9 de ago de 2011

A beleza das radiogaláxias

© NRAO (Cygnus A)
À medida que os radioastrônomos vasculham o céu mapeando-o, eles encontram algumas fontes de rádio brilhantes associadas com galáxias distantes. Uma das mais brilhantes foi a fonte de rádio Cygnus A, mostrada acima. A Cygnus A é uma fonte de rádio com duplo lobo. Pode-se notar na imagem de rádio os jatos que emanam do centro da fonte. No centro localiza-se uma galáxia elíptica a uma distância de aproximadamente 200 Mpc (Megaparsec). Nessa distância, os lobos são separados por mais de 100 kpc (kiloparsec), e eles têm uma luminosidade no rádio de 1.045 erg/s, ou seja, 106 vezes mais brilhante que a luminosidade normal de galáxias. As rádio galáxias, diferente das Seyferts, são normalmente hospedadas por galáxias elípticas. As Seyferts, são também calmas no comprimento de onda de rádio.
© NRAO (M87)
A M87, a galáxia elíptica central em Virgo, mostrada acima, também é uma rádio galáxia. Ela está próxima o suficiente para que possamos examinar seu centro em detalhes, onde nós podemos na verdade ver o jato no comprimento de onda óptico.

Meteoritos podem conter componentes de DNA criados no espaço

Os meteoritos contêm uma grande variedade de nucleobases, um dos blocos de construção do DNA.Crédito: Centro Aeroespacial Goddard da NASA/Chris Smith
Pesquisadores da NASA encontraram provas de que os meteoritos podem conter estruturas de DNA que foram geradas no espaço. Componentes de DNA são detectados em meteoritos desde os anos 1960, mas os cientistas tinham dúvidas se eles realmente se originavam no espaço ou se vinham por meio de uma contaminação de vida terrestre.  "Pela primeira vez, provas nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço", diz Callahan, autor do estudo publicado na versão on-line do PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2, além de vários meteoritos ricos em carbono. Os aminoácidos são usados na produção de proteínas, moléculas essenciais à vida, que estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas, que são catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas. Os dados mais recentes indicam que determinados componentes de DNA chamados de nucleobases, os blocos de construção do código genético, chegam à Terra por meio de meteoritos em uma diversidade e quantidade que supera a anteriormente imaginada. Essa descoberta significa que o ambiente interno de asteroides e cometas é capaz de abrigar moléculas biológicas essenciais. No novo estudo, um grupo analisou amostras de 12 meteoritos ricos em carbono, nove dos quais foram retirados da Antártida, que indicaram a existência de adenina e guanina. As duas se conectam a outro par para formar as estruturas de um DNA. Os pesquisadores também identificaram em dois meteoritos, pela primeira vez, traços de três moléculas relacionadas a nucleobases, sendo que dois quase nunca são usados em biologia, as nucleobases análogas, o que provaria que as substâncias dos meteoritos vieram do espaço e não de uma contaminação terrestre.

Super-Terra: A Nova Classe de Corpos Planetários

É do nosso conhecimento geral do Sistema Solar que os planetas encontram-se em duas categorias: gigantes gasosos como Júpiter, Saturno, Neptuno e Úrano... e corpos rochosos que suportam algum tipo de atmosfera como a Terra, Marte e Vénus. No entanto, à medida que nos afastamos no espaço começamos a perceber que o Sistema Solar é único porque não tem uma estrutura planetária que assenta no meio. Mas lá por não termos uma, não quer dizer que não exista. De facto, os astrónomos já descobriram mais de 30 e chamam a esta nova de classe planetas "super-Terras".
Ilustração do tamanho inferido da super-Terra CoRoT-7b (centro), em comparação com a Terra e com Neptuno.Crédito: Aldaron"
As super-Terras, uma classe de corpos planetários com massas que variam entre as várias massas terrestres até ligeiramente mais pequenos que Úrano, recentemente obtiveram um lugar especial na ciência exoplanetária," afirma Nader Haghighipour do Instituto de Astronomia e do Instituto de Astrobiologia da NASA, na Universidade do Hawaii. "Sendo maiores que um típico planeta terrestre, as super-Terras podem ter características físicas e dinâmicas similares às da Terra, e ao contrário dos planetas terrestres, são relativamente fáceis de detectar. A existência de uma super-Terra na vizinhança abre a avenida para a habitabilidade. Planetas deste género têm um núcleo dinâmico e são capazes de manter uma atmosfera. Quando combinados com a sua localização dentro da zona habitável de uma estrela, levantam a probabilidade de vida noutros planetas. "É importante notar que a noção de habitabilidade é definida com base na vida como a conhecemos. Dado que a Terra é o único planeta habitado conhecido, as características orbitais e físicas da Terra são usadas para definir um planeta habitável," afirma Haghighipour. "Por outras palavras, a habitabilidade é característica de um ambiente com propriedades semelhantes àquelas da Terra, e a capacidade de desenvolver e suster vida tipo-Terra."  Mas ser uma super-Terra significa muito mais. Para um planeta ser qualificado como tal, precisa preencher três requisitos: a sua composição, a manifestação de placas tectónicas e a presença de um campo magnético. Para o primeiro, a presença de água líquida tem alta prioridade. Em ordem a determinar esta possibilidade, os valores da sua massa e raio têm que ser conhecidos. Até à data, duas super-Terras para os quais estes valores foram determinados - CoRoT-7b e GJ 1214b - deram-nos modelos numéricos fascinantes para melhor ajudar a compreender a sua composição. As placas tectónicas também desempenham um papel através da evolução geofísica - tal como a presença de um campo magnético é considerado essencial para a habitabilidade.  "Se e como os campos magnéticos são desenvolvidos em torno das super-Terras é um tópico de pesquisa activa," nota Haghighipour. "No geral, para um campo magnético existir em torno de um planeta tipo-Terra, é preciso existir um dínamo no núcleo do planeta."  Por último, mas não menos importante, vem a atmosfera - a "presença de uma atmosfera tem efeitos profundos na sua capacidade de desenvolver e manter vida." A partir das suas propriedades químicas podemos derivar as "possíveis bioassinaturas do planeta", bem como os químicos que a formaram. Uma atmosfera significa ambiente e tudo isto leva à zona habitável e a gravidade suficiente para impedir com que as moléculas atmosféricas escapem. De acordo com Haghighipour, "não seria irrealista assumir que as super-Terras contêm invólucros gasosos. Em torno de estrelas de baixa-massa, algumas destas super-Terras atmosféricas podem até ter órbitas estáveis nas zonas habitáveis."  Já detectámos alguma super-Terra? Sim... e já estudámos até a sua assinatura espectral. "A recém-descoberta super-Terra GL 581g, com a sua possível circulação atmosférica na zona habitável da estrela, pode de facto ser um destes planetas," afirma Haghighipour. "Mas são precisos telescópios mais avançados para identificar as bioassinaturas destes corpos e as características físicas e composicionais das suas atmosferas."

Opportunity Mostra Anel da Cratera Endeavour em Marte

Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech / Cornell / ASU
A sonda da NASA Mars Exploration Rover Opportunity usou sua câmera panorâmica para registrar essa imagem do anel da cratera Endeavour depois de rodar pelo solo de Marte durante o dia 2676 da sua missão, ou sol, como é chamado. Esse trecho da sua jornada cobriu uma distância de 120.7 metros e colocou a sonda a ponto de alcançar em breve o local de chegada no anel da cratera, conhecido como Spirit Point. A cratera Endeavour foi definida como destino da sonda pela equipe que trabalha com a Opportunity, desde que a sonda terminou sua exploração na cratera Vitoria em Agosto de 2008. A Endeavour, com um diâmetro de 22 quilômetros, oferece acesso a depósitos geológicos antigos, mais antigos do que qualquer outro já visitado pela Opportunity. Essa imagem olha na direção de uma porção do anel ao sul do Spirit Point, e inclui um terreno que a Opportunity pode explorar no futuro.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2032.html

Matéria escura num aglomerado de galáxias distantes

© Hubble (aglomerado de galáxias CL0024+17)
Uma imagem realizada pelo Telescópio Espacial Hubble, mostra galáxias apagadas gravitacionalmente realçadas localizadas além de um massivo aglomerado de galáxias indicando que um imenso anel de matéria escura provavelmente existe ao redor do centro do aglomerado de galáxias CL0024+17 que possui matéria escura em sua composição. O que se pode ver na imagem acima são espetaculares galáxias que fazem parte do aglomerado CL0024+17, normalmente aparecendo em cor laranja. Observa-se que são algumas formas de galáxias repetidas pouco comuns normalmente em cores mais azuladas. Essas múltiplas imagens de algumas distantes galáxias mostram que o aglomerado é uma forte lente gravitacional. É a distorção relativamente fraca de muitas galáxias distantes e apagadas azuis sobre toda a imagem, que indica a existência do anel de matéria escura. O anel de matéria escura computacionalmente modelado se expande por aproximadamente cinco milhões de anos-luz e foi digitalmente sobreposto à imagem em uma cor azul difusa. A hipótese para a formação do gigantesco anel de matéria escura reside no fato de que essa é uma feição transiente formada quando o aglomerado de galáxias CL0024+17 colidiu com outro aglomerado de galáxias a aproximadamente a um bilhão de anos atrás, deixando como resultado um anel similar às ondas que surgem num lago, quando a sua superfície é atingida por uma pedra.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/

Sonda Juno Decola Rumo a Jupiter

Próxima parada, Júpiter. Na semana passada aconteceu um evento que já entrou para a história e que poucas vezes se repetiu ou se repetirá. A humanidade lançou algo completamente para fora da Terra e que irá viajar para tão longe que jamais retornará. Embora na trajetória planejada da Juno exista uma passagem pela Terra para ganhar impulso gravitacional em aproximadamente dois anos, depois disso ela viajará direto com destino ao planeta Júpiter. O  lançamento da sonda Juno foi a bordo do foguete Atlas V. Quando a sonda robô Juno, atingir Júpiter em 2016, ela passará um ano explorando o maior planeta do Sistema Solar, usando seu conjunto único de instrumentos para pesquisar e vasculhar o planeta mandando de volta pistas sobre a sua estrutura e a sua origem. Então, depois desse ano de estudo, a sonda Juno está programada para mergulhar na espessa atmosfera do gigante Joviano, enviando mais dados até o momento em que se perder na imensidão de Júpiter.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110809.html
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