10 de out de 2011

Radiação Galáctica Proveniente de Explosões de Raios-Gama Pode Ter Originado Eventos de Extinção em Massa na Terra

Explosões de raios-gama originadas em explosões de supernovas e em colisões entre estrelas podem ter danificado a camada de ozônio da Terra no passado e levado a extinções em massa. A camada de ozônio da Terra protege o planeta de emissões perigosas como os raios ultravioletas que nos atingem e que podem causar mutações genéticas. Os pesquisadores estão procurando por uma relação entre explosões de raios-gama e extinções em massa registradas nos fósseis. Eventos de emissão de radiação interestelar curtos, parecem ser mais devastadores à medida que uma grnade quantidade de radiação é emitida.  “Nós descobrimos um tipo de explosão de raios-gama, a chamada explosão de raios-gama curta, que é provavelmente mais significante do que explosões de raios-gama maiores”, disse o astrofísico Brian Thomas da Universidade de Washburn. Essas explosões duram menos de um segundo e acreditam os cientistas elas tenham origem na colisão entre duas estrelas de nêutrons ou possivelmente na colisão entre dois buracos negros. Thomas procurou por efeitos de longo prazo das explosões na camada de ozônio e descobriu que o oxigênio livre e os átomos de nitrogênio poderiam se recombinar em óxidos nitrosos que de maneira continua depletariam o ozônio até que ele caísse na Terra na forma de chuva. A perda do ozônio nos afetaria de muitas formas, alterando as formas de vida na Terra, incluindo as plantas no solo e nos oceanos que formam a base da cadeia alimentar. Em outras galáxias, essas explosões curtas parecem acontecer aproximadamente uma vez a cada 100 milhões de anos. Os pesquisadores estão investigando isótopos como o ferro-60 nos registros geológicos da Terra como evidências desses eventos cósmicos.  “Eu estou trabalhando juntamente com alguns paleontólogos e nós estamos tentando achar correlações com as extinções em massa, mas eles estão céticos quanto a isso”, disse Thomas. “Mas para um astrofísico essas relações parecem ser bem plausíveis”, conclui o pesquisador.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=19919

NASA anuncia novidades sobre Mercúrio

Se juntássemos toda a cinza vulcânica presente na superfície de Mercúrio, seria suficiente para cobrir uma área duas vezes maior do que o estado de Goiás com uma camada de mais de 6.000 metros. Esse é apenas uma das novas revelações que pesquisadores da agência americana NASA fizeram, no último dia 30, sobre o primeiro planeta do sistema solar. As descobertas, em sua maioria, são mérito direto da sonda Messenger, de 446 milhões de dólares. É um artefato que está no espaço desde 2004, entrou na órbita de Mercúrio em março desse ano, e forneceu informações para sete relatórios sobre o planeta recentemente.
A faceta vulcânica de Mercúrio foi um dos pontos de maior destaque das novas pesquisas. Conforme apurou a sonda, através de imagens em alta definição, crateras de quase 2 quilômetros de profundidade foram cobertas de lava até a boca. Ao longo da história do planeta, que tem aproximadamente 4 bilhões de anos, houve a formação dessas “planícies” vulcânicas. Juntas, elas perfazem 6% da superfície de Mercúrio, o equivale a cerca de metade do território brasileiro, em área. Apesar de o planeta já ter uma idade considerável, os cientistas defendem que tais erupções foram relativamente rápidas. Eles afirmam não poder precisar se tais erupções aconteceram em questão de dias ou alguns poucos anos, mas garantem que certamente não foi um processo de milhões de anos. Um mapeamento de Mercúrio mostra que o planeta é coberto de crateras. Um exame mais aprofundado, feito pela NASA, observa que algumas dessas crateras são relativamente “frescas”, o que indica atividade vulcânica recente. Ainda não se havia observado, por exemplo, que grande parte da superfície é coberta de enxofre, proveniente das erupções. Esse conjunto de condições, combinado com a radiação solar, faz com que haja materiais voláteis em constante movimentação na superfície do planeta. O significado disso é simples: Mercúrio não está estático, e os levantamentos posteriores devem mostrar dados ainda desconhecidos. Além do enxofre, Mercúrio tem altas doses de potássio, tório e urânio. A radiação solar, que explica muito sobre certas características, colabora em outra revelação. Aparentemente, o planeta emite ondas constantes de raios gama, o que abre portas para novas teorias de como Mercúrio se originou. Há a ideia de que o planeta tem mais em comum com Vênus, Terra e Marte do que se imaginava. Outra novidade, que tem estimulado debates, é sobre a temperatura. Conforme o novo levantamento da NASA, Mercúrio não é tão quente quanto os astrônomos acreditam. Primeiro, porque uma temperatura muito alta iria carbonizar todos esses elementos voláteis que circulam na atmosfera. Além disso, está ganhando força entre os cientistas a ideia de que Mercúrio está, na verdade, esfriando ao longo do tempo. A sonda Messenger também investigou outro campo inexplorado sobre Mercúrio. Mais precisamente, o campo magnético. A base desse campo, como já se imaginava, é igual à da Terra: parte de eletricidade conduzindo fluidos por dentro de um núcleo metálico. No caso da Terra, é esse campo magnético que mantém o limite da atmosfera na distância em que está, e Mercúrio também tem essa vantagem. Mas o planeta, obviamente, não reúne várias outras condições para que haja vida.

Astrônomos encontram planeta perdido nos dados do Hubble

A estrela HR 8799 têm os únicos exoplanetas que foram fotografados diretamente - ou, pelo menos, os únicos que foram encontrados nas fotografias até agora.[Imagem: NASA; ESA; STScI, R. Soummer]

Vistos diretamente

Astrônomos descobriram dois planetas extrassolares - ou exoplanetas - reanalisando dados coletados pelo telescópio espacial Hubble em 1998. Esta é a segunda vez que isto acontece, e nos mesmos dados: em 2009, o astrônomo canadense David Lafreniere encontrou um planeta extrassolar no arquivo morto do Hubble. As duas descobertas são importantes porque representam os únicos casos de exoplanetas fotografados diretamente. Os exoplanetas são encontrados por meio variações na luz emitida por suas estrelas ou por pequenos "sacolejos" induzidos em sua órbita por seus planetas - desta forma, os astrônomos não conseguem vê-los diretamente, porque sua luz é fraca demais em comparação com a luz das suas estrelas. O que os cientistas fizeram foi criar uma técnica para "mascarar" a luz das estrelas, deixando os planetas visíveis.

Estudo das órbitas

Os dois planetas agora redescobertos já haviam sido identificados por outras técnicas, ao redor da estrela HR 8799, localizada a 130 anos-luz da Terra. A HR 8799 tem quatro planetas gigantes gasosos identificados até o momento, dos quais três já haviam sido fotografados antes pelo Hubble, mas só foram vistos, um em 2009, e dois agora, graças ao aprimoramento das técnicas para analisar os dados já coletados. O quarto provavelmente não poderá ser visto diretamente porque é o que orbita mais próximo da estrela, ficando na borda de sua corona, onde a luz é forte demais mesmo para as novas técnicas. A possibilidade de visualização do planeta em múltiplas imagens ao longo do tempo também permitirá o estudo de suas órbitas, o que é crucial para o entendimento dos sistemas planetários, que nem sempre são "bem-comportados" como o Sistema Solar.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

A Lua tem até 10 vezes mais titânio que a Terra, diz estudo

A Lua tem até 10 vezes mais titânio do que a Terra e é "colorida", revelaram nesta sexta-feira astrônomos que confeccionaram um novo mapa do satélite natural do nosso planeta a partir das imagens capturadas por um equipamento especial.  "Quando se olha para a Lua, parece que a superfície tem tons de cinza, pelo menos para o olho humano", informou em Nantes (oeste da França) Mark Robinson, da Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos), que observou a superfície lunar graças a instrumentos instalados na sonda de reconhecimento americana LRO. "Mas usando os instrumentos adequados, a Lua aparece cheia de cores", acrescentou Robinson, que acompanhou em Nantes, onde se realizou um congresso sobre o estudo dos planetas, a Brett Denevi, da Universidade John Hopkins de Baltimore (Maryland, Estados Unidos).  "As planícies lunares parecem avermelhadas em alguns lugares e azuis em outros. Apesar de tênues, estas variações coloridas nos dão importantes informações sobre a química e as transformações da superfície lunar. Demonstram que há ferro e titânio em abundância", acrescentou. O titânio, um metal resistente como o aço (ou até mais), mas quase duas vezes mais leve, é encontrado principalmente "em um mineral chamado ilmenita, que contém ferro, titânio e oxigênio", informaram os organizadores do congresso de Nantes, em um comunicado. "Mineradores do futuro que viverem e trabalharem na Lua poderiam quebrar a ilmenita para liberar estes elementos", acrescentaram.
Fonte: TERRA

Um Estranho Nascer do Sol Sobre a Argentina

Créditos e direitos autorais : Luis Argerich
Por que na imagem acima o Sol está nascendo de maneira tão estranha? Ninguém sabe ao certo. O que todos nós sabemos é que a imagem acima que mostra um nascer do Sol pouco comum foi registrada no mês de Setembro de 2011 desde Buenos Aires, na Argentina. O corpo de água visto em primeiro plano na imagem é o Rio de La Plata, considerado por muitos o rio mais largo da Terra. Embora a imagem acima seja na verdade uma combinação de uma exposição normal e de uma exposição muito curta necessária para evitar a super saturação causada pelo brilho do Sol, o fotógrafo viu essas estruturas com os próprios olhos, segundo seu depoimento, indicando que esse efeito não foi causado por reflexões ou distorções na lente da câmera. O que parece braços nessa monstruosa ilusão pode na verdade ser, por exemplo, nuvens de nível baixo, espessas o suficiente para espalhar a luz do Sol sem bloqueá-la completamente. Adicionalmente, a distorção visível na parte inferior da imagem do Sol pode indicar uma miragem do tipo Vaso Etrusco, ou uma Fata Morgana, miragem essa, possivelmente criada por uma curiosa camada refratora de ar localizada sobre a água. Fenômenos atmosféricos pouco comuns são frequentemente observados, e embora a maior parte deles possam ser explicados ou possa se tratar de algum fenômeno bem conhecido, outros, por falta de mais dados, continuam misteriosos como esse nascer do Sol na Argentina.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111010.html

Observações desafiam teorias sobre galáxias primordiais

Observações do Grande Telescópio das Canárias (GTC) contradizem as teorias mais aceitas até agora sobre como as galáxias eram quando o universo ainda era jovem. Segundo estudo conduzido pela Universidade da Flórida (Estados Unidos) e pelo GTC, as galáxias dos primórdios do universo são menos densas e compactas do que se pensava até agora. Segundo os pesquisadores, acreditava-se até agora que as galáxias do início do universo eram muito densas e compactas, sendo que, em algum momento misterioso, elas cresceriam. Os astrônomos da universidade americana e do observatório espanhol afirmam que essa visão era resultado de observações imprecisas de telescópios menos potentes, o que pôde ser corrigido pelo GTC. Os cientistas observaram quatro dessas galáxias primordiais (que estão muito distantes da Terra, a cerca de 9 bilhões de anos-luz) em um nível de detalhe inédito. Eles descobriram que elas eram seis vezes menos massivas, em média, do que se acreditava anteriormente. Os astrônomos Jesus Martinez e Rafael Guzman afirmam que as observações desmentem as teorias antigas, já que as galáxias não eram tão compactas quanto se pensava, nem passaram por mudanças tão drásticas. O resultado, dizem os cientistas, deve servir de exemplo para que sempre se questione os princípios previamente aceitos. O GTC é um dos maiores telescópios do planeta. Inaugurado em 2009, ele tem um espelho primário de 10,4 m e custou US$ 180 milhões. O estudo foi divulgado na publicação especializada Astrophysical Journal Letters
Fonte: TERRA

Mais escuro dos planetas quase não reflete luz

Planeta reflete apenas 1% da luz de sua estrela. Motivo ainda é mistério para os cientistas
Planeta gasoso é preto com um toque brilhante de coloração avermelhada-Foto: David A. Aguilar, CFA
Pode ser difícil imaginar um planeta mais escuro que carvão, mas isso é que astrônomos descobriram na Via Láctea com o telescópio espacial Kepler, da Nasa. Orbitando a cerca de 4,8 milhões de quilômetros de distância da sua estrela, o gigante planeta gasoso chamado TrES-2B é do tamanho de Júpiter, tem uma temperatura de 980 °C e aparentemente não reflete quase nada da luz que chega até ele, de acordo com um novo estudo.  “Sendo menos reflexivo que o carvão ou até mesmo que a tinta acrílica preta mais escura, é o planeta mais escuro já descoberto”, afirmou o principal autor da pesquisa David Kipping, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, Estados Unidos. E completou: “Se pudéssemos vê-lo de perto pareceria uma bola de gás quase preta, com um toque brilhante de coloração avermelhada – um exoplaneta verdadeiramente exótico”.

Kepler, o detector de planetas da Nasa -
A sonda Kepler, que orbita a Terra, foi desenvolvida especificamente para encontrar planetas fora do sistema solar. Mas em distâncias tão grandes – o TrES-2b, por exemplo, está a 750 anos luz de distância – não é tão fácil captar imagens. Em vez disso, a Kepler usa sensores de luz chamados fotômetros que monitoram continuamente dezenas de milhares de estrelas em busca de um escurecimento regular nelas. Tais variações no brilho estelar podem indicar que há um planeta passando em frente a uma estrela em relação à Terra, bloqueando uma parte da luz da estrela – nesse caso o planeta-carvão, está bloqueando surpreendentemente pouco dessa luz. Ao observar a TrES-2b e sua estrela, a Kepler detectou apenas um pequeno sinal de escurecimento e brilho, apenas o suficiente para saber que um gigante gasoso parecido com Júpiter era a causa. “Ele representa o menor sinal fotométrico de um exoplaneta que já detectamos”, afirmou Kipping. Quando o planeta preto como carvão passou em frente a sua estrela, a diminuição da luz dela foi “tão pequena quanto a diminuição que enxergamos quando uma mosca de fruta passa em frente ao farol de um carro”.

Escuridão do planeta é um mistério -
 Modelos de computadores atuais prevêem que planetas quentes como Júpiter – gigantes gasosos que orbitam muito perto de suas estrelas – só podem ser tão escuros como Mercúrio, que reflete cerca de 10% da luz do sol que chega até ele .O TrES-2b, porém, é tão escuro que reflete apenas 1% da luz de sua estrela, sugerindo que os modelos atuais podem precisar de ajustes. “Alguns propuseram que a escuridão pode ser causada por uma grande abundância de sódio gasoso e óxido de titânio”, explicou Kipping. E completou: “Entretanto é mais provável que seja algo exótico que não pensamos antes. É este mistério que faz a descoberta tão interessante”.  O TrES-2b pode inclusive representar uma nova classe de exoplaneta, uma possibilidade que Kipping e seus colegas esperam colocar em teste com ajuda da Kepler, que já detectou centenas de planetas fora do nosso sistema solar até agora.“Com a Kepler descobrindo mais e mais planetas, dia após dia, esperamos poder procurar por planetas semelhantes e descobrir se este é único ou se todos os planetas quentes parecidos com Júpiter são muito escuros”, afirmou Kipping. Enquanto isso, a grande escuridão do novo exoplaneta sugere talvez um apelido engraçadinho para Três-2b. “O mais apropriado fosse Erebus[ deus Grego da escuridão]”, comentou Kipping. O estudo do planeta preto como carvão foi aceito para publicação no periódico científico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O Centro do Aglomerado Globular Ômega Centauri

Créditos e direitos autorais : NASA, ESA, and the Hubble SM4 ERO Team
O que sobra depois que estrelas colidem? Para ajudar na resposta a esta pergunta, os astrônomos têm estudado o centro das bolas de estrelas mais maciças em nossa Galáxia Via Láctea. No centro do aglomerado globular de Ômega Centauri, as estrelas estão empacotadas 10.000 vezes mais densamente do que ocorre perto de nosso Sol. Fotografado acima pelo recém aperfeiçoado Telescópio Espacial Hubble, o centro da Ômega Centauri está decomposto em estrelas distintas. Visíveis estão muitas estrelas tenuamente amarelo-esbranquiçadas, que são menores do que o nosso Sol, várias estrelas amarelo-alaranjadas que são Gigantes Vermelhas, e estrelas azuis ocasionais. Quando duas estrelas colidem, elas provavelmente se combinam para formar uma estrela mais maciça, ou elas persistem, formando um novo sistema binário de estrelas. Estrelas binárias próximas interagem algumas vezes emitindo luzes ultravioletas ou raios-X, quando gases caem de uma estrela sobre a superfície de uma companhia compacta, como uma anã branca ou uma estrela de nêutrons. Dois sistemas binários deste tipo foram localizados no centro da Ômega Centauri. O aglomerado de estrelas acima localiza-se a cerca de 15.000 anos-luz de distância e é visível na direção da constelação de Centaurus.
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