6 de set de 2011

Sonda Cassini registra tempestade de olho azul em Saturno

Créditos:NASA/JPL/Space Science Institute
Apresentada em uma miríade de tonalidades, detalhes vividos de uma tempestade na atmosfera de Saturno chamam a atenção logo abaixo da sombra projetada pelo anéis no gigantesco planeta. Um redemoinho de tempestade bem definido através da atmosfera do hemisfério sul na parte inferior esquerda da imagem, se assemelha muito à íris circular de um olho azul. Essa imagem foi feita com a sonda Cassini da NASA olhando em direção ao lado iluminado dos anéis a partir de uma distância de 36 graus abaixo do plano dos anéis. Imagens feitas com os filtros espectrais vermelho, verde e azul foram combinadas para criar essa visão em cor natural de Saturno. As imagens foram obtidas com a câmera WAC da sonda Cassini no dia 29 de Dezembro de 2008 a uma distância aproximada de 1.1 milhões de quilômetros de Saturno, com o conjunto Sol-Saturno-Cassini em fase com ângulo de 51 graus. A escala da imagem é de 60 quilômetros por pixel.
Fonte: http://www.planetaryrings.com

ESO pode ter supertelescópio capaz de 'ver' outras Terras

Concepção artística do supertelescópio; aparelho terá espelho de metros e custará 1 bilhão de euros
O supertelescópio E-ELT deve receber o aval para o início de sua construção no fim do ano. "Ele será capaz de visualizar planetas do tamanho da Terra em estrelas próximas. Será o único capaz disso", afirmou Tim de Zeeuw, astrônomo holandês, diretor-geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), durante a 36a Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindóia (SP). O E-ELT (sigla inglesa de Telescópio Europeu Extremamente Grande) seria o primeiro do tipo a ter um espelho da ordem de 40 metros. Atualmente, os maiores telescópios do mundo têm de 8 a 10 metros. Há vários projetos concorrentes, mas a iniciativa europeia tem tudo para ser a primeira a sair do papel. "Esperamos conseguir o sinal verde para a construção em dezembro", afirmou. "É complicado porque precisamos que todos os países-membros do ESO concordem. Todos os países parecem dispostos, mas uma coisa é uma conversa informal, outra é ir à reunião e votar favoravelmente", disse Zeeuw. O ESO é composto por 14 países-membros (o Brasil será o 15º, e o primeiro não europeu, quando o Congresso Nacional ratificar o acordo assinado pelo governo no fim do ano passado). Cada país deverá investir 250 milhões de euros ao longo de dez anos de construção. Parte desse dinheiro irá para custos operacionais e outras despesas --só o telescópio custará 1 bilhão de euros. A importância de captar diretamente a luz de um planeta pequeno é que se pode descobrir sua composição. Presença de oxigênio na atmosfera, por exemplo, seria um forte indicativo de vida. Hoje, o máximo que se consegue saber sobre planetas como a Terra é a massa e o diâmetro.

Sonda Cassini fotografa satélite Dione ao lado de Saturno

A lua de Saturno, Dione navega em sua órbita e aparece na frente de seu planeta pai nessa bela imagem obtida pela sonda Cassini que investiga o sistema de Saturno. O terreno repleto de crateras e marcas interessantes do hemisfério posterior de Dione, que tem 1123 quilômetros de diâmetro, pode ser visto na parte esquerda da lua nessa imagem. A imagem abaixo mostra em detalhe esse terreno em outra imagem de Dione feita pela sonda Cassini.
pequena lua Telesto, com apenas 25 quilômetros de diâmetro é visível como um pequeno ponto branco acima e a esquerda dos anéis nessa imagem. Epimetheus, com 113 quilômetros de diâmetro aparece um pouco abaixo dos anéis perto do centro da imagem. Essa imagem foi feita com a sonda apontada para o norte, para o lado iluminado pelo sol dos anéis e um pouco acima do plano dos anéis. A imagem foi feita com a câmera NAC da sonda Cassini que capta a luz visível no dia 18 de Julho de 2011. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 2.2 milhões de quilômetros de Dione e o conjunto Sol-Dione-Cassini estava em fase com um ângulo de 37 graus. A escala da imagem é de 13 quilômetros por pixel.
Fonte: http://photojournal.jpl.nasa.gov

A Nebulosa de Reflexão NGC 1999

Essa ampla imagem panorâmica de regiões de formação de estrelas foi capturada com o telescópio de 4 metros Mayall da National Science Foundation em Kitt Peak. Localizada na constelação de Orion (o Caçador), a imagem mostra uma porção da gigantesca nuvem molecular de Orion, conhecida como Orion A, onde novas estrelas estão se formando. O objeto brilhante no canto inferior esquerdo da imagem é a nebulosa de reflexão conhecida como NGC 1999, que contém a jovem estrela conhecida como V380 Orionis. Um pequeno triângulo de material empoeirado é visto com a sua silhueta destacada contra a nebulosa de reflexão. A NGC 1999 localiza-se no centro de uma rede de filamentos nebulosos que se parecem com raios do aro de uma bicicleta. Jatos poderosos de gás são talvez a primeira manifestação visível do nascimento de jovens estrelas. Esses jatos criam buracos através das nuvens opacas onde as estrelas estão se formando, buracos esses através dos quais a luz das estrelas recém nascidas podem escapar para produzir o que nós conhecemos como nebulosas de reflexão. Algumas dessas nebulosas podem ser vistas nessa imagem. Jatos emitidos das jovens estrelas também energizam luminosas ondas de choque conhecidas como objetos Herbig-Haro (HH), que se movem através do gás ao redor em velocidades de centenas de quilômetros por segundo. Enquanto as ondas de choque passam por seus arredores elas aquecem a nebulosa de plasma brilhante. Essa imagem mostra também dezenas desses objetos. A região abaixo da nebulosa de reflexão NGC 1999 contém um aglomerado de jovens estrelas profundamente mergulhadas. Esses objetos foram primeiramente reconhecidos por Guillermo Haro e por George Herbig por volta de 1950 e hoje eles são conhecidos como HH1 e HH2. Observações recentes indicam que a forma de cone localizada perto da borda direita da imagem, conhecida como HH401 pode ser uma gigantesca onda de choque energizada pela fonte do HH1 e do HH2. Se isso for mesmo verdade o fluxo desses objetos têm mais de 10 anos-luz de comprimento. O arco de luz que parece uma catarata, localizado acima e à direita do centro da imagem, é o enigmático objeto HH222. Diferente da maioria dos objetos HH, esse é uma fonte de ondas de rádio, não térmicas e polarizadas. A natureza dessa feição permanece desconhecida até hoje. Do canto superior direito para o canto inferior direito da imagem, existe uma grande cadeia de objetos Herbig-Haro associados com o objeto HH34. O objeto HH34 por si só é uma onda de choque brilhante e compacta localizada perto da base do HH22. Um pouco acima do HH34, um jato compacto pode ser visto como se estivesse emergindo da estrela fonte, que não está visível nessa imagem. Esse jato e a sua primeira onda de choque (HH34) marcam a porção interna da cadeia de choques que traçam uma curva graciosa na forma de S da parte superior direita da imagem em direção aos objetos HH1 e HH2. A parte terminal norte do fluxo está abaixo do topo da imagem, e é representada pelos objetos HH33 e HH40, a parte terminal sul do fluxo finaliza num grupo de pequenas ondas de choque conhecidas como HH86 e HH87, que reside na região escura entre o HH401 e a NGC 1999.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=18148
http://www.noao.edu

a fada da Nebulosa da Águia

Quem nunca brincou de dizer com o que nuvens de diferentes formatos se parecem? Pelo visto, os astrônomos também fazem isso, mas com esculturas de poeira no espaço. A imagem acima mostra uma parte da Nebulosa da Águia, e não é preciso de imaginação muito fértil para perceber que a estrutura lembra uma fada. As esculturas de poeira da Nebulosa da Águia estão evaporando. Poderosas radiações provenientes das estrelas estão varrendo essas montanhas cósmicas e os pilares que restam podem ser imaginados como figuras místicas. A imagem acima mostra um dos vários impressionantes pilares de poeira da Nebulosa da Águia. Essa fada espacial tem dez anos-luz de altura e emite uma radiação muito mais quente do que fogo comum. A grandiosa Nebulosa da Águia, a M16, é na verdade uma gigantesca concha de gás em evaporação e poeira localizada dentro de uma cavidade em crescimento preenchida com um espetacular berçário estelar, atualmente formado por um aglomerado aberto de estrelas. A imagem acima teve cores alteradas com fins científicos e foi lançada em 2005, como parte da celebração do 15º aniversário do lançamento do Telescópio Espacial Hubble.

Créditos: The Hubble Heritage Team, (STScI/AURA), ESA, NASA

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110821.html

Vejam nesta semana uma Supernova no céu

O Luis Lopes já explicou tudo o que havia para explicar sobre a recente Supernova na galáxia M101, a galáxia do Catavento. A supernova chama-se SN 2011fe (inicialmente tinha sido chamada de PTF 11kly), e encontra-se a 21 milhões de anos-luz da Terra. Esta é a supernova mais brilhante que aconteceu mais perto de nós nos últimos 30 anos. A 9 de Setembro irá atingir o seu pico de luminosidade.
O que os astrónomos estão a recomendar é para não perderem a oportunidade de a observar. Com binóculos, olhando na direcção da constelação da Ursa Maior, é possível ver esta supernova. Não percam esta oportunidade. Pode ser que fiquem desiludidos porque parece um mero ponto no céu, sem nada de especial. Mas lembrem-se que se esta Supernova tivesse acontecido na nossa Galáxia, a uns meros 100 anos-luz de distância… a sua radiação já nos tinha morto a todos.
Créditos: Astro PT - http://astropt.org/blog/2011/09/06/vejam-nesta-semana-uma-supernova-no-ceu/

M6: O Aglomerado da Borboleta

Créditos e direitos autorais : Sergio EguivarBuenos Aires Skies
Para alguns, os limites do aglomerado aberto de estrelas M6 lembra uma borboleta. O M6, também conhecido como NGC 6405, se espalha por aproximadamente 20 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 2000 anos-luz de distância da Terra na constelação do Scorpius, o Escorpião. Como outros aglomerados abertos, o M6 é composto predominantemente de estrelas jovens azuis, embora a estrela mais brilhante é quase laranja. Estima-se que o M6 tenha 100 milhões de anos de vida. A determinação da distância para os aglomerados como o M6 ajuda os astrônomos a calibrarem a escala de distância do universo.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110906.html

Profissão de 'caçador de meteoritos' é ainda pouco conhecida

Conheça a rotina daqueles que se dedicam à busca desses fragmentos do espaço na Terra
LEÓN, Espanha - Eles percorrem o planeta na busca de fragmentos de matéria cósmica que caem na superfície da Terra; são "caçadores de meteoritos", uma tarefa à qual se dedicam de corpo e alma muito poucas pessoas no mundo, entre elas o espanhol José Vicente Casado. "Encontrar meteoritos é minha forma de viver, esse é meu trabalho", afirma José, que em entrevista quis "desmistificar" algumas das lendas que circulam ao redor destas rochas do espaço.  "As pessoas veem continuamente meteoritos por todas as partes e, além disso, pensam que são enormes, que um vai cair em cima de nós e vai nos extinguir", resume.
Na sua opinião, acredita-se que são abundantes, mas achar um é "algo extraordinário", porque embora se veja uma estrela fugaz no horizonte e se presuma que esteja perto, pode cair a milhares de quilômetros.

'Caçadores de meteoritos' ainda são pouco conhecidos

José, da província de Leão, que há mais de 15 anos "caça" meteoritos e tem uma coleção de aproximadamente 120 peças, a mais completa da Espanha, acrescenta que no mundo todo não deve haver mais do que 20 pessoas que tenham tal profissão. Sua rotina habitual de trabalho consiste em se deslocar a zonas desérticas da África e da América do Sul, onde é mais fácil perceber a presença destas rochas "à simples vista", já que não existe vegetação para as esconder. No entanto, também encontrou meteoritos na Espanha, como os que achou na província de Palencia em 2004, em uma região de monte, circunstância que dificultou sua busca. O maior pesava meio quilo, mas o habitual é que sejam pequenos, explica, porque quando um meteorito entra em contato com a atmosfera explode e provoca uma espécie de chuva de pedras. A este respeito, assinala que todos os dias caem entre 20 e 40 toneladas de pó cósmico na superfície da Terra, embora meteoritos propriamente ditos calcula-se que podem cair cerca de 20 por ano. Aparentemente são pedras mais do que normais e é preciso usar um pequeno microscópio para comprovar se são boas. Às vezes achamos que são e não o são e outras vezes ocorre o contrário", aponta. Acerca do custo econômico desta atividade, José Vicente Casado ressalta que para ele e para seus companheiros nas expedições não lhes representa uma despesa muito alta porque eles viajam com restrição de gastos e se preciso dormem ao relento. As peças recolhidas por José são usadas em exposições ou doadas para institutos científicos para seu estudo, o que, em suas palavras, pode acabar tendo inclusive "mais valor" do que se obteria ao vendê-las. Uma destas exposições será patrocinada pelo Museu da Siderurgia e Mineração de Castela e Leão, na localidade leonesa de Sabero, onde se explicarão questões como a formação e evolução do sistema solar e o surgimento da vida. O caçador de meteoritos José Vicente Casado deve pronunciar uma conferência no Museu na qual dará, diz, algumas pistas de como seguir o rastro destas rochas que "todo mundo quer encontrar".
Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/
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