14 de nov de 2011

Primeiro artigo científico submetido do espaço


Ciência espacial

A revista científica Europhysics Letters recebeu um artigo científico histórico: o primeiro a ser submetido do espaço. Embora a exploração Espacial já tenha resultado em uma enormidade de artigos científicos, eles sempre foram elaborados e transmitidos para publicação aqui da superfície.
Na última semana, Sergey Alexandrovich Volkov, que está na Estação Espacial Internacional, submeteu um manuscrito que descreve um experimento realizado na própria Estação.
Embora a Exploração Espacial já tenha resultado em uma enormidade de artigos científicos, eles sempre foram elaborados e transmitidos para publicação aqui da superfície. [Imagem: University of Colorado Boulder]
O experimento analisou as propriedades de plasmas complexos em condições de microgravidade. A pesquisa é fruto da colaboração de 29 missões individuais, realizadas ao longo dos últimos 10 anos, por pesquisadores da Alemanha e da Rússia, sempre a bordo da Estação Espacial.

Velocidade do som em plasmas complexos

"Eu certamente espero atrair mais pesquisas de excelência vindas além do globo terrestre. É claro, é improvável que venhamos a receber muitos manuscritos da Lua, ou além dela, no futuro próximo. Mas talvez as primeiras missões a Marte venham a tempo de submeter um manuscrito para o ano do jubileu de ouro da Europhysics Letters, em 2036," escreveu Michael Schreiber, editor da revista. O primeiro artigo científico vindo do espaço foi aceito e publicado no exemplar de 11 de Novembro da revista. O artigo relata medições da velocidade do som no interior de plasmas complexos. A medição da velocidade do som é uma ferramenta importante para caracterizar a estrutura, as propriedades e o comportamento de determinados materiais - sua elasticidade, por exemplo. Sob a gravidade normal da Terra, é possível estudar apenas finas camadas superficiais dos plasmas complexos. Sob a microgravidade do espaço, por outro lado, é possível fazer pesquisas em 3D no material.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Meteorito raro encontrado por fazendeiro americano vale 6 milhões de reais

Em 2006, um fazendeiro encontrou um meteorito enterrado em uma colina em uma cidade de Missouri, nos EUA. No entanto, só agora o valor dessa descoberta foi revelado. O geoquímico Randy Korotev, da Universidade de Washington, identificou a rocha espacial como um tipo raro de meteorito palasito que vale cerca de 6 milhões de reais. Apenas 19 outros palasitos já foram encontrados nos EUA até hoje. O meteorito percorreu um longo caminho até chegar nas mãos de Korotev. Os pesquisadores acreditam que este meteorito era parte de um asteroide que orbitava o sol no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Em algum momento, este fragmento se bateu com uma órbita que cruzava o caminho da Terra, e foi puxado para o nosso planeta pela gravidade. Os cientistas não têm certeza de quando o meteorito atingiu a Terra, mas ele foi descoberto em 2006, quando um agricultor, que pediu para permanecer anônimo, encontrou uma pedra muito pesada em uma colina. Embora a pedra parecesse normal por fora, quando o agricultor a serrou, um interior belo e inusitado foi revelado. Cristais verdes de um mineral chamado olivina se espalhavam por uma matriz de ferro-níquel, como lascas de chocolate em um cookie. Estas são marcas de um palasito. Em 2009, Karl Aston, um químico, caçador de meteoritos amador e colecionador, ouviu falar sobre a rocha e se juntou com amigos para comprá-la. Para determinar que tipo de pedra tinham em suas mãos, os coletores trouxeram a rocha para Korotev, que era bem conhecido como identificador de rochas espaciais. Korotev e sua equipe pegaram uma amostra da rocha e analisaram sua composição elementar para classificá-la. Eles descobriram que ela era parte de um grupo principal de rochas palasitos, similar à maioria das outras 19 que tinham sido encontradas no país antes. Para descobrir se era um pedaço de um meteorito conhecido que já tinha sido estudado, os cientistas fizeram mais testes. Korotev enviou a pedra a John Wasson, que tinha ferramentas especiais para analisar a matriz metálica dos cristais de dentro da rocha. Wasson concluiu que a pedra era única, sem relação com qualquer dos palasitos anteriores. Isso fez com que ela ganhasse seu próprio nome. Em 27 de agosto de 2011, o Comitê de Nomenclatura da Sociedade Meteoritical nomeou oficialmente a pedra Conception Junction, após o local onde foi encontrada. A maioria dos meteoritos é feita de um tipo de material, mas palasitos como Conception Junction são diferentes. Estas pedras vêm de grandes asteroides que produzem calor interno suficiente para derreter parcialmente seu interior, criando um núcleo de metal líquido e um exterior rochoso. Os cientistas acreditam que palasitos, que contêm uma mistura de metal e rocha, vem do limite de um asteroide, entre seu núcleo de metal e o mineral olivina em sua camada do meio, chamada de manto. Asteroides são os restos que sobraram após a formação dos planetas, assim, são feitos do mesmo material que a Terra. Pesquisadores acreditam que a fronteira entre o núcleo do nosso planeta e seu manto é muito parecida com a composição de um meteorito palasito. Quando cortado e polido, esse meteorito vale cerca de 354 reais por grama. Em contraste, meteoritos comuns são vendidos por 3 a 5 reais por grama, enquanto o primeiro meteorito lunar encontrado por um colecionador particular valeu 70.000 reais por grama. No entanto, o fazendeiro de Missouri provavelmente não vai ficar milionário. Korotev disse que os meteoritos não são uma boa forma de enriquecer, afinal colecionadores de meteoritos raramente são ricos; eles fazem isso por diversão. No total, o novo meteorito pesa cerca de 17 quilos, trazendo seu valor para cerca de 6 milhões de reais. Aston e outros colecionadores doaram a maior parte do meteorito para universidades e museus, mas ainda há alguns exemplares disponíveis para compra.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Começa simulação de missão em Marte

Seis astronautas voluntários, da China, Rússia e outros países da Europa, vão passar os próximos 520 dias fingindo que estão em Marte. É a mais nova e inusitada missão da Agência Espacial Europeia, que vai tentar simular uma situação o mais semelhante possível a uma viagem tripulada ao Planeta Vermelho. O projeto, chamado de Mars500, custará 26 milhões de reais aos cofres da entidade espacial. O que vai acontecer, de maneira geral, é uma temporada de mais de 17 meses, sem interrupção, com seis cosmonautas presos na escotilha de uma base aérea de Moscou (Rússia,) como se estivessem a caminho de Marte. O ambiente e as condições de uma viagem como essa serão imitados no maior número possível de detalhes: em um espaço de 550 metros cúbicos, mais ou menos o tamanho de uma sala média. Tirando a ausência de peso e a radiação solar, as outras condições físicas de uma missão como essa serão simuladas. O traje dos astronautas pesa 32 quilos, e a comunicação da cápsula com o mundo exterior terá um atraso de 20 minutos. A saúde dos voluntários será minuciosamente medida nesse período. Amostras de urina e de sangue serão coletadas, já que eles só vão se alimentar de ração espacial e raramente tomarão banho, bem como acontece em qualquer travessia no espaço. A situação de isolamento que os participantes vão vivenciar é parte das preocupações dos organizadores da missão. Haverá câmeras monitorando o comportamento diário dos seis “tripulantes”, e até psicólogos apontam problemas que podem acontecer. 
Em uma missão semelhante, em 2000, dois astronautas se agrediram fisicamente e tentaram assediar uma tripulante feminina, devido ao desequilíbrio mental que a experiência causou. Diante de intermináveis dezessete meses presos em uma escotilha desconfortável, cada astronauta afirma que já planejou passatempos para suportar a missão.
Fonte: http://www.reuters.com/

O gás primordial do Universo

© Science (ilustração do gás numa galáxia em formação)
Astrônomos encontraram pela primeira vez nuvens formadas pelos primeiros gases que se formaram no Universo. A teoria do Big Bang diz que, assim que aconteceu a explosão, somente o hidrogênio e o hélio, elementos mais leves da tabela periódia, foram formados. Centenas de milhões de anos se passaram até que esses gases se condensassem e dessem origem às primeiras estrelas. Até agora, nunca havia sido encontrado nada no Universo que não fosse formado por metais. “É a primeira vez que é encontrado gás puro, não contaminado por elementos mais pesados gerados pelas estrelas”, afirma Jason Xavier Prochaska, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, um dos coautores do estudo. As duas nuvens do chamado gás puro foram detectadas pelo telescópio Keck, no Havaí, com a análise da luz emitida por quasares localizados nas constelações de Leão e Ursa Maior, a cerca de 12 bilhões de anos-luz da Terra . Conseguimos ver as linhas de absorção no espectro onde a luz foi absorvida pelo gás, e isso nos permite medir a composição do gás”, explica Fumagalli.
Fonte: www.sciencemag.org

Sistema solar pode ter tido cinco planetas gigantes em sua origem

Estudo afirma que quinto planeta gigante teria sido expulso do sistema solar em período de instabilidade, há 600 milhões de anos
Ilustração mostra quinto planeta gigante, que teria sido expulso do sistema solar.Foto: Southwest Research Institute
O sistema solar pode ter tido em suas origens um planeta gigante a mais além dos quatro atuais, que foi ejetado por uma mudança de órbita de Júpiter, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (11) pela revista "The Astrophysical Journal Letters". O artigo, escrito por David Nesvorny, do Southwest Research Institute, descreve o sistema solar há 600 milhões de anos como um lugar caótico no qual os planetas e as luas provocavam deslocamentos entre si devido a órbitas instáveis. Nesvorny desenvolveu simulações de computador baseadas em uma análise do conjunto de pequenos corpos conhecidos como Cinturão de Kuiper e das crateras da lua. O dinamismo em transformação das órbitas dos planetas gigantes e dos corpos pequenos fez com que os corpos celestes se dispersassem para diferentes lugares. Alguns corpos pequenos foram na direção do Cinturão de Kuiper e do Sol e outros viajaram para dentro, gerando vários impactos entre os planetas e as luas. Os planetas gigantes também se moveram. Júpiter deslocou para o interior do sistema solar e deslocou vários planetas, enquanto Urano e Netuno se movimentaram para o exterior.Entretanto, Nesvorny detectou um problema neste modelo, pois se for aceita a teoria de que Júpiter mudou de órbita de maneira súbita quando se afastou de Urano e Netuno durante o período de instabilidade na zona externa do sistema solar, a conclusão é de que estes últimos planetas teriam ficado fora do sistema. "Algo estava errado", ressaltou. Para achar uma saída para esta encruzilhada, o pesquisador decidiu introduzir nas simulações cinco planetas gigantes ao invés dos quatro atuais (Júpiter, Urano, Netuno e Saturno). "A possibilidade de que o sistema solar tenha tido mais de quatro planetas gigantes inicialmente, e expulsou um, parece ser mais concebível de acordo com as recentes descobertas de um grande número de planetas flutuando livremente no espaço interestelar, o que demonstraria que o processo de expulsão planetária seria bastante comum", disse o astrofísico.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Cientistas chineses querem estudar Marte de maneira independente

Segundo pesquisador, fracasso da sonda russa Phobos-Grunt 'foi uma autêntica decepção mas pode acelerar os esforços do país para desenvolver sua capacidade de pesquisa independente'
A comunidade científica chinesa se mostrou disposta a estudar Marte de maneira independente após a decepção causada pelo fracasso do lançamento da sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, na qual a China colaborava com o minisatélite Yinghuo-1. Esta ideia, segundo informou neste sábado o jornal oficial China Daily, retoma o projeto criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia chinês em 2007 para conseguir a tecnologia necessária para uma missão no Planeta Vermelho.  De acordo com Jiao Weixin, cientista da Universidade de Pequim, o fracasso da missão russa "foi uma autêntica decepção", mas este fato "pode acelerar os esforços do país para desenvolver sua capacidade de pesquisa independente".  Para conseguir seu objetivo, a China deverá desenvolver um sistema efetivo de controle remoto assim como fabricar foguetes mais potentes que possam cobrir a distância entre a Terra e Marte, entre 55 milhões e 350 milhões de quilômetros, de acordo com suas órbitas. O fracasso da sonda russa levou a comunidade científica chinesa a pedir ao Executivo que agilize os processos de aceitação dos projetos apresentados já que, segundo o plano atual, a tecnologia necessária demorará ainda cinco anos para ser desenvolvida. O interesse dos cientistas de todo o mundo por Marte não é novo e já em 1971 a União Soviética posou um aparelho, o Mars-3, no solo deste planeta. Na atual corrida pela "conquista" de Marte, além de Rússia e Estados Unidos, a China aparece com força após desenvolver sua indústria e tecnologia espacial de maneira notável nos últimos anos.
Fonte: ESTADÃO

Queda D’Água, Arco de Lua, Auroras e Estrelas

Créditos e Direitos Autorais: Stephane Vetter (Nuits sacrees)
Quanto mais você olhar para a imagem acima, mais poderá ver. Talvez seus olhos num primeiro momento sejam levados para a pitoresca queda d’água chamada Skogarfos visível na parte direita da imagem. Contudo, o que é predominante nessa linda paisagem da Islândia é o arco colorido de luz na parte esquerda da imagem. Esse arco cromático não é um arco-íris, pelo fato das gotículas de água não se originarem numa chuva, nem pelo fato delas estarem refletindo a luz do Sol. Ao invés disso, as gotas de água são originadas da queda d’água, e a iluminação é gerada pela luz da Lua. Acima de tudo isso ainda pode-se ver auroras verdes cruzando o céu. A cena capturada numa noite do mês de Outubro de 2011, também mostra uma bela paisagem estrelada em segundo plano, incluindo o asterismo conhecido como Big Dipper, que faz parte da constelação do Grande Urso (a Ursa Major).
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111114.html
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