23 de set de 2011

Ilustração da formação de estrelas em Henize 206

As três ilustrações mostradas acima apresentam o processo que dispara a formação de estrelas. No primeiro painel, uma estrela massiva moribunda explode em uma supernova. No segundo painel, a onda de choque dessa explosão passa através de uma nuvem de gás e poeira, mostrada em verde. No terceiro painel, uma nova onda de estrelas nascem dentro da nuvem, induzidas pela onda de choque da explosão de supernova. O processo com um todo, desde a morte de uma estrela até o nascimento de novas estrelas leva milhões de anos para se completar.
Fonte: http://www.spitzer.caltech.edu/images/3248-ssc2004-04b-Illustration-of-Star-Formation-in-Henize-206

Os Raios da Cratera Anaxagoras na Lua

Na excelente imagem de alta resolução mostrada acima mostra o Mare Frigoris e a região polar norte (topo), pode-se notar muitas feições mas em particular os raios vindos da Anaxagoras cruzando Meton. A imagem retificada foi realçada e assim pôde-se olhar essa região em mais detalhe, na parte inferior direita, e também observar imagens da LRO, na parte inferior esquerda da imagem. Pode-se notar então que um raio, marcado com uma seta, cruzando a Meton parece ser mais turbulenta e entrelaçada na imagem com contraste realçado. A Anaxagoras parece ser mais pentagonal em forma, e é formada a partir de um possível impacto oblíquo. A Meton é uma velha planície preenchida, pode-se assumir que sejam materiais ejetados da Imbrium para o sul. Mas o que causaria o entrelaçamento dos raios? Assumindo que elas sejam somente impactos secundários aleatórios pelo fato de existir uma grande quantidade de cadeias de crateras nas imagens WAC, quando se observa em detalhes. Mas poderiam elas serem influenciadas pela topografia local, à medida que o fluido fluísse pelos vazios nas montanhas? Qualquer que seja a causa, essa bela imagem nos faz pensar sobre os raios observados na Lua e se a dinâmica de fluidos tem um papel importante em sua distribuição do mesmo modo que eles agem em muitas outras facetas da natureza.
Imagem por Brendan Shaw e Quick LRO Mapa
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/September+23%2C+2011

Com US$ 161 milhões, Rússia lançará nave a Marte em novembro

Um dos módulos da nave russa aterrissaria na lua marciana Fobos.Foto: Nasa/Divulgação
A Rússia anunciou nesta quinta-feira que gastará US$ 161 milhões no projeto de lançamento a Marte da nave "Fobos-Grunt" em novembro, que deve instalar uma estação automática em um satélite do planeta vermelho. "Se dividirmos esta despesa entre a população russa, cada cidadão teria que pagar US$ 0,10 por ano durante dez anos. Não é muito", garantiu Victor Jartov, designer-chefe da Associação de Produção Científica Lavochkin, segundo agências de notícias russas. Se o projeto tivesse sido elaborado pela Agência Espacial Europeia ou pela Nasa, custaria de 300 a 400 milhões de euros, afirmou Lev Zeleni, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Rússia. Jartov afirmou que cerca de 10 mil pessoas participaram do projeto, e mais de 30 farão parte da tripulação após o lançamento da nave. Todos os módulos da estação são novos, e nunca foram utilizados antes, informou o designer-chefe. Um dos módulos da nave russa aterrissaria em Fobos, a lua marciana, que, segundo alguns cientistas, foi um asteroide atraído pela força da gravidade de Marte. O projetista Maxim Martinov lembrou que o voo da nave espacial para Marte durará 11 meses, e o retorno à Terra, de 9 a 11 meses. Na lua marciana funcionaria durante longo tempo uma estação automática que pesquisaria o espaço próximo e o clima do planeta. O projeto "Fobos-Grunt" possibilitará testes das principais tecnologias das futuras expedições a Marte, como situações de falta de gravidade e, principalmente, a operação de aterrissagem. As amostras que forem analisadas deverão servir para compreender como os planetas do sistema solar foram formados. Recentemente, a Roscosmos (Agência Espacial Russa) e a Agência Espacial Europeia assinaram um acordo para utilizar os centros europeus de acompanhamento para guiar a Fobos-Grunt.
Fonte: http://www.terra.com.br/portal/

As Auroras de Setembro

Créditos e direitos autorais : Yuichi Takasaka / TWAN / www.blue-moon.ca
O equinócio de Setembro, aconteceu hoje, às 06:05, hora de Brasília. Enquanto o Sol cruza o equador celeste rumo ao sul, a primavera começa no hemisfério sul e o outono começa no hemisfério norte. E apesar da conexão entre as estações e outros fenômenos ainda ser um mistério, tanto o outono como a primavera apresentam um aumento nas tempestades geomagnéticas. Assim, à medida que as noites se tornam maiores no hemisfério norte, o equinócio também traz um bom momento para a observação de auroras. Registrada no início do mês de Setembro, essa cortina de luz verde iluminou a paisagem noturna dessa região. Em primeiro plano está o Hidden Lake Territorial Park, localizado próximo a Yellowknife, na região conhecida como Northwest Territories no Canadá. As águas calmas do lago refletem a luz da aurora com o rastro de estrelas brilhantes cruzando o céu iluminado. Como ocorrem a aproximadamente 100 km de altura da superfície da Terra, as auroras também podem ser observadas do espaço.

Partícula viaja mais rápido que a luz


Grupo internacional de cientistas do Cern anuncia descoberta, que, se comprovada, comprometerá teoria da relatividade, de Einstein
Um grupo internacional de cientistas anunciou ontem que partículas fundamentais, conhecidas como neutrinos, são capazes de viajar a uma velocidade mais rápida que a da luz. Outros pesquisadores encararam com cautela a descoberta. No entanto, se o achado for comprovado, uma das regras mais fundamentais da física moderna cairá por terra: a convicção de que nada viaja mais rápido que 299.792.458 metros por segundo. Antonio Ereditato, porta-voz dos cientistas, disse que medições recolhidas nos últimos três anos mostraram que um feixe de neutrinos produzido na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), próximo a Genebra, percorreu 732 quilômetros no subsolo e atingiu o Laboratório de Gran Sasso, na Itália, 60 nanossegundos mais rápido que a luz (mais informações nesta página).  "Nós temos grande confiança nos resultados. Checamos e rechecamos todas as possíveis fontes de erros e não encontramos nada", afirmou Ereditato. "Queremos agora que outros cientistas verifiquem tudo de forma independente." Se confirmada, a descoberta comprometerá a teoria da relatividade especial, formulada por Albert Einstein em 1905, que diz que a velocidade da luz é uma constante cósmica e nada no universo poderia viajar mais rápido. A descoberta, totalmente inesperada segundo os cientistas, surgiu no contexto do Projeto Opera, uma iniciativa conjunta do Cern e do laboratório italiano. Cerca de 15 mil feixes de neutrinos - partículas subatômicas que vagam pelo universo e não costumam interagir com a matéria - foram produzidos durante três anos no Cern e enviadas para o Gran Sasso, onde eram capturadas por detectores gigantes. A luz teria percorrido a mesma distância - de 732 quilômetros - em 2,4 milésimos de segundo. Os neutrinos levaram um tempo 60 bilionésimos de segundo menor. "É uma diferença minúscula", afirmou Ereditato, que também leciona na Universidade Berna, na Suíça. "Mas conceitualmente é incrivelmente importante."  O pesquisador, no entanto, não quis comentar o que acontecerá se outros cientistas confirmarem os resultados. "O achado é tão impressionante que, por enquanto, todos devemos ser prudentes", disse. "Nem quero pensar nas implicações."  Confirmação. Um resultado semelhante havia sido obtido em 2007, nos Estados Unidos. Cientistas detectaram neutrinos enviados do Fermilab, em Illinois, chegando aos detectores do Projeto Minos, em Minnesota, antes do tempo previsto. Mas como o experimento não possuía controles muito confiáveis, a descoberta foi encarada com ceticismo. Agora, com o anúncio do achado europeu, os americanos querem repetir o experimento com mais cuidado. A existência dos neutrinos, um elemento subatômico com massa muito pequena e produzido no decaimento radioativo ou em reações nucleares foi confirmada em 1934. Contudo, ainda intriga os cientistas. Em um único dia, milhões de neutrinos produzidos pelo Sol atravessam o corpo humano.
Fonte: http://www.estadao.com.br

Quem veio primeiro? Grandes buracos negros encontrados em pequenas galáxias

A relação entre uma galáxia e seu buraco negro é tão grande que poderia ser comparada com membros desgrudados de uma família aqui na Terra. É como se os dois fossem irmãos consanguíneos. Os cientistas nunca souberam dizer quem veio primeiro, as galáxias ou seus buracos negros – regiões do espaço com matéria tão densa que são capazes de devastar tudo o que existe em um bom espaço a sua volta. Agora o mistério por trás disso é ainda maior, pois foram descobertas pequenas galáxias anãs com buracos negros gigantes, uma descoberta que derruba as atuais teorias sobre a formação de galáxias.

Estudos anteriores haviam mostrado que, à medida que uma galáxia cresce e evolui, parecia acontecer o mesmo com o buraco negro, pelo menos nos grandes aglomerados. Mas, usando dados do telescópio espacial Hubble, astrônomos acharam pequenas galáxias no universo desproporcionais ao tamanho de seus buracos negros.  “Eles parecem estar fora de sincronia, de alguma maneira fundamental”, explica a astrônoma Sandra Faber. “Estes buracos negros são muito maciços, dado o seu conteúdo estelar. Eles cresceram muito rápido. Os buracos ficaram à frente das galáxias jovens”, completa Sandra.

Algo ainda mais intrigante é que uma protuberância reveladora de estrelas associadas com super-buracos negros estão visivelmente ausentes nos buracos menores, sugerindo que possa haver mais de uma maneira de um buraco negro crescer. As novas descobertas são baseadas no estudo de 28 galáxias anãs amontoadas a cerca de 10 bilhões de anos-luz da Terra. Apesar de buracos negros, por definição, não poderem ser vistos, os astrônomos olham para a radiação de estrelas em torno do buraco negro para descobrir seu tamanho e características. A pesquisa poderá mudar o pensamento dos cientistas sobre os ambientes em que as galáxias crescem e sobre o desenvolvimento de buracos negros.
Fonte: http://hypescience.com
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