11 de out de 2011

Galeria de Imagens:7 coisas surpreendentes sobre o universo

A cada dia, novas descobertas assustam e deixam os astrônomos perplexos. Muitas coisas que sabemos sobre o universo ainda não têm explicação, enquanto outras funcionam de maneira tão perfeita ou misteriosa que nos fazem crer em algo maior. Confira algumas das coisas mais interessantes sobre o universo em que vivemos:
1 – O universo é (muito) antigo
O universo começou com o Big Bang. Os cientistas estimam que ele tenha cerca de 13,7 bilhões de anos (para mais ou menos 130 milhões de anos). Os astrônomos fizeram esse cálculo através da medição da composição da matéria e densidade de energia no universo, o que lhes permitiu determinar quão rápido o universo expandiu-se no passado. Como resultado, eles poderiam “voltar no tempo” e identificar quando o Big Bang ocorreu. O tempo entre a explosão e agora compõe a idade do universo.

2 – O universo está expandindo
Na década de 1920, o astrônomo Edwin Hubble fez a descoberta revolucionária de que o universo não é estático, mas sim está se expandindo. Por muito tempo se pensou que a gravidade da matéria no universo tornaria essa expansão lenta, ou até mesmo faria com que ela se contraísse. Em 1998, o Telescópio Espacial Hubble estudou supernovas muito distantes e concluiu que, há muito tempo, o universo estava se expandindo mais lentamente do que acontece hoje. Esta descoberta intrigante sugeriu que uma força inexplicável, chamada energia escura, é o motor da expansão acelerada do universo. Enquanto a energia escura pode ser a força estranha que está puxando o cosmos em velocidades cada vez maiores, ela continua a ser um dos maiores mistérios da ciência, já que sua detecção permanece indefinida.

3 – O universo está acelerando
A misteriosa energia escura não só pode ser a condução da expansão do universo, como parece estar puxando o cosmos em velocidades cada vez maiores. Em 1998, duas equipes de astrônomos anunciaram que não o universo não estava apenas em expansão, mas acelerando também. Segundo os pesquisadores, quanto mais longe uma galáxia está da Terra, mais rápido ela está se afastando. A aceleração do universo também confirma a teoria de Albert Einstein da relatividade geral, e, ultimamente, os cientistas têm revivido a constante cosmológica de Einstein para explicar a estranha energia escura que parece neutralizar a gravidade e fazer com que o universo se expanda a um ritmo acelerado. Três cientistas ganharam o Prêmio Nobel 2011 de Física por sua descoberta de 1998 de que a expansão do universo estava se acelerando.

4 – O universo pode ser plano
A forma do universo é influenciada pela luta entre a força da gravidade (com base na densidade da matéria no universo) e sua taxa de expansão. Se a densidade do universo exceder um certo valor crítico, então o universo seria “fechado”, como a superfície de uma esfera. Isto implica que o universo não é infinito, mas não tem fim. Neste caso, o universo eventualmente irá parar de se expandir e começar a colapsar sobre si mesmo, em um evento conhecido como “Big Crunch”. Se a densidade do universo for menor que o valor de densidade crítica, então a forma do universo seria “aberta”, como a superfície de uma sela. Neste caso, o universo não tem limites e vai continuar a se expandir para sempre. No entanto, se a densidade do universo for exatamente igual à sua densidade crítica, então a geometria do universo é “plana”, como uma folha de papel. Nesse caso, o universo não tem limites e se expandirá para sempre, mas a taxa de expansão irá gradualmente se aproximar de zero depois de uma quantidade infinita de tempo. Medições recentes sugerem que o universo é plano, com uma margem de cerca de 2% de erro.

5 – O universo está cheio de coisas invisíveis
O universo é majoritariamente composto de coisas que não podem ser vistas. Na verdade, as estrelas, planetas e galáxias que podem ser detectadas representam apenas 4% do universo. Os outros 96% são substâncias que não podem ser vistas ou facilmente compreendidas. Estas substâncias elusivas, chamada de energia escura e matéria escura, ainda não foram detectadas, mas os astrônomos baseiam sua existência na influência gravitacional que ambas exercem sobre a matéria normal, as partes do universo que podem ser vistas.

6 – O universo tem ecos de seu nascimento
A radiação cósmica de fundo do universo é composta por ecos de luz que sobraram do Big Bang que criou o universo, 13,7 bilhões de anos de atrás. Esta relíquia da explosão coloca um véu de radiação em torno do universo. Uma missão da Agência Espacial Europeia mapeou o céu inteiro à luz de micro-ondas para revelar novas pistas sobre como o universo começou. Essas observações são os pontos de vista mais precisos da radiação cósmica de fundo já obtidos. Os cientistas esperam usar os dados da missão para resolver algumas das questões mais debatidas no campo da cosmologia, como o que aconteceu imediatamente depois que o universo foi formado.

7 – Pode haver mais de um universo
A ideia de que vivemos em um multiverso, que nosso universo é um dos muitos, vem de uma teoria chamada inflação eterna, que sugere que logo após o Big Bang, o espaço-tempo se expandiu a taxas diferentes em lugares diferentes. Segundo a teoria, isso deu origem a “universos bolha” que poderiam funcionar com as suas próprias leis da física. O conceito é polêmico e era meramente hipotético, até que estudos recentes procuraram marcadores físicos da teoria do multiverso no fundo cósmico de micro-ondas, que é uma relíquia do Big Bang. Pesquisadores buscaram as melhores observações disponíveis do fundo cósmico de micro-ondas para detectar sinais de colisões, mas não encontraram nada de conclusivo. Se dois universos se colidiram, os pesquisadores afirmam que isso teria deixado um padrão circular para trás na radiação cósmica de fundo.
Fonte: http://www.space.com
http://hypescience.com

Caroline Herschel

Caroline Lucretia Herschel (Hannover, 16 de março de 1750 — Hannover, 9 de janeiro de 1848) foi uma astrônoma inglesa. Nasceu em uma família de músicos alemães. Em 1772 ela se mudou para a Inglaterra para ficar com seu irmão, o astrônomo William Herschel. Depois de aprender astronomia sozinha e matemática com a ajuda de seu irmão, ela se tornou sua assistente. Mais tarde, em 1787, Herschel foi nomeada assistente do Astrônomo da Corte, tendo sido a primeira mulher a ocupar esse cargo. Herschel tornou-se reconhecida em toda a Europa como uma grande astrônoma. Tanto em importante colaboração com seu irmão como sozinha, ela descobriu muitos cometas novos. Recebeu uma série de prêmios por seu trabalho, incluindo a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society, em 1828. Ela era uma astrônoma autodidata. Seu sucesso ajudou a abrir o campo da astronomia para outras mulheres de sua época.

Carta de Caroline Herschel para sua irmã:

William está fora e eu estou vigiando o céu. Descobri oito novos cometas e três nebulosas nunca vistas pelo homem antes e estou preparando um Índice para as observações de Flamsteed, junto com um catálogo de 560 estrelas omitidas do Catálogo Britânico e mais uma lista de erratas desta publicação. William diz que eu tenho um jeito com números, que eu manipulo bem todas as reduções e cálculos necessários. Eu também faço o planejamento das observações de cada noite, ele diz que minha intuição me ajuda a virar o telescópio para conseguir descobrir um aglomerado de estrelas após o outro.  Eu o ajudei a polir os espelhos e lentes de nosso novo telescópio. É o maior que existe. Você consegue imaginar a emoção de apontá-lo para algum canto do céu para poder ver algo que nunca tenha sido visto antes da Terra? Eu, na verdade, gosto que ele esteja ocupado com a Royal Society e seu clube, porque quando eu termino meus outros afazeres posso passar a noite toda varrendo o céu.  Às vezes quando estou sozinha no escuro e o universo revela ainda mais um segredo eu digo o nome de minhas distantes, perdidas irmãs, esquecidas nos livros que registram nossa ciência -

Aganice of Thessaly,
Hypatia,
Hildegard,
Catherina Hevelius,

- como se as estrelas mesmo pudessem se lembrar delas. Você sabia que Hildegard propôs um universo heliocêntrico 300 anos antes de Copérnico? Que ela escreveu a lei de gravitação universal 500 anos antes de Newton? Mas quem daria ouvidos a ela? Ela era apenas uma freira, uma mulher. O que é a nossa época, se aquela época era negra? Quanto ao meu nome,também será esquecido, mas não sou acusada de ser uma feiticeira , como Aganice , e os cristãos não ameaçam me arrastar para a igreja para me assassinar, como fizeram com Hypatia de Alexandria, a eloqüente jovem que idealizou intrumentos para medir precisamente a posição e o movimento de corpos celestes. Não importa o quanto vivamos, a vida é curta, então eu trabalho. E por mais que o homem se torne importante, ele não é nada comparado às estrelas. Existem segredos, querida irmã, e nós devemos revelá-los. Seu nome, como o meu, é uma canção.
Caroline
Fontes: http://pt.wikipedia.org
http://teacherdeniseselmo.wordpress.com/2010/04/21/carta-de-caroline-herschel/

Gases da nebulosa Órion formam 'par de óculos' no espaço

À direita, vê-se um alinhamento de estrelas recém-nascidasé em vermelho
A imagem divulgada nesta terça-feira pela Nasa (agência espacial dos EUA), em seu site, é da nebulosa Órion. Conhecida também como Messier 78, as duas regiões que aparecem em verde na foto são, na verdade, cavidades formadas por nuvens de poeira estelar que estão ao redor delas. Um alinhamento de estrelas recém-nascidas é visível à direita como uma série de pontos vermelhos que se encontram fora da nebulosa. A Órion pode até mesmo ser vista em equipamentos de menor porte, mas não do modo como o telescópio espacial Spitzer, que fez a foto de hoje, permite. A tecnologia do Spitzer consegue observar a nebulosa por dentro, superando a poeira estelar que constantemente atrapalha a sua visualização a distância.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

NGC 7635: A Nebulosa da Bolha

Créditos da Imagem: Larry Van Vleet
A imagem acima mostra a batalha interestelar da bolha contra a nuvem. A NGC 7635, a Nebulosa da Bolha está sendo empurrada para fora pelo vento estelar da estrela massiva central BD+602522. Na sua vizinhança reside uma gigantesca bolha molecular que pode ser observada na parte direita da imagem. Nesse exato ponto do espaço uma força irresistível encontra um objeto imóvel de uma maneira interessante. A nuvem é capaz de conter a expansão da bolha de gás, mas é atingida pela radiação quente da estrela central da bolha. A radiação aquece regiões densas da nuvem molecular causando o seu brilho. A Nebulosa da Bolha, mostrada acima em cores cientificamente escolhidas para realçar os contrastes, tem aproximadamente 10 anos-luz de diâmetro e faz parte de um complexo muito maior de estrelas e conchas. A Nebulosa da Bolha pode ser vista através de pequenos telescópios, quando os mesmos são apontados na direção da constelação da Rainha da Etiópia, a constelação de Cassiopeia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111011.html

Hubble Mostra Galáxias em estágios de evolução distintos

© Hubble (região da constelação da Ursa Maior)
As galáxias existem numa grande variedade de formas, tamanhos e aspectos que mudam com o tempo. Algumas, como a galáxia que aparece no centro dessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, são belas galáxias espirais com graciosos braços curvos, enquanto outras são bolas difusas como o grande objeto mostrado próximo da parte inferior direita da imagem. Outras ainda se apresentam em formas mais irregulares, como a galáxia laranja que aparece na parte superior da imagem, e que se assemelha a uma pequena corda vibrante.

Essa imagem é uma das algumas centenas de exposições feitas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble para criar a chamada Extended Groth Strip. Essa faixa, denominada em homenagem ao astrônomo Edward Groth da Universidade de Stanford é uma imagem composta de uma região retangular do céu localizada na região da constelação da Ursa Maior. Essa faixa cobre uma área relativamente pequena do céu, equivalente grosseiramente à largura de um dedo se você esticar o seu braço em direção ao céu, mas nessa faixa relativamente restrita estão contidas 50.000 galáxias.

As imagens que geram a Extended Groth Strip permitem aos astrônomos espiarem dentro dos últimos oito bilhões de anos da história do Universo e observar assim galáxias em vários estágios de sua evolução. Os grandes objetos espirais e elípticos que nós observamos em primeiro plano nessa imagem são galáxias adultas totalmente formadas. Mais muitas das galáxias que aparecem no plano de fundo da imagem mais difusas e com formas mais peculiares representam uma época em que as galáxias ainda estavam num ativo processo de formação.

Imagens como essa ajudam os astrônomos a entenderem como as galáxias mudam em tamanho e forma e como elas se desenvolvem, desde seus anos iniciais de formação, onde passam por violentos eventos como o crescimento de grandes buracos negros em seus centros e colisões com outras galáxias, até atingirem uma maturidade mais tranquila. Essa imagem foi criada a partir de exposições feitas na luz visível e no infravermelho com o Wide Field Channel da Advanced Camera For Surveys do Hubble.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1141a/

Urano recebeu a sua inclinação devido a múltiplos impactos

Um novo estudo sugere que o planeta gigante Úrano foi inclinado para um lado por uma sucessão de "murros" em vez de um único KO como se pensava anteriormente. O achado lança luz sobre a história de Úrano e das suas muitas luas. Pode também forçar os astrónomos a repensar as suas ideias acerca da formação e evolução dos planetas gigantes do Sistema Solar.
Observações de Urano perto do infravermelho revelam o seu ténue sistema de anéis, realçando a grande inclinação do planeta.Crédito: Lawrence Sromovky, Univ. Wisconsin-Madison, Observatório Keck
"A teoria padrão da formação planetária assume que Úrano, Neptuno e os núcleos de Júpiter e Saturno foram formados por acreção de pequenos objectos no disco protoplanetário," afirma Alessandro Morbidelli, líder do estudo do Observatório da Riviera Francesa em Nice. "Não devem ter sofrido colisões gigantes. O facto de Úrano ter sido atingido pelo menos duas vezes sugere que os impactos eram comuns na formação dos planetas gigantes," acrescenta Morbidelli. "Por isso, a teoria padrão tem que ser revista." Úrano é um planeta invulgar. O seu eixo de rotação está inclinado uns incríveis 98 graus, o que significa que essencialmente roda de lado. Nenhum outro planeta tem uma inclinação parecida. Júpiter está inclinado 3 graus, e a Terra 23 graus. Os cientistas há muito que suspeitam que um impacto violento deve ter inclinado Úrano. O conhecimento aceite é que um único objecto, com várias vezes a massa da Terra, fez esse estrago, colidindo há muito tempo atrás com Úrano, realçaram os investigadores. Após levarem a cabo uma série de simulações computacionais, Morbidelli e a sua equipa podem ter descoberto uma explicação melhor. A pesquisa foi apresentada no passado dia 6 de Outubro numa reunião do Congresso Europeu de Ciências Planetárias e da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronómica Americana, que teve lugar em Nantes, França. Os investigadores começaram por modelar o cenário de impacto único. Descobriram que a colisão provavelmente ocorreu nos primeiros tempos do Sistema Solar, quando Úrano estava ainda rodeado pelo disco de gás e poeira que iria eventualmente formar as suas luas. Após esta monstruosa colisão, o disco teria sido reformado em torno do novo plano equatorial, altamente inclinado, de Úrano. As luas assim partilhariam da inclinação de Úrano, como fazem. Até agora, tudo bem, mas depois as simulações proporcionaram uma surpresa, dizem os cientistas. Se tivesse havido apenas uma colisão, as luas de Úrano teriam ficado com movimento retrógrado, orbitando na direcção oposta da que os astrónomos observam actualmente. Para corresponder à discrepância, os investigadores ajustaram um pouco os parâmetros da sua simulação. Descobriram que uma série de pelo menos duas colisões mais pequenas conseguem explicar os movimentos das luas muito melhor do que um único impacto gigante. Concluem por isso que o Sistema Solar primitivo deve ter sido muito mais volátil e violento do que se pensava.

A Pequena Nuvem de Magalhães

Créditos e direitos autorais : Stéphane Guisard
O navegador português Fernão de Magalhães e sua tripulação tiveram muito tempo para estudar os céus do sul durante a primeira circumnavegação do planeta Terra. Como resultado disso, duas maravilhas celestes facilmente visíveis por observadores no hemisfério sul são conhecidas por Nuvens de Magalhães. Sabe-se agora que essas nuvens cósmicas são galáxias anãs irregulares, satélites da nossa espiral maior, a Via Láctea. A Pequena Nuvem de Magalhães, retratada acima, na verdade se estende por 15.000 anos-luz aproximadamente e contém várias centenas de milhões de estrelas. A cerca de 210.000 anos-luz de distância na constelação Tucana, ela é a quarta mais próxima das galáxias satélites da Via Láctea, depois das galáxias anãs do Cão Maior e Sagitário e da Grande Nuvem de Magalhães. Esta deslumbrante vista também inclui dois aglomerados estelares globulares em primeiro plano, NGC 362 (abaixo à direita) e 47 Tucanae. O espetacular 47 Tucanae está a meros 13.000 anos-luz de distância e é visto aqui à esquerda da Pequena Nuvem de Magalhães.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br
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