21 de out de 2011

Lua e Marte farão parte de chuva de meteoros que ocorrerá neste sábado

Meteorologistas estimam que mais de 15 meteoritos por hora, desprendidos do cometa Halley, atravessem a atmosfera terrestre
A Lua e Marte farão parte do espetáculo estelar que poderá ser visto neste fim de semana na abóbada celeste durante a chuva anual de meteoritos de Oriónidas, que neste ano é esperada para o próximo sábado, informa a Nasa (agência espacial americana).

Fonte: ESTADÃO
Divulgação/Nasa.Chuva de meteoros de 2005 vista do espaço

Os meteorologistas estimam que mais de 15 meteoritos por hora, desprendidos do cometa Halley, atravessem a atmosfera terrestre no sábado ao amanhecer, quando a chuva alcançar seu máximo apogeu.  "Embora não seja a maior chuva de meteoros do ano, definitivamente vale a pena se levantar para vê-la", disse Bill Cooke, do Escritório Ambiental sobre Meteoritos da Nasa. O especialista indicou que, neste ano, as Oriônidas emergirão do céu na noite emolduradas por algumas das constelações mais brilhantes procedentes de Órion e passarão por Touro, Gêmeos, Leão e Ursa Maior. Mas este ano, além disso, Lua e Marte são parte do espetáculo. O satélite natural da Terra e o Planeta Vermelho formarão os dois vértices de um triângulo celeste que fechará Regulus, a estrela mais brilhante da constelação Leão no momento mais ativo da chuva, horas antes do amanhecer. Cooke e sua equipe estarão vigiando os meteoritos que atravessarem a Terra e também os que impactarem na Lua, já que, segundo ele, os restos de cometas como o Halley estão presentes em todo o sistema Terra-Lua. A diferença é que a Lua, por não ter atmosfera, recebe os meteoritos diretamente, os quais impactam e explodem na superfície lunar, provocando o aquecimento térmico das rochas lunares e um brilho que às vezes é visto da Terra com telescópios. A equipe de Cooke começou a trabalhar em 2005 e, desde então, detectou mais de 250 meteoritos lunares, alguns dos quais explodem "com energias superiores a centenas de quilos de dinamite".  Neste período, registraram 15 Oriônidas que bateram a Lua, duas em 2007, quatro em 2008, e nove em 2009. Observar como esses meteoritos batem no satélite é uma boa maneira de aprender sobre a estrutura dos fluxos de detritos do cometa e a energia de suas partículas, explica o cientista, que ajudará seu grupo a calcular os fatores de risco para os astronautas que esperam, algum dia, voltar a caminhar sobre a superfície lunar.

Arp 148: Quando as Galáxias Colidem

Crédito de imagem: NASA, ESA, Hubble Heritage o (STScI / AURA) Colaboração -ESA/Hubble, e A. Evans (Universidade de Virginia, Charlottesville / NRAO / Stony Brook University)
Este par de galáxias interagindo está incluído no catálogo Arp de galáxias peculiares como o número 148. Arp 148 é o resultado impressionante de um encontro entre duas galáxias, resultando em uma galáxia em forma de anel e uma companheira de cauda longa. A colisão entre duas galáxias principais produziu um efeito de onda de choque que primeiro sugou a matéria para o centro e, em seguida, se propagou para fora em um anel. A companheira perpendicular alongada do anel sugere que o Arp 148 é uma imagem única de uma colisão em curso. Observações infravermelhas revelam uma região de forte obscurecimento que aparece como uma faixa escura de poeira por todo o núcleo quando o par é observado na luz óptica. O Arp 148 é apelidado de Objeto Mayall e está localizado na constelação de Ursa Major, Ursa Maior, a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra. Esta imagem é parte de uma grande coleção de 59 imagens de galáxias em fusão tomadas pelo Telescópio Espacial Hubble e lançada em abril 24, 2008, em comemoração do 18 º aniversário do observatório espacial.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2085.html 

Nuvens de Perseu

Créditos e direitos autorais : Image Data - Bob Caton, Al Howard, Eric Zbinden, Rogelio Bernal Andreo; Processing - Rogelio Bernal Andreo
Nuvens cósmicas de gás e poeira derivam através dessa magnífica imagem panorâmica que se espalha por aproximadamente 17 graus próximo da borda sul da constelação de Perseus. A paisagem estelar começar com o brilho azulado das estrelas de Perseus à esquerda, mas se você tentar olhar essas estrelas seus olhos serão diretamente levados a observar a impressionante NGC 1499. Também conhecida como Nebulosa da Califórnia, seu brilho característico de gás hidrogênio atômico é energizado pela luz ultravioleta proveniente da luminosa estrela azul Xi Persei que se localiza imediatamente à direita da nebulosa. Continuando a viagem pela imagem nos deparamos com o intrigante aglomerado estelar jovem conhecido como IC 348 e com a sua vizinha, a Nebulosa do Fantasma Voador, ambos localizados um pouco a direita do centro da imagem. conectada por filamentos de escuros e empoeirados na parte externa de uma gigantesca nuvem molecular, outra região ativa de formação de estrelas, a NGC 1333, localiza-se perto da borda superior direita do campo de visão. Com um brilho mais apagado, nuvens de poeira se espalham pela cena flutuando a centenas de anos-luz acima do plano da Via Láctea e refletindo a luz das estrelas que constituem a nossa galáxia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111021.html

Telescópio da ESA revela reservatório de água em torno de estrela

Ilustração de um artista do disco de gelo ao redor da jovem estrela TW Hydrae, situada cerca de 175 anos-luz de distância, na constelação de Hydra.Foto: ESA/Nasa/JPL-Caltech/Divulgação
O telescópio Herschel da ESA encontrou evidências de vapor de água proveniente de gelo em grãos de poeira ao redor de uma estrela jovem, revelando um reservatório de gelo escondido do tamanho de milhares de oceanos. A estrela TW Hydrae, que possui entre 5 e 10 milhões de anos de idade e apenas 176 anos-luz de distância, está na fase final da formação. Acredita-se que uma grande proporção da água da Terra pode ter vindo de gelo carregado de cometas que bombardearam nosso mundo durante e após sua formação. Estudos recentes do cometa 103P/Hartley 2 com o Herschel desvendaram como a água pode ter vindo para a Terra. Até agora, porém, quase nada se sabia sobre reservatórios em discos de formação planetária em torno de outras estrelas. A água detectada no disco em torno da TW Hydrae poderia ser uma rica fonte de água para quaisquer planetas que se formam perto desta estrela jovem. Os cientistas fizeram simulações detalhadas, combinando os novos dados com observações terrestres anteriores, e calcularam o tamanho dos reservatórios de gelo nas regiões de formação planetária. Os resultados mostram que a quantidade total de água no disco em torno desta estrela encheria vários milhares de oceanos da Terra. Esta pesquisa abre novos caminhos na compreensão da origem da água no planeta. "Com o Herschel, podemos seguir o rastro de água por todas as etapas de formação estelar e planetária", explica Göran Pilbratt, cientista de Projeto Herschel.
Fonte: ESA

A Galáxia Starburst IC 10

Créditos e direitos autorais : Mike Siniscalchi
Escondida por trás de poeira e estrelas perto do plano de nossa Galáxia Via Láctea está a IC 10, a apenas 2,3 milhões de anos-luz de distância. Apesar de sua luz ser escurecida pela poeira interveniente, a galáxia anã irregular ainda exibe vigorosas regiões formadoras de estrelas que cintilam com um brilho avermelhado revelador nesta colorida paisagem celeste. Na verdade, a IC 10 é também membro do Grupo Local de Galáxias, e é a mais próxima galáxia starburst conhecida. Comparada a outras galáxias do Grupo Local, a IC 10 tem uma população maior de estrelas recém-formadas que são massivas e intrinsecamente muito brilhantes, incluindo um sistema estelar binário luminoso de raios-X, que se acredita conter um buraco negro. Localizada dentro dos limites da constelação boreal de Cassiopéia, IC 10 tem aproximadamente 5.000 anos-luz de extensão.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br  
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