30 de abr de 2012

Dentro do reino de uma estrela moribunda

Crédito da imagem: ESA / Hubble, da NASA
O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA tem estado sempre na ponta tecnológica e científica no que diz respeito à pesquisa com relação à vida de estrelas como Sol. No final de suas vidas, essas estrelas esgotam todo o seu combustível nuclear na fase que é chamada de nebulosa protoplanetária ou pré-planetária. Essa imagem do Hubble mostra a Nebulosa do Ovo em uma das melhores visões desse objeto até o momento, que retrata essa fase breve porém dramática da vida das estrelas. Durante a fase de nebulosa pré-planetária, o calor remanescente de uma estrela de certa idade que aparece no centro da nebulosa aquece e excita o gás fazendo-o brilhar por alguns milhares de anos.

O período de vida curto da nebulosa pré-planetária significa que existem relativamente poucas delas em um determinado momento de vida do universo. Além disso, elas são muito apagadas, o que faz com que seja necessário a utilização de poderosos telescópios para que possamos vê-las. Essa combinação de raridade com baixo brilho significa que elas foram descobertas há relativamente pouco tempo. A Nebulosa do Ovo, a primeira a ser descoberta, foi registrada pela primeira vez há menos de 40 anos atrás, e muitos aspectos dessa classe de objetos continua envolto em um grande mistério.

No centro da imagem, e escondida pela espessa nuvem de poeira, está a estrela central da nebulosa. Embora os cientistas não podem ver a estrela diretamente, eles podem ver sim quatro feixes de luz que se originam na estrela e brilham através da nebulosa. Os pesquisadores criaram a hipótese que os buracos em forma de anel no espesso casulo de poeira, cavados pelos jatos provenientes da estrela fazem com que os feixes de luz possam emergir através da nuvem outrora opaca.

O mecanismo preciso pelo qual os jatos estelares produzem esses buracos não é conhecido, mas uma explicação seria que esse é um sistema binário de estrelas, ao invés de ser formado por uma única estrela, no centro da nebulosa. A estrutura de camadas parecida com uma cebola da nuvem de gás mais difusa ao redor do casulo central é gerada pelas explosões periódicas de material que está sendo ejetado da estrela moribunda. As explosões ocorrem normalmente a cada algumas centenas de anos. Essa imagem é produzida a partir de exposições feitas no comprimento de luz visível e infravermelha usando para isso a Wide Field Camera 3 do Hubble.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery

Lua de Saturno tem características de planeta

Os novos dados revelam que Febe é quase esférica, e que já teve um passado de evolução, antes de estacionar no aspecto atual.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/SSI/Cornell]

Planetesimal

Dados da sonda espacial Cassini, da NASA, revelam que a lua Febe (Phoebe) de Saturno tem mais um jeitão de planeta do que de lua. Com os novos dados, de múltiplos instrumentos da sonda espacial, além de um modelo de computador da química, geofísica e geologia da lua, os cientistas agora classificaram Febe como um planetesimal, os restos dos elementos básicos de construção de um planeta. "Ao contrário dos corpos primitivos, como os cometas, Febe parece ter evoluído ativamente por um tempo, antes de estacionar," disse Julie Castillo-Rogez, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. As imagens da Cassini sugerem que Febe se originou no Cinturão de Kuiper, a região dos blocos rochosos gelados além da órbita de Netuno.

Lua densa

Febe era esférica e quente no início de sua história, e possui material denso e rochoso concentrado perto de seu centro. Sua densidade média é aproximadamente a mesma de Plutão, outro objeto no Cinturão de Kuiper. Febe provavelmente foi capturada pela gravidade de Saturno quando, de alguma forma, se aproximou do planeta gigante. A lua pode ter sido originalmente porosa, mas parece ter entrado em colapso sobre si mesma ao se aquecer. Isto fez com Febe alcançasse uma densidade que é 40% maior do que a média das luas internas de Saturno.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Quando o Sol entra em fúria

Ejeção de massa coronal fotografada pela sonda SDO (Nasa)
EM 2013, O SOL VAI ENTRAR mais uma vez no período em que sua atividade aumenta e sua coroa externa libera mais energia. Essa fase de maior intensidade, conhecida pelos astrônomos como máximo solar, ocorre a cada 11 anos em média, e é marcada pela observação de mais manchas pretas na superfície do astro, causadas por intensa atividade magnética. Isso tudo não afeta muito a taxa de radiação que incide na Terra, e ninguém vai precisar aumentar a dose de filtro solar. O risco é que ocorra mais vezes um fenômeno chamado ejeção de massa coronal. São as violentas lufadas de vento solar (partículas eletricamente carregadas) que perturbam o campo magnético da Terra, afetando satélites e de redes elétricas. A previsão para o ano que vem é que este máximo solar não seja particularmente alto, mas os astrofísicos alertam que isso não é motivo para baixar a guarda. Conversei anteontem com um especialista no assunto, Mike Hapgood, geocientista do Laboratório Rutherford Appleton, da Inglaterra, que construiu instrumentos de monitoramento solar para as sondas espaciais Stereo, da Nasa. Ele me explicou que mesmo em um período de atividade baixa, o risco de as tempestades espaciais causarem danos na Terra está aumentando, pois hoje nós temos mais infraestrutura tecnológica vulnerável, como os sistemas de GPS. Um número baixo de manchas solares, também, não impede que uma delas cause uma ejeção de massa coronal particularmente ruim. Na entrevista, Hapgood explica porque que é provável que nós ainda não tenhamos visto o qual forte uma tempestade geomagnética pode se tornar.
Leia a entrevista completa em: http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/

Astrónomos Identificam Três Exoplanetas

Não são homenzinhos verdes, mas pode ser um passo nessa direção
Os Telescópios do Observatório Palomar. Crédito: Observatório Palomar, Caltech
Astrónomos usando dados da missão Kepler da NASA, identificaram três planetas tipo-Terra em órbita de outras estrelas, e todos podem ser habitáveis. A equipa de astrónomos usou o espectrógrafo TripleSpec (Near-Infrared Triple Spectrograph) acoplado ao telescópio do Observatório Palomar, no estado americano da Califórnia, para medir as temperaturas e metalicidades de pequenas estrelas anãs do tipo M, observadas pela primeira vez pela missão Kepler, o que levou a observações de planetas em órbita destas estrelas. O Kepler foi lançado em 2009 para procurar planetas fora do nosso Sistema Solar, os chamados planetas extra-solares ou exoplanetas.

Os achados foram publicados online na edição de 23 de Abril da revista Astrophysical Journal Letters (Vol. 750, n.º 2). A descoberta poderá levar a melhores estudos destes planetas e pavimentar o caminho na direcção da descoberta de planetas tal como a Terra. Os três planetas orbitam as "zonas habitáveis" das suas estrelas-mãe -- a distância orbital onde a água pode existir em estado líquido à superfície, e o local ideal para determinar se a vida pode aí existir. As estrelas -- KOI (Kepler Object of Interest) 463.01, KOI 812.03 e KOI 854.01 -- estão localizadas em áreas do céu entre as constelações de Cisne e Lira, e a distâncias que variam entre algumas centenas a alguns milhares de anos-luz. 

"Existe um argumento bastante sólido de que a vasta maioria dos planetas no Universo, e possivelmente os planetas tipo-Terra em zonas habitáveis, são planetas que orbitam anãs M," afirma Jamie Lloyd, professor de astronomia e engenharia mecânica e aeroespacial, co-autor do artigo. A missão Kepler estuda continuamente 150.000 estrelas em busca de sinais de trânsito - uma diminuição no brilho de uma estrela devido à passagem de um planeta. A equipa de Cornell reduziu a lista para 80 estrelas com estes sinais, focando-se em estrelas anãs de categoria M. Estas são estrelas mais pequenas e menos brilhantes que o nosso Sol, mas a maioria das estrelas no Universo são anãs M, afirmam os investigadores.

"Estas estrelas são muito ténues em comprimentos de onda visíveis, negligenciadas durante anos" porque são notoriamente difíceis de caracterizar, afirma a co-autora do estudo, Bárbara Rojas-Ayala, investigadora do Museu Americano de História Natural. Enquanto trabalhava em Cornell, Rojas-Ayala desenvolveu uma técnica chamada TripleSpec para medir as metalicidades e temperaturas das estrelas anãs M. A equipa de Cornell usou esta técnica para identificar os mesmos parâmetros para 80 estrelas anãs M. Usando dados do TripleSpec combinados com modelos teóricos de como estes tipos de estrelas provavelmente evoluem com o passar do tempo, obtiveram os tamanhos destas 80 estrelas.

O TripleSpec forneceu aos astrónomos medições muito mais precisas das características das estrelas do que as originalmente obtidas com a missão Kepler. E em torno destas estrelas, identificaram três candidatos a planeta tipo-Terra com base no seu tamanho relativo, massa e temperatura em comparação com a Terra, a probabilidade de terem uma superfície rochosa e a sua presença na zona habitável de cada estrela.  "70% das estrelas no Universo são deste género de anãs, diferentes do nosso Sol," afirma Philip Muirhead, investigador do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

"Por isso se estes planetas são comuns em torno de estrelas pequenas, e as estrelas pequenas são comuns no Universo, então a maioria da vida no Universo pode de facto existir em torno destes tipos de estrelas, e não em sistemas tipo-Terra e estrelas tipo-Sol." 

Os astrónomos chamam estes planetas de "candidatos" até que estudos posteriores os confirmem como planetas; os investigadores de Cornell esperam que o seu trabalho inspire outros cientistas a apontar os seus telescópios na direcção destes novos candidatos a planeta. Por exemplo, acrescenta Muirhead, os astrónomos podem estudar as atmosferas destes planetas com telescópios espaciais como o Hubble ou o Telescópio Espacial James Webb, e pesquisar por bio-assinaturas, como linhas de absorção de oxigénio.  "Se víssemos assinaturas de oxigénio nas atmosferas destes planetas, isso seria um grande salto na direcção da identificação de vida extraterrestre no Universo," conclui Muirhead.

A corrida para construir o supertelescópio

Representação artística do TMT, que terá um espelho de 30 metros, três vezes maior que o dos grandes telescópios atuais
Astrônomos dos Estados Unidos temem ficar para trás na corrida para construir megatelescópios capazes de captar as primeiras estrelas formadas no Universo. Dois projetos norte-americanos, o Thirty Meter Telescope (TMT) e o Giant Magellan Telescope (GMT), disputam o apoio da National Science Foundation (NSF), mas a agência alertou que não conseguirá financiar ambos antes de 2020. Com isso, é provável que o concorrente European Extremely Large Telescope (E-ELT) fique pronto anos antes. “O planejamento supunha que teríamos mais dinheiro do que teremos”, disse à revista Nature Jim Ulvestad, diretor da divisão de astronomia da NSF. A agência está sendo pressionada a escolher um dos dois telescópios. O consórcio do telescópio TMT aposta que tem chance de vencer o rival. Com custo de US$ 1 bilhão, seu espelho principal de 30 metros de diâmetro teria três vezes o tamanho dos maiores existentes hoje. O astrônomo Richard Ellis, do conselho do TMT, diz que o apoio da NSF poderia ajudar a atrair parceiros, como a China. A turma do GMT é contra a disputa. O telescópio, com espelho principal com resolução de 24,5 metros, será US$ 300 milhões mais barato do que o TMT. Com o incentivo de instituições de prestígio, como a Universidade Harvard, o consórcio acha que poderia ir adiante apenas com uma pequena participação da NSF.
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/tag/astronomia

O Perigoso Nascer do Sol em Gliese 876d

Créditos da Imagem: Inga Nielsen (Obs Hamburgo, Portão to Nowhere).
No planeta Gliese 876d, o nascer do Sol pode ser algo perigoso. Embora ninguém realmente saiba quais condições são encontradas nesse planeta que tem sua órbita próxima da estrela anã vermelha variável, Gliese 876, a ilustração acima nos dá uma impressão disso. Com uma órbita mais próxima do que a órbita de Mercúrio em relação ao nosso Sol e uma massa algumas vezes maior que a da Terra, o Gliese 876d pode ter uma rotação tão lenta que faz com que o dia e a noite apresentem diferenças incríveis. O Gliese 876d é mostrado acima e imaginado como tendo um significante vulcanismo, possivelmente causado pela maré gravitacional que abaixa e internamente aquece o planeta, sendo possivelmente mais volátil durante o dia. A anã vermelha que aparece na ilustração nascendo no horizonte de Gliese 876d apresenta uma esperada atividade magnética que inclui entre outros efeitos violentas proeminências. Mais acima no céu pode-se ver uma lua hipotética que teve sua fina atmosfera varrida para longe pelo vento estelar da anã vermelha. O Gliese 876d instiga a imaginação pois é um dos poucos planetas extra-solares conhecidos que está perto ou realmente dentro da chamada zona habitável e sua estrela hospedeira.

O nascimento dos superburacos negros

Novo modelo ajuda a explicar como surgiram esses colossos que habitam o centro das galáxias
Praticamente toda galáxia abriga, em seu coração, um gigantesco buraco negro, com milhões a bilhões de vezes a massa do Sol. Nenhum objeto astrofísico conhecido pode originar uma aberração dessas, de forma que o segredo de sua origem se perde na aurora do Universo. Agora um novo modelo concebido por pesquisadores brasileiros pode ajudar a explicar o aparecimento e a evolução de criaturas tão importantes quanto misteriosas do zoológico cósmico. Não é difícil fabricar um buraco negro qualquer. Toda estrela com massa suficientemente elevada, ao esgotar seu combustível, implode sob seu próprio peso e se torna um. Trata-se de um objeto cuja gravidade é tão intensa que nada pode escapar de sua superfície, nem a luz.
Leia a matéria completa em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/o-nascimento-dos-superburacos-negros/

Embarque para a Lua

O próximo veículo robótico a pousar na superfície lunar pode não ser iniciativa da Nasa e de seus especialistas em astronáutica, mas de alunos universitários e empresas privadas que trabalham com recursos bem menores

Numa área enlameada coberta de pedregulhos às margens do rio Monongahela, em Pittsburgh, um robô em forma de pirâmide de quase 1,70 m de altura com câmeras que lembram olhos girava lentamente sobre quatro rodas de metal, acionado por um motor elétrico com um leve chiado. Num trailer próximo, alunos da Carnegie Mellon University amontoavam-se em torno de um laptop para observar o mundo pelos olhos do robô. Nas imagens preto e branco de baixa resolução na tela do laptop a paisagem sulcada se parecia um pouco com a Lua – o destino final do robô. O professor de robótica da Carnegie Mellon William “Red” Whittaker e seus alunos construíram o jipe Red (em homenagem ao seu criador) para participar do X PRIZE Lunar da Google, competição criada para promover o papel de empresas privadas no espaço e inspirar a inovação na tecnologia de voos espaciais. O prêmio de US$ 20 milhões será entregue à primeira equipe não governamental que conseguir pousar um robô na Lua, fazer com que ele se desloque por cerca de 800 metros e enviar imagens de vídeo de alta definição para a Terra. Tudo isso até o final de 2015.
Leia a matéria completa em: http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/embarque_imediato_para_a_lua.html

27 de abr de 2012

Lava vulcânica esculpiu solo de Marte em passado geológico recente

Imagem em alta resolução mostrou efeito em região equatorial do planeta. Primeira vez que características geológicas foram descobertas fora da Terra.
Rios de lava esculpiram vales em Marte / Divulgação/Nasa/AFP
Rios de lava esculpiram vales em Marte, afirmaram cientistas americanos nesta quina-feira, em meio a um longo debate se a paisagem do Planeta Vermelho foi formada pela ação de vulcões ou da água. A lava deixou para trás vestígios reveladores como os encontrados em algumas partes da Terra, como na Ilha Grande do Havaí e em rios de lava perto da fenda de Galápagos, no leito do Oceano Pacífico, revelou o estudo, publicado na revista Science.

O autor principal do artigo, Andrew Ryan, da ASU (Universidade do Estado do Arizona), se concentrou nos Vales Athabasca, perto do equador marciano, e fez sua análise usando mais de 100 imagens de alta resolução enviadas pela sonda da Nasa Mars Reconnaissance Orbiter. Segundo Ryan, as grandes espirais na província vulcânica marciana Elysium, variam de 5 a 30 metros de largura e não poderiam ter sido formadas por processos relacionados com a água ou o gelo.

"É maior do que qualquer espiral de lava conhecida na Terra", afirmou Ryan, que ficou surpreso pelo tamanho, mas não pelo fato de as espirais terem escapado do olhar dos cientistas que estudaram no passado a paisagem marciana.  "As espirais se tornam perceptíveis na imagem em alta resolução HiRISE (da câmera High Resolution Imaging Science Experiment a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter) apenas quando você a amplia muito", explicou. "Elas também tendem a se misturar com o restante do terreno, de cor cinza clara, isto é, até você aumentar o contraste um pouco", acrescentou.  "Eu não considero surpreendente que tenham passado despercebidas no passado. Eu quase as perdi também", emendou.

As espirais, que lembram as linhas circulares da concha de um caracol, provavelmente se formaram quando rios de lava fluíram em diferentes velocidades e direções. Até agora, Ryan, aluno da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da ASU, e seu co-autor, Philip Christensen, professor de ciências geológicas da ASU, contaram quase 200 espirais de lava na região de Cerberus Palus, e acreditam que haja mais. As espirais de lava podem estar presentes em outras províncias vulcânicas marcianas ou em canais de escoamento cobertos por feições vulcânicas.

 Eu espero que encontremos algumas mais no Elysium à medida que a cobertura da imagem da HiRISE aumentar com o tempo", disse Ryan. A agência espacial americana lançou a sonda Mars Reconnaissance Orbiter em 2005 para circundar o planeta vermelho e tirar fotos que permitissem aos cientistas buscar por evidências de água em sua superfície e estudar por quanto tempo pode ter existido. A câmera da sonda conseguiu aumentar por 10 o número de locais pesquisados e agora podem identificar objetos tão pequenos quanto uma mesa de jantar, destacou a Nasa.
Fontes: Band.com / G1

A Via Láctea de 100 bilhões de planetas

Crédito de imagem: NASA, ESA, e M. Kornmesser (ESO)
Essa ilustração nos dá a impressão de como os planetas são comuns ao redor das estrelas na Via Láctea. Os planetas, suas órbitas e suas estrelas hospedeiras são vastamente ampliadas se comparada com a sua separação real. Uma pesquisa de seis anos que estudou milhões de estrelas usando a técnica de microlente concluiu que os planetas ao redor das estrelas são uma regra mais do que se pensava anteriormente. O número médio de planetas por estrela é maior do que um. Isso significa que provavelmente existam um mínimo de 1500 planetas num raio de 50 anos-luz da Terra. Os resultados dessa pesquisa são baseados nas observações feitas em mais de seis anos pela colaboração conhecida como PLANET (Probing Lensing Anomalies NETwork), que iniciou em 1995. O estudo concluiu que existem mais planetas do tamanho da Terra do que mundos gigantescos como Júpiter. Isso se baseia na calibração da função de massa planetária que mostra que o número de planetas aumenta à medida que a massa diminui. Uma estimativa aproximada dessa pesquisa aponta para a existência de mais de 10 bilhões planetas terrestres na nossa Via Láctea. Os resultados desse estudo foram publicados na edição de 12 de Janeiro de 2012 da revista Nature.

Hubble Espia Dentro De Uma Nuvem Estelar

Crédito da imagem: ESA / Hubble, da NASA e D. A Gouliermis. Agradecimento: O usuário do Flickr Eedresha Sturdivant
Estrelas brilhantes, cintilando através do que parece ser uma névoa no céu noturno, pertencem como parte de um jovem agrupamento estelar localizado em um das maiores regiões conhecidas de formação de estrelas da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea. A imagem acima foi capturada pela Wide Field Planetary Camera 2 do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais ESA e NASA. O agrupamento estelar, conhecido pelos caçadores estelares como NGC 2040 ou LH 88, é um aglomerado estelar solto onde as estrelas tem uma origem comum e vagam unidas pelo espaço. Existem três diferentes tipos de associações estelares definidas por suas propriedades estelares. O NGC 2040 é uma associação do tipo OB, um agrupamento que contém entre 10 e 100 estrelas do tipo O e B, essas são estrelas de grande massa que possuem uma vida curta porém brilhante. Acredita-se que a maior parte das estrelas na Via Láctea nasceram em associações do tipo OB. Uma versão dessa imagem entrou na competição Hidden Treasures Images Processing Competition do Hubble por Eedresha Sturdivant. O Hidden Treasures é uma iniciativa de se convidar entusiastas de astronomia a pesquisarem o arquivo do Hubble atrás de imagens espetaculares que nunca tinham sido antes vistas pelo público em geral.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2232.html

26 de abr de 2012

Galeria de Imagens - 5 teorias para o fim do mundo

De resfriamento da Terra até uma guerra nuclear; as teorias científicas que preveem o apocalipse


Resfriamento da Terra
São Paulo - Essa teoria é pouco conhecida, mas amplamente estudada no meio científico. Dr. Michio Kaku, conhecido como o físico do impossível e professor da Universidade de Nova York, por exemplo, acredita que o universo está se expandido em um ritmo muito mais rápido do que os cientistas imaginavam. Para ele, “a energia escura puxa o nosso universo”. Isso acontece porque, pela teoria do Big Bang, a explosão que originou o universo e possibilitou o nascimento da vida no planeta Terra nunca cessou, apenas diminuiu de velocidade. Por isso, o universo nunca deixou de se expandir. É provável que em algum momento a Terra fique tão longe do Sol a ponto de não receber luz suficiente para que a vida na Terra se sustente. “Ao contrário do que se pensa, vamos morrer em gelo, não em fogo”, conta Dr. Kaku.

Explosão Solar
A Terra depende do Sol para que exista vida por aqui. Porém, por se tratar de uma estrela, alguns cientistas acreditam que ela cresce constantemente. A partir disso, haverá um momento em que a radiação do Sol será extrema e evaporará toda a água do planeta. Além disso, como tudo que nasce morre, o Sol também vai chegar ao fim. Astrônomos acreditam que este fenômeno levará 7 bilhões de anos para acontecer. Enquanto isso não ocorre, o Sol poderá inchar e derreter muitas coisas. A estrela poderá até mesmo engolir a Terra. Aliás, esse é o medo que muitos enfrentam com as explosões solares, que constantemente chegam à Terra em forma de tempestades solares. A atual temporada de tempestades é a mais intensa desde setembro de 2005. Somente em janeiro de 2012 foram detectadas outras duas erupções em um período de quatro dias. O auge desse período deverá ocorrer no segundo semestre de 2013 porque o Sol tem ciclos de atividade de cerca de 11 anos, com períodos mais intensos, segundo informações da Nasa.

Asteroides
Em setembro de 2011, a Nasa anunciou que conseguiu catalogar cerca de 90% dos maiores asteroides cuja órbita pode passar pela Terra. Esse mapeamento feito pelos cientistas sugere que há cerca de mil asteroides próximos a Terra com o tamanho de uma montanha ou maior.
Segundo os cientistas, mapear as órbitas desses asteroides potencialmente perigosos é uma tarefa crucial para a sobrevivência de nossa espécie no planeta. Em Pernambuco, existe o Projeto Impacton, que pretende instalar um observatório astronômico para detectar e monitorar asteroides que representem alguma ameaça para a vida na Terra. Para alguns pesquisadores, o grande problema é que esses asteroides são estudados apenas até terem sua órbita calculada, quando é afastada a hipótese de uma colisão com o planeta. Porém, alguns desses corpos celestes menores podem mudar de órbita e entrar na rota de colisão com a Terra.

Vírus
O extermínio da humanidade por um vírus letal que se espalha por vias orais parece cena de filme. Porém, a engenharia genética dispõe de ferramentas próprias para produzir um vírus letal, no caso de a própria natureza não se encarregar disso antes. Cientistas holandeses e americanos criaram uma mutação no vírus influenza A H5N1, responsável por causar a gripe aviária. Esta é uma possibilidade real e pode acontecer. Com isso, o vírus de tornou ainda mais perigoso. Em 2002, cientistas da Universidade de Nova York também recriaram o vírus da poliomielite, da mesma forma como recriaram o vírus da gripe espanhola, que matou quase 50 milhões de pessoas em 1918. A diferença é que nesses últimos casos, os estudos foram usados para ajudar os cientistas a entender melhor essas doenças. De qualquer forma, são exemplos sobre como é possível criar doenças altamente poderosas e que podem colocar a humanidade em risco. Trata-se de um risco semelhante ao de uma guerra nuclear, até mesmo porque além destas hipóteses, há também questões políticas.

Guerra nuclear
Assim como tudo é finito, os recursos naturais tão explorados na Terra - como a água e o petróleo - vão acabar. Conforme esse dia se aproxima, os países traçam novos acordos políticos, ao mesmo tempo em que criam inimizades, da mesma maneira como acontece antes de qualquer guerra começar. As armas nucleares produzidas atualmente têm uma potência pelo menos cinco vezes maior do que a de Hiroshima, a primeira cidade do mundo arrasada por uma bomba atômica. Ela foi lançada pelos EUA durante a segunda guerra mundial e o resultado do desastre foi um balanço de mais de 250 mil pessoas atingidas, entre feridos e mortos. Estimativas garantem que há 20 mil ogivas nucleares espalhadas pelo mundo. A maioria é controlada pelos Estados Unidos e Rússia. Apesar de as agências de espionagem americanas acreditarem que os iranianos pararam com seus esforços em construir uma bomba nuclear em 2003, caso o país anuncie a produção, existe a chance de começar uma corrida nuclear no Oriente Médio. Portanto, o início de uma guerra nuclear que ponha a vida na Terra em risco é mais fácil do que parece.
Fonte: http://exame.abril.com.br

Japão: conjunto de galáxias mais longínquo do espaço é descoberto

Astrônomos japoneses anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um conjunto de galáxias há 12,72 bilhões de anos-luz de distância da Terra, o que alegam ser o mais longínquo já encontrado. Usando um poderoso telescópio baseado no Havaí, a equipe fez uma viagem no tempo, observando o espaço como era cerca de um bilhão de anos após o Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo. "Isto mostra que um agrupamento de galáxias já existia nos estágios mais remotos do universo, quando ainda tinha menos de um bilhão de anos de sua história de 13,7 bilhões de anos", anunciaram os astrônomos em um comunicado.  A descoberta foi feita em conjunto por cientistas da estatal Universidade de Estudos Avançados e do Observatório Astronômico Nacional do Japão, usando o Telescópio Subaru do Havaí. Eles encontraram um "protocluster de galáxias", que deve ajudar os cientistas a compreender a estrutura do universo e como as galáxias se desenvolveram. A pesquisa será publicada no periódico americano Astrophysical Journal.  Usando o telescópio Hublle, da Nasa, os cientistas tinham anunciado anteriormente a descoberta de um possível conjunto de galáxias cerca de 13,1 bilhões de anos-luz distante da Terra, mas esta ainda não foi confirmada, segundo os cientistas japoneses.
Fonte: TERRA

Meteoro Sobre Crater Lake no Oregon

Créditos de Imagem e Direitos Autorais:Brad Goldpaint (Goldpaint Photography)
Você viu esse? Essa com certeza é uma das questões mais comuns que você pode ouvir durante a ocorrência de uma chuva de meteoros, e você ouve isso pelo fato do flash de um meteoro ser normalmente bem menor do que o tempo que você leva virando sua cabeça e olhando para o alto. Possivelmente, apesar da dificuldade, a gl[oria de se ver meteoros brilhantes cruzando o c[eu e sabendo que eles já foram pedaços pequenos de outro mundo, tudo vale a pena mesmo que você não tenha com quem compartilhar essa experiência particular. Nos últimos dias tudo isso foi maximizado , já que um céu sem Lua permitiu que a chuva de meteoros dos Lirídeas se exibisse com um taxa de 30 meteoros por hora em alguns locais. A foto acima mostra um brilhante membro da chuva dos Lirídeas cruzando os céus acima de Crater Lake no Oregon, EUA. A foto acima é na verdade uma composição de nove exposições. Na imagem acima pode-se ver que a neve cobre o terreno em primeiro plano, enquanto que a maravilhosa banda central da Via Láctea se arqueia logo acima do sereno lago. Entre as outras chuvas de meteoros que merecem destaque em 2012, pode-se citar, a dos Perseidas que acontece em meados de Agosto e a dos Leonidas que acontece em meados de Novembro, todas elas acontecerão também sem o brilho da Lua Cheia nesse ano.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120425.html

Brasileiro observa galáxia com "dupla personalidade"

Galáxia Sombrero, a 28 milhões de anos-luz da Terra, é uma das primeiras conhecidas a possuir características de dois tipos diferentes: elíptica e espiral
Algumas galáxias têm a forma aproximada de uma bola de futebol americano. Outras são achadatas como um disco - é o caso da Via Láctea. Já a galáxia Sombrero, a 28 milhões de anos-luz da Terra, pode ser vista tanto de uma forma como de outra. É o que diz estudo é assinado pelo astrônomo brasileiro Dimitri Gadotti, do ESO (Observatório Europeu do Sul), publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. A pesquisa ajuda a entender como as galáxias evoluem, tópico ainda pouco conhecido pelos cientistas. A Sombrero é uma das primeiras galáxias conhecidas pelo homem a exibir características de dois tipos diferentes. Ela tem forma de uma bola de futebol americano com um disco embutido. "A única forma de entendê-la é imaginá-la como se fossem duas galáxias, uma dentro da outra", explica Gadotti a Veja.com.
O telescópio Spitzer, da Nasa, revelou que a galáxia Sombrero é, na verdade, duas em uma
Antes de ser tratada como duas galáxias em uma, a Sombrero era um poço de mistérios para a astronomia. Ninguém conseguia explicar como uma galáxia espiral possuía tantos grupos de estrelas, mais de 2.000, enquanto outras galáxias desse tipo têm, em média, 200. "Agora que ela também é vista como uma galáxia elíptica, o mistério se desfez", diz Gadotti. O grande número de grupos estelares é característica comum das galáxias elípticas.  Gadotti e o coautor do estudo, o espanhol Rubén Sánchez-Janssen, também do ESO, usaram um telescópio da Nasa, a agência espacial americana, chamado Spitzer. Esse telescópio não enxerga os astros da mesma forma que o olho humano. Na luz visível, a Sombrero parece um disco imerso em um pequeno globo brilhante. O Spitzer, contudo, enxerga na faixa infravermelha do espectro. Ele é capaz de revelar estrelas mais velhas através da poeira espacial e descobriu que o brilho da Sombrero tem o mesmo tamanho e massa de uma galáxia elíptica.  Os astrônomos descartam a ideia de que a galáxia Sombrero tenha se formado a partir da colisão de outras duas, uma com forma elíptica que teria engolido uma em espiral, como a Via Láctea. Os cientistas não sabem como a galáxia Sombrero se formou, mas já consideram algumas hipóteses. Uma delas é que ela foi inundada por gás há nove bilhões de anos. As nuvens de gás eram comuns no início do universo e algumas ajudaram na formação das galáxias, aumentando sua massa e volume. Esse gás teria entrado em órbita em volta do centro da galáxia até formar um disco achatado. Os pesquisadores acreditam que entender a formação da galáxia Sombrero vai ajudar a desvendar como outras galáxias evoluem. A Centaurus A, por exemplo, também tem as mesmas características da Sombrero. Contudo, o disco central não possui tantas estrelas. Os astrônomos supõem que a Centaurus A poderia estar em um estágio de evolução anterior à Sombrero e, com o passar do tempo, assumiria as mesmas características.

Tipos de galáxia - Gadotti explica que as galáxias são divididas em dois tipos: as elípticas e as espirais. O primeiro grupo tem a forma mais avolumada, como se fossem bolas de futebol americano. As outras galáxias são como a Via Láctea — discos achatados com braços que giram em torno de um núcleo. A galáxia Sombrero tem as duas características, é elíptica e espiral.

Galáxia sombrero - A galáxia Sombrero, também conhecida como NGC 4594, está localizada a 28 milhões de anos-luz, na constelação de Virgem. A partir da Terra, é possível ver o formato de disco achatado e um bojo central repleto de estrelas, como se fosse um chapéu de abas enormes. O disco está inserido em um globo brilhante.
Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/ciencia

Terra e Lua foram atingidas por mais e maiores asteroides, revela estudo

Asteroides gigantes se chocaram contra a Terra com muito mais frequência do que se pensava
aproximadamente 3,8 bilhões de anos, a Terra e a Lua receberam impacto de inúmeros asteroides gigantes, maiores do que os que extinguiram os dinossauros, e durante um período mais longo do que se achava, informou nesta quarta-feira a revista científica "Nature".  Descobrimos que asteroides gigantes, similares ou maiores aos que acabaram com os dinossauros, se chocaram contra a Terra com muito mais frequência do que se pensava", explicou à Agência Efe o astrofísico William Bottke, do Southwest Research Institute (Colorado, EUA.).
 
Autor de um dos dois artigos publicados na última edição da "Nature", sobre o impacto dos meteoritos, Bottke defende que ao cerca de 70 asteroides de grandes dimensões impactaram contra a Terra durante o período Arqueano, que está compreendido entre 2,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás. Segundo Bottke, esses asteroides também atingiram a Lua.  "Nosso trabalho sugere que o Arqueano, um período de formação da vida e de nossa biosfera, foi também uma época marcada por muitos impactos de meteoritos de grande magnitude. Isto nos ajudará a entender melhor os primeiros períodos da história da vida na Terra", declarou Bottke. 

Já Brandon Johnson, da Universidade de Purdue (Indiana, EUA.), argumenta que estes violentos impactos tiveram um papel maior do que imaginávamos na evolução das primeiras formas de vida terrestre.  "Apesar de sempre pensarmos nos meteoritos como um detrimento para a vida, eles poderiam ter contribuído para a formação da mesma ao trazer material orgânico à Terra e produzir sistemas hidrotermal capazes de gerar vidas", detalhou Johnson à Agência Efe.  As descobertas de ambos os cientistas respaldam o "Modelo de Nice", uma hipótese que defende que os planetas gigantes gasosos do Sistema Solar (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) migraram a partir de uma distribuição inicial mais compacta até suas atuais posições.

O deslocamento destes planetas originou muitos asteroides, que, posteriormente, se viram atraídos em direção ao interior do Sistema Solar. Alguns destes asteroides impactaram violentamente contra a Terra, a Lua e outros corpos, um fenômeno conhecido como bombardeio intenso tardio.  "Estes impactos geraram grandes crateras sobre a superfície lunar, que, por sinal, foram conservados muito melhor do que as da Terra. Esse fato pode apresentar uma grande quantidade de informações e compreender melhor este fenômeno", explicou Bottke.  No total, os cientistas contabilizaram na Lua 30 crateras com um diâmetro maior que 300 quilômetros e com idades que oscilam entre os 4.1 bilhões e os 3.8 bilhões de anos, mais antigos que as crateras encontradas na Terra. 

Muitas crateras da superfície terrestre se perderam por causa da erosão e dos movimentos das placas tectônicas, sendo que poucas rochas dessa era sobreviveram e, por isso, os estudos de impacto de meteoritos há mais de 2 bilhões de anos possui uma maior dificuldade.  No entanto, o choque desses meteoritos fundiu algumas das rochas salpicadas que se esfriaram até se transformar em pequenos pedaços de vidro, denominadas esférulas. A partir dessas amostras, Bottke e Johnson estimaram a data do impacto, além do número e do tamanho dos asteroides. Existem aproximadamente 20 jazidas de esférulas na Terra, que, segundo os especialistas, serão de grande utilidade para futuros.
Fonte: ESTADÃO

25 de abr de 2012

Um enxame dentro dum enxame

Astrônomos querem entender estranha estrutura que existe no aglomerado.Foto: ESO/Divulgação
Esta nova imagem, obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, instalado no Observatório de La Silla, no Chile, mostra o enxame estelar NGC 6604. Este enxame é muitas vezes ignorado devido ao seu vizinho próximo, mais proeminente, a nebulosa da Águia. No entanto, o enquadramento desta imagem, que coloca o enxame estelar no meio de uma paisagem de nuvens de gás e poeira, mostra como o NGC 6604 é, por direito próprio, um objeto bonito.

O NGC 6604 é o grupo brilhante que se encontra mais para cima e para a esquerda na imagem. É um enxame estelar jovem que é, na realidade, a parte mais densa de uma associação mais dispersa que contém cerca de uma centena de estrelas brilhantes azuis-esbranquiçadas. A figura mostra igualmente a nebulosa associada ao enxame - uma nuvem de gás de hidrogénio brilhante chamada Sh2-54 - assim como nuvens de poeira.  O NGC 6604 situa-se a cerca de 5500 anos-luz de distância na constelação da Serpente e no céu encontra-se a cerca de dois graus a norte da Nebulosa da Águia. As estrelas brilhantes são facilmente observadas através de um pequeno telescópio e foram inicialmente catalogadas por William Herschel em 1784. No entanto, a ténue nuvem de gás nunca foi detectada até aos anos 1950, quando foi finalmente catalogada por Steward Sharpless em fotografias do atlas do céu "National Geographic-Palomar Sky Atlas".

Este mapa mostra a localização do enxame estelar NGC 6604 na constelação da Serpente. O mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições de observação, estando a localização do enxame propriamente dito marcada com um círculo vermelho. Embora o enxame estelar possa ser facilmente observado através de um pequeno telescópio, a nebulosa que o rodeia é muito ténue e só foi descoberta fotograficamente em meados do século XX.Créditos:ESO, IAU and Sky & Telescope
 
As estrelas jovens quentes do enxame ajudam uma nova geração de estrelas a formar-se no NGC 6604, ao colectarem numa região compacta a matéria-prima necessária à sua formação, devido aos seus fortes ventos estelares e intensa radiação. Esta segunda geração de estrelas depressa substituirá a geração mais antiga, pois embora as estrelas jovens mais brilhantes tenham mais massa, consomem também o seu combustível muito mais rapidamente e por isso vivem menos tempo. Para além da estética, existem outras razões para os astrónomos observarem o NGC 6604, tais como a estranha coluna de gás quente ionizado que emana dele.

Colunas de gás quente semelhantes, que canalizam o material para fora dos enxames estelares jovens, foram igualmente encontradas noutros locais da Via Láctea e também noutras galáxias espirais. O exemplo do NGC 6604 encontra-se relativamente perto e por isso permite aos astrónomos um estudo detalhado destas estruturas. Esta coluna em particular (geralmente chamada uma "chaminé") é perpendicular ao plano galáctico e estende-se ao longo duns incríveis 650 anos-luz. Os astrónomos pensam que as estrelas quentes no interior do NGC 6604 são as responsáveis pela formação da chaminé, no entanto estudos adicionais são necessários para compreender completamente estas invulgares estruturas.

Pan, lua de Saturno em forma de ovni é fotografada

Pan, lua de Saturno, tem o formato de dois pratos colocados um contra o outro, de disco voador, de tigelas boca a boca, de chapéu duplo, mas não necessariamente de OVNI.
A foto acima é da dita lua Pan. Os astrônomos já sabiam de sua existência desde 1990, mas nunca antes conseguiram fotografá-la com detalhes, pois ela estava sempre dentro dos anéis que circundam aquele planeta. Juntamente com Atlas, outra lua de forma estranha, se crê que Pan nasceu de um acúmulo de grandes quantidades de partículas geladas dos próprios anéis de Saturno. Tanto Atlas quanto Pan medem somente uns 20 km de pólo a pólo e possuem o estranho aumento de suas zonas equatoriais. À primeira vista pode parecer que ambas as luas têm esta forma por terem uma rotação muito rápida, mas os astrônomos descobriram que cada um desses satélites leva aproximadamente 14 horas para girar em seu eixo, o que é uma velocidade insuficiente para explicar seus formatos. Carolin Porco, uma cientista do Instituto de Ciências Espaciais em Boulder, estado do Colorado – EUA, suspeita que estas luas poderiam ter se formado do próprio material dos anéis do planeta. Acredita-se que Saturno tenha mais de 200 satélites, ou luas, embora somente tenham sido confirmadas 60 delas. O universo sempre terá muitas surpresas guardadas para nós.
Fonte: www.abc.es

24 de abr de 2012

Empresários querem buscar água e minérios em asteroides

Pequenos satélites vão buscar asteroides aptos à mineração perto da Terra.Planetary Resources/AP
Um grupo de grandes empresários da tecnologia planeja investir na mineração de asteroides próximos do planeta, em uma tentativa de transformar em oportunidade de lucro o que seria apenas ficção científica. O plano multimilionário envolve o uso de robôs para a extração de minerais como platina e ouro e combustível das rochas espaciais e até a construção de um posto de abastecimento no espaço.  Cientistas não envolvidos no projeto, porém, dizem estar ao mesmo tempo empolgados e céticos, já que os planos são difíceis e bastante caos. É complicado ver qual será o custo-benefício da missão, mesmo com os altos preços pagos pelo ouro e pela platina (US$ 1,6 mil por cerca de 30 gramas). Uma futura missão da Nasa que recolherá 60 gramas de um asteroide para a Terra custará cerca de US$ 1 bilhão. Mas os empresários por trás do projeto têm fama de fazer dinheiro com missões espaciais. Eric Anderson e Peter Diamandis, fundadores da Planetary Resources, de Seattle, foram os primeiros a investir no conceito de turismo espacial. Entre os investidores e conselheiros da empresa estão Larry Page e Eric Schmidt, os chefes do Google, e o cineasta James Cameron - cujo filme Avatar trata justamente de mineração espacial. O primeiro passo, a ser dado em até dois anos, seria o lançamento do primeiro de vários telescópios no espaço. Os dispositivos buscariam asteroides aptos para a mineração. Eles serão pequenos, e podem até ser segurados na mão. Cada um vai custar menos de US$ 10 milhões. Mineração, o processamento do combustível e o reabastecimento seriam operados sem qualquer ação humana, de acordo com Anderson. "São coisas da ficção científica, mas como em outras áreas, é possível fazer esses processos virarem realidade", disse o ex-astronauta Thomas Jones, outro dos conselheiros da empresa. A ideia de buscar minérios em asteroides tem rondado os empresários do ramo há anos. As rochas são planetas que não completaram sua formação há bilhões de anos e a maioria deles forma o cinturão entre Marte e Júpiter, mas alguns acabaram se espalhando pelo Sistema Solar. Eles são formados por rochas e metais e seu tamanho variar bastante. O combustível dos robôs será obtido a partir da "quebra" da água no espaço - o que gera oxigênio e hidrogênio líquido. Como levar água para a estratosfera é caro, a ideia é recolhê-la nos asteroides e levá-la a um ponto onde pode ser convertida em combustível. Asteroides não têm gravidade própria significativa, o que torna a aproximação a essas estruturas mais fácil e barata. Cientistas e a Nasa tem voltado suas atenções para as rochas nos últimos anos por esses motivos. Há cerca de 1,5 mil asteroides que passam perto da Terra e que poderiam ser os primeiros alvos da mineração. Eles tem pelo menos 50 metros de largura e estima-se que 10% deles tenham minerais e água.
Fonte: ESTADÃO

Sonda Cassini vê estranhos objetos nos anéis de Saturno

Este conjunto de seis imagens obtidas pela sonda Cassini mostra trilhas que foram arrastados para fora do anel F de Saturno pelos potenciais objetos.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/SSI/QMUL]

Mini-jatos - Cientistas da NASA descobriram estranhos objetos, com dimensões de até 800 metros, no mais estranho dos anéis de Saturno. Os objetos, que também podem ser fenômenos, foram encontrados quando os astrônomos revisavam imagens feitas pela sonda espacial Cassini, a mesma que descobriu recentemente um lago em uma lua de Saturno que se parece com um lago africano. Tudo está ocorrendo no mais externo dos anéis principais de Saturno, o chamado anel F, que tem uma circunferência de 881.000 km. Os cientistas estão chamando as trilhas no anel F de "mini-jatos", sendo que a lua Prometeu parece ter uma participação gravitacional em algumas das ocorrências. Dentre as mais de 20.000 imagens revisadas, foram encontrados 500 exemplos dessas anomalias, durante os sete anos que a Cassini tem estudado Saturno.
O anel F de Saturno sempre foi considerado um "cara estranho" pelos astrônomos. [Imagem: NASA]

Colisão nos anéis de Saturno - Objetos relativamente grandes, pertencentes ao próprio anel, podem criar canais, ondulações e bolas de neve - ou aglomerados de material gelado - no anel F. No entanto, os cientistas não sabem o que acontece a essas bolas de neve depois que elas são criadas. Algumas podem ser quebradas por colisões ou forças de maré em sua órbita ao redor de Saturno. Mas agora há indícios de que alguns dos aglomerados menores sobrevivam, e suas órbitas diferentes significam que eles podem sair colidindo dentro do próprio anel F.
"Retirando-se" o planeta da imagem é possível ver os efeitos que Saturno causa sobre seus próprios anéis. [Imagem: NASA]

Dimensões dos anéis de Saturno - A hipótese mais provável para os mini-jatos é que esses pequenos objetos colidem com o anel F a velocidades bastante suaves em termos espaciais - cerca de 2 metros por segundo. As colisões arrastariam partículas de gelo para fora do anel F, deixando um rastro que varia de 40 a 180 quilômetros de extensão. Contudo, isso só é válido se, em alguns casos, os objetos viajarem em blocos, o que poderia ser responsável pelos mini-jatos mais exóticos, como a farpa de um arpão. Os anéis de Saturno são compostos principalmente de gelo de água - no frio do espaço há gelo de muitas outras substâncias. Os pedaços de gelo que compõem os anéis principais do planeta espalham-se por 140.000 quilômetros a partir do centro de Saturno. Os cientistas acreditam que a espessura média dos anéis de Saturno é de meros 10 metros.

Lua de Saturno tem "primo" de lago africano

O estudo sugere que o parente mais próximo do lago de Titã é o Etosha Pan, na Namíbia - os dois compartilham clima, geologia e o fato de serem temporários. [Imagem: JPL/NASA/ESA/LPGNantes]

Lago e exolago

Foi encontrada em Titã, lua de Saturno, uma região muito semelhante ao lago Etosha Pan, da Namíbia, na África. Os dois são lagos temporários, depressões grandes e pouco profundas que eventualmente se enchem de líquido e depois voltam a secar. O Ontario Lacus é o maior lago no hemisfério sul da lua de Saturno, Titã. Ele é ligeiramente menor do que o lago que lhe deu o nome, o Lago Ontário, na América do Norte, mas muito diferente na sua constituição. O exolago, que tem um formato quase idêntico ao de uma pegada humana, está cheio de hidrocarbonetos líquidos, em vez de água, e tem apenas alguns metros de profundidade, estando localizado numa depressão muito superficial, numa bacia sedimentar plana, rodeado de pequenas faixas montanhosas. Além disso, um novo estudo mostra que estas estruturas geológicas, bem como as condições climáticas na região, são semelhantes às das regiões semiáridas na Terra, tais como as salinas do sul do continente africano. As observações foram feitas pela sonda Cassini, uma missão da NASA, ESA e da Agência Espacial Italiana.

Lagos temporários

Até agora, acreditava-se que o Ontario Lacus estava permanentemente cheio de metano, etano e propano em estado líquido. As observações recentes, contudo, sugerem o contrário. Combinando vários dados, como imagens, espectroscopia e radar, captadas em dois momentos diferentes pela Cassini, a equipe de cientistas lideradas por Thomas Cornet, da Universidade de Nantes, na França, encontrou indícios de que há canais escondidos no leito do lago. Estes canais estiveram visíveis entre Dezembro de 2007 e Janeiro de 2010, sempre que a resolução dos instrumentos permitia detectá-los.  "Concluímos que, muito provavelmente, o pavimento do Ontario Lacus está exposto nestas áreas," diz Cornet. Além disso, a Cassini mostrou sedimentos em volta de Ontario Lacus que também indicam que o nível do líquido já esteve mais elevado no passado. Isto é semelhante aos lagos temporários da Terra.

Lago de hidrocarbonetos

O estudo sugere que o parente mais próximo do lago de Titã é o Etosha Pan, na Namíbia. Este leito salgado enche-se de uma pequena camada de água, com a subida do aquífero durante a estação das chuvas, que depois se evapora, deixando marcas semelhantes às das marés, que mostram até onde foram as águas. Cornet e seus colegas acreditam, portanto, que Ontario Lacus é também o resultado de fluidos hidrocarbonetos de subsuperfície que veem à superfície ocasionalmente, inundando a depressão, antes de secarem outra vez. Além da Terra, Titã é o único mundo conhecido capaz de manter líquidos estáveis na superfície. Enquanto a Terra tem o ciclo da água, Titã tem o ciclo completo dos hidrocarbonetos, baseado no hidrogênio, carbono e nitrogênio, que ocorrem entre a atmosfera, a superfície e a subsuperfície. Os lagos de Titã fazem parte deste processo. "Estes resultados realçam a importância da planetologia comparada no âmbito das ciências planetárias modernas: encontrar características geológicas familiares em mundos extraterrestres como Titã nos permite testar as teorias que explicam a sua formação," disse Nicolas Altobelli, cientista da missão Cassini-Huygens.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Uma Nova Visão da Nebulosa da Tarântula

Créditos Imagem: X-ray: NASA / CXC / PSU / L.Townsley et al; Óptica:. NASA / STScI; Infravermelho: NASA / JPL / PSU / L.Townsley et al.
 
Para celebrar o seu aniversário de 22 anos em órbita, o Telescópio Espacial Hubble lançou uma nova imagem da região de formação de estrelas conhecida como 30 Doradus, também conhecida como Nebulosa da Tarântula já que seus filamentos brilhantes lembram as pernas de uma aranha. Uma nova imagem obtida com os chamados três grandes observatórios da NASA, o Chandra, o Hubble e o Spitzer também foi criada para marcar o evento. A nebulosa está localizada na galáxia vizinha da Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães, e é uma das maiores regiões de formação de estrelas localizadas perto da Via Láctea. No centro da 30 Doradus, milhares de estrelas massivas estão emitindo material e produzindo intensa radiação juntamente com ventos poderosos.

O Observatório de Raios-X Chandra detectou gás que tem sido aquecido a milhões de graus por esses ventos estelares e também por explosões de supernovas. Esses raios-X, coloridos em azul nessa imagem composta veem de ondas de choque formadas pela atividade estelar de alta energia. Os dados do Hubble na imagem acima são coloridos em verde e revelam a luz dessas estrelas massivas junto com os diferentes estágios do nascimento de estrelas incluindo estrelas embriônicas com poucos milhares de anos de vida e ainda empacotadas nos casulos de gás escuro. As emissões infravermelhas registradas pelo Spitzer, podem ser vistas em vermelho e mostram o gás mais frio e a poeira que que possui gigantescas bolhas escavadas. Essas bolhas são esculpidas pela mesma radiação e fortes ventos vindos de estrelas massivas localizadas no centro da 30 Doradus.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia

Hubble Mostra Bolhas Evaporando na Nebulosa da Carina

Créditos da Imagem: ESA/Hubble, NASA
Não elas não estão vivendo, mas elas estão morrendo. As bolhas pouco comuns encontradas na Nebulosa da Carina, algumas delas vistas flutuando na parte superior direita podem ser mais bem descritas como se estivessem evaporando. Radiação energética e ventos de estrelas próximas estão destruindo os grãos de poeira escuros que fazem com que essas formas icônicas fiquem opacas. Ironicamente, as bolhas, conhecidas como nuvens escuras moleculares, frequentemente criam em seus interiores as estrelas que mais tarde serão destruídas por eles mesmos. As montanhas flutuantes no espaço mostradas acima nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble se espalha por alguns meses-luz. A Grande Nebulosa da Carina por si só espalha por aproximadamente 30 anos-luz, e localiza-se a aproximadamente 7500 anos-luz de distância, e pode ser vista através de pequenos telescópios quando apontados na direção da constelação da Quilha (Carina).
Fonte: NASA

Lua de Saturno pode ser mais parecida com a Terra do que pensamos

A lua Titã de Saturno pode ser mais parecida com a Terra do pensamos, já que possui uma atmosfera dividida em camadas. Ela é a maior lua de Saturno, e a única conhecida com uma atmosfera densa. Um melhor entendimento de como sua atmosfera nublada funciona poderia ajudar a encontrar aspectos parecidos em planetas e luas alienígenas. Entretanto, detalhes conflitosos sobre como ela é estruturada já são discutidos há alguns anos. A parte mais baixa de qualquer atmosfera, conhecida como camada limite, é a mais influenciada pela superfície do planeta ou lua. Em troca, ela influencia a superfície com nuvens e ventos. “Essa camada é muito importante para o clima e a meteorologia – nós vivemos na camada limite terrestre”, comenta o líder do estudo, Benjamin Charnay. A camada limite da Terra, que tem entre 500 metros e três quilômetros de espessura, é controlada em grande parte pelo aquecimento solar na superfície terrestre. Como a Titã está muito mais longe do Sol, sua camada pode ser bem diferente, mas isso ainda é muito incerto – a atmosfera dessa lua é grossa e opaca, o que não revela suas outras camadas. Por exemplo, enquanto a espaçonave Voyager 1, sugeriu que a camada limite da Titan tinha 3,5 quilômetros de espessura, a sonda Huygen que chegou mais perto da atmosfera observou que a camada tinha apenas 300 metros. Para ajudar na solução desses mistérios, cientistas desenvolveram um modelo climático 3D de como a lua poderia responder a um aquecimento solar. “A implicação mais importante dessas descobertas é que a Titã se parece mais com um planeta similar à Terra do que imaginávamos”, comenta Charnay. As simulações revelaram que a atmosfera mais baixa da Titã está separada em duas camadas, ambas distintas da atmosfera superior em termos de temperatura. A mais baixa é bem rasa, com apenas 800 metros, e, como a da Terra, muda com o passar do dia. A que vem logo acima, com dois quilômetros, muda de acordo com as estações. A existência dessas duas camadas, que respondem às mudanças climáticas, une as descobertas que antes eram conflitantes. “Não existem mais observações em conflito”, afirma Charnay. Esse novo trabalho ajuda a explicar os ventos mensurados pela sonda Huygens, assim como os espaços entre as dunas gigantes, no equador da Titã. E também, “isso poderia implicar na formação de uma camada limite de nuvens de metano”, comenta Charnay. Essas nuvens aparentemente foram vistas antes, mas não era possível explicá-las. No futuro, Charnay e seus colegas vão estudar como o metano de Titã faz um ciclo entre os lagos e mares superficiais até as nuvens atmosféricas, da mesma maneira que a água na Terra. “Modelos 3D serão muito úteis no futuro, para explicar os dados que nós iremos conseguir das atmosferas de exoplanetas”, finaliza Charnay.
Fonte: Hypescience.com
[LiveScience]

20 de abr de 2012

Outras cores de Mercúrio

Créditos: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Carnegie Institution of Washington
Esse mapa sinusoidal de projeção de área igual mostra uma composição colorida do espectro de refletância de Mercúrio observado pelo instrumento MASCS VIRS durante a missão primária da sonda MESSENGER. Os rastros das passagens do VIRS são coloridos em RGB onde a cor vermelha representa o brilho em 575 nm, a cor verde é a razão do brilho pelo infravermelho (415 nm / 750 nm), e a cor azul é a razão do brilho ultravioleta pelo visível (310 nm / 390 nm). Grandes diferenças regionais e áreas locais de interesse se destacam com essas combinações de razões e de valores de brilho que nos dão pistas sobre a composição mineralógica de Mercúrio. Quanto mais jovem os materiais na superfície mais brilhantes eles são em comprimentos de onda da luz visível e menos afetados pelos processo do intemperismo espacial mostrado em vermelho, amarelo e verde. Materiais que possuem uma quantidade relativamente alta de ferro (apesar de ainda serem valores bem baixos se comparados com a Lua e com a Terra) são mostrados em azul. Em locais onde múltiplas passagens do VIRS cobrem a mesma área, a passagem com a melhor iluminação para a interpretação mineralógica (normalmente aquela obtida com o ângulo de incidência mais baixo onde as sombras são minimizadas) foi a escolhida para ser representada no mapa acima.
Fonte: http://messenger.jhuapl.edu

M57: A Nebulosa do Anel

Crédito: Dados da Imagem Compostos - Subaru Telescope (NAOJ), Hubble Legado Arquivo;
Processamento de imagem e adicional - Robert Gendler
Exceto pelos anéis de Saturno, a Nebulosa do Anel, também conhecida como M57 é provavelmente o mais famoso objeto celeste com esse tipo de estrutura. Sua clássica aparência é entendida como sendo devido à nossa perspectiva, ou seja, nós na Terra, estamos olhando diretamente para o centro de uma nuvem de gás brilhante em forma de barril. Mas estruturas expansivas podem também serem vistas além da região central da Nebulosa do Anel nessa intrigante imagem composta com dados do Telescópio Espacial Hubble e do Telescópio Subaru. Logicamente que nesse muito bem estudado exemplo de uma nebulosa planetária, o material brilhante que observamos nada tem a ver com planetas. Ao invés disso o escudo de gás representa as camadas externas expelidas por uma estrela moribunda, que em algum momento de sua vida foi parecida com o Sol e que se localiza no centro da nebulosa. A intensa radiação ultravioleta emitida da quente estrela central, ioniza os átomos no gás. Os átomos de oxigênio ionizados produzem o característico brilho esverdeado e o hidrogênio ionizado se apresenta como a proeminente emissão avermelhada. O anel central da Nebulosa do Anel tem aproximadamente um ano-luz de diâmetro e está localizado a 2000 anos-luz de distância da Terra. Para observar essa bela nebulosa planetária mire seu instrumento para a constelação do céu do norte, de Lyra.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120420.html

19 de abr de 2012

O Quasar que Construiu uma Galáxia

 O que veio primeiro, o quasar ou a galáxia? Astrônomos têm acreditado por muito tempo que galáxias jovens alimentam buracos negros no seu núcleo, até que esses buracos negros tornam-se quasares, que são fontes de energia incrivelmente massivas e poderosas. Porém, os cientistas têm agora encontrado um quasar que está aparentemente perdendo estrelas devido a ausência de uma galáxia hospedeira. A descoberta sugere que os quasares criaram no mínimo algumas galáxias. Esse é um resultado extremamente importante se for confirmado e pode nos levar a uma nova visão do início do universo, disse o astrônomo Cristopher Reynolds da Universidade de Maryland.
 
Quasares, abreviação em inglês para objetos quase estelares, têm por muitos anos quebrado a cabeça dos astrônomos. Compactado numa área menor que o nosso sistema solar, um quasar típico emite muito mais energia e calor – alguns deles na forma de jatos de matéria que viajam no espaço próximo a velocidade da luz – do que algumas galáxias. Diferente da explosão super brilhante gerada por uma supernova que é instantânea, os quasares brilham por longos períodos.
 
O objeto HE0450-2958 é um quasar típico em alguns aspectos. Descoberto em 2005 e localizado aproximadamente a 5 bilhões de anos-luz de distância, ele é massivo e energético como os outros quasares. Porém, um aspecto desse objeto tem chamado a atenção dos astrônomos: o HE0450-2958 estava coberto por uma nuvem de poeira que aparentemente é muito pequena para aramazenar uma galáxia companheira do quasar. Novas observações desse objeto, feitas agora no comprimento de onda do infravermelho, produziram um resultado inesperado. A galáxia companheira não estava lá.

Talvez, ainda mais marcante, os astrônomos observaram uma pequena galáxia companheira, a aproximadamente 22000 anos luz de distância do quasar, onde novas estrelas estão sendo formadas numa velocidade extraordinariamente rápida. Um dos jatos de matéria provenientes do quasar está direcionado para essa galáxia, e a equipe de astrônomos acredita que esse jato está dirigindo o processo de formação de estrelas , fornecendo matéria para a galáxia. Os astrônomos ainda encontraram que o HE0450-2958 e sua companheira estão se movendo vagarosamente um ao encontro do outro. Dentro de alguns milhões de anos, tanto o quasar como a galáxia irão se fundir num só objeto. Isso pode explicar porque alguns quasares são envoltos por uma galáxia: as galáxias não formam os quasares, mas sim os quasares que formam galáxias. A equipe relatou a descoberta na edição on-line do jornal Astronomy & Astrophysics.

A descoberta cria uma nova imagem do processo de formação de galáxias, diz o astrofísico e principal autor David Elbaz do CEA, Comissão Energética Atômica Francesa. Esse com certeza não é o processo dominante pelo qual as estrelas estão se formando atualmente no universo, onde as galáxias são maduras e os quasares praticamente inexistentes, diz ele. Mas, “isso pode ter tido um impacto substancial na formação das galáxias no início do universo”, em torno de 10 a 12 bilhões de anos atrás, quando a maioria das galáxias estavam nascendo e os quasares eram muito comuns.
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