31 de ago de 2011

Evidências de água em Marte: clima antigo do planeta era frio e úmido, com oceanos congelados

Um novo estudo diz que a existência de um oceano frio antigo em Marte, cercado por geleiras, poderia explicar os minerais incomuns que compõem as planícies do norte do planeta. Marte possui características que não podem ser explicadas pelos modelos atuais, que dizem que o planeta já foi frio e seco, ou já foi quente e úmido. Agora, as novas descobertas acrescentam elementos à ideia de que Marte foi na verdade frio e úmido. Cientistas tentaram explicar por que a crosta inicial das planícies do norte de Marte aparentemente não tem um grupo chamado de minerais filossilicatos, quando comparada com a crosta similarmente envelhecida das terras baixas do sul do planeta. Estes minerais são comuns em sedimentos marinhos na Terra. Para explicar isso, modelos climáticos e geoquímicos sugerem que, se um oceano norte existiu em Marte, ele teria sido congelante, perto de zero.  Além disso, as características em torno da bacia oceânica são consistentes com a presença de grandes geleiras, como trechos submarinos de detritos rochosos. Temperaturas quase congelantes e grandes geleiras impediriam a formação de filossilicatos.  “Nossas análises multidisciplinares oferecem uma explicação para a existência de um oceano no passado de Marte, consistente com a mineralogia detectada até agora por sondas orbitais”, disse o astrobiólogo Alberto Fairén.”Se houvesse oceanos em Marte, eles eram glaciais, semelhante aos mares polares da Terra. As costas seriam circundadas por geleiras, e porções do oceano seriam cobertas de gelo”.  Existem atualmente duas ideias principais de como o clima de Marte antigo poderia ter sido. Uma delas é que era frio e seco, afirmando que vales e outras características geológicas, sugestivas de água líquida, eram, no passado, essencialmente resultados de rajadas de calor confinadas no espaço e no tempo, indicando que Marte não poderia ter sustentado oceanos. A outra é que Marte já foi quente e úmido, o que implica que poderia ter tido lagos, mares e chuvas por longos períodos.  “Percebi a contradição entre as evidências geológicas, que apontam que a água líquida foi outrora abundante em Marte, e os modelos climáticos, que até agora não conseguem explicar condições de calor na água de Marte que a permitia ficar no estado líquido”, explicou Fairén. Agora, os pesquisadores sugerem que Marte antigamente era úmido, mas não quente. “Marte frio e úmido parece ser uma solução adequada para esse quebra-cabeça, e um oceano glacial no norte se encaixaria perfeitamente nesse cenário frio e úmido”, disse Fairén. Os cientistas estão em busca de provas adicionais de um oceano congelado em Marte em conjuntos de dados globais, incluindo a análise da evolução glacial e características costeiras do planeta, a procura de sinais de icebergs e modelos de baixa temperatura geoquímica. Esta não é uma tarefa fácil, já que a evidência para o oceano em Marte está enterrada sob toneladas de materiais mais recentes, incluindo quilômetros de espessura de depósitos sedimentares e vulcânicos.
[LiveScience]

Futuro do Universo pode estar influenciando o presente

Quando se pensa o Universo a partir das leis da mecânica quântica começam a fazer sentido algumas ideias aparentemente inconcebíveis.[Imagem: Anne Goodsell/Tommi Hakala]

Influências do futuro sobre o passado

Uma reformulação radical da mecânica quântica sugere que o Universo tem um destino definido, e que esse destino já traçado volta no tempo para influenciar o passado, ou o presente. É uma afirmação alucinante, mas alguns cosmólogos já acreditam que uma reformulação radical da mecânica quântica, na qual o futuro pode afetar o passado, poderia resolver alguns dos maiores mistérios do universo, incluindo a forma como a vida surgiu. E, além da origem da vida, poderia ainda explicar a fonte da energia escura e resolver outros enigmas cósmicos. O que é mais impressionante é que os pesquisadores afirmam que recentes experimentos de laboratório confirmam de forma dramática os conceitos que servem de base para esta reformulação.
Leia a Matéria completa em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=futuro-universo-influencia-presente&id=010830110830&ebol=sim
Inovação Tecnológica

A Estrela Que Não Devia Existir

    Estrela SDSS J102915 172927 na constelação de Leão (The Lion).Crédito: ESO / Digitized Sky Survey
Uma equipe de astrónomos europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO (VLT) para descobrir uma estrela na Via Láctea que muitos pensavam não poder existir. Os astrónomos descobriram que esta estrela é composta quase inteiramente por hidrogénio e hélio, mostrando apenas pequeníssimas quantidades de outros elementos químicos. Esta intrigante composição química coloca a estrela na chamada “zona proibida” numa teoria de formação estelar largamente aceite, o que significa que a estrela nunca se devia ter formado. Estes resultados serão publicados na revista Nature a 1 de Setembro de 2011.
Sua intrigante composição química coloca a estrela na "zona proibida" dentro da teoria de formação de estrelas, o que significa que esta estrela nunca deveria ter-se formado - ou que a teoria está errada.[Imagem: ESO/Digitized Sky Survey

Estrela sem metais

A estrela de baixa luminosidade está situada na constelação do Leão e é chamada SDSS J102915+172927 - a sigla é rastreio SDSS (Sloan Digital Sky Survey) e os números fazem referência à posição do objeto no céu. Ela possui a menor quantidade de elementos mais pesados que o hélio (que os astrônomos chamam de "metais") do que todas as estrelas estudadas até hoje. Este objeto possui uma massa menor que a do Sol e tem provavelmente mais de 13 bilhões de anos de idade.  "Uma teoria muito aceita prediz que estrelas como esta, com pequena massa e quantidades de metais extremamente baixas, não deveriam existir porque as nuvens de material a partir das quais tais objetos se formariam nunca se poderiam ter condensado," explica Elisabetta Caffau, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha e do Observatório de Paris, na França.  "É surpreendente encontrar pela primeira vez uma estrela na 'zona proibida'. Isto significa que iremos provavelmente ter que verificar alguns dos modelos de formação estelar, completa Caffau, que é a autora principal do artigo científico que descreve estes resultados, e que será publicado em Setembro na revista Nature.

Estrela mais velha já encontrada - A equipe analisou as propriedades da estrela com o auxílio dos espectrógrafos X-shooter e UVES, montados no VLT. Os astrônomos mediram a abundância dos vários elementos químicos presentes na estrela e descobriram que a proporção de metais na SDSS J102915+172927 é mais de 20 mil vezes menor que a proporção de metais no Sol.  "A estrela é tênue e tão pobre em metais que apenas conseguimos detectar a assinatura de um único elemento mais pesado que o hélio - o cálcio - nas primeiras observações que fizemos," disse Piercarlo Bonifacio, que supervisionou o projeto. "Tivemos que pedir tempo de telescópio adicional ao Diretor Geral do ESO para estudar a radiação da estrela com mais detalhe, com longos tempos de exposição, de modo a tentar encontrar mais metais."  Os cosmólogos acreditam que os elementos químicos mais leves - hidrogênio e hélio - foram criados pouco depois do Big Bang, juntamente com um pouco de lítio, enquanto a maioria dos outros elementos foram posteriormente formados nas estrelas. As explosões de supernovas espalharam o material estelar para o meio interestelar, tornando-o rico em metais. As novas estrelas que se formam a partir deste meio enriquecido possuem por isso maiores quantidades de metais na sua composição do que as estrelas mais velhas. Por conseguinte, a proporção de metais numa estrela nos dá informação sobre a sua idade.  "A estrela que estudamos é extremamente pobre em metais, o que significa que é muito primitiva. Pode ser uma das estrela mais velhas jamais encontrada," acrescenta Lorenzo Monaco (ESO, Chile), que também participou do estudo.
A composição química das estrelas é estudada por meio da decomposição da sua luz, o chamado espectro estelar. A anotação mostra o dado que revelou a presença de Cálcio na estrela. [Imagem: ESO/Digitized Sky Survey 2

Lítio nas estrelas

É igualmente surpreendente a falta de lítio na SDSS J102915+172927. Uma estrela tão velha deveria ter uma composição semelhante àquela do Universo pouco depois do Big Bang, com apenas um pouco mais de metais. No entanto, a equipe descobriu que a proporção de lítio na estrela é pelo menos cinquenta vezes menor que a esperada devido à matéria produzida pelo Big Bang.  "É um mistério como é que o lítio produzido logo após o início do Universo foi destruído nesta estrela", acrescenta Bonifacio. Os investigadores também apontam para o fato desta estrela incomum não ser provavelmente única.  "Identificamos várias outras estrelas candidatas que podem ter níveis de metais semelhantes, ou até inferiores, aos da SDSS J102915+172927. Planejamos agora observar estes candidatos com o VLT para verificarmos se é realmente este o caso," conclui Caffau.

Teorias de formação estelar - Teorias de formação estelar mais aceitas afirmam que estrelas com massas tão baixas como a SDSS J102915+172927 (cerca de 0,8 massa solar ou menos) apenas podem se formar depois de explosões de supernova terem enriquecido o meio interestelar acima de um valor crítico. Isto deve-se ao fato dos elementos mais pesados atuarem como "agentes de arrefecimento", ajudando a irradiar o calor das nuvens de gás, fazendo assim com que estas nuvens possam seguidamente colapsar para formar estrelas. Sem estes metais, a pressão devida ao aquecimento seria demasiadamente forte e a gravidade da nuvem seria muito fraca para a vencer e fazer a nuvem colapsar. Uma teoria em particular identifica o carbono e o oxigênio como os principais agentes de arrefecimento. No entanto, na SDSS J102915+172927 a quantidade de carbono é menor do que o mínimo julgado necessário para que este arrefecimento se torne efetivo. A estrela HE 1327-2326, descoberta em 2005, tem a menor abundância de ferro conhecida, mas é rica em carbono. A estrela agora analisada tem a menor proporção de metais conhecida quando consideramos todos os elementos químicos mais pesados que o hélio. A chamada nucleossíntese primordial estuda a produção de elementos químicos com mais de um próton, alguns momentos após o Big Bang. Esta produção deu-se num curto espaço de tempo, permitindo que apenas hidrogênio, hélio e lítio se formassem. A teoria do Big Bang prediz, e as observações confirmam, que a matéria primordial era composta essencialmente por 75% (em massa) de hidrogênio, 25% de hélio e alguns traços de lítio.
Fontes: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php
http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1132/

Nuvem Rolo Sobre Wisconsin

Créditos e direitos autorais : Pierre cb,
Que tipo de nuvem é essa? É um tipo de nuvem em arco chamada de nuvem rolo. Esse tipo de nuvem rara e longa pode se formar avançadas em frentes frias. Em particular, uma corrente descendente à frente de uma tempestade pode fazer com que o ar quente úmido suba, resfriando-se abaixo do seu ponto de orvalho, formando uma nuvem. Quando esse fenômeno acontece de maneira uniforme ao longo de uma área extensa, uma nuvem rolo se forma. As nuvens rolo podem na verdade ter ar circulando ao longo de seu eixo horizontal. Uma nuvem rolo não forma tornados. Diferente de um tipo similar de nuvem chamado de nuvem prateleira, uma nuvem rolo é completamente desacoplada de sua nuvem cumulonimbus que a originou. Na foto acima, uma nuvem rolo se estende por uma grande distância enquanto uma tempestade se aproximava em 2007 na cidade de Racine no estado americano de Wisconsin.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110831.html

Imagem do Spitzer Mostra Estrelas Recém Nascidas na Constelação da Serpens

Estrelas no início de suas vidas brilham de forma intensa nessa imagem infravermelha da região de formação de estrelas da Serpens, localizada a aproximadamente 848 anos-luz de distância na constelação da Serpens. Os pontos rosa avermelhados são estrelas recém nascidas profundamente mergulhadas na nuvem cósmica de gás e poeira que colapsou para formá-las. Os discos empoeirados de detritos cósmicos que podem eventualmente formar planetas aparecem ao redor das estrelas recém nascidas. A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA.
Fonte: http://cienctec.com.br
http://www.dailygalaxy.com

Nuvens de gás poderiam ter criado maiores explosões cósmicas do universo

Gigantes nuvens de gás no início do universo podem ter alimentado as erupções mais enérgicas desde o Big Bang. Evidências de buracos negros supermassivos, pesando milhões ou bilhões de sóis, foram encontradas no início do universo, mas ninguém sabe como eles cresceram tanto em tão pouco tempo. Pequenos buracos negros, pesando tanto quanto uma estrela, simplesmente não têm tempo suficiente para se aglutinarem dessa forma. Uma teoria sugere que, no passado, enormes nuvens de gás se colapsaram em “sementes” de buracos negros maiores. Estes poderiam, então, ter atraído mais matéria e se tornado supermassivos. Cientistas calcularam como essas nuvens de gás, pesando um milhão de sóis, podem ter evoluído em “sementes” de buracos negros. Eles também descobriram que as nuvens nem sempre formaram buracos negros, mas de qualquer forma teriam criado poderosas explosões, que fazem supernovas parecem fogos de artifício. As nuvens eram tão massivas que começavam a se contrair sob seu próprio peso, se tornando densas o suficiente para desencadear reações nucleares. Essas reações fornecem pressão que neutraliza o colapso das nuvens. O que acontece a seguir depende da composição química das nuvens. Elementos pesados, como oxigênio e nitrogênio (liberados de estrelas morrendo) aumentam a taxa de reações nucleares. Se uma nuvem de gás gigante tivesse pelo menos 10% da proporção que o sol tem desses elementos, iria detonar reações suficientes para sobrepujar a força da gravidade. Isso arrebentaria uma nuvem em uma explosão com 100 vezes a energia eletromagnética de qualquer supernova hoje. Se a nuvem contivesse menos elementos pesados, fornecendo pressão para fora e não para dentro, a gravidade venceria e a nuvem entraria em colapso em uma “semente” de buraco negro. Entretanto, liberaria ainda mais energia do que no cenário de detonação, porque altas pressões e temperaturas no núcleo da nuvem levariam fótons energéticos a transformarem-se em pares de elétrons e seus correspondentes de antimatéria. Estes se aniquilariam, liberando cerca de 10.000 vezes a energia eletromagnética das supernovas mais brilhantes na forma de neutrinos. Estas partículas, que raramente interagem com a matéria normal, são invisíveis, tornando os estouros ultrapoderosos, mas não incomumente brilhantes. Segundo os pesquisadores, tais explosões gigantes – na forma brilhante – podem ser detectadas em observatórios futuros que poderiam procurar eventos do tipo. Além disso, novos modelos poderiam ser mais realistas se permitissem que diferentes partes da nuvem rodassem em diferentes taxas.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]
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