1 de dez de 2011

Supernova na nebulosa Medusa

© Philip Perkins (nebulosa Jellyfish)
Um estudo de remanescentes de supernova usando o observatório Suzaku (Japão e EUA) revelou algo nunca visto antes, alta temperatura que se seguiu imediatamente às explosões. O satélite Suzaku, lançado em 10 de julho de 2005, foi desenvolvido no Instituto Japonês do Espaço e Ciência Astronáutica (ISAS), que faz parte da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), em colaboração com a NASA. Mesmo depois de milhares de anos, o gás dentro destes destroços estelares retêm temperaturas 10.000 vezes mais quentes que a superfície do Sol, cuja temperatura é cerca de 5.800 kelvin. Esta é a primeira evidência de um novo tipo de supernova, uma que foi aquecida logo após a explosão. Um remanescente de supernova geralmente esfria rapidamente, devido à rápida expansão após a explosão. Então, como ela varre o gás interestelar tênue durante milhares de anos, o remanescente gradualmente se aquece novamente.  Utilizando a sensibilidade do satélite Suzaku, uma equipe liderada por Yamaguchi e Ozawa Midori, da Universidade de Kyoto, detectou características incomuns no espectro de raios-X do IC 443, mais conhecida como a Nebulosa Jellyfish (Medusa).
© Chandra (remanescente supernova W49B)
O remanescente, que fica cerca de 5.000 anos-luz de distância na constelação de Gêmeos, formada cerca de 4.000 anos atrás. A emissão de raios-X faz um caminho aproximadamente circular na parte norte da nebulosidade visível. Espectrômetros de raios-X do Suzaku (Xiss) separa os raios-X por energia da mesma maneira como um prisma separa a luz em um arco-íris. Isso permite evidenciar os tipos de processos responsáveis ​​pela radiação.
Algumas das emissões de raios-X na nebulosa Jellyfish surge como um movimento rápido de elétrons livres perto do núcleo dos átomos. Sua atração mútua desvia os elétrons, que depois emitem raios-X à medida que mudam de rumo. Os elétrons têm energias correspondentes a uma temperatura de cerca de 7 milhões de graus Celsius. A equipe sugere que a supernova ocorreu em um ambiente relativamente denso, talvez em um casulo para gerar a própria estrela. Como uma estrela massiva que lança material pelo vento estelar e cria um casulo de gás e poeira. Quando a estrela explode, a onda de choque atravessa o casulo denso e aquece atingindo temperaturas de até 55 milhões ºC, ou 10.000 vezes mais quente que a superfície do Sol. Eventualmente, a onda de choque se transforma em espaço interestelar, onde a densidade do gás pode ser tão baixa quanto um único átomo por centímetro cúbico. Uma vez que neste ambiente de baixa densidade, o remanescente de supernova jovem rapidamente se expande. A expansão esfria os elétrons, mas também dilui o gás remanescente e as colisões entre partículas tornam-se eventos raros. A equipe já identificou também altas temperaturas no remanescente de supernova conhecido como W49B, que fica a 35.000 anos-luz de distância, na constelação Aquila.
Fonte: http://iopscience.iop.org/

Estudo indica como estrela 'mata' outra e cria buraco negro

Pesquisa traz explicação plausível ao enigma conhecido como 'Erupção do Natal', uma erupção de raios gama de mais de meia hora de duração, que ocorreu no dia 25 de dezembro de 2010
Pesquisadores espanhóis descobriram como uma estrela induz outra à morte, em uma espécie de "assassinato estelar", que ocorre em pouco mais de meia hora e origina um buraco negro com uma massa maior que a do Sol e com diâmetro de 20 km. A descoberta é fruto de uma pesquisa liderada por Christina Thöne e Antonio Ugarte Postigo, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, em colaboração com Miguel Ángel Aloy e Petar Mimica, da Universidade de Valência, e foi divulgada pela revista Nature. O inovador estudo traz uma explicação plausível ao enigma conhecido como "Erupção do Natal", uma erupção de raios gama (GRB, na sigla em inglês) de mais de meia hora de duração, que ocorreu no dia 25 de dezembro de 2010. Esta "Erupção do Natal", ou GRB101225A segundo sua identificação científica, é o resultado de uma estrela de nêutrons se fundindo com o núcleo de hélio de uma estrela gigante e antiga, a uma distância de 5,5 bilhões de anos-luz da terra. Este exótico sistema binário passou por uma fase em que a estrela de nêutrons penetrou na atmosfera da estrela companheira gigante e, ao alcançar seu núcleo, se fundiu com ele, sendo o resultado uma gigantesca explosão, inicialmente invisível da Terra. O fenômeno possivelmente também origina um novo buraco negro. A tremenda quantidade de energia liberada pela explosão foi canalizada longe do centro da estrela a velocidades próximas às da luz. Miguel Ángel Aloy explicou à agência EFE que antes se pensava que a maioria das GRB se associava às estrelas maiores que o Sol, que acabam produzindo supernovas. No entanto, a "Erupção do Natal", segundo Aloy, é uma GRB rara, com propriedades distintas das que se conheciam até agora, podendo considerar o fato como uma evidência de que existe uma nova forma de se produzir buracos negros estelares.  "Uma estrela em massa morre formando uma supernova, enquanto esta foi induzida à morte por sua companheira, que chega ao núcleo da estrela, onde se induz uma explosão supernova incomum (de fato passaria despercebido se não fosse pela detecção da GRB) e um objeto muito compacto, possivelmente um buraco negro", afirmou. Aloy assinalou que são frequentes os casais de estrelas (sistemas binários), "mas nunca tinha visto quase que ao vivo este assassinato estelar". A propriedade mais incomum desta GRB é que ela contém uma "contribuição térmica extraordinariamente potente", segundo Aloy. As erupções de raios gama são flashes de radiação ultra-intensos, que podem chegar à Terra de qualquer direção do espaço. São fenômenos tão potentes e energéticos que apenas um deles pode ser tão luminoso como todas as estrelas visíveis simultaneamente no céu, embora ocorra somente em poucos segundos.  "A classificação das GRB pode ter que ser revisada à luz destas recentes observações, já que as estrelas parecem ter encontrado novas formas de morrer", concluíram.
Fonte: TERRA/ESTADÃO

Imagem Mostra O Nascimento De Estrelas Na Luz Visível e Invisível na Nebulosa da Carina

A imagem mostra a Nebulosa da Carina, mas não como a observamos a olho nu ou com telescópios tradicionais. Os astrônomos no Atacama Pathfinder EXperiment, ou APEX insatisfeitos com o espectro de imagens feitas em luz visível desse impressionante redemoinho de poeira estelar azul, decidiram começar a imagear a região no comprimento submilimétrico da luz, comprimento esse invisível ao olho humano. Na imagem acima, esse comprimento de luz é representado pela cor laranja. Esteticamente falando essa não foi uma má ideia.

Cientificamente falando essa também não foi uma ideia muito ruim. A análise do comprimento submilimétrico mostra emissões de luz da poeira aquecida pela luz ultravioleta e visível emitida por estrelas jovens que estão ali se formando. Essas são na verdade algumas das mais luminosas e massivas estrelas localizadas na vizinhança galáctica, dando assim aos astrônomos uma ideia sobre as interações entre essas nuvens de gás formadores de estrelas e algumas das estrelas mais massivas em nossa galáxia.

As observações feitas com o APEX são vistas em laranja, enquanto que a imagem subjacente foi feita no comprimento de onda da luz visível pelo telescópio Curtis Schmidt no Observatório Interamericano Cerro Tololo no Chile. A nebulosa da Carina é uma das nebulosas mais brilhantes do nosso céu, mais brilhante que a famosa nebulosa de Orion que está bem mais perto da Terra mas que aparece do mesmo tamanho que a nebulosa da Carina no céu.

Isso acontece pois mesmo a nebulosa da Carina estando localizada a aproximadamente 7500 anos-luz de distância da Terra ela possui estrelas com massa equivalente a 25000 sóis e gás e poeira com massa que totaliza 140000 sóis. Em outras palavras ela é massiva. Porém, mesmo com todos esses sóis reunidos a Carina aparece calma e tranquila diante dos nossos olhos.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=22407

Lua Crescente Encontrando a Estrela da Noite Vênus

Créditos e Direitos Autorais: Benjamim Ribeiro
Aparecendo agora como a estrela noturna da Terra, o brilhante planeta Vênus brilha no céu do oeste durante o crepúsculo. Sobre um belo horizonte oeste colorido pelas cores quentes do pôr-do-Sol, o farol celeste crepuscular recebeu a companhia de uma Lua jovem, com 35 horas de vida, montando o belo cenário observado acima. Esse encontrou entre Vênus e a Lua é conhecido como uma conjunção. Na imagem acima, ele não pode ser visível, mas o planeta Mercúrio também acompanha o par mergulhando nas profundezas do brilho do pôr-do-Sol abaixo da jovem Lua crescente. A imagem acima foi registrada enquanto o fotógrafo passeava pelo Parque Nacional Peneda-Geres em Portugal.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111201.html
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