28 de nov de 2011

Telescópio Espacial Hubble da NASA Confirma Que Galáxias Funcionam Como Recicladores Finais de Matéria

As galáxias que são consideradas por se tornarem verdes no início da história do universo estão continuamente reciclando imensos volumes de gás hidrogênio e elementos pesados para assim gerarem sucessivas gerações de estrelas que sobrevivem por bilhões de anos. Essa reciclagem continua mantém as galáxias longe de esvaziar seus tanques de combustível e assim conseguem manter suas épocas de formação de estrelas por mais de 10 bilhões de anos. Contudo, as galáxias que iniciam uma rápida formação de estrelas podem soprar seu combustível remanescente, essencialmente desligando o processo futuro de formação de estrelas.
Leia a postagem completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=22238

Veículo espacial da NASA vai escalar montanhas de Marte

A Agência Espacial dos EUA, a NASA, prepara uma nova sonda para explorar Marte. O veículo, que lançado no sábado (dia 26), vai estudar em profundidade a química e a geologia do local. Para isso, terá que demonstrar uma habilidade “incomum” a veículos espaciais: a capacidade de escalar um elevado de 5 mil metros de altura no relevo do Planeta Vermelho. Este veículo alpinista foi batizado de “Curiosity” (em português, “curiosidade”). Faz parte da missão “Laboratório Científico de Marte” (MSL, na sigla em inglês), que no total vai custar 2,5 bilhões de dólares (o equivalente a cerca de R$ 4,65 bi, na conversão atual). A sonda deve alcançar a superfície de Marte em agosto de 2012. O local de pouso já está definido: é uma cratera de 160 quilômetros de largura, chamada “Gale”. No centro dessa cratera, que fica na “zona equatorial” de Marte, está uma montanha com mais de 5 metros de altitude (mais da metade da altura do Monte Everest), que é o alvo do estudo. A montanha tem alto valor de pesquisa: os cientistas afirmam que ela registra a história geológica e ambiental do Planeta Vermelho ao longo do último bilhão de anos. Munido de dez diferentes instrumentos científicos, o veículo Curiosity vai fazer minuciosos estudos do solo, em busca de componentes químicos e outras informações. Os cientistas acreditam que algumas características da base dessa montanha não sejam iguais às do cume. Para tornar o estudo mais completo, portanto, a Curiosity (que tem o tamanho de um carro comum) vai escalar a elevação até o seu topo, avançando não mais do que 200 metros a cada dia. A missão, no total, deve durar seis anos.
Fonte: http://www.space.com/

Lista de planetas com mais chance de ter vida

Cientistas formaram uma lista de luas e planetas com mais tendência a abrigar vida extraterrestre. Entre os mais habitáveis está a lua de Saturno, Titã, e o exoplaneta (que orbita outro sistema, que não o solar) Gliese 581g, que está a 20,5 anos-luz de distância, na constelação de Libra. No estudo, os autores propuseram dois índices diferentes: um de similaridade com a Terra e outro de planeta habitável.  “A primeira questão é se existem condições como as da Terra, já que sabemos por experiência que elas podem abrigar vida”, comenta o membro do grupo, Dirk Schulze-Makucj, da Universidade Estadual de Washington.
 
 “A segunda é se os planetas têm condições que sugerem a possiblidade de outras formas de vida, conhecidas ou não”. Para a primeira condição, são considerados fatores como tamanho, densidade e distância da estrela pai.  A segunda é diferente: se a superfície é rochosa ou gasosa, e se possui um campo atmosférico ou magnético. Também se leva em conta a energia disponível para qualquer organismo, como luz de uma estrela pai ou interações gravitacionais com outros objetos, que podem aquecer um planeta ou lua internamente. E finalmente, o segundo critério também analisa a química – como os compostos orgânicos presentes – e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.
 
O valor máximo estipulado para a similaridade com a Terra foi de 1. O maior valor atingido fora do nosso sistema solar foi o de Gliese 581g (que tem a existência colocada em dúvida por alguns astrônomos), com 0,89, e outro exoplaneta orbitando a mesma estrela, o Gliese 581d, com 0,74. O sistema Gliese 581 tem sido estudado por astrônomos e contém quatro – possivelmente cinco – planetas orbitando uma estrela vermelha anã. O HD 69830d, um exoplaneta do tamanho de Netuno, que orbita uma estrela diferente na constelação de Puppis, também conseguiu uma boa avaliação (0,6). Pensa-se que ele está na Zona Cachinhos Dourados, uma região ao redor da estrela pai onde as temperaturas superficiais não são nem quentes nem frias para a vida.
 
Em nosso sistema solar, a maior graduação ficou com Marte (0,7) e Mercúrio (0,6). Para a segunda questão, da habitabilidade, os resultados foram diferentes. O melhor por aqui foi a lua de Saturno, Titã, que conseguiu 0,64, seguida de Marte (0,59) e a lua de Júpiter, Europa (0,47), que se imagina conter água abaixo da superfície. No campo dos exoplanetas, os melhores foram novamente Gliese 581g (0,49) e Gliese 581d (0,43). Nos últimos anos, a busca por planetas habitáveis fora do nosso sistema solar tem subido muitos degraus. O telescópio Kepler, da NASA, lançado em 2009, já encontrou mais de 1.000 candidatos. Telescópios futuros talvez consigam detectar os chamados “marcadores de vida” na luz emitida pelos planetas, como a clorofila, o pigmento presente nos vegetais.

Lista “Similaridade com a Terra”


Terra – 1,00
Gliese 581g – 0,89
Gliese 581d – 0,74
Gliese 581c – 0,70
Marte – 0,70
Mercúrio – 0,60
HD 69830 d – 0,60
55 Cnc c – 0,56
Lua – 0,56
Gliese 581e – 0,53

Lista “Habitalidade”

Titã – 0,64
Marte – 0,59
Europa – 0,49
Gliese 581g – 0,45
Gliese 581d – 0,43
Gliese 581c – 0,41
Júpiter – 0,37
Saturno – 0,37
Vênus – 0,37
Enceladus – 0,35.
BBC

Marte: quais os próximos passos de exploração?

A NASA lançou sua mais nova e completa nave sábado passado (26) para Marte, marcando um passo importante para seu ambicioso objetivo de enviar seres humanos para o planeta um dia. A nave Curiosity decolou da Flórida e, depois de uma jornada de 8 meses e meio, vai chegar ao planeta vermelho em agosto de 2012. Uma vez em Marte, Curiosity vai investigar se o planeta é ou já foi habitável. A nave está equipada com 10 instrumentos diferentes que lhe permitem escavar, perfurar, e disparar um laser em rochas para examinar a composição química do solo e da poeira marcianos. A missão vai ajudar os cientistas a entender o ambiente e a atmosfera de Marte, o que será essencial para o planejamento de uma missão tripulada ao planeta. “O objetivo é enviar seres humanos a Marte e trazê-los de volta com segurança e, para isso, nós realmente precisamos saber sobre as propriedades da superfície”, disse Doug Ming, coinvestigador da missão. Essas análises vão ajudar a resolver duas questões-chave para uma futura missão tripulada: como as tempestades de poeira de Marte podem afetar os veículos e equipamentos, e quais são os possíveis efeitos tóxicos da poeira de Marte. A NASA planeja enviar humanos a Marte em meados da década de 2030. Mas antes disso, muitas questões importantes sobre o planeta terão de ser respondidas. “Outra investigação fundamental é determinar se existem recursos em Marte que podemos usar para missões humanas”, disse Ming. Dados da missão devem pintar uma imagem mais clara do ambiente de Marte, incluindo se oxigênio e água podem ser extraídos da água congelada subterrânea, ou até mesmo da própria atmosfera. Uma missão tripulada a Marte também vai ser uma tarefa longa, que exige que os planejadores investiguem o cultivo de alimentos no planeta para a tripulação. Ao examinar as propriedades da superfície de Marte, Curosity irá explorar essa possibilidade. A nave está também equipada com um instrumento que medirá a quantidade de radiação na superfície marciana, o que poderia ser um obstáculo para uma futura missão humana.  “Estudos anteriores sobre o efeito da radiação espacial e a ligação com o câncer sugerem que nossa tolerância para voos espaciais de longa duração é quase tão longa quanto é preciso para chegar a Marte”, disse John Charles, um cientista da NASA. Isso deixaria os astronautas em risco dependendo da duração da sua estadia no Planeta Vermelho, além da viagem de volta a Terra. Cientistas da NASA continuarão a estudar a radiação espacial, bem como outras preocupações de saúde em voos espaciais longos. Os pesquisadores também estão realizando estudos de tecnologia de propulsão, na esperança de desenvolver uma forma mais eficiente de viajar de e para Marte, o que irá reduzir a quantidade de tempo no espaço. Mas, antes que os humanos coloquem o pé em Marte, a NASA e a Agência Espacial Europeia devem completar uma série de missões robóticas para pegar amostras do Planeta Vermelho, como um esforço conjunto para analisar o solo de Marte e obter uma maior compreensão das condições do planeta. Em um clima cada vez mais difícil quanto ao orçamento, os detalhes desse esforço conjunto ainda estão sendo trabalhados. Atualmente, a NASA pretende lançar essa série de missões robóticas, anteriores às tripuladas, entre 2016 e 2018.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Robô Curiosity é lançado para Marte

Veículo mais avançado para estudar o planeta vai buscar elementos essenciais para a vida
Jipe-Robô Curiosity foi lançado a bordo do foguete não tripulado Atlas 5
A agência espacial americana lançou, neste sábado (27), o Laboratório Científico de Marte, veículo mais avançado para estudar o planeta vermelho. O foguete Atlas 5, construído pela United Launch Alliance decolou da plataforma de lançamento 41 na Estação da Força Aérea na Flórida às das 13h02 (horário de Brasília). O Laboratório Científico de Marte chegará ao planeta vermelho em agosto de 2012, depois de uma viagem de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. Onde vai analisar o planeta por dois anos. Dois minutos depois da partida, em uma manhã nublada sobre Cabo Canaveral, e quando o projétil alcançava 7.778 km/h, se desprendeu o primeiro segmento do foguete propulsor. Depois que se desprendeu o segundo segmento, a cápsula que contém a sonda "Curiosity" disparou a mais de 24.000 km/h para sua travessia de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio com destino à cratera de Gale, em Marte.  "Estamos muito animados em lançar o mais avançado laboratório científico para Marte", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden. "Ele nos dirá informações criciais que precisamos saber sobre Marte. Enquanto avançamos em conhecimento científico, vamos nos preparando para missões tripuladas para o planeta vermelho e para lugares que nunca estivemos antes".  Também chamado de Curiosity, o jipe-robô custou 2,5 bilhões de dólares e vai buscar elementos essenciais para a vida, especialmente as substâncias orgânicas. O equipamento, projetado para durar dois anos. Ele possui 17 câmeras e 10 instrumentos científicos, incluindo laboratórios químicos para identificar os elementos em amostras de solo e rocha a serem escavadas pelo braço robótico da sonda de perfuração. O Curiosity vai pousar na cratera Gale, com 154 quilômetros de diâmetro.O local é considerado interessante para estudo, pois dentro dela há uma montanha com depósitos em camadas, erguendo-se a 4.800 metros - o dobro da altura das camadas que formam o Grand Canyon, nos EUA. A base da cratera da montanha possui argila, evidência de um ambiente úmido prolongado, disse o cientista planetário John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia e cientista-líder da missão principal. A água é considerada um elemento chave para a vida, mas não o único. Sondas anteriores de Marte procuraram sinais de água de superfície. Com "Curiosity", a Nasa muda seu foco para procurar outros ingredientes para a vida, incluindo o carbono orgânico. "É uma longa tentativa, mas vamos tentar", disse Grotzinger a jornalistas.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Deslizamento de terra no asteróide Vesta

Créditos da Imagem:NASA, JPL-Caltech, UCLA, MPS, DLR, IDA
O asteróide Vesta é o lar de um dos mais impressionantes abismos do Sistema Solar. A imagem acima mostra perto do centro da tomada um abismo muito profundo com um desnível aproximado de 20 km desde o topo até a sua base. A imagem acima foi feita pela sonda robótica Dawn que começou a orbitar o pedaço de rocha espacial de 500 quilômetros de diâmetro no começo de 2011. A topografia da escarpa e das áreas ao redor indicam grandes deslizamentos de terra que podem ocorrer talude abaixo. A origem da escarpa ainda é algo desconhecido, mas partes da face do abismo devem ser muito antigas já que é possível ver que algumas crateras apareceram nela desde que ela foi criada. A sonda Dawn está agora terminando seu mapeamento feito a grande altitude e começará a descer para uma órbita mais baixa em forma de espiral para explorar melhor o campo gravitacional do asteróide. Durante o ano de 2012 está programado para que a sonda Dawn diga adeus ao asteróide Vesta e comece a sua longa jornada para o maior objeto do cinturão de asteróide, o Ceres.
Créditos: http://apod.nasa.gov/apod/ap111128.html

Galáxia distante vista por lente gravitacional

© A. Zitrin (aglomerado MACS J0329.6-0211 e galáxia anã distante)
Lente gravitacional é uma ferramenta poderosa para os astrônomos, que lhes permitem explorar galáxias distantes com muito mais detalhes do que seria permitido. Sem essa técnica, as galáxias na borda do Universo visível são meras bolhas minúsculas de luz, mas quando ampliada dezenas de vezes possibilita explorar as propriedades internas estruturais mais diretamente. Recentemente, astrônomos da Universidade de Heidelberg descobriram uma galáxia através da lente gravitacional que é uma das mais distantes já vistas, localizada à 12,8 bilhões de anos-luz sa Terra. No entanto, esta é notável por ser uma lente rara quádrupla.

As imagens desta descoberta interessante foram tiradas usando o telescópio espacial Hubble em agosto e outubro deste ano, utilizando um total de 16 diferentes filtros coloridos, bem como dados adicionais a partir do telescópio infravermelho Spitzer. O aglomerado no primeiro plano, MACS J0329.6-0211, está cerca de 4,6 bilhões de anos-luz distante. Na imagem acima, a galáxia de fundo foi dividida em quatro imagens, rotuladas pelas ovais em vermelho e marcadas de 1.1 a 1.4. Elas são ampliadas no canto superior direito.

Assumindo que a massa do aglomerado está concentrada ao redor das galáxias que estavam visíveis, a equipe tentou reverter os efeitos que o aglomerado teria pela galáxia distante, o que reverteria as distorções. A imagem restaurada, também corrigida para o redshift considerado, é mostrado na caixa inferior, no canto superior direito. Depois de corrigir essas distorções, a equipe estimou que a massa total da galáxia distante é de apenas alguns bilhões de vezes da massa do Sol. Em comparação, a Grande Nuvem de Magalhães, um satélite anão da nossa própria galáxia, é cerca de dez bilhões de massas solares.

O tamanho total da galáxia é pequeno também. Estas conclusões se encaixam bem com as expectativas de galáxias no Universo primitivo, que prevêem que as galáxias grandes no Universo de hoje foram construídos a partir da combinação de muitas galáxias menores.  A quantidade de elementos pesados na galáxia é significativamente menor do que estrelas como o Sol, que está de acordo com as expectativas. Esta falta de elementos pesados indica que deve haver poucos na forma de grãos de poeira. Essa poeira tende a ser um bloco forte com comprimentos de onda mais curtos de luz, tais como ultravioleta e azul.

Sua ausência ajuda a dar à galáxia a sua tonalidade azul.  Formação estelar também é alta na galáxia. A taxa de produção de novas estrelas é um pouco maior do que em outras galáxias descobertas em torno da mesma distância, mas a presença de aglomerados mais brilhantes na imagem restaurada sugere que a galáxia pode estar passando por algumas interações, contribuindo para a formação de novas estrelas.
Fonte: http://www.universetoday.com/91285/quadruply-lensed-dwarf-galaxy-12-8-billion-light-years-away/
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