surgimento da Lua. Um fortíssimo argumento a seu favor é o fato de a concentração de 2% de ferro do centro do satélite ser praticamente igual à encontrada nas camadas mais superficiais da Terra - justamente as que teriam sido atingidas pela pancada. "Além disso, a composição das pedras lunares é bastante parecida com a das rochas do manto terrestre, a camada que fica logo abaixo da superfície do planeta. É mais um ponto em comum entre os dois astros", diz o geofísico Lon Hood, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.


Impacto profundo
Uma megatrombada espacial há 4,5 bilhões de anos deu origem ao nosso satélite

UM PLANETA SECO

A Terra de 4,5 bilhões de anos atrás era o próprio inferno. Na sua superfície, só rochas e muita lava. A água líquida, base para a vida, só surgiria após centenas de milhões de anos. A fina atmosfera de então, formada por metano e amônia, seria fatal para os seres humanos. Um pedaço desse planeta ainda inóspito daria origem à Lua.
 
1. Nessa época da Terra infernal, o sistema solar era jovem e instável, por isso aconteciam muitas colisões entre astros enormes, como planetas em formação. Um deles, que tinha cerca de metade do tamanho do globo terrestre, chocou-se contra a massa rochosa do nosso planeta. Com a batida, o astro intruso se espatifou e a Terra perdeu parte de sua superfície.
 
2. A explosão formou uma quantidade de estilhaços com pelo menos o dobro da massa da Lua atual. Os pedaços do planeta intruso que estavam mais distantes da órbita terrestre escaparam para o espaço. Mesmo assim, metade dos estilhaços ainda sobrou como matéria-prima para formar o novo satélite.
 
3. Os estilhaços que estavam mais próximos da Terra foram atraídos pela gravidade e caíram no planeta, ajudando a reconstruir a camada externa do globo. Os restos rochosos que dariam origem à Lua se juntaram como uma espécie de anel em torno do Equador terrestre. Por lá, a velocidade de rotação do planeta é mais rápida, o que fez com que as partículas se aglutinassem naquela região.

4. Alinhados junto ao Equador, os estilhaços se uniram pela força de gravidade, formando a Lua. Os astrônomos estimam que esse processo de parto lunar deve ter sido bem rápido, levando no máximo 100 anos. Logo após seu nascimento, o satélite estava a apenas 25 mil quilômetros de distância da Terra. Hoje, a distância média gira em torno de 380 mil quilômetros.

COMPANHEIRA INFLUENTE

Desde sua formação, a Lua gera efeitos importantes na vida da Terra. Na época de sua criação, o satélite exercia uma atração gravitacional tão grande sobre a rotação do planeta que fazia os nossos dias durarem apenas cinco horas. Em alguns bilhões de anos, quando a órbita lunar se estabilizar, os dias durarão um mês. A Lua ainda é o grande astro responsável pelas marés oceânicas e pela variação do nível do mar na Terra
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br  

Balé mortal

Astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian descobriram um par de estrelas anãs brancas executando um balé mortal que em menos de 1 milhão de anos (um piscar de olhos em termos astronômicos) deverá resultar em uma fusão seguida da explosão do astro resultante em uma supernova. As anãs brancas são estrelas parecidas com o Sol que já estão na fase final da sua vida, tendo queimado boa parte de seu combustível. Neste sistema binário, no entanto, o par está tão próximo que elas completam uma órbita em torno da outra em apenas 13 minutos, a uma impressionante velocidade de 600 quilômetros por segundo. A mais brilhante delas tem cerca de um quarto da massa do Sol compactada em uma bola do tamanho de Netuno, enquanto a outra tem mais da metade da massa do Sol espremida para ficar do tamanho da Terra. A atração gravitacional mútua é tão grande que a esfera da estrela mais leve é deformada em cerca de 3%. Se isso acontecesse com a Terra, nossas marés ultrapassariam os 350 quilômetros de altura. Os cientistas esperam que o acompanhamento desta espiral fatal não só leve a um espetáculo de fogos a ser observado por futuros astrônomos como também ajude, desde já, a comprovar mais uma previsão da Teoria da Relatividade de Einstein, segundo a qual objetos maciços em movimento provocam "ondas gravitacionais".
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/sociencia/posts/2011/07/27/bale-mortal-394885.asp

Rede De Vulcões Únicos Descobertos No Lado Escuro da Lua


Esta imagem do LRO da NASA mostra uma região do lado escuro da Lua entre as crateras Compton e Belkovich. A região colorida marca uma alta concentração do mineral tório, que se pensa ter sido depositado por raros vulcões de silicatos no passado.Crédito: NASA/GSFC/ASU/WUSTL, processamento por B. Jolliff

De acordo com um novo estudo, escondido de olhos terrestres, o lado escuro da Lua é o lar de um conjunto raro de vulcões que mudaram a face da superfície lunar. Os dados e fotos obtidas pela sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA revelam a presença de vulcões de silicatos, agora mortos, que, de acordo com os investigadores, não são do mesmo género dos vulcões basálticos, os mais comuns espalhados pela superfície da Lua. "A maioria da actividade vulcânica na Lua era basáltica," afirma Brad Jolliff, da Universidade de Washinton nos EUA e autor principal do artigo acerca da descoberta.

 "A descoberta de outros tipos de vulcões é interessante pois mostra a complexidade geológica e a variedade de processos que ocorrem na Lua, e como o vulcanismo do satélite mudou com o passar do tempo."  Dado que a rotação da Lua foi afectada pelas forças de marés entre a Terra e a Lua, apenas um lado é visível a partir da Terra. O lado não visível da Lua - por vezes incorrectamente referido como o "lado escuro" - esteve escondido até 1959, quando a soviética Luna 3 obteve as primeiras fotos da região.

A natureza do raro terreno vulcânico no lado escuro da Lua é claro nesta imagem da LRO, combinada com um modelo do terreno criado digitalmente. No centro encontra-se uma depressão irregular que poderá ser uma caldeira vulcânica e os seus limites são cumes com características que sugerem terem sido formados pela intrusão de lava silícica altamente viscosa, um tipo raro de lava lunar.Crédito: NASA/GSFC/ASU/WUST/F. Schulten, DLR

Quando a Lunar Prospector da NASA orbitou a Lua em 1998, revelou uma planície altamente reflectiva entre duas antigas crateras de impacto. Conhecida como região Compton-Belkovich, esta parte da Lua contém tório e outras rochas de silicatos, sugerindo um tipo mais evoluído de actividade vulcânica do que a que criou as famosas e escuras planícies basálticas conhecidas como "maria", ou "mares".  Mas foi só até à LRO, que capturou imagens de alta-resolução da região, que este tipo de actividade vulcânica foi confirmado. A sonda descobriu um número de características tipo-abóbadas com lados muito inclinados - sinais tantalizantes de vulcões lunares. Jolliff afirma que estes cumes foram formados por lava que provavelmente originou das profundezas da Lua. Fluiu para fora através de fissuras até à subsuperfície, onde pressionou na direcção do exterior para formar estas grandes cúpulas.

A lava continuou a sua viagem até à superfície, construindo outros vulcões mais pequenos. Algumas áreas colapsaram, criando as depressões irregulares observadas pela câmara da LRO, afirmam os cientistas. A pesquisa está detalhada na edição de 24 de Julho da revista Nature Geoscience. A maioria dos vulcões, cá na Terra e não só, está perto de outros vulcões. Mas o grupo na região de Compton-Belkovich encontra-se isolado. "Esta pequena rede vulcânica encontra-se longe da secção da Lua onde a maioria da actividade vulcânica esteve concentrada, e onde outro vulcanismo de silicatos ocorreu," acrescenta Jolliff. "Isto é um puzzle."  Vulcões mais velhos e defuntos não são invulgares. Os cientistas já sabem há anos que os vulcões na Lua preencheram as crateras para criar os mares escuros visíveis da Terra. No entanto, estes fluxos de lava são de natureza basáltica.

As câmaras a bordo da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, lançada em 2009, mostram que o centro da Anomalia de Tório em Compton-Belkovich é relativamente reflectiva no vísivel, quando comparada com os seus arredores. As imagens a alta-resolução também revelaram características invulgares nesta área brilhante. Crédito: NASA/GSFC/ASU, processamento por S. Wiseman e B.
Jolliff

A equipa também usou o instrumento DLRE (Diviner Lunar Radiometer Experiment) para confirmar o tipo de rochas na planície. "Poucos minerais têm um espectro infravermelho capaz de explicar as observações da região Compton-Belkovich e os outros vulcões não-basálticos na Lua," afirma Timothy Glotch, co-autor do estudo da Universidade de Stony Brook, em Nova Iorque, EUA. De facto, as rochas eram ricas em silicatos. "Já sabemos há algum tempo que a região Compton-Belkovich tem uma concentração invulgarmente alta de tório," disse Glotch. "Agora podemos dizer com certeza que o tório está relacionado com estes materiais vulcânicos silícicos. No Outono passado, Glotch, com a ajuda de outra equipa, foi o primeiro a identificar vulcões não-basálticos no lado visível da Lua.

 Graças à sua superfície altamente reflectiva, este grupo foi também descoberto originalmente pela Lunar Prospector. No entanto, a lava dos mares em redor pode também ter escondido detalhes dos vulcões, por isso os investigadores suspeitam que alguns detalhes da história geológica da região poderão estar escondidos. Mas os vulcões no lado escuro da Lua não se encontram perto de mares para esconder as suas características. O vulcanismo de toda a área está completamente visível para estudo. Similarmente, estão surpreendentemente livres de crateras de impacto, o que revela muito sobre a sua idade," afirmam os investigadores.

O início da vida do Sistema Solar foi violento, com rochas marcando a superfície dos planetas e das suas luas. Características sem estas cicatrizes foram formadas depois de a violência ter acalmado. Jolliff e a sua equipa estimam que a idade dos vulcões de silicatos no lado escuro da Lua ronde os 800 milhões de anos. Tal idade prolonga a actividade vulcânica na Lua por 200 milhões de anos, afirmam. De acordo com Glotch, a descoberta de vulcões não-basálticos no lado escuro da Lua "mostra que a Lua tem uma composição mais diversificada do que se pensava antes desta nova era da exploração lunar. Como cientistas, ainda estamos a digerir todos os dados relativamente novos e a trabalhar para melhor compreender o que significa em termos de história lunar."

Chile, o paraíso dos astrônomos

O Céu limpo e o ar seco do deserto do Atacama, no norte do Chile, é um paraíso para astrônomos de todo mundo. Isso porque os dois telescópios mais poderosos do planeta estão instalados lá. E agora, um terceiro telescópio pretende superar todos eles. Previsto para ser construído 2.600 metros acima dos Andes, com vista ao observatório do Paranal. Quando ele for concluído, dentro de 10 anos, será o mais poderoso instrumento óptico do mundo. O telescópio – chamado de E-ELT ou Telescópio Europeu Extremamente Grande – será do tamanho de um estádio de futebol, deverá pesar mais de 5 mil toneladas e não vai sair por menos de 2,3 bilhões de reais. Ele será especialmente preparado para resistir a terremotos de grande porte, algo que deve ser levado em consideração no território chileno. As imagens produzidas pelo E-ELT serão 15 vezes mais nítidas do que as do Telescópio Espacial Hubble, e podem até nos ajudar a encontrar sinais de vida em outros planetas.

 Cientistas até acreditam em uma possível revolução na forma em que percebemos o universo, assim como a que Galileu provocou anos atrás. O espelho principal do E-ELT terá 42 metros de largura, o que é cinco vezes maior do que os espelhos que existem nos telescópios de Paranal, que estão entre os maiores do mundo. A construção do telescópio não é o único grande projeto astronômico no Chile. Pertinho do observatório de Paranal, engenheiros estão construindo o ALMA, o maior rádio-telescópio do mundo. As operações devem iniciar ainda este ano, e deverão transformar a ciência tanto quanto o Telescópio Espacial Hubble fez. Esses dois ambiciosos projetos estão aumentando a reputação do Chile com os astrônomos. Até 2025, o país deve ser responsável por mais da metade da captação de imagens do universo.  O que possibilita isso é o céu do deserto do Atacama, que está entre os mais claros do planeta. 

 Em algumas partes do deserto, a chuva nunca foi registrada. A altitude também é importante, particularmente para o ALMA, já que radios-telescópios precisam captar comprimentos de onda do espaço, e os sinais são frequentemente distorcidos pelo vapor d’água na atmosfera terrestre. Além disso, sendo no hemisfério sul, os observatórios não concorrem diretamente com os dos Estados Unidos e os da Europa. A política e a infraestrutura também estão ajudando, já que o Chile tem emergido como um país próspero desde o seu retorno à democracia em 1990. Afinal, a estabilidade é essencial para projetos de longo prazo como esses. Os telescópios existentes no Paranal já ajudaram os cientistas a fazerem algumas descobertas notáveis. Com por exemplo, as primeiras imagens de um planeta fora do sistema solar, e a descoberta da estrela mais antiga conhecida na Via Láctea, que tem 13,2 bilhões de anos de idade. Com o novo telescópio gigante para ajudar, ninguém deve duvidar que eles avançarão muito mais.
Fonte: http://hypescience.com/
[BBC]

Cratera Gale de Marte

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL-Caltech, ASU
Essa imagem nítida feita pela câmera Thermal Emission Imaging System, ou THEMIS da sonda da NASA Mars Odyssey está centrada na cratera Gale com seus 154 km de diâmetro, que fica localizada próxima do equador do planeta Marte. Dentro da Gale, uma impressionante montanha com camadas se levanta 5 km acima do interior da cratera. As camadas e estruturas próximas da base são pensadas como sendo formadas em tempos antigos por sedimentos que foram carregados pela água. De fato, um ponto perto do lado norte da cratera aos pés dessa montanha central foi escolhido como alvo para a nova missão que irá explorar o planeta Marte, o Mars Science Laboratory. Programada para ser lançada no final desse ano, a missão pousará em Marte em Agosto de 2012, deixando no planeta uma sonda exploratória robô, a Curiosity. Os instrumentos científicos da Curiosity pretendem descobrir se a Gale alguma vez na história de Marte possuiu condições favoráveis para suportar a vida de microrganismos e se teve também as condições de preservar pistas sobre o fato da vida ter existido em algum momento da história de Marte.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110729.html
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...