4 de nov de 2011

LHC fará colisões pesadas em busca do Big Bang

Esta é uma imagem de uma colisão real de núcleos de chumbo, captada pelo experimento ALICE. Os traços representam o caminho das partículas, os "cacos" que voam para todos os lados depois da colisão.[Imagem: Cern]
 
Colisões de prótons

O LHC Large Hadron Collider terminou sua tarefa de coletar dados em busca do cada vez mais elusivo Bóson de Higgs. Mas descobrir o que dá massa à matéria é apenas um dos interesses do maior experimento científico do mundo. Agora ele vai se voltar para o início do Universo, recriando as condições que se acredita estivessem presentes logo após o Big Bang. Para procurar o Bóson de Higgs, o LHC colidiu pares de prótons, até produzir 6 femtobarns inversos de dados, cerca de três vezes mais do que as caçadas anteriores.

Colisões de íons de chumbo

Nesta nova etapa, em busca do início do Universo, o LHC vai começar a colidir íons de chumbo. Essas colisões produzem aglomerados de matéria muito densa e quente, recriando as condições nos primeiros momentos após o Big Bang. Os cientistas esperam obter cerca de 10 vezes mais dados este ano do que obtiveram em 2010, o que permitirá que eles estudem o plasma de quark-glúons em mais detalhes. Eles querem sondar melhor como o comportamento da matéria varia com a temperatura perto do estado de plasma de quark-glúons.

Colisões de prótons com íons de chumbo

Eles também tentarão colidir prótons com os íons de chumbo, algo nunca feito antes no LHC. Estas colisões são mais limpas do que as que envolvem pares de íons de chumbo. Os dados resultantes podem ser úteis como uma referência para interpretar as mais confusas colisões chumbo-chumbo - os cientistas precisam entender melhor as colisões do chumbo "limpo" para depois analisarem as colisões chumbo com chumbo.

Super energias

O LHC será desligado no início de dezembro, e religado em Março de 2012, para novas seções de colisões próton-próton, possivelmente com uma energia um pouco maior, de 8 teraelétron-Volts (TeV), em comparação os 7 TeV deste ano. O LHC foi projetado para trabalhar com energias de 14 TeV, mas um sério defeito quando ele foi ligado inicialmente fez com que os cientistas reduzissem sua capacidade operacional por segurança. De qualquer forma, a energia mais elevada a ser alcançada em 2012 vai melhorar a sensibilidade ao Bóson de Higgs em cerca de 30 por cento, e poderá também ajudar a revelar sinais da supersimetria, uma extensão do modelo padrão da física de partículas.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

A Nebulosa Gigante NGC 3603

Crédito de imagem: NASA, ESA, e do Património Hubble
Milhares de jovens estrelas brilhantes se imbricam dentro da grande nebulosa conhecida como NGC 3603. Essa caixa de jóia estelar é um dos aglomerados estelares jovens mais massivos na Via Láctea. A NGC 3603 é uma região de formação de estrelas proeminente no braço espiral Carina da Via Láctea, localizada a aproximadamente 20000 anos-luz de distância da Terra. Essa imagem mostra um jovem aglomerado estelar envolto por uma vasta região de poeira e gás. A imagem revela estágios no ciclo de vida das estrelas. A nebulosa foi descoberta primeiro por Sir John Herschel em 1834. A imagem acima se espalha por aproximadamente 17 anos-luz.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery

Imagem Telescópica da Galáxia NGC 3628

Créditos e direitos autorais:Stephen Leshin
Imagens telescópicas nítidas da impressionante galáxia espiral que é vista de lado desde a Terra, a NGC 3628 mostra um disco galáctico inchado dividido por linhas escuras de poeira. A cena tentadora lembra para muitos astrônomos o apelido dessa galáxia, A Galáxia do Hambúrguer. Com aproximadamente 100000 anos-luz de diâmetro e localizada a aproximadamente 35 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação do Leo, o Leão, a NGC 3628 compartilha sua vizinhança no universo local com duas outras grandes galáxias espirais, formando assim um grupo conhecido como A Trinca de Leão. Interações gravitacionais com as vizinhas cósmicas são provavelmente responsáveis pela extensão e distorção do seu disco espiral, disco esse que é populado com aglomerados de estrelas jovens azuis e por regiões rosadas de formação de estrelas. Também como um resultado de encontros galácticos anteriores, uma cauda de maré apagada de material é visível se estendendo para cima e para esquerda nesse retrato profundo da galáxia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111104.html

Antigas estrelas anãs brancas

Créditos de imagem: NASA e H. Richer (University of British Columbia)
Levando ao limite o seu poder de visualização o Telescópio Espacial Hubble da NASA, descobriu as mais velhas estrelas da Via Láctea nessa imagem que foi feita em 2002. Essas estrelas extremamente velhas e apagadas, fornecem uma leitura completamente independente da idade do universo sem considerar as medidas de expansão do universo. As antigas estrelas do tipo anã branca, como vistas pelo Hubble, têm entre 12 e 13 bilhões de anos de vida. Pelo fato de observações anteriores do Hubble mostrarem que as primeiras estrelas se formaram a menos de 1 bilhão de anos depois do nascimento do universo no big bang, encontrar as estrelas mais velhas do universo coloca os astrônomos bem dentro do alcance de calcularem a idade absoluta do universo. Embora pesquisas anteriores feitas com o Hubble tenham definido a idade do universo entre 13 e 14 bilhões de anos com base na taxa de expansão do espaço, o nascimento do universo é uma data fundamental e um valor profundo que os astrônomos há muito têm procurado usando diferentes técnicas de medição e cruzando os valores obtidos tentando verificar suas conclusões. As novas observações sobre a datação da idade do universo foram feitas usando o Hubble para caçar estrelas antigas elusivas escondidas dentro de um aglomerado globular de estrelas localizado a aproximadamente 5600 anos-luz de distância na constelação de Scorpius, o Escorpião.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery

Nasa monitora asteroide que se aproxima da Terra


Agência espacial afirma que não há risco de colisão do 2005 YU55 com o planeta
 Imagem do asteroide 2005 YU55 captada por telescópio Arecibo, em Porto Rico.Foto: NASA/Cornell/Arecibo
Um enorme asteroide passará perto da Terra na próxima terça-feira (8), em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta, afirmaram esta semana cientistas dos Estados Unidos, que esperam ansiosos a oportunidade de observá-lo. "Não é potencialmente perigoso, é apenas uma boa oportunidade para estudar um asteroide", garantiu o astrônomo da Fundação Nacional de Ciências (NSF, na sigla em inglês), Thomas Statler. O asteroide circular, chamado 2005 YU55, tem 400 metros de largura e ficará mais perto da Terra do que a Lua, a 325.000 km de distância, informou a agência espacial americana.
Segundo previsões, o horário em que o asteroide estará mais próximo da Terra será às 21h28 de terça-feira, hora de Brasília. A aproximação será a maior de um asteroide deste tamanho em mais de 30 anos e um evento similar não voltará a ocorrer até 2028. No entanto, quem desejar ver o corpo celeste precisará de um telescópio. "Ele não será perceptível a olho nu. Será preciso um telescópio com lente de mais de 15 cm para vê-lo. Para tornar a observação ainda mais complicada, se moverá muito rápido no céu quando passar", disse Statler. "Vários radiotelescópios foram instalados na América do Norte para registrar a passagem do astro", continuou Fisher. "O momento momento (e local) para observá-lo serão as primeiras horas da escuridão de 8 de novembro na costa leste dos Estados Unidos", emendou. Os astrônomos que estudam este objeto, classificado como um asteroide de classe C, dizem que é muito escuro, cor de carvão, e bastante poroso. O 2005 YU55 foi descoberto em 2005 por Robert McMillan, do projeto Spacewatch, grupo de cientistas que observa o sistema solar perto de Tucson, Arizona (sudoeste). O objeto faz parte de um conjunto de 1.262 asteroides grandes, que giram ao redor do sol e têm mais de 150 metros de largura, que a Nasa qualifica como "potencialmente perigosos". "Queremos estudar estes asteroides, de forma que se algum dia formos atingidos, saibamos o que fazer com ele", disse Statler. A passagem mais próxima que um asteroide fará da Terra será em 2094, a uma distância de 269.000 km, segundo as previsões.

Vida em Marte provavelmente existia abaixo da terra, diz Nasa

A Nasa colheu dados da superfície marciana por mais de cinco anos.Foto: Nasa/Divulgação
Um novo estudo realizado pela Nasa sugere que se Marte já possuiu vida, ela provavelmente existia abaixo da superfície do planeta vermelho. A agência espacial americana analisou dados recolhidos ao longo dos últimos anos em mais de 350 locais de Marte e constatou que o planeta só teve água na superfície por breves períodos de tempo, mas que houve maior presença de água subterrânea. A conclusão se deve aos padrões de formação de minerais tipicamente presentes na argila e no barro. Os rastros de água são encontrados na camada subterrânea em quase toda a extensão de Marte, mas rastros na superfície são raros. As novas descobertas devem mudar o rumo das pesquisas da Nasa no planeta vermelho. De acordo com Bethany Ehlmann, coordenadora do estudo, os cientistas se dedicarão a buscar mais material para análise no subsolo marciano.
Fonte: TERRA

O pulsar de milissegundo mais jovem, 100 pulsares atè a data

Esta imagem mostra as posições de nove novos pulsares (magenta) descobertos pelo Fermi e um pulsar de milissegundo invulgar (verde) que os dados do Fermi revelaram ser o pulsar mais jovem conhecido. Com esta nova fornada de descobertas, o Fermi já detectou mais de 100 pulsares de raios-gama.Crédito: NASA/DOE/Fermi
 
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu, com a auxílio do telescópio Fermi, o pulsar de milissegundo mais brilhante detectado até agora dentro de um grupo de centenas de milhares de estrelas que orbita nossa galáxia. O professor Paulo Freire, do departamento de radioastronomia do Instituto Max Planck em Bonn (Alemanha), e sua equipe detectaram o pulsar J1823-3021A localizado no aglomerado globular NGC 6624 situado na constelação de Sagitário, a aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra. O pulsar é uma estrela formada por nêutrons que emite radiação periódica e possui um campo gravitacional até um bilhão de vezes maior que o campo gravitacional terrestre. Trata-se do pulsar de milissegundo mais jovem e com o maior campo magnético registrado até agora, além do mais distante detectado com raios gama. Ele gira 43.000 vezes por minuto. 
© NASA (aglomerado globular NGC 6624)

Os pesquisadores acreditavam que as intensas emissões de raios gama estavam emanando de uma população de pulsares de milissegundo, que só haviam sido detectados antes em comprimentos de ondas de rádio, localizadas dentro do grupo globular. No entanto, após uma inspeção mais próxima com o telescópio espacial de raios gama Fermi, perceberam que a emissão de raios gama do grupo estava dominada apenas por este pulsar. Os pulsares normalmente brilham muito na região de ondas de rádio, mas agora com o telescópio Fermi foram descobertos vários como este em raios gama. Eram conhecidos cerca de dois mil pulsares em rádio.

Antes do lançamento do Fermi, eram conhecidos apenas seis pulsares em raios gama e agora foram detectados mais de 100. Os dados dos telescópios de rádio são utilizados para obter qual é o tempo de rotação do pulsar para detectá-lo em raios gama através do telescópio Fermi. Seus achados sugerem que estes pulsares de milissegundo podem ser muito mais energéticos do que indicam as teorias vigentes até agora e podem existir mais pulsares com estas características no resto da galáxia.
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