1 de set de 2011

Arp 220: Uma Galáxia Ultra Luminosa

A Arp 220 é a galáxia mais próxima da Via Láctea com uma luminosidade extrema, definida como sendo mais de 300 vezes mais brilhante que a nossa galáxia, a Via Láctea. Algumas galáxias surpreendentes possuem valores de luminosidade dez vezes ainda maior. Os astrônomos ainda estão tentando entender as razões para tanta luminosidade, enquanto a nossa galáxia possui um brilho muito modesto se comparado. A Arp 220 é considerada o objeto mais brilhante no universo local. No final dos anos de 1980 ela foi descoberta como sendo uma galáxia ultraluminosa no infravermelho e encabeçou a lista de observações feitas com o satélite IRAS.

 Novas observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble revelaram que existem duas galáxias em colisão no centro da Arp 220. Um resultado dessa colisão entre galáxias espirais são os fantásticos nós de regiões de formação de novas estrelas visíveis como pontos brilhantes na parte acima da imagem. Abaixo do nó que tem a forma de uma meia Lua e localiza-se à direita na imagem existe um disco massivo de poeira escondendo possivelmente um buraco negro moribundo da espiral. O nó brilhante à esquerda é o centro de uma galáxia espiral quebrada. Os núcleos das galáxias em questão estão afastados por aproximadamente 1200 anos-luz e estão em órbita um do outro.

Os dois principais suspeitos para a grande energia da Arp 220 são as explosões de formação de estrelas que produzem muitas estrelas jovens e quentes e os processos associados com o acúmulo de material no buraco negro supermassivo localizado no núcleo da galáxia A Arp 220 é o exemplo mais próximo da Terra onde esses processos e cenário podem ser testados e estudados. Alguns milhões de regiões de atividade estão localizadas dentro de um volume relativamente pequeno ao redor do núcleo, um volume de alguns milhares de anos-luz. Os novos resultados proporcionarão uma melhora o nosso entendimento sobre o que energiza as galáxias extremas e como elas se diferem da Via Láctea.
Fonte: Ciência e Tecnologia -  http://cienctec.com.br/wordpress/?p=17888
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Telescópio Hubble permite recriar nascimento das estrelas

As estrelas nascem a milhões de anos luz após grandes jatos de gás incandescente, algo que agora está ao alcance do olho humano através de um vídeo que reconstruiu imagens fixas tomadas pelo telescópio Hubble.
Imagens tiradas pelo telescópio espacial Hubble mostra jatos de gás expelidos por três estrelas jovens
O vídeo, divulgado nesta quarta-feira no site da agência espacial americana (Nasa), oferece novos detalhes sobre o processo de nascimento estelar, no qual é possível apreciar os jatos de gás que expulsam as estrelas jovens com um detalhe até agora nunca visto. As emissões que se desprendem são um subproduto da acumulação de gás ao redor das estrelas recém-nascidas e se disparam a velocidades supersônicas em direções opostas através do Espaço. Estes fenômenos estão proporcionando pistas sobre a fase final do nascimento de uma estrela na busca de poder conhecer melhor como se formou o Sol há 4,5 bilhões de anos. Uma equipe de cientistas liderada pelo astrônomo Patrick Hartigan da Universidade Rice em Houston, Texas (EUA), acumulou imagens de alta resolução suficientes durante um período de 14 anos para unir lapsos de tempo dos jatos expulsos de três jovens estrelas. A nitidez das imagens do Hubble que viagem em uma órbita concêntrica a 610 km da Terra permitirá aos astrônomos ver as mudanças dessas novas estrelas "em poucos anos", asseguram, já que a maioria dos processos de mudança em escalas de tempo astronômico, abrange mais que uma vida humana. O Hubble foi lançado em 24 de abril 1990 a bordo do Discovery na missão STS-31 e conta com dois tipos essenciais de instrumentos: as câmeras fotográficas e os espectrógrafos, que analisam a luz e a transformam em sinais eletrônicas. A Nasa assegura que os descobrimentos do Hubble revolucionaram quase todos os âmbitos das pesquisas astronômica e da ciência planetária. O Hubble proporcionou uma visão das estrelas que até o momento não tinha sido possível devido à distorção atmosférica da Terra. Entre suas conquistas captou as primeiras imagens da colisão de dois asteroides, estrelas rodeadas de pó cósmico que poderiam se transformar em sistemas planetários e galáxias à beira do universo. Os dados fornecidos pelo telescópio espacial confirmaram também a teoria da relatividade de Albert Einstein e da expansão acelerada do universo. Além disso, ajudaram a determinar que a idade do universo é de cerca de 13,7 bilhões de anos. O telescópio espacial Hubble é um projeto internacional no qual participam a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA).

Cientistas afirmam que estão mais próximos de encontrar vida em Marte

Segundo especialista, nova geração de instrumentos de alta tecnologia ajuda o homem nessa tarefa
Missão da Agência Espacial Europeia mapeia crateras de região de Marte ESA/Divulgação
O homem está mais perto de descobrir se existiu ou se ainda existe vida em Marte graças à nova geração de instrumentos de alta tecnologia, informou um painel de especialistas na reunião anual da Sociedade de Química dos Estados Unidos, realizado em Denver.  "Se há (ou houve) vida lá fora, as ferramentas de alta tecnologia especializadas em química a encontrarão", afirmou Jeffrey Bada, da Universidade da Califórnia, em San Diego, organizador de um simpósio de dois dias dedicado ao planeta vermelho.  "Temos os instrumentos agora ou estão no processo de desenvolvimento e redefinição. O desafio é montá-los nas próximas naves espaciais, sabendo que tipo de elementos estudar e onde olhar exatamente", declarou. O especialista é um firme defensor de atrasar as missões tripuladas a Marte até que as missões robóticas já enviadas consigam informação suficiente para que os astronautas possam aterrissar na área menos inóspita. Neste sentido, Bada expressou sua preocupação com os cortes de orçamento na Nasa (agência especial americana) nos últimos anos, que podem pôr em perigo as missões não tripuladas e as pesquisas necessárias. A Nasa definiu 2030 como data preliminar para enviar a primeira missão tripulada a Marte, no entanto é apenas uma declaração de intenções do presidente Barack Obama, uma vez que não há um plano sobre a mesa. A próxima missão não tripulada da Nasa a Marte será a sonda Curiosity, que partirá em agosto de 2012 rumo a Gale, uma cratera de 154 quilômetros de diâmetro em cujo interior se eleva uma grande montanha, ao pé da qual o robô pousará na busca de vida. A Nasa, junto com a Agência Espacial Europeia (ESA), prevê também lançar em 2016 a missão Exomars, que levará cinco instrumentos para estudar os gases da atmosfera marciana, na busca por evidências biológicas ou geológicas de vida.  "Os instrumentos dessa missão atmosférica têm uma sensibilidade mil vezes maior que qualquer outro instrumento" que tenha viajado para Marte ou faça parte de uma missão marciana, considerou o professor Mark Allen, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.  Segundo Bada, um desses instrumentos pode detectar partículas orgânicas de nitrogênio, um componente essencial para a vida na Terra; e os cientistas estão convencidos que se há vida em Marte um de seus componentes será nitrogênio. Bada explicou que também buscarão sinais de vida debaixo da superfície marciana, já que os raios cósmicos e os ultravioleta aos quais esteve submetido podem ter destruído a matéria orgânica, motivo pelo qual talvez os possíveis rastros de vida poderiam estar ocultos no interior do planeta. Por enquanto sobre o planeta vermelho opera o robô explorador Opportunity, que chegou no início do mês à cratera Endeavour após uma viagem de quase três anos e os cientistas esperam que novas informações facilitem outras descobertas.

Estagiária de 18 anos descobre novos asteróides no Reino Unido

Hannah Blyth fazia um estágio de astronomia de apenas um mês em uma universidade britânica Foto: BBC Brasil

Uma estudante de 18 anos que fazia um estágio de astronomia de apenas um mês em uma universidade britânica descobriu dois novos asteróides e espera que um deles receba seu nome. Hannah Blyth usou telescópios controlados remotamente na Austrália e no Havaí para fazer as observações e disse ter ficado "maravilhada" com a descoberta. "É uma honra que haja uma pedra no espaço que pode um dia ter o meu nome. Eu fiquei eufórica quando percebi o que estava vendo. É inacreditável."

Estágio de verão

Blyth, que está terminando o ensino médio, estava fazendo um estágio de verão no projeto do telescópio Faulkes, baseado na Universidade de Glamorgan, no País de Gales. Ela recebeu a tarefa de estudar o espaço entre Marte e Júpiter e tirar fotografias com o telescópio, uma tarefa que não é fácil, segundo os especialistas.  "São pedras do tamanho de prédios que estão a milhões de quilômetros de distância. Os asteróides são cinza escuro contra um fundo negro, então é extremamente difícil encontrá-los", disse o diretor de Astronomia da universidade. Quando viram as imagens da estudante, os astrônomos do projeto Nick Howes, Giovanni Sostero e Ernesto Guido perceberam que os asteróides nunca haviam sido vistos antes.  "A descoberta mostra mais uma vez que astrônomos amadores e até estudantes em idade escolar podem fazer uma enorme contribuição para a ciência", disse o especialista em asteróides Nick Howes. Agora, as descobertas têm de ser confirmadas por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Erupções solares vão aumentar de intensidade nas próximas décadas

Dentro de alguns anos, aviões e naves terão um fator a mais com que se preocupar. A intensidade das radiações solares, que esteve baixa desde os anos 1920, vai voltar a subir a partir de agora. Essa condição, que é inédita desde o início da era espacial, pode representar perigo a veículos espaciais em missões, aviação e comunicação por satélites no futuro. A radiação solar, grosso modo, é inversamente proporcional às erupções na superfície do sol. E as erupções são cíclicas: durante alguns séculos está alta, depois entra em época de baixa atividade. Dos anos 1700 até o início do século XX, a atividade solar (explosões) era baixa, e a radiação era forte. De 1920 para cá, a situação se inverteu: o sol entrou em período de fortes erupções e as radiações caíram. Esse panorama foi favorável às tecnologias de aviação, iniciadas na primeira metade do século, e descobertas espaciais e de satélites, desenvolvidas a partir dos anos 60. Para todas estas atividades, a alta radiação seria um problema. Nas próximas décadas, essa dificuldade será real. O curioso é que os cientistas que conduziram o último estudo sobre o assunto não fizeram observações do espaço propriamente dito. Suas análises focaram em troncos de árvore e mantos de gelo da Antártida, que absorveram nitratos e isótopos cosmogênicos (basicamente, isótopos impregnados de partículas espaciais), dos últimos dez mil anos. A variação da concentração destas partículas permitiu aos pesquisadores fazer uma linha do tempo de radiação solar no planeta ao longo do tempo. Em um estudo separado, pesquisadores desenvolveram um método para indicar com antecedência as chamadas “manchas solares”, que são pontos magnéticos a partir dos quais as erupções se formam. Com a junção destes dois diagnósticos, segundo os astrônomos, será possível saber em que momentos a alta radiação solar poderá ser mais danosa às nossas tecnologias espaciais.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-14580995

M27: A Nebulosa do Haltere

Créditos e direitos autorais : Martin Pugh
Enquanto caçava por cometas nos céus da França do século 18, o astrônomo Charles Messier de maneira perfeita fez uma lista de coisas que ele encontrava e que definitivamente não eram cometas. A imagem acima mostra o objeto de número 27 em sua lista de não cometas. De fato, os astrônomos do século 21 identificariam esse objeto como sendo uma nebulosa planetária, mas também não é um planeta, embora esse objeto pareça redondo como um planeta quando observado em pequenos telescópios. O objeto Messier 27, ou M27, é um excelente exemplo de uma nebulosa de emissão gasosa criada enquanto uma estrela parecida com o Sol esgotou seu combustível nuclear em seu núcleo. A nebulosa se forma enquanto as camadas externas da estrela são expelidas para o espaço, com um brilho visível gerado pelos átomos excitados pela intensa porém invisível radiação ultravioleta da estrela moribunda. Conhecida pelo nome popular de Nebulosa do Haltere, a bela nuvem simétrica de gás interestelar tem mais de 2.5 anos-luz de diâmetro e está localizada a aproximadamente 1200 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Vulpecula. Essa impressionante imagem colorida destaca detalhes dentro da região central bem estudada e da região mais apagada que raramente tem suas feições no halo externo da nebulosa imageadas. A imagem acima incorpora imagens obtidas com filtros de banda larga e curta sensíveis à emissão dos átomos de enxofre, hidrogênio e oxigênio.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110901.html

Nasa descobre buracos negros supermassivos próximos da Terra

Imagem do primeiro par de buracos negros supermassivos em uma galáxia espiral similar a da Via Láctea Foto: Nasa/Divulgação
Os astrônomos descobriram o primeiro par de buracos negros supermassivos em uma galáxia espiral similar a da Via Láctea a cerca de 160 milhões de anos luz, e o mais próximo da Terra descoberto até agora, informou nesta quarta-feira a Nasa (agência espacial americana). Os buracos negros se encontram próximo do centro da galáxia espiral NGC 3393 e foram identificados graças às observações realizadas pelo observatório de raios-X Chandra. Os cientistas calcularam que ambos estão separados por apenas 490 anos luz, por isso que acreditam que podem ser o remanescente da fusão de duas galáxias de massa desigual que aconteceu há mais de 1 bilhão de anos.  "Se esta galáxia não estivesse tão perto, não teríamos tido nenhuma possibilidade de ver os dois buracos negros separados como os vimos", disse Pepi Fabbiano do Centro de Atrofísica Harvard-Smithsonian (CfA) em Cambridge (Massachusetts). As observações anteriores em frequência raios-X e em outras longitudes de onda faziam crer que havia apenas um buraco negro supermassivo no centro da galáxia NGC 3393. No entanto, um olhar de longo alcance realizado com os potentes instrumentos de Chandra permitiu aos pesquisadores detectar e separar os buracos negros. Os buracos negros são objetos tão densos que a força da gravidade que geram não deixa escapar nada, nem sequer a luz, e engolem tanto matéria, visível ou escura, que cai em seu campo de ação. Alguns podem ter um tamanho "estelar" e se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante, uma supernova, mas outros têm um tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e se denominam "supermassivos".

Buracos negros ativos

Observações anteriores indicaram a existência de um buraco negro supermassivo no centro da NGC 3393.
O novo estudo mostra que não era apenas um, mas dois dos gigantescos fenômenos. Os dois estão ativos, crescendo e emitindo raios X à medida que engolem gases e se tornam mais quentes.
Distantes cerca de 160 milhões de anos-luz da Terra, os buracos negros estão situados próximos ao centro da galáxia NGC 3393. [Imagem: Fabbiano et al./Nature]
Quando duas galáxias espirais de tamanhos semelhantes se fundem, estima-se que o resultado seja a formação de um par de buracos negros e de uma galáxia com aparência "bagunçada" e intensa formação de estrelas. Um exemplo conhecido pelos astrônomos é o do par de buracos negros na galáxia NGC 6240, a 330 milhões de anos-luz da Terra. Entretanto, a NGC 3393 é uma galáxia espiral bem organizada, com sua região central dominada por estrelas velhas e não recém-formadas. Tais propriedades são consideradas inusitadas pelos cientistas. Com tudo isso, a galáxia é a primeira conhecida na qual a fusão de uma galáxia grande com uma muito menor resultou na formação de um par de buracos negros supermassivos. O par está recoberto por poeira e gás, o que torna muito difícil de ser observado por um instrumento óptico. Como os raios X são mais energéticos, eles podem penetrar no material obscuro. Segundo os cientistas, o espectro de raios X obtido pelo telescópio espacial Chandra mostra assinaturas claras dos buracos negros.
Fontes: http://www.inovacaotecnologica.com.br
 www.nasa.gov
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