21 de set de 2011

Sonda Dawn Da NASA Monta Primeiro Mapa Global da Região Equatorial e Sul do Asteroide Vesta

A imagem acima é considerada o primeiro mapa global do gigantesco asteroide Vesta, e é composta por imagens registradas pela câmera de enquadramento que viaja a bordo da sonda Dawn da NASA. A sonda Dawn está orbitando o segundo objeto mais massivo localizado no cinturão de asteroides principal do Sistema Solar em uma órbita de pesquisa, a aproximadamente 2700 quilômetros da superfície do asteroide, onde ficou todo o mês de Agosto. As imagens individuais foram feitas com o filtro limpo da câmera de enquadramento com uma resolução de aproximadamente 260 metros por pixel. O equador corre paralelo à borda mais superior da imagem, aproximadamente acima dos brilhantes e suaves conjuntos de vales. Em direção ao polo norte, topo da imagem, as paisagens com sombra indicam que as latitudes norte do Vesta estão numa estação de sombra devido ao inverno no polo norte que mantém toda essa região na escuridão. O Vesta é um asteroide de forma irregular, seu semi eixo maior mede 289 km, 280 km e 220 km. O mapa é mostrado na geometria chamada de projeção cilíndrica simples. Nessa projeção o ponto no polo sul é estirado se transformando em uma linha com o mesmo comprimento que o equador, formando assim o limite inferior da imagem, onde as feições nas grandes latitudes do hemisfério sul parecem distorcidas. A resolução total da imagem é de aproximadamente 750 metros por pixel.
Fonte: Cienctec / Photojournal

Como seria se a Terra tivesse dois sóis?

Se lembra do planeta Tatooine, do filme Guerra nas Estrelas? Um planeta muito semelhante com ele, que gira ao redor de dois sóis, foi descoberto pela missão Kepler, da NASA. O mundo estranho se chama Kepler-16b. Afinal, como funciona um planeta assim? E se a Terra também tivesse dois sóis, em vez de um, como seria? O astrofísico Alan Boss, membro da equipe que descobriu o Kepler-16b, explica. Primeiramente, o Kepler-16b é muito gelado. Sim, mesmo com dois sóis.

 Embora ele esteja mais perto de suas estrelas do que a Terra é do sol, essas estrelas não são tão brilhantes. Por isso, a estimativa é que o planeta tenha entre -101 e -73 graus Celsius. A Terra seria ainda mais fria sob essas mesmas circunstâncias estelares. “Se o nosso sol fosse substituído por essas estrelas, a Terra seria ainda mais fria do que -101 graus Celsius, porque estamos mais longe do que este planeta parecido com Tatooine”, diz Boss. Em um ambiente tão gelado como esse, toda a água da Terra congelaria, e dificilmente existiria vida por aqui.

A Terra sob dois sóis não seria um planeta habitável – a menos que existisse uma forma de vida avançada, que tivesse se originado em outro lugar, e que pudesse se manter aquecida. Orbitando essas duas estrelas, o ano da Terra teria mais de 365 dias, mas não muito além disso. “Uma estrela no sistema binário de Kepler tem 20% da massa do sol, e outra 70%. Juntas, suas massas só diferem do nosso sol em 10%. Isso tornaria o ano na Terra um pouco mais longo, porque a gravidade das estrelas que nos puxariam seria menor, por isso haveria menos força centrífuga e orbitaríamos mais lentamente”, explica Boss. Já a duração de um dia em nosso planeta não mudaria, necessariamente. 

Talvez o melhor aspecto de um planeta com dois sóis seria a vista. Já pensou em um pôr-do-sol duplo, todos os dias? Não seria tão fenomenal quanto no planeta fictício Tatooine, pois em Kepler-16b as duas estrelas são menores. Mas ainda sim deve ser algo fantástico: imagine duas estrelas de cores diferentes juntas, mas sem se tocar. É, as imagens de Guerra nas Estrelas não são assim tão irreais.
Fonte: http://hypescience.com/
[Life'sLittleMysteries]

Um Pássaro Zangado no Céu


Esta nova imagem da Wide Field Imager no MPG / ESO telescópio de 2.2 metros mostra a Nebulosa Lambda Centauri.Créditos: ESO 
A nova imagem do instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros revela a Nebulosa Lambda Centauri, uma nuvem de hidrogénio brilhante e estrelas recém-nascidas na constelação de Centauro. À nebulosa, também conhecida como IC 2944, dá-se muitas vezes o nome popular de nebulosa da Galinha Fugitiva, devido à forma de pássaro que algumas pessoas identificam na região mais brilhante. Na nebulosa, situada a cerca de 6500 anos-luz de distância, as estrelas quentes recém-nascidas que se formaram a partir de nuvens de hidrogénio gasoso brilham intensamente no ultravioleta. Esta radiação intensa excita, por sua vez, a nuvem de hidrogénio à sua volta, fazendo com que esta nuvem brilhe em tons de vermelho. Esta cor é típica de regiões de formação estelar, sendo outro exemplo famoso a Nebulosa da Lagoa. Algumas pessoas pensam ver a forma de uma galinha nas imagens desta região de formação estelar avermelhada, o que dá à nebulosa o seu nome popular - embora exista algum desacordo sobre que parte da nebulosa é que tem efetivamente a forma de galinha, distinguindo-se aparentemente diferentes formas de pássaro por toda a imagem.
Este gráfico mostra a localização da nebulosa Chicken Running (IC2944), na constelação Centaurus.Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições ea localização da nebulosa em si é marcado com um círculo vermelho. Apesar de a estrela do aglomerado IC 2948, associado a esta nebulosa, é facilmente visto em um pequeno telescópio, a nebulosa é muito ténue e só foi descoberto fotograficamente no início do século 20.crédito:ESO, IAU e Sky & Telescope
Para além do gás brilhante, outro sinal de formação estelar na IC 2944 consiste numa série de glóbulos negros opacos que aparecem em silhueta sob o fundo vermelho, em algumas partes da imagem. São exemplos de um tipo de objetos chamados glóbulos de Bok. Aparecem escuros porque absorvem radiação do fundo luminoso. No entanto, observações destes glóbulos escuros com telescópios infravermelhos, que observam através da poeira que normalmente bloqueia a radiação visível, revelaram estrelas a formarem-se no interior de muitos deles. A coleção mais proeminente de glóbulos de Bok nesta imagem é conhecida por Glóbulos de Thackeray, devido ao astrónomo sul americano que os descobriu nos anos 1950. Visíveis no seio de um grupo de estrelas brilhantes, em cima e à direita na imagem, estes glóbulos aparecem numa imagem famosa obtida com o Telescópio Espacial Hubble, da NASA/ESA. Enquanto o Hubble obtém uma imagem de uma pequena região do céu em grande detalhe, o Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros no Observatório de La Silla do ESO, captura imagens muito maiores, cobrindo uma área do céu aproximadamente do tamanho da Lua Cheia. Tal como uma lente zoom que permite ao fotógrafo escolher o enquadramento mais apropriado a uma fotografia, também os diferentes campos oferecidos por diferentes telescópios permitem aos cientistas obter dados complementares no estudo de objetos astronómicos que cobrem uma extensa região do céu. Se as estrelas que fizeram casulo nos glóbulos de Thackeray estão ainda em gestação, as estrelas do enxame IC 2948 embutidas no interior da nebulosa, são as suas irmãs mais velhas. Ainda jovens em termos estelares, com apenas alguns milhões de anos de idade, estas estrelas brilham intensamente e a sua radiação ultravioleta fornece muita da energia que ilumina a nebulosa. Estas nebulosas brilhantes têm uma vida relativamente curta em termos astronómicos (tipicamente alguns milhões de anos), o que significa que a Nebulosa Lambda Centauri irá eventualmente desvanecer à medida que perde gás e combustível de radiação ultravioleta.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1135/

A Estranha Beleza do Asteroide Vesta

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA
Asteroide Vesta que tem a sua órbita entre os planetas Marte e Júpiter, é o maior asteroide já visitado por uma sonda espacial, além de ter sobrevoado esse corpo celeste a sonda Dawn da NASA entrou em órbita do asteroide. O Vesta é considerado um protoplaneta, pois ele é grande o suficiente para quase ter se tornado um planeta. Novas imagens feitas pela sonda Dawn da NASA estão permitindo que os astrônomos mapeiem a grande variedade de paisagens que podem ser encontradas no Vesta com um detalhe incrível. Entre essas feições pode-se incluir, o terreno acidentado no equador, as grandes depressões do polo sul e as gigantescas montanhas. A imagem acima foi colorida falsamente e foi feita a uma distância de 2700 quilômetros do asteroide e revela um dos choques que moldaram a superfície do Vesta. A coloração vermelho brilhante abaixo da cratera indica a matéria que foi ejetada pelo bólido que se chocou com o asteroide Vesta.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/

Plêiades em Campo Profundo

Créditos e direitos autorais : Stanislav Volskiy
Você já observou o aglomerado estelar das Plêiades? Mesmo que você já tenha observado esse belo aglomerado de estrelas, provavelmente você nunca viu as Plêiades dessa maneira: toda empoeirada. Talvez o aglomerado de estrelas mais famoso do céu, as brilhantes estrelas da Plêiades possam ser vistas sem binóculos mesmo de locais que sofram seriamente com a poluição luminosa. Com uma longa exposição de um local escuro, a nuvem de poeira que se localiza ao redor das Plêiades torna-se bem evidente. A exposição acima foi de 30 horas e cobriu uma área do céu algumas vezes maior que o tamanho da Lua Cheia. Também conhecida como as Sete Irmãs e M45, as Plêiades localizam-se a aproximadamente 400 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Taurus, o Touro. Uma lenda comum que cerca esse aglomerado é de que uma das estrelas mais brilhantes se apagou depois que o aglomerado foi nomeado, deixando somente seis estrelas visíveis a olho nu. O número real de estrelas nas Plêiades, visível, contudo, pode ser maior ou menor que sete, dependendo do local de onde está se observando o aglomerado e a da qualidade da visão do observador.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php

Os jatos flamejantes de um buraco negro

Astrônomos usando o Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA, registraram dados raros de um buraco negro reluzente, revelando novos detalhes sobre esses poderosos objetos e seus jatos flamejantes. Os cientistas estudarem os jatos para aprender mais sobre o ambiente extremo que existe ao redor dos buracos negros. Muito já se aprendeu sobre o material que alimenta os buracos negros, chamados de discos de crescimento, e sobre os jatos propriamente dito, através de estudos usando raios-X, raios gama e ondas de rádio. Mas as medidas fundamentais da parte brilhante dos jatos localizadas em suas bases, são difíceis de serem feitas apesar das décadas de estudo.
© NASA (ilustração de jatos emitidos por um buraco negro)
O WISE está oferecendo uma nova janela nesse elo perdido através de observações feitas no infravermelho. “Imagine o que seria se o nosso Sol passasse por súbitas explosões aleatórias, tornando-se três vezes mais brilhante em questão de horas e então se apagando novamente. Esse tipo de fúria é que nós estamos observando nesses jatos”, disse Poshak Gandhi, um cientista da Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA). Ele é o principal autor de um novo estudo que apresenta os resultados no Astrophysical Journal Letters. “Com a visão infravermelha do WISE, nós somos capazes de estudar em detalhe as regiões internas próximas da base dos jatos do buraco negro de massa estelar pela primeira vez e podemos também ver a física dos jatos em ação”. O buraco negro, chamado de GC 339-4, já havia sido observado anteriormente. Ele está localizado a mais de 20.000 anos-luz de distância da Terra próximo do centro da nossa galáxia. Ele tem uma massa que é no mínimo seis vezes maior que a massa do Sol. Como outros buracos negros, ele é uma coleção ultra densa de matéria, com gravidade que é tão forte que nem mesmo a luz pode escapar. Nesse caso, o buraco negro está sendo orbitado por uma estrela companheira que o alimenta. A maior parte do material da estrela companheira é puxado para dentro do buraco negro, mas uma parte, é cuspida para fora na forma de jatos que viajam na velocidade da luz. “Para ver a atividade flamejante de um buraco negro, você precisa olhar para o lugar certo na hora certa”, disse Peter Eisenhardt, cientista de projeto do WISE no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia. “O WISE faz imagens infravermelhas a cada 11 segundos por um ano, cobrindo todo o céu, isso permite registrar esse raro evento”. Observar a variabilidade dos jatos foi possível pois várias imagens foram feitas do mesmo pedaço do céu com o passar do tempo, esse tipo de monitoramento do céu faz parte da missão NEOWISE, a missão do WISE destinada à caça de asteróides e cometas. Os dados do WISE permitiu à equipe de cientistas olhar em detalhe uma região bem compacta ao redor da base do jato que estava fluido do buraco negro. O tamanho da região é equivalente à largura de uma moeda observada a uma distância da Terra ao Sol. Os resultados surpreenderam a equipe, mostrando flutuações grandes e erráticas nas atividades dos jatos em escala de tempo que variou de 11 segundos até algumas horas. As observações são como uma dança de cores infravermelhas e mostram que o tamanho da base dos jatos varia. Seu raio é de aproximadamente 24.140 km com dramáticas mudanças que chegam até a um fator de 10 vezes ou mais. “Se você pensar os jatos do buraco negro como um extintor de incêndio, então é como se nós descobríssemos que o fluxo está intermitente e o extintor está variando em tamanho”, disse Poshak. Os novos dados também permitem aos astrônomos fazerem medidas melhores do campo magnético do buraco negro, que é 30.000 vezes mais poderoso do que o campo magnético gerado pela Terra na sua superfície. Esse campo magnético forte é necessário para acelerar e canalizar o fluxo de matéria em um jato estreito. Os dados do WISE estão fazendo com que os astrônomos entendam muito melhor como esses fenômenos exóticos ocorrem no buraco negro.
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