29 de ago de 2011

5 fatos estranhos sobre Plutão

Plutão está tão longe da Terra que é difícil conseguir qualquer tipo de informação precisa sobre o planeta anão. Mas ele finalmente será menos misterioso dentro de alguns anos, já que a sonda New Horizons da NASA deve fazer um voo rasante sobre o planeta em julho de 2015. Será a primeira vez em que uma sonda visita o mundo distante. Enquanto a visita a Plutão não acontece, conheça cinco fatos estranhos sobre o ex-nono planeta de nosso sistema solar:

1 – Para nós, Plutão já foi um gigante
Quando Plutão foi descoberto, em 1930, inicialmente se acreditava que o planeta era maior do que Mercúrio, e possivelmente maior do que a Terra. Agora os astrônomos sabem que ele tem 2,352 mil quilômetros de diâmetro – menos de 20% do tamanho do nosso planeta, com apenas 0,2% da massa da Terra. Um pequeno erro de cálculo, não?


2 – Um planeta fora da linha
Plutão tem uma órbita extremamente elíptica, que não está no mesmo plano das órbitas dos oito planetas oficias. Em média, o planeta anão dá a volta em volto do sol a uma distância de 5,87 bilhões de quilômetros, completando um circuito em 248 anos. O estranho caminho vai fazer com que, em alguns anos, a órbita de Plutão se sobreponha a de Netuno. Isso traz Plutão mais perto da Terra do que Netuno, o oitavo planeta do sistema solar. Mas não se preocupe, os dois planetas não vão colidir.

3 – Planeta congelado
Plutão é um dos lugares mais frios no sistema solar, principalmente por estar tão longe do sol. As temperaturas da superfície oscilam em torno de -225° C. Os cientistas acreditam que o planeta anão é composto por 70% de rocha e 30% de gelo. A superfície é coberta predominantemente com nitrogênio congelado. Quando Plutão for visto de perto, poderemos descobrir se existe um gigante oceano subterrâneo e pistas que expliquem a geologia ou a química da superfície gelada.

4 – Plutão tem filhotes
Plutão tem quatro luas conhecidas: Caronte, Nix, Hydra e um minúsculo satélite recém-descoberto chamado de P4 – por enquanto ao menos, já que seu nome oficial pode acabar sendo Cérbero. Enquanto Nix, Hydra e P4 são relativamente pequenos, Caronte tem cerca de metade do tamanho de Plutão. Por causa do tamanho de Caronte, alguns astrônomos tratam Plutão e Caronte como um planeta anão duplo, ou um sistema binário – os dois corpos sempre apresentam a mesma face um para o outro à medida que orbitam um centro comum de massa localizado em algum lugar entre eles.

5 – Ar aparente
Apesar de ser menor do que a lua da Terra, o planeta anão conseguiu segurar uma fina atmosfera – composta principalmente de monóxido de nitrogênio, metano e carbono – que se estende a 3 mil quilômetros para o espaço.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Cientistas simulam formação de galáxias em espiral como a Via Láctea

Recriação do nascimento de galáxias pode revelar processos cósmicos e leis da Física. Cientistas tentam simular esse 'momento' há quase vinte anos
Simulação mostra galáxia em espiral, 13 bilhões de anos após sua formação (à esquerda). As nuvens de gás são representadas em rosa e as estrelas em azul. À direita, imagem da galáxia M74, similar à Via Láctea (Divulgação/Universidade de Zurique e Nasa)
Por quase vinte anos, astrofísicos tentaram simular realisticamente a formação de galáxias espirais como a que abriga o Sistema Solar realisticamente. Agora, cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, e Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, conseguiram fazer um modelo convincente do processo. Entre os resultados obtidos com o trabalho, estão informações de que estrelas devem pontilhar a região além da borda da Via Láctea.

O objetivo de simulações como essa é avaliar com precisão processos e leis da Física, superando os entraves causados por dados conflituosos obtidos por meio de observações astronômicas. Todas as tentativas anteriores de recriar a formação de galáxias espirais falharam em ao menos dois pontos: a galáxia tinha muitas estrelas em seu centro ou a massa de todas as estrelas era excessiva. Por esse motivo, a nova simulação foi nomeada como Eris, o deus grego que simboliza a discórdia.

A nova simulação remete ao que deve ter ocorrido menos de um milhão de anos após o Big Bang, explosão que teria originado o universo por volta de 14 bilhões de anos atrás. Naquele período, muitas galáxias se fundiram rapidamente. Com o passar do tempo, a união de gases e galáxias anãs (veja glossário) passou a ocorrer de forma mais lenta. Pela simulação, para que a galáxia em espiral se forme, nuvens de gás frio extremamente denso devem formar as estrelas ao redor do bulbo central. A formação e distribuição das estrelas, contudo, não ocorre uniformemente, mas em aglomerados que se juntam ao disco. Isso resulta em um aumento de calor considerável, abastecido pela explosão de supernovas.

A matéria visível é dispersa de forma que o centro não acumule muita massa. O resultado é a formação de estrelas com massa equivalente às massas observadas na Via Láctea. O modelo também permite avaliar como a matéria da galáxia se distribuiu em formas espirais. Supõe-se que o universo seja feito de três componentes principais: a matéria visível (responsável pelos planetas, estrelas e tudo o que pode ser visto pelo homem), matéria escura e energia escura (veja glossário).

A matéria visível seria responsável por apenas 5% do cosmos. A matéria escura, por sua vez, influenciaria o movimento de nuvens de gás e poeira por meio da gravidade de uma massa 'invisível'. A energia escura, finalmente, corresponderia a mais de 70% do universo, sendo responsável pela expansão das galáxias. Supunha-se que na Via Láctea a proporção de matéria visível para matéria escura fria — um tipo de matéria escura — fosse de um para seis, mas os pesquisadores agora indicam que deva ser de um para nove, ao menos na parte mais externa de seus 'braços'.

Glossário

Galáxias
Por mais surpreendente que pareça, a definição do que é uma galáxia não é consenso entre os astrônomos. Mas a maioria concorda que o 'amontoado' de estrelas, planetas e nuvens de gás e poeira deve obedecer a alguns critérios: presença de estrelas próximas pela ação da gravidade; sistema estável; diversidade de estrelas, influência da matéria escura e dominância em relação aos ambientes que estão próximos.

Galáxia-anã
As galáxias podem variar de tamanho e de forma. A Via Láctea, por exemplo, é uma galáxia espiral porque possui 'braços brilhantes' — um disco —circundando o núcleo. Mas há galáxias elípticas (com formato esférico), galáxias espirais barradas (cujos 'braços' se estendem a partir de uma barra central de estrelas) e galáxias irregulares. Ao que tudo indica, a maioria das galáxias no universo é menor do que a Via Láctea, com diâmetro de 100.000 anos-luz. Mas não é por isso que algumas são chamadas de galáxias anãs. Na verdade, é a quantidade de estrelas que determina a classificação.

Big Bang
A teoria mais aceita atualmente aponta que o universo foi formado quando uma violenta explosão ocorreu por volta de 14 bilhões de anos atrás. Toda a massa do universo estava então contida em um ponto minúsculo do espaço, menor que uma bola de tênis, de densidade extremamente alta

Matéria escura
Material invisível proposto por cientistas para explicar o comportamento do universo. Exerce influência sobre o material visível por causa da gravidade, mas não emite radiação
Fonte: http://veja.abril.com.br

Cientistas indecisos se supernova será observável da Terra

 Imagem registrada pelo telescópio Samuel Oschin, em Monte Palomar, mostra um dos frames que possibilitou a detecção da supernova PTF 11kly.
Quem se encontra no hemisfério norte do planeta terá talvez uma chance raríssima de observar uma supernova, que é gerada a partir da explosão de uma estrela. Os cientistas, porém, dividem-se sobre se ela será visível ou não da Terra por telescópios comuns. Alguns dizem que sim e outros afirmam que não. Mark Sullivan, que liderou o grupo da Universidade de Oxford responsável pela descoberta da supernova, disse à revista "Nature" que o brilho vai se intensificar nos próximos dez anos, em torno do início de setembro. Conhecida como PTF11kly, a supernova estará tão perto da Terra que possibilitará estudos adicionais, incluindo aqui a energia negra, que teria acelerado a expansão do Universo. A explosão da estrela que originou a supernova teria ocorrido entre 20 milhões a 25 milhões de anos-luz da Terra, na galáxia do Catavento, ou M101, que fica na constelação da Ursa Maior. A última vez que uma supernova dessa classe ocorreu foi em 1972.

 A Morte de uma Estrela - A morte de uma estrela é predeterminada logo no seu nascimento através do seu tamanho e das características da usina de força que a mantém brilhando durante toda sua vida. As estrelas, entre as quais o nosso Sol, são alimentadas pela fusão dos átomos de hidrogênio que se transformam em hélio sob o intenso calor e pressão encontrados do núcleo estelar. Entretanto, o hélio produzido é ligeiramente mais leve que as massas de quatro núcleos de hidrogênio necessários à sua produção. A partir de teoria da relatividade de Einstein, E = MC2, sabemos que a falta dessa massa é transformada em energia.

Supernova - Estrelas similares ao nosso Sol terminam sua vida quando consomem totalmente suas reservas de hidrogênio, ardendo em uma silenciosa e gigantesca expansão de diâmetro. No entanto, estrelas com oito ou mais vezes a massa solar, como PTF 11kly, finalizam sua vida de modo muito mais cataclísmico. A fusão nuclear continua mesmo após a exaustão do hidrogênio, produzindo elementos pesados em diferentes camadas. O processo continua até que o núcleo estelar se transforme em ferro, quando então outro fenômeno ocorre: devido à descomunal temperatura e pressão, os átomos do ferro também se rompem em seus componentes prótons e nêutrons. Quando isso acontece as camadas superiores ao núcleo desmoronam, lançando ao espaço o resto do material estelar, produzindo um poderoso clarão chamado flash da supernova. A explosão é descomunal. Em poucos dias a supernova libera mais energia que nosso Sol em toda a sua vida. A explosão é tão brilhante que mesmo ocorrendo a centenas de anos-luz de distância pode ser vista da Terra até durante o dia.

Nebulosa M 43 (NGC 1982)

Crédito: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF.Telescópio: 2MASS (2 Micron All Sky Survey).
M 43, também conhecida por NGC 1982, é uma parte da Grande Nebulosa de Orion, M 42, estando separada da nebulosa principal por uma faixa escura de poeira. Foi referida pela primeira vez por Mairan em 1731, tendo nessa altura sido interpretada como "um brilho a rodear uma estrela". Sabe-se hoje que este brilho advém de M 43 ser uma nebulosa de emissão, ou seja, uma região de hidrogénio ionizado ou região HII. Estudos recentes revelaram a presença de discos proto-planetários ("Proplyds") em torno de várias estrelas jovens em M 43. Esta imagem é uma imagem de infravermelhos de M 43 obtida pelo projecto 2MASS.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/

Cientistas encontram a estrela jovem mais próxima da Terra

A 'apenas' 27 anos-luz do Sistema Solar, o novo astro iniciou sua formação há 40 milhões de anos, depois da extinção dos dinossauros
AP Columbae é a estrela bebê mais próxima da Terra (Universidade Nacional da Austrália)
Cientistas descobriram a mais jovem estrela vizinha da Terra. A 'apenas' 27 anos-luz do nosso planeta, a AP Columbae é uma estrela muito mais nova que o Sol — o maior astro do Sistema Solar foi formado há 4,5 bilhões de anos. AP Columbae nasceu há 40 milhões de anos, depois da extinção dos dinossauros, no período em que os mamíferos dominaram a Terra. O estudo foi publicado no periódico The Astronomical Journal. Usando telescópios na Austrália, Chile, Havaí e Estados Unidos, os autores do estudo desfizeram uma crença que já dura décadas: o nascimento de estrelas não ocorre apenas em vastos berçários galácticos, como a Nebulosa de Órion. Essas regiões ficam a centenas de anos-luz da Terra. "Com o advento de telescópios de ampla e precisa visão, conseguimos encontrar estrelas mais novas bem perto do nosso planeta", disse Simon Murphy, um dos autores do estudo. AP Columbae é o mais novo membro de um grupo de estrelas mais jovens, chamado Associação Argus. Como o astro é novo e está bem próximo do Sistema Solar, os cientistas acreditam que farão boas imagens. "Até o fim de 2011, esperamos conseguir caçar gigantes gasosos próximos à estrela usando o telescópio Gemini, no Chile", disse Murphy. A pesquisa foi realizada em conjunto pela Universidade Nacional da Austrália, Universidade Estadual da Geórgia (EUA) e Universidade da Califórnia (EUA).

Proxima Centauri - A estrela mais próxima da Terra

Apesar de estar localizada perto da Terra, AP Columbae não é a estrela mais próxima do Sistema Solar. O título pertence à Proxima Centauri, que está a 4,2 anos-luz do nosso planeta. Foi descoberta em 1915 pelo astrônomo sul-africano Robert Innes, então diretor do Union Observatory na África do Sul. Embora esteja tão perto não é possível exergá-la sem o auxílio de telescópios.

Forma Espetacular de Um Pulsar de 1700 Anos

Um objeto pequeno e denso, com somente doze milhas de diâmetro é responsável por criar essa bela nebulosa que emite raios-X e que se expande por 150 anos-luz. No centro dessa imagem feita pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA está um pulsar jovem e muito poderoso, conhecido como PSR B1509-58 ou B1509 para facilitar. O pulsar é uma estrela de nêutrons que gira rapidamente e que espalha energia no espaço ao seu redor criando complexas e intrigantes estruturas, incluindo nesse caso uma feição que lembra uma mão cósmica. Nessa imagem, os raios-X de energia mais baixa que o Chandra detecta são coloridos em vermelho, os de energia intermediária são coloridos em verde e os mais energéticos são coloridos em azul. Os astrônomos acreditam que o B1509 tem uma idade de 1700 anos medindo na estrutura de tempo da Terra, ou seja, se referindo aos eventos quando são observados na Terra, e está localizado a aproximadamente 17000 anos-luz de distância. As estrelas de nêutrons são criadas quando estrelas massivas esgotam seu combustível e colapsam. A velocidade de rotação do B1509 é de completar 7 voltas por segundo e está lançando energia ao seu redor numa taxa prodigiosa, presumidamente porque ele possui um intenso campo magnético na sua superfície, que é estimado em ser aproximadamente 15 trilhões de vezes mais forte do que o campo magnético da Terra. A combinação da rotação rápida e do campo magnético ultra forte faz com que o B1509 seja uma dos mais poderosos geradores eletromagnéticos conhecidos na galáxia. Esse gerador produz ventos energéticos e elétrons e íons a partir da estrela de nêutrons. Enquanto os elétrons se movem através da nebulosa magnetizada, eles irradiam sua energia criando a elaborada nebulosa observada pelo Chandra. As regiões mais internas, um círculo apagado que envolve o pulsar, marca o ponto onde o vento é rapidamente desacelerado pela nebulosa que tem uma expansão lenta. Dessa maneira, o B1509 compartilha algumas similaridades intrigantes com a famosa Nebulosa do Caranguejo. Contudo a nebulosa do B1509 é 15 vezes mais larga do que o diâmetro da Nebulosa do Caranguejo que é de 10 anos-luz. As estruturas parecidas com dedos se estendem para o norte, aparentemente energizando nós de material na nuvem de gás na vizinhança conhecida como RCW 89. A transferência de energia dos ventos para esses nós faz com que eles brilhem fortemente em raios-X (mostrados na imagem como sendo as feições em vermelho e laranja). A temperatura nessa região parece variar em um padrão circular ao redor desse anel de emissão, sugerindo que o pulsar pode estar sofrendo um movimento de precessão como um pião emitindo um feixe energizado ao redor varrendo o gás na RCW 89.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2011/08/image-of-the-day-a-1700-year-old-pulsar-in-a-spectacular-x-ray-nebula.html

Hickson 44 em Leão

Créditos e direitos autorais : Stephen Leshin
Vasculhando o céu atrás de galáxias, o astrônomo canadense Paul Hickson e seus colegas identificaram aproximadamente 100 grupos compactos de galáxias, agora apropriadamente chamados de Grupos Compactos de Hickson. As quatro galáxias proeminentes vistas nessa intrigante imagem telescópica mostra um desses grupos, o Hickson 44, localizado a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Leo, o Leão. As duas galáxias espirais no centro da imagem estão de lado para nós, são elas, a NGC 3190 com suas distintas linhas de poeira dobradas e a NGC 3187 com a sua forma de S. Juntamente com a brilhante galáxia elíptica NGC 3193 à direita elas são conhecidas como Arp 316. A galáxia espiral no canto superior esquerdo é a NGC 3185, o quarto membro do grupo de Hickson. Como outras galáxias nos grupos de Hickson, essas mostram sinais de distorçam e realçadas regiões de formação de estrelas, evidências da guerra gravitacional que eventualmente resultará na fusão das galáxias em uma escala de tempo cósmica. O processo de fusão é agora entendido como sendo parte normal da evolução das galáxias, incluindo a nossa Via Láctea. Para se ter uma ideia de escala, a NGC 3190 tem aproximadamente 75000 anos-luz de diâmetro considerando a distância estimada do grupo Hickson 44.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110829.html
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