22 de ago de 2011

Imagem Panorâmica do Canteiro de Obras do ALMA

Créditos:ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), W. Garnier (ALMA). Acknowledgement: General Dynamics C4 Systems 
Sobrevoar o lado sudoeste sobre os mais de 5000 metros de altura do platô Chajnantor nos Andes Chilenos nos dá uma impressionante visão da construção do ALMA Array Operations site (AOS). Além do crescente número de antenas, as estradas ali localizadas e as próprias antenas já existentes vão dando forma ao local. Essa foto foi feita no dia 24 de Março de 2011 e algumas antenas que já estavam instaladas nesse momento podem ser vistas no centro da imagem. O ALMA, ou Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array, será composto inicialmente por 66 antenas, desenhadas para observar o universo na radiação com comprimentos de onda milimétrico e submilimétrico. O principal conjunto irá consistir de 50 antenas de 12 metros cada uma que podem se espalhar por uma distância de 150 metros até 16 km. Em adição ao conjunto principal, o ALMA também terá um conjunto compacto composto de 4 antenas de 12 metros mais 12 antenas de 7 metros. Usando a técnica da interferometria, o ALMA trabalhará como um único telescópio gigantesco, permitindo aos astrônomos observarem o universo frio com resolução e sensibilidade sem precedentes. Das altas altitudes dos Andes, o ALMA fornecerá uma contribuição revolucionária para pesquisar a nossa origem cósmica. O ALMA é uma construção astronômica internacional, uma parceria da Europa, América do Norte, e do Leste da Ásia em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA será liderada pelo ESO juntamente com seus parceiros o National Radio Astronomy Observatory (NRAO), dos EUA e pelo National Astronomical Observatory of Japan do Leste da Ásia. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança unificada e a administração da construção, do comissionamento e da operação do ALMA.
Fonte: http://www.eso.org/public/images/potw1134a/

Cientistas planejam missão para alterar rota de asteroide

A comunidade científica da Agência Especial Europeia anunciou que trabalha em uma missão de "ensaio" para testar a possibilidade de se alterar o curso de um asteroide no espaço. Porém, não há motivos para pânico. Não há indícios de nenhum cometa em rota de colisão mortal com o nosso planeta. Diferente da obra hollywoodiana de Michael Bay, a missão real para evitar um possível Armagedom do futuro vai se chamar Don Quijote e vai ser composta de dois satélites especiais. Um deles vai ser responsável por se chocar com o asteroide em alta velocidade, o outro ficará na retaguarda analisando os efeitos, além de confirmar se o curso do asteroide mudou ou não. O provável alvo da missão Don Quijote será o asteroide 99942 Adophis, com cerca de 500 m de comprimento, e que tem a pequena chance de uma em 250.000 de colidir com a Terra em 2036. A Agencia Espacial Europeia planeja fazer o lançamento dos dois satélites em 2015.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/

Universo forma menos estrelas do que no passado, diz estudo

Cientistas estimam que volume de hidrogênio disponível antes era maior. Trabalho foi divulgado pela Real Sociedade Astronômica britânica.

Região de formação estelar em foto de arquivo do Telescópio Espacial Hubble. (Foto: Hubble / ESA / Nasa)
 
Um estudo da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), agência australiana de pesquisa científica, mostrou que o Universo atualmente produz menos estrelas do que no passado. O trabalho foi divulgado pela Real Sociedade Astronômica britânica. Para chegar a esta conclusão, os cientistas liderados por Robert Braun, engenheiro aeroespacial da agência espacial norte-americana (Nasa), compararam a luz e as ondas de rádio de galáxias a 3 e 5 bilhões de anos-luz de distância com a radiação de galáxias mais próximas. Estrelas podem se formar a partir de nuvens de hidrogênio. Quando menos moléculas do elemento existirem, menor será o número de astros gerados. Depois de criadas, as estrelas expelem gás durante vários estágios de sua vida, sendo que em alguns casos uma grande explosão pode ocorrer - são as supernovas, que se origiram a partir de estrelas com muita massa. Essas explosões fazem o hidrogênio retornar ao espaço e permitem a formação de novas estrelas. Mas Braun alerta que 70% de todo o gás original ainda se encontra "aprisionado", transformado em planetas, estrelas de nêutrons e anã-brancas. Há 15 anos, os astrônomos defendem que o Universo tenha atingido um "pico" de atividade durante os primeiros bilhões de anos de idade. Desde então, a taxa de formação estelar diminuiu. Para os cientistas, o declínio está diretamente associado com a diminuição no volume de moléculas de gás hidrogênio disponíveis.

A evolução das galáxias vermelhas

© Subaru/NAOJ (aglomerado de galáxias CL0939+4713)
Astrônomos da Universidade de Tóquio e do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) descobriram galáxias formadoras de estrelas que aparecem paradoxalmente em vermelho em um aglomerado de galáxias. Na imagem os quadrados vermelhos mostram as posições das galáxias vermelhas, enquanto os pontos azuis mostram as galáxias emissoras de H-alfa (hidrogênio-alfa). As galáxias vermelhas evitam a região central do aglomerado e concentram-se em pequenos grupos localizados longe dele. Usando o telescópio Subaru no cume do Mauna Kea, no Havaí, a equipe produziu resultados que indicaram como galáxias vermelhas que estão numa fase de transição de uma geração mais jovem de estrelas, possivelmente demonstrando a evolução de galáxias no ambiente circundante num aglomerado de galáxias.

Normalmente, quando a cor total de uma galáxia é vermelho, a maioria de sua população é de estrelas vermelhas, ou seja, estrelas mais velhas. A formação do aglomerado de galáxias ocorreu há cerca de dez bilhões de anos atrás, com as galáxias se reunindo devido a interação gravitacional. Em uma tentativa de responder como os padrões de formação das galáxias se estabelecem e evoluem, a equipe de pesquisa liderada pelo Dr. Yusei Koyama usou o Subaru Camera Prime Focus para fazer uma observação panorâmica do aglomerado de galáxias CL0939+4713, localizado a quatro bilhão luz anos de distância da Terra.

 Cuidadosamente comparando fotos tiradas com e sem um filtro que pode detectar a linha de H-alfa emitida por átomos de hidrogênio ionizado pela luz ultravioleta das estrelas recém-nascidas, a equipe identificou mais de 400 galáxias no aglomerado que apresentavam um excesso de H-alfa, quando observadas com um filtro. Surpreendentemente, eles descobriram um grande número dessas galáxias formadoras de estrelas vermelhas. As emissões de H-alfa indicam que as galáxias vermelhas estão formando novas estrelas. "A cor vermelha pode ser devido à abundância de poeira, e não por idade das populações estelares", diz Hayashi. Os pesquisadores acreditam que a forte gravidade vai desempenhar o seu papel na atração de grupos de galáxias CL0939 e CL4713 levando-os a se fundir, evidenciando assim que as propriedades de galáxias pode mudar em ambientes esparsos antes da sua fusão. Além disso, foi observado que o número de galáxias mais antigas, sem formação estelar, parece ser cada vez maior nos locais onde as galáxias vermelhas são abundantes. Estes resultados marcam o início da investigação destas galáxias vermelhas.
Fonte: http://iopscience.iop.org/0004-637X

Cientistas conseguem estudar explosão solar antes dela ocorrer

Erupções solares emergem do interior do Sol como fortes campos magnéticos e explodem em direção à superfície
As observações das missões solares Soho e Stereo da Nasa (agência espacial americana) revelaram novos dados que ajudarão na compreensão da influência sobre a Terra e na evolução das tempestades solares, que podem prejudicar satélites e causar erros nas comunicações. Cientistas da Universidade de Standford (Califórnia) projetaram um novo método para detectar as chamadas "ejeções de massa coronal" (CMEs, da sigla em inglês) causadoras das auroras boreais mas também das interrupções nas comunicações. Segundo o estudo publicado na revista "Science", essas erupções solares emergem do interior do Sol como fortes campos magnéticos, explodem em direção à superfície e formam uma enorme bolha de plasma magnética, o que provoca uma onda que se expande rumo ao Sistema Solar. Sua existência está documentada, mas os cientistas continuam pesquisando uma forma de detectá-las antes que se formem e, assim, evitar suas consequências, já que, além das comunicações, estas ejeções são perigosas para os astronautas no espaço e podem provocar blecautes elétricos na Terra, entre outras incidências. Utilizando as observações com o Observatório Solar e Heliosférico Soho, uma missão conjunta da Nasa e da ESA (Agência Espacial Europeia, na sigla em inglês), o professor Stathis Ilonidis e sua equipe foram capazes de detectar sinais da formação de manchas solares emergentes antes que chegassem à superfície do Sol. Os cientistas descobriram que os campos magnéticos que formam manchas solares são gerados pelo menos 65 mil quilômetros abaixo da superfície e calcularam a velocidade na qual emergem, por isso que conseguiram estabelecer uma relação para se adiantar. O estudo publicado na revista "Science" indica que os campos magnéticos emergem de 0.3 a 0.6 quilômetros por segundo e provocam manchas solares um ou dois dias após ser inicialmente detectados. Na quinta-feira (18), a Nasa apresentou novas imagens tiradas pelas naves gêmeas Stereo, que foram lançadas em 2006, para melhorar a capacidade de prever as tempestades solares. Segundo a agência, a nitidez vai proporcionar melhor observação das explosões solares e realizar, como consequência, melhores prognósticos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia

TrES-2b: Planeta Escuro

Créditos e direitos autorais : David A. Aguilar(CfA), TrES, Kepler, NASA
Por que esse planeta é tão escuro? O planeta TrES-2b reflete menos de um por cento da luz que recebe de sua estrela hospedeira, fazendo dele o planeta mais escuro conhecido, mais escuro que o carvão. O planeta TrES-2b tem o tamanho de Júpiter e tem uma órbita extremamente próxima de uma estrela como Sol e está localizado a uma distância de 750 anos-luz da Terra, ele foi descoberto produzindo pequenos eclipses em 2006, usando os modestos telescópios de 10 cm do Trans-Atlantic Exoplanet Survey (TrES). A estranha escuridão desse mundo alienígena, contudo, só foi descoberta recentemente, por meio de observações indicando a pequena parcela de sua luz que era refletida em direção à Terra e que foi captada pelo satélite Kepler. Acima, o que se vê é uma impressão artística do planeta, esse desenho é completado com a especulação de que ele possa ter satélite. As razões pelas quais o TrES-2b é tão escuro permanecem desconhecidas e é um vasto tópico de pesquisas futuras.
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