5 de out de 2011

Imagem Histórica Mostra o Local de Pouso da Sonda Phoenix em Marte em 2008

Para não dizer que não falei das flores, ou melhor de Marte, hoje, vou trazer aqui, esporadicamente algumas coisas históricas sobre a exploração do Planeta Vermelho. A imagem de hoje vem da já morta missão Phoenix e foi feita em Maio de 2008. Na realidade essa imagem mostra uma elipse azul que demarcava o local de pouso do Phoenix Mars Lander, um robô que explorou Marte e que fez grandes descobertas como poderá ser acompanhado por aqui. Esse local de pouso fica nas planícies árticas de Marte. A elipse tem 60 km de comprimento e 20 km de largura. Na época esperava-se que a sonda chegasse no centro da elipse. Os dois pontos escuros que podem ser vistos na parte superior esquerda da elipse são dois montes de rochas conhecidos informalmente como A Colina, e possuem poucos metros de altura e mais de um quilômetro de diâmetro. A identificação circular bem marcada fora da elipse na parte superior direita é uma cratera de impacto conhecida como Heimdall, nome esse dado em homenagem ao protetor dos deuses na mitologia nórdica.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=19725
http://phoenix.lpl.arizona.edu

O Que é o Mar Undarum na Lua?

Imagem deixada por Stefan Lammel, Uxbridge, Inglaterra; imagem direita da Clementine
Os mares irregulares encontrados na Lua, normalmente são pequenos e parecem ocorrer ao acaso. Mas algumas coisas na Lua não tem uma história, então, qual é o caso do Mare Undarum? A imagem da esquerda acima foi feita da Terra por um telescópio e mostra o Undarum com uma aparência aproximadamente circular, se você olhar a imagem do lado, feita pela sonda Clementine verá que essa forma é legítima. O Undarum possui um retalho de material escuro de mar que preencheu os pontos mais baixos do relevo, como antigas crateras e como o Australe, as crateras mais jovens, como a Dubiago, a Condorcet P e F e a Firmicus na parte central esquerda da imagem. A forma circular, sugere que o material de mar preencheu uma pequena bacia da Lua mas não existem evidências, além das lavas, que sugerem que ali existia uma depressão anteriormente. Além disso, mapas topográficos da região mostram que ali é uma área alta, e um mapa de espessura crustal nos dá a evidência de um afinamento como abaixo das bacias de impacto. Para achar uma pista de por que o Undarum existe nós precisamos de uma perspectiva mais regional. O Undarum, como o Spumans, o Bonitatis e o Anguis são todos pedaços de pequenos mares fora da anel montanhoso principal da bacia de impacto Crisium. Embora seja difícil de ver ao sul da Crisium, um anel de bacia maior é claramente observado a norte da bacia. Todos esses pequenos mares estão entre os dois anéis da Bacia Crisium. Fraturas profundas associadas com a bacia permitem que o magma facilmente surja na superfície e se deposite nos pontos de topografia mais baixa.

As Primeiras Estrelas do Universo

A primeira estrela surgiu há aproximadamente 14 bilhões de anos, em um universo mais misterioso. Menor e mais denso do que hoje, o universo era todo escuro e continha quase que só hidrogênio e hélio, além de uma pequena quantidade de lítio. As primeiras estruturas cósmicas provavelmente tinham a forma de uma rede de filamentos. Protogaláxias, sistemas de pequena escala de mais ou menos 30 a cem anos-luz de uma extremidade a outra, acumularam-se nos nós dessa rede. No interior das protogaláxias, as regiões mais densas do gás entraram em colapso para formar as primeiras estrelas. Simulações em computador mostram que as primeiras estrelas devem ter surgido entre cem milhões e 250 milhões de anos depois do Big Bang. Elas se reuniram em sistemas chamados protogaláxias, que evoluíram a partir de flutuações de densidade no começo do universo. Como as protogaláxias não continham virtualmente nenhum elemento além de hidrogênio e hélio, a física de formação de estrelas favoreceu a criação de corpos que eram muitas vezes mais densos e luminosos que o Sol. A radiação das primeiras estrelas ionizou o gás hidrogênio à sua volta. Algumas estrelas explodiram como supernovas, dispersando elementos pesados por todo o universo. As estrelas mais densas transformaram-se em buracos negros. À medida que as protogaláxias se fundiram para formar galáxias, os buracos negros possivelmente se concentraram no centros galácticos.

Como procurar vida em outros planetas?

Astrônomos anunciaram a descoberta de mais de 50 planetas extrassolares, e 16 deles foram classificados como as chamadas super-Terras. Entre as super-Terras, a chamada HD 85512b tem animado os astrônomos de todo o mundo, pois fica na beira da zona habitável de sua estrela-mãe, o que sugere condições favoráveis para a vida. Mas porque é que uma determinada posição de um planeta é tão importante para a vida? E se há vida em HD 85512b, como os astrônomos poderiam confirmar a sua existência?

A zona habitável - Também conhecida como zona Cachinhos Dourados, a zona habitável é uma região do espaço em torno de uma estrela adequada para a existência de água líquida – e consequentemente a vida, da maneira que conhecemos. Os planetas nessa região não estão nem em um local tão quente, o que faria a água ferver, nem tão frio, o que congelaria a água. Essa região é diferente para cada local no universo, pois depende também da quantidade de calor que cada estrela emite. Mas não é necessário apenas estar na zona Cachinhos Dourados para que um planeta se torne potencialmente habitável. Primeiramente, os astrônomos acreditam que os planetas habitáveis são terrestres (rochosos). Além disso, um planeta não poderia ser muito pequeno para abrigar vida, pois não seria capaz de segurar gravitacionalmente alguma atmosfera. O HD 85512b atende essa condição: tem cerca de 3,6 vezes a massa da Terra, um tamanho bastante confortável para um planeta habitável.

Analisando atmosferas - Uma vez que os astrônomos tenham descoberto um planeta rochoso na zona habitável de uma estrela, o próximo passo é analisar sua atmosfera em busca de pistas da vida. Infelizmente, a leitura da atmosfera de HD 85512b e das outras super-Terras ainda não é possível: as tecnologias de hoje só são capazes de inspecionar as atmosferas de grandes planetas, como Júpiter. Mas na falta de tecnologias mais precisas, são utilizadas outras maneiras de detecção de atmosferas em planetas. O primeiro passo para isso é comparar o espectro de uma estrela isoladamente – ou seja, os diferentes comprimentos de onda de luz que vem dela – com o espectro da estrela quando um planeta está na frente dela. Se o planeta em trânsito não tiver atmosfera, ele irá bloquear a mesma quantidade de luz das estrelas em todos os comprimentos de onda. Por outro lado, se um planeta tem uma atmosfera, os gases irão absorver a luz da estrela em comprimentos de onda específicos. A partir dos padrões de absorção dos diferentes tipos de átomos e moléculas que constituem a atmosfera – como oxigênio e nitrogênio – os astrônomos podem descobrir que elementos existem na atmosfera. Embora o oxigênio não seja um fator isoladamente determinante para a vida, encontrar esse gás na atmosfera de um planeta, principalmente em grandes proporções, pode ser um bom indicador de vida. A melhor maneira para pesquisar as super-Terras daqui para frente e encontrar novos indicadores de vida como a atmosfera será com radiotelescópios do projeto SETI.

Olhando para o futuro - Os astrônomos estão buscando novas tecnologias e métodos para auxiliar a busca pela vida extraterrestre, como o Terrestrial Planet Finder (TPF) proposto pela NASA. Essas sondas espaciais poderiam direcionar imagens diretamente para um planeta extrassolar. Uma das técnicas envolveria um telescópio espacial muito grande, com lentes especiais para bloquear a luz de uma estrela, o que permitiria aos astrônomos estudar as propriedades de qualquer planeta que a orbita. O projeto foi recentemente cancelado pela NASA. Uma grande decepção para os astrônomos e entusiastas científicos, mas será que o projeto poderia ser retomado? Alguns astrônomos se dizem esperançosos, afirmando que assim que houver financiamento necessário, o TPF sairá do papel.
Fonte: http://hypescience.com/category/astronomia/
[Life'sLittleMysteries]

Asteroide Vesta tem montanha maior que o monte Everest

A sonda Dawn obteve esta imagem da gigante asteróide Vesta com sua câmera de enquadramento em 24 de julho de 2011. Foi tirada a uma distância de cerca de 3.200 milhas (5.200 km). Crédito: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA
A sonda Dawn, da NASA, está orbitando o gigante asteroide Vesta e revelando novos detalhes sobre a superfície da enorme rocha do cinturão de asteroides. A mais recente descoberta é uma enorme montanha mais alta do que a maior montanha da Terra, o monte Everest. A montanha encontrada é localizada no pólo sul de Vesta e é maior do que o Havaí. É quase tão alta quanto a maior montanha (e vulcão) do sistema solar, o Monte Olimpo, em Marte, que se estende por 24 mil metros acima da superfície. Na Terra, o maior vulcão tem 9 mil metros, incluindo a parte do vulcão submarino que se estende ao fundo do mar. Já o monte Everest, a montanha mais alta da Terra acima do nível do mar, tem reles 8,8 mil metros de altura. Dawn está circulando Vesta desde meados de julho e até agora tem enviado surpreendentes imagens do asteroide, mostrando que a superfície do local é incrivelmente diversificada. A sonda da NASA também revelou que a superfície de Vesta parece ser muito mais dura do que a da maioria dos asteroides do cinturão – a vasta região repleta de rochas espaciais entre as órbitas de Marte e Júpiter. Além disso, as estimativas preliminares indicam que as crateras do hemisfério sul são muito mais jovens do que as do norte, com aproximadamente apenas um a dois bilhões de anos. Depois de um ano estudando Vesta, a sonda Dawn deve sair para explorar Ceres, o maior asteroide do sistema solar. Vesta, que tem aproximadamente 530 quilômetros de diâmetro, é o segundo maior corpo no cinturão de asteroides, e é o mais brilhante asteroide em nosso sistema solar. Agora, os cientistas estão estudando as crateras e serras de Vesta, e esperam mapear toda a superfície iluminada do asteroide até o fim do ano.
Fonte: http://www.space.com/

Europa aprova missão que se aproximará como nunca antes do Sol

Agência espacial europeia enviará sonda para descobrir fenômenos físicos do Sol em 2017
Imagem captada em 2003 mostra com detalhes erupção solar. Projeto do Esa vai se aproximar ainda mais do Sol.Foto: ESA
A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou nesta terça-feira (04) o lançamento do programa Orbiter, missão espacial que se aproximará como nunca antes do sol para estudar fenômenos físicos do astro. A missão foi aprovada nesta terça-feira pelo Comitê para o Programa Científico da ESA, que também anunciou o projeto do telescópio Euclid, equipamento concebido para analisar as zonas mais escuras do Universo. Um dos diretores da agência especial, Alvaro Gimenéz, disse que as duas missões mostram a preferência da ESA por pesquisas e observações que tenham reflexo na vida das pessoas.  "A Orbiter se aproximará mais do sol do que nenhuma outra missão no passado. Esse projeto produzirá um avanço importante no conhecimento de como o sol atua em seu entorno e na Terra", informou a agência em comunicado. A sonda se aproximará tanto da estrela ei que será possível captar partículas conhecidas como vento solar logo após elas saírem do sol. Giménez disse que o estudo possibilitará um maior entendimento de como o astro afeta as comunicações radiofônicas e as redes elétricas. A missão sairá de Cabo Canaveral em 2017 a bordo de um foguete Atlas da Nasa. Já a Euclid será enviada ao espaço dois anos depois por uma plataforma de lançamento russa na base de Kuru, na Guiana Francesa. Com o equipamento, os cientistas esperam conhecer melhor fenômenos como a aceleração do Universo. O telescópio fará uma cartografia em grande escala do cosmos como nunca foi feita antes, assinalou a ESA. "A Euclid revelará a história da expansão do Universo e o crescimento de sua estrutura nos três últimos quartos de sua existência", afirmou a agência.

ESA anuncia duas novas missões de exploração do espaço

Um deles, o projeto Euclid, tem o objetivo de analisar as zonas mais escuras do Universo, descobrindo mais sobre a matéria escura e sobre a expansão acelerada do Universo
A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou na terça-feira, 4, dois novos projetos de exploração espacial. O projeto do telescópio Euclid tem o objetivo de analisar as zonas mais escuras do Universo, descobrindo mais sobre a matéria escura e sobre a expansão acelerada do Universo. Já o lançamento do programa Orbiter, missão espacial que se aproximará como nunca antes do sol para estudar fenômenos físicos do astro. As missões foram aprovadas pelo Comitê para o Programa Científico da ESA. Um dos diretores da agência especial, Alvaro Gimenéz, disse que as duas missões mostram a preferência da ESA por pesquisas e observações que tenham reflexo na vida dos cidadãos. "A Orbiter se aproximará mais do sol do que nenhuma outra missão no passado. Esse projeto produzirá um avanço importante no conhecimento de como o sol atua em seu entorno e na Terra", informou a agência em comunicado. A sonda se aproximará tanto do astro rei que será possível captar partículas conhecidas vento solar, logo após elas saírem do sol. Giménez disse que o estudo possibilitará um maior entendimento de como o astro afeta as comunicações radiofônicas e as redes elétricas. A missão sairá de Cabo Canaveral em 2017 a bordo de um foguete Atlas da Agência Espacial Americana. Já a Euclid será enviada ao espaço dois anos depois por uma plataforma de lançamento russa na base de Kuru, na Guiana Francesa. Com o equipamento, os cientistas esperam conhecer melhor fenômenos como a aceleração do Universo. O telescópio fará uma cartografia em grande escala do cosmos como nunca foi feita antes, assinalou a ESA. "A Euclid revelará a história da expansão do Universo e o crescimento de sua estrutura nos três últimos quartos de sua existência", afirmou a agência.
Fonte: http://www.estadao.com.br
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