3 de out de 2011

Primeiras Estrelas do Universo podem ter se Originado como um Sistema Duplo

Imagem da simulação computacional da geração das primeiras estrelas do universo
Novas e detalhadas simulações computacionais têm mostrado como uma significante proporção de estrelas que nascem podem surgir aos pares, como a maioria das estrelas existentes em sistemas binários atualmente. As primeiras estrelas do universo são previstas para estarem entre as estrelas mais massivas, mas elas também podem explodir como supernovas alguns milhões de anos após a sua formação. Na tentativa de tentar aprender alguma coisa sobre isso, Matthew Turk e Tom Abel do Instituto Kavli para Física de Partículas e Astronomia e Brian O’Shea da Universidade Estadual de Michigan, rodaram simulações que descreviam o nascimento dessas primeiras estrelas. Em quatro simulações, as estrelas se formaram sozinhas, mas em uma das simulações um sistema binário foi formado, com duas estrelas com massa 6.3 e 10 vezes maior que o Sol. As simulações terminaram com as estrelas ainda em estágio de crescimento, essas primeiras estrelas foram previstas para ter mais de 100 a 200 vezes a massa solar. Conseqüentemente ambas as estrelas iriam explodir como supernovas, ou talvez como explosões de raios-gamma, possivelmente criando até buracos negros ou estrelas de nêutrons, e nesse caso a interação entre os dois buracos negros e as estrelas de nêutrons poderia ser identificada hoje.  “Essas estrelas poderiam se desenvolver formando buracos negros, que poderiam ter criado ondas gravitacionais que seriam detectadas”, disse Tom Abel. “Ou uma das estrelas poderia se desenvolver em um buraco negro, que poderia criar explosões de raios-gamma que seriam facilmente detectadas com os experimentos da NASA, Swift e o Fermi”. As explosões de raios-gamma mais distantes observadas até hoje tiveram sua origem entre 800 e 900 milhões de anos após o Big Bang, bem distante ainda da era de geração das primeiras estrelas 400 milhões de anos após o Big Bang, mas isso pode ser somente uma questão de tempo até que se detecte uma explosão de raios-gamma originada nas primeiras estrelas do universo.
Fonte: Ciência e Tecnologia

'Cometas escuros' podem ser ameaça à Terra, diz revista

O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na revista britânica New Scientist. 
O cometa Borrelly também teria partes escuras na superfície
A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros".  Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra.  "Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista. Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos. Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros".  Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" - que reflete a luz do sol - se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz.

Calor - Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 - a menor registrada em 200 anos. Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação. "Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier.  De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície. Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça. Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam".
Fonte: http://www.bbc.co.uk

Nova teoria tenta explicar surgimento de supernovas rapidas

Pesquisadores chineses elaboraram uma nova teoria sobre como algumas estrelas podem se transformar em supernovas em um período muito menor do que o normal. A teoria existente explicava porque supernovas se formam em 100 milhões de anos, mas não esclarecia porque algumas supernovas - as do tipo 1a - surgem muito mais rápido. O segredo, segundo os pesquisadores, é que as estrelas anãs brancas sugam massa de "estrelas de hélio" até possuírem massa o suficiente para virarem uma supernova. A pesquisa foi publicada no periódico Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

Teoria anterior - As estrelas anãs brancas são "sobras" de estrelas como o Sol, em que o hidrogênio se transforma em hélio e depois o hélio vira carbono e oxigênio. A teoria anterior afirmava que as estrelas anãs brancas feitas a partir de carbono e oxigênio conseguiam acumular a massa de uma outra estrela na sua proximidade, chamada de "estrela companheira".  Ao atingir um determinado tamanho (cerca de 40% do Sol), as duas estrelas - a anã branca e a companheira - passam por uma fusão. Em poucos segundos, o carbono das estrelas se transforma em elementos mais pesados, em um processo que libera quantidades gigantescas de energia. Esse processo é chamado de supernova. Como esse processo acontece com uma quantidade constante de claridade, os astrônomos usam supernovas para determinar distâncias no espaço.

Teoria nova - A teoria anterior estabelecia que esse processo de acumulação de massa duraria até 100 milhões de anos. No entanto, ela não servia para explicar as supernovas do tipo 1a, que podem acontecer em até metade deste tempo. O astrônomo chinês Bo Wang, do Observatório Nacional da Academia Chinesa de Ciências, investigou o fenômeno com cálculos que envolveram cerca de 2,6 mil pares de estrelas anãs brancas e estrelas companheiras. A equipe de Wang descobriu que se a estrela companheira é uma "estrela de hélio", a estrela anã consegue sugar sua massa mais rapidamente, criando uma supernova em menos de 100 milhões de anos.  "Antes desta investigação, não havia modelo para explicar o surgimento de uma população tão jovem de supernovas do tipo 1a, e nenhum conhecimento de como isso acontecia em tantos números", disse um dos autores do estudo, Xuefei Chen, à BBC. Chen disse que a sugação de massa de estrelas de hélio produz a maioria das supernovas do tipo 1a observadas, mas não todas. Mas ele diz que a descoberta pode ter impacto nos estudos sobre evolução química das galáxias e sobre distâncias cosmológicas. A equipe pretende estudar agora o surgimento em "alta velocidade" de estrelas de hélio, que seriam sobras das supernovas do tipo 1a.
Fonte: http://www.bbc.co.uk

A Galáxia de Andromeda

final do verão e o início do outono no hemisfério norte é um grande momento para se observar a galáxia de Andromeda, a M31. A foto acima foi feita na Áustria no final de Agosto de 2011, local que teve algumas noites claras, sem Lua, com transparência perfeita. A M31 estava realmente maravilhosa. Como pode ser visto na foto acima, as regiões em azul são estrelas que são quentes e jovens. As regiões em vermelho são as regiões de hidrogênio-alfa (H II), regiões onde as estrelas azuis estão nascendo. Observações da M31 feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer em 2006 revelaram que a nossa galáxia vizinha contém aproximadamente um trilhão de estrelas. Isso é no mínimo 2 vezes e meia no número de estrelas encontradas na Via Láctea, onde estima-se existam entre 200 e 400 bilhões de estrelas.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://www.cienctec.com.br/
http://epod.usra.edu/blog/2011/10/andromeda-galaxy.html

Encontrado asteroide em formato de ampulheta

A ampulheta espacial é formada por dois objetos distintos, orbitando um em torno do outro, eventualmente se tocando.[Imagem: Pedro Lacerda]

Objeto do Cinturão de Kuiper

Astrônomos encontraram um asteroide em formato de ampulheta, um relógio de areia. O corpo celeste é um "objeto do Cinturão de Kuiper", um membro de uma enorme gama de rochas dos mais diversos tamanhos que orbita o Sol além de Netuno. Os cientistas acreditam que os objetos do Cinturão de Kuiper são os "fósseis" mais bem preservados da origem do Sistema Solar.

Ampulheta espacial

O Dr. Pedro Lacerda e seus colegas da Universidade de Belfaste acreditam que a "ampulheta espacial" seja formada por dois objetos distintos, orbitando um em torno do outro, eventualmente se tocando. O conjunto foi batizado de 2001QG298.   "Imagine que você cole dois ovos ponta com ponta - este é aproximadamente o formato do 2001QG298. Ele se parece com um relógio de areia," disse Lacerda. Mas sua distância é grande demais para que os astrônomos obtenham muito mais detalhes.  "É impossível dizer a partir das observações originais se a rotação e o plano orbital do 2001QG298 estão alinhados ou perpendiculares, isto é, se o objeto gira horizontalmente como as lâminas de um helicóptero ou roda verticalmente como a hélice de um avião," disse Lacerda.

Binários

O mais interessante é que os astrônomos acreditam que essas ampulhetas rochosas são bastante comuns. Quando Scott Sheppard e David Jewitt observaram o 2001QG298 pela primeira vez, em 2004, eles calcularam que 10% de todos os objetos do Cinturão de Kuiper são binários - mas eles estimaram que suas rotações eram aleatórias. Só agora Lacerda e sua equipe descobriram o giro preciso do binário, mantendo sua forma de relógio de areia.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Japeto - Lua de Saturno

 Japeto é uma das luas de Saturno mais estranhas. A sua densidade é semelhante à de Rea, indicando que tem uma pequena quantidade de materiais rochosos. O seu lado da frente é escuro com uma cor ligeiramente avermelhada enquanto o seu lado de trás é brilhante. A superfície escura é composta por matéria que tanto pode ter sido capturada do espaço ou ejectada do interior da lua. A verdadeira razão é ainda desconhecida. A matéria escura pode ser uma fina camada de matéria orgânica talvez semelhante às substâncias complexas encontradas nos meteoritos mais primitivos. No entanto, não há crateras com arestas vivas no hemisfério escuro. Se a camada de material escuro é fina, deve ser constantemente renovado porque o impacto de um meteoro iria penetrar através da camada e revelar o material mais brilhante da superfície. A matéria escura pode ter sido originada de Febe, que tem um albedo muito baixo. Impactos de micrometeoritos poderiam expelir material de Febe que seria então capturado por Japeto. (Febe, no entanto, tem uma cor ligeiramente diferente da cor da superfície escura de Japeto.) O facto de o material estar no hemisfério da frente parece suportar esta teoria. Pelo contrário, a matéria escura parece estar concentrada no interior das crateras. Isto poderia indicar uma origem interna. Por Japeto estar tão longe de Saturno, pode ter sido formado com gelo de metano e de amónia do seu interior. A matéria escura pode ser explicada por erupções de metano do seu interior. Esta teoria é suportada pelo anel escuro de matéria com cerca de 100 quilómetros (62 milhas) de diâmetro que atravessa a borda entre os hemisférios da frente e de trás de Japeto. Anéis deste tipo formaram-se igualmente na Lua e em Marte quando matéria escura vulcânica preencheu as crateras de impacto à volta do pico central.
Fonte: http://www.solarviews.com/portug/iapetus.htm

O ALMA abre os olhos

O telescópio fez a melhor imagem já obtida das galáxias Antena apenas em operações de teste.Foto: ESO/Divulgação
O Alma, sigla do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, o observatório astronômico mais complexo já construído, abriu oficialmente as suas portas aos cientistas. A primeira imagem divulgada pelo telescópio, que ainda está em fase de construção, revela uma visão do universo que não poderia ser observada por telescópios ópticos ou infravermelhos. Milhares de astrônomos de todo o mundo competiram entre si para poderem estar entre os primeiros a explorar com esta nova ferramenta alguns dos mais escuros, mais frios, mais longínquos e mais escondidos segredos do cosmos. Atualmente, a rede do Alma é composta por cerca de apenas um terço das 66 antenas de rádio previstas, com separações entre si de no máximo 125 metros, em vez dos até 16 km possíveis. A rede encontra-se em crescimento no planalto do Chajnantor, no norte do Chile, a uma altitude de 5 mil metros. No entanto, mesmo em construção, o Alma já tornou-se o melhor telescópio do seu tipo - como demonstrado pelo incrível número de astrônomos que pediram tempo de observação do Alma. O Alma observa o universo nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro, aproximadamente mil vezes maiores que os comprimentos de onda da radiação visível. Utilizando estes comprimentos de onda maiores os astrônomos podem estudar objetos no espaço extremamente frios - tais como as nuvens densas de gás e poeira cósmicas, a partir das quais se formam estrelas e planetas - assim como objetos muito distantes, situados no universo primitivo.

Um telescópio diferente

O Alma é radicalmente diferente dos telescópios que observam no óptico e no infravermelho. Este instrumento consiste numa rede de antenas ligadas entre si que funciona como um único telescópio gigante, detectando comprimentos de onda muito maiores que os da radiação visível. É por isso que as suas imagens não se parecem nada com as fotografias do cosmos mais familiares a que estamos habituados. A maior parte das observações utilizadas para criar a primeira imagem - feita em operações de teste - foram obtidas com apenas doze antenas trabalhando em simultâneo - muito menos do que as que serão utilizadas nas primeiras observações científicas - e com as antenas também muito mais próximas umas das outras. Estes dois fatores combinam-se para nos dar nesta primeira imagem apenas uma ideia do que serão as futuras observações com este telescópio. Mas já se trata da melhor imagem no milímetro/submilímetro já obtida das galáxias Antena. A foto revela enormes concentrações de gás não apenas nos centros das duas galáxias mas também na região caótica onde elas colidem. Ali a quantidade total de gás corresponde a bilhões de vezes a massa do nosso Sol - um reservatório rico em matéria para gerações futuras de estrelas.

Futuros projetos

O Alma apenas pôde aceitar cerca de uma centena de projetos para esta primeira fase de nove meses de observações científicas iniciais. No entanto, ao longo dos últimos meses, astrônomos de todo o mundo submeteram mais de 900 propostas de observação. Esta quantidade de propostas bateu um novo recorde para um telescópio. Os projetos foram escolhidos com base no seu mérito científico, a sua diversidade regional e na sua relevância relativamente aos objetivos científicos principais do Alma.
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