7 de dez de 2011

Ilustração Mostra Aglomerado Estelar Arches da Via Láctea

Nós podemos ver o aglomerado de estrelas Arches desde as profundezas do centro da nossa galáxia na ilustração acima. Esse gigantesco aglomerado de estrelas contém aproximadamente 2000 estrelas, e é a coleção de jovens estrelas mais densa na Via Láctea. Ele está localizado a aproximadamente 25000 anos-luz de distância da Terra e está escondido da nossa visão direta. A ilustração acima foi gerada com base nos dados infravermelhos de telescópios baseados em Terra e do Telescópio Espacial Hubble, que podem ver através da poeira que domina o coração da nossa galáxia. Algumas das estrelas azuis mais brilhantes têm uma massa de cerca de 130 vezes a massa do Sol e estão entre as estrelas mais massivas já descobertas pelo Telescópio Espacial Hubble. O objeto brilhante avermelhado que aparece na parte superior direita da imagem é o centro da Via Láctea que fica a uma distância aproximada de 100 anos-luz do aglomerado de estrelas Arches.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=22708

Estrela vampiro morde companheira com delicadeza

A "mordedura" da estrela vampiro não é tão forte como se imaginava. Na verdade, ela nem parece sugar a matéria da outra diretamente.[Imagem: ESO/PIONIER/IPAG]

Telescópio virtual

Astrônomos obtiveram as melhores imagens já feitas de uma estrela que perdeu a maior parte da sua matéria devido a uma companheira vampira. Ao combinar a luz captada por quatro telescópios instalados no Observatório do Paranal do ESO, os astrônomos criaram um telescópio virtual de 130 metros de diâmetro, capaz de observar o céu com uma nitidez 50 vezes superior à Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. "Podemos agora combinar a radiação captada pelos quatro telescópios VLT e criar imagens extremamente nítidas muito mais depressa do que antes," diz Nicolas Blind (IPAG, Grenoble, França), o autor principal do artigo científico que apresenta estes resultados. "As imagens são tão nítidas que podemos não apenas observar as estrelas orbitando em torno uma da outra, mas também medir o tamanho da maior das duas." Surpreendentemente, os novos resultados mostram que a transferência de matéria de uma estrela para a outra neste sistema duplo é mais suave do que o que seria de esperar.

Estrela vampiro

Os astrônomos observaram o invulgar sistema SS Leporis, na constelação da Lebre, que contém duas estrelas que orbitam em torno uma da outra em 260 dias. As estrelas estão separadas de uma distância apenas um pouco maior do que a distância entre o Sol e a Terra, sendo que a maior e mais fria das duas estrelas se estende até um quarto desta distância - o que corresponde mais ou menos à órbita de Mercúrio. Devido a esta proximidade, a estrela mais quente já canibalizou cerca de metade da massa da estrela maior.
"Sabíamos que esta estrela dupla era incomum e que estava fluindo material de uma estrela para a outra," diz o co-autor Henri Boffin, do ESO. "O que descobrimos no entanto, foi que o modo como a transferência de massa se processa é completamente diferente do previsto por modelos anteriores. A "mordedura" da estrela vampira é muito mais suave mas altamente eficaz."  As novas observações são suficientemente nítidas para se ver que a estrela gigante é menor do que o que se pensava anteriormente, o que torna mais difícil explicar como é que a gigante vermelha perdeu massa para a sua companheira. Os astrônomos acreditam agora que, em vez de fluir de uma estrela para a outra, a matéria deve ser expelida pela estrela gigante sob a forma de um vento estelar e capturada deste modo pela companheira mais quente.
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