25 de nov de 2011

Henrietta Swan Leavitt

Henrietta Swan Leavitt (4 de julho de 1868, Lancaster, Massachusetts — 12 de dezembro de 1921, Cambridge, Massachusetts) foi uma astrônoma estado-unidense famosa por seu trabalho sobre as estrelas variáveis. Leavitt efetuou seus estudos no Oberlin College e na Society for Collegiate Instruction of Women (Radcliffe College) onde ela descobriu tardiamente a Astronomia. Ao final de seus estudos, em 1892, ela seguiu outros cursos de Astronomia. Em 1895 ela entrou para o Harvard College Observatory como voluntária. Suas qualidades e sua vivacidade de espírito permitiram-lhe ser admitida no quadro permanente de funcionários do observatório sob a direção de Charles Pickering. Leavitt teve poucas possibilidades de efetuar trabalhos teóricos, mas foi rapidamente nomeada à chefia do departamento de fotometria fotográfica responsável pelo estudo das fotografias de estrelas a fim de determinar suas magnitudes, processo que envolvia a comparação do tamanho de uma estrela em duas chapas fotográficas tiradas em tempos diferentes. Ela descobriu e catalogou 1777 estrelas variáveis situadas nas Nuvens de Magalhães. Em 1912, a partir de seu catálogo, ela descobriu que a luminosidade das variáveis cefeidas era proporcional ao seu período de variação de luminosidade. Essa relação período-luminosidade é a base de um método de estimação das distâncias de nebulosas e de galáxias no Universo. Os resultados de Leavitt foram usados por cientistas como Ejnar Hertzsprung, Harlow Shapley e Edwin Hubble e contribuíram significantemente para o desenvolvimento da Astrofísica e da Cosmologia.

Prêmios e honras

O asteróide 5383 Leavitt foi assim chamado em sua homenagem.
Quatro anos após a morte de Leavitt, o matemático sueco Gösta Mittag-Leffler considerou nomeá-la para o Prêmio Nobel. A nomeação era baseada em seu trabalho de formulação da relação entre a periodicidade e a luminosidade das variáveis cefeidas. No entanto, como ela já havia falecido, ela nunca foi nomeada.
Fonte: http://pt.wikipedia.org

Descobertas Casuais

Lunar Reconnaissance Orbiter images from Quick Map (NASA/ASU)
Se você um dia gastar um tempo pesquisando no site da sonda LRO Quick Map você pode procurar por material derretido por impacto como visto ontem aqui no blog, mas também uma série de feições interessantes podem ser encontradas. Na parte superior esquerda está um par de estranhas crateras com a cratera de 42 km de largura Van Gent abaixo e a Van Gent X acima. Esse é um caso peculiar, mas não único na Lua, onde uma cratera degradada recebeu um nome onde uma cratera próxima e mais preservada recebeu somente uma letra. A parede reta que separa as duas crateras é típica de uma formação que surge em impactos simultâneos, mas não parece ser o caso aqui, a X tem empurrado o anel da Van Gent além de ser muito mais nova. E o que dizer sobre esse material derretido por impacto no interior da cratera sem nome abaixo e a direita da Van Gent? De onde ele veio? Outra feição interessante na parte superior direita está a cratera Kirkwood, com aproximadamente 67 km de diâmetro com um interior suave. No centro existe uma pequena colina brilhante envolta por uma onda em forma de domo, e uma segunda feição desse tipo, mais fraca pode ser vista à esquerda. Domos e ondas dômicas são raras no lado escuro da Lua devido a pobreza de mares, mas esse parece ser um fenômeno verdadeiramente vulcânico. Outra feição interessante aparece na parte inferior esquerda, é uma cratera muito jovem, a cratera Giordano Bruno que tem sua idade estimada em um milhão de anos. Ela é tão brilhante que satura os sensores da câmera WAC da sonda LRO. Imagens da câmera NAC do seu interior (imagem inferior direita com um campo de visão com 1.6 km de largura) revelam outros tipos de material derretido por impacto. Mais dramático ainda são os fluxos massivos na superfície. Esses fluxos parecem com os fluxos de lava encontrados na Terra, formados quando um material viscoso dobra sobre si mesmo enquanto se movimenta. No ponto mais baixo do interior da cratera pode-se ver um material derretido mais suave e mais fluido que criou um grande reservatório. Provavelmente a equipe da sonda LRO já descreveu esses fluxos impressionantes da cratera Giordano Bruno em algum lugar, mas as outras feições podem não ter sido descritas até agora e agora está registrada na bela descrição feita por Chuck Wood do site LPOD. Se você gastar um tempo olhando para o mosaico do lado escuro da Lua poderá ver coisas que até hoje não foram descobertas e nem descritas.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/November+25%2C+2011

Nova missão para explorar Marte é de alto risco, diz astrônomo

Britânico que chefiou missão fracassada Beagle 2 especula que clima entre colegas americanos no dia do lançamento deve ser tenso
Concepção artística do modelo do robô Curiosity/Foto:NASA
O astrônomo britânico que líderou uma missão fracassada a Marte, a Beagle 2, disse ao programa Material World da BBC Radio 4 que a nova missão americana ao Planeta Vermelho, o Mars Science Laboratory, é de altíssimo risco. Colin Pillinger, professor de Ciências Planetárias da Open University da Grã-Bretanha, comentou que nesta sexta-feira, dia marcado para o lançamento da nova missão americana, o clima entre seus colegas na Nasa deve ser de preocupação. Desde a década de 1960, dezenas de missões robóticas foram direcionadas a Marte, com o intuito de coletar informações sobre as condições do planeta e sua história, além de abrir caminho para uma possível missão tripulada. A maior parte dessas missões fracassou, levando cientistas a ponderar, brincando, sobre a existência de um grande diabo galáctico que se alimentaria de sondas enviadas a Marte. Outros falam da "maldição" do Planeta Vermelho.

Phobos-Grunt - O caso mais recente de missão fracassada a Marte - ou quase fracassada, já que os cientistas ainda estão tentando salvá-la - foi o lançamento da sonda russa Phobos-Grunt, no dia 9 de novembro. Apesar de ter sido lançada com sucesso, os cientistas russos não conseguiram colocar a nave na direção correta (seu destino seria uma das luas de Marte) e a missão está presa na órbita da Terra. Depois de duas semanas de tentativas, a Agência Espacial Europeia conseguiu estabelecer contato com a sonda. Agora, a agência europeia está trabalhando com cientistas russos para identificar o problema da sonda e consertar seu motor.  "Eles não conseguem dar ignição no motor", disse Pillinger. "As baterias da nave estão acabando e uma vez que isso aconteça, será o fim da missão".  Ele explicou que o caso da missão liderada por ele, a Beagle 2, lançada em 2003, foi diferente:  "A Beagle chegou a Marte mas foi na descida que o problema aconteceu. A descida é sempre a fase mais difícil." Pillinger disse que o grande desafio em missões como essas não é necessariamente a distância.  "Podemos ir muito mais longe. Hoje mesmo estávamos discutindo a possibilidade de irmos às luas do planeta gigante (Júpiter) para reexaminar Europa e buscar evidências de vida lá". Pillinger explicou que quanto mais longe vai uma missão espacial, mais falhas acontecem. "Cada uma dessas falhas, se você não consegue resolver o problema, significa o fim da missão", explicou. A estratégia usada pelos cientistas é criar duplicatas de cada sistema. Quando um aparelho falha, o outro assume seu lugar.  "Você constrói as naves com a maior quantidade de sistemas duplicados possível, mas há um limite, porque quanto mais você constrói, maior e mais complicada fica a nave", diz ele. "O problema da Beagle é que ela tinha tão pouca massa que não podíamos construir nenhum sistema duplicado", observa. "No caso da Phobos-Grunt, eles tinham alguns sistemas duplicados, mas não tinham um sistema duplicado na área de telecomunicações da nave."

Sonda Curiosity - Nessa sexta-feira, os americanos estão lançando a missão Mars Science Laboratory, cuja estrela é a imensa sonda Curiosity. Pillinger disse que a missão enfrenta agora riscos muito altos. "A Nasa descobriu no passado que é um risco alto aterrissar em Marte, e a maioria dos êxitos alcançados foram situações onde havia duas naves duplicando o sistema inteiro", disse. "Assim, se uma dá errado, eles aprendem com isso e asseguram que a outra tem melhores chances."  "Eles estão preparados para fazer isso com as últimas sondas que enviaram a Marte. Eles esperavam aterrissar a Spirit em uma parte mais tranquila de Marte na antecipação de que aprenderiam mais com essa missão para depois lançarem a Opportunity a um ponto geológico mais interessante. No final, as duas quebraram", explica. Na verdade, a sonda Opportunity não quebrou. Depois de cerca de sete anos explorando Marte, ela se prepara para enfrentar o rigoroso inverno marciano e os cientistas da Nasa não acreditam que a sonda sobreviva ao frio extremo.

Experimento Arriscado -  "Dois terços das missões fracassam", disse Pillinger. Quanto às chances de sucesso da nova missão americana, Pillinger hesitou em arriscar um palpite.  "As chances são tão boas quanto os engenheiros puderem assegurar. Você testa, testa e testa e nunca lança algo que não tenha chances de sucesso", disse Pillinger contou que a nova missão é um grande experimento. "Eles vão testar um novo sistema de aterrissagem."  "A Curiosity é do tamanho de um carro pequeno, o maior veículo já lançado. Já a Beagle 2 era do tamanho de uma roda de carro", observa.  "Na Beagle, nós usamos um sistema em que a nave é embalada com sacos cheios de gás e acoplada a um paraquedas. Quando ela toca o chão, ela joga os sacos fora e vai embora", disse.  "Dessa vez, eles vão sobrevoar o local e baixar o veículo com cabos. Quando a sonda tocar o chão, vão cortar os cabos", explica. "É um grande experimento, e de alto risco. Eles têm uma chance única de sucesso."  "Alguns engenheiros da Nasa devem estar extremamente preocupados, mas devem estar também confiantes de que fizeram o melhor possível", disse.

Vida em Marte - O grande tamanho da sonda Curiosity se deve ao fato de que ela não será movida a energia solar. O robô é munido de um gerador radioativo que lhe fornece energia constantemente, permitindo que ele viaje para mais longe e mais rapidamente. E enquanto explora Marte, o robô estará procurando respostas para a pergunta que há muito tempo os cientistas tentam responder: haveria sinais de vida no Planeta Vermelho?  "Eles vão fazer experimentos que vão contribuir muito nessa direção", disse Pillinger. "Está carregando exatamente os instrumentos que eu teria escolhido."
Fontes: TERRA/ESTADÃO
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