8 de ago de 2011

Manchas variáveis em Marte podem ser indício de água corrente

As manchas variáveis emergem entre afloramentos rochosos e correm centenas de metros por uma elevação até a planície abaixo. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona]

Imagens das montanhas de Marte podem representar o melhor indício até agora de água corrente, em estado líquido, no planeta, um componente essencial para a existência de vida, aponta uma pesquisa.

Lama marciana

As imagens feitas pela MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), a sonda da NASA que busca evidências de água em Marte, mostram manchas escuras de alguns metros de largura. Elas emergem entre afloramentos rochosos e correm centenas de metros por uma elevação até a planície abaixo. As manchas aparecem nas encostas que recebem os raios de sol do verão, correm por obstáculos e por vezes se fundem ou se separam, mas quando o inverno retorna, as manchas desaparecem. Isso sugere que elas são formadas por lama descongelada, dizem os pesquisadores.  "É difícil imaginar que elas são formadas por qualquer coisa que não seja fluido que desce as montanhas", disse Richard Zurek, cientista da Nasa.

Água salgada

No entanto, elas aparecem quando ainda está muito frio para que a água permaneça em estado líquido.  A melhor explicação para isso até agora é um fluxo de água salgada, embora este estudo não prove isso", disse o geólogo e autor principal do estudo, Alfred McEwen, da Universidade do Arizona (EUA). A salinidade faz a água congelar sob temperaturas mais baixas, e essas montanhas podem ter fluxos de água tão salgados como o dos oceanos da Terra. A descoberta pode ter profundas implicações para as buscas por vida extraterrestre.  "A água em estado líquido é essencial para a vida e encontramos vida na Terra em praticamente qualquer umidade", afirma Lewis Dartnell, biólogo da University College of London, que não esteve envolvido no estudo.  "Portanto, é possível que existam micróbios resistentes vivendo nestes curtos períodos de degelo de verão na superfície gelada de Marte", disse.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Nebulosa Tromba de Elefante em IC1396

Crédito: Robert Gendler (copyright).
Robert Gendler captou esta imagem da nebulosa Tromba de Elefante, situada na região de formação de estrelas IC1396. Nesta região situa-se um aglomerado de estrelas jovens, resultado do colapso de partes das nuvens escuras que povoam a região e que dão a forma peculiar à nebulosa. Estas nuvens contêm o material a partir do qual as estrelas se formam. Constituídas por gás, hidrogénio na sua maioria, e por poeira (grãos de grafite e silicatos), estas nuvens colapsam sob o efeito da gravidade e dão origem a novas estrelas. Esta nebulosa situa-se a cerca de 3000 anos-luz de distância na constelação de Cefeu. Esta imagem faz parte da extraordinária galeria de imagens de Robert Gendler que pode ser visitada em  http://www.robgendlerastropics.com/ 

Encontrado anel de antimatéria ao redor da Terra


Foguetes do futuro

A Terra possui ao seu redor um anel de antiprótons, confinados pelas linhas do campo magnético do nosso planeta. Essa antimatéria, que pode persistir por períodos que vão desde alguns minutos até horas, antes de se aniquilar com a matéria normal na atmosfera, poderia ser usada para abastecer os foguetes ultra-eficientes do futuro. A Terra é constantemente bombardeada por raios cósmicos vindo do espaço que, ao chegar, criam uma chuva de novas partículas conforme eles colidem com as partículas de matéria ao se aproximar do planeta. E essa chuva de partículas contém antipartículas. Muitas delas ficam presas dentro dos cinturões de radiação de Van Allen, duas zonas com formato de grossos anéis ao redor do planeta, onde as partículas carregadas espiralam ao redor das linhas do campo magnético da Terra.
O cinturão de Van Allen interno é um verdadeiro posto de combustível de antimatéria para os foguetes do futuro.[Imagem: Pamela Project]

Pósitrons e antiprótons

Satélites artificiais já haviam detectado pósitrons - os equivalentes de antimatéria dos elétrons - no cinturão de radiação. Agora, uma sonda detectou antiprótons, que têm uma massa 2.000 vezes maior do que os pósitrons. Partículas mais pesadas tomam rotas mais abertas quando espiralam em torno das linhas magnéticas do planeta - linhas mais fracas do campo magnético também geram espirais mais largas. Assim, os antiprótons relativamente pesados, ao viajar ao redor das fracas linhas magnéticas do cinturão externo de radiação, devem seguir loops tão grandes que são rapidamente puxados para a atmosfera, onde se aniquilam com a matéria normal. Mas se acreditava que o cinturão interno teria campos fortes o suficiente para capturar os antiprótons - e, na verdade, foi justamente aí que eles agora foram encontrados.
O detector Pamela está a bordo de um satélite russo de observações, em uma órbita entre 350 e 600 km de altitude. [Imagem: Pamela Project]

Bilhões de partículas de antimatéria

Piergiorgio Picozza e seus colegas da Universidade de Roma, na Itália, detectaram a antiprótons usando o PAMELA, um detector de raios cósmicos italiano que está no espaço, a bordo de um satélite russo de observação da Terra. A sonda voa através do cinturão interno de radiação da Terra, em uma posição diretamente acima do Atlântico Sul. Entre julho de 2006 e dezembro de 2008, o PAMELA detectou 28 antiprótons presos em órbitas espirais em torno das linhas do campo magnético que brotam do pólo sul da Terra. Se parece pouco, é importante lembrar que o PAMELA captura amostras em uma parte quase desprezível do cinturão interno de radiação - o equivalente à área de seus sensores. Extrapolando os resultados para toda a área ao redor da Terra, os cientistas calculam que há um bocado de antimatéria girando continuamente ao nosso redor.  "Estamos falando de bilhões de partículas", afirmou Francesco Cafagna, da Universidade de Bari, na Itália. Essa armadilha de antimatéria natural não é muito diferente das armadilhas de antimatéria que os físicos estão construindo nos laboratórios aqui embaixo.

Foguetes de antimatéria

Alessandro Bruno, outro membro da equipe, afirma que essa antimatéria presa nos cinturões de radiação da Terra poderá ser útil no futuro para abastecer naves espaciais. Os foguetes poderiam ser alimentados pela reação entre matéria e antimatéria, uma reação que produz energia de forma muito mais eficiente do que a própria fusão nuclear que ocorre no núcleo das estrelas.  "Esta é a fonte mais abundante de antiprótons nas proximidades da Terra", diz Bruno. "Quem sabe, um dia uma nave espacial poderia ser lançada e, em seguida, reabastecer no cinturão de radiação interno, antes de viajar para mais longe." E há vários postos de combustível de antimatéria pelo Sistema Solar: os anéis de radiação de todos os planetas contêm antiprótons. Especialmente em planetas gigantes, como Saturno e Júpiter, deve haver um estoque de antimatéria milhões ou até bilhões de vezes maior do que o da Terra, o que alimenta as esperanças de viagens bem mais distantes.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Os grandes mistérios de Saturno

Depois da Terra, Saturno provavelmente é o planeta mais reconhecível do nosso sistema solar, graças ao seu sistema de anéis únicos e resplandecentes. Mas os anéis são apenas a ponta do iceberg quando se trata das estranhezas e maravilhas deste planeta. Desde 2004, a sonda Cassini da NASA observa Saturno, seus anéis e suas luas, com grande detalhamento. Essa missão ajuda a resolver alguns dos grandes mistérios científicos do planeta. Confira os principais:

De onde vêm os anéis?
Embora outros três gigantes gasosos do nosso sistema solar – Júpiter, Urano e Netuno – também tenham anéis, nenhum deles é tão denso, espesso e surpreendente quanto os de Saturno. Compostos principalmente de partículas de gelo, eles começam cerca de 6 mil quilômetros acima do equador de Saturno e se estendem cerca de 120 mil quilômetros para o espaço. Os anéis têm numerosas lacunas e podem ser relativamente jovens, apenas com algumas centenas de milhões de anos. Ou não; eles podem remontar ao nascimento de Saturno, mais de quatro bilhões de anos atrás. Isso porque os cientistas ainda não têm a certeza de quando os anéis foram formados e quanto tempo eles podem durar. As duas teorias mais aceitas são que os anéis surgiram a partir da destruição de uma lua do planeta, causada pela gravidade de Saturno ou em uma colisão com outro corpo, ou então os anéis surgiram a partir de restos antigos da formação de Saturno.

Tempestades enfurecidas
Em dezembro passado, uma enorme tempestade branca irrompeu no hemisfério norte de Saturno. O fenômeno foi tão grande que pode ser registrado a partir de telescópios na Terra. Os astrônomos têm observado essas grandes tempestades a cada 30 anos terrestres. Isso significa que o evento ocorre a cada ano em Saturno, o que sugere algum tipo de conexão com as tempestades sazonais. A origem da fonte de energia para estas tempestades ainda são desconhecidas. Mas é conhecido que elas têm muita energia e podem ter algo a dizer sobre a grande diferença do funcionamento das atmosferas em cada planeta.

O enigmático hexágono de Saturno
No início da década de 80, a sonda Voyage avistou nuvens de formato hexagonal acima do pólo norte de Saturno, e a nave Cassini tem seguido esse fenômeno meteorológico nos últimos anos. O formato estranho chama a atenção, e seu tamanho também: o hexágono poderia suportar quatro planetas Terra dentro dele. Pesquisadores simularam hexágonos e outras formas poligonais com um turbilhonamento de líquido dentro de um tanque em velocidades variáveis, sugerindo que o hexágono de Saturno pode ser uma esquisitice da mecânica dos fluidos de corpos em rotação. No entanto, a longevidade e estabilidade desta corrente de jato de Saturno vão deixar os cientistas coçando suas cabeças nos próximos anos.

Medindo o tempo em Saturno
Medir a duração do dia em Saturno – ou em qualquer outro gigante gasoso – não é uma tarefa fácil. Ao contrário dos planetas com bases sólidas e pontos de referência, os padrões de nuvens em planetas gasosos não representam, necessariamente, o giro interno do seu núcleo. Para compensar isso, os cientistas registram o ritmo do planeta a partir das emissões de rádio que são geradas naturalmente por ele. Essa técnica funcionou bem para Júpiter, mas as medições da sonda Cassini em 2004 indicaram um dia com misteriosos 6 minutos lá, o que obviamente não era possível. Mais tarde, pesquisas descobriram que o campo magnético de Saturno produz sinais de rádio, mas eles não ficam em sintonia com a rotação do planeta. Depois de percebida a falha, cientistas conseguiram dados razoavelmente precisos de que o dia em Saturno dura 10 horas, 32 minutos e 35 segundos. A margem de erro pode ser de até quatro dias de um ano para o outro.
Fonte: http://hypescience.com/os-grandes-misterios-de-saturno/
[Life'sLittleMysteries]

Bolha de gás quente na galáxia NGC 3079

Crédito: NASA, Space Telescope Science Institute.
A galáxia NGC 3079, situada na constelação da Ursa Maior a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância da Terra, possui uma enorme bolha de gás quente no centro do seu disco, tal como pode ser visto nesta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Estudos teóricos indicam que esta bolha se terá formado quando ventos emanados por estrelas muito quentes se terão misturado com regiões de gás quente geradas por explosões de supernovas. Observações realizadas com rádio-telescópios indicam que estes processos ainda estão a ocorrer. Com o decorrer do tempo as estrelas quentes irão morrer e a fonte de energia da bolha irá extinguir-se.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=3233

Listras Escuras Sazonais Em Marte

Créditos da Imagem: HiRISE, MRO, LPL (U. Arizona), NASA
O que está causando essas listras escuras em Marte? A principal hipótese é o fluxo, por meio da rápida evaporação da água. Essas listras, visíveis em cor marrom escura perto do centro da imagem, aparecem durante o verão e a primavera em Marte, mas se apagam durante os meses de inverno, reaparecendo novamente no próximo verão. Essas não são as primeiras marcas em Marte que têm sido interpretadas como mostrando o efeito da água fluindo no planeta, mas elas são as primeiras marcas a adicionarem a pista de uma dependência sazonal. A imagem mostrada acima foi feita em Maio de 2011, por meio da combinação digital de várias imagens adquiridas com o instrumento HiRISE a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). A imagem teve sua cor realçada e mostra um talude dentro da cratera Newton na região intermediária sul de Marte. As listras mostram evidências de que a água existiu pouco abaixo da superfície de Marte em alguns locais, e então alimenta a especulação de que Marte pode ter tido um tipo de vida dependente da água. Futuras observações a serem feitas por sondas na órbita de Marte como a MRO, a Mars Express e a Mars Odyssey continuarão a monitorar a situação e possivelmente confirmar ou refutar a animadora hipótese da água fluindo em Marte.
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