29 de nov de 2011

7 grandes mistérios de Marte


Marte era conhecido como a “estrela de fogo” pelos astrônomos chineses, e os cientistas ainda debatem questões sobre o planeta vermelho. Mesmo após várias espaçonaves terem sido enviadas para o planeta, pouso se sabe sobre ele. Aqui estão alguns dos mistérios a serem resolvidos:


7 – Porque Marte tem duas caras?
Os cientistas têm debatido sobre as diferenças entre os dois lados de Marte por décadas. O hemisfério norte é plano e baixo – está entre os mais planos no sistema solar, potencialmente formado por água, que um dia correu na superfície marciana. Enquanto isso, o lado sul é acidentado e cheio de crateras, e cerca de 4 a 8 quilômetros maior em elevação do que o hemisfério norte. Evidências recentes sugerem que a grande disparidade entre os lados do planeta foi causada por uma pedra gigante que se chochou com o planeta, há muito tempo atrás.

6 – Qual a fonte de metano em Marte?
 Metano – a simples molécula orgânica – foi descoberta na atmosfera de Marte pela nave Mars Express, em 2003. Na Terra, muito do metano atmosférico é produzido pela vida, em processos como a digestão das vacas. Parece que o gás está estável no planeta vermelho por apenas 300 anos, então o que está o gerando é muito recente. Mas há formas de gerar metano sem vida, como a atividade vulcânica. A nave ExoMars, que tem lançamento previsto para 2016, vai estudar a composição química da atmosfera de Marte, para entender mais sobre a presença dessa molécula.

5 – Existe água líquida na superfície de Marte?
Apesar da quantidade de evidências que sugerem a presença de água líquida em algum ponto da história de Marte, a questão é se isso ainda ocorre na superfície do planeta. A pressão atmosférica é muito baixa, cerca de 1% da Terra, o que dificulta a presença de líquido. Entretanto, linhas estreitas e escuras nas ladeiras de Marte oferecem dicas de que água salgada pode estar correndo.

4 – Existiram oceanos em Marte?
Várias missões em Marte revelaram diversas pistas de que o planeta um dia foi quente o suficiente para que água líquida corresse em sua superfície. Entre elas, estão o que parecem ser redes de vales, rios e minerais que usam água para se formar. Entretanto, modelos climáticos atuais de Marte não conseguem explicar como temperaturas mais quentes podem ter existido, já que o sol era muito mais fraco no passado. Isso leva alguns a pensar que tais diferenças foram criadas por ventos ou outros mecanismos.

3 – Existe vida em Marte?
 A primeira nave especial a pousar com sucesso em Marte foi a Viking 1, da NASA. Desde então, o mistério continua: há evidências de vida no planeta? A Viking representou a primeira e até agora a única tentativa de buscar vida em Marte, e seus achados são muito debatidos hoje. Ela detectou moléculas orgânicas como cloro metano e diclorometano. Mas esses compostos foram tidos como contaminação da Terra – fluídos de limpeza usados para preparar a nave quando ainda estava aqui. A superfície de Marte é muito hostil para a vida como conhecemos.

É fria, árida, tem muita radiação, entre outros fatores. Mesmo assim, existem muitos exemplos de formas de vida sobrevivendo em locais extremos da Terra, como os solos secos e gelados da Antártica e o super árido Deserto do Atacama, no Chile. Há vida na Terra em qualquer lugar onde há água líquida, e a possibilidade de que um dia tenham existido oceanos em Marte leva muitos a imaginar se a vida conseguiu surgir no planeta. Saber essa resposta pode desvendar o mistério se a vida comum existe ou não no resto do universo.

2 – A vida na Terra começou em Marte?
Meteoritos descobertos na Antártica, originários de Marte – atirados do planeta por culpa de impactos cósmicos – possuem estruturas que lembram um dos micróbios da Terra. Apesar de muitas pesquisas darem explicações químicas, e não biológicas para esses achados, o debate continua. É interessante a possibilidade que a vida na Terra tenham realmente surgido em Marte, há muito tempo, e chegado aqui nos meteoritos.

1 – Humanos conseguem viver em Marte?
Para responder se existe ou existiu vida em Marte, pessoas talvez tenham que ir até lá para saber. A NASA planejava, em 1969, ter uma missão humana em Marte em 1981, e uma base permanente em 1988. Mas viagens humanas interplanetárias mostraram-se desafios tecnológicos e científicos incríveis. Teríamos que lidar com os rigores da viagem – comida, água e oxigênio, os efeitos deteriorantes da microgravidade, perigos como fogo e radiação, e o fato de que os astronautas estariam milhões de quilômetros longe de qualquer ajuda, confinados juntos por um bom tempo. Pousar, trabalhar, viver em outro planeta e retornar também seriam desafios.

Entretanto, os astronautas parecem querer encarar tudo isso. Por exemplo, nesse ano, seis voluntários viveram em uma espaçonave fictícia por quase um ano e meio, no projeto Mars500. Essa foi a mais longa simulação de voo especial, simulando uma missão até Marte. E existem mais voluntários para uma viagem apenas de ida. Pequenos micróbios que se alimentam de rochas poderiam extrair recursos preciosos de Marte, e pavimentar o caminho para os primeiros exploradores, que se tornariam fazendeiros espaciais. Mas o mistério da possibilidade de irmos um dia a Marte continua.
Fonte: http://hypescience.com/
[Space]

A NGC 3621 Não Tm Bulbo Central Mas Tem Três Buracos Negros Centrais

Créditos:ESO
Essa imagem do Very Large Telescope (VLT) do ESO, mostra uma galáxia realmente impressionante conhecida como NGC 3621. Para começar ela é uma galáxia de disco puro. Como outras espirais, ela tem um disco achatado, permeado por linhas escuras de material e com braços espirais proeminentes onde estrelas jovens estão se formando em aglomerados (os pontos azuis na imagem). Mas enquanto a maioria das galáxias espirais possuem um bulbo central, um grande grupo de estrelas velhas empacotadas em uma região compacta e esferoidal, a NGC 3621 não possui essa característica. Nessa imagem, está claro que existe um simples brilho no centro, mas não um bulbo verdadeiro como pode ser visto em outras galáxias como a NGC 6744. A NGC 3621 é também interessante à medida que acredita-se tenha um buraco negro supermassivo em seu centro que está engolindo matéria e produzindo radiação. Isso é algo pouco comum, pois a maior parte desses chamados núcleos ativos galácticos existem em galáxias com bulbos proeminentes. Nesse caso particular, a buraco negro supermassivo deve ter uma massa relativamente pequena de aproximadamente 20000 vezes a massa do Sol. Outra feição interessante é que também devem existir dois buracos negros menores, com massas de algumas milhares de vezes a massa do Sol, perto do núcleo da galáxia. Assim a NGC 3621 é um objeto interessante que, apesar de não ter um bulbo central, tem um sistema de três buracos negros em sua região central. A galáxia NGC 3621 está localizada na constelação de Hydra (A Cobra do Mar) e pode ser vista com telescópios de tamanho médio. Essa imagem, foi feita usando os filtros B, V e I com o instrumento FORS1 acoplado ao poderoso VLT, e mostra detalhes surpreendente desse estranho objeto revelando também uma grande quantidade de galáxias em segundo plano. Um grande número de estrelas brilhantes em primeiro, estrelas essas pertencentes à nossa galáxia também podem ser vistas na imagem.
Fonte: http://www.eso.org/public/images/potw1148a/

Hubble Encontra Anel de Matéria Escura em Aglomerado de Galáxias

Créditos: NASA, ESA, MJ Jee e H. Ford (Johns Hopkins University)
Uma equipe internacional de astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA descobriram um anel fantasma de matéria escura que se formou há muito tempo atrás durante uma colossal colisão entre dois aglomerados massivos de galáxias. Essa foi a primeira vez que uma distribuição de matéria escura foi descoberta se diferenciando substancialmente da distribuição da matéria ordinária. Essa imagem acima mostra o aglomerado de galáxias CI 0024+17 (ZwCI 0024+1652) como observado pela Advanced Camera for Surveys do Hubble. A imagem mostra galáxias apagadas num segundo plano distante que têm sua luz desviada pelo forte campo gravitacional do aglomerado. Mapeando assim, a luz distorcida e usando isso para deduzir como a matéria escura está distribuída no aglomerado, os astrônomos detectaram o anel de matéria escura. Uma das galáxias de fundo está localizada aproximadamente duas vezes mais longe do que o aglomerado amarelo de galáxias em primeiro plano, e foi imageada múltiplas vezes em cinco arcos separados observados em azul.

Luas De Plutão Podem Significar Perigo Para a New Horizons

Duas imagens legendadas do sistema de Plutão obtidas pela câmara WFC3 do Telescópio Espacial Hubble, com o recém-descoberto P4 dentro do círculo. A imagem à esquerda foi obtida a 28 de Junho de 2011, e a da direita a 3 de Julho.Crédito: NASA, ESA e M. Showalter (Instituto SETI)
Quando a sonda New Horizons chegar a Plutão em Julho de 2015, pode descobrir que a região é mais perigosa do que antecipava. A descoberta de várias luas em torno de Plutão - e o potencial para haver mais - aumenta os riscos durante as passagens rasantes da sonda. O problema principal são os detritos. As pequenas luas estão sob constante bombardeamento de rochas espaciais vizinhas chamadas objectos de Cintura de Kuiper, mas a pequena gravidade das luas impede-as de segurar bocados de rocha e poeira, que voam para fora quanto são atingidas. Os detritos ao invés ficam presos na órbita de Plutão, onde constituem uma séria ameaça para a New Horizons.  "O problema mais provável que vamos encontrar é sermos atingidos por algo grande o suficiente para destruir instantaneamente a sonda," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em San Antonio, Texas, EUA. Embora as câmaras a bordo da New Horizons comecem a observar o sistema de Plutão meses antes da sua aproximação máxima, não serão capazes de detectar as rápidas partículas com alguns milímetros de tamanho que significam morte imediata para a sonda. A primeira lua conhecida de Plutão, Caronte, foi descoberta em 1978, quase 50 anos após a descoberta do planeta anão. O Telescópio Espacial Hubble descobriu as duas luas seguintes em 2005, apenas dois meses e meio antes do lançamento da New Horizons. Em Julho deste ano, uma quarta lua de Plutão foi descoberta, e há indícios que apontam para a existência de mais duas luas.
Impressão de artista da sonda New Horizons durante o seu encontro planeado com Plutão e a sua lua Caronte.Crédito: NASA
Com a descoberta de três das quatro luas conhecidas de Plutão nos últimos cinco anos, os cientistas têm o pressentimento que provavelmente existem mais escondidas. Devido a estas novas condições, um grupo de especialistas reuniu-se recentemente para analisar os perigos que a New Horizons enfrenta. Após determinar a gravidade da ameaça, discutiram como melhor a evitar. Um olhar mais cuidado sobre o desafio pode fazer uma enorme diferença, afirmam os cientistas. A continuação do estudo do sistema com o Hubble, bem como com vários telescópios terrestres, poderá ajudar a revelar outras luas escondidas e as suas órbitas bem antes da New Horizons chegar a Plutão. Mas a procura não significa necessariamente sucesso. "Se existirem luas demasiado pequenas, ou seja, demasiado ténues, então não as iremos encontrar," afirma Stern. Com isso em mente, o grupo também determinou a necessidade de uma boa e segura trajectória de escape - uma órbita que permite com que a New Horizons fique longe da maioria das zonas perigosas. A melhor rota é através da órbita de Caronte, mas no lado oposto do planeta a partir da lua. O grande corpo limpa constantemente detritos do seu percurso, criando uma trajectória limpa para a New Horizons passar. Esta estratégia funciona melhor se os detritos permanecerem num plano, parecido aos anéis de Saturno. Se, no entanto, orbitar Plutão numa nuvem, o perigo é maior. Se a New Horizons descobrir poeira oriunda das luas, isso poderá significar um fim abrupto para a primeira missão a Plutão. "Aqui não há feridas - apenas vida ou morte," conclui Stern.

Primeira imagem de sistema extra-solar captada por amador

Beta Pictoris assemelha-se ao que o Sistema Solar terá sido há 4500 milhões de anos
O astrónomo amador neo-zelandês Rolf Wahl Olsen fotografou um disco protoplanetário de detritos e pó que gira à volta da estrela Beta Pictoris, a 63,4 anos-luz da Terra. Esta é a primeira fotografia de um amador de um sistema extra-solar. Beta Pictoris é um sistema muito jovem que tem apenas 12 milhões de anos. O seu interesse para os astrónomos tem a ver com o facto de este se assemelhar àquilo que o Sistema Solar terá sido há 4500 milhões de anos. Para um amador, fazer uma fotografia destas envolve uma grande complexidade. A principal dificuldade das imagens deste sistema é o “brilho esmagador” da estrela Beta Pictoris, que “ofusca” completamente o disco de pó que gira muito perto da estrela, explica Olsen, no seu próprio site. O autor seguiu a técnica descrita no artigo «Observation of the central part of the beta Pictoris disk with an anti-blooming CCD», publicado em 1993. Esta consiste em fazer uma imagem da estrela Beta e depois outra de uma ‘estrela de referência’ (cujo brilho aparente e luminosidade não mudam de uma noite para a outra), sob as mesmas condições. Ao subtrair uma imagem da outra é eliminado o brilho estelar e o disco de pó torna-se visível. Na noite de 16 de Novembro, Beta Pictoris elevou-se a uma posição favorável no céu e Rolf Wahl Olsen conseguiu a fotografia. É considerada a primeira imagem de um sistema extra-solar feita por um amador.

Além do centro da galáxia Centaurus A

Créditos da Imagem: NASA, ESA, and the Hubble Heritage (STScI/AURA) - ESA/Hubble Collaboration; Acknowledgement: R. O'Connell (U. Virginia)
Um fantástico emaranhado de aglomerados de estrelas azuis jovens, gigantescas nuvens brilhantes de gás e linhas escuras de poeira circundam a região central da galáxia ativa conhecida como Centaurus A. A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble e foi processada de forma especial para apresentar uma imagem em cor natural desse redemoinho cósmico. Imagens infravermelhas do Hubble também mostram que escondido no centro dessa atividade, estão o que parecem ser discos de matéria que fazem um movimento espiral em direção a um buraco negro com uma massa de um bilhão de vezes a massa do Sol. A Centaurus A por si só é aparentemente o resultado de uma colisão entre duas galáxias e os detritos resultantes dessa colisão estão sendo continuamente sendo consumidos pelo buraco negro. Os astrônomos acreditam que o motor desse buraco negro central gera as radiações de rádio, raios-X, e raios gama irradiadas pela Centaurus A e por outras galáxias ativas. Mas, pelo fato da galáxia Centaurus A ser próxima, localizada a “apenas” 10 milhões de anos-luz de distância, ela é um ótimo laboratório para que possa explorar essas poderosas fontes de energia.
Créditos: http://apod.nasa.gov/apod/ap111129.html

Sonda Cassini da NASA Fotografa Região do Mare Kraken em Titã

A sonda Cassini da NASA olhou na direção do maior satélite de Saturno, Titã, e conseguiu espiar o enorme Mare Kraken em detalhe localizado no hemisfério norte da lua. O Mare Kraken é um grande mar de hidrocarboneto líquido, visível como uma área escura na parte superior da imagem. Essa imagem foi feita com a sonda olhando na direção do lado de Titã que é voltado para Saturno. O satélite Titã possui aproximadamente 51150 quilômetros de diâmetro. O norte em Titã está para cima na imagem e rotacionado 29 graus para a esquerda. A imagem acima foi feita com a câmera de ângulo restrito da sonda Cassini, no dia 14 de Setembro de 2011, usando um filtro espectral sensível ao comprimento de ondas do infravermelho próximo centrado em 938 nanômetros. A imagem acima foi adquirida a uma distância de aproximadamente 1.9 milhões de quilômetros de Titã, com o conjunto Sol-Titã-Cassini em fase com ângulo de 26 graus. A escala da imagem é de 12 quilômetros por pixel.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=22298
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