30 de ago de 2011

Avanços Nas Manchas Solares

Imagine prever um furacão semanas antes da tempestade se transformar num rodopiar de nuvens. Este é o género de previsão que os meteorologistas podem apenas sonhar. Mas poderá o sonho tornar-se realidade? Um novo estudo por investigadores da Universidade de Stanford nos EUA sugere que tais previsões podem um dia ser possíveis - não na Terra, mas no Sol.  "Aprendemos a detectar manchas solares antes de serem visíveis ao olho humano," afirma Stathis Ilonidis, estudante pós-doutorado da mesma universidade. "Isto pode levar a importantes avanços na previsão meteorológica espacial."  As manchas solares são o prenúncio de tempestades solares. Visíveis como manchas escuras no disco solar, são o começo de proeminências explosivas e ejecções de massa coronal (CMEs) que por vezes atingem o nosso planeta. As consequências variam desde auroras até quebras de comunicações e electricidade.
Astronomi On Line

As Linhas de Poeira Brilhante da Galáxia NGC 624

Com aproximadamente 120000 anos-luz de diâmetro, a galáxia NGC 624, mostrada na imagem acima feita pelo Telescópio Espacial Hubble é um pouco maior que a Via Láctea. A espiral quase de lado para nós está localizada a aproximadamente 220 milhões de anos-luz de distância da Terra e voltou a ser mencionada no círculo astronômico com interesse depois que uma estrela explodiu nessa ilha do universo em 2008. O disco da galáxia como em muitas galáxias espirais é atravessado por linhas escuras de poeira, que são na verdade imensas nuvens de complexos orgânicos moleculares expelidos pelas estrelas que estão nascendo e por estrelas que estão morrendo. Essas linhas escuras são bem comuns de serem observadas, mas o que chama a atenção é a assimetria dessas linhas nesse caso. Elas são mais escuras na parte de baixo da galáxia do que na parte de cima. A impressão é que nós estamos olhando a galáxia espiral de baixo, assim as linhas escuras são mais óbvias no lado visível do que no lado escuro dela. A assimetria é provavelmente causada pelo fato de estarmos observando a galáxia através de um campo extenso de estrelas que faz com que as linhas de poeira apareçam mais brilhantes no lado visível dela. Isso explica porque vemos a poeira melhor no lado visível da galáxia. Nós estamos olhando através de muitas estrelas. É como se estivéssemos olhando algo através de uma névoa assim as coisas parecem mais distantes pois estamos olhando através da neblina.
Fonte:Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=17811

NGC 2264: O Aglomerado do Floco de Neve e a Nebulosa do Cone

Créditos: NASA, JPL-Caltech, P. S. Teixeira (CfA)
Formas e texturas estranhas podem ser encontradas nas vizinhanças da Nebulosa do Cone. Esses padrões resultam de tumultuosa agitação que acompanha a formação do aglomerado aberto de estrelas conhecido como NGC 2264, ou conhecido como o aglomerado Floco de Neve. Para melhor entender esse processo uma imagem detalhada em duas cores infravermelhas foi feita dessa região pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. As estrelas brilhantes do aglomerado do Floco de Neve preenchem o campo. Essas estrelas aquecem e destroem as montanhas de gás e poeira onde elas foram formadas. Em uma dessas montanhas de poeira está a famosa Nebulosa Cone, visível na imagem acima a esquerda, apontando na direção de uma estrela brilhante próximo do centro do campo de visão. A inteira região da NGC 2264 está localizada a uma distância aproximada de 2500 anos-luz da Terra na direção da constelação de Monoceros, o Unicórnio.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap070509.html

Cometa Elenin poderá não sobreviver à passagem pelo periélio

O cometa Elenin visto pelo STEREO-B a 06 de Agosto de 2011.Crédito: NASA/STEREO.
Vários astrónomos têm estado a relatar uma diminuição significativa no brilho do cometa Elenin depois deste ter sido atingido por uma violenta ejecção de massa coronal no passado dia 19 de Agosto. Aparentemente, a colisão com a nuvem de plasma erodiu uma boa parte dos gelos de água e de dióxido de carbono que compõem o núcleo do pequeno cometa, provocando uma momentânea intensificação da actividade da cauda seguida de uma rápida diminuição. Este comportamento é geralmente um presságio do início da desintegração do núcleo cometário, pelo que alguns astrónomos têm estado a sugerir que o cometa Elenin poderá não sobreviver à passagem pelo periélio no próximo dia 10 de Setembro.

Astrônomo brasileiro acha estrelas com massa de 80 'sóis'

Um astrônomo brasileiro radicado no Chile e sua equipe da Universidade de La Serena descobriram duas estrelas novas, muito maciças, brilhantes e aparentemente isoladas na Via Láctea. Essas características fazem desses objetos (batizados de WR20aa e WR20c) astros extremamente raros na galáxia. Os astrônomos estimam que as estrelas tenham até 2 milhões de anos (jovens, em termos astronômicos). Além disso, as estrelas podem ter, cada uma, pelo menos 80 vezes a massa do nosso Sol --o que também é não é muito comum encontrar. 

"A galáxia pode conter vários bilhões de estrelas, mas a maioria tem massa pequena", diz o físico e astrônomo Alexandre Roman Lopes, coordenador do trabalho. O que os cientistas não esperavam era encontrar essa dupla de estrelas isolada na galáxia. Como esse tipo de estrela vive pouco (alguns milhões de anos), em geral elas não têm tempo de se distanciar de onde se formaram. Isso resulta em aglomerados de estrelas na galáxia, próximos à sua "fábrica".  Essas "fábricas" funcionam no interior de enormes aglomerados de gás e poeira onde, sob efeito da força gravitacional, acontece a concepção estelar. Por estarem muito longe do local de origem, a dupla é candidata a "runaway", ou seja, objetos estelares que viajam a uma grande velocidade e se distanciam cada vez mais de onde nasceram.
O aglomerado de estrelas Westerlund 2, localizado na direção da constelação da Quilha (ou Carina, em latim), onde a dupla de estrelas pode ter 'nascido'. (Foto: NASA / CXC / Univ. de Liège / Y. Naze et al)

EXPULSÃO

Os pesquisadores acreditam que a dupla tenha sido ejetada de um superaglomerado de estrelas de altíssima massa chamado Westerlund 2, que fica na direção da constelação de Carina, a cerca de 26 mil anos-luz do Sol. No centro desse aglomerado, existe um grupo compacto de estrelas muito brilhantes onde são observadas nuvens de gás remanescente do seu processo de formação. Eles descobriram que uma linha imaginária conectando as duas estrelas "cruza" o aglomerado exatamente na sua parte central. Isso significa que elas devem ter saído de onde está o "berçário" dos objetos de grande massa.  "Estudos de dinâmica estelar preveem que estrelas de massa muito grande não convivem bem entre si. Algumas sempre acabam expulsas pelas companheiras", explica.  O trabalho, que tem apoio do Observatório Las Campanas e do ESO (Observatório Europeu do Sul), estará na "MNRAS" ("Monthly Notices of the Royal Astronomical Society") do mês de setembro.

SUPERMACIÇAS PODEM EXPLICAR ORIGEM DA VIDA

O estudo das estrelas supermaciças, além de contribuir para a compreensão da formação estelar, pode ajudar a explicar a origem da vida. Essas estrelas produzem, no seu interior, oxigênio, carbono e nitrogênio, e no fim da sua evolução, até ferro.  "Os elementos mais complexos necessários à vida são produzidos por estrelas maciças. De certo modo, somos filhos desse tipo de estrela", diz Lopes.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/

Um Teste de Visão astronômica

Créditos:ESA/Hubble & NASA
Espiando nas profundezas do espaço, os excelentes olhos do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA fez uma imagem da próxima porém apagada galáxia anã, conhecida como ESO 540-030. Esse objeto aparece como um imenso enxame de estrelas apagadas, mas o ESO 540-030 é na verdade apenas um ponto de interesse nessa imagem. A ESO 540-030 está localizada a apenas 11 milhões de anos-luz de distância da Terra e é parte do grupo de galáxias do Sculptor. Essa coleção é o vizinho mais próximo do nosso próprio Grupo Local de Galáxias que inclui a Via Láctea. Devido a sua proximidade o grupo do Sculptor possui algumas das galáxias mais brilhantes dos céus do sul, embora a ESO 540-030 não seja uma dessas. As galáxias anãs normalmente possuem uma pequena superfície brilhante o que a torna muito difícil de ser observada. O Hubble com sua visão aguçada capturou um registro de vários tipos de galáxias no plano de fundo da imagem, com espirais, espirais barradas, elípticas e irregulares. Uma análise cuidadosa dessa imagem deve permitir que possamos identificar exemplos de cada um dos tipos de galáxias existentes. Algumas galáxias localizam-se diretamente atrás da ESO 540-030, aumentando ainda mais o desafio. Além das galáxias existem ainda cinco estrelas brilhantes que estão muito mais perto de nós do que as galáxias. Os spikes de difração, as quatro linhas de luz que emanam em ângulos de 90 graus são geradas pela difração da luz no telescópio, e são os sinais marcantes da presença das estrelas na imagem. Catalogar os tipos de galáxias é uma tarefa importante para os cientistas tentarem entender mais sobre como o nosso universo se desenvolveu. Nossos próprios olhos são ferramentas excelentes para isso, como podem confirmar os participantes do projeto Galaxy Zoo Hubble (http://www.galaxyzoo.org/). Essa imagem da ESO 540-030 foi criada a partir de imagens feitas com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. As imagens obtidas através do filtro amarelo-laranja (F606W, foram coloridas de azul), e foram combinadas com as imagens obtidas com o filtro do infravermelho próximo (F814W, que foram coloridas em vermelho). O tempo de exposição total foi de 4480s e 3360s, respectivamente e o campo de visão foi de aproximadamente 3.1 arcos de minuto de diâmetro.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/

A Mais Fria Estrela Anã Marrom

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL-Caltech, WISE
Essa imagem cósmica composta com os dados de imagem do Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA captura uma grande variedade de estrelas apagadas e galáxias distantes na direção da constelação da Lyra em comprimentos de onda maiores do que os comprimentos e onda da luz visível. Mas o objeto circulado no centro da imagem não é uma estrela tranquila. Catalogada como WISE 1828+2650, ela localiza-se a uma distância de 40 anos-luz do Sol e é atualmente a estrela do tipo anã marrom mais fria conhecida. Uma anã marrom começa como uma estrela, com o colapso gravitacional de uma densa nuvem de gás e poeira, mas esse tipo de estrela não é massiva o suficiente para atingir a temperatura de núcleo e a densidade necessária para disparar a fusão do hidrogênio, a fonte de energia estável da estrela. Ao invés disso, a estrela que falhou no processo de fusão se resfria e emite a maior parte de sua luz nos comprimentos de onda do infravermelho. De maneira impressionante, as estrelas anãs marrons possuem grosseiramente o tamanho do planeta Júpiter. Mas quão fria é a WISE 1828+2650? Enquanto que anãs marrons têm uma temperatura superficial medida na ordem dos 1400 graus Celsius, essa anã marrom, designada como sendo uma anã marrom da classe Y, tem a temperatura estimada, similar à temperatura de uma sala quente, menos de 27 graus Celsius.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110830.html
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