15 de dez de 2011

Estrela jovem se rebelando contra sua nuvem geradora

A Wide Field Camera 3 do Hubble registrou essa imagem de uma gigantesca nuvem de gás hidrogênio iluminada por uma jovem estrela brilhante. A imagem mostra como violento podem ser os estágios finais do processo de formação de estrelas, com o jovem objeto sacudindo seu berçário estelar. Apesar das cores celestiais dessa imagem, não tem nada de pacífico sobre a região de formação de estrela conhecida como Sh 2-106 ou S106. Uma jovem estrela diabólica, denominada de S106 IR, localiza-se no material ejetado a alta velocidade, que corrompe o gás e a poeira ao redor. A estrela tem uma massa de mais ou menos 15 vezes a massa do Sol e está na fase final de seu processo de formação. Em breve ela irá acalmar e entrar na sequência principal onde passará a fase adulta de sua vida. No momento, a S106 IR permanece mergulhada em sua nuvem natal, mas está se rebelando contra ela. O material expelido da estrela não somente dá à nuvem a forma de uma ampulheta mas também faz o gás hidrogênio ficar muito quente e turbulento. Os padrões intrigantes gerados são claramente visíveis nessa imagem do Hubble. A estrela jovem também aquece o gás ao redor, fazendo com que alcance temperaturas de 10.000 gruas Celsius. A radiação da estrela ioniza os lobos de hidrogênio fazendo com que eles brilhem. A luz desse gás brilhante é colorida de azul na imagem. Separando essas regiões de gás brilhante existe uma espessa linha de poeira mais fria, que aparece em vermelho na imagem. Esse material escuro esconde quase que completamente a estrela ionizada da nossa visão, mas o jovem objeto ainda pode ser visto através da parte mais selvagem da linha de poeira. O S106 foi o 106˚ objeto a ser catalogado pelo astrônomo Stewart Sharpless em 1950. Ela está localizada a poucos milhares de anos-luz de distância na direção da constelação de Cygnus, o Cisne. A nuvem por si só é relativamente pequena para os padrões das regiões de formação de estrelas, aproximadamente 2 anos-luz ao longo do eixo maior. Isso representa aproximadamente a metade da distância entre o Sol e a estrela mais próxima, a Proxima Centauri.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/news/heic1118/

Cientistas detectam supernova 11 horas após explodir

Imagens do telescópio Hubble mostra galáxia antes e depois (dir.) da explosão de SN 2011fe.
Foto: EFE
A descoberta de uma supernova em uma galáxia próxima à Terra 11 horas após sua explosão permitirá aos cientistas estudar as características desses sistemas pouco conhecidos, informou nesta quarta-feira a revista Nature. A supernova SN 2011fe foi observada na galáxia Messier 101 no último mês de agosto por uma equipe de cientistas liderada por Peter Nugent, do laboratório Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos. Mario Hamuy, da Universidade do Chile, explica em artigo paralelo, que esse achado permitirá investigar as particularidades das supernovas de tipo Ia, explosões estelares que constituem "uma ferramenta destacada em cosmologia, mas das quais se desconhece a natureza". Existe o consenso que são uma classe de estrelas em explosão caracterizadas pela ausência de hidrogênio (o elemento químico mais abundante no Universo), que resultam da violenta explosão de uma anã branca, que é a remanescente de uma estrela que já completou seu ciclo normal de vida. Normalmente, as anãs brancas, compostas de carbono e oxigênio, vão se apagando ao não alcançar a temperatura suficiente para completar a fusão desses elementos. No entanto, às vezes, se estão acompanhadas de outras estrelas, podem atrair a massa destas e momentaneamente ultrapassar o limite e entrar em colapso. Se chegam a uma massa determinada, a temperatura aumenta até o ponto de possibilitar de novo a fusão do carbono e do oxigênio, o que, devido à grande pressão interior, gera uma explosão nuclear que dá lugar a uma supernova de tipo Ia. Os cientistas constataram que a origem de uma supernova de tipo Ia é uma anã branca, mas a descoberta da SN 2011fe permitirá estudar que tipo de estrela é a acompanhante da anã branca, explicou Hamuy. As primeiras observações desta supernova permitem descartar que, pelo menos neste caso, a acompanhante da anã branca seja o que se conhece como uma gigante vermelha, que é cem vezes mais luminosa que o Sol. Os cientistas chegaram a esta conclusão porque, em caso contrário, teriam percebido seu rastro nas imagens prévias ao descobrimento da supernova. Isto deixaria, segundo os modelos teóricos, outras duas opções: uma estrela subgigante, que são pouco mais luminosas que o Sol, ou outra anã branca, que é 10 mil vezes menos luminosa que este astro. Embora a qualidade das imagens prévias, obtidas mediante telescópio, não permitam descartar estas outras duas opções, Hamuy frisa que eliminar a opção da gigante vermelha "representa um grande avanço em nossa compreensão das estrelas geradoras das supernova de tipo Ia".
Fonte: TERRA

Uma galáxia transbordando de estrelas novas

O telescópio de rastreio VST capta imagem de grande campo de NGC 253
© ESO (galáxia NGC 253)
O telescópio de rastreio VST (sigla do inglês VLT Survey Telescope) capturou uma bonita imagem da galáxia espiral NGC 253. Esta nova fotografia é provavelmente a imagem de grande campo mais detalhada alguma vez obtida deste objeto e seus arredores. Demonstra que o VST, o mais recente telescópio instalado no Observatório do Paranal do ESO, consegue obter imagens que são, ao mesmo tempo, de campo largo e extremamente nítidas. A NGC 253 brilha a cerca de 11.5 milhões de anos-luz de distância na constelação austral do Escultor. É muitas vezes apenas chamada Galáxia do Escultor, embora se lhe dêem também outros nomes como a Galáxia da Moeda de Prata ou do Dolar de Prata.

É facilmente observável através de binóculos, já que é uma das galáxias mais brilhantes no céu, depois da enorme vizinha da Via Láctea, a Galáxia de Andrómeda. Os astrónomos observaram formação estelar muito intensa espalhada por toda a galáxia e classificaram-na como uma galáxia de formação estelar explosiva. Os muitos nodos brilhantes que polvilham a galáxia são maternidade estelares, onde estrelas quentes jovens começam a brilhar. A radiação emitida por estas bebés gigantes azuis-esbranquiçadas faz brilhar intensamente as nuvens de hidrogénio que se encontram em seu redor (a verde na imagem).

Este gráfico mostra a localização da próxima galáxia espiral NGC 253 na constelação do Escultor. Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições, e da galáxia em si é marcado com um círculo vermelho. Esta galáxia é brilhante o suficiente para ser facilmente visto como uma névoa alongada através de binóculos de um local escuro.créditos:ESO, IAU e Sky & Telescope

Esta galáxia foi descoberta por uma astrónoma alemã-inglesa, Caroline Herschel, irmã do famoso astrónomo William Herschel, quando procurava cometas em 1783. Os Herschels teriam ficado maravilhados com o rico e imenso detalhe desta imagem da NGC 253 obtida pelo VST. Esta imagem foi captada durante a fase de verificação científica do VST - quando o desempenho científico do telescópio é testado antes do começo das operações. Os dados VST foram combinados com imagens no infravermelho do VISTA de modo a identificarem-se as gerações de estrelas mais jovens presentes na galáxia. A imagem tem mais de 12 000 pixels de comprimento e as excelentes condições atmosféricas do céu do Observatório do Paranal do ESO, combinadas com a óptica do telescópio, resultaram em imagens de estrelas muito nítidas espalhadas por toda a imagem.

 O VST é um telescópio de rastreio de campo largo de 2.6 metros de diâmetro, com um tamanho de campo de um grau - correspondente a duas vezes o tamanho da Lua Cheia. O projeto VST é uma colaboração entre o INAF - Osservatorio Astronomico di Capodimonte, Nápoles, Itália e o ESO. A câmara OmegaCAM com 268 milhões de pixels, no coração do telescópio, foi concebida para mapear o céu de forma rápida mas com qualidade de imagem exemplar. O VST é o maior telescópio do mundo concebido exclusivamente para mapear o céu no visível, complementando assim o VISTA, o telescópio de rastreio infravermelho do ESO, também instalado no Paranal. Observando esta imagem de forma ampliada não só nos dá a possibilidade de inspecionar detalhadamente a formação estelar nos braços em espiral da galáxia, mas também nos revela a rica tapeçaria de fundo, composta por galáxias muito mais distantes que a NGC 253.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1152/

A umbra da Terra

Créditos e Direitos Autorais: Wang, Letian
A sombra escura e interna do planeta Terra é chamada de umbra. A umbra tem a forma de um cone que se estende no espaço e que tem uma seção circular e que pode ser facilmente vista durante um eclipse da Lua. Por exemplo, no último sábado, dia 10 de Dezembro de 2011, a Lua Cheia deslizou através da metade sul da sombra da umbra da Terra, entretendo observadores em boa parte do planeta. Na fase total do eclipse a Lua permaneceu completamente dentro da umbra por 51 minutos. Registrada em Beijing, na China, essa imagem composta acima do eclipse usa imagens sucessivas da totalidade (no centro) e das fases parciais do eclipse para conseguir delimitar a borda curva da umbra da Terra. Estrelas em segundo plano podem ser observadas durante as fases em que a Lua se encontra mais obscurecida no eclipse. O resultado desse tipo de imagem é interessante pois mostra o tamanho relativo da seção da sombra da Terra na distância da Lua bem como mostra a Lua cruzando a umbra da Terra.
Créditos: http://apod.nasa.gov/apod/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...