22 de dez de 2011

Os Túneis do Sol e o Solstício

Créditos e Direitos Autorais: Arne Erisoty
Hoje foi um marco importante para nós na Terra, no céu da Terra o Sol marchando em direção às declinações mais ao sul, atingiu o seu ponto máximo e vai começar a jornada anual para o norte, esse evento é conhecido como solstício. No hemisfério sul ele marca o início do verão. Mas caso você esteja no hemisfério norte, irá experimentar o início do inverno e se você estiver mais precisamente no Deserto da Grande Bacia em Lucin, no estado americano de Utah, perto da data do solstício você pode ver o Sol nascer e se pôr através dos chamados Túneis do Sol. Os Túneis do Sol são monumentos criados pelo artista Nancy Holt e consistem de quatro manilhas com 9 pés de diâmetro e com 18 pés de comprimento. Os túneis estão arranjados na formação de um X alinhados com o nascer do Sol no solstício. Na imagem reproduzida acima, pode-se ver o Sol através de um Túnel do Sol. Essa imagem foi feita durante o gelado e nublado pôr-do-Sol, durante o solstício de inverno do ano de 2010. Durante as horas do dia, os buracos localizados nas laterais das manilhas projetam pontos da luz solar na parede interior dos túneis, formando um mapa das principais estrelas observadas nas constelações de Draco, Perseus, Columba e Capricórnio. Os apaixonados com obras de arte com inspiração terrestre e celeste podem notar que os Túneis do Sol estão localizados a aproximadamente 150 milhas de carro de outra obra interessante, do artista Robert Smithson, conhecida como Spiral Jetty. O vídeo abaixo mostra bem a obra de arte dos Túneis do Sol.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111222.html

Estrela 'engole' e depois 'cospe' dois planetas

Um dia depois de a Nasa anunciar a descoberta dos menores planetas já achados fora do Sistema Solar, cientistas apresentam hoje um estudo sobre um par de planetas ainda mais diminutos. Os astros recém-descobertos, afirmam os astrônomos, são remanescentes de planetas gigantes que foram engolidos por sua estrela e depois "cuspidos" como "caroços". A descoberta foi feita com a análise de dados do mesmo telescópio espacial, o Kepler, mas por um grupo diferente, liderado pelo francês Stephane Charpinet. Os novos planetas têm 86,7% e 75,9% do raio da Terra e massas estimadas em 44% e 65%. A dupla nova tem órbita muito próxima de sua estrela-mãe e possui superfície quente demais para abrigar água líquida e vida. O aspecto mais inusitado dos planetas é que no centro do sistema estelar que os abriga está KOI 55, estrela de idade avançada e que já passou pela fase em que se torna uma "gigante vermelha".

DESTINO SOLAR - É o mesmo destino previsto para o Sol, daqui a 5 bilhões de anos, quando o hidrogênio, combustível para a fusão nuclear em seu centro, começar a se esgotar. No passado, os planetas em torno de KOI 55, batizados apenas como .01 e .02, eram provavelmente astros com tamanhos similares aos de Júpiter e Saturno, os gigantes gasosos do Sistema Solar. Quando a estrela começou a virar uma gigante vermelha, sua atmosfera estelar, ou"envelope", começou a se expandir tanto que encobriu os dois planetas. Em estudo na edição de hoje da revista "Nature", o grupo de Charpinet descreve o que acha que ocorreu após a estrela "engolir" os planetões. Esse astros, dizem, só acabaram engolfados na atmosfera estelar porque, apesar de ser grandes, tinham órbitas curtas, como a Terra. "Enquanto eles iam cavando seu caminho em meio ao envelope estelar, iam perdendo toda a camada exterior de gás e expelindo também o gás da atmosfera da gigante vermelha, fazendo-a perder massa", explicou à Folha Betsy Green, da Universidade do Arizona, astrônoma que participou do estudo.  "Se os planetas já fossem pequenos naquela época, provavelmente não teriam sobrevivido. Só existem hoje porque começaram com uma quantidade de massa grande antes de sofrer atrito." A vingança dos planetas é que eles próprios acabaram varrendo para fora a atmosfera da gigante vermelha, e KOI 55 pode ter perdido mais de 50% de sua massa. Agora ela é uma estrela da classe das sub-anãs quentes tipo B, que possuem um núcleo de hélio inerte e geram energia por fusão nuclear em camadas mais exteriores.

POR ACASO - A descoberta dos planetas ocorreu meio por acaso. Charpinet e Green começaram a observar a KOI 55 para entender os modos de vibração da estrela, que exibe movimentos similares aos terremotos da Terra. A vibração causa oscilações no brilho que podem revelar propriedades interessantes da estrela, como sua massa e seu raio. Mas duas das oscilações periódicas que os cientistas detectaram tinham períodos de cinco a oito horas, longos demais para terremotos. Após Charpinet fazer uma montanha de cálculos, concluiu que a probabilidade maior era a de que a oscilação de brilho estivesse sendo causada por planetas refletindo a luz de KOI 55, assim como os períodos da Lua refletem luz solar em quantidade diferente para a Terra. Os planetas rebatem uma quantidade enorme de luz, pois estão a menos de um centésimo da distância que nós estamos do Sol.
Fonte: FOLHA

Missão Kepler da NASA Identifica Primeiros Exoplanetas de Tamanho Similar ao Da Terra

A missão Kepler da NASA descobriu os primeiros tamanhos de tamanho bem próximos ao da Terra orbitando uma estrela parecida com o Sol fora do nosso Sistema Solar. Os planetas, chamados de Kepler-20e e Kepler-20f estão muito próximos da estrela para estarem na chamada zona habitável da estrela, a região ao redor da estrela onde as condições seriam favoráveis para que a água existisse em estado líquido, mas eles são os menores exoplanetas já confirmados ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O Kepler-20e é um pouco menor que Vênus, e tem um raio igual 87% do raio da Terra. O Kepler-20f é um pouco maior que a Terra, medindo 1.03 vezes o raio do nosso planeta. Ambos os planetas fazem parte de um sistema de cinco planetas chamado de Kepler-20, localizado a aproximadamente 1000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Lyra. O Kepler-20e orbita a sua estrela mãe a cada 6.1 dias e o Kepler-20f a cada 19.6 dias. Esse período orbital curto significa que os mundos são muito quentes e inóspitos. O Kepler-20f tem uma temperatura superficial média de 800 graus Fahrenheit é similar à média da temperatura no planeta Mercúrio. A temperatura superficial média do Kepler-20e, é de mais de 1400 graus Fahrenheit, uma temperatura capaz de derreter até vidro.
Fonte: http://www.cienctec.com.br/
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