13 de out de 2011

Astrônomos fazem censo da matéria escura usando o Telescópio Hubble

Projeto vai estudar a quantidade de matéria em 25 aglomerados de galáxias. Matéria escura está presente no Universo, mas é diferente da visível.
O aglomerado de estrelas MACS 1206, um dos objetos investigados pelo projeto Clash, que promove um 'censo' da matéria escura disponível no Universo. (Foto: M. Postman (STScI) / Clash / ESA / Nasa)
Astrônomos estão estudando 25 aglomerados de galáxias para medir a quantidade de matéria escura existente no Universo. Reunidos em um projeto chamado Clash, eles utilizam o Telescópio Espacial Hubble, instrumento das agências espaciais norte-americana (Nasa) e europeia (ESA) para realizar o censo. A matéria escura é diferente da matéria que vemos normalmente (casas, planetas, animais, estrelas). Sua presença não pode ser detectada diretamente. Os cientistas sabem que ela existe pela influência que exerce na matéria visível e pela maneira que altera o espaço, fazendo a luz de objetos distantes ser distorcida. Até o momento, o grupo conseguiu analisar seis aglomerados de galáxias. Essas são as maiores estruturas unidas pela gravidade que existem no Universo. Cada uma pode conter até milhares de galáxias. Por serem gigantescos, os aglomerados de galáxias funcionam como "lentes cósmicas" imensas, que amplificam e distorcem qualquer raio de luz que passe por eles. Esse efeito é conhecido como lente gravitacional e é usado pelos astrônomos para provar a existência da matéria escura. Quando a luz de galáxias muito distantes atravessa o aglomerado, múltiplas imagens do mesmo objeto se formam. O estudo dessa distorção permite saber quanta matéria existe dentro do aglomerado (veja a imagem abaixo). Caso só existisse matéria visível, a distorção observada pelos cientistas seria bem menor. Um exemplo é do aglomerado MACS 1206, que está a 4 bilhões de anos-luz de distância da Terra. Cada ano-luz equivale a quase 10 trilhões de quilômetros. Nele, os astrônomos do Clash conseguiram ver 47 imagens múltiplas de 12 galáxias recém-descobertas. Esse tipo de observação seria impossível sem a ajuda de um telescópio de longe alcance como o Hubble. Atualmente, os cientistas acreditam que a matéria visível represente apenas 4% do Universo. O restante seria composto por energia escura (73%) e por matéria escura (23%).

Galáxias distantes revelam como o nevoeiro cósmico se dissipou

Novas Observações VLT estabelecem a linha cronológica da reionização.Excesso de gás hidrogênio deixava o espaço 'opaco' logo após o Big Bang.
Imagem fictícia mostra como seria o Universo 'poluído' com gás hidrogênio. (Crédito: M. Kornmesser / ESO)
A observação de galáxias muito distantes da Terra permitiu que astrônomos europeus descobrissem quando uma neblina que envolvia todo o espaço foi desaparecendo, logo no início do Universo. Os resultados do estudo serão divulgados na revista científica "Astrophysical Journal". Acredita-se que a idade do Universo seja de 13,7 bilhões de anos. As galáxias analisadas pelos astrônomos europeus mostram como era o espaço 780 milhões de anos depois do Big Bang - a explosão que teria dado origem ao Universo. Nesta época, o espaço estava começando a ficar "transparente", deixando de ser coberto por uma neblina formada pelo gás hidrogênio espalhado por todas as partes. Agora, pela primeira vez, os cientistas conseguiram definir uma data para dizer quando isso aconteceu. Essas galáxias estão entre as mais distantes do Sistema Solar conhecidas e, de tão afastadas, a luz que elas emitem demora quase 13 bilhões de anos para chegar à Terra. Os astrônomos europeus usaram o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), uma dos principais instrumentos disponíveis na Terra para a observação espacial, localizado no Chile. As observações e análise dos resultados duraram três anos. Quando o Universo tinha 780 milhões de anos, o hidrogênio ocupava até 50% do espaço. Mas após 200 milhões de anos, este volume diminuiu drasticamente, permitindo que o Universo ficasse mais "limpo" e revelando os primeiros raios ultravioleta, que antes ficavam "camuflados" pela neblina. O italiano Adriano Fontana, coordenador do estudo, compara o trabalho com o de arqueólogos, que conseguem reconstruir o passado ao analisar a idade de objetos encontrados em diferentes camadas de terra. "Astrônomos podem ir mais longe: nós podemos olhar diretamente para o passado e ver a luz fraca de galáxias em diferentes estágios da evolução do Universo", diz o cientista. “As diferenças entre as galáxias informam-nos sobre as condições do Universo em plena transformação durante este importante período de tempo e da rapidez com que estas mudanças ocorriam.” Os diferentes elementos químicos brilham de modo intenso para determinadas cores. Estes picos de brilho são as chamadas riscas de emissão. Uma das mais intensas riscas de emissão no ultravioleta é a risca de Lyman-alfa, emitida pelo hidrogénio. É brilhante e facilmente reconhecível, de modo que pode ser facilmente detetada mesmo em observações de galáxias muito ténues e longínquas.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/

Clima de Marte já foi parecido com o da Terra, aponta estudo

Suposto meteorito marciano surgiu em temperatura de 18,4 ºC, dizem pesquisadores
Mais quente e úmido. Assim era o clima da superfície de Marte em um passado remoto, segundo estudo inédito realizado por cientistas do California Institute of Technology (Caltech), nos Estados Unidos. Os pesquisadores chegaram à conclusão após análise de minerais de carbonato do meteorito ALH 84001, que supostamente se formou em Marte há quatro bilhões de anos e que foi encontrado na Antártida em 1984. O corpo celeste caiu na Terra há cerca de 13 mil anos após se desprender da superfície do planeta depois de uma colisão com outro meteorito.
De acordo com os cientistas, a temperatura de 18,4 °C na qual o meteorito se formou indica que o Marte, cuja temperatura atual é de aproximadamente -61 ºC, era muito mais quente antigamente. “O mais interessante é que essa temperatura não é particularmente quente nem fria”, comenta Woody Fischer, professor assistente de geobiologia e co-autor do artigo, publicado na edição online da revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS). A pesquisa revela também que o meteorito se formou no meio líquido: "Você não pode desenvolver minerais de carbonato de 18,4 graus fora de uma solução aquosa", explica John Eiler, co-autor do estudo. Segundo os pesquisadores, porém, é incorreto afirmar que a água quente e úmida tenha criado condições à vida uma vez que ela levou apenas algumas horas ou dias para secar e, logo, não criou condições suficientes para um organismo crescer e se desenvolver. Apesar disso, os resultados mostram que houve um ambiente parecido com o da Terra em Marte por um curto período de tempo. “É a prova de que, no início da história de Marte, pelo menos um lugar no planeta foi capaz de manter um clima parecido com a Terra por ao menos algumas horas ou dias”, afirma Eiler. O maior desafio dos autores é saber se essa descoberta é representativa para a história marciana ou apenas uma ocorrência isolada.
Fonte: ESTADÃO

A cor da IC 1795

Créditos e direitos autorais : Bob e Janice Fera (Fera Photography)
Essa nítida paisagem cósmica destaca o gás brilhante e as nuvens de poeira obscurecidas da IC 1795, uma região de formação de estrelas localizada na constelação do céu do norte da Cassiopeia. Também catalogada como NGC 896, os impressionantes detalhes da nebulosa, mostrados acima na cor dominante vermelha, foram capturados usando uma câmera muito sensível e longas exposições que incluem dados de imagem em filtros de banda restrita. O filtro de banda restrita transmite somente a luz proveniente do hidrogênio alfa, ou seja, a luz vermelha dos átomos de hidrogênio. Ionizados pela luz ultravioleta de jovens estrelas energéticas, um átomo de hidrogênio emite sua característica luz H-alfa enquanto um único elétron é recapturado e transmitido para estados de energia mais baixos. Não muito distante no céu do famoso Aglomerado Estelar Duplo em Perseus, a IC 1795 está localizada próxima da IC 1805, a Nebulosa do Coração, como parte de uma complexa região de formação de estrelas que se localiza na borda de uma grande nuvem molecular. Localizada a apenas 6.000 anos-luz de distância da Terra, o grande complexo de formação de estrelas se espalha ao longo do braço espiral Perseus da Via Láctea. Na distância estimada, essa imagem da IC 1795 se espalha por aproximadamente 70 anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111013.html

Abell 370: Lente Gravitacional de um Aglomerado de Galáxias

Créditos e direitos autorais : NASA, ESA, and the Hubble SM4 ERO Team & ST-ECF
O que é aquele estranho arco? Enquanto fotografavam o aglomerado de galáxias Abell 370, os astrônomos notaram um arco incomum à direita de muitas galáxias do aglomerado. Embora fosse curioso, uma reação inicial consistiu em evitar comentar sobre o arco porque nada parecido com aquilo jamais fora notado antes. Em meados dos anos 1980, entretanto, imagens de qualidade superior permitiram que os astrônomos identificassem o arco como sendo o protótipo de um novo tipo de fenômeno da astrofísica: o efeito da lente gravitacional de todo um aglomerado de galáxias sobre as galáxias de fundo. Hoje sabemos que na verdade esse arco consiste de duas imagens distorcidas de uma galáxia bastante normal que por acaso estava situada muito atrás do enorme aglomerado. A gravidade de Abell 370 provocou o espalhamento da luz das galáxias de fundo -- e de outras -- que chegam ao observador através de múltiplos caminhos, não muito diferente de uma luz distante vista pela haste de uma taça de vinho. Em meados de julho, os astrônomos usaram o recém-atualizado Telescópio Espacial Hubble para fotografar Abell 370 e as imagens que passam por sua lente gravitacional em detalhes sem precedentes. Quase todas as imagens amarelas na fotografia acima são galáxias do aglomerado Abell 370. Olhos astutos conseguem divisar muitos arcos estranhos e pequenos arcos distorcidos que, no entanto, são imagens de galáxias mais distantes. O estudo de Abell 370 e de suas imagens abre aos astrônomos uma janela sem igual para a distribuição da matéria normal e da matéria escura em aglomerados de galáxias e no universo.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br
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