14 de out de 2011

Ousada Missão a Lua de Marte Levanta Voo em Novembro

Arquitectura da Phobos-Grunt.Crédito: NPO Lavochkin
Daqui a pouco mais de 3 semanas, a Rússia planeia lançar uma arrojada missão a Marte cujo objectivo, se bem-sucedido, é aterrar na lua de Marte, Phobos, e enviar de volta à Terra uma amostra de rochas cerca de três anos depois. O seu propósito é determinar a origem e evolução de Phobos e como se relaciona com Marte e com a evolução do Sistema Solar. O lançamento da sonda Phobos-Grunt irá terminar uma lacuna com quase duas décadas na exploração russa do Planeta Vermelho, seguindo-se à missão falhada a Marte em 1996 e tem actualmente lançamento previsto para poucas semanas antes de outra missão a Marte - nomeadamente o próximo rover da NASA, o Curiosity. O lançamento da Phobos-Grunt poderá acontecer entre 5 e 8 de Novembro, a bordo de um foguetão russo Zenit 3-F a partir do Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão. A janela de lançamento prolonga-se até por volta de 25 de Novembro. Os componentes da sonda estão a ser submetidos a testes de pré-lançamento em Baikonur. Baikonur é o mesmo local a partir do qual os foguetões tripulados Soyuz levantam voo até à Estação Espacial Internacional. Tal como o rover Curiosity da NASA, a missão estava originalmente planeada para 2009, mas foi prudentemente atrasada devido a um número de problemas técnicos. "Novembro verá o lançamento da estação de pesquisa automática interplanetária Phobos-Grunt, com o objectivo de trazer para a Terra amostras do solo de um dos satélites naturais de Marte", afirmou Vladimir Popovkin, líder da Agência Espacial Federal Russa, durante uma sessão do Parlamento russo.
Cenário da missão Phobos-Grunt.
Crédito: CNES
A sonda irá alcançar a vizinhança de Marte após uma viagem interplanetária de 11 meses, por volta de Outubro de 2012. Seguindo-se a vários meses de investigações científicas orbitais de Marte e das suas duas luas, e estudando um local de aterragem seguro, a Phobos-Grunt tentará a primeira aterragem em Phobos da Humanidade. Estudará detalhadamente a superfície da pequena lua e recolherá até 200 gramas de solo e rochas com um braço robótico. Após cerca de um ano de operações científicas, o veículo de regresso, já carregado, levantará voo de Phobos e chegará à Terra em meados de Agosto de 2014. Estas serão as primeiras amostras macroscópicas enviadas a partir de outro corpo do Sistema Solar desde a russa Luna 24 em 1976. "A viagem de volta irá demorar entre 9 e 11 meses. A cápsula entrará então na atmosfera a uma velocidade de 12 km/s. Não tem paraquedas nem comunicação de rádio e irá diminuir de velocidade graças à sua forma cónica," afirma Maksim Martynov, líder do projecto. Ele acrescentou que existem dois manipuladores de recolha de solo na sonda devido às incertezas nas características do solo de Phobos. A Phobos-Grunt consiste de um estágio de viagem, de um "orbiter/lander", veículo de ascensão e veículo de regresso à Terra. A nave pesa quase 12 toneladas e está equipada com uma sofisticada carga científica de 50 kg, em particular da Agência Espacial Francesa. Também acoplado está o microssatélite Yinghou-1, fornecido pela China. Com 110 kg, é a primeira sonda chinesa a viajar até Marte e irá estudar os campos magnéticos e gravíticos do Planeta Vermelho, bem como o ambiente superficial de órbita durante aproximadamente 1 ano. "Será a primeira vez que tal estudo [em Marte] será feita simultaneamente por duas sondas. A pesquisa irá ajudar-nos a melhor compreender a erosão atmosférica de Marte," acrescentou o professor Lev Zelyony do Instituto de Pesquisa Espacial da Academica Russa de Ciências.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

Região de Aristarchus e Herodotus na Lua

Créditos da Imagem: Jean Luc dAuvergne, TOSI Philippe e ROUSSET Elie, IMCCE/SP2/Obs MIDI Pyrénées
Outra imagem “amadora” da Lua foi feita com o telescópio de 33” do Pic du Midi, e o mais incrível dessa imagem, mostrada acima, é que ela foi feita da Terra, mas tem resolução de uma imagem feita por uma sonda na órbita da Lua. A principal feição observada na imagem acima é a cratera Aristarchus, com suas listras parecidas com feixes de cabelos de raios brilhantes que saem por cima de suas paredes e se estendem em direção à cratera de Herodotus. O ângulo reto formado entre o cruzamento dessas listras brilhantes da parede com os terraços mais escuros cria um padrão com textura ondulada. O interior do material derretido pelo impacto e os detritos de rochas são claramente visíveis na imagem acima. Também é fácil ver o Aristarchus Rilles, canais de lava da cratera Aristarchus e o canal estreito interno do Vale de Schröter. Mesmo o pequeno canal à esquerda da cratera Herodotus aparece nessa espetacular imagem da Lua. Aliás qualquer um com um telescópio de 33 polegadas seria capaz de fazer belas imagens da Lua, mas não vamos também menosprezar os amadores de verdade que usam telescópios mais modestos e fornecem belíssimas imagens do nosso satélite natural.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/October+14%2C+2011

JKCS041: O Mais Distante Aglomerado de Galáxias Já Registrado

Créditos e direitos autorais : NASA, CXC, INAF, S. Andreon et al.; Optical: DSS, ESO/VLT
E se nós conseguissemos observar o passado até o início do universo? Nós podemos -- já que demora a idade do universo para que a luz cruze o universo. Observar objetos distantes, portanto, nos mostra como o universo era, mesmo próximo ao seu início. Assim telescópios são também portais temporais, observações de aglomerados distantes podem ser usadas, por exemplo, para investigar quando e como estes gigantescos aglomerados de galáxias se formaram. Até pouco tempo, o desvio para o vermelho registrado para um aglomerado de galáxias era em média 1.5, correspondendo aproximadamente a nove bilhões de anos-luz de distância. Recentemente, usando dados que incluem imagens em raios-X do Observatório Chandra de Raios-X em órbita, um novo aglomerado mais distante foi identificado. Mostrado acima, JKCS041 apresenta um desvio para o vermelho de 1.9, correspondendo a aproximadamente um bilhão de anos-luz mais distante do que o recordista anterior. Os raios-X do gás quente que confirmaram o aparente agrupamento de galáxias como um verdadeiro aglomerado de galáxias é mostrado acima em cores azuis difusas, superposta a uma imagem ótica que mostra várias estrelas mais próximas. JKCS041 é visível hoje como parecia com apenas um quarto da idade atual do universo.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br

Rastros Estelares

Créditos e direitos autorais : Babak Tafreshi (TWAN)
Rastros coloridos de estrelas cruzam a noite nessa imagem surreal feita no Observatório de Roque de Los Muchachos em La Palma nas Ilhas Canárias. Um reflexo da rotação diária da Terra ao redor de seu eixo, os rastros estelares também são refletidos na imagem acima em um dos pares de 17 metros de diâmetros, do multi espelhado telescópio MAGIC. O telescópio do projeto MAGIC, ou Major Atmospheric Gamma Imaging Cherenkov é usado para detectar fótons de raios gama com energia 100 bilhões de vezes maior do que a energia da luz visível mesmo. Ã medida que os raios gama de alta energia se chocam com a camada superior de atmosfera da Terra eles produzem chuvas do ar de partículas de alta energia. Uma câmera montada exclusivamente para isso registra em detalhe breves raios de luz óptica, chamados de Luz de Cherinkov, que são efeitos criados pela chuva no ar de partículas de alta energia. Os astrônomos podem então relacionar os raios ópticos às fontes cósmicas que emitem raios gama de forma extrema.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111014.html

G299.2-2.9 Uma supernova remanescente intrigante

No interior da G299.2-2.9, há ferro e silício; o halo em amarelo é pura concentração de gás e poeira estelar
A G299.2-2.9 é uma supernova remanescente intrigante que localiza-se a cerca de 16 mil anos-luz de distância da galáxia Via Láctea. Evidências apontam que a G299.2-2.9 são os restos de uma supernova Ia, onde uma anã branca tem crescido demasiadamente para causar uma explosão termonuclear. Porque é mais velho do que a maioria dos remanescentes de supernova causado por estas explosões, em uma idade de cerca de 4.500 anos, a G299.2-2.9 fornece aos astrônomos uma excelente oportunidade para estudar como esses objetos evoluem ao longo do tempo. Ele também fornece informação da explosão de uma supernova Ia, que produziu esta estrutura. Esta imagem composta mostra a supernova G299.2-2.9 no raios-X a partir do observatório espacial Chandra e o satélite ROSAT, em laranja, que foi sobreposta em uma imagem infravermelha do Two Micron All-Sky Pesquisa, ou 2MASS. A emissão fraca de raios-X da região interior revela quantidades relativamente grandes de ferro e silício, como esperado para um remanescente de uma supernova Ia. A camada externa da parte remanescente é complexa. Tipicamente, é associada a uma estrela que explodiu no espaço onde o gás e poeira não são uniformemente distribuídas. É muito importante compreender os detalhes das explosões das supernovas para adquirir conhecimento sobre a energia escura e a expansão do Universo. A descoberta da expansão acelerada do Universo na década de 1990 levou à recente concessão do Prêmio Nobel de Física.
Fonte: www.nasa.gov
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