10 de nov de 2011

Sonda da Nasa fotografa Encélado, uma das luas de Saturno

Nave Cassini ficou a apenas 108 mil quilômetros de distância do satélite.Imagem em tons de cinza foi feita no início de novembro.
A lua Enceladus é um dos principais satélites de Saturno.(Foto: JPL-Caltech / Nasa / Divulgação / via Reuters)
A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou no início desta semana uma imagem de Encélado, uma das luas de Saturno. A foto foi feita pela sonda Cassini, que realiza pesquisas ao redor do planeta desde 2004. A nave chegou a ficar a apenas 108 mil quilômetros de distância do satélite. Para comparação, este valor equivale a aproximadamente um terço da distância entre a Terra e a Lua.
Fonte: G1

Telescópio Hubble mostra novas 'minigaláxias' no espaço

Quase 70 novos conjuntos de estrelas foram revelados após observações.Estudo das fotos será detalhado na revista 'Astrophysical Journal'.
Dezenove galáxias-anãs são mostradas em detalhes pelo Telescópio Hubble. Os astros estão a 9 bilhões de anos-luz de distância da Terra. (Foto: Candels / Nasa / Esa)
O Telescópio Espacial Hubble, das agências espaciais norte-americana (Nasa) e europeia (Esa), ajudou pesquisadores a encontrar uma série de 69 minigaláxias localizadas a 9 bilhões de anos-luz de distância. Os novos dados serão detalhados na revista científica "Astrophysical Journal". As galáxias recém-descobertas são centenas de vezes menores que a Via Láctea. Mesmo pequenas, essas formações dão origem a um número muito alto de estrelas. A taxa de geração de novos astros é maior até do que a estimada para as galáxias do início do Universo, época na qual a criação de estrelas era mais elevada que os padrões atuais.

Essas galáxias-anãs são tão ativas que conseguiriam dobrar o número de estrelas que possuem em "apenas" 10 milhões de anos. A Via Láctea levaria mil vezes mais tempo para atingir o mesmo feito. O Telescópio Espacial Hubble conseguiu revelá-las por conta da radiação das estrelas novas e quentes, que fazem o gás oxigênio ao redor "brilhar" como se fosse um sinal fluorescente. Para Arjen van der Wel, um dos autores do estudo a ser divulgado no Astrophysical Journal e membro do Instituto Max Planck de Astronomia, na cidade alemã de Heidelberg, as cores incomuns foram decisivas para que os pesquisadores pudessem tomar conhecimento das novas galáxias. As galáxias-anãs são as mais comuns no Universo.

Para contás-la, astrônomos iniciaram um projeto chamado Candels, um censo com duração prevista de três anos para reunir informações sobre os astros mais distantes da Terra que existem no cosmo. Conhecer as galáxias-anãs distantes oferece dados importantes para os cientistas entenderem como funcionam as minigaláxias que circundam a Via Láctea. O Telescópio Espacial James Webb, feito em parceria entre a Nasa e a Esa, deverá ser lançado no final desta década para analisar a primeira era de estrelas no Universo.
Fonte: G1

Vulcão gigante é fotografado em Marte

Para os padrões terráqueos, o extinto Tharsis Tholus é um gigante, com 8 quilômetros (km) de altura e uma base de 155 por 125 km. Mas em Marte seu tamanho é comum. O que o faz único é sua condição terrível. Visto através de imagens tiradas com uma câmera de alta resolução, acoplada a uma nave da Agência Espacial Europeia, o cone vulcânico está marcado por vários eventos dramáticos. Em seus quatro bilhões de anos, pelo menos duas partes já ruíram. Mas a atração principal do Tholus é sua cavidade. Quase circular, com 32 por 34 km, o seu fundo deve estar a pelo menos 2,7 km do topo. Imagina-se que o vulcão esvaziou sua lava durante as erupções e, com o material fervente correndo pela superfície, o chão da cavidade não conseguiu suportar seu próprio peso, formando o gigante buraco. Além do vulcão, novas descobertas são esperadas em nosso vizinho vermelho. Nesse mês, duas missões estão preparadas: uma russa, que vai aterrissar em Phobos, a maior das duas luas de Marte, e uma americana, desenhada para detectar moléculas orgânicas no mundo.
Fonte: http://hypescience.com
[ScienceDaily]

Três planetas encontrados em torno de uma estrela como o sol

Uma sonda da NASA descobriu um sistema de três planetas fora do comum, que consiste em uma super-Terra e dois do tamanho de Netuno, orbitando em torno de uma estrela semelhante ao nosso sol. O caça-planetas Kepler descobriu os planetas ao redor da estrela Kepler-18, que é apenas 10% maior do que o nosso sol e contém 97% da massa solar. O sistema também pode hospedar mais planetas do que foram encontrados até agora. Todos os três planetas, designados Kepler-18b, c, d, orbitam muito mais próximo de sua estrela do que Mercúrio com o sol. O planeta b é o mais próximo da estrela, tendo 3,5 dias para completar sua jornada. O planeta tem cerca de sete vezes a massa da Terra e tem o dobro de seu tamanho, fazendo com que Kepler-18b seja chamado de super-Terra. Kepler-18c, que leva 7,6 dias para orbitar a estrela, é cerca de seis vezes maior que o nosso planeta e tem uma massa equivalente a 17 Terras. Kepler-18d tem uma órbita de 14,9 dias e tem cerca de sete vezes o tamanho da Terra, com uma massa de 16 Terras. De acordo com estes números, os planetas c e d são qualificados como Netunos de baixa densidade. A sonda Kepler caça exoplanetas usando o método de trânsito, que busca quedas periódicas no brilho de uma estrela, ao longo de um tempo que poderia indicar que um planeta passa na frente dela a partir da perspectiva do telescópio. Os mundos alienígenas em torno de Kepler-18 foram encontrados com este método, mas as órbitas dos planetas foi um ponto de interesse para os pesquisadores. Kepler-18c orbita sua estrela-mãe duas vezes para cada órbita que Kepler-18d completa. Mas os dois planetas não cruzam a face de sua estrela-mãe nesses mesmos períodos orbitais. Isto significa que periodicamente eles ficam alinhados do mesmo lado da estrela, próximos um do outro, exercendo uma atração gravitacional mútua que alternadamente atrasa e adianta os trânsitos respectivos. Isto sugere que Kepler-18c e 18d estão envolvidos em uma espécie de dança orbital. Os planetas em torno de Kepler-18 foram de fácil identificação para os astrônomos, porque a atividade orbital entre Kepler-18c e 18d indicou que eles pertenciam ao mesmo sistema planetário. Mas provar a identidade de Kepler-18b, a super-Terra, é um pouco mais complicado. A equipe de astrônomos usou uma técnica chamada “validação de planeta”, que examinou a probabilidade do corpo cósmico ser outra coisa. Os primeiros pesquisadores analisaram imagens de alta resolução do espaço em torno da estrela Kepler-18 para ver se o sinal de trânsito poderia ter sido causado por outros objetos. Ainda há uma pequena possibilidade de que Kepler-18b seja um outro objeto, mas os pesquisadores estão muito confiantes de que ele é definitivamente um planeta. Na verdade, cálculos mostram que é 700 vezes mais provável que Kepler-18b seja um planeta de verdade ao invés de um objeto qualquer. Os astrônomos disseram que este método de validação de planeta poderia desempenhar um papel importante na busca permanente de planetas alienígenas habitáveis. O objetivo do Kepler é encontrar um planeta do tamanho da Terra numa zona habitável, onde a vida poderia surgir, com uma órbita de um ano. Provar que tal objeto é realmente um planeta é muito difícil com a tecnologia atual. Mas quando encontrarem o que parece ser um planeta habitável, será necessário usar um processo de validação ao invés de um processo de confirmação. Até a data, Kepler encontrou 1.235 candidatos planetários que estão aguardando a confirmação através de observações. Pesquisadores estimam que pelo menos 80% destes serão verificados como planetas de fato.
[MSN]

RCW 86: Uma Remanescente de Supernova Histórica

Créditos: X-ray: XMM-Newton, Chandra / IR: WISE, Spitzer
Em 185 d.C, os astrônomos chineses registraram a aparição de uma nova estrela no asterismo de Nanmen, uma parte do céu identificada com com a Alfa e com a Beta Centauri nas cartas celestes modernas. A nova estrela foi visível por meses e acredita-se essa seja a primeira supernova registrada pelo ser humano. A imagem acima é uma composição que utiliza múltiplos comprimentos de onda de vários telescópios em órbita da Terra nesse século 21, entre eles o XMM-Newton e o Chandra responsáveis por registrar a radiação emitida em raios-X, e o Spitzer e o WISE responsáveis por registrar a radiação emitida em infravermelho. A imagem acima mostra o que é chamado de remanescente de supernova RCW 86, que se entende seja a parte remanescente da explosão estelar. As cores falsas usadas nessa composição foram escolhidas para ressaltar determinadas características do objeto e mostra o gás interestelar aquecido pela onda de choque de expansão da supernova nos comprimentos de onda da radiação de raios-X, em azul e verde, e a poeira interestelar irradiando temperaturas mais baixas na radiação infravermelha, coloridas de amarelo e vermelho. Uma abundância do elemento ferro e a falta de uma estrela de nêutrons ou um pulsar nessa remanescente sugerem que a supernova original era do Tipo Ia. Supernovas do Tipo Ia são explosões termonucleares que destroem uma estrela do tipo anã branca enquanto adquiri material de uma estrela companheira pertencente a um sistema binário. As velocidades das ondas de choque medidas pelo raio-X emitido pela concha em expansão e pela temperatura infravermelha da poeira, indicam que a remanescente está se expandido de forma extremamente rápida dentro de uma impressionante bolha de baixa densidade criada antes da explosão pelo sistema da anã branca. Localizada perto do plano da Via Láctea a aproximadamente 8200 anos-luz de distância da Terra, a RCW 86 tem um raio estimado de 50 anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111110.html

Rússia não consegue estabelecer contato com sonda espacial

General russo afirma que Phobos-Grunt está perdida e falha, que fez sonda ficar presa em órbita, pode ter sido ainda mais séria
Para ex-responsável de assuntos espaciais da Rússia, falha na Phobos-Grunt (na imagem) seria problema da tecnologia desenvolvida
As tentativas de estabelecer contato com a sonda russa Phobos-Grunt, que permanece na órbita terrestre, não deram nenhum resultado por enquanto. As tentativas de retomar o controle da sonda foram realizadas ontem à noite (9), quando o aparelho estava na zona de visibilidade das estações de acompanhamento russas. Um falha impediu que a sonda espacial russa Phobos-Grunt seguisse rumo a Marte. Ela ficou presa em órbita nesta quarta após falhas no equipamento e causa preocupação, pois pode se espatifar e liberar toneladas de combustível muito tóxico na Terra, a menos que engenheiros consigam colocá-la no rumo correto.  "Nas últimas horas, os especialistas do centro de comando de terra realizaram várias tentativas, mas a sonda não responde e são cada vez menores as possibilidades de êxito", disse um analista da base cazaque de Baikonur à agência "Interfax".  A fonte, que pediu anonimato, acrescentou que as possibilidades de conseguir reaver a sonda e enviá-la a Marte são "muito pequenas".  A Phobos-Grunt, lançada nesta terça-feira de Baikonur, devia chegar a Marte, mas uma falha ainda não esclarecida deixou a sonda, de 13,5 toneladas de massa, perdida na órbita terrestre. A Roskosmos (agência espacial russa) declarou que há possibilidades de recuperar o aparelho, já que este conserva todo seu combustível e seus acumuladores não se esgotaram. No entanto, alguns especialistas se mostram cada vez mais pessimistas sobre o destino da sonda.  "Em minha opinião, a Phobos-Grunt está perdida. A probabilidade de isso ter acontecido é muito alta", declarou o general Vladimir Uvárov, ex-responsável de assuntos espaciais das Forças Armadas da Rússia.  "Parece que estamos diante de uma falha mais séria, que não é produto de um erro intelectual, mas tecnológico", destacou o militar em entrevista publicada hoje pelo jornal oficial "Rossíiskaya Gazeta". O lançamento da Phobos-Grunt devia marcar o início de uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos, uma das duas luas de Marte, o pouso em sua superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com 200 gramas de amostras do solo do satélite marciano. O projeto, com um custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais do sistema solar.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br
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