17 de out de 2011

ESO e Chile assinam acordo para maior telescópio do mundo

O acordo inclui a doação de 189 km2 de terreno em redor do Cerro Armazones para a instalação do E-ELT e a concessão durante 50 anos de uma área ao seu redor que representa mais 362 km2, indispensável para proteger o E-ELT de poluição luminosa e atividades mineiras. [Imagem: ESO/L. Calçada]

Olho no céu - Em uma cerimônia realizada hoje, 13, em Santiago, no Chile, o Ministro chileno dos Negócios Estrangeiros, Alfredo Moreno, e o Diretor Geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), Tim de Zeeuw, assinaram um acordo relativo ao E-ELT (European Extremely Large Telescope). O E-ELT será maior telescópio do mundo. O acordo entre o ESO e o governo chileno inclui a doação de terreno para o telescópio, uma concessão de longo prazo para estabelecer uma área protegida ao seu redor e ainda o apoio do governo chileno na instalação do E-ELT. O European Extremely Large Telescope (E-ELT), com um espelho primário de 40 metros de diâmetro, é já apelidado o maior olho no céu do mundo.

Colaboração - Em Março de 2011 a montanha do Cerro Armazones, na região de Antofagasta no Chile, foi selecionada pelo ESO como o futuro local do E-ELT. O novo telescópio integrará o Observatório do Paranal, do qual fazem já parte o Very Large Telescope (VLT), o interferômetro do VLT e os telescópios de rastreio. O Cerro Paranal situa-se a apenas 20 quilômetros do Cerro Armazones e por isso muitas das infra-estruturas podem ser partilhadas entre os dois locais. O ESO e o Chile têm cooperado em muitos projetos relacionados com a astronomia, tanto a nível de instrumentação como a nível tecnológico, e também na formação de cientistas, engenheiros e técnicos, com o intuito de desenvolver cada vez mais a percepção e as competências astronômicas no Chile, uma das regiões do mundo líderes em astronomia. Os acordos começaram em 1963. O acordo inclui a doação de 189 km2 de terreno em redor do Cerro Armazones para a instalação do E-ELT e a concessão durante 50 anos de uma área ao seu redor que representa mais 362 km2, indispensável para proteger o E-ELT de poluição luminosa e atividades mineiras. Juntando-se aos atuais 719 km2 de terreno em torno do Cerro Paranal, a área protegida total em redor do complexo Paranal-Armazones será de 1.270 km2.

Tempo de observação - O governo chileno comprometeu-se igualmente a fornecer as infra-estruturas necessárias, tais como a manutenção da rede de estradas que liga os observatórios a Antofagasta, assistência na ligação do Observatório do Paranal à rede nacional elétrica a ainda assistência no estudo das possíveis soluções de fornecimento de energias renováveis. Em troca, o ESO estende a quota de 10% de tempo de observação aprovada para as propostas de observação com o E-ELT feitas por astrônomos chilenos. Pelo menos três quartos destas propostas serão atribuídas a astrônomos chilenos que colaboram com astrônomos dos países membros do ESO. Este fato favorecerá o desenvolvimento de colaborações internacionais - um elemento fundamental num mega-projeto científico destas dimensões. O E-ELT é de longe o projeto mais ambicioso do ESO. Com o começo das operações previsto para o início da próxima década, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos da nossa época e focar-se-á numa série de descobertas inéditas notáveis, incluindo a descoberta de planetas semelhantes à Terra, que se encontrem na zona de habitabilidade de outras estrelas, orbitando assim onde a vida pode existir.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Universo é dominado por buracos negros, propõe astrônomo

Um mar de buracos negros, e não a matéria escura, explicaria a coesão das galáxias, afirma astrônomo. [Imagem: Robert Gendler]

Matéria escura - Esqueça a matéria escura: tudo o que haveria seria um mar de pequenos buracos negros.
Esta nova teoria controversa está sendo apresentada pelo astrônomo Mike Hawkins, que trabalha no Observatório Real de Londres. A matéria escura é uma hipótese lançada para explicar um efeito gravitacional que pode ser medido, mas cuja origem ninguém sabe explicar. Se essa gravidade não existisse, as galáxias não se manteriam coesas, arremessando suas estrelas para o espaço devido à velocidade com que giram. Ora, se há gravidade, há matéria, consideram os físicos. Como nenhum instrumento atual consegue detectar tal matéria, ela passou a ser conhecida como matéria escura. Que partículas subatômicas a compõem é a uma questão ainda por ser respondida.

Buracos escuros - Mas Hawkins acredita que não existe nenhuma matéria escura. Para ele, tudo o que há é uma legião de buracos negros criados logo após o Big Bang: "Nós vivemos em um universo dominado por buracos negros," afirma ele. O astrônomo se baseia em suas próprias observações de quasares, verdadeiros faróis cósmicos, cujo brilho varia conforme buracos negros no centro de galáxias engolem estrelas. Mas Hawkins observou quasares cujo brilho varia ao longo de anos e décadas, quando seria aceitável variações que durassem apenas alguns dias. Ele acredita que isso ocorre por causa de um efeito chamado microlente, pelo qual a gravidade de um corpo super maciço curva a luz do quasar em seu caminho até a Terra, ampliando-a como se fosse uma lente. E esses corpos não poderiam ser estrelas simplesmente porque não há matéria no Universo - eventualmente na forma de estrelas - suficiente para explicar o efeito medido durante as observações.

O AMS - Espectrômetro Magnético Alfa, chamado "LHC do espaço", é um detector de partículas recentemente instalado na Estação Espacial Internacional, e que está tentando encontrar os neutralinos, hipotéticas partículas constituintes da matéria escura, e galáxias de antimatéria. [Imagem: MIT]

Hawkins e Hawking


Ora, se tudo o que é feito de matéria comum - a chamada matéria bariônica - está descartado, Hawkins ficou apenas com um candidato para explicar suas observações: pequenos buracos negros, com uma massa equivalente à do Sol, e não muito maiores do que um quarteirão. Para isso, ele contou com a ajuda das teorias de outro físico bem mais famoso, e de nome muito parecido com o seu, Stephen Hawking, que demonstrou que tais buracos negros poderiam ter-se formado espontaneamente quando o Universo tinha 1/100.000 de segundo de idade. E a massa desses mini-buracos negros tem a magnitude exata para explicar o efeito de microlente observado por Hawkins.

Partículas de matéria escura - Hawkins está quase sozinho com sua ideia, uma vez que a maioria dos cientistas anda procurando pelas partículas de matéria escura, comumente chamados neutralinos. Se alguém conseguir detectar os neutralinos, estará demonstrado que a matéria escura - que então poderá ser rebatizada - é formada por partículas, e a teoria de Hawkins será esquecida. Mas ninguém afirma que detectar partículas de matéria escura seja uma tarefa fácil. E, a cada insucesso, ganham corpo as teorias alternativas, como a de Hawkins.

Astrônomos amadores encontram asteroide com risco de colisão com a Terra

O asteroide descoberto pelos astrônomos amadores é a mancha branca movendo-se da esquerda para a direita na parte superior da imagem. O movimento na parte de baixo é um satélite artificial. [Imagem: ESA/TOTAS Survey Team]

Objeto próximo da Terra

Astrônomos amadores, coordenados por um programa da ESA (Agência Espacial Europeia) encontraram um asteroide desconhecido com risco de colisão com a Terra. O asteroide 2011 SF108 foi classificado como NEO (near-Earth object), um objeto próximo à Terra com algum risco de impacto. Na animação acima, o asteroide descoberto no último mês de Setembro é a mancha branca movendo-se da esquerda para a direita no centro superior da imagem. Um pouco abaixo é possível ver o sinal de um satélite artificial se movimentando. Este não é o primeiro asteroide encontrado em campanhas com astrônomos amadores trabalhando como voluntários, mas é o primeiro deles qualificado como um "objeto próximo da Terra" - um objeto que passa perto o suficiente da Terra durante sua órbita ao redor do Sol para representar uma ameaça de impacto.

Astrônomos amadores

Rainer Kracht e seus colegas estavam trabalhando no programa SSA (Space Situational Awareness, percepção situacional do espaço, em tradução livre). Durante as observações, o telescópio faz observações automatizadas por várias horas, usando um software desenvolvido pelo astrônomo amador e cientista da computação alemão Matthias Busch. O programa identifica os possíveis avistamentos, que precisam a seguir serem avaliados por seres humanos. A equipe é composta por 20 astrônomos amadores voluntários, a maioria dos quais participou da avaliação manual das imagens capturadas durante a sessão de 28/29 de Setembro. Novas observações serão necessárias para calcular o risco de impacto do 2011 SF108 com a Terra, por ora estimado como sendo muito baixo.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Satélite da Nasa obtém imagens inéditas de supernovas

Observatório Chandra de Raios X captou o material.Nebulosa de Eta Carinae fica a 7,5 mil anos-luz da Terra.
Nebulosa de Eta Carinae, em imagem feita pelo satélite Chandra (Foto: Credit: NASA/CXC/Penn State/L. Townsley et al.)
A Nasa publicou uma nova imagem da Nebulosa de Eta Carinae, que fica a 7,5 mil anos-luz da Terra. Nessa região, há formação de estrelas, e informações do observatório em raios X do satélite Chandra mostram que estrelas de grande massa se autodestruíram na nebulosa. A imagem, feita pelo satélite Chandra, mostra que a atividade de supernovas – fenômeno que marca a “morte” de uma estrela – está crescendo na Nebulosa de Eta Carinae. De acordo com os dados colhidos, pode haver até seis estrelas de nêutrons – o que resta da explosão de uma supernova – na região; observações anteriores tinham detectado apenas uma.
Fonte: G1

MACS 1206: Um Aglomerado de Galáxias Agindo Como Uma Perfeita Lente Gravitacional

Créditos: NASA, ESA, M. Postman (STScI), and the CLASH Team
É difícil esconder uma galáxia atrás de um aglomerado de galáxias. A gravidade de um aglomerado de galáxias próximo funcionará como uma imensa lente, colocando as galáxias distantes ao redor dos lados e as distorcendo completamente. Esse é o caso mostrado na imagem acima que foi obtida através do projeto CLASH do Telescópio Espacial Hubble. O aglomerado MACS J1206-0847 é composto de muitas galáxias e ele está funcionando como lente e ampliando a imagem de uma galáxia amarela de segundo plano, criando um imenso arco na parte direita da imagem. Uma observação cuidadosa da imagem irá revelar no mínimo algumas outras galáxias que estão tendo sua imagem “aumentada” pelo poder dessa lente gravitacional. O aglomerado em primeiro plano só pode criar esses arcos suaves se a maior parte da sua massa for suavemente distribuída em matéria escura, e desse modo não concentrada na parte visível do aglomerado de galáxias. Analisando as posições desses arcos gravitacionais os astrônomos têm em suas mãos um método para estimar a distribuição da matéria escura nos aglomerados de galáxia e assim inferir quando essas imensas aglomerações de galáxias começaram a se formar.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111017.html

Órion em Gás, Poeira e Estrelas

Créditos e direitos autorais : & Copyright: Rogelio Bernal Andreo(Deep Sky Colors)
A constelação do Órion tem muito mais do que três estrelas alinhadas. Uma exposição profunda mostra tudo, desde nebulosas escuras a aglomerados estelares, todos envolvidos em um pacote estendido de tufos gasosos no grande Complexo de Nuvens Moleculares do Órion. As três estrelas mais brilhantes na extrema esquerda são mesmo as três estrelas famosas que formam o Cinturão do Órion. Logo abaixo de Alnitak, a mais baixa das três estrelas do cinturão, está a Nebulosa da Chama, brilhando com gás de hidrogênio excitado e imerso em filamentos de poeira escura e marrom. Abaixo do centro e logo à direita de Alnitak encontra-se a Nebulosa Cabeça de Cavalo, um entalhe escuro de poeira densa que tem talvez a forma nebular mais conhecida do céu. à direita e acima está M42, a Nebulosa de Órion, um caldeirão energético de gases tumultuados, visível a olho nu, que está dando luz a um novo aglomerado aberto de estrelas. Imediatamente à esquerda de M42 está uma proeminente nebulosa de reflexão azulada às vezes chamada de o Homem Correndo e que abriga muitas estrelas brilhantes azuis. A imagem acima é uma composição costurada digitalmente captada por várias noites, cobre uma área com objetos que estão a cerca de 1.500 anos-luz e cobre uma região de aproximadamente 75 anos-luz.
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