5 de set de 2011

Galáxias estão ficando sem gás para formar estrelas

Astrônomos australianos acreditam ter descoberto por que o Universo está diminuindo o ritmo de formação de novas estrelas. Segundo eles, as galáxias estão ficando sem gás.
Região de intensa formação de estrelas, fotografada pelo Telescópio Hubble. Os astrônomos acreditam que esses berços de estrelas estão se tornando cada vez mais raros.[Imagem: NASA/ESA/STScI/AURA]

Hidrogênio molecular

O Dr. Robert Braun e seus colegas do instituto CSIRO chegaram a essa conclusão comparando observações de galáxias mais distantes, com galáxias mais próximas à Via Láctea. A luz, as ondas de rádio, e toda a radiação eletromagnética, leva tempo para chegar até nós. Isto nos permite observar hoje galáxias como elas eram entre três e cinco bilhões de anos atrás. E as galáxias nesse estágio de vida parecem conter consideravelmente mais hidrogênio molecular do que as galáxias do Universo atual - as mais próximas de nós, cuja luz não demora tanto para chegar até aqui. As nuvens de hidrogênio molecular são o combustível para a formação de novas estrelas. Quanto menos hidrogênio molecular há à disposição, menos estrelas se formam.

Ritmo de formação de novas estrelas

Há cerca de 15 anos, os astrônomos chegaram à conclusão que o ritmo de formação de novas estrelas atingiu um pico quando o Universo contava com apenas alguns poucos bilhões de anos de idade, passando a declinar desde então - calcula-se que o Universo esteja hoje se aproximando dos 14 bilhões de anos de idade.  "Nossos resultados nos ajudam a entender porque as luzes estão se apagando," disse o Dr. Braun. "A formação de estrelas já usou a maior parte do hidrogênio molecular disponível."  Segundo ele, a diminuição no volume de hidrogênio disponível para a formação de novas estrelas parece ter começado quando a energia escura "tomou controle do Universo".  Pela interpretação atual, enquanto o Universo foi dominado pela gravidade, o hidrogênio era naturalmente sugado pelas galáxias. Mas então o fenômeno da energia escura se tornou preponderante, e o Universo começou a se expandir cada vez mais rapidamente.
Essa expansão da aceleração estaria tornando cada vez mais difícil para as galáxias conseguirem combustível para criar novas estrelas.
Fluxos de gás em larga escala estão se movimentando na corona quente da Via Láctea, com massa suficiente para manter o atual ritmo de formação de estrelas de nossa galáxia. [Imagem: Science/AAAS]

Formação de estrelas na Via Láctea

De fato, o problema parecia ser mais grave no caso da nossa Via Láctea, já que, até agora, os astrônomos nunca haviam conseguido identificar quaisquer fontes desse gás-combustível-de-estrelas. Nicolas Lehner e J. Christopher, da Universidade de Notre Dame, afastaram as "preocupações" usando dois instrumentos a bordo do Telescópio Espacial Hubble. Eles observaram nuvens de gás ionizado viajando em alta velocidade. Usando 28 estrelas cuja distância é conhecida, eles puderam estimar a distância e a massa das nuvens de gás. Eles concluíram que algumas dessas nuvens estão bem no interior da nossa galáxias e têm massa suficiente para manter o ritmo atual de formação de estrelas.

Realimentação

O processo de formação de novas estrelas é, em certa medida, realimentado, quando as estrelas chegam ao fim de suas vidas e explodem como supernovas. Mas a maior parte do hidrogênio usado para formar uma estrela - cerca de 70% - fica quimicamente preso nos "destroços" quando a estrela explode, não retornando ao início do processo. Não há exatamente uma falta de combustível para estrelas no Universo: o problema é onde ele está. Calcula-se que dois terços do hidrogênio molecular do Universo estejam no espaço intergaláctico.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Imagem feita pelo Hubble mostra Nebulosa Protoplanetária IRAS 19024+0044

créditos:ESA / Hubble, da NASA e R. Sahai
Na constelação da Aquila, a Águia, localiza-se uma estrela que está na fase final de sua vida e que é circundada por uma nuvem de gás e poeira que tem uma forma de uma estrela do mar. Uma imagem espetacular desse objeto conhecido como IRAS 19024+0044 foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências NASA e ESA. Nebulosas protoplanetárias oferecem um breve olhar sobre como as estrelas similares ao Sol terminam suas vidas e como elas fazem a transição para uma estrela do tipo anã branca envolvida por suas nebulosas planetárias. À medida que envelhece uma estrela parecida com o Sol eventualmente expele suas camadas externas para o espaço, criando uma bela e as vezes intrigante nuvem de gás e poeira com formas estranhas ao seu redor. Num primeiro momento, ainda relativamente fria, a estrela é incapaz de ionizar esse gás, que brilha somente pela luz refletida e dispersada pela estrela. Somente quando a temperatura da estrela atinge um grau suficiente para ionizar essa nebulosa protoplanetária o padrão de gás e poeira torna-se totalmente formado pela nebulosa planetária. Nebulosas protoplanetárias são relativamente raras e são objetos de vida curta que fornece aos astrônomos pistas de como as vezes as nebulosas planetárias estranhamente assimétricas são formadas. Pode-se ver claramente nessa imagem cinco lobos azuis que se estendem para fora da estrela central e dá à nebulosa essa forma de uma estrela do mar assimétrica. Enquanto os astrônomos desenvolvem teorias para a origem dessas estruturas, como as mudanças de direção dos jatos ou ejeções explosivas de matéria da estrela, sua formação ainda não é completamente entendida. A IRAS 19024+0044 é azul em cor pois o componente azul da luz vinda da estrela é mais facilmente dispersado pelo gás e pela poeira na nebulosa, enquanto que os raios vermelhos e laranjas são relativamente não afetados. Isso é similar ao que acontece com a luz do Sol na atmosfera da Terra, fazendo com que o céu tenha a tonalidade azul. Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas com o High Resolution Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble. Essa imagem é na verdade uma composição de imagens criadas pela combinação de exposições feitas através do filtro amarelo-laranja (F606W, que aqui é colorido em azul) e com o filtro do infravermelho próximo (F814W que é colorido em vermelho). Os tempos totais de exposição foram de 880 s e 140 s, respectivamente e o campo de visão dessa imagem é de 13 x 13 arcos de segundo.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1136a/

Diferente Iluminação da Lua Revela ou Esconde Seus Segredos

Imagem por Peter Rosen, em Estocolmo, Suécia
Na Lua, para nós que a observamos à distância, qualquer mudança no ângulo de iluminação que ela recebe do Sol, praticamente redesenha toda a sua superfície. As mesmas crateras ao longo do terminador podem ser muito difíceis de serem identificadas se apenas seus anéis são iluminados em um dia e o interior da cratera é invadido com luz em um segundo dia. Acima está uma comparação feita lado a lado de uma região próxima ao terminador da Lua, onde quase as mesas feições podem ser observadas durante a Lua Cheia, claro que as fotos teriam sido espetaculares se tivessem sido feitas com a mesma libração. O contraste foi realçado na imagem da direita para ajudar a reconhecer a mesma topografia. Pode-se observar que a cratera Tycho se apresenta bem em ambas as imagens, já a cratera Clavius aparece quase que completamente apagada quando o Sol está alto no céu da Lua nessa região.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/September+5%2C+2011

Astrônomo brasileiro explica como descobrir estrelas

Combinação de três imagens mostra localização das novas estrelas nos quadros superior e inferior. No quadro ampliado central, o aglomerado do qual os astros massivos se afastaram.Foto: Alexandre Roman/Divulgação
Julia Dantas - Alexandre Roman Lopes se dedica a caçar estrelas. Radicado no Chile, onde dá aulas e realiza pesquisas na Universidade La Serena, ele acaba de descobrir duas bem raras, cada uma com o equivalente a 80 massas solares. Mas ao contrário de Cristóvão Colombo, que (dizem) chegou à América ao acaso, para descobrir estrelas não basta apontar um telescópio para o céu e esperar que os astros deem o ar da graça. É preciso saber onde e como olhar. Para Alexandre, a busca começou dois anos atrás. Doutor em astronomia pela Universidade de São Paulo, sua linha de pesquisa é a descoberta e caracterização de aglomerados de estrelas massivas: "estrelas gordinhas", brinca ele, em entrevista concedida ao Terra. Trata-se, na verdade, de estrelas de muita massa e luminosidade, com uma composição incomum de gases e metais que podem ajudar a entender a origem do universo e da vida.

Estrelas massudas - O par de estrelas descobertas por Alexandre com a ajuda dos colegas Rodolfo Barba e Nidia Morrell são espécimes raros em um lugar improvável, e são as de maior massa já encontradas pelo brasileiro, que até então, havia descoberto estrelas com até 50 vezes a massa do sol. Apenas isso já serviria para classificá-las como raras, mas elas ainda estão isoladas do centro onde foram criadas, outra situação pouco comum. As estrelas WR20aa e WR20c provavelmente se afastaram do aglomerado após perturbações gravitacionais e seguiram uma trajetória de afastamento do grupo. O surpreendente é que elas não tenham se desintegrado no caminho. "Esses objetos vivem pouco, na escala de duração do universo" diz Alexandre, que depois de explicar que a palavra mais correta para se referir a estas estrelas seria "massudas", continua se referindo a elas como "massivas", termo mais usado.  "Elas produzem uma quantidade tão grande energia que elas esgotam seu combustível de forma muito rápida", explica. Os dois corpos identificados pelos pesquisadores não devem ter mais de 2 milhões de anos, e de acordo com o astrônomo, elas não terão uma vida muito mais longa que isso. A descoberta de Alexandre é um grande feito em sua carreira e, a partir de sua história, podemos montar um passo-a-passo para quem quiser descobrir a sua própria estrela.

Aposte no conhecimento "inútil"- Alexandre, que também é físico, já deu aulas para o ensino médio em São Paulo e cansou de ouvir perguntas de alunos desanimados sobre porque estudar matemática, física, biologia, essas "coisas que eu nunca vou usar na vida", diziam os estudantes. "A ciência pura dá resultados a longo prazo", responde o astrônomo. Para ele, o Brasil ainda tem uma visão atrasada. É bastante óbvio que os Estados Unidos não gastam bilhões de dólares para mandar o telescópio Hubble ao espaço para fazer fotos bonitas. "Eles sabem que conhecimento científico gera poder econômico, militar e de todo tipo" diz Alexandre. 

Consiga tempo em um telescópio - Para descobrir uma estrela você provavelmente vai precisar de um telescópio profissional, e estes equipamentos ficam sediados em instituições que decidem com cuidado quais projetos merecem ganhar o dinheiro de gastar US$ 15 mil dólares por noite em observações espaciais. Por isso, as propostas apresentadas devem ser relevantes e embasadas. Alexandre realizou uma extensa pesquisa antes de submeter seu projeto à universidade chilena. Ele chegou a encontrar diversos registros da zona que ele gostaria de observar, e foi em documentos da base de dados do ESO (Observatório Europeu do Sul) que ele identificou os dois corpos que suspeitou serem estrelas massivas. "Então alguém que coletou esses dados no passado não se deu conta do que tinha na mão", diz Alexandre, que reconhece que eram necessárias habilidades e conhecimentos prévios para ver nos documentos de cinco anos de idade os indícios das estrelas que ele buscava. A partir destes dados e com embasamento teórico - além de um método criado pelo próprio cientista para aprimorar a seleção de corpos com potencial de serem estrelas massivas - ele pôde submeter um projeto observacional à comissão de especialistas que lhe concedeu tempo no telescópio chileno. Com os novos dados obtidos - de melhor qualidade que os do ESO - ele pôde detectar a luz das duas novas estrelas.

Apenas o início - A descoberta é um marco importante, mas por mais que pareça o fim de um longo processo e de muitos estudos, é apenas o ponto de partida para investigações mais profundas. A importância de analisar estrelas raras como as encontradas por Alexandre é que nelas podem ser estudados diversos mecanismos de formação e evolução dos astros. Se as estrelas comuns já são bastante conhecidas pelos cientistas, as massivas e outros tipos raros ainda escondem mistérios que podem ajudar na compreensão do universo. As "estrelas gordinhas" de Alexandre provavelmente serão estudadas por outros pesquisadores. O brasileiro precisa apontar o telescópio na direção de novas descobertas.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/

Supertelescópio do ESO deve movimentar empresas e pesquisadores brasileiros

A entrada no Brasil no consórcio do Observatório Europeu do Sul (ESO) abriu caminho para as empresas brasileiras participarem em melhores condições das concorrências para a construção do E-ELT (sigla em inglês para Telescópio Extremamente Grande Europeu), destacou o diretor-geral da instituição, Tim de Zeeuw, durante conferência de abertura na noite deste domingo da 36ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), que acontece esta semana em Águas de Lindóia (SP).
Ilustração mostra o E-ELT, telescópio projetado pelo Observatório Europeu do Suil que será o maior instrumento do tipo no mundo. Foto: ESO..
- Do ponto de vista do governo, entrar na ESO não é apenas uma questão de promover observações astronômicas, mas é o fato de que a indústria de alta tecnologia tem um papel a cumprir. E eu sei que o Brasil vai se dar bem com a indústria que tem - afirmou De Zeeuw. Orçado em cerca de 1 bilhão de euros (R$ 2,3 bilhões), o E-ELT terá um espelho de quase 40 metros e será o maior instrumento do tipo no mundo. Instalado no topo do Cerro Amazones, a 3 mil metros de altitude, ele será capaz de captar 13 vezes mais luz que os maiores telescópios disponíveis atualmente, produzindo imagens até 16 vezes mais nítidas que a do telescópio espacial Hubble. Sua construção, prevista para durar dez anos, está prevista para começar em janeiro de 2012 com serviços de terraplanagem no local, sendo quase certo que empreiteiras brasileiras entrarão com força total para ganhar a licitação, observou o astrônomo holandês, ressaltando reforça que não é só na construção civil que as empresas nacionais podem concorrer bem no projeto. - O Brasil tem um potencial enorme para ganhar contratos em todas as áreas, inclusive em alta tecnologia - avaliou. - Outro dia tomei um avião para ir à Holanda e era um Embraer. Não muitos dos nossos países-membros podem construir aviões. Se vocês podem construir aviões, têm indústria de alta tecnologia. O Brasil é o 15º e primeiro país não europeu integrante do ESO, mas a adesão ao consórcio ainda depende de aprovação do Congresso Nacional. Caso seja aprovada, o Brasil deverá desembolsar US$ 400 milhões ao longo de 10 anos, incluindo uma "taxa de adesão" de cerca de US$ 170 milhões. Em troca, além dos benefícios para as empresas, os projetos de pesquisadores brasileiros poderão disputar por tempo de observação nos telescópios em igualdade de condições com os europeus. De acordo com De Zeeuw, como os projetos são todos julgados pelo mérito, nenhum país-membro tem garantia de tempo para seus pesquisadores, ganhando os que são vistos como mais interessantes do ponto de vista científico. Os números das últimas requisições de tempo, já com a participação do Brasil, mostram que 30% do requisitado por pesquisadores brasileiros foi concedido, e um em cada quatro trabalhos liderados por cientistas do país (32 pedidos e 8 aprovações) passou pelo crivo do conselho científico da organização.  Isso mostra que tudo que vocês têm de fazer para obter mais tempo é preparar mais propostas - disse Tim de Zeeuw. - É assustador ter de competir com todo mundo. Apavora não ter uma fração (do tempo) garantida. Mas isso também significa que você pode conseguir tudo que quiser.
Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/

Preparativos para o lançamento da missão GRAIL

Imagem: NASA
Em Setembro de 2011 a NASA irá lançar a sua próxima missão lunar não tripulada, a GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory), cujos preparativos para o lançamento decorrem no Centro Espacial Kennedy. Nas instalações da Astrotech foi levada a cabo um teste de verificação na GRAIL-A, tendo sido retomados os testes funcionais do veículo de cruzeiro GRAIL-B. Os dois veículos serão transportados para umas instalações de processamento de materiais perigosos a 29 de Julho para serem iniciados os preparativos para o abastecimento que deverá ter lugar a 2 e 3 de Agosto. Entretanto, no Complexo de Lançamento SLC-17B do Cabo Canaveral foi levado a cabo um teste de verificação de fluxo criogénico no foguetão lançador Delta-2 a 21 de Julho. O primeiro estágio foi abastecido com oxigénio líquido para verificar a possível existência de fugas, servindo isto também como certificação da equipa de lançamento. Os principais objectivos da missão GRAIL são a determinação da estrutura do interior lunar, desde a crusta até ao núcleo, e avançar a nossa compreensão sobre a evolução térmica da Lua.
Fonte: Astro PT -  http://astropt.org/blog/2011/07/27/preparativos-para-o-lancamento-da-missao-grail/

Sonda encontra evidência de antigo lago que teria preenchido cratera em Marte

Sonda encontra vestígios de antigo lago que teria preenchido cratera em Marte. Foto: Nasa..
A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), detectou o que parece ser o delta de um lago que um dia teria preenchido uma cratera de Marte. Formada quando um asteroide atingiu o planeta há 3,7 bilhões de anos, a cratera Eberswalde tem 65 quilômetros de diâmetro e foi parcialmente "apagada" quando outra colisão cósmica ainda maior criou ao seu lado de cratera Holden, de 140 quilômetros de diâmetro. Ainda assim, os pesquisadores acreditam ter evidências do delta e dos canais que o alimentaram com água na parte visível da Eberswalde, cobrindo uma área de 115 quilômetros quadrados. As estruturas características de um delta foram observadas pela primeira vez em 2002 pela sonda Mars Global Surveyor, da Nasa. Segundo a ESA, elas são condizentes com "a presença de um lago na cratera naquela época, dando uma clara indicação de que água em estado líquido fluiu pela superfície de Marte na história antiga do planeta". Tanto a cratera Eberswalde quanto a Holden eram fortes candidatas para receber o novo veículo-robô que a Nasa vai mandar para Marte, o Curiosity, entre o fim de novembro e início de dezembro deste ano. Depois de muitos estudos, no entanto, elas foram preteridas pela cratera Gale devido a indicações da presença de minerais e outras estruturas diversas relacionadas à possível existência de água no planeta vermelho.

HH 47: O Jato de uma Jovem Estrela se Expande

Créditos e direitos autorais NASA, ESA, & P. Haritgan (Rice U.)
As estrelas sempre permanecem onde estão. As nebulosas sempre aparecem do mesmo jeito. Dia após dia. Ano após ano. Devido às grandes distâncias consideradas na astronomia, mesmo os objetos se movendo a incríveis velocidades não parecem alterar sua aparência em um intervalo de tempo perceptível pelos humanos. Isso quer dizer tipicamente. Porém, recentemente identificou-se uma espetacular exceção a essa regra, essa exceção está relacionada com o jato supersônico na estrela em formação conhecida como Herbig Haro 47. O HH 47 está tão perto da Terra, e os seus jatos se movem tão rapidamente que as imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble de 1994 até 2008 foram combinadas em um vídeo de lapso de tempo que mostra como ocorre a expansão desses jatos. Visível acima, os jatos de plasma se estendem por mais de 10000 vezes a distância entre a Terra e o Sol e são atirados pela estrela em formação a uma velocidade que excede os 150 quilômetros por segundo. Estudar como esses jatos se desenvolve nos fornecerá pistas não somente sobre como a estrela no HH 47 está se formando, mas como as estrelas como o nosso Sol se formaram a bilhões de anos atrás. O HH 47 está localizado a uma distância aproximada de 1500 anos-luz da Terra na direção da constelação Vela (a Vela do Barco).
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110905.html
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