19 de set de 2011

Galáxias em um enxame de Aglomerados Estelares

No centro de um rico aglomerado de galáxias localizado na direção da constelação de Coma Berenices, localiza-se uma galáxia que é envolta por um enxame de aglomerados de estrelas. A NGC 4874 é uma galáxia elíptica gigante, que tem aproximadamente 10 vezes o tamanho da Via Láctea e localiza-se no centro do Aglomerado de Galáxias da Coma. Com sua força gravitacional ela é capas de manter mais de 30000 aglomerados globulares de estrelas, mais do que qualquer outra galáxia conhecida, além de manter algumas galáxias anãs também sob seu poderio gravitacional. Nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências NASA/ESA, a NGC 4874 é o objeto mais brilhante, localizada à direita do quadro e é caracterizada por parecer uma estrela no centro envolta por um halo nebuloso. Algumas outras galáxias que fazem parte do aglomerado também são visíveis na imagem, como se fossem discos voadores dançando ao redor da NGC 4874. Mas o que tem de mais impressionante mesmo nessa imagem são os objetos pontuais ao redor da NGC 4874, quando a imagem é ampliada esses pontos são estudados em detalhe o que se vê é que eles são aglomerados de estrelas que pertencem à galáxia. Cada um desses aglomerados globulares de estrelas contêm centenas de milhares de estrelas. Recentemente, os astrônomos descobriram que alguns desses objetos pontuais não são aglomerados de estrelas mas sim galáxias anãs super compactas, que também estão sob a influência gravitacional da NGC 4874. Com apenas 200 anos-luz de diâmetro e feitas na sua maioria de estrelas antigas, essas galáxias lembram versões maiores e mais brilhantes dos aglomerados globulares. Acredita-se que elas sejam núcleos de pequenas galáxias elípticas que, devido a violentas interações com outras galáxias no aglomerado, perderam seu gás e as estrelas ao redor. Essa imagem do Hubble também mostra muitas outras galáxias distantes que não pertencem a esse aglomerado, e que são vistas como pequenas acumulações no plano de fundo da imagem. Enquanto que as galáxias no Aglomerado da Coma estão localizadas a aproximadamente 350 milhões de anos-luz de distância, esses outros objetos estão muito mais distantes. Sua luz deve ter viajado centenas de milhões a bilhões de anos-luz até chegar até nossos olhos. Um objeto muito mais comum que pode ser visto na imagem é o rastro apagado de cor azul de um satélite, rastro esse que se estende por toda a imagem, desde o canto superior esquerdo do quadro até o canto inferior direito. Pelo fato das câmeras do Hubble só poderem ver uma pequena parte do céu de uma vez rastros desse tipo são muito raros de serem registrados. Essa imagem foi criada com exposições feitas com os comprimentos de onda da luz óptica e do infravermelho próximo, com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. O campo de visão da imagem é de 3.3 arcos de minuto de diâmetro.
Créditos: ESA/Hubble & NASA
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Será que a NASA pode lançar uma missão secreta à lua?

O novo filme “Apollo 18″ é como “A Bruxa de Blair” das viagens espaciais, exibido como se fossem imagens filmadas pelos astronautas da NASA durante uma missão secreta à lua em 1973. Na história, os astronautas encontram hostis alienígenas lunares, o caos se instala e a NASA abafa o caso todo. É ficção científica, claro: a história é que a missão Apollo 18, junto com a 19 e a 20, foi cancelada – Apollo 17 foi a missão lunar final da NASA. Mas o novo filme certamente alimentou incêndios conspiratórios sobre as atividades secretas da agência. A NASA pode realmente ter lançado um voo espacial secreto durante a era Apollo, sem que ninguém saber?
É quase certo que não - Segundo um historiador espacial, o desenvolvimento de todo o programa tripulado envolve 400.000 pessoas, então para cobrir a pequena viagem é preciso manter as milhares de pessoas quietas. E não são todas elas que trabalharam somente para a NASA. Uma grande porcentagem trabalha para outros contratantes, por isso seria necessário mantê-las guardando segredo para sempre.
De acordo com documentos, o número de empregados da NASA em 1973, ano em que Apollo 18 estava programado para decolar, havia caído para 200 mil. Isso é metade do número de empregos de 1965, mas ainda assim um número enorme de pessoas para ficar em silêncio. Além disso, o historiador apontou que a agência espacial teria que ter acalmado milhões de pessoas que vissem o lançamento do foguete Saturno V (que enviou as cápsulas lunares de Apollo para o espaço), já que a plataforma fica no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. De maneira alguma a NASA poderia encobrir tal lançamento. Eles até poderiam alegar que a Força Aérea estava fazendo isso, mas mesmo assim teriam que disfarçar completamente uma missão Apollo como uma missão de satélite da Força Aérea, o que seria extremamente difícil. Se a NASA fosse tentar um lançamento secreto hoje em dia, em que há mais olhos atentos e mais avenidas para partilhar a informação, provavelmente a agência seria ainda menos capaz de esconder um lançamento do público.
Porém, isso não quer dizer que não poderia ser feito.- O trailer de “Apollo 18″ inclui um trecho em que os astronautas estão se comunicando com o Departamento de Defesa do Governo americano, sugerindo que ele está envolvido na missão secreta. (Os astronautas, no entanto, são vestidos com uniformes da NASA). Os cineastas podem estar brincando com o fato de que o programa espacial do Departamento é muito mais reservado do que o da NASA, tornando a premissa um pouco mais concebível (embora mais confusa, também). O orçamento para programas espaciais do Pentágono é muito maior do que o da NASA. Além disso, disse o historiador, eles lançam missões o tempo todo, não revelam quase nada, têm a sua própria plataforma de lançamento ao lado da NASA na Flórida e outra plataforma na Califórnia. O orçamento anual do Departamento de Defesa destinado ao espaço é de US$ 26 bilhões (R$ 44,42 bilhões); para comparar, o orçamento da Nasa é de US$ 18 bilhões (R$ 30,75 bilhões). A maior parte dos fundos do Departamento é para pagar por satélites que ajudam nas navegações, na detecção de mísseis e na precisão de bombas. A rede de satélites militares também acompanha o lixo espacial, que pode colidir com os satélites. Obviamente, satélite não é tudo quando se trata de operações dos militares no espaço. No ano passado, o Pentágono enviou em órbita na Terra uma nave espacial chamada X-37B, que se parece com uma nave espacial em miniatura. O lançamento não era segredo – o Pentágono disse que não poderia esconder um lançamento, mesmo que tentasse – mas todo o resto sobre a missão, incluindo o que é feito e por que, está bem guardadinho. Não há como saber se o Pentágono lançou uma missão tripulada para a lua ou não. No entanto, porta-vozes do Departamento garantem que não lançaram nenhuma missão tripulada ao espaço.
Fonte: http://hypescience.com/
[LiveScience]

Agências Espaciais discutem exploração coordenada do espaço


Nos vemos em Marte

Representantes das 10 principais agências espaciais do mundo reuniram-se em Quioto, no Japão, para tentar colocar adiante o Roteiro Global de Exploração, que prevê esforços coordenados para a exploração do espaço. Durante o ano passado, o Grupo Internacional de Coordenação da Exploração do Espaço (ISECG, na sigla em inglês) desenvolveu uma estratégia de longo prazo para a exploração espacial. Ela começa com a Estação Espacial Internacional e expande a presença humana em todo o Sistema Solar. Em seu ponto mais audaz, a estratégia prevê missões humanas para explorar a superfície de Marte.

Lua ou asteroide

O chamado Roteiro Global de Exploração segue essa estratégia, identificando dois possíveis caminhos para o envio de missões tripuladas: "Primeiro a Lua" e "Primeiro um Asteroide". Cada caminho representa um cenário com missões durante um período de 25 anos, descrevendo uma sequência lógica de missões robóticas e tripuladas. Ambas as vias foram consideradas abordagens práticas, considerando metas comuns de alto nível de exploração desenvolvidas pelas diversas agências participantes. O roteiro também leva em conta que as preferências individuais entre as agências espaciais participantes podem variar em relação a estes dois caminhos. Essa primeira reunião teve como objetivo equalizar as informações e repassar aos parceiros o que cada uma das agências está fazendo e planejando fazer nas áreas de exploração planetária robotizada, desenvolvimento de tecnologias avançadas e utilização da Estação Espacial para a preparação das futuras explorações.

Roteiro final

Ficou acordado, que durante as próximas semanas, esta versão inicial do roteiro será finalizada, revisada pelas diversas agências e, finalmente, apresentada ao público. Durante a reunião, as agências também reafirmaram o papel do ISECG para facilitar a adoção de medidas concretas para parcerias que levem a um esforço de exploração coordenado globalmente, funcionando como uma espécie de negociador global. Outra decisão foi a de incentivar as diversas agências espaciais a trabalharem juntas no fortalecimento dos programas de exploração nacionais e dos esforços coletivos. Os países participantes na reunião foram: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Europa (ESA), França, Itália, Japão, Reino Unido, República da Coreia e Rússia.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Lado Escuro de Réia Iluminado Pelo Brilho do Planeta Saturno

Crédito da imagem:NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute
O terreno sul da lua de Saturno Réia é iluminado levemente pelo brilho do próprio planeta Saturno e é registrado nessa imagem feita pela sonda Cassini da NASA do lado escuro do satélite. A câmera da sonda Cassini estava olhando na direção do lado noturno de Réia, que tem 1528 quilômetros de diâmetro, mas a luz do Sol que é refletida pelo gigantesco Saturno é brilhante o suficiente para iluminar as crateras vistas na imagem acima. Essa imagem está centrada nos 23 graus de latitude sul e 315 graus de longitude oeste. Quatro estrelas são visíveis no primeiro plano da imagem. A imagem acima foi feita utilizando os comprimentos de onda da luz visível pela câmera da sonda Cassini conhecida como Wide-Angle Camera, ou WAC no dia 1 de Agosto de 2011. A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 6000 quilômetros de Réia e com o conjunto, Sol-Réia-Cassini em fase com ângulo de 113 graus. A escala na imagem original era de 800 metros por pixel. A imagem teve então o contraste realçado e foi ampliada por um fator de 1.5 aumentando assim a visibilidade das feições na superfície de Réia.
Fonte: http://photojournal.jpl.nasa.gov

O Polo Sul Do Asteroide Vesta

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL-Caltech, UCLA, MPS, DLR, IDA
O que criou a estrutura circular ao redor do polo sul do asteroide Vesta? Apresentado na imagem acima, a base do segundo maior objeto no cinturão principal de asteroides do Sistema Solar foi recentemente fotografada pela primeira vez pela sonda Dawn que no mês de Agosto de 2011 entrou em órbita do Vesta. Uma observação detalhada da imagem que tem 260 metros de resolução mostra não somente colinas e crateras e abismos e mais crateras, mas também feições grosseiramente circulares que cobrem a maior parte da porção inferior direita do asteroide de 500 quilômetros de diâmetro. Especulações iniciais defendiam a ideia de que a estrutura pudesse ter sido criada por uma colisão e uma coalescência com um asteroide menor. Alternativamente, as feições poderiam também ter se originado por meio de um processo interno que ocorreu logo após a formação do asteroide. Novas pistas podem chegar nos próximos meses enquanto a sonda Dawn faz seu movimento espiral em direção ao mundo rochoso e obtém desse modo imagens com resolução cada vez maior.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110919.html

O buraco negro mais massivo do Universo

© Gemini (galáxia M87)
O buraco negro localizado no centro da galáxia elíptica supergigante M87 no Aglomerado de Galáxias de Virgo a uma distância estimada de 50 milhões de anos-luz da Terra é o buraco negro mais massivo que se tem a massa medida com precisão, resultando num monstro que tem 6.6 bilhões de massas solares. Orbitando a galáxia existe uma população anormalmente grande de aproximadamente 12.000 aglomerados globulares, comparado com os 150 ou 200 aglomerados globulares que orbitam a Via Láctea, esse é um número realmente elevado. 

Usando o Telescópio Frederick C. Gillett Gemini em Mauna Kea, no Havaí, uma equipe de astrônomos calculou a massa do buraco negro, que é muito maior que o buraco negro existente no centro da Via Láctea que tem uma massa estimada de 4 milhões de massas solares. 

O evento de horizonte do buraco negro, com 20 bilhões de quilômetros de diâmetro poderia engolir com facilidade todo o nosso Sistema Solar. Para calcular a massa do buraco negro, os astrônomos medem a velocidade com a qual as estrelas ao redor orbitam o buraco negro. Eles encontram assim, uma média, nesse caso, as estrelas orbitam o buraco negro a velocidades aproximadas de 500 km/s, só para se ter uma comparação, o Sol orbita o buraco negro no centro da Via Láctea a uma velocidade de 220 km/s. 

A partir dessas observações, os astrônomos puderam então dizer que essa é a melhor estimativa, ou seja, a que tem maior precisão para a massa de um buraco negro supermassivo. A equipe defende a teoria de que o buraco negro de M87 cresceu e atingiu tal massa a partir de fusões com alguns outros buracos negros. A M87 é a maior, e mais massiva galáxia conhecida no chamado universo próximo, e acredita-se que ela tenha se formado a partir da fusão de 100 ou mais galáxias menores. 

Devido ao tamanho do buraco negro da M87 e devido também à proximidade, os astrônomos acreditam que esse poderia ser o primeiro buraco negro que pudesse ser visto de verdade. Pesquisas posteriores a essa, estão tentando calcular e medir o tamanho de outro buraco negro, com uma massa grosseiramente ainda estimada em 18 bilhões de massas solares, e que está localizado em uma galáxia a 3.5 bilhões de anos-luz de distância da Terra. Mas por enquanto, o buraco negro da M87 é o maior que tem a massa determinada com precisão.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/
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