18 de ago de 2011

Sonda LRO da NASA Fotografa Raios Formados Por Pedaços de Rochas na Lua

A nordeste do Mare Moscoviense, na Lua, uma cratera sem nome de idade Copérnica tem uma cobertura de material de ejeção extensa e se localiza nas coordenadas 32.56˚N, 143.53˚ e tem um diâmetro de aproximadamente 6 quilômetros. A cobertura de material ejetado das crateras de impacto fornecem uma ferramenta útil para se poder datar de forma relativa as formações geológicas e definir a história dos eventos geológicos de uma região usando dados obtidos pelos satélites que orbitam a Lua. A presença de coberturas de material ejetado contínuos, raiados ao redor de uma cratera de impacto indica que a cratera se formou num tempo relativamente recente no tempo geológico da Lua. A distribuição do material ejetado ao redor da cratera pode ajudar a prever se o bólido se chocou obliquamente ou não e de qual direção ele veio. Mais ainda, se existem variações na refletância na cobertura de material ejetado, o impacto pode ter exposto material de múltiplas composições, e como os pedregulhos ou a cobertura de material ejetado são suaves isso pode ajudar os cientistas a traçarem hipóteses sobre as propriedades físicas do material alvo, ou seja, se esse material é uma rocha sólida, um regolito granular, ou uma combinação de ambos.
A cobertura de materiais ejetados pode também fornecer aos exploradores humanos uma maneira fácil para amostrar material da Lua vindo das profundezas. Pelo fato dos impactos deslocarem material numa trajetória balística desde o ponto de impact, a estratigrafia vertical das rochas e do regolito são expostas dentro dessa cobertura de uma maneira horizontal. Isso faz sentido? Vamos pensar sobre isso: quando um bólido atinge a superfície da Lua, o regolito é o primeiro material a ser ejetado e irá viajar mais longe. Enquanto que a energia do impacto é dispersada, mais material é ejetado da cratera formada rapidamente, continuando a formar cobertura de material ejetado. A última parte de material ejetado virá das partes mais profundas da cratera e irá se depositar próximo do anel da cratera, exatamente como esses pedaços de rochas vistos aqui. Esse é o conceito por trás desse processo, ou seja, a habilidade de criar uma seção vertical de uma área simplesmente movendo-se através do material ejetado que cobre a superfície. Esse conceito, usando travessias radiais em uma cobertura de material ejetado para que ela fosse amostrada estratigraficamente na vertical foi testada tanto em laboratório durante os anos de 1960 como pela Apollo 14 em 1971. Os astronautas Alan Shepard e Edgar Mitchell tentaram alcançar o anel da cratera Cone e amostraram a cobertura de material ejetado em várias localizações durante a sua travessia. Infelizmente para eles, a paisagem gentilmente ondulada ao redor da cratera Cone obscureceu o anel da cratera de sua visões e os forçaram a retornarem de suas travessias sem fotografar o interior da cratera. Contudo, análises posteriores da fotografia da travessia, combinadas com imagens orbitais revelaram que estavam muito próximo do anel da cratera. Os astronautas chegaram a incríveis 30 metros do anel da cratera, de modo que suas amostras representam o material mais profundo escavado pelo impacto. Essa experiência e o experimento mostraram que uma travessia radial foi o método apropriado para amostrar a estratigrafia vertical. As imagens de alta resolução obtidas com a câmera NAC da sonda LRO, juntamente com a topografia derivada de modelos digitais de terreno irão garantir que os futuros exploradores da Lua estarão no anel da cratera quando fizerem uma travessia radial sobre a cobertura de material ejetado.
Fonte: Ciência e Tecnologia : http://cienctec.com.br/wordpress/?p=17210

A Misteriosa Cauda De Um Pulsar

Créditos da Imagem: X-ray: NASA/CXC/IUSS/A.De Luca et al; Optical: DSS
Uma estrela de nêutrons em rotação está presa a uma misteriosa cauda, pelo menos é isso que parece. Os astrônomos usando o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA descobriram que esse pulsar, conhecido como PSR J0357+3205, ou PSR J0357, para encurtar, tem uma longa, e brilhante cauda de raios-X que parece estar sendo ejetada dele. Essa composição de imagens mostra os dados do Chandra em azul e os dados do Digitized Sky Survey em amarelo. A posição do pulsar na parte terminal superior direita da cauda é marcada na imagem. As duas fontes brilhantes localizadas próximas da parte inferior esquerda da cauda são ambas pensadas como sendo objetos do plano de fundo não relacionadas com o pulsar e localizadas fora da nossa galáxia. O PSR J0357 foi descoberto originalmente pelo Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi em 2009. Os astrônomos calculam que o pulsar esteja localizado a 1600 anos-luz de distância da Terra e que tenha aproximadamente um milhão de anos de idade o que faz dele um pulsar de meia idade para esse tipo de objeto.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/

Análise de rocha mostra que Lua seria 200 milhões de anos mais nova

Conclusão questiona o que os astrônomos sabiam sobre origem do satélite. Rocha estudada foi coletada em 1972, na missão Apollo 16.
Lua seria 200 milhões de anos mais nova do que se pensava (Foto: Divulgação)
Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (17) pela revista Nature traz dados que questionam a teoria mais aceita pelos astrônomos quanto à idade e à origem da Lua. Os novos resultados foram obtidos a partir da análise de uma rocha coletada pela missão Apollo 16, em 1972. Hoje, os cientistas consideram que a Lua nasceu depois de um impacto gigante entre um objeto semelhante a um planeta e a Terra, ainda em suas origens. Nessa colisão, material derretido teria sido jogado no espaço em grande quantidade. O resfriamento teria solidificado esse magma em diferentes componentes minerais, formando a Lua. De acordo com essa teoria, a Lua teria idade semelhante à do Sistema Solar, que é de 4,568 bilhões de anos. No entanto, a pesquisa internacional, conduzida por especialistas de quatro instituições, usou técnicas recém-desenvolvidas, analisou isótopos de chumbo e neodímio, e concluiu que a rocha lunar tem cerca de 4,36 bilhões de anos – uma diferença de 200 milhões de anos. “A idade extraordinariamente jovem dessa amostra lunar significa ou que a Lua se solidificou significativamente depois do que estimávamos, ou que precisamos mudar toda a nossa compreensão da história geoquímica da Lua”, afirmou Richard Carlson, do Instituto Carnegie de Ciência, dos EUA, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Astrônomos discordam de novo estudo

Porém, outros astrônomos discordam das conclusões do novo estudo. Eles acreditam que a Lua não é passível de truques para definir a idade e por isso, acreditam que ela tenha mesmo 4,6 bilhões de anos, como suspeitavam já há muito tempo. Outros cientistas que não participaram do estudo afirmam que Borg fez um bom trabalho referente à datação da pedra lunar trazida pelo Apollo 16, mas que deve ter feito conclusões equivocadas em relação a idade da Lua e sua origem. Eles afirmam que é possível que a rocha seja oriunda de um pequeno oceano de rocha derretida ou que tenha sido criada quando a Lua foi bombardeada por detritos espaciais, que eram muito mais comuns há poucos bilhões de anos. A conclusão de Borg “é um pouco fantasiosa para o meu gosto”, disse Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, que publicou recentemente a teoria de que a Terra tinha uma segunda Lua que teria se chocado com a maior. A astrônoma Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) chamou o estudo da Nature de “muito intrigante”.
Fontes: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia

Pilar Solar sobre Ontario

Créditos e direitos autorais : Rick Stankiewicz (Peterborough Astronomical Association)
O que é isso no horizonte? Não, não é uma nave alienígena atacando a Terra, mas sim um pilar solar. Quando dirigia através de Ontario, no Canadá, no começo de Junho de 2011, o fotógrafo ficou surpreso ao encontrar algo tão lindo, e imediatamente fez imagens do fenômeno que estava observando. Quando o ar atmosférico está frio, o gelo algumas vezes forma cristais de seis lados enquanto eles caem das nuvens de níveis mais altos. A resistência do ar (veja o vídeo no final desse post que mostra o interessante efeito da resistência do ar) faz então com que esses cristais fiquem aproximadamente planos a maior parte do tempo enquanto eles flutuam em direção ao solo. Se observados em direção do nascer ou do pôr-do-Sol, esses cristais planos, mostrados em detalhe na imagem abaixo, irão refletir a luz do Sol e criar uma coluna de luz, nada comum, ou seja, um pilar solar, como o que é mostrado acima.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110818.html
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