15 de ago de 2011

Imagem da Sonda Cassini Mostra Anéis Surgindo A Partir da Sombra de Saturno

Os anéis de Saturno parecem explodir e se curvarem de forma graciosa ao redor do planeta. O satélite Prometheus com seus 86 quilômetros de diâmetro, aparece como um pequeno ponto brilhante tocando a parte de dentro do estreito anel F. O satélite Atlas com seus 30 quilômetros de diâmetro é também visível, apagado, um pouco acima e a esquerda de Prometheus um pouco pra fora da borda do anel A. A sombra de Saturno corta os anéis na parte superior direita da imagem. Alguns raios escuros e estreitos são visíveis próximos da curva do anel B, um pouco a esquerda do centro da imagem. Essa imagem foi feita com a sonda olhando na direção do lado não iluminada dos anéis 13 graus acima do plano dos anéis. Essa imagem final foi gerada a partir de imagens obtidas usando os filtros espectrais vermelho, verde e azul que foram combinados para gerar essa imagem na cor natural. As imagens utilizadas foram obtidas com a Wide Angle Camera da sonda Cassini no dia 4 de Julho de 2008 a uma distância aproximada de 1.2 milhões de quilômetros de Saturno. A escala da imagem é de 71 quilômetros por pixel.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=16942

Pesquisa mostra que largura do planeta está estável

Cientistas descobriram que derretimento de gelo da Groenlândia e Antártida é o responsável pelo fenômeno
A Terra não está perdendo suas "gordurinhas", diminuindo a circunferência ao redor do Equador, tão rápido quando o previsto, de acordo com um novo estudo. O fato nada tem a ver com uma suposta falta de água, como seria de se supor. Na verdade, toneladas de gelo derretido da Antártida e da Groelândia têm abastecido os oceanos, que levam o excesso de líquido para o Equador, contrabalançando uma tendência milenar de aumento da circunferência terrestre, afirmam os especialistas.
 
Pesquisadores sabem há muito tempo que a Terra não é uma esfera perfeita. Forças de rotação fizeram com que o planeta desenvolvesse uma saliência na cintura: uma pessoa parada no Pólo Norte, por exemplo, está cerca de 21 quilômetros mais perto do centro da Terra que uma alguém no Equador. Mas agora está diferença está encolhendo. Desde que cientistas começaram e medir a saliência do Equador, ela tem se retraído a uma taxa de sete milímetros por década. O fenômeno é fruto de uma longa recuperação da Era do Gelo, que durou aproximadamente 2,6 milhões de anos e acabou há 11.700 anos.

“Todo aquele gelo está parado ali, e está parado há dezenas de milhares de anos”, disse o co-autor do estudo John Wahr, geofísico da Universidade do Colorado. O peso extra da Era do Gelo até esmagou o manto maleável da Terra para fora, e mais tarde aumentou a saliência do planeta. Uma vez que o gelo da Era do Gelo derreteu, porém, os pólos começaram a ter a primavera de volta lentamente, e eles tem passado por isso desde então. Mas agora “há algo novo acontecendo (o encolhimento da saliência)”, disse Wahr. Direto para a cintura.

No começo dos anos 1990, a recuperação pós-Era do Gelo, começou a diminuir e agora aparentemente cessou, de acordo com o novo estudo, que conta com dados dos satélites Gravity Recovery and Climate Experiment (GRACE). Eles realizaram leituras ultra-precisas do campo gravitacional da Terra, permitindo aos pesquisadores medir as mudanças na massa do gelo e a quantidade de água nos oceanos. O culpado?

“Parece que a Groenlândia e a Antártida estão perdendo massa”, afirmou Wahr. De acordo com ele com seu parceiro Steve Nerem, as duas regiões juntas estão perdendo 382 bilhões de toneladas de gelo por ano. Segundo a dupla a perda está causando um crescimento na cintura daTerra de cerca de sete milímetros por década. Valor suficiente para, ao menos temporariamente, neutralizar recuperação de longo prazo. O estudo descrevendo a mudança na saliência da Terra está programado para aparecer na próxima edição do periódico científico Geophysical Research Letters.

Brasil participará de monitoramento de planetas 'gêmeos' da Terra

Um grupo liderado por um astrônomo do Brasil pode desvendar o que leva certas estrelas, como o Sol, a abrigar planetas como o nosso, rochosos e pequenos. Essa é a primeira grande investida brasileira na busca por mundos extrassolares com telescópios em solo. O estudo se viabilizou graças ao acesso recém-obtido pelo Brasil para solicitar tempo de observação nos telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul). O projeto aprovado, que pode revelar segredos sobre os planetas fora do Sistema Solar, é da equipe de Jorge Meléndez, peruano que trabalha no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Antes de 1995, quando o primeiro planeta fora do Sistema Solar orbitando uma estrela parecida com o Sol foi encontrado, os astrônomos já desconfiavam que deveria haver muitos sistemas planetários lá fora. Meléndez e seus colegas agora pretendem testar a hipótese de que a presença de planetas terrestres como o nosso pode estar correlacionada à composição química do Sol, que é incomum se comparada com estrelas similares, com quantidade inferior de elementos pesados como ferro e níquel. Isso será feito com o Harps, espectrógrafo (ferramenta que decompõe a luz para analisá-la) de alta precisão do ESO que fica acoplado a um telescópio no Chile. Harps é o principal instrumento da mais bem-sucedida equipe de caçadores de planetas, liderada por Michel Mayor, do Observatório de Genebra. O grupo conseguiu 88 noites de observação, distribuídas em quatro anos, para monitorar 66 gêmeas solares --estrelas que são praticamente iguais ao Sol, em termos de tamanho e temperatura. E, com outro telescópio, a equipe obterá informações sobre a composição desses astros, para ver como a distribuição de elementos pesados se compara à do Sol.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Cassini da NASA Registra Imagem do Satélite Helene de Saturno

Créditos da imagem:NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
A pequena e irregular lua de Saturno, Helene é iluminada de maneira impressionante nessa imagem detalhada capturada pela sonda Cassini durante o sobrevoo da sonda ocorrido no dia 18 de Junho de 2011. Nessa imagem não é possível ver a textura do satélite, pois o planeta preenche o plano de fundo escuro de Helene. Na imagem abaixo de Helene, também feita durante esse encontro, mais detalhes sobre a textura do satélite podem ser observados. Essa imagem foi feita com a sonda apontando para o lado de Helene que fica de costas para Saturno. O satélite Helene que tem um diâmetro de 33 quilômetros, nessa imagem aparece com o norte para cima. O terreno iluminado na parte direita da imagem é o hemisfério principal de Helene enquanto que o terreno iluminado na parte superior da imagem circunda o polo norte da lua. Essa imagem foi feita utilizando os comprimentos de onda da luz visível com a Narrow Angle Camera (NAC) da Cassini. A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 11000 quilômetros de Helene e com o conjunto Sol-Helene-Cassini em fase, formando um ângulo de 151 graus. A resolução da imagem é de 67 metros por pixel.
Fonte: http://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA12779

Universo pode não estar se expandindo de forma acelerada, diz pesquisa da USP

Estudo de grupo do IAG-USP questiona modelo cosmológico mais aceito pelos especialistas atualmente
O Universo está se expandindo, mas não necessariamente de forma acelerada como aponta o modelo cosmológico mais aceito pelos especialistas atualmente. É o que propõe uma pesquisa realizada no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Segundo Antônio Cândido de Camargo Guimarães, autor do estudo publicado no periódico Classical and Quantum Gravity, houve uma fase de expansão acelerada, que seria recente. "Mas hoje esse estado não é tão certo. É possível que a aceleração já esteja diminuindo", disse.  Guimarães conta que há cerca de dez anos a expansão acelerada do Universo se tornou consenso na comunidade científica a partir de observações de explosões de supernovas Ia, cujo brilho era menor do que se esperava. Para descrever essa rápida expansão, os cientistas adotaram o Lambda-CDM. Esse modelo cosmológico se baseia na existência de uma "energia escura", que corresponderia a 70% da composição do Universo.  "A energia escura é um ente físico muito especulativo. Há algumas hipóteses e ideias, mas não se sabe qual a natureza dela", destacou o astrônomo. Em sua pesquisa, Guimarães diz que a ideia foi descrever a expansão de forma independente de modelos de energia escura. Para isso, usou a chamada abordagem cosmográfica. Esse método se baseia na descrição da expansão cósmica como uma somatória de termos em função do desvio para o vermelho (medida da velocidade de afastamento) das supernovas, que é usado para traçar o brilho estelar (indicando a distância). As supernovas foram divididas em três grupos: antigas, recentes e muito recentes. Por meio das análises cosmográficas, o pesquisador observou que, quanto mais recente os eventos das supernovas, maior era a probabilidade da atual desaceleração do Universo. O modelo Lambda-CDM diz que a aceleração tende sempre a aumentar. É interessante, pois nosso trabalho questiona esse paradigma, que usa uma forma particular para a energia escura para descrever a expansão cósmica", disse Guimarães. A pesquisa, parte do projeto "Investigação da distribuição de matéria escura através de seus efeitos como lentes gravitacionais", supervisionada por José Ademir Sales de Lima, professor do IAG.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Busca por universos paralelos é "promissora", diz cientista

A ilustração artística representa diversos universos-bolha e a maneira como eles estariam em contato uns com os outros.Foto: Getty Images
A ideia de universos paralelos sempre exerceu fascínio sobre cientistas, teóricos e roteiristas de filme, mas pouco consideravam a hipótese mais do que uma teoria divertida e capaz de dar "nós" no cérebro. Entretanto, agora cientistas estão pensando uma maneira de averiguar a existência de outros universos, partindo da crença de que, se eles existem, teríamos "esbarrado" uns nos outros. As informações são do site especializado Space. Estas colisões deixariam marcas na radiação das micro-ondas cósmicas de fundo (CMB, na sigla em inglês), ou seja, na luz residual da explosão do big bang que permeia o universo. E é a partir do estudo desta radiação que os pesquisadores esperam descobrir se há indícios da existência de outros universos. O conceito de universos múltiplos vem da teoria de inflação eterna, que propõe que, após o big bang, o espaço-tempo se expandiu em diversas frentes e em diferentes níveis, dando origem a universos-bolha que funcionam com suas próprias leis da física.

Descobertas promissoras

Daniel Mortlock, astrofísico da universidade College London, e sua equipe começaram as buscas por marcas de colisões entre universos, mas ainda não chegaram a resultados conclusivos. De acordo com Mortlock, o choque entre universos deixaria um padrão circular na luz residual do big bang. "Se você imagina duas bolhas se chocando, elas teriam marcas circulares na superfície de encontro, e é isso que estamos procurando na CMB", explica o astrofísico. A equipe criou um algoritmo de computador para analisar os dados observados na CMB em busca do padrão circular. Em dados coletados pela Nasa, a agência espacial americana, o software encontrou quatro regiões "promissoras", mas os cientistas ainda consideram possível que se trate apenas de uma coincidência. O próximo passo da equipe é trabalhar com dados do observatório espacial europeu. Para Mortlock, a existência de múltiplos universos tornaria mais fácil compreender porque o nosso universo reuniu todas as características "certas" para o surgimento da vida e do sistema solar. Se o número de universos é infinito, aumenta a probabilidade da junção de fatores que configuram o nosso. Mortlock já publicou dois artigos sobre o tema, mas ainda afirma que "é difícil pensar sobre o tema".
Fonte: http://noticias.terra.com.br

O Veículo Explorador Chega à Cratera Endeavour em Marte

Créditos e direitos autorais : Mars Exploration Rover Mission, Cornell, JPL, NASA
O que pode o terreno atual localizado ao redor da grande cratera Endeavour nos dizer sobre o passado de Marte? Há três anos atrás a NASA enviou uma sonda robô do tamanho de uma mesa chamada Opportunity numa missão de rolar através da região de Marte chamada de Meridiani Planum e descobrir a resposta para essa pergunta. Na última semana, mais precisamente no dia 9 de Agosto de 2011, a sonda finalmente chegou na borda da cratera. A grande cratera Endeavour se expande por 22 quilômetros de um lado ao outro do anel, fazendo dela a maior cratera já visitada por uma sonda em Marte. Existe a hipótese de que o impacto que criou a cratera expôs rochas antigas que possivelmente se formaram sob condições em que Marte era úmido e se isso foi verdade essas rochas expostas poderiam fornecer pistas únicas sobre o passado úmido de Marte. Na foto acima, o anel oeste da cratera Endeavour parece flutuar sobre a cabeça da sonda Opportunity. A sonda Opportunity poderá gastar o resto de sua vida operacional explorando a cratera Endeavour, fazendo fotos da região, e rolando sobre rochas verdadeiramente intrigantes.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110815.html
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