15 de set de 2011

Nasa descobre planeta com dois sóis

Telescópio espacial Kepler, da Nasa, desvendou detalhes sobre os corpos celestes como órbita, tamanho e massa.
Ilustração mostra planeta Kepler-16 ao lado de seus dois sois-Foto: Nasa/JPL-Caltech
 
Planeta circumbinário

A existência de um planeta com um nascer e um pôr do sol duplo foi sugerida há mais de 30 anos, no filme Guerra nas Estrelas. Agora, o telescópio espacial Kepler, lançado para descobrir outras terras e até luas habitáveis descobriu um Tatooine da vida real. Localizado a 200 anos-luz da Terra, este é o primeiro planeta circumbinário - um planeta que orbita duas estrelas - já descoberto. Conhecido como Kepler-16b, ele foi identificado por uma equipe de pesquisadores liderada por Laurance Doyle, do Instituto SETI, mais conhecido por suas buscas por inteligência extraterrestre. Mas, ao contrário do planeta desértico de Luke Skywalker, o planeta com dois sóis da vida real é frio, gasoso e não poderia abrigar vida humana. Mas sua descoberta demonstra a diversidade de planetas em nossa galáxia.

Trânsito complicado

Os astrônomos usaram os dados do telescópio espacial Kepler, que mede variações no brilho de mais de 150.000 estrelas, para procurar planetas por uma técnica conhecida como trânsito. Nesta técnica, os planetas são encontrados medindo-se a variação que eles impõem sobre o brilho de uma estrela quando passam à sua frente em relação à Terra - dessa forma, essa técnica só encontra planetas que estejam com uma órbita alinhada com a posição do telescópio. Os cientistas detectaram o novo planeta no sistema Kepler-16, um par de estrelas girando uma em órbita da outra. Quando a estrela menor bloqueia parcialmente a estrela maior, ocorre um eclipse primário. Um eclipse secundário ocorre quando a estrela menor é ocultada, ou completamente bloqueada, pela estrela maior. Mas os astrônomos verificaram que o brilho do sistema diminuía mesmo quando as estrelas não estavam eclipsando uma à outra, sugerindo a presença de um terceiro corpo celeste. Esses eventos adicionais de queda no brilho, chamados de eclipses terciários e quaternários, reaparecem em intervalos de tempo irregulares, indicando que as estrelas estavam em posições diferentes em sua órbita cada vez que o terceiro corpo passava. Isso mostrou que o terceiro corpo estava circulando não apenas uma, mas as duas estrelas, em uma larga órbita circumbinária.

Vidas binárias

A força gravitacional das estrelas, medida pelas variações nos seus tempos de eclipse, foi um bom indicador da massa do terceiro corpo - foi detectado um puxão gravitacional muito pequeno, indicativo de que era causado por um corpo de pequena massa em relação às estrelas. Isto confirma que o Kepler-16b é um mundo inóspito e frio, com o tamanho de Saturno, com uma provável composição metade rocha e metade gás. As estrelas-mãe são menores do que o nosso Sol: uma delas tem 69% da massa do Sol e a outra apenas 20%. O planeta circumbinário Kepler-16b orbita em torno das duas estrelas a cada 229 dias, semelhante à órbita de Vênus, que é de 225 dias. Mas ele está fora da zona habitável do sistema, onde poderia existir água líquida na superfície, porque suas duas estrelas são mais frias do que o Sol.  "Esta descoberta confirma uma nova classe de sistemas planetários que poderiam abrigar vida," disse William Borucki. "Dado que a maioria das estrelas em nossa galáxia é parte de um sistema binário, isto significa que as oportunidades de vida são muito mais amplas do que se os planetas se formassem somente em torno de estrelas individuais."
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Bacia de Impacto de Rembrandt em Mercúrio

Créditos e direitos autorais : NASA/JHU APS/ASU/CIW; Courtesy Science/AAAS
Por que algumas partes desta gigantesca cratera em Mercúrio têm tanto ferro? A singular bacia de impacto de Rembrandt foi descoberta recentemente, em imagens tiradas durante a passagem da nave espacial robótica MESSENGER em outubro de 2008 pelo planeta mais interno do Sistema Solar. A singular Rembrandt estende-se por mais de 700 quilômetros e, com 4 bilhões de anos, é possivelmente a grande bacia de impacto mais jovem do planeta. Entretanto, imagens multicoloridas do fundo da cratera indicam reflexos de áreas contendo quantidades extraordinariamente altas de ferro e titânio. Estes elementos indicam que alguns dos materiais expostos não foram cobertos por fluxos de lava mais recentes, e por isso, podem ser originários de uma época da formação de Mercúrio. Dados de Rembrandt e de outras partes de Mercúrio estão sendo interpretados agora como indicativos de um passado relativamente ativo e vulcânico no planeta, que incluiria movimentos tectônicos na superfície. Uma inspeção mais detalhada da imagem acima revela anéis da bacia de impacto de Rembrandt em Mercúrio circundando o centro da imagem. O limbo de Mercúrio está visível acima à esquerda, penhascos altos e pequenas crateras estão visíveis dentro de Rembrandt, e o terminador entre a noite e o dia corre diagonalmente através da imagem. MESSENGER está programada para voar sobre Mercúrio novamente em setembro próximo e entra em órbita ao redor de Mercúrio em 2011.

Formato da Via Láctea teve origem em colisão de galáxia, diz estudo

Imagem gerada por computador mostra a galáxia anã de Sagitário (espiral azul) e a Via Láctea (no centro) v
Colisões envolvendo uma galáxia anã tiveram papel fundamental no formato em disco espiralado da Via Láctea. O estudo, publicado na edição desta semana da revista "Nature", contradiz a hipótese mais em voga, que diz que a Via Láctea não teria sofrido influências externas ao ser "moldada". O impacto cósmico formou um fluxo de estrelas e elas foram "puxadas" pela Via Láctea. As sobras remanescentes transpassaram o disco e se perderam. O pesquisador Chris Purcell e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA) chegaram a essa conclusão com simulações feitas em computador, tendo como objeto de estudo a galáxia anã de Sagitário. No modelo, dois arcos foram produzidos. Um deles se assemelhou ao anel conhecido como Monoceros, um conjunto de estrelas que envolve a Via Láctea. Isso provou, defende o grupo, que a Via Láctea pode agregar à sua formação fenômenos externos e não se gerou sozinha.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Galáxia NGC 3521 Mergulhada Numa Bolha Cósmica

Créditos e direitos autorais : R Jay Gabany (Blackbird Obs.), Colaboração: David Martinez-Delgado (MPIA, IAC), et al.
A bela galáxia espiral NGC 3521 encontra-se a uma distância de 35 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Leo, o Leão. Relativamente brilhante no céu do planeta Terra, a NGC 3521 é visível com pequenos telescópios, mas muitas vezes não é percebida pelos amadores que acabam se concentrando em outras galáxias espirais da constelação, como a M66 e a M65. Embora, nessa foto detalhada e colorida acima é difícil que ela passe desapercebida. Se espalhando por aproximadamente 50000 anos-luz a galáxia possui características marcantes, como os braços espirais irregulares enlaçados com poeira, regiões de formação de estrelas rosada, e aglomerados de estrelas jovens e azuis. O que chama a atenção na imagem acima, também, é o fato de observarmos que a NGC 3521 encontra-se mergulhada em uma gigantesca seqüência de conchas que formam bolhas. As conchas são provavelmente detritos gravitacionais, correntes de estrelas de galáxias satélites que se fundiram com a NGC 3521 em um passado distante.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110915.html
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