4 de out de 2011

Sombra da lua cria ondas acústicas na Terra

Segundo um novo estudo, a sombra da lua cria ondas na atmosfera da Terra que viajam a mais de 300 quilômetros por hora. Esse efeito já tinha sido descoberto no início de 1970, mas os cientistas só foram capazes de observá-lo agora, durante o eclipse solar total de 22 de julho de 2009. Os pesquisadores descobriram que as ondas acústicas, também conhecidas como ondas sonoras, na atmosfera superior da Terra se acumulam ao longo das bordas à esquerda e à direita da sombra da lua, conforme ela se move através da Terra, como as ondas produzidas por um navio navegando a água. Os cientistas não encontraram apenas a característica de “onda de proa” prevista, mas também a “onda de popa” ao lado do equador, bem como a onda de popa por trás da sombra da lua.

Os pesquisadores usaram uma rede de receptores GPS baseados em terra para acompanhar o eclipse de 2009, que passou sobre o Japão e Taiwan. Eles perceberam que ondas acústicas foram geradas ao longo das bordas da sombra da lua, em uma parte da atmosfera superior da Terra conhecida como ionosfera. Havia uma diferença de tempo de 30 minutos entre a chegada das ondas de “proa” e “popa”. Este número sugere que, se a sombra da lua fosse de fato de um navio, teria 1.712 quilômetros de comprimento. Segundo os pesquisadores, as ondas são produzidas pelas disparidades de temperatura criadas na Terra durante um eclipse solar, que ocorre quando a lua bloqueia a passagem da luz do sol.

As partes da Terra sombreadas pela lua esfriam naturalmente, e essa diferença de temperatura gera as ondas acústicas. As ondas se movem a cerca de 361 quilômetros por hora, mais lentamente do que a disparidade de temperatura que dá origem a elas. É por isso que se acumulam ao longo da borda do caminho da lua. O próximo eclipse solar total visto da Terra, quando a lua bloqueará totalmente o sol, acontecerá dia 13 de novembro de 2012, embora a totalidade só será visível a partir do norte da Austrália e em partes da região do Oceano Pacífico. O próximo eclipse parcial do sol vai ocorrerá em 25 de novembro de 2011, mas só será visível a partir da Antártica, Tasmânia, Nova Zelândia e sul da África Austral.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Galeria de Imagens:10 fotos espaciais vencedoras do concurso Melhor Fotógrafo de Astronomia 2011

O concurso Fotógrafo de Astronomia 2011 da National Geographic desse ano trouxe belezas espaciais incríveis a nosso conhecimento. Conheça algumas das fotos premiadas:

Vencedor Absoluto: “Júpiter e suas luas” / Fotografia cedida por Damian Peach
Um retrato incrivelmente claro do rei do nosso sistema solar, Júpiter, ganhou honras superiores na competição Fotógrafo de Astronomia 2011. O vencedor tirou a foto do Caribe, capturando não somente as faixas de nuvens do planeta, mas também os discos de duas de suas maiores luas, Ganimedes (superior direito) e Io. A captura ganhou o primeiro lugar na categoria “Nosso Sistema Solar”, bem como o título de vencedor. Parece uma imagem do Hubble. O detalhe das nuvens e das tempestades de Júpiter é incrível, e o fotógrafo também conseguiu capturar detalhes de duas das luas do planeta, o que é notável para uma imagem tirada do chão.

Vencedor de Espaço Profundo: “Remanescente da Supernova Vela” / Fotografia cedida por Marco Lorenzi
Pendurada num dos anéis da constelação de Cygnus, o cisne, está a nebulosa remanescente da supernova Vela – tudo o que resta de uma estrela que explodiu há 12 mil anos. A estrutura parecida com uma teia, que fica a mais de 800 anos-luz da Terra, é vista em expansão através de um campo de estrelas na foto vencedora da categoria “Espaço Profundo”. O mais impressionante das remanescentes são suas diferentes composições. Afinal, vários dos tijolos de construção da vida são criados durante esses eventos apocalípticos.

Vice-campeão de Terra e Espaço: “Presença Divina” / Fotografia cedida por Ole Christian Salomonsen
O céu noturno está inundado com uma fina camada de auroras verdes, acima da paisagem árida da Noruega, como se vê na segunda colocada da categoria “Terra e Espaço”.  O fotógrafo agarrou os fogos de artifício cósmicos, quando o campo magnético da Terra foi fustigado por partículas carregadas que saem da superfície do sol. Como partículas solares foram canalizadas para atmosfera do nosso planeta, elas colidiram com as moléculas de oxigênio e nitrogênio, fazendo com que elas brilhassem como cortinas de luz dançantes.

Vencedor de Terra e Espaço: “Paraíso Galáctico” / Fotografia cedida por Tunç Tezel
O Triângulo de Verão e o arco da Via Láctea elevados acima das colinas ao longo da costa de Mangaia venceu a categoria “Terra e Espaço”. O fotógrafo costurou digitalmente um mosaico de nove fotos de 30 segundos de exposição através do céu. Ao fazer isso, ele capturou a luz combinada de centenas de milhões de estrelas que compõem os “braços” da Via Láctea. A imagem tem uma sensação verdadeiramente mágica. É muito bonita a forma como os campos ricos de estrelas da Via Láctea parecem seguir a linha do horizonte. Uma olhada mais atenta pode, ainda, observar muitas nebulosas rosas aninhadas dentro dos braços espirais da nossa galáxia.

Menção Honrosa de Espaço Profundo: “Dragões do Ara Lutando” / Fotografia cedida por Michael Sidonio
Conhecidas como os Dragões de Ara Lutando, duas nuvens de gás coloridos parecem estar posando em posição de ataque em uma imagem que recebeu menção honrosa na categoria “Espaço Profundo”. O fotógrado capturou tons sutis de roxo, laranja e verde da gigantesca nuvem de gás e poeira, que fica 4 mil anos-luz da Terra, no sul da constelação de Ara. A nuvem molecular de 300 anos-luz de largura está sendo moldada pela radiação de jovens estrelas massivas formadas em seu interior durante milhões de anos.

Vice-Campeão de Jovens Astrônomos: “Céu Noturno Estrelado” / Fotografia cedida por Nicole Sullivan
A fotógrafa vice-campeã de Jovens Astrônomos tem 15 anos e capturou centenas de traços circulares de estrelas acima das montanhas. Em uma imagem de longa exposição, as estrelas parecem girar em torno de um ponto, destacando a rotação do planeta em seu eixo.

Vice-Campeão de Pessoas e Espaço: “Caça à Lua” / Fotografia cedida por Jean-Baptiste Feldmann
A lua crescente ofereceu ao fotógrafo a oportunidade perfeita para criar uma lúdica silhueta, e o resultado lhe rendeu o segundo lugar na categoria “Pessoas e Espaço”. Durante a lua crescente, a luz solar que atinge parte da lua cria uma forma curva, enquanto a parte mais escura do disco ainda é visível graças à luz refletida da Terra, conhecida como brilho da Terra.

Vencedor de Jovens Astrônomos: “Eclipse Lunar e Ocultação” / Fotografia cedida por Jathin Premjith
O disco da lua cheia ficou vermelho sangue acima da Índia, como se vê nesta foto do vencedor de 15 anos da categoria Jovens Astrônomos. O eclipse total da lua ocorre cerca de duas vezes por ano, quando a lua entra na sombra em forma de cone produzida pela Terra. Os tons avermelhados projetados na superfície da lua são criados pela luz solar através da refração da atmosfera da Terra, que está cheia de poeira e poluição.

Vencedor de Pessoas e Espaço: “Observação de Estrelas” / Fotografia cedida por Jeffrey Sullivan
O fotógrafo recebeu o título de vencedor da categoria “Pessoas e Espaço” com seu autorretrato, tirado de um morro remoto nas montanhas de Sierra Nevada. O campo da Via Láctea que se estende sobre a cabeça dele é apenas um dos dois principais braços espirais que compõem a nossa galáxia, que contém mais de cem bilhões de estrelas. A imagem coloca a humanidade em perspectiva, lembrando como somos uma pequena parte do universo.

Vice-Campeão de Espaço Profundo: “Trio do Leão” / Fotografia cedida por Edward Henry
Este “retrato de família” de três galáxias – conhecidas como Trio do Leão – ganhou o segundo lugar na categoria “Espaço Profundo”. Localizadas a 35 milhões de anos-luz da Terra, cada uma dessas galáxias espirais é inclinada em um ângulo diferente da nossa linha de visão. Isto oferece vários pontos de vista das estruturas das galáxias espirais, incluindo os nós e faixas de poeira escura, onde as novas gerações de estrelas estão se formando.
Fonte: http://hypescience.com
[NationalGeographic]

Astronomia de A a Z: saiba o que é hipernova, ano-luz e quasar

Cientistas não poupam esforços para entender o universo.Foto: Nasa/Divulgação
Você sabe a diferença entre nova, supernova e hipernova? A distância de um parsec (ou como os astrônomos chegaram a ela) é algo que lhe incomoda? Não consegue dormir antes de descobrir de qual estado da matéria o Sol é feito? Para resolver esses problemas, Terra criou um pequeno guia que tenta desvendar, de forma simples e direta, algumas das questões mais comuns e necessárias na astronomia. Clique no link e desvende os mistérios da astronomia.

http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/ciencia-de-a-a-z/

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia

Três cientistas que descobriram a expansão acelerada do Universo levam Nobel de Física 2011

Saul Perlmutter, Adam Riess e Brian P. Schmidt dividirão o prêmio de R$ 2,7 milhões
Três cientistas norte-americanos que, estudando supernovas distantes, descobriram que a taxa de expansão do Universo se acelera - e não diminui, como o esperado - ganharam o Prêmio Nobel de Física de 2011. Saul Perlmutter, Adam Riess e Brian P. Schmidt dividirão o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,5 milhão ou R$ 2,7 milhões).

Perfis

Saul Perlmutter nasceu em 1959, em Champaign-Urbana, no estado do Illinois, e atualmente trabalha como astrofísico no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e é professor do departamento de Física da Universidade da Califórnia. Entre outros projetos, ele lidera um dos estudos que realizou o achado sobre a expansão acelerada do universo. O cientista, que já ganhou diversos prêmios por suas pesquisas, é membro da Academia Americana de Artes e Ciências e da Academia Nacional das Ciências dos EUA. Em 2003, ele foi eleito membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
Brian Schmidt nasceu em 1967, em Missoula, no estado de Montana, e atualmente é astrofísico do observatório Mount Stromlo da Universidade Nacional da Austrália, centro de pesquisas sobre supernovas. Por sua trajetória, ele já foi agraciado por vários prêmios importantes.
Adam Riess nasceu em 1969 na capital americana, Washington, e desde 1999 trabalha como astrofísico no Instituto Científico de Telescópios Espaciais da Universidade John Hopkins. O cientista, que também já foi laureado diversas vezes por suas pesquisas, recebeu em 2008 a prestigiada bolsa de estudos MacArthur "Genius" e foi nomeado membro da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos. Em 1998, as pesquisas de duas equipes diferentes a comunidade científica com seus resultados. Uma das equipes, foi liderada por Saul Perlmutter (que recebe metade do prêmio), a outra foi liderada por Brian Schmidt, com a participação crucial de Adam Riess (que dividem a outra metade do prêmio).

A descoberta de que o Universo está em expansão acelerada é surpreendente e não era imaginada, embora os cientistas soubessem desde a década de 1920 que o Universo estava se expandindo após o Big Bang, todos acreditam que a taxa estaria em desaceleração. Acredita-se que a aceleração seja provocada pela matéria escura, embora ela permaneça um enigma até hoje e saibamos apenas que ela contribui com cerca de três quartos da matéria do Universo e funciona como uma espécie de gravidade às avessas.
O Supernova Cosmology Project, da Universidade de Berkeley, e O High-z Supernova Search Team, da Universidade Nacional da Austrália, estavam mapeando o Universo em busca de suas supernovas mais distantes, para tentar demonstrar que a expansão do universo estava se desacelerando. Procurando por supernovas do Tipo Ia - que é a explosão de uma anã branca, uma estrela tão pesada quanto o Sol, mas tão pequena quanto a Terra e que, portanto, emite muita luz. Os astrônomos das duas equipes começaram a analisar o universo na busca de supernovas distantes, usando como método a comparação de imagens de um mesmo pedaço do espaço, registradas com três semanas de diferença, já que as explosões destas estrelas são violentas, mas breves. Depois comparavam as duas imagens na busca de algum ponto de luz que pudesse ser um sinal de uma supernova em uma galáxia distante. A falta de confiabilidade nas supernovas Ia, as interferências na luz provocadas pelo pó cósmico e o árduo trabalho de encontrar o tipo adequado de estrelas, medir seu brilho e analisar sua curva de luz exigiu um enorme trabalho e envolveu um grande número de cientistas. No final, as duas equipes encontraram mais de 50 supernovas cuja luz era mais fraca que o esperado, indicando que o Universo estava em expansão de forma acelerada, ao contrário do que se esperava. A aparição de telescópios mais sofisticados no início da década de 1990, assim como computadores mais potentes e novos sensores digitais de imagem abriram a possibilidade de desvendar mais detalhes sobre o enigma do universo.

Códigos QR: Não São Para Olhos Humanos

Créditos e direitos autorais : Kaywa QR Code Generator (Free)
Esse tipo de comunicação não foi feita para olhos humanos. Nem mesmo serve para se comunicar com alienígenas. Essa é uma tentativa de se comunicar com o seu telefone celular inteligente. As câmeras presentes na maioria dos chamados smartphones podem imagear o código Quick Response, ou QR acima e então por meio de aplicativos comuns pode dizer a você o que significa. Algumas vezes, o código decifrado irá revelar para você uma página na internet, e prontamente o smartphone lhe pergunta se você deseja acessar tal endereço para aprender mais sobre o objeto. Códigos QR são análogos bidimensionais aos códigos de barras que podem ser escaneados em qualquer direção e até toleram alguns tipos de erros. Esses códigos estão sendo usados muito como portas entre objetos reais e informações baseadas na web sobre os objetos, e estão aparecendo nos lugares mais inusitados. Qualquer um pode criar um código QR a partir de um serviço gratuito e on-line, imprimir o código e afixar em qualquer objeto. Embora não seja usado para se comunicar com os alienígenas os códigos QR empregam alguns atributos comuns às famosas tentativas de comunicação com os alienígenas. Tente descobrir o que o código QR acima significa.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/astropix.html
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