9 de nov de 2011

Explosão de supernova poderia ameaçar vida na Terra


Sistema binário T Pyxidis, fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble. Esta imagem serviu de base para o estudo.[Imagem: Hubble]
Tempo astronômico
De acordo com o astrônomo Edward Sion, da Universidade de Villanova, nos Estados Unidos, a estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova - dentro de mais ou menos 10 milhões de anos. Supernovas são corpos celestes que surgem depois de explosões de estrelas com mais de 10 massas solares. Além disso, os cientistas descobriram que a estrela não está a 6.000 anos-luz da Terra, como indicavam os cálculos anteriores, mas a apenas 3.260 anos-luz. Segundo Sion, a transformação da T Pyxidis em uma supernova tipo 1a destruiria a camada de ozônio da Terra, tornando-a inabitável.

Fim da camada de ozônio?
 Mas nem todos concordam com Sion. Alexei Fillipenko, da Universidade da Califórnia, afirma que Sion teria utilizado os dados de uma erupção de raios gama (GRB - gamma-ray burst) para calcular a intensidade da radiação que atingiria a Terra, destruindo a camada de ozônio. Segundo Sion e seus colegas, a explosão com força estimada de 20 bilhões de bilhões de bilhões de megatons de TNT, a uma distância de 3.260 anos-luz, jogaria sobre a Terra um nível de radiação gama equivalente a 1.000 erupções solares, o que seria suficiente para destruir a camada de ozônio, deixando o planeta vulnerável a outras radiações cósmicas, eventualmente destruindo toda a vida. Contudo, com base no conhecimento atual, não há motivos para crer que a T Pyxidis, eventualmente transformada em supernova, gerasse uma erupção de raios gama. Com base na emissão de raios gama que se espera - caso a estrela de fato torne-se uma supernova tipo 1a - ela deveria estar pelo menos 10 vezes mais próxima para causar tanto dano.

Dados da sonda espacial International Ultraviolet Explorer mostraram que a T Pyxidis não é uma estrela única, mas um sistema binário formado por uma estrela brilhante e por outra, menor e mais densa, do tipo anã branca. [Imagem: Dana Berry/STScl]

Explosões periódicas

Dados da sonda espacial International Ultraviolet Explorer mostraram que a T Pyxidis não é uma estrela única, mas um sistema binário formado por uma estrela brilhante e por outra, menor e mais densa, do tipo anã branca. A anã branca está ganhando massa com o gás absorvido da estrela vizinha. O eventual surgimento da supernova depende da continuidade desse ganho de massa, até que ele ultrapasse 1,4 vezes a massa do Sol, o chamado Limite de Chandresekhar. Ocorre que, periodicamente, a anã branca ejeta massa na forma de erupções de energia, que atuam na contramão desse processo. A estrela vinha apresentando explosões ritmadas, em intervalos de aproximadamente 20 anos - foram detectadas explosões em 1890, 1902, 1920, 1944 e 1967.

Futuro incerto
Mas a T Pyxidis não apresenta explosões há 44 anos, e os astrônomos não têm uma explicação para isso. Para Sion, isso é um indicativo de que a anã-branca está acumulando massa, caminhando na direção de se tornar uma supernova 1a. Se, e somente se, esse ritmo continuar, dentro de mais ou menos 10 milhões de anos, a T Pyxidis poderá se tornar uma supernova. Uma supernova tipo 1a libera cerca de 10 milhões de vezes mais energia do que a explosão de uma nova, a explosão que ocorre quando as estrelas comuns chegam ao fim de suas vidas, dando origem a anãs brancas, como a que compõe o sistema binário T Pyxidis. As explosões que originam anãs brancas são muito mais comuns no universo do que as que originam as supernovas.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Falha impede que sonda russa chegue à lua de Marte

Missão Phobos-Grunt desviou-se da rota, logo depois do lançamento; técnicos terão apenas três dias para corrigir a rota, antes que a bateria da nave acabe
Uma falha impediu que a sonda interplanetária russa Phobos-Grunt chegasse a uma das luas de Marte, informou nesta quarta-feira a agência espacial da Rússia, Roskomos. O aparelho de 13,5 toneladas de massa, que foi lançado ontem por um foguete Zenit-2SB da base cazaque de Baikonur, ficou em órbita em torno da Terra. "O propulsor não funcionou. Não houve nem primeiro nem segundo acesso. Isto significa que o aparelho não pôde se orientar pelas estrelas", disse o diretor da Roskosmos, Vladimir Popovkin, citado pela agência Interfax.
O aparelho de 13,5 t foi lançado por um foguete Zenit-2SB da base cazaque de Baikonur.Foto: Reuters
Popovkin afirmou que os especialistas de terra conhecem os parâmetros da órbita da sonda interplanetária automática e estabeleceram contato com ela. "Não direi que (o lançamento) foi um fracasso. É uma situação imprevista, na qual é preciso trabalhar", comentou. O diretor da agência espacial acrescentou que os especialistas têm 72 horas para carregar um novo programa de voo no computador central da Phobos-Grunt. Popovkin lembrou que a sonda conserva todo seu combustível, o que permite voltar a programar seu voo, que tem como objetivo pousar em Phobos, uma das duas luas marcianas, e trazer de volta à Terra amostras de seu solo. O projeto, se tudo der certo, permitirá o estudo da matéria inicial do sistema solar e ajudará a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.
Fonte: TERRA

A Passagem do Asteroide 2005 YU55 Pela Terra

Créditos da Imagem: Deep Space Network, JPL, NASA
O asteroide 2005 YU55 passou pela Terra ontem, dia 8 de Novembro de 2011, não apresentando perigo. A rocha espacial com um diâmetro aproximado de 400 metros, passou pela vizinhança da Terra numa distância entre a Terra e a Lua. Embora a passagem de rochas menores perto da Terra não seja muito incomum, de fato pequenos pedaços de rochas vindos do espaço se chocam com a Terra diariamente, uma rocha tão grande como essa não passava perto da Terra desde 1976. Se o asteroide 2005 YU55 se chocasse com a Terra ele causaria um tremor de magnitude sete e deixaria como marca uma cratera do tamanho de uma cidade. Um estrago maior aconteceria se o asteroide 2005 YU55 caísse no oceano, onde causaria uma grande tsunami. A imagem acima, é uma imagem feita com radar pelo rádio telescópio de Goldstone do Deep Space Network na Califórnia. O asteroide 2005 YU55 só foi descoberto em 2005, indicando que outros asteróides potencialmente perigosos podem estar vagando pelo Sistema Solar relativamente próximos à Terra e que ainda não foram detectados. Objetos como o asteroide 2005 YU55 são difíceis de serem detectados pois eles são muito apagados e se movem a uma grande velocidade. Contudo, a habilidade humana de vasculhar o céu para detectar, catalogar e analisar esses objetos tem aumentado de forma notável nos anos recentes.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111109.html

As Montanhas da Lua

A cratera Cabeus é relativamente velha, possui 100 km de diâmetro, e contém significantes áreas que vivem de forma permanente na sombra. Essas regiões são de grande interesse pois elas podem armazenar significantes depósitos de gelo (gelo de água, metano, etc…). A cratera Cabeus é mais famoso por ser o local onde se chocou a sonda LCROSS Centaur no dia 9 de Outubro de 2009, sonda essa que foi ali enviada para escavar e assim durante o processo ejetar qualquer elemento volátil que poderia estar no regolito. Os resultados preliminares obtidos com as análises do material sugere que sim, existem significantes quantidades de gelo de água aprisionado nas regiões de sombra. Dois dias e meio de pois do impacto da sonda LCROSS, a sonda LRO girou por 70˚ olhando de volta para a cratera Cabeus, o que permitiu que a câmera LROC adquiri-se uma imagem geral da porção do anel do norte. A grande montanha ou maciço, na parte direita em segundo plano é uma porção do antigo anel da bacia do polo sul Aitken, essa montanha se ergue a 6000 metros acima do terreno ao redor e a mais de 9200 metros acima do interior da cratera Cabeus, uma altura superior a qualquer montanha encontrada na Terra. Na Lua as montanhas são formadas em minutos enquanto grandes quantidades de energia são lançadas quando asteroides e cometas se chocam com a superfície da Lua a velocidades superiores a 16 km/s, uma velocidade dez vezes maior que a da bala de um revólver. Em contraste na Terra as montanhas se formam através de um processo que dura milhões de anos, durante a colisão das placas tectônicas.
Fonte: http://www.cienctec.com.br

Cratera Nereus em Marte

Créditos e direitos autorais : Mars Exploration Rover Mission, JPL, NASA; Image Processing: Kenneth Kremer
Ela estava no caminho. O explorador robótico Opportunity, que está cruzando a planície Meridiani Planum em Marte, tem como destino a Cratera Endeavour, uma grande cratera com mais de 20 quilômetros de diâmetro que pode fornecer pistas adicionais sobre o passado oculto de Marte. Além de passar por campos abertos de  solo escuro e rochas claras, o Opportunity passou por vários locais interessantes. Um destes locais, retratado acima num panorama montado digitalmente e comprimido horizontalmente, é a Cratera Nereus, uma pequena cratera com cerca de 10 metros de diâmetro e rodeada por rochas irregulares. Além de Nereus, o Opportunity já passou por outra pedra incomum - que parece ser o terceiro grande meteorito encontrado em Marte e o segundo do Opportunity somente nesta viagem. Opportunity está viajado rumo à Cratera Endeavour há mais de um ano agora, e se puder evitar rochas irregulares e areia fofa no caminho, poderá alcançar a Endeavour em algum momento no próximo ano.
  Fonte: http://apod.astronomos.com.br
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