30 de mar de 2012

Saturno, Quatro Luas e Uma Tempestade Calma

Créditos:NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
A sonda Cassini examina o hemisfério norte do planeta Saturno que vem sendo devastado por uma imensa tempestade desde o final do ano de 2010. Mas que nessa imagem aparece um pouco mais calma, quase que desaparecendo. Nessa bela imagem acima além do gigantesco Saturno, quatro luas do planeta se juntam na cena. Duas delas, Janus e Epimeteu, estão quase invisíveis nessa imagem devido ao seu pequeno tamanho. Mimas, com 396 quilômetros de diâmetro aparece como um ponto brilhante abaixo dos anéis um pouco à direita do centro da imagem. Encélado, com 504 quilômetros de diâmetro, é visível abaixo dos anéis na parte mais a direita da imagem. Janus, com 179 quilômetros de diâmetro pode ser discernido por muito pouco como um minúsculo ponto depois de Encélado na parte direita da imagem. Epimeteu, com 113 quilômetros de diâmetro é também muito pequeno e pode ser detectado na parte esquerda extrema da imagem acima dos anéis. Essa imagem foi feita com a câmera apontada para o lado sul não iluminado dos anéis um pouco abaixo do plano dos anéis do planeta. Com relação a Saturno e outros objetos nessa imagem, Janus e Epimeteu tiveram seus brilhos realçados por um fator de 1.5 e 1.4 respectivamente. A imagem foi feita com a câmera de grande angular da Cassini no dia 11 de Fevereiro de 2012, usando para isso filtros espectrais sensíveis aos comprimentos de onda da luz infravermelha próxima centrado em 752 nanômetros. A imagem acima foi adquirida a uma distância de aproximadamente 2.8 milhões de quilômetros de Saturno, com o conjunto Sol-Saturno-Cassini em fase com ângulo de 60 graus. A escala da imagem é de 170 quilômetros por pixel. A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, da Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, administra a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washington D.C. O módulo orbital da Cassini e as suas duas câmeras de bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas pelo JPL. O centro de operações de imageamento é baseado no Space Science Institue em Boulder, no Colorado.
Fonte: http://saturn.jpl.nasa.gov

Grand Cânion Iluminado Pela Luz da Lua

Créditos e direitos autorais : Malcolm Park (North York Astronomical Association)
Nessa bela paisagem celeste noturna, registrada em 26 de Março de 2012, pode-se ver uma jovem Lua Crescente parada acima do distante horizonte oeste em conjunção com o brilhante planeta Vênus. Em primeiro plano, o Rio Colorado brilha à luz da Lua enquanto corta o Grand Cânion, visto desde o anel sul do cânion no chamado Ponto Lipan. O Grand Cânion é conhecido como uma das maravilhas naturais da Terra, escavado pelo Rio Colorado, a enorme fissura tem cerca de 440 quilômetros de comprimento, mais de 30 quilômetros de largura e chega a 1.6 quilômetros de profundidade. Além da Lua e de Vênus, na imagem acima é possível ver o compacto aglomerado das Plêiades, as estrelas do aglomerado das Híades, em forma de V, os dois localizados logo acima da Lua. O brilhante planeta Júpiter pode também ser visto na imagem abaixo do par Lua/Vênus, perto do horizonte oeste.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120330.html

29 de mar de 2012

Segredos de Mercúrio

Mapas mostram crateras geladas no planeta mais próximo do Sol
Mercúrio é um mundo de extremos. Durante o dia, a temperatura no planeta mais próximo do Sol chega a 400º C nos arredores do equador – calor suficiente para derreter chumbo. À noite, a temperatura na superfície do planeta cai para menos de – 150º C. Alguns lugares de Mercúrio, porém, são um pouco mais estáveis. Dentro das crateras polares do diminuto planeta existem regiões que nunca viram a luz do dia, protegidas pelas sombras das bordas de suas crateras. A temperatura por lá permanece baixa durante todo o ano.  Agora, novos dados da sonda Messenger, da Nasa, apresentados na Conferência Científica Lunar e Planetária anual, corroboram a velha hipótese de que Mercúrio esconde bolsões de gelo em suas sombrias crateras, apesar da proximidade do Sol. 

Começando com uma série de observações de radar de Mercúrio há duas décadas e usando alguns dos maiores radares da Terra, os cientistas tiveram boas razões para suspeitar que as crateras polares abrigassem depósitos de gelo na superfície, ou logo abaixo dela. Imagens de radar dos polos mostraram elementos anormalmente brilhantes – trechos que refletiam ondas de rádio muito melhor do que o terreno ao redor, exatamente como faz o gelo. Muitos desses elementos brilhantes correspondiam aos locais de grandes crateras geradas por impactos, como mapeado pela sonda Mariner 10 na década de 1970. No entanto, a Mariner viu menos da metade de Mercúrio e há muito os pesquisadores precisam de um atlas compreensivo dos polos para comparar com as imagens de radar.

Tudo isso mudou com a chegada da Messenger a Mercúrio, em 2011. A Messenger (uma espécie de acrônimo forçado para Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging), que orbita o planeta há pouco mais de um ano, já mapeou a superfície de Mercúrio com detalhes sem precedentes. Como Nancy Chabot, do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University demonstrou em uma conferência, os mapas feitos pela Messenger combinam bem com as imagens de radar dos polos. Há uma excelente correlação entre as imagens e os locais sombreados das crateras”, declarou Chabot. “Todas as regiões brilhantes que aparecem nos radares estão a poucos pixels das regiões sombreadas da superfície de Mercúrio”. Em outras palavras, os supostos depósitos de gelo aparecem nos poucos locais eternamente frios de Mercúrio, onde o gelo poderia permanecer estável por longos períodos de tempo. A evidência disponível, apontou a pesquisadora, permanece consistente com a hipótese da presença de gelo em Mercúrio.

Esse suposto gelo é essencialmente onipresente nas crateras nórdicas mais frias, buracos gerados por grandes impactos a 10º C do polo norte. “Nesta região, quase todas as crateras com mais de 10 km hospedam um depósito que aparece brilhante nas imagens de radar, o que eu acho incrível”, observou Chabot. Mas as crateras aparentemente geladas cobrem mais do hemisfério norte do que se poderia esperar. “As crateras que aparecem com brilhos no radar se estendem a latitudes tão baixas quanto 67º Norte”, explicou Chabot. “Essas latitudes mais baixas são um ambiente termicamente desafiador”. As imagens de radar também mostram crateras com mais de 10 km de diâmetro, onde o calor irradiado a partir da borda iluminada pelo Sol criaria temperaturas nada amigáveis para o gelo localizado no fundo da cratera. Em latitudes mais baixas ou em crateras menores, qualquer depósito de gelo provavelmente precisaria de uma fina cobertura isolante: talvez uma camada de material da superfície em grãos finos, também conhecido como regolito, para evitar que sublimasse.

Nesta composição, as imagens dos radiotelescópios terrestres aparecem em amarelo.

De fato, o altímetro da Messenger, que já disparou mais de 10 milhões de pulsos laser contra Mercúrio para produzir mapas detalhados da topografia do planeta, parece confirmar que algum tipo de material isolante cobre qualquer gelo que possa existir nas crateras. Ainda que os radares consigam penetrar uma fina camada de regolito e ricochetear no gelo que existe abaixo dela, os pulsos laser são sensíveis à refletividade da superfície. O gelo é bastante refletivo no comprimento de onda de 1,06 mícrons do Altímetro Laser de Mercúrio (MLA, na sigla em inglês), explicou Gregory Neumann do Goddard Space Flight Center, da Nasa. Assim, o gelo exposto retornaria os pulsos mais rapidamente que seus arredores. “Surpreendentemente, já estamos relatando há algum tempo que não, não é isso que vemos”, declarou Neumann. “Na verdade, o que vemos é o oposto”.

Nas crateras permanentemente sombreadas, onde observações de radar apontaram para a presença de gelo, o altímetro registrou trechos sombrios com uma refletividade laser diminuta. “Nunca vemos nessas regiões o grande aumento de energia de retorno que veríamos se elas fossem tão frias que o gelo ficasse exposto em sua superfície”, avaliou Neumann. Uma possibilidade é que os depósitos que aparecem brilhantes no radar, e que muitos acreditam ser gelo, possam estar cobertos por um material escuro, como o hidrocarboneto, que consegue tolerar temperaturas relativamente mais altas.

Essa hipótese foi sustentada por David Paige, da University of California, em Los Angeles. Ele e seus colegas calcularam as temperaturas de superfície e subsuperfície dos locais onde as imagens brilhantes de radar tendem a se formar e supuseram uma provável composição de bolsões de gelo cobertos por regolito escurecido por compostos orgânicos. As temperaturas mais altas nas crateras sombreadas, que muitas vezes podem ser quentes demais para o gelo exposto, se dão bem em condições nas quais moléculas orgânicas escuras seriam estáveis. No entanto, logo abaixo da superfície as temperaturas nas crateras que aparecem brilhantes nas imagens de radar tendem a ser mais frias, flutuando próximas de -170° C. Essa é exatamente a temperatura à qual se esperaria que o gelo permanecesse estável, observou Paige. O novo olhar da Messenger sobre características há muito vistas por radares terrestres, adicionou ele, demonstram “de maneira bastante conclusiva que elas são predominantemente compostas de gelo termicamente estável”.

Conheça o asteroide gigante que se parece com um planeta

Ele tem um enorme diâmetro de 530 quilômetros (cerca de um quarto da lua), uma superfície dominada por crateras e uma série de características rochosas que lembram a Terra. Por estes motivos, astrônomos ainda se perguntam se devem mesmo classificar o asteroide Vesta (segundo maior asterioide conhecido) neste grupo de corpos espaciais. Descoberto em 1807, o asteroide Vesta só passou a ser estudado mais aprofundadamente duzentos anos depois, quando a NASA lançou ao espaço a sonda Dawn. Em julho do ano passado, o veículo entrou na órbita do Vesta, e ficará por um ano fazendo a exploração do asteroide. Os astrônomos têm razões para acreditar que o Vesta pode estar em uma “fase de transição” para se tornar um protoplaneta (um planeta ainda em fase de formação, geologicamente falando). A composição superficial do asteroide, conforme apuraram os cientistas, está em fase de mudanças. Um dos critérios adotados para esta asserção é a topografia. Em planetas como a Terra, a topografia representa apenas 1% do raio. Isso significa que a cratera mais profunda mede duzentas vezes menos do que o diâmetro do planeta. Na maioria dos asteroides, que têm formato irregular, as crateras medem 40% do raio, ou mais. No Vesta, a topografia representa apenas 15%; ou seja, estaria mais para planeta do que para asteroide. Outros indícios geológicos apontam nesta direção. A partir de um estudo da sua superfície, os astrônomos acreditam que o Vesta possa ter experimentado colisões com outros componentes do espaço em um passado recente. Além disso, há evidências de que já possa ter havido atividade vulcânica no asteroide, algo que definitivamente o colocaria como um futuro planeta. A sonda Dawn deve ficar ao redor do Vesta até julho deste ano. De lá, partirá para o único “asteroide” de tamanho maior do que ele: o planeta anão Ceres, onde a nave deve chegar em abril de 2015.
Fonte: http://hypescience.com
[BBC]

Todos a bordo: Expresso Buraco de Minhoca vai partir




Imaginando que o espaço é um plano bidimensional curvado, buracos de minhoca como este seriam formados por duas massas que aplicam força suficiente no espaço-tempo para criar um túnel que conecta pontos distantes do univers

Matéria com energia negativa - Todos a bordo do Expresso Buraco de Minhoca, rumo à primeira viagem realmente espacial da espécie humana. Calma, não precisa correr, porque as passagens ainda não estão à venda. A novidade é que parece que não é tão difícil quanto se imaginava construir esses túneis que unem localidades diferentes do espaçotempo - ou abrir portas para outros universos. Estima-se que quem entrar em um buraco de minhoca poderá reaparecer instantaneamente perto de Plutão, ou na galáxia de Andrômeda, ou em qualquer outro lugar do Universo, ou mesmo em outro universo - sem a chatice da viagem. Por enquanto, os buracos de minhoca estão apenas nos livros de teoria: ninguém nunca detectou um e nem tampouco existe um projeto para construir um deles. E não é por acaso: a mesma teoria que garante que eles são possíveis afirma que eles são intrinsecamente instáveis, e costumam se fechar antes que você embarque em sua nave espacial. A única saída é alimentá-los com uma forma exótica de matéria com energia negativa, algo cuja existência é posta em dúvida por muitos físicos.

Buraco de minhoca factível - Mas, agora, tudo mudou - esclareça-se, tudo mudou na teoria. Um físico grego e dois alemães demonstraram que pode ser possível construir um buraco de minhoca sem usar nem um só saco desse cimento esquisito chamado matéria com energia negativa. "Você não vai precisar nem mesmo de matéria normal, com energia positiva," garante Burkhard Kleihaus, da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha. "Buracos de minhoca podem ser mantidos aberto sem precisar de nada."  Se isto estiver correto, significa então que pode ser possível encontrar buracos de minhoca pelo espaço. Civilizações mais avançadas do que a nossa já podem até mesmo estar indo para lá e para cá nesse metrô galáctico construído com buracos de minhoca. E, eventualmente, até mesmo poderemos construir nossos próprios túneis espaçotemporais, como portais para outras paragens, o que inclui, muito provavelmente, outros universos, com suas próprias galáxias, estrelas e planetas.

Os cientistas não têm como testar qual das respostas que a Teoria das Cordas e a Teoria-M dão é a "correta". Na verdade, todas elas podem estar corretas e talvez vivamos em um Universo entre um número infinito de universos. [Imagem: quintic/Wikipedia]

Sempre Einstein - A ideia de um buraco de minhoca se sustenta na teoria de Einstein, que mostra que a gravidade nada mais é do que uma dobradura invisível do espaçotempo causada pela energia - a massa-energia de grandes corpos celestes, por exemplo. Foi o austríaco Ludwig Flamm que, em 1916, descobriu que dobraduras suficientemente dobradas poderiam funcionar como conduítes através do espaço e do tempo. Isso chamou a atenção do próprio Einstein, que estudou a possibilidade juntamente com Nathan Rosen. Mas eles concluíram que a única conexão que um buraco de minhoca oferecia seria para um universo paralelo, o que os dois consideraram algo impensável. Só em 1955, John Wheeler demonstrou que é possível conectar duas regiões do nosso próprio Universo - foi ele quem cunhou o termo buraco de minhoca, assim como ele mesmo já havia batizado os buracos negros. Mas, claro, coube a Carl Sagan tirar essa curiosidade dos livros de física e usá-la para atiçar o interesse na ciência do público em geral. Um buraco de minhoca foi usado em sua obra Contato. A tal da matéria com energia negativa seria necessária porque essa matéria teria uma espécie de anti-gravidade, o que seria necessário para que o buraco de minhoca abrisse sua boca e nos deixasse passar. Embora a teoria de Einstein tenha resistido a todos os testes feitos até agora, os cientistas acreditam que ela talvez seja uma aproximação de uma teoria mais geral, por duas razões: a primeira é que ela não se coaduna com a mecânica quântica, e esta tampouco cede a todos os experimentos possíveis. E, segundo, porque a teoria de Einstein colapsa no centro de um buraco negro, na chamada singularidade.

O observatório Integral recentemente alterou os parâmetros de busca da chamada física pós-Einstein. [Imagem: ESA/SPI Team/ECF]

Indo além de Einstein - Já em 1921, Theodor Kaluza e Oskar Klein tentaram ir além da teoria da relatividade. Inspirados em Einstein, que mostrou que a gravidade é a curvatura de um tecido que une as três dimensões do espaço mais o tempo, Kaluza e Klein propuseram que tanto a gravidade quanto a força eletromagnética podem ser explicadas pela curvatura de um espaçotempo de cinco dimensões. Hoje, os teóricos da teoria das cordas afirmam que todas as quatro forças fundamentais podem ser explicadas pelas dobraduras de um espaçotempo de 10 dimensões. Mas essas teorias são complexas demais até mesmo para os físicos teóricos. E aqui entram Kleihaus, Panagiota Kanti e Jutta Kunz, os três intrépidos proponentes de uma versão mais simples dos buracos de minhoca. O fundamento é que, se existem outras dimensões, nós não as percebemos porque elas são pequenas demais. O processo de compactar as seis dimensões que não percebemos - aquelas que completam o quadro de 10 dimensões da teoria das cordas - cria vários novos campos de força, um deles chamado campo dilaton. Da mesma forma que a gravidade na teoria da relatividade depende da curvatura do espaçotempo, nessas novas teorias a gravidade depende da curvatura mais a curvatura elevada a uma potência. Os três pesquisadores usaram esse termo extra para propor um buraco de minhoca que não precisa de antigravidade.
Recentemente cientistas propuseram uma forma para testar a ideia do Big Flash, um irmão mais novo do Big Bang, uma explosão de radiação que teria mudado a estrutura do espaçotempo nos primórdios do nosso Universo. [Imagem: Getty Images]

Procurando buracos de minhoca no espaço

O resultado assustaria Einstein, porque o buraco de minhoca resultante do novo estudo não pode nos levar para Plutão ou Andrômeda, mas apenas para outros universos. Desafiador, mas altamente especulativo. A menos que alguém possa encontrar indícios de que tal estrutura exista no nosso Universo, pairando por aí em algum lugar. Os três pesquisadores acreditam que é possível. É bom lembrar que estávamos falando de dimensões submicroscópicas, quando estamos interessados em algo por onde possa menos pelo menos uma nave espacial. Os cientistas afirmam que a inflação do Universo pode ter espichado esses buracos de minhoca a ponto de eles superarem as dimensões humanas, como um ponto de tinta colocado sobre uma bexiga vai aumentando conforme a bexiga se enche.  "A inflação [do Universo] pode ter inchado os minúsculos buracos negros que permeiam o tecido submicroscópico do espaço," propõe Kleihaus. Como encontrá-los? Olhando para o Universo, já que a presença de um buraco de minhoca macroscópico deverá representar uma mudança radical no campo de visão dos telescópios. "Afinal de contas, a boca do buraco de minhoca é uma janela para outro universo," propõe o cientista. Desde, é claro, que o buraco de minhoca esteja com a boca precisamente virada para a Terra.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

6 Sistemas Planetários Esquisitos Que Você Precisa Conhecer

O Sistema Solar pode ser considerado fenômeno raro no Universo, mas as esquisitices não param por aí.
O Universo é repleto de elementos e esquisitices que ainda precisam ser muito estudados para que o ser humano possa compreendê-los, mesmo que parcialmente. Porém, às vezes entender esses fenômenos faz com que eles se tornem ainda mais peculiares. Dois sóis, uma estrela orbitando outra e planetas anões vermelhos são apenas alguns exemplos do que o espaço pode abrigar. E se você acha que o Sistema Solar é algo comum, saiba que ele também entra em uma das excentricidades da imensidão que está à nossa volta. Conheça agora alguns desses fenômenos espetaculares que intrigam e maravilham profissionais ou amadores da Astronomia. Os fenômenos abaixo estão listados de forma totalmente aleatória, sem qualquer preferência de estilo ou esquisitice.

Quatro estrelas e poeira
O HD 98800 é um sistema estelar que abriga quatro estrelas anãs laranjas (também conhecidas como T Tauri). Os quatro astros formam dois sistemas binários, nos quais uma estrela orbita outra. O HD 98800 por si só já é bem peculiar, mas a nuvem de poeira que envolve um dos pares é o que mais intriga os astrônomos. O chamado disco protoplanetário foi descoberto com a ajuda do Telescópio Espacial Spitzer e está presente em apenas um dos sistemas binários. Existe a especulação de que um planeta extrassolar seja responsável pela formação dessa nuvem de poeira, mas os cientistas acreditam que apenas a força gravitacional das estrelas seja suficiente para garantir a existência dos “anéis” de HD 98800.
(Fonte da imagem: Tim Jones/McDonald Obs./UT-Austin)

Sistema de três planetas
A estrela Kepler-18 é semelhante ao nosso Sol, diferindo apenas no tamanho (cerca de 10% maior) e na massa (3% menor que a estrela do Sistema Solar). Recentemente, uma equipe de astrônomos da Universidade do Texas, com a ajuda de dados coletados pela sonda Kepler, descobriu que existem três planetas orbitando Kepler-18. O sistema contém uma “super-Terra” (chamada de Kepler-18b) e dois astros com o tamanho de Netuno (Kepler-18c e -18d). Os planetas do sistema orbitam muito mais próximos de Kepler-18 do que Mercúrio do Sol. O astro “b” completa uma volta em torno da estrela em apenas 3.5 dias, enquanto os dois Netunos, “c” e “d”, levam 7.6 e 14.9 dias terrestres, respectivamente. Acredita-se que existam outros planetas em volta dessa estrela, mas ainda não foi possível detectar sua existência.
(Fonte da imagem: Tim Jones/McDonald Obs./UT-Austin)

Planetas “caroneiros”
No Universo, não é incomum encontrar objetos pegando “carona” na órbita de planetas, luas e outros objetos. Batizados de Trojans, esses astros “caroneiros” podem ter os mais variados tamanhos e aspectos. A Terra, por exemplo, possui um asteroide Trojan, chamado 2010 TK7. Janus, uma das luas de Saturno, é considerada um Trojan, pois sua órbita é tão próxima à de Epimethus (outra lua do planeta dos anéis)que por muitos anos pensou-se se tratar do mesmo objeto. O que fez com que os cientistas percebessem o equívoco é que ninguém chegava a um acordo em relação ao período orbital do objeto, já que cada um observava a lua em épocas diferentes. Para você ter uma ideia de quão próximas são as órbitas das luas, Janus e Epimetheus chegam a trocar de lugar quando se aproximam.

De trás para frente
Não é incomum pensarmos que todos os objetos de um sistema planetário girem no mesmo sentido e direção em relação à sua estrela principal. Esse pensamento não está errado, já que a maioria dos objetos segue a mesma regra. Porém, sempre há um rebelde sem causa que faz tudo ao contrário. No Sistema Solar, Vênus é o único planeta que roda no sentido horário (se fosse olhado de cima no polo Norte do Sol). Um habitante em Vênus veria o nascer e o pôr do Sol uma vez a cada 116 dias terrestres. Urano também possui uma peculiaridade que faz com que o dia dure mais em algumas regiões do planeta. Por causa de sua inclinação exagerada, um dia pode levar até 42 anos para passar no polo norte do astro. Nas demais áreas, são necessárias apenas 17 horas para que o Sol se ponha (ou nasça) novamente. E você achou que o Sistema Solar era o padrão de normalidade.
(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Nosso sistema
A formação de um sistema planetário como o nosso é bem raro. Ter vários planetas (um deles capaz de sustentar vida na forma que conhecemos) orbitando uma mesma estrela é um fenômeno bem incomum, que depende da ocorrência de centenas de fatores. Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e Canadá construiu um simulador que permite mostrar de forma mais concreta as dificuldades enfrentadas para o surgimento de outro Sistema Solar como o nosso. Segundo o que foi publicado na Science Journal, as simulações feitas pelo grupo mostraram que, na maioria das situações, ou os planetas não eram criados, ou adquiriam órbitas extremamente elípticas, criando um sistema planetário bem diferente.
(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Quase um Tatooine
A sonda Kepler também foi a responsável pela descoberta de um sistema planetário que até então só tinha sido visto na saga Star Wars: um planeta com dois sóis. Kepler-16 agitou os cientistas ao mostrar se tratar de um sistema planetário circumbinário, ou seja, um único planeta orbita duas estrelas diferentes. Diferente do que a série de ficção mostra, o planeta com o tamanho de Saturno é frio e gasoso, sendo impossível a existência de vida nele. As estrelas mãe do sistema são menores do que o nosso Sol e giram uma ao redor da outra a cada 41 dias. A órbita do planeta em torno de seus sóis é de 229 dias terrestres.
Crédito: NASA/JPL-Caltetch
Acima, foram apresentados alguns sistemas planetários bem diferentes do que imaginamos ser o Sistema Solar. Agora é com você, leitor. Não deixe de enviar seu comentário com outras curiosidades a respeito de planetas e estrelas.
Fonte: http://www.tecmundo.com.br/astronomia

Rastros de Foguete na Via Láctea

Créditos e direitos autorais : Jerry Lodriguss (Catching the Light)
Em 27 de Março, cinco foguetes de sondagem saltaram para os céus vespertinos no Wallops Flight Facility da NASA, na Virgínia. Partindo do Anomalous Transport Rocket EXperiment (ATREX), iniciando às 4:58h EDT (5:58h BRT), os foguetes foram lançados consecutivamente em intervalos de 80 segundos. Liberando um traçador químico, eles criaram nuvens brancas luminosas na ionosfera da Terra a altitudes de 60 a 65 milhas (aprox. 96 a 105 km), arrastado pela pobremente entendida corrente de jato de grande altitude. (Não é a mesma corrente de jato que as linhas aéreas voam a altitudes de 8 a 10 km.) Vistas ao longo da região do Meio-Atlântico dos Estados Unidos, as nuvens ficaram à deriva através de céus estrelados, capturadas nesta límpida fotografia em East Point, Nova Jersey. Olhando para o Sul na direção do local de lançamento, o tentador fundo celestial inclui estrelas de Sagitário, Escorpião, e as nuvens brancas, mais permanentes e luminosas, da Via Láctea.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php?lk=ap120329.html

Foto reúne bilhões de estrelas da Via Láctea

Imagem é composta de pequenos pedaços da galáxia capturados por telescópios britânicos
Espaços pretos são dados ainda não processados. Imagem: BBC/Reprodução
 
Astrônomos montaram uma imagem gigantesca da Via Láctea revelando detalhes das bilhões de estrelas que compõem a galáxia. A foto é composta de milhares de pequenos registros feitos por dois telescópios britânicos que operam em observatórios no Havaí e no Chile. Os arquivos do projeto, conhecido como Vista Data Flow System, serão analisados e podem dar início a novas descobertas no espaço próximo à Terra. "Há cerca de um bilhão de estrelas ali, e isso é mais que já foi registrado em qualquer outra imagem.

Me ocupei horas com ela, é incrível", disse Nick Cross, da Universidade de Edimburgo, que apresentou a imagem na Conferência Nacional de Astronomia da Grã-Bretanha. A imagem se concentra no plano denso da galáxia, o que significa que ela gera uma longa faixa. Cross e seus colegas produziram uma ferramenta online que permite aos usuários fazerem uso do zoom para checar certas áreas. Ainda assim, o pequeno fragmento focalizado apresentará milhares de estrelas. Os espaços pretos são partes referentes a dados ainda não processados. O projeto já tem dez anos de duração e combina dados adquiridos pelos Telescópio Infravermelho da Grã-Bretanha, situado no Havaí, e do Telescópio Vista, do Chile.

Esses dispositivos analisam o espaço por ondas infravermelhas, o que lhes permite ver além da nuvem de poeira cósmica da Via Láctea que poderia esconder astros, planetas e outros corpos celestes. Pesquisadores das universidades de Edimburgo e Cambridge processaram e arquivaram os dados que compõem a imagem e a tornaram disponível para estudo de astrônomos de todo o mundo. "A foto pode ser usada para muitas coisas. Vai nos ajudar a compreender a natureza da nossa galáxia, a ver onde tudo está. Alguns a usarão para encontrar uma estrela formando regiões, e há muitas dessas no plano galáctico", disse Cross.
Fonte: ESTADÃO

Sonda espacial acha condições favoráveis para a vida em lua de Saturno

Sonda Cassini, da Nasa, descobriu água gelada e componentes orgânicos no polo sul da lua Encélado
Imagem da sonda Cassini mostra a lua Encélado, de Saturno, a uma distância de 232.197 kms
A sonda espacial Cassini registrou jatos de água gelada em vários voos próximos à superfície de uma lua de Saturno, Encélado, que poderiam indicar um habitat propício para a existência de vida, informou a Nasa na quarta-feira (27).  "Mais de 90 gêiser de todos os tamanhos estão emitindo vapor de água, partículas de gelo, e componentes orgânicos na superfície do Polo Sul de Encélado", disse Carolyn Porco, chefe da equipe de Imagens Científicas da missão. Estes gêiser, que surgem através de fendas na superfície gelada da sexta lua de Saturno, poderiam revelar a existência de um vasto mar subterrâneo. "Cassini voou várias vezes através destas partículas e as analisou. Além de água e material orgânico, encontramos sal nas partículas de gelo. A salinidade é a mesma que a existente nos oceanos da Terra", explicou Carolyn. A cientista afirmou que parece "coisa de louco", mas parece como "se nevasse sobre a superfície deste pequeno mundo", em referência às condições favoráveis à vida microbiana neste satélite. "No fim, esse é o lugar mais promissor que conhecemos para a pesquisa em astrobiologia. Não precisamos sequer mexer na superfície. Basta voar entre estas colunas de partículas. Ou podemos pousar sobre a superfície e tirar mostras", disse. A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão na qual participam a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas. No ano passado a Nasa decidiu prolongar a missão, que transmitiu informações do sistema de Saturno durante quase seis anos, até 2017.  "O tipo de ecossistemas que Encélado pode abrigar poderiam ser como os existentes nas profundezas de nosso planeta. Embora tudo aconteça inteiramente à revelia de luz solar", acrescentou. Cassini foi lançada ao espaço em outubro de 1997 junto com a sonda Huygens da ESA, e chegou às imediações de Saturno em 2004 para iniciar o estudo de Titã, a maior lua do planeta.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

28 de mar de 2012

Imagem da Sonda Soviética Luna 23 no Solo Lunar

Créditos da Imagem: LRO Featured Image (NASA/GSFC/Arizona State University)
O programa soviético de recolhimento e retorno para a Terra de amostras lunares foi uma tentativa corajosa de bater os americanos. Ele falhou em metade das tentativas, mas teve 3 missões de sucesso, a Luna 16, a Luna 20 e a Luna 24, talvez eles devessem ter denominado todas as suas missões com os mesmos números. A equipe da sonda LRO conseguiu com sucesso adquirir imagens em alta resolução que mostram em detalhes os locais onde o pouso foi conseguido com sucesso, fornecendo assim preciosas imagens do contexto geral da região que podem ser usadas para reavaliar a geologia do local onde as amostras foram recolhidas. Uma das imagens mais interessantes recuperadas é da Luna 23 que atingiu a Lua mas não coletou nenhuma amostra e nem decolou de volta para a Terra. E agora nós sabemos porque, ela não se separou de maneira adequada. Tudo que se sabia antes das imagens da LRO era que a Luna 23 tinha enfrentado um mal funcionamento de seus equipamentos durante o pouso, e o mecanismo de amostragem não havia funcionado corretamente, mas a sonda manteve contato via rádio por três dias ainda. Agora, nós podemos ver que ela aparentemente se inclinou durante o pouso. De acordo com a imagem da LRO mostrada acima, parte da sonda mostrada pela letra D é o módulo de descida, que se apresenta ainda com o módulo de subida, A, em seu topo. Dois anos depois a sonda Luna 24 pousou com sucesso na superfície da Lua a 2.3 km de distância desse ponto de pouso da Luna 23, conseguiu perfurar o solo lunar, recolher amostras e retornar para a Terra. Na verdade essa foi a última vez que tivemos a oportunidade de ter amostras da Lua na Terra.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/March+28%2C+2012

Sol: aquele que era um rei vai virar uma nebulosa

Nossos ancestrais descobriram que suas vidas dependiam do Sol e o tomaram como referência para suas crenças e desejos. Foi assim personificado por muitas mitologias: Egípcios e Maias - o Deus Sol; Helios para os gregos, Sol para os romanos. Hoje sabemos que o Sol é uma estrela ordinária e que como ela existem mais de 100 bilhões só em nossa galáxia. Seu diâmetro é de cerca de 1,4 milhão de quilômetros, sua massa aproximadamente o valor do número dois 2 seguido de 30 zeros em quilogramas (uma massa enooorme!) e sua temperatura varia de cerca de 5,8 mil graus centígrados na superfície a cerca de 15,6 milhões de graus centígrados no núcleo. A massa do Sol representa mais de noventa e oito por cento da massa total do Sistema Solar sendo que o planeta Júpiter contém a maior parte da massa restante. O Sol se compõe, presentemente, de 92,1% de Hidrogênio e 7,8% de Hélio, por número de átomos, sendo a taxa de 0.1% creditada aos demais "metais". Esses valores mudam lentamente à medida que o Sol vai convertendo Hidrogênio em Hélio em seu interior. O campo magnético do sol é muito intenso e muito variável (comparado com os padrões terrestres). Suas linhas definem a magnetosfera ou heliosfera, que se estende para além da órbita de Plutão.

Fim certo

O Sol deve ter 5 bilhões de anos de idade. Já deve ter gasto um pouco mais da metade do hidrogênio disponível em seu núcleo. Ainda possui combustível suficiente para irradiar dessa forma por no mínimo mais 5 bilhões de anos quando expandirá sua atmosfera resfriada e contrairá o núcleo ainda aquecido. No resultado sofrerá o processo da ejeção de seu material frio, podendo se transformar enfim numa nebulosa planetária como a nebulosa da Hélice na imagem acima. Este objeto, resultado da morte de uma estrela tipo Sol, consiste de uma estrela anã branca (cujo brilho é equivalente ao do Sol contido num volume equivalente ao da Terra) no centro envolvida pelo material frio ejetado.
Fonte: http://wwwo.uai.com.br

Novos estudos desafiam teoria atual de formação da Lua

Artes: suposto impacto do planeta Theia contra a Terra pode ter formado a Lua há 4.5 bilhões de anos.Apolo11.com.

A teoria vigente diz que nosso satélite se formou após o impacto de um grande objeto contra a Terra, mas uma descoberta recente mostra que existe muito mais material terrestre na Lua do que os estudos mostravam, colocando em xeque a teoria do choque cataclísmico. A corrente de pensamento atual sugere que a Lua foi criada depois que um objeto do tamanho de Marte, chamado Theia, colidiu contra o nosso planeta há 4,5 bilhões de anos e que mais de 40 por cento da Lua é constituída por restos desse corpo impactante. Os pesquisadores esperavam que este objeto fosse quimicamente diferente da Terra, mas os estudos anteriores mostravam que a Lua e a Terra eram muito mais parecidas do que deviam quando estudados a partir dos isótopos de alguns elementos e isso contrariava o modelo do impacto de Theia, atualmente aceito.

 Para comparar ainda mais a Lua e a Terra, pesquisadores da Universidade de Chicago analisaram isótopos de titânio encontrados nas rochas dos dois objetos e descobriram que a relação dos isótopos de titânio encontrados em 24 amostras lunares retornadas pelas missões Apollo eram diferentes daquelas encontradas na Terra.

Intrigado, o geoquímico Junjun Zhang, ligado ao Centro de Chicago para Cosmoquímica suspeitou que alguma coisa estava alterando a relação de isótopos encontrados nas amostras lunares e concluiu que essa alteração era compatível com o bombardeio de raios cósmicos vindos do espaço profundo. Para Zhang, após colidirem com a Lua os raios cósmicos geram nêutrons que são absorvidos pelos átomos de titânio, alterando a relação de isótopos do elemento.

Após fazer as devidas correções em seu modelo, Zhang confirmou que a relação de isótopos encontrados nas rochas lunares e terrestres era quase a mesma, sugerindo que a Terra e Lua são muito mais parecidas do que se acredita. "Parece improvável que Theia seja quase idêntica isotopicamente à Terra. Por isso, se Theia fosse de fato um maior contribuinte de material, nossa Lua deveria diferir substancialmente da Terra, mas não é isso que encontramos", disse Zhang, que teve seu trabalho publicado na edição 25 da revista Nature Geoscience.

Outros Estudos - No entanto, as semelhanças entre a lua e a Terra também podem ser explicadas pela intensa mistura do material ocorrida após o impacto e que deixou grande parte do material de Theia enterrado sob a lua. Além disso, alguns cientistas especulam que a Lua seja constituída quase que totalmente do material Terra que foi ejetado a partir do movimento de rotação criado depois de um impacto gigante.

Duas Luas - Outros estudos recentes sobre a Lua podem influenciar na interpretação dos resultados do trabalho de Zhang. "Alguns colegas sugerem, por exemplo, que a Terra teve duas luas que coexistiram por um breve período e que colidiram entre si. Se assim for, talvez a composição isotópica da Lua perdida fosse semelhante à da Terra, o que explicaria as semelhanças encontradas", explicou Zhang. Para entender melhor as semelhanças encontradas, Zhang e seus colegas esperam as próximas medições de isótopos de outros elementos, como cálcio, que sem dúvida contribuiria para entender melhor a história da nossa Lua.
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Novos_estudos_desafiam_teoria_atual_de_formacao_da_Lua&posic=dat_20120326-114431.inc

Eta Carinae: Uma Supernova Próxima

Créditos de Imagem: ESA/NASA
O Telescópio Espacial Hubble da NASA registrou uma imagem da Eta Carinae. Essa imagem é constituída de dados obtidos na luz visível e na luz ultravioleta pelo Canal de Alta Resolução da Câmera Avançada de Pesquisa do Hubble. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 30 arcos de segundo de diâmetro. A maior das duas estrelas no sistema da Eta Carinae é uma estrela grande e instável que está perto do final da sua vida, e o evento que os astrônomos do século 19 observaram foi uma experiência de quase morte da estrela. Os cientistas chamam essas explosões de eventos impostores de supernovas, pois eles parecem com uma explosão de supernova, mas param pouco antes de destruir totalmente a estrela.

Embora os astrônomos do século 19 não tivessem telescópios poderosos o suficiente para ver a explosão ocorrida em 1843 em detalhe, seus efeitos podem ser estudados atualmente. As imensas nuvens de matéria expelidas há um século e meio atrás, conhecida como Nebulosa do Homúnculo tem sido um alvo regular para o Hubble desde que ele foi lançado em 1990.

Essa imagem, porém, é a mais detalhada já feita, e mostra como o material da estrela não foi expelido de forma uniforme, mas sim formando um imenso haltere no espaço. A Eta Carinae é uma das estrelas mais próximas da Terra que provavelmente explodirá em supernova num futuro relativamente próximo, pensando em termos astronômicos de escala de tempo, o futuro próximo pode ser um milhão de anos. Quando isso acontecer espera-se que da Terra se possa ter uma imagem espetacular da explosão, uma imagem que pode ser ainda mais brilhante do que a SN 2006gy, considerada a supernova mais brilhante já observada, vinda de uma estrela do mesmo tipo de uma galáxia localizada a mais de 200 milhões de anos-luz de distância.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2183.html

Explosão de laser mostra como magnetismo surgiu no Universo

A explosão revelou a formação de campos magnéticos e correntes elétricas ao redor da onda de choque - o fenômeno ocorreu em uma janela de 1 microssegundo após o disparo. [Imagem: Oxford University]

Origem do magnetismo

Há campos magnéticos por todo o espaço galáctico e intergaláctico. O que é intrigante é imaginar como é que eles foram criados originalmente, e como se tornaram tão fortes. Agora, uma equipe internacional de cientistas usou um laser para criar campos magnéticos semelhantes àqueles que se imagina serem necessários para a formação das primeiras galáxias, na infância do Universo. Os resultados são um primeiro elemento importante na tentativa de solucionar o enigma de como o Universo gerou seu próprio magnetismo. "Nosso experimento recriou o que estava acontecendo no início do Universo e mostrou como os campos magnéticos galácticos apareceram," afirmou o Dr. Gianluca Gregori, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.  "Isso abre a perspectiva emocionante de sermos capazes de explorar a física do cosmos, que remonta a bilhões de anos, em um laboratório de laser aqui na Terra," completou.

Explosão a laser

A equipe, liderada por físicos da Universidade de Oxford, no Reino Unido, usaram um laser de alta potência para explodir uma haste de carbono, semelhante a uma ponta de lápis, imersa em gás hélio. A explosão foi projetada para imitar o caldeirão de plasma do qual foram formadas as primeiras galáxias - o plasma é um gás ionizado contendo elétrons livres e íons positivos. O disparo revelou a formação de campos magnéticos e correntes elétricas ao redor da onda de choque - o fenômeno ocorreu em uma janela de 1 microssegundo após a explosão. Os astrofísicos pegaram estes resultados e os ampliaram em 22 ordens de grandeza (x * 1022) para descobrir que a medição é compatível com as chamadas "sementes magnéticas", previstas pelas teorias de formação de galáxias.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Luz Cinérea e Vênus Sobre Sierra de Guadarrama

Créditos de Imagem:Daniel Fernández (DANIKXT)
O que aparece logo acima da silhueta da cadeia de montanha vista na imagem acima? A Lua. Especificamente, a Lua da Terra foi registrada um pouco acima do horizonte na sua fase crescente bem jovem. A Lua que é nos é familiar pode nessa foto parecer um pouco estranha, isso se deve ao fato da exposição dada na foto mostrar de forma significante o brilho da Terra, ou seja, a iluminação da parte noturna da Lua devido à luz do Sol refletida pela Terra. À direita e bem brilhante podemos ver também o planeta Vênus. Vênus e Júpiter passaram bem próximos um do outro durante o final do mês de Fevereiro e o mês de Março, numa bela conjunção planetária. Essa semana, mas especificamente no dia 26 de Março de 2012, eles receberam a companhia bem próxima também da jovem Lua crescente. A imagem acima, em particular foi feita em Madrid na Espanha. A silhueta do horizonte em segundo em plano inclui alguns dos Sete Picos da cadeia de montanhas Serra de Guadarrama. Poucos minutos depois dessa foto ter sido feita a Lua desapareceu no horizonte.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120328.html

Via Láctea tem bilhões de planetas teoricamente habitáveis, diz estudo

'Superterras' lembram a Terra em composição, tamanho e temperatura. Estimativa foi feita pelo Observatório Europeu do Sul.
Esta concepção artística retrata o entardecer visto da super-Terra Gliese 667 Cc. A estrela mais brilhante no céu é a anã vermelha Gliese 667 Cc, que é parte de um sistema triplo de estrelas. As outras duas estrelas mais distantes, Gliese 667 A e B, aparecem no céu à direita. Astrônomos estimaram que existem dezenas de bilhões de planetas rochosos orbitando anãs vermelhas de baixa luminosidade somente na Via Láctea.
 
Um novo resultado do instrumento HARPS, o descobridor de planetas do ESO, mostra que os planetas rochosos não muito maiores que a Terra são bastante comuns nas zonas habitáveis em torno das estrelas vermelhas de baixa luminosidade. Uma equipe internacional de astrônomos estimou que existem dezenas de bilhões de tais planetas só na nossa galáxia, a Via Láctea, e provavelmente cerca de uma centena na vizinhança imediata do Sol. Esta é a primeira medição direta da frequência de super-Terras em torno de anãs vermelhas, as quais constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.  Esta primeira estimativa direta do número de planetas leves em torno das estrelas anãs vermelhas foi anunciada por uma equipe internacional, que utilizou observações obtidas com o espectrógrafo HARPS instalado no telescópio de 3,6 metros que se encontra no Observatório de La Silla do ESO. A equipe está à procura de exoplanetas que orbitam os tipos de estrelas mais comuns da Via Láctea - as anãs vermelhas (também conhecidas como anãs do tipo M).

 Estas estrelas apresentam fraca luminosidade e são pequenas quando comparadas com o Sol, no entanto são muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo por isso a 80% de todas as estrelas da Via Láctea. "As nossas novas observações obtidas com o HARPS indicam que cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra que orbita na zona habitável, isto é, onde água líquida pode existir na superfície do planeta," diz Xavier Bonfils, líder da equipe. "Como as anãs vermelhas são muito comuns - existem cerca de 160 bilhões de estrelas deste tipo na Via Láctea - chegamos ao resultado surpreendente de que existirão dezenas de bilhões destes planetas só na nossa galáxia."  Um dos planetas descobertos no rastreio HARPS de anãs vermelhas é o Gliese 667 Cc. Este é o segundo planeta descoberto neste sistema estelar triplo e parece estar próximo do centro da zona habitável.

Embora este planeta seja mais de quatro vezes mais pesado do que a Terra, é o "irmão gêmeo" mais parecido com a Terra encontrado até agora e possui quase com certeza as condições necessárias à existência de água líquida à sua superfície. É a segunda super-Terra descoberta no interior da zona habitável de uma anã vermelha durante este rastreio HARPS, depois de Gliese 581d, anunciado em 2007 e confirmado em 2009.  "Agora que sabemos que existem muitas super-Terras em órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas utilizando tanto o HARPS como futuros instrumentos. Espera-se que alguns destes planetas passem em frente das suas estrelas hospedeiras à medida que as orbitam - o que nos dará uma excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida", conclui Xavier Delfosse, outro membro da equipe.
Fonte:TERRA

27 de mar de 2012

Limite Cósmico

Medição independente mostra que neutrinos não excedem a velocidade da luz
Albert Einstein ainda pode estar certo. Tentativa de repetir experiência que mostrou uma partícula subatômica se movendo mais rápido que a velocidade da luz sugere que resultado anterior pode estar errado e que a famosa teoria especial da relatividade permanece intacta. Um grupo de físicos, em sua maioria europeus, que trabalham no experimento chamado Icarus anunciou o rastreamento de neutrinos viajando do Cern, laboratório de física de partículas nos arredores de Genebra, até o Laboratório Nacional de Gran Sasso, em uma montanha italiana. Trata-se da mesma travessia subterrânea internacional que os neutrinos fazem no experimento Opera.

Porém, diferente do Opera, que no ano passado relatou que os neutrinos chegaram à Itália 60 nanossegundos mais rápido que se viajassem no, supostamente insuperável, limite cósmico de velocidade, o Icarus descobriu que os neutrinos fizeram a viagem a uma velocidade indistinguível da velocidade da luz. Os detalhes da descoberta do Icarus foram postados no servidor de física de pré-publicação arXiv.org.  “Evidências começam a apontar para o resultado do Opera ser medição errônea”, afirmou o diretor de pesquisas do Cern, Sergio Bertolucci, em uma declaração oficial. Possíveis explicações para a medição do Opera surgiram no mês passado, quando pesquisadores do projeto anunciaram publicamente a descoberta de dois problemas com a sincronização do GPS.

Não foi esclarecido se apenas os problemas de GPS podem explicar a discrepância de 60 nanossegundos entre a medição e a teoria. Desde o início, os físicos que trabalham no Opera tiveram o cuidado de observar que essa medida era uma anomalia, muito possivelmente, com uma explicação simples. Em setembro, ao anunciarem as descobertas desconcertantes, eles se abstiveram de arriscar quaisquer interpretações, dizendo que gostariam primeiro que outros físicos ajudassem a investigar os dados. “Seja qual for o resultado, o grupo do experimento Opera comporta-se com integridade científica perfeita ao oferecer sua medição para ampla verificação e convidar medições independentes”, avaliou Bertolucci. “É assim que a ciência funciona.”
Fonte: Scientific American Brasil

Sonda espacial vai captar água de lua de Saturno

Cassini passará a 74 km da Enceladus, um dos principais focos na pesquisa sobre vida fora da Terra
Imagens mostram detalhes das fissuras e dos jatos expelidos pela lua de Saturno.Reprodução/BBC
A sonda espacial Cassini fará uma passagem e menos de cem quilômetros de altitude do pólo sul da Enceladus, uma lua de Saturno que aparentemente abriga um oceano. O voo, que será feito a uma altitude de 74 quilômetros, permitirá a sonda a captar alguns dos jatos de gelo e vapor d'água expelidos pelo satélite.  Pesquisadores reuniram diversas evidências de que esses jatos são alimentados por um oceano de água líquida, que está coberto pela crosta congelada da lua. O sobrevoo deve ocorrer por volta das 18h30 (horário de Brasília) desta terça-feira, 27.

Os cientistas usarão o espectômetro de íons e massa natural da Cassini para analisar a composição aquosa, sua densidade e a variabilidade dos elementos da Enceladus. Antes, foram detectados sais nesses jatos, o que sugerem que a camada submersa da lua está provavelmente em contato com seu núcleo rochoso. A descoberta coloca a Enceladus como um dos principais locais para pesquisa de vida dentro do Sistema Solar, já que as rochas poderiam jogar no oceano elementos essenciais para o desenvolvimento da vida.

Os jatos que são expelidos pelas fissuras da crosta de gelo são conhecidos como "listras de tigres". A Enceladus se move ao redor de Saturno em uma órbita oval, distorcida por causa da gravidade do planeta. Isso causa a volubilidade das fissuras, alterando a atividade geológica da lua. O voo mais próximo da Enceladus já feito pela Cassini ocorreu em outubro de 2008, quando a sonda chegou a apenas 25 quilômetros da superfície da Lua. Em outubro de 2015, a passagem deve se repetir.
Fonte: ESTADÃO

Messenger Fornece Novos Dados Sobre Mercúrio

Impressão de artista da sonda MESSENGER em órbita de Mercúrio.Crédito: NASA/JHU/APL
 
Desde que entrou em órbita de Mercúrio há pouco mais de um ano atrás, a sonda MESSENGER da NASA capturou quase 100.000 imagens e enviou dados que revelaram novas informações acerca do planeta, incluindo a sua topografia, a estrutura do seu núcleo e áreas de sombra permanente nos pólos que contêm depósitos misteriosos. Os achados mais recentes foram anunciados em dois artigos científicos publicados na revista online Science Express, e em 57 artigos apresentados a semana passada na 43.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária no estado americano do Texas.

Um núcleo surpreendente - Os instrumentos de rádio da MESSENGER permitiram à equipe científica desenvolver o primeiro modelo preciso do campo gravítico de Mercúrio que, quando combinado com dados topográficos e com o estado da rotação do planeta, fornecem dados acerca da estrutura interna do planeta, a espessura da sua crosta, o tamanho e o estado do seu núcleo, e a sua história tectónica e térmica. O núcleo de Mercúrio ocupa uma grande parte do planeta, cerca de 85% do raio do planeta, até maior que estimativas anteriores. Dado o pequeno tamanho do planeta, houve uma altura em que muitos cientistas pensavam que o interior devia ter arrefecido até ao ponto que o núcleo se tinha tornado sólido.

No entanto, movimentos dinâmicos subtis, medidos com radares terrestres, combinados com os recém-medidos parâmetros gravitacionais da MESSENGER e as características do campo magnético de Mercúrio que indicam um dínamo activo, sugerem que o núcleo do planeta é pelo menos parcialmente líquido. O núcleo de Mercúrio é diferente de qualquer outro núcleo planetário no Sistema Solar. A Terra tem um núcleo exterior líquido e metálico, situado por cima de um núcleo interior sólido. Mercúrio parece ter uma crosta sólida de silicatos e um manto que cobre um núcleo exterior de sulfeto de ferro, uma camada intermédia líquida mais profunda, e possivelmente um núcleo interior sólido. Estes resultados têm implicações na maneira como o campo magnético de Mercúrio é gerado na compreensão de como o planeta evoluiu termicamente.
 
O instrumento MLA funciona a um comprimento de onda de 1064 nm a um intervalo de 8 Hz. Até agora, fez 10,7 milhões de medições precisas da elevação do hemisfério norte de Mercúrio. Na imagem está uma projecção polar da topografia de Mercúrio, desde o pólo norte até 5ºS. Os círculos são grandes estruturas de impacto.Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/Instituto Carnegie

Curiosidades topográficas - A topografia de um planeta pode revelar informações fundamentais acerca da sua estrutura interna e da sua evolução geológica e térmica. Observações com o instrumento MLA (Mercury Laser Altimeter) da MESSENGER providenciaram o primeiro modelo topográfico preciso do hemisfério norte do planeta e caracterizaram encostas e a rugosidade superficial ao longo de um intervalo de escalas espaciais. A partir da órbita quase polar e excêntrica da sonda, o MLA ilumina áreas da superfície desde 15 até 100 metros de largura, separadas por aproximadamente 400 metros. A propagação das elevações é consideravelmente mais pequena que aquelas em Marte ou na Lua.

A característica mais proeminente é uma grande área de terras-baixas a latitudes altas norte que contêm planícies vulcânicas. Dentro desta região de várzeas está uma ampla subida topográfica formada após as planícies vulcânicas. A latitudes médias, as planícies interiores da bacia de impacto Caloris - com 1550 km de diâmetro - foram modificadas de tal modo que parte do piso da bacia está agora mais elevado do que os rebordos. A porção elevada parece ser parte de uma elevação quási-linear que se prolonga por aproximadamente metade da circunferência planetária a latitudes médias. Estas características implicam mudanças a larga-escala na topografia de Mercúrio, que ocorreram após a era da formação da bacia de impacto e após a formação a larga-escala das planícies vulcânicas.
 
Imagem da região polar sul de Mercúrio, obtida com o instrumento MDIS (Mercury Dual Imaging System) ao longo de um dia mercuriano completo.Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/Instituto Carnegie

Sombras polares - Um dos grandes objectivos da missão primária da MESSENGER é compreender a natureza dos depósitos brilhantes em radar nos pólos de Mercúrio. A proposta mais convincente desde a sua descoberta afirma que este material brilhante no radar consiste predominantemente de água gelada. Os cientistas nunca tiveram imagens disponíveis para ver a superfície onde estas características estão localizadas. Mas as imagens obtidas pela sonda mostram que todas as características brilhantes através de radar perto do pólo sul estão localizadas em áreas de sombra permanente, e perto do pólo norte de Mercúrio estes depósitos também são apenas observados em regiões à sombra. Estes resultados são consistentes com a hipótese de água gelada mas não constituem provas definitivas. Mas as imagens, combinadas com análises em curso, irão fornecer uma imagem mais completa da natureza dos depósitos.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

Telescópio Gigante Magalhães deve ficar pronto em 2020

Nesta última sexta, iniciaram os trabalhos de preparação do terreno onde o GMT será instalado, nas montanhas chilenas; aparelho terá área de luz 4,54 vezes maior à de qualquer outro
Representação do telescópio GMT, que será um dos mais potentes do mundo
Com a detonação de uma carga de explosivos no topo da montanha Las Campanas, no norte do Chile, foram iniciados nesta última sexta, 23, os trabalhos de preparação do terreno onde será instalado o Telescópio Gigante Magalhães, informou a Embaixada dos Estados Unidos em Santiago. Às 12h59 locais (mesmo horário de Brasília), destacadas personalidades políticas e científicas do Chile e dos Estados Unidos presenciaram a explosão que simboliza o primeiro passo para o início deste instrumento astronômico que, na próxima década, se transformará na terceira maior lente do mundo. O Telescópio Gigante Magalhães (GMT, na sigla em inglês), que está sendo construído na Universidade do Arizona (EUA), terá 25 metros de diâmetro, com uma área de luz 4,54 vezes maior à de qualquer outro telescópio atual. Uma característica única do projeto é o uso de sete segmentos de espelho, cada um deles com 8,4 metros de diâmetro, localizados de modo que criarão uma só superfície ótica e o transformará em um dos telescópios mais potentes do mundo. Essa potência permitirá que os cientistas obtenham imagens mais claras de planetas que orbitam ao redor de estrelas, da física dos buracos negros e da natureza da matéria escura. Calcula-se que o GMT terá um custo aproximado de US$ 700 milhões e começará a operar no Chile em 2020. O complexo do Observatório Las Campanas, situado cerca de 700 quilômetros ao norte de Santiago, na montanha de mesmo nome, é um dos três centros de pesquisas astronômicas no Chile que recebem financiamento dos Estados Unidos e que operam sob acordos com a Universidade do Chile. O observatório opera há mais de quatro décadas e hoje conta com quatro grandes telescópios, entre os quais figuram dois telescópios Magalhães de 6,5 metros de diâmetro.
Fonte: ESTADÃO

11 estranhas partículas da física

Das mais impressionantes pesquisas sobre o universo, nos últimos tempos, quase todas têm participação de alguma partícula ainda não conhecida pela física, teorizada recentente. Até o Modelo Padrão da Física (teoria criada em 1973 que prevê a existência de partículas como o quark, neutrinos e antineutrinos) já está sendo revisado em vários pontos para incluir novas descobertas. Para o estudo de questões físicas complicadas, tais como antimatéria, matéria escura e gravitação, os cientistas estão “criando” novas partículas, em um catálogo de constante atualização. Elas seriam satisfatórias para resolver vários problemas da física moderna, mas infelizmente a existência de nenhuma delas foi comprovada na prática. Conheça onze destas partículas:

11 – Stringbal - lA teoria das cordas prevê que as partículas quânticas, como elétrons e quarks, estão dispostas no universo vibrando como cordas de energia. Esta linha de pensamento, que não vê a partícula como um agente estático sem dimensão, satisfaz o modelo padrão e responde questões como a ação da gravidade em grandes distâncias cósmicas. Se as partículas de fato vibram como cordas, esta teoria também conceitua algumas anomalias. Uma delas, estudada pelo acelerador de partículas LHC, seria a possível existência de buracos negros em miniatura. Outra seria um momento em que duas partículas abandonam a condição de corda e se chocam uma com a outra, formando o que se chama de “Stringball” (literalmente, “esfera de cordas”), o que deve dar origem a mais dimensões além das três que conhecemos. O que faria as cordas saírem de seu estado natural e formarem esferas é uma grande quantidade de energia. Dessa maneira, os cientistas teorizam que seria possível criar tais esferas em um dispositivo como o LHC.

10 – Tetraquark - Esta partícula seria basicamente o que diz o nome: um aglomerado de quatro quarks. Em um modelo mais avançado, existiria um “pentaquark”, que inclui na conta um antiquark cujo peso seria a metade de um próton. Um próton, segundo o modelo padrão, é composto por três quarks juntos, ou um quark e um antiquark (proveniente da antimatéria). Os pesquisadores defendem, contudo, que possam existir agrupamentos maiores de quarks, que superam um próton. A tentativa que chegou mais perto de comprovar sua existência, experimentalmente, aconteceu em 2005, mas falhou.

9 – Glueball - A existência dessa partícula, que ainda não possui tradução específica para o português (seria algo como uma “esfera de glúon”), também se baseia na teoria das cordas. Dentro de um próton, os quarks não são estáveis: a todo momento, são criados e eliminados. Um quark possui carga elétrica negativa, positiva, e uma terceira, hipotética, chamada de “carga de cor”. Para que os quarks possam se manter juntos em um próton, é preciso haver uma força de atração. Esta força, conforme essa teoria, seria proporcionada porque partículas transitam entre os quarks carregados com a tal carga de cor. Tais partículas, por sua vez, seriam os glúons (cujo nome lembra a ideia de colar, de unir). Como os glúons também têm carga própria, pesquisadores defendem que eles poderiam se unir por si próprios e compor matéria, formando um novo tipo de partícula. Estas partículas seriam as “glueballs”.

8 – Inflatão - Especialistas em astrofísica debatem intensamente o que teria acontecido logo após o Big Bang. Se uma única explosão foi responsável por criar o universo, como é que ele conseguiu se expandir desse jeito? As teorias mais aceitas propõem que seria necessária uma força de campo energético que espalhou os elementos pelo espaço em uma velocidade superior à da luz. A teoria quântica defende que todo campo está associado a uma partícula. Neste caso, seria o inflatão. Seguindo a mesma teoria de expansão do universo, o inflatão teria sido responsável por expandir o universo logo após o ponto inicial, mas eventualmente estas partículas seriam dissolvidas em outros tipo de matéria e radiação, até sumir. Com isso, recriar um inflatão demandaria um acelerador de partículas um trilhão de vezes mais potente que o LHC.

7 – Pomerão - Caso as glueballs (partículas originárias dos glúons, que mantêm os quarks unidos) realmente existam, comprová-las na prática é uma tarefa muito difícil, pois exige que se “isole” um momento de atração entre quarks. O mais próximo que se imagina disso é conseguir capturar o instante em que as glueballs são convertidas em pacotes de energia, dentro do próton (O LHC já consegue forjar uma situação semelhante). Tais pacotes seriam o que se chama de pomerão. Já se concebe a existência do pomerão há um bom tempo, desde antes do modelo padrão de 1973. Antigamente, no entanto, ele era visto como um possível componente fixo na atração energética interna dos prótons. Hoje, com a teoria das cordas, a abordagem mudou. O pomerão é tido como algo criado a partir de uma colisão de partículas resultante da existência de mais de três dimensões.

6 – Leptoquark - O modelo padrão trabalha com a ideia de que o elétron tem partículas “opositoras”: lépton, múon e tau. Estas três já foram comprovadas na prática e estão incluídas no modelo padrão. O múon, mais pesado que o elétron, era tido como uma partícula “independente”, mas em 1994 um experimento na Alemanha conseguiu converter um elétron em múon a partir de colisões. Seria preciso, portanto, uma partícula híbrida, um intermediário entre elétron e múon. Baseados no modelo padrão, que classifica o próton como um conjunto unificado de quarks, os cientistas traçaram um paralelo em que léptons são de alguma forma atraídos na formação de elétrons, e o leptoquark desempenharia um papel fundamental nesse sentido.

5 – Winos - A teoria da supersimetria, que tem sido bem aceita nos meios astrofísicos nos últimos anos, enuncia que cada partícula no universo possui uma partícula equivalente para lhe fazer oposição, geralmente com peso diferente, afim de proporcionar equilíbrio. De acordo com as teorias de interações entre partículas, existe o Bóson W (abreviatura de Weak, fraco em inglês), que trabalha com os conceitos de força forte e força fraca. O equivalente pesado às partículas Bóson W seriam os Winos, responsáveis por proporcionar força de atração nuclear nestas situações. O LHC tem feito estudos tomando como base a teoria da supersimetria, e os Winos entram nestas suposições.
4 – Ânions - Elétrons e quarks são partículas subatômicas agrupadas em uma classe chamada de férmions, que seriam opositores dos bósons. Nas interações dimensionais entre estas duas, existiria um terceiro tipo de partícula, o ânion. Na teoria mais aceita, o ânion sempre carrega parte da energia de uma partícula subatômica durante uma interação com outra partícula, e isso seria a chave para entender algumas relações entre elas.

3 – Galileons - Einstein enunciou que a força gravitacional funciona sob o mesmo padrão em todos os pontos do universo. Dentro do sistema solar, que é até onde a ciência já pôde testar esta tese, o apontamento do físico alemão se mostrou correto. Mas, se isso é verdade, como existem as supernovas, explosões estelares que surgem justamente a partir de uma perturbação gravitacional? A solução hipotética para este problema seriam as partículas chamadas de Galileons. De maneira geral, tratam-se partículas subatômicas originadas da formação de vácuos quânticos, que seriam responsáveis por enfraquecer a gravidade em determinados pontos do universo. O efeito destas partículas só seria sentido em regiões de baixa densidade no universo, o que não é o caso do sistema solar.

2 – Partículas Majorana - Uma partícula é geralmente idêntica à sua antipartícula, exceto por uma diferença: elas possuem cargas elétricas opostas. Em um estudo mais avançado nesse campo, o cientista italiano Ettore Majorana concebeu uma ideia aparentemente absurda: uma partícula cuja carga é zero, assim como a sua opositora, que na verdade é ela mesma. Logo, uma única partícula seria também sua antipartícula. A concepção desta ideia ganhou força após a expansão da teoria da supersimetria, em que se defende a existência de um equivalente para cada partícula do universo. O conceito de antimatéria, por exemplo, é satisfeito com essa explicação. Dessa forma, poderiam haver vários tipos de partículas Majorana, todas tendo carga neutra e sendo a antimatéria de si mesmas.

1 – Wimpzilla - Mais de 80% da matéria existente no universo, segundo estimativas, é invisível aos nossos telescópios. Trata-se da matéria escura, objeto de estudo dos cientistas há décadas. A composição básica da matéria escura seriam as chamadas “Partículas Massivas de Interação Fraca” (WIMP, na sigla em inglês). Estas partículas, que pesariam de 10 a 100 vezes mais do que um próton, teriam surgido após o Big Bang e se espalhado paulatinamente pelo universo. Existe, no entanto, a questão da expansão do universo a partir do início dos tempos. Durante a interação entre matéria e vácuo nesse período, algumas partículas podem ter se desprendido do fluxo da expansão em “pedaços” maiores. Seriam partículas WIMP gigantescas, bilhões de vezes mais pesadas que as originais. O nome, dado por um dos físicos que teorizou as WIMPs, faz mesmo alusão ao gigantesco monstro Godzilla.
Fonte: hypescience.com
 [New Scientist]
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