29 de set de 2011

Astrônomos revelam nova anatomia em torno de buraco negro

Imagem da galáxia ativa Markarian 509 registrada pelo telescópio espacial Hubble.Foto: Nasa/ESA/J. Kriss (STScI)/J. de Plaa (SRON)/Divulgação
A frota de naves espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA,na sigla em inglês) conseguiram obter detalhes sem precedentes perto de um buraco negro supermassivo. Eles revelam enorme 'balas' de gás sendo impulsionadas longe do "monstro gravitacional". O buraco negro que a equipe escolheu para estudar está no coração da galáxia Markarian 509, 500 milhões de anos-luz no espaço. Este buraco negro é enorme, contendo 300 milhões de vezes a massa do Sol e que a cada dia se torna mais maciça. A Markarian 509 foi escolhida porque ela é conhecida por variar em brilho, o que indica que o fluxo de matéria para o buraco negro é turbulento. O buraco negro foi monitorado por 100 dias. "(a nave) XMM-Newton realmente conseguiu essas observações porque tem uma cobertura de raios-X de largura, bem como uma câmera de vigilância óptica", afirma Jelle Kaastra, do Instituto de Pesquisas Espaciais da Holanda, que coordenou uma equipe internacional de 26 astrônomos de 21 institutos em quatro continentes. As observações resultantes mostraram que a saída consiste de "balas gigantes" movidas a milhões de quilômetros por hora. As balas são arrancados de um reservatório de gás empoeirado e depois caem no buraco negro. A surpresa é que o reservatório está situado a mais de 15 anos-luz de distância do buraco negro. Esta distância é ainda maior do que alguns astrônomos pensavam que era possível, tendo em vista os vento que se originam.

A detecção

Junto com as naves XMM-Newton e Integral, da ESA, os astrônomos usaram os telescópios espaciais Hubble e Chandra, da Nasa (a agência espacial americana), além de outros instrumentos que proporcionaram informações sobre a cobertura do buraco negro não conhecidas antes. "Os resultados sublinham a importância de observações a longo prazo e campanhas de monitorização, que estão a ganhar uma compreensão mais profunda da variável de objetos astrofísicos. XMM-Newton fez todas as mudanças organizacionais necessárias para realizar tais observações, e agora o esforço está valendo a pena", diz Norbert Schartel , cientista do projeto da XMM-Newton.

Buracos negros

Os buracos negros são objetos tão densos que a força da gravidade que geram não deixa escapar nada, nem sequer a luz, e engolem tanto matéria, visível ou escura, que cai em seu campo de ação. Alguns podem ter um tamanho "estelar" e se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante, uma supernova, mas outros têm um tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e se denominam "supermassivos".

Estudo confirma validade da Teoria da Relatividade no espaço

Grupo de cientistas dinamarqueses mostrou que a luz se comporta como previu Einstein mesmo nos confins mais longínquos do universo
Uma equipe de astrofísicos confirmou que a teoria da relatividade geral de Albert Einstein é válida em escala cósmica, e não só no sistema solar, ao comprovar que a gravidade influi na luz procedente de longínquos conglomerados galácticos, segundo estudo publicado na edição desta quarta-feira (28) da revista Nature. Por puro acaso, esta pesquisa, que ainda precisa de confirmação, foi publicada alguns dias depois de uma descoberta que lançou dúvidas sobre a teoria de Einstein.
Aglometados estelares descobertos em agosto: estudos desse tipo de grupo de estrelas provou validade da teoria de Einstein.Foto: ESO/J. Borissova 
Uma equipe de físicos detectou neutrinos, partículas elementares da matéria, deslocando-se a uma velocidade sutilmente superior à da luz, um "limite insuperável" segundo a teoria da relatividade. Muito antes deles, Radek Wojtak do Dark Cosmology Centre, da Universidade de Copenhague e seus colegas tentavam confirmar a teoria de Einstein, analisando a luz que chega à Terra de galáxias situadas nos 8.000 conglomerados, cada um dos quais é formado por milhares de galáxias. Segundo esta pesquisa, a gravidade garante a coesão dos agrupamentos, mas também influi na luz que cada uma das galáxias emite no espaço. De acordo com a teoria de Einstein, a frequência da luz diminui e seu comprimento de onda se amplia por efeito da gravidade. Como consequência disso, ocorre um desvio do espectro luminoso para o vermelho (chamado de "redshift") gravitacional, diferente do que provoca o distanciamento das galáxias. Comparando o comprimento de onda da luz procedente das galáxias situadas no coração dos conglomerados, onde a gravidade (atração universal) é mais forte, ao das galáxias situadas na periferia, a equipe de astrofísicos conseguiu medir "pequenas diferenças em seu 'redshift'", explicou Radek Wojtak.  "Vimos que a luz das galáxias situadas no meio de um conglomerado demora para sair do campo gravitacional, enquanto que a luz das galáxias periféricas emerge mais facilmente", acrescentou o cientista em um comunicado. Uma vez calculada a massa de cada conglomerado galáctico, os astrofísicos usaram a teoria da relatividade geral para avaliar o "redshift gravitacional" das galáxias segundo sua posição no conjunto. Estes "cálculos teóricos" do 'redshift' gravitacional se mostraram "completamente em consonância com as observações", reforçou Wojtak. O desvio para o vermelho varia "proporcionalmente em função da influência gravitacional dos conglomerados galácticos", acrescentou.  "Nossas observações confirmam, assim, a teoria da relatividade", destacou.  Foram feitos testes na escala do sistema solar ou de algumas estrelas. Por enquanto, foi "comprovada a escala cósmica e isto confirma que a teoria da relatividade geral funciona", concluiu o cientista. A equipe de astrofísicos comparou os resultados obtidos com as previsões de vários modelos cosmológicos. Segundo Wojtak, há "fortes indícios da presença de uma energia escura" responsável pela aceleração da expansão do universo, mas ele não descarta que possa haver outros motivos. Segundo cálculos baseados na teoria da relatividade geral, uma energia escura de natureza desconhecida representa 72% do universo. Uma matéria escura misteriosa, invisível, constituiria 23% e teria 5% de matéria visível, formada, por exemplo, de estrelas e planetas.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Galáxia solta bolhas de gás estelar em foto do Hubble

Imagem foi divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (29).Área é ‘santuário’ para estruturas delicadas de formação estelar.


olhas de gás estelar são visíveis em rosa na imagem feita pelo Hubble divulgada nesta quinta-feira (29). (Foto: NASA & ESA)

As agências espaciais americana e europeia (Nasa e ESA) divulgaram nesta quinta-feira (29) uma imagem da galáxia Holmberg II onde pequenas bolhas de gás estelar são vistas – uma raridade no Universo só possível pelas características únicas dessa região do espaço. A fotografia foi feita pelo telescópio espacial Hubble. Holmberg II é uma galáxia especial, formada por áreas de extensa formação estelar espalhadas em meio a pedaços de espaço completamente vazio que chegam a milhares de anos-luz. Classificada como “galáxia-anã”, ela não tem nenhum dos formatos mais comuns: em espiral, como a nossa Via Láctea, ou elíptica. Por isso, ela é considerada um “santuário” onde estruturas frágeis como as bolhas flagradas pelo Hubble podem ser preservadas. Essas bolhas são restos de diversas gerações de estrelas que se transformaram em supernovas. A imagem colorida é uma combinação de fotografias feitas pelo Hubble com suas câmeras de luz visível e de infravermelho.
Fonte: http://g1.globo.com/

Terra tem como 'vizinhos' 19.500 asteroides de porte médio

Mapa da Nasa mostra a população estimada de asteroides atual e a previsão antiga.(Foto: Nasa)
A quantidade de asteroides de porte médio que se encontram relativamente perto da Terra é bem menor do que o estipulado anteriormente. São cerca de 19.500 objetos, divulgou nesta quinta-feira a Nasa (agência americana), com base em dados coletados pelo telescópio espacial Wise. Parece muito, mas é bem menos do que os 35 mil asteroides previstos inicialmente pelos cientistas. Agora, eles querem saber quantos desses 19.500 representam perigo real para o planeta e quais são apenas objetos flutuando no espaço. Para se ter uma ideia, a Nasa considera como asteroides de porte médio aqueles com tamanho variável entre cem metros e um quilômetro. O suficiente para destruir uma área metropolitana. Para chegar a essa quantificação, a Nasa estudou rochas espaciais que se encontram em órbita a partir de 195 milhões de quilômetros do Sol até o entorno da Terra. O "censo espacial" é realizado pelo programa espacial Neowise, do JET (Laboratório de Propulsão a Jato).  A boa notícia é que o número de asteroides de grande porte também diminuiu nessa última revisão de dados, caindo de mil para 981 objetos --a maior parte, ou 911, já foi identificada. Mas nenhum desses "gigantes espaciais" coloca em perigo a Terra por pelo menos os próximos séculos, afirma a Nasa.  O risco de um asteroide realmente grande impactar a Terra [como o que levou à extinção dos dinossauros] antes de podermos localizá-lo e darmos o alerta foi substancialmente reduzido", comentou Tim Spahr, um dos diretores do Centro Harvard Smithsonian para a Astrofísica, em Cambridge, em Massachussets, nos EUA. Pelas contas atuais da Nasa, já foram achados 5.200 asteroides com um quilômetro ou acima disso, e outros 15 mil ainda têm de ser localizados. Entre os "nanicos", que ainda assim podem causar estragos se um deles cair na Terra, a agência diz que são mais de um milhão perto do planeta.

NGC 7822 através de filtros de banda estreita

A NGC 7822 é uma grande nebulosa de emissão encontrada na constelação de Cepheus, o Rei, mas ela é um alvo muito melhor para astrofotografia do que apenas para ser observada. De fato, a nebulosa é um objeto desafiante para um telescópio de 12 polegadas. Ela localiza-se a aproximadamente 7.5˚ a leste da estrela de magnitude 3.5 conhecida como Iota Cephei. A NGC 7822 mede 65’ por 20’, o que significa que ela cobre uma área aproximadamente 72% maior que a área coberta pela Lua Cheia. Essa foto foi feita com um telescópio de 16 polegadas RC Optical Systems Ritchey-Chrétien com f/6.9. Foi utilizada uma câmera SBIG STL-6303M CCD, com filtros Ha/OIII/NII/SII com 16 exposições de 30 minutos através de cada um dos filtros totalizando uma exposição total para a obtenção da imagem de 32 horas.
Fonte: http://www.astronomy.com/

Começam pesquisas em antimatéria que podem desvendar origem do Universo

Projeto Elena que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria
O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que deu início ao Elena, projeto que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria. O Elena, aprovado no mês passado, será realizado por cientistas da Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e Suécia, sob a coordenação do Cern. O diretor do projeto, Stéphan Maury, explicou em comunicado que o Elena "é uma instalação dirigida a produzir antiprótons com os menores níveis de energia já alcançados"  O anel desacelerador do Elena ficará no mesmo local que abriga o Desacelerador Antiprótons (AD). O mecanismo do novo projeto permite que os prótons com carga negativa alcancem um quinto da energia gerado pelo AD. Isto permitirá uma melhora na produção dos antiprótons de 0,01% a 10%.  Desde que foram descobertos, em 1955, os antiprótons se tornaram uma grande ferramenta de pesquisa e foram importantes na descoberta, das partículas W e Z, responsáveis pelas interações nucleares fracas, uma das quatro fundamentais na natureza. Além disso, no Cern também foram criados os primeiros átomos de anti-hidrogênio. Walter Oelert, pesquisador pioneiro no estudo da antimatéria no Cern, disse que o Elena é um grande passo no estudo dessa disciplina, que entre outras coisas, pode esclarecer o processo de criação do Universo. O desenvolvimento desses experimentos é de extrema importância e permite inclusive estudos sobre o tratamento do câncer. A construção do Elena está prevista para começar em 2013.

NGC 281: A Nebulosa do Pacman

Créditos da imagem: X-ray: NASA / CXC / CfA / S.Wolk; IR: NASA / JPL / CFA / S.Wolk
Estrelas de grande massa são importantes pois elas são responsáveis por grande parte da energia que é bombeada dentro da nossa galáxia durante a sua vida. Infelizmente, essas estrelas são pouco entendidas pois elas são poucas e estão localizadas relativamente longe além de poderem ser obscurecidas pelo gás e pela poeira. O aglomerado de estrelas NGC 281, é uma exceção a essa regra. Ele está localizado a aproximadamente 6500 anos-luz de distância da Terra e, de maneira impressionante, está localizado a quase 1000 anos-luz acima do plano da galáxia, dando aos astrônomos um ponto de vista quase não afetado da formação de estrelas que acontece dentro dele.

Essa imagem composta do NGC 281 contém dados de raios-X do Chandra, mostrados em roxo, com observações em infravermelho do Spitzer mostradas em vermelho, verde e azul. As estrelas de grande massa no NGC 281 dirigem muitos aspectos do ambiente galáctico através de poderosos ventos fluindo de suas superfícies e da intensa radiação que cria partículas carregadas arrancando elétrons dos átomos. A morte eventual de estrelas massivas, como supernovas também alimentarão a galáxia com matéria e energia. O NGC 281 é conhecido informalmente como a Nebulosa do Pacman, pois ela tem uma aparência em imagens ópticas com o Pacman dos jogos. Nas imagens ópticas, como a apresentada abaixo, a boca do Pacman aparece escura pois é obscurecida pela poeira e pelo gás, mas nas imagens infravermelhas do Spitzer a poeira na região brilha fortemente.

O NGC 281 é normalmente dividido em duas sub-regiões: a região na metade superior da imagem, que é envolta por um gás roxo com temperatura de 10 milhões de graus, e uma região mais jovem na parte inferior da imagem. Existe a evidência de que a formação de um aglomerado que aparece na parte inferior direita da imagem foi disparada por uma geração anterior de formação de estrelas. Também, os astrônomos encontraram algumas regiões de formação de estrelas isoladas no lado esquerda da imagem que parecem ter ocorrido na mesma época da formação de estrelas em outras regiões do aglomerado. Isso suporta a ideia que algo externo está disparando o grande nascimento de estrelas no NGC 281.
Fonte: http://www.nasa.gov

Vasto Campo Estelar da Nebulosa do Casulo

Créditos e direitos autorais: Tony Hallas
Nesse campo celeste repleto de estrelas que se espalha por 3 graus dentro da constelação de Cygnus, está a Nebulosa do Casulo. Uma região compacta de formação de estrelas, o Casulo cósmico possui uma longa cauda formada de nuvens de poeira interestelar obscurecidas. Catalogada como IC 5146, a nebulosa tem aproximadamente 15 anos-luz de largura, e está localizada a aproximadamente 4000 anos-luz de distância. Como outras regiões de formação de estrelas, ela possui um brilho vermelho causado pelo hidrogênio que é excitado pelas estrelas jovens, quentes e azuis, a luz da estrela é refletida na borda de outra nuvem molecular invisível. De fato, a estrela brilhante perto do centro dessa nebulosa tem provavelmente algumas centenas de milhares de anos de vida, dando energia ao brilho nebuloso enquanto limpa uma cavidade na poeira e no de formação de estrelas da nuvem molecular. Mas os longos e empoeirados filamentos que aparecem escuros nessa imagem da Nebulosa do Casulo feita em luz visível, na sua imagem feita em infravermelho, por exemplo, como é mostrado abaixo, aparecem claramente.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110929.html

Colisões de ‘superestrelas’ ajudam astrônomos a estudar a gravidade

Telescópios futuros poderão analisar o fenômeno. Objetivo é entender a aplicação da teoria de Einstein no espaço.
Ilustração de uma estrela de nêutrons (Foto: Jacobs University Bremen)
A colisão de duas “estrelas de nêutrons” pode ajudar cientistas a estudar a aplicação da teoria da relatividade de Albert Einstein no espaço, segundo um estudo publicado na revista “Nature” nesta quinta-feira (29).  “Estrelas de nêutrons” são astros muito densos: têm uma massa equivalente à do nosso Sol, mas “apertada” em uma área muito menor, de cerca de 20 quilômetros. Elas se formam após o colapso de uma supernova. Quando dois exemplares do tipo colidem no espaço o resultado é uma onda de choque de rádio que, segundo pesquisadores israelenses, pode ser estudada para avaliar os efeitos da gravidade no espaço. Isso porque a “batida” é um evento tão forte, tão energético, que é capaz de alterar o próprio “espaço-tempo”.  Os pesquisadores acreditam que a geração futura de telescópios pode ser capaz de analisar essa onda e ajudar a entender melhor como funciona a gravidade entre os corpos celestes.
Fonte: http://g1.globo.com/
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