22 de set de 2011

Teoria da matéria escura pode estar errada

As previsões dos cientistas sobre a misteriosa matéria escura que supostamente compõem a maioria da massa do universo poderão ter ser revistas. Pesquisas sobre galáxias anãs sugerem que elas não podem surgir da maneira que surgem se a matéria escura existir na forma que o modelo mais comum exige. A teoria atual afirma que cerca de 4% do universo é composto de matéria normal – o material de estrelas, planetas e pessoas – e cerca de 21% de matéria escura. O restante é composto do que é conhecido como energia escura, um componente hipotético do universo muito menos compreendido, que pode explicar a sua expansão cada vez maior. As melhores ideias dos cientistas para a formação do universo são o chamado “modelo cosmológico padrão”, ou lambda-CDM – que prevê partículas elementares na forma de matéria escura fria (CDM). Acredita-se que estas partículas de CDM tenham se formado muito cedo na história do universo, cerca de um milionésimo de segundo após o Big Bang.
A existência delas ainda não foi comprovada, pois são extremamente difíceis de detectar – não podem ser “vistas” no sentido tradicional, e se existem, interagem muito raramente com a matéria que conhecemos. Desde então, foram levantados dados que sugerem que a compreensão da formação e da composição do universo está incompleta. E esta possibilidade vêm de uma fonte improvável: galáxias anãs, um pequeno arco do que rodeia a nossa Via Láctea. Na teoria, essas galáxias anãs são majoritariamente constituídas por matéria escura e contêm apenas algumas estrelas. Sua obscuridade fez com que fosse difícil estudá-las no passado. Porém, foram criadas simulações de computador para visualizar como as galáxias anãs são formadas, usando as suposições sobre a CDM. A equipe envolvida descobriu que os resultados finais destas simulações não correspondem a tudo o que observamos. Os modelos mostraram muitíssimas galáxias ainda mais pequenas em torno da Via Láctea, enquanto que na realidade elas estão em menores quantidades e são galáxias anãs maiores. Existem duas possibilidades igualmente perturbadoras: uma ideia é de que na realidade mais galáxias anãs foram formadas, assim como na simulação, mas houve violentas explosões de supernovas que mudou radicalmente essas estruturas. A outra alternativa para as discrepâncias entre os dados modelados e a realidade é muito mais preocupante: o CDM não existe e as previsões do modelo-padrão relativas a ele são falsas. Mas ainda existe esperança: pesquisadores acreditam ter encontrado uma solução para o problema da CDM. Ao invés de matéria escura “fria” que se formou dentro do primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang, o universo pode ser preenchido com a matéria escura quente (WDM). A WDM teria se formado mais tarde, até minutos após o Big Bang e pode ser descrita como “morna”, já que as partículas seriam mais leves e mais energéticas. Quando simulações de formação de galáxias são executados com a WDM, as galáxias anãs tem a mesma estrutura que observamos na realidade. A solução é extremamente elegante e, para a alegria dos cientistas de plantão, o modelo padrão ainda pode ser útil. Mas se toda a matéria escura é quente e não fria, isso representa outros grandes problemas para as tentativas atuais de detectá-la.  Se WDM é a matéria escura que mantém as galáxias juntas, logo nas fases mais precoces do universo, o telescópio não vai ver nada porque a WDM e as galáxias que a acompanham ainda não teriam se formado. Ainda não há nenhuma prova definitiva de que a teoria da matéria escura necessita de uma mudança de paradigma. Quem sabe nos próximos meses não tenhamos uma resposta?

Nasa mostra em foto sequência com cinco luas de Saturno

Foto feita pela sonda Cassini mostra cinco luas de Saturno; o planeta não está no enquadramento
A Nasa (agência espacial americana) divulga nesta quarta-feira em seu site uma foto que enquadra de uma só vez cinco das várias luas de Saturno. A primeira da esquerda é Janus, seguida de Pandora. Enceladus, a mais brilhante, aparece bem no centro. A segunda maior lua do planeta, Rhea, está segmentada na imagem. Uma menor, Mimas, se encontra ao lado dela. A imagem foi feita pela sonda Cassini em 29 de julho, que orbita Saturno, a uma distância aproximada de 1,1 milhão de km de Rhea e a 1,8 milhão de km de Enceladus.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Arp 272

Créditos e direitos autorais : Hubble Legacy Archive, ESA, NASA; Processamento - Martin Pugh
 Unindo braços espirais, duas grandes galáxias em colisão aparecem neste extraordinário retrato cósmico construído com dados de imagens do Hubble Legacy Archive (Arquivo do Legado do Hubble). Registrada como Arp 272 no Atlas de Galáxias Peculiares do astrônomo Halton Arp, a dupla também é conhecida como NGC 6050, próxima do centro, e IC 1179 acima à direita. Uma terceira galáxia, provavelmente também parte do sistema em interação, pode ser percebida acima e à esquerda da grande espiral NGC 6050. Elas estão a uns 450 milhões de anos-luz de distância no Aglomerado de Galáxias de Hércules. A essa distância estimada, a foto se estende por mais de 150 mil anos-luz. Embora este cenário pareça mesmo peculiar, entende-se agora que as colisões entre galáxias e sua eventual fusão são algo comum, sendo que Arp 272 representa uma fase neste inevitável processo. Na verdade, sabe-se que a espiral próxima de nós, a Galáxia Andrômeda, está se aproximando da nossa própria galáxia e Arp 272 pode oferecer um vislumbre da colisão, no futuro distante, entre Andrômeda e a Via Láctea.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php
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