18 de out de 2011

Cometa Halley causa chuva de meteoros semana que vem

Esta semana e a próxima podem reservar a você, fã de astronomia, um grande espetáculo no céu de madrugada. Se você acordar antes do amanhecer em qualquer data entre 17 e 26 de outubro, terá a chance de observar uma Oriónida. O fenômeno, que acontece uma vez por ano mais ou menos nesta época, é causado pelo famoso Cometa Halley. Em curta definição, uma Oriónida é uma chuva de meteoros. Esse evento astronômico leva o nome de Oriónida porque tem seu radiante na constelação de Órion (radiante é o ponto no céu de onde os meteoros parecem se originar), que fica mais visível para nós, da Terra, por volta das cinco da manhã. Um meteoro consiste, basicamente, de um pedaço que se desprendeu de um cometa. O cometa Halley, por exemplo, é um corpo celeste que foi rejeitado no processo de formação do sistema solar em algum momento, e agora orbita pelo universo assim como um planeta. Lentamente, os cometas de desmancham, e os pedaços resultantes são os meteoros que podemos ver. O cometa Halley só é visível, para a Terra, a cada 75 ou 76 anos, quando se encontra no periélio (o ponto mais próximo do sol, em sua órbita). Mas se é difícil conseguir acompanhar esse fenômeno, o Halley nos brinda uma vez por ano com as Oriónidas (em maio, ocorre um fenômeno parecido em outra constelação). Nessas ocasiões, pedaços do cometa se desprendem, viram meteoros e passam pela atmosfera terrestre em alta velocidade durante mais de uma semana. Quando isso acontece, o calor atmosférico que consome o meteoro eleva sua temperatura a tal ponto que podemos vê-lo (são as chamadas “estrelas cadentes”). A cada noite, desde o dia 17, estão sendo produzidos de 15 a 20 meteoros por hora (sem contar os cerca de dez meteoros esporádicos que sempre podem aparecer), de uma às cinco da manhã. Durante esse período, você tem a chance de observar uma grande chuva de “estrelas cadentes”, não importa que hemisfério você habita (o evento é visível tanto no sul quanto no norte). Em áreas urbanas, a visibilidade fica reduzida, por isso o efeito é melhor apreciado se você mora na zona rural, onde há menos poluição do ar. As chances de você conseguir observar isso são grandes. Entre 20 e 24 de outubro, auge da “produção” de meteoros, acorde cerca de uma hora antes do amanhecer no lugar onde você mora, e as chances de observar o fenômeno são de 75%. Considerando que o Cometa Halley, “em pessoa”, só será novamente visível para nós em 2061, é uma opção melhor do que esperar por ele.
Fonte: http://hypescience.com
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Internautas sem treino em astronomia ajudam a 'caçar' planetas

Com a ajuda de pessoas sem qualquer treino em astronomia, um grupo de pesquisadores encontrou seu primeiro planeta fora do Sistema Solar por meio da chamada "ciência cidadã". E com 99,7% de certeza, é bom que se diga. Além desse objeto, que orbita uma estrela similar ao Sol a cada dez dias e tem duas vezes e meia o diâmetro da Terra, a equipe do PlanetHunters.org também achou outro planeta (desta vez com 95% de certeza), ao redor de outro astro, com período de 50 dias e diâmetro oito vezes maior que o terrestre. Apesar do alto grau de confiabilidade, esses objetos ainda são tratados como "candidatos a planeta" no artigo publicado pelo grupo no periódico científico britânico "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society". Isso porque não se pode, no momento, descartar por completo a hipótese de que, em vez de um planeta, seja uma estrela companheira a causar a mudança na luz emanada dos astros que denuncia sua presença.


 

PERSISTÊNCIA - As descobertas são um trunfo para a iniciativa coordenada por Debra Fischer, da Universidade Yale (EUA), que aplica o conceito de ciência cidadã à caça de planetas.  "Quando começamos a planejar esse projeto, em agosto de 2010, as pessoas nos diziam que não ia funcionar porque estávamos apresentando dados brutos, não imagens", conta Fischer. No site, os usuários têm acesso a gráficos de luminosidade fornecidas pelo satélite Kepler. Ele está observando cerca de 145 mil estrelas. Pequenas reduções temporárias de luminosidade nesses astros podem indicar que um objeto menor --talvez um planeta-- está passando na frente deles em sua órbita. Ao avaliar os gráficos, os usuários podem apontar se acreditam que exista um trânsito (termo usado para designar a passagem do planeta) indicado ali. Aos cientistas do projeto cabe reunir as observações dos usuários e encontrar indicações comuns, sinais de um planeta real.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia

Hubble Revisita uma Velha Amiga

Créditos:ESA / Hubble & NASA
A supernova SN 1987A, é uma das mais brilhantes explosões estelares testemunhadas pelo ser humano desde a invenção do telescópio a mais de 400 anos atrás e essa supernova não é um objeto estranho para o Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA/ESA. O observatório tem estado na linha de frente dos estudos relacionados com essa estrela moribunda brilhante desde o seu lançamento em 1990, três anos depois da supernova explodir em 23 de Fevereiro de 1987. Essa imagem do velho conhecido do Hubble, resgatada dos arquivos de dados do telescópio, pode ser a melhor imagem já feita desse objeto e nos lembra dos muitos mistérios que ainda cercam essa supernova. Dominando a imagem acima estão dois laços brilhantes de material estelar e um anel muito brilhante ao redor da estrela moribunda no centro da imagem. Embora o Hubble tenha fornecido pistas importantes sobre a natureza dessas estruturas, sua origem ainda é desconhecida. Outro mistério sobre a supernova SN 1987A é a falta de uma estrela de nêutrons. A morte violenta de uma estrela de grande massa, como o que aconteceu com a SN 1987A, deixa para trás um remanescente estelar, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Os astrônomos esperam encontrar uma estrela de nêutrons na parte remanescente dessa supernova, mas eles ainda não foram capazes de espiar através da densa poeira para confirmar a sua existência. A supernova pertence à Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia próxima a aproximadamente 168000 anos-luz de distância da Terra. Mesmo apesar da explosão estelar ter ocorrido por volta do ano 166000 AC, a sua luz chegou aqui na Terra a menos de 25 anos atrás. Essa imagem é baseada nas observações feitas com o High Resolution Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 25 x 25 arcos de segundo.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1142a/

Saturno: As Sombras de Um Relógio de Sol Sazonal

Créditos: Cassini Imaging Team, ISS, JPL, ESA, NASA
Os anéis de Saturno formam um dos maiores relógios de Sol conhecidos. Esse relógio de Sol, contudo, determina somente as estações do ano em Saturno, e não o tempo do dia. Em 2009, durante o último equinócio de Saturno, os finos anéis de Saturno, quase que não projetavam nenhuma sombra sobre o planeta uma vez que eles estavam apontados diretamente para o Sol. Enquanto Saturno continuava sua órbita ao redor do Sol, contudo, as sombras projetadas pelos anéis tornaram-se maiores, mais largas e sendo projetadas cada vez mais ao sul do planeta. Essas sombras não são fáceis de serem observadas da Terra, pois do nosso ponto de vista perto do Sol, os anéis sempre bloqueiam as sombras. A imagem acima foi feita pela sonda Cassini em Agosto de 2011. Os anéis propriamente ditos aparecem como uma barra vertical na parte direita da imagem. O Sol, longe na direção duperior direita da imagem, brilha através dos anéis e gera as sombras na parte sul de Saturno, na parte esquerda da imagem. A sonda Cassini começou a explorar o planeta Saturno e seus satélites em 2004 e espera-se que ela continue a fazer o seu trabalho até pelo menos o período em que as sombras dos anéis em Saturno atingirão sua elongação máxima, em 2017.
Fonte: http://apod.nasa.gov/
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