31 de mai de 2012

Como os planetas conseguem manter suas órbitas?

Você já se perguntou como é que a Terra se mantém em uma órbita estável em torno do sol? Quer dizer, a atração gravitacional fica mais forte quando nos aproximamos do sol, e se o sol puxa a Terra, ela deveria ser atraída com uma força cada vez maior, até cair no sol. Mas a gente está aqui, então deve ter alguma coisa mais nesse “rolo”, já que a Terra não está caindo no sol. A razão é que quando a Terra fica um pouco mais próxima do sol, a atração é maior, mas isto também faz com que a velocidade com que a Terra está fique maior, e ela acaba “escapando” para um ponto mais distante, onde a atração também é menor, e então recomeça tudo novamente.

A parte incrível é que a força de atração e a velocidade estão em perfeito equilíbrio, o que faz com que a Terra permaneça em sua órbita, da mesma forma que uma pedrinha fica estável dentro de uma bacia. Este equilíbrio é muito especial: ele depende do potencial gravitacional efetivo, e do número de dimensões do universo. De fato, ele só é possível em um universo 3D. Isto mesmo, órbitas estáveis só existem em universos tridimensionais. De fato, se houvessem mais dimensões, a força da gravidade iria crescer muito, mais do que o crescimento da velocidade, e não seria possível escapar da mesma, e a Terra cairia no sol. Se houvessem menos dimensões, então a força da gravidade não seria suficiente para manter um corpo em órbita, que se perderia então no espaço.
Fonte: hypescience.com 
[NewScientist]

A Nebulosa do Véu

Contribuição de Philippe Moussette de Québec, Canadá
A mais de 15000 anos atrás, os filamentos gasosos da Nebulosa do Véu (NGC 6960/92-95) pertencia a uma estrela massiva prestes a explodir. Quando essa estrela então explodiu como uma supernova, a estrela deve ter brilhado mais forte do que uma Lua Crescente nos céus da Terra. Infelizmente não existe nenhum registro desse evento. A Nebulosa do Véu contém dois segmentos principais. O segmento chamado de NGC 6960, na parte direita da imagem, passa pela estrela 52 Cygni, que brilha com magnitude 4.2. A estrela aparece em primeiro plano desconectada da remanescente de supernova. A NGC 6960 segue fina e nítida para a parte norte como uma faixa brilhante de um grau de comprimento. À medida que ela se alarga para o sul ela passa pela 52 Cyg, uma linha escura que espalha a nebulosidade. O segmento mais brilhante da Nebulosa do Véu, chamado de NGC 6992/95, na parte esquerda da imagem, localiza-se a 2.7˚ a nordeste da 52 Cyg. Com um aumento médio, por volta de 100x a nebulosa se apresenta em numerosos pedaços. A imagem acima foi feita através de um telescópio refrator apocromático Takahashi de 4 polegadas FSQ-106, com uma câmera Canon T2i DSLR, ISO 1600, para conseguir esse resultado final, três imagens com 5 minutos de exposição cada uma foram empilhadas.
Fonte: http://www.astronomy.com

ALMA vira os seus olhos para Centaurus A

A rádio galáxia Centaurus A vista pelo ALMA Créditos:ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); ESO/Y. Beletsky
 
Uma nova imagem do centro da original galáxia Centaurus A, obtida com o Atacama Large Millimeter/submillimiter Array (ALMA), mostra como este novo observatório permite aos astrónomos observar através das opacas camadas de poeira que obscurecem o centro da galáxia, com uma qualidade nunca antes alcançada. O ALMA está atualmente em fase preliminar de observações científicas, já que se encontra ainda em construção. No entanto, é já o telescópio mais potente do seu género.

O observatório acaba de emitir uma Chamada de Propostas para o seu próximo ciclo de observações, durante o qual o telescópio, em crescimento, terá ainda mais capacidades.  Centaurus A é uma rádio galáxia elíptica de grande massa - uma galáxia que emite intensamente no rádio - e é a mais proeminente, assim como é de longe a mais próxima, rádio galáxia no céu. Por isso mesmo a Centaurus A foi já observada com muitos telescópios diferentes. O seu centro muito luminoso alberga um buraco negro com uma massa de cerca de 100 milhões a massa do Sol.

Na radiação visível, a característica mais importante desta galáxia é uma banda escura que obscurece o seu centro. Esta banda de poeira é composta por enormes quantidades de gás, poeira e estrelas jovens. Estas características, juntamente com a intensa emissão rádio, são evidências de que a Centaurus A resultou da colisão entre uma galáxia elíptica gigante e uma galáxia espiral mais pequena, cujos restos formam a banda de poeira.

Para se poder ver através da poeira obscurante da banda central, os astrónomos têm que observar utilizando radiação com maiores comprimentos de onda. Esta nova imagem da Centaurus A combina observações feitas a comprimentos de onda da ordem de um milímetro, obtidas com o ALMA, e observações feitas em radiação infravermelha próxima. Por isso mesmo, fornece-nos uma visão bastante clara que atravessa a poeira em direção ao centro luminoso da galáxia.

Este mapa mostra a localização da galáxia peculiar Centaurus A (NGC 5128) na constelação do Centauro. O mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições atmosféricas e a Centaurus A propriamente dita encontra-se assinalada com um círculo vermelho. Esta galáxia é bastante brilhante e pode por isso ser observada com um pequeno telescópio amador ou mesmo com binóculos. A banda escura também se torna claramente visível com um telescópio um pouco maior. Créditos: ESO, IAU and Sky & Telescope

As novas observações ALMA, mostradas numa gama de cores verde, amarelo e laranja, revelam a posição e o movimento das nuvens de gás na galáxia. São as observações mais nítidas e sensíveis obtidas até hoje. O ALMA foi afinado de modo a detectar sinais com um comprimento de onda de cerca de 1.3 milímetros emitidos por moléculas de monóxido de carbono. O movimento do gás na galáxia provoca ligeiras variações neste comprimento de onda, devido ao efeito Doppler. O movimento é mostrado nesta imagem como variações na cor. As zonas mais verdes correspondem a gás que se aproxima de nós, enquanto as mais laranja mostram o gás que se afasta. Podemos assim observar que o gás que se encontra à esquerda do centro se desloca na nossa direção, enquanto que o gás à direita do centro se desloca no sentido contrário, indicando deste modo que o gás está a orbitar a galáxia.
 
As observações ALMA estão sobrepostas a uma imagem da Centaurus A obtida no infravermelho próximo com o instrumento SOFI montado no New Technology Telescope (NTT) do ESO. A imagem foi processada com o auxílio de uma técnica inovadora que retira o efeito de ecrã da poeira. Podemos observar um anel de estrelas e enxames que brilham com uma cor dourada, os restos da galáxia espiral que se encontra a ser desfeita pela atração gravitacional da galáxia elíptica gigante. O alinhamento entre o anel de estrelas observado pelo NTT em radiação infravermelha e o gás observado pelo ALMA nos comprimentos de onda milimétricos, enfatiza aspectos diferentes de estruturas semelhantes na galáxia.

Este é um exemplo de como observações com outros telescópios podem complementar as novas observações do ALMA. A construção do ALMA, no planalto do Chajnantor no norte do Chile, estará completa em 2013, quando as 66 antenas de alta precisão estiverem completamente operacionais. Metade das antenas foram já instaladas. As observações científicas preliminares com uma parte da rede começaram em 2011 e estão já a produzir resultados extraordinários. As observações ALMA da Centaurus A que aqui mostramos foram obtidas durante a fase de comissionamento e verificação científica do telescópio.

Asteroide passa a 14 mil quilômetros da Terra


É a sexta maior aproximação já registrada - mas não oferece riscos
Asteroide 2012 KT42 passou nessa terça-feira a uma distância de 14 mil quilômetros da Terra (Alex Gibb/Catalina Sky Survey/Reprodução)
O asteroide 2012 KT42, recentemente descoberto, passou nesta terça-feira a uma distância de 14 mil quilômetros da Terra, informou o site especializado em astronomia Spaceweather. É a sexta maior aproximação já registrada. O pequeno asteroide, com diâmetro de 3 a 10 metros, esteve mais perto da Terra do que os satélites geoestacionários que integram o chamado Cinturão de Clarke, região do espaço a 36 mil quilômetros da Terra. De acordo com estimativas de sua órbita, os especialistas consideram que não há risco de colisão. Diante de seu tamanho reduzido, ainda que entrasse na atmosfera, o asteroide seria desintegrado totalmente em diminutos meteoritos.
 
Perguntas & respostas
 
Qual a diferença entre asteroide, meteorito e meteoro? - Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

Meteoritos deram origem à vida na Terra? - A hipótese de que a vida veio do espaço, na 'carona' de rochas espaciais, não é o modelo dominante, mas também não se descarta. É o que embasa uma série de pesquisas no campo da chamada astrobiologia. Há também pesquisadores que consideram que o impacto de meteoritos e a formação de crateras favoreceram o aumento da biodiversidade.
 
Meteoritos acabarão com a vida na Terra? - Milhares de meteoros atravessam nossa atmosfera todos os dias. A maioria não passa de poeira espacial. Estima-se que uma grande colisão ocorra a cada 100 milhões de anos. A única extinção em massa associada a uma colisão de meteorito foi a dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Ainda assim, existem pesquisas mostrando que as espécies então já estavam ameaçadas por causa de uma série de razões. O asteroide de 10 quilômetros de diâmetro apontado com o vilão da história teria apenas acelerado o inevitável destino dos dinossauros.
 
O homem pode proteger a Terra de um grande asteroide? - Astrônomos monitoram constantemente a aproximação de corpos celestes. A hipótese é improvável, mas caso um enorme asteroide apareça em rota de colisão com a Terra, os cientistas já sabem o que sugerir: em vez de explodi-lo, como no filme Armageddon, desviá-lo. Os pesquisadores consideram factível instalar desde velas especiais para capturar o vento solar até motores de íons.
 
Qual a diferença entre asteroides e cometas? - A principal diferença entre o asteroide e o cometa é o material de suas superfícies. Enquanto asteroides são formados por substâncias rochosas, os cometas têm material congelado em sua superfície que sublima quando se aproxima do Sol.

Imagem Diferente de Saturno

Créditos: VIMS Team, U. Arizona, ESA, NASA
Conhecido por seu brilhante sistema de anéis e por possuir muitas luas, o gigante gasoso Saturno aparece estranho e pouco familiar nessa imagem de cor falsa feita pela sonda Cassini. E de fato é, vamos entender melhor essa imagem. Esse mosaico foi construído por dados obtidos pelo instrumento da Cassini chamado Visual and Infrared Mapping Spectrometer, ou VIMS. Nesse tipo de imagem pode-se notar que o até então proeminente sistema de anéis quase que não é visível aqui, mas pode ser ainda percebido como uma linha cruzando o centro da imagem já que está sendo observado totalmente de lado. A feição mais proeminente nessa imagem ocorre ao longo do terminador, ou a linha entre o dia e a noite. À direita (lado do dia) tonalidades azul esverdeadas são observadas já que a luz do Sol é refletida pelo topo das nuvens de Saturno. Mas na esquerda (o lado da noite) na ausência da luz do Sol, o brilho parecido com o de uma lanterna da radiação infravermelha do interior quente de Saturno permite que possamos ver as silhuetas dos níveis de nuvens mais profundos de Saturno. O brilho infravermelho também destaca as vastas sombras geradas pelos anéis de Saturno que aparecem varrendo a parte superior direita do disco do planeta.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120531.html

O Cisne e a Borboleta

Créditos: ESA / Hubble & NASA
A imagem acima feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA mostra a NGC 7026, uma nebulosa planetária. Localizada um pouco além da ponta da cauda da constelação Cygnus, o Cisne, essa nuvem de gás brilhante e poeira em forma de borboleta representa os destroços de uma estrela como o Sol. As nebulosas planetárias, apesar do nome, nada tem a ver com planetas. Elas de fato, são fenômenos de período relativamente curto, que ocorre no final da vida de uma estrela de tamanho médio. À medida que a fonte de combustível nuclear vai se esgotando suas camadas externas são expelidas, deixando para trás somente o núcleo quente da estrela. À medida que o envelope gasoso aquece, os átomos são excitados, e então iluminam como uma fonte fluorescente. As luzes fluorescentes como conhecemos na Terra, obtêm suas cores brilhantes de gases que a preenchem. As famosas luzes de neon, produzem um brilho avermelhado, enquanto que as luzes ultravioletas, ou luz negra como são conhecidas, normalmente possuem mercúrio. O mesmo acontece nas nebulosas, suas cores vivas são produzidas por uma mistura de gases ali presentes. Essa imagem da NGC 7026 mostra o brilho da estrela em verde, o brilho do gás nitrogênio brilhante em vermelho, e a luz do oxigênio em azul. Na realidade, isso aparece verde, mas a cor nessa imagem foi desviada para aumentar o contraste. Bem como na luz visível, a NGC 7026 emite radiação de raios-X, e tem sido estudada também pelo telescópio espacial da ESA XMM-Newton. Os raios-X resultam das temperaturas extremas do gás presente na NGC 7026. A imagem acima foi produzida pela Wide Field and Planetary Camera 2 a bordo do Telescópio Espacial Hubble. A imagem tem 35 por 35 arcos de segundo de diâmetro.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images

Uma tempestade no pólo sul de Titã?

Titã vista pela Cassini a 28 de Maio de 2012. Composição em cores falsas criada pela combinação de três imagens obtidas através de filtros para o ultravioleta (343 nm) e para o infravermelho próximo (889 e 938 nm) (imagens originais: N00190014, N00190017 e N00190020). Estão representadas a azul as camadas mais externas da atmosfera titaniana, em particular a neblina de aerossóis formada na termosfera (mais evidente na banda do ultravioleta). As áreas a vermelho representam a camada superior da estratosfera, região onde o metano atmosférico absorve a luz solar. A verde está representada a superfície de Titã observada através de uma estreita janela do espectro electromagnético onde a atmosfera é transparente. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
 
Está a acontecer algo interessante no pólo sul de Titã. Nas últimas semanas surgiu sobre a região um complexo sistema de densas nuvens que aparentemente se elevam a grande altitude. A sua estrutura é mais proeminente nas imagens da Cassini obtidas através de filtros para as bandas de absorção do metano, o que sugere que são essencialmente constituídas por este gás. Será este fenómeno uma grande tempestade polar?
Créditos: Astropt.org

30 de mai de 2012

Nebulosa brilhante esconde mistério de sua origem

A nebulosa Sharpless 2-71, ou Sh2-71, que aparece na foto, é uma nebulosa planetária, e como tal, é o resultado da expansão da camada externa de uma estrela, quando termina o combustível de hidrogênio dela. A camada expande e esfria, formando uma nuvem em torno dos restos da estrela original, mas então as poderosas emissões de radiação ultravioleta da estrela fazem com que a nebulosa brilhe. Olhando para a foto, a gente vê uma estrela brilhante bem próxima do centro da nebulosa. A princípio, acreditava-se que esta estrela era a estrela que originou a nebulosa, mas alguns especialistas estão questionando esta ideia. Se você olhar para a foto, há uma estrela azulada, mais fraquinha, um pouco para a direita e abaixo da estrela central.

Pois bem, alguns especialistas acreditam que esta seja a estrela mãe da nebulosa. Um dos motivos é que a estrela mais brilhante, que faz parte de um sistema binário, parece não emitir radiação suficiente de ultra-violeta energético para produzir o brilho intenso da nebulosa, ao mesmo tempo que a estrela azul parece que sim. Além disso, considerando a distância em que se encontra do material da nebulosa, a estrela azul tem o tamanho certo para ser o que sobrou da estrela que originou a nebulosa, diz David Frew, da Univesidade Macquarie, em Sydney, Austrália. Frew faz parte de uma equipe de pesquisadores que está estudando a estrela azul para compreender melhor sua natureza.

Por outro lado, os pesquisadores apontam que a natureza binária da estrela central explicaria a forma assimétrica da nebulosa. Mas a estrela companheira da estrela central ainda não foi vista, e não se sabe se ela é quente o suficiente para causar o brilho da nebulosa, ou se a estrela mais azul é por sua vez parte de um outro sistema binário. É possível ainda, segundo Frew, que a estrela binária central e a estrela azul tenham um papel na evolução da nebulosa. Então teriam pelo menos três estrelas neste sistema. Por enquanto, os cientistas continuam tentando entender o mecanismo caótico que gerou uma nebulosa tão irregular. A bela imagem foi feita pelo telescópio Gemini Norte, no Havaí, a cerca de 3.260 anos-luz de nós, na constelação Aquila ou Águia.
Fonte: hypescience.com
[LiveScience]

10 fatos sobre o Cometa Elenin

Uma das histórias mais virais de 2011 foi a descoberta do cometa Elenin (C/2010 X1). Por várias razões, as pessoas começaram a achar que ele era perigoso para a Terra. Artigos foram escritos examinando o fenômeno. Alguns até alegaram que o cometa era um sinal de que a profecia maia era válida. Afinal, o que é verdade sobre esse cometa?


10 – O que é um cometa? - Antigamente, os cometas eram considerados anúncios de desgraças. Eles são pequenos corpos do sistema solar que mostram uma coma visível (uma pequena atmosfera temporária) quando se aproximam do sol. A maior diferença entre um asteroide e um cometa é que o cometa apresenta uma coma. Acredita-se também que a origem dos asteroides e cometas seja diferente, sendo os asteroides formados dentro da órbita de Júpiter, e os cometas fora. A coma do cometa é formada quando ele passa perto do sol, sendo geralmente feita de gelo e poeira, e pode crescer a tamanhos incríveis. Em outubro de 2007, o cometa 17P/Holmes teve uma atmosfera de pó maior que o sol. As estimativas apontam que a cada ano um cometa visível é descoberto. Em alguns casos raros, um Grande Cometa pode se formar, sendo mais brilhante que qualquer estrela no céu. A estimativa é de um Grande Cometa aparecendo a cada década. Para um cometa ser um Grande Cometa, ele deve ter um núcleo grande e ativo e aproximar-se bastante do sol e da Terra. Em 1996, o Cometa Hyakutake, de tamanho semelhante ao Elenin, fez uma aproximação da Terra. A espaçonave Ulysses atravessou a cauda do Hyakutake a mais de 500 milhões de quilômetros do núcleo, mostrando que o Hyakutake tinha a mais longa cauda conhecida para um cometa.

9 – A descoberta - Em 10 de dezembro de 2010, um astrônomo amador russo de nome Leonid Elenin, que estava no Novo México, Estados Unidos, descobriu um cometa de longo período. O objeto recebeu o nome de Elenin e seu tamanho estimado era de 3 a 4 km de diâmetro. Imediatamente após a descoberta começaram a aparecer artigos afirmando que ele era perigoso para a Terra, e as pessoas começaram a ligar o cometa a eventos de extinção. A primeira estimativa era que o cometa iria passar a cerca de 0,24 UA (Unidade Astronômica, a distância média entre a Terra e o sol, que é de 149 milhões de quilômetros) de nós, ou cerca de 36 milhões de quilômetros, o que é bem perto em termos astronômicos. É mais perto que a passagem do Hale-Bopp em 1997, que ganhou muito mais atenção da mídia. A história se espalhou mais depois que a JPL Horizons calculou que o período orbital do cometa era de aproximadamente 11.800 anos. Na história da Terra, 12.000 anos atrás estava terminando o Pleistoceno e começando o Holoceno, uma época delicada.

8 – Impacto profundo - Um dos motivos para o cometa Elenin receber tanta atenção era devido às semelhanças com o filme Impacto Profundo, de 1998. No filme, um adolescente chamado Leo encontra um cometa, que é referido como ELE (Extinction Level Event – Evento de Extinção). O Elenin foi descoberto por um jovem astrônomo amador chamado Leonid Elenin, nascido em 1981, e que tinha 17 anos quando o filme foi lançado. Foi uma coincidência. Mas depois da descoberta ser anunciada, artigos começaram a aparecer dizendo que o ELE era ELENIN, incluindo acrônimos para “extinction level event, near impact” (evento de extinção, impacto próximo) ou “extinction level event nine” (evento de extinção grau nove, indicando grau 9 de uma escala de 10 de perigo ou o fim da nona onda no Calendário Maia).  No filme, um presidente negro mandava uma missão para explodir o cometa com bombas nucleares. A missão tem sucesso e o cometa é dividido em vários pedaços, mas um dos pedaços ainda atinge a Terra. Depois do impacto, o presidente declara Lei Marcial, e revela que o governo havia construído abrigos subterrâneos. No fim do filme, a humanidade é poupada após a destruição do cometa.

7 – As predições - Desde a descoberta do cometa, a NASA sempre afirmou que ele não chegaria perto da Terra o suficiente para atingir ou causar algum dano. As pessoas respondiam com uma série de cenários hipotéticos de desastre, como o cometa sendo atingido por um asteroide na sua passagem pelo Cinturão de Asteroides e tendo sua trajetória alterada para um impacto iminente com a Terra. E também começaram a temer a coma massiva do cometa. Em agosto de 2011, a coma do Elenin excedeu o tamanho de 200.000 km. A previsão era que a Terra deveria passar pela coma em 6 de novembro de 2011. As pessoas começaram a fazer conexões entre o cometa e seu alinhamento com a Terra, o sol e a lua. Alguns achavam que a atração gravitacional do Elenin causaria terremotos e eventos geológicos. A história atingiu um novo patamar de popularidade após o terremoto e tsunami de 11 de março de 2011, por que alguns sites haviam dito que o dia 15 de março veria um alinhamento. As previsões eram que o cometa estaria mais próximo da Terra em 16 de outubro e seus pedaços chegariam em novembro.

6 – Estrela azul Hopi - No início de agosto de 2011, a NASA decidiu fazer uma imagem do cometa Elenin, usando a sonda STEREO-B. Na foto, o cometa aparece com uma cor azul profunda. A cor fez com que as pessoas comparassem o objeto e a profecia antiga dos índios Hopi de uma estrela azul. A lenda diz “quando a Estrela Azul Kachina fizer sua aparição nos céus, o Quinto Mundo emergirá”. Os maias também tinham histórias sobre uma estrela azul perigosa. Um toxicologista sueco de nome Carl Johan Calleman, especializado em história Maia, alegou que o cometa Elenin era a estrela azul que aparece nas histórias antigas. Calleman também tem uma interpretação diferente do Calendário Maia. Segundo ele, o calendário aponta para a data de 28 de outubro de 2011 (e não 21 de dezembro de 2012) como o dia mais importante, quando as pessoas experimentariam uma lenta transformação da consciência e chegaria a uma unidade maior. Antes da descoberta do Elenin, Calleman identificou a época que o cometa passaria perto da Terra (fim de outubro de 2011) como sendo uma época crítica.

5 – 45P/Honda-Mrkos-Pajdušáková - O cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdušáková é um cometa de período curto descoberto em 1948. O cometa tem uma órbita elíptica de 5,26 anos e um núcleo com tamanho estimado entre 0,5 e 1,6 km de diâmetro. Em 15 de agosto de 2011, Honda chegou a 0,06 UA ou 8.980.000 km da Terra. Em 19 de agosto, o mesmo dia que o cometa foi destruído por uma ejeção de massa coronal, o Honda foi estudado pelo Goldstone Deep Space Network. A rede detectou ecos do núcleo do Honda e ele se tornou o décimo quinto cometa na história a ser detectado por radar. Depois da publicação da descoberta do cometa Elenin, as pessoas começaram a relacionar a órbita dele com a do cometa Honda. Parecia que os dois objetos chegariam próximos um do outro em 28 ou 29 de setembro de 2011. Por este motivo, começaram a temer a data e predizer terremotos e desastres para o fim de setembro. Foram escritos artigos hipotetizando que a mudança da trajetória do cometa Elenin o lançaria sobre o cometa Honda. Outro cometa que foi mencionado com o Elenin foi 255P/Levy. O Levy chegou a 0,2359 UA (35.290.000 km) em 26 de janeiro de 2012.

4 – 2005 YU55 - Meteoros são gerados quando debris são queimados na atmosfera da Terra. Alguns astrônomos relataram grupos de meteoros correspondendo às órbitas de cometas conhecidos. As chuvas de meteoros não ameaçam a Terra por que a cauda dos cometas normalmente não tem objetos grandes. Em 28 de dezembro de 2005, um asteroide potencialmente perigoso foi descoberto por Robert S. McMillan e recebeu o nome de 2005 YU55. Ele tem aproximadamente 400 metros de diâmetros e causou alguma preocupação à NASA. Em 8 de novembro de 2011, o YU55 passou pela Terra à uma distância lunar, ou 324.900 km. Foi a passada mais próxima de um grande asteroide desde 1976. Não há previsão da passagem próxima de outros objetos deste porte até o ano 2028. Depois do cometa Elenin começar a ganhar atenção, as pessoas começaram a conectá-lo com o 2005 YU55 por causa da data de 9 de novembro de 2011 (11/9/11, pela maneira que os americanos escrevem as datas, com o mês antes do dia). A previsão era que a cauda do cometa Elenin estivesse próxima da Terra, junto com o 2005 YU55. As pessoas começaram a especular que os dois objetos poderiam colidir.

3 – Significado geral - Depois da descoberta do Elenin, muitas pessoas acharam que a história seria mencionada na grande mídia, mas não foi. Isto fez com que alguns suspeitassem que a NASA estava “escondendo alguma coisa”. O significado geral do Elenin era enorme. Nos EUA, a NASA tem uma ordem do congresso para catalogar todos objetos próximos da Terra (NEOs) com pelo menos um quilômetro. O impacto de um objeto deste porte poderia ser catastrófico para a Terra. Estudos mostraram que os EUA e a China são as áreas mais vulneráveis a impactos de meteoros. Até maio de 2012, 8.971 NEOs foram descobertos. Destes, somente 91 eram cometas próximos à Terra e 8.880 asteroides próximos à Terra. Isto faz com que a descoberta do Elenin seja algo raro. Mais raro ainda é a proximidade com que os restos do cometa passaram perto da Terra em 16 de outubro de 2011. Eles passaram a cerca de 0,2338 UA (34.976.012 km), o que é realmente perto em comparação com outros cometas famosos. Um número de asteroides menores também fizeram abordagens próximas. Uma das importantes foi o asteroide 2010 AL30, que passou próximo da Terra em 13 de janeiro de 2010 à distância de 122.000 km. AL30 tinha apenas 10 a 15 metros de largura, mas se tivesse entrado na atmosfera, teria criado um golpe de ar equivalente a uma bomba entre 50kT e 100kT (kilotons de TNT). A bomba de Hiroshima tinha algo entre 13 e 18 kT. Por isto é importante manter cometas de qualquer tamanho longe da atmosfera terrestre.

2 – A destruição de Elenin - Em agosto de 2011, a visibilidade do cometa Elenin era em torno de 8,3. O cometa seguiu as predições da NASA até 19 de agosto de 2011, quando foi destruído por uma ejeção de massa coronal (CME). Uma ejeção de massa coronal é um golpe de vento solar. Durante o evento, o cometa Elenin se partiu e desintegrou. De acordo com representantes da NASA, este tipo de evento é raro e somente 2% dos novos cometas se aproxima do sol e é destruído desta forma. Na metade de outubro de 2011, Elenin fez sua passagem mais próxima da Terra, mas não era mais do que uma pilha de resíduos. O objeto não era visível nem mesmo aos grandes telescópios de superfície. Os restos do cometa vão fazer o que outros restos de cometas partidos fazem. Eles vão seguir em uma trilha com trajetória prevista para fora do sistema solar interno. Depois, não veremos os restos do cometa Elenin por mais 12 milênios. Com toda a controvérsia cercando o Elenin, a destruição incomum do cometa causou uma imagem perene. Na semana anterior à ejeção de massa coronal, artigos postados na internet sugeriam que a agência espacial europeia tinha planos para destruir um asteroide que estava vindo para a Terra. Especificamente, o Daily Mail colocou um artigo com o título “Fact following fiction? Scientists plan mission to blow up an asteroid hurtling towards Earth” (“Fatos imitando a ficção? Cientistas planejam missão para destruir asteroide que ruma em direção à Terra”). O artigo foi atualizado a última vez em 18 de agosto de 2011, um dia antes do Elenin ser destruído. Ele discutia a sonda espacial Don Quixote. A sonda poderia ser usada para estudar os efeitos do impacto de uma espaçonave em um asteroide.

1 – Posição da NASA - Desde o início, a NASA fez várias declarações sobre o cometa Elenin, e em todas elas, minimizou a importância do objeto e seu potencial de impacto na Terra. Depois do cometa ter sido destruído no espaço, Don Yeomans, da NASA, declarou: “Eu não consigo entender por que este cometinha se tornou uma sensação tão grande na internet. A realidade científica é que a influência desta bolinha de gelo sujo em nosso planeta é tão incrivelmente minúscula que meu carro compacto exerce uma influência gravitacional maior sobre a Terra que qualquer outro cometa jamais exercerá”. Yeomans também explicou que a destruição do cometa é uma coisa rara, mas possível. “Cometas são frágeis e se mantém fracamente unidos, como bolas de sujeira, então não é preciso muito para desintegrar um cometa. E uma vez que eles tenham se separado, não há chance de reconciliação”, falou. O ex-comenta simplesmente não vale discussão, segundo a NASA.
Fonte: hypescience.com
[ListVerse]

A Via Láctea austral por cima do ALMA

Créditos:ESO / B. Tafreshi / TWAN (twanight.org)
O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tefreshi, captou esta impressionante imagem das antenas da rede ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), tendo como fundo o esplendor da Via Láctea. A riqueza do céu nesta imagem atesta bem as extraordinárias condições que oferece à astronomia o Planalto do Chajnantor, uma região do Atacama situada a 5000 metros de altitude. Nesta imagem podemos ver as constelações de Carina e da Vela. As nuvens de poeira da Via Láctea, obscuras e tênues, cruzam a imagem da região superior esquerda à inferior direita.

A estrela brilhante de cor laranja, em cima e à esquerda, é Suhail na Vela, enquanto que a estrela também alaranjada no meio em cima é Avior, na Carina. Das três estrelas azuis brilhantes que formam um "L" perto destas estrelas, duas delas pertencem à Vela e a da direita pertence a Carina. E exatamente no centro da imagem por baixo destas estrelas brilha a cor de rosa a Nebulosa Carina. O ESO, parceiro europeu no ALMA, fornecerá 25 das 66 antenas que farão parte do telescópio. As duas antenas mais perto da câmera, onde o leitor mais atento pode ler "DA-43" e "DA-41", são exemplos destas antenas europeias.

A construção da rede ALMA estará terminada em 2013, mas o telescópio já se encontra a fazer observações científicas com uma rede parcial de antenas. Babak Tafreshi é o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos do planeta sob um fundo noturno de estrelas, planetas e eventos celestes.

O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1222a/

Eclipsando o Sol Repleto de Manchas

Como era de se esperar imagens do último eclipse anelar do Sol do dia 20 de Maio de 2012 não param de chegar. Mas com certeza esse verdadeiro flood de imagens irá parar, ou melhor, será substituído em breve por outro evento que promete gerar muito mais imagens maravilhosas para os arquivos astronômicos, o trânsito de Vênus dos dias 5/6 de Junho de 2012. A imagem acima mostra a Lua começando a eclipsar uma pequena parte do disco do Sol, a esse momento do eclipse os astrônomos chamam de toque inicial ou primeiro contato. À medida que o eclipse evoluiu o astrônomo que registrou essa imagem começou a observar nosso satélite natural ocultando cada um dos grupos de manchas solares observados no disco do Sol e posteriormente descobrindo esses grupos. A imagem acima foi feita com um telescópio refrator apocromático Takahashi FSQ-106 de 4 polegadas mais um extensor Takahashi EXQ-1.6X para fornecer uma razão focal efetiva de f/8. A imagem foi registrada com uma câmera Canon EOS 5D Mark II DSLR, ISO 100, 1/2000 segundos de exposição. A imagem foi feita no dia 20 de Maio de 2012 desde a cidade de Page, no Arizona.
Fonte: http://www.astronomy.com

Olhando para trás, um eclipse na Terra

Crédito de imagem: PHL @ UPR Arecibo, a NASA, EUMETSAT, NERC Estação de Satélites Receber, U. Dundee
O que é essa mancha escura no Planeta Terra? Essa mancha, nada mais é do que a sombra da Lua. A imagem acima foi feita pelo satélite MTSAT durante o último eclipse anelar do Sol do dia 20 de Maio de 2012. A mancha escura parece muito incomum já que as nuvens são brancas e os oceanos são azuis nessa imagem que teve suas cores corrigidas. Os terráqueos residentes dentro da mancha escura puderam ver parte do Sol bloqueado pela Lua e assim receberam menos luz do que o normal. Essa mancha se movimentou através da superfície da Terra a uma velocidade aproximada de 2000 quilômetros por hora, dando a muitos dos observadores menos de duas horas para ver o eclipse do Sol. O satélite MTSAT circula a Terra numa órbita geoestacionária e fez essa imagem a uma distância da Terra equivalente a três vezes o diâmetro do nosso planeta. Mais uma vez vamos ressaltar aqui que esse evento pode ser considerado como um aquecimento para o que está por vir. Semana que vem nos dias 5/6 de Junho (dependendo de onde você esteja na Terra) poderá ver o trânsito do planeta Vênus em frente ao disco do Sol, se não bastasse isso, no dia 4 de Junho acontecerá um eclipse parcial da Lua. Semana cheia para a astronomia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120530.html

Galáxia Espiral M101

Contribuição de Ted Wolfe, de Nápoles, Florida
Somente uma coisa impede que a galáxia espiral M101, localizada na constelação da Ursa Major, o Grande Urso faça parte da lista top ten de todos os observadores do céu, o seu brilho superficial. Cobrindo uma área levemente maior do que a Lua Cheia, a luz da M101 se espalha tanto de modo que só os grandes telescópios amadores, aqueles com abertura de 12 polegadas ou mais, possam observá-la em sua plenitude. A M101 ainda representa uma das galáxias espirais, conhecidas como galáxias de grande projeto, ou seja, uma galáxia espiral que mostra seus braços espirais claramente bem definidos e proeminentes. Normalmente, os braços espirais na sua maioria envolvem completamente ou quase completamente essas galáxias. Somente algo em torno de 10% de todas as galáxias espirais podem ser consideradas galáxias de grande projeto. A imagem acima foi feita com um telescópio de 12.5 polegadas, um Optical Guidance Systems Ritchey-Chrétien, com uma câmera SBIG ST-11000 CCD, para obter essa imagem foram feitas exposições de 315, 55, 55 e 55 minutos respectivamente através dos filtros, L, R, G e B.
Fonte: http://www.astronomy.com

29 de mai de 2012

Galeria de Imagens:Astrônomos revelam suas mais belas fotos

Duvido que alguém aqui não ache maravilhosas as imagens do espaço! A de cima mostra a região formadora de estrelas Cygnus X, que fica a cerca de 4.500 anos-luz de distância, na constelação do Cisne. Essa e outras imagens foram selecionadas há pouco tempo, em um encontro de astrônomos de várias partes do mundo na Sociedade Astronômica Americana, em Austin, no Texas (EUA), no qual cada um revelou suas melhores fotos.
Essa foto é na verdade um mosaico de imagens construído através de pesquisas da NASA, que mostra uma seção enorme da Via Láctea. Nela, os pontos azuis são estrelas, e as áreas verde e vermelha representa a luz emitida principalmente pela poeira interestelar.

Essa imagem mostra a galáxia Grande Nuvem de Magalhães em luz infravermelha. A região mais brilhante no centro-esquerdo da imagem é chamada Nebulosa da Tarântula.

Já essa imagem mostra a galáxia Pequena Nuvem de Magalhães em luz infravermelha. As duas galáxias – Pequena e Grande Nuvem de Magalhães – são as duas maiores galáxias satélites da nossa galáxia, a Via Láctea.
Fonte: http://hypescience.com
[MSN]

Anatomia de um Fluxo Estelar

Os astrónomos pensavam que a formação estelar envolvia simplesmente a coalescência gradual de material sobre a influência da gravidade. Já não. A formação de uma nova estrela é um processo complexo: entre outras coisas, envolve a montagem de um disco circunstelar (possivelmente pré-planetário em natureza) e ao mesmo tempo a ejecção de material como jactos bipolares perpendiculares a esses discos.
Estes fluxos ajudam as jovens estrelas a equilibrar o seu crescimento durante a acreção do material, mas ao mesmo tempo perturbam o ambiente. Embora já se saiba da existência de jactos em estrelas jovens há mais de vinte anos, as suas influências sobre o ambiente têm permanecido incertas, em parte devido às nuvens de poeira nas quais as estrelas se formam, que obscurecem o espectro óptico. Astrónomos do Observatório Astrofísico do Smithsonian em Cambridge, no estado americano do Massachusetts, Achim Tappe, Jan Forbrich e Charlie Lada, juntamente com outros dois colegas, usaram o espectrómetro a bordo do Telescópio Espacial Spitzer para estudar um fluxo estelar jovem e relativamente próximo (objecto Herbig Haro 211, ou HH211).

Imagem do Hubble de um jacto de emissão oriundo de uma estrela jovem (HH111).Crédito: Reipurth, NASA e HST

Já se sabia que este jacto veloz, à medida que escava o meio interestelar, chocava com gás; o processo é muito parecido com um jacto que se move mais depressa que o som e cria uma onda de choque. Mas para o fluxo estelar jovem, vários aspectos detalhados ainda permaneciam envoltos em mistério.
Os cientistas descobriram no espectro infravermelho um rico tesouro de brilhantes características da emissão de pelo menos sete diferentes moléculas excitadas pelo choque - hidrogénio molecular, água, dióxido de carbono, monóxido de carbono, OH, HD, e uma espécie ionizada de HCO. Foram também observadas inúmeras linhas atómicas. Os astrónomos concluíram que o choque tem regiões distintas ao longo do seu percurso e enquanto escava a nuvem natal a velocidades que rondam os 40 quilómetros por segundo. Na ponta, onde o jacto subitamente encontra o gás ambiente e diminui de velocidade, existe material ionizado e forte emissão de hidrogénio molecular; mais perto da estrela, as temperaturas dos gases e as densidades variam sistematicamente à medida que o gás excitado começa a arrefecer. Podem ser observados brilhantes nós ao longo de todo o jacto, que são ou o resultado de quentes aglomerados expelidos ou aglomerados previamente existentes que colidiram com o jacto à medida que este passava por lá. O novo artigo científico está entre os primeiros a descobrir e a analisar a complexa radiação infravermelha das ondas de choque em torno de estrelas recém-nascidas, e abre a porta a novos métodos de estudar o ambiente das regiões de formação estelar.

Jovem cientista analisou 500 estrelas para conhecer futuro do Sol

Um cientista português analisou cerca de 500 estrelas do tipo solar a partir das oscilações luminosas captadas pelos telescópios Kepler (EUA) e CoRoT (França), que permitiu descobrir o enquadramento e futuro do Sol.
Daqui a quatro mil milhões de anos, o Sol vai aumentar de tamanho e de luminosidade de forma catastrófica e vai engolir o Planeta Terra, uma vez que o raio do Sol ultrapassará a atual órbita terrestre”, observou Tiago Campante, que vai apresentar a tese de doutoramento “Asterossismologia: Métodos de Análise de Dados e Interpretação na Era de Missões Espaciais” dia 01 de junho na Universidade do Porto. Em entrevista à Lusa no âmbito da apresentação da tese, o investigador da equipa “Origem e Evolução de Estrelas e Planetas” do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), explica que os dados que analisou a partir das duas missões espaciais permitem projetar o percurso evolutivo do Sol e ter um conhecimento detalhado das mudanças estruturais relevantes e dos processos físicos que regem o interior de uma estrela do tipo solar. “O nosso Sol está a meio da sua vida adulta, a queimar hidrogénio nas camadas mais profundas, mas de futuro vai entrar numa fase de gigante vermelho que irá englobar os planetas com órbitas mais próximas do Sol, como é o caso da Terra”, explicou Tiago Campante, acrescentando que a luminosidade solar aumentará de forma “catastrófica”.

Tiago Campante refere que o estudo das oscilações do brilho das estrelas, como do Sol, permite conhecer a estrutura interna das estrelas e o percurso evolutivo delas. O jovem cientista, 31 anos, analisou as oscilações de luz de cerca de 500 estrelas semelhantes ao Sol da Via Láctea captadas pelo telescópio espacial Kepler e uma das conclusões a que chegou é que estrelas variáveis clássicas com uma massa de cerca de duas vezes a massa do Sol podem apresentar oscilações semelhantes àquelas apresentadas pelo Sol, revelando que o mesmo mecanismo de excitação opera em estrelas assim tão distintas. Para Mário João Monteiro, diretor do CAUP, este trabalho tem um “enorme interesse científico”, porque apresenta a confirmação observacional de que as estrelas variáveis clássicas (com massas superiores ao Sol) também podem apresentar oscilações de pequena amplitude como o nosso Sol.  “Este trabalho marca a abertura de uma nova área de trabalho na asterossismologia de estrelas variáveis, que trará certamente resultados realmente inovadores”, considera Mário João Monteiro. A asterossismologia (ou sismologia estelar) é o ramo das astronomia que estuda as vibrações ou oscilações naturais das estrelas, resultantes da propagação de ondas no interior e à superfície.

Com estes dados das missões espaciais pode enquadrar-se o Sol entre a população das cerca de 500 estrelas e saber como o Sol foi no passado e como será no futuro, acrescenta Tiago Campante.  “Temos um conhecimento genérico bastante bom sobre o Sol, mas há detalhes na física e na evolução da estrutura de uma estrela como o nosso Sol que ainda estão por saber”, admitiu o investigador, referindo, no entanto que a evolução a longo termo não tem impacto na nossa vida, mas que é interessante do ponto de vista científico”.  A tese “Asterossismologia: Métodos de Análise de Dados e Interpretação na Era de Missões Espaciais” é apresentada sexta-feira, dia 01 de junho, pelas 14:30 no Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciência da Universidade do Porto.
Fonte: AngolaPress

Vénus ficará alinhado com a Terra pela «última» vez

Fenómeno só se repetirá em 2117
Nos próximos dias 5 e 6 de junho os portugueses terão a oportunidade de assistir a um dos fenómenos astronómicos mais raros: será a última vez que Vénus ficará alinhado com a Terra e com o sol no nosso tempo de vida, pois o fenómeno só se repetirá em 2117, de acordo com a informação divulgada pelo site do jornal «El Mundo». A este fenómeno dá-se o nome de «trânsito de Vénus», que muito se assemelha a um eclipse solar pela Lua.

- No entanto, há que ter alguns cuidados.

 Especialistas aconselham a não olhar diretamente para o sol sem uma proteção adequada. Alguns filtros para observação solar são feitos propositadamente para a observação deste tipo de fenómenos e podem ser adquiridos em museus, planetários e observatórios espaciais.
Fonte: Sattotal

A Melhor foto já registrada da Nebulosa do Ovo Pela Nasa.

O telescópio espacial Hubble capturou a fotografia mais detalhada de uma "estrela cadente". A Egg Nebula (nebulosa do Ovo), é como os astrônomos chamam o objeto que eles descobriram há 37 anos, é um casulo de gás e poeira iluminada como uma lanterna por uma estrela envelhecida central. Ligeiramente maior e mais quente que o Sol, a estrela há muito tempo ficou sem o combustível hidrogênio e foi levada a mudar para elementos mais pesados. A mudança inchou-a tornando-a uma estrela gigante vermelha que finalmente lança a maioria de seus gases externos, que agora estão sendo levados pelo vento solar a partir do núcleo da estrela, uma pequena remanescente.
O sudário de espessura de gás e poeira da Egg Nebula é fraco e extraordinariamente difícil de ser observado pelos astrônomos, mesmo estando relativamente próxima a Terra, cerca de 3.000 anos-luz de distância. Assim a NASA e a Agência Espacial Europeia destinaram seu telescópio espacial Hubble para observar o objeto. A nova imagem é um extremo ‘close-up’ em comparação as outras fotos da Egg Nebula que o Hubble tirou em 2003. Isso foi seis anos antes dos astronautas terem trabalho no espaço para instalarem o Hubble Wide Field Camera 3, considerado por muitos como o instrumento mais tecnologicamente avançado do telescópio. Na imagem mais recente, foi capturado um par de vigas com explosão em cada extremidade empoeirada em torno da estrela central. Os astrônomos não estão certos porque os feixes tomam esta forma peculiar, mas pode ser porque a estrela seja na verdade um sistema duplo de estrelas, de acordo com um comunicado de imprensa da NASA. Seja qual for o caso, as nuvens espessas vão durar apenas mais 1.000 anos. Em cerca de 10.000 anos, os gases da nebulosa planetária irão dispersa. Depois disso, o núcleo estelar será uma anã branca que poderá arder por trilhões de anos.
Fonte: http://jornalciencia.com

28 de mai de 2012

Existe um planeta oculto em nosso sistema solar?

Um planeta ainda não descoberto seria quatro vezes maior que a Terra e poderia estar escondido no sistema solar exterior. Rodney Gomes, astrónomo do Observatório Nacional do Rio de Janeiro alegou que vários objetos do cinturão de Kuiper, incluindo o planeta anão Sedna estão em órbitas estranhas e que um novo planeta ainda não descoberto poderia ser o culpado. Ele apresentou suas descobertas numa reunião da Sociedade Astronômica Americana, na terça-feira. Outros astrônomos foram intrigado por reivindicações de Gomes e maioria concordou que são necessárias mais provas para confirmá-los. Obviamente, encontrar um outro planeta do sistema solar é um grande negócio", disse o astrônomo Rory Barnes. "O que ele mostrou em seus argumentos dá a probabilidade de que existe algo provável. Ele não tem uma prova fumegante ainda." Para o trabalho, Gomes analisou as órbitas de 92 objetos do cinturão de Kuiper, e depois compararam seus resultados com os modelos computacionais de como os corpos devem ser distribuídas, com e sem um planeta adicional.
Fonte: http://arquivoufo.com.br

Como medimos o universo sem réguas intergalácticas?

Medir distâncias de forma indireta é uma arte em si, e começou muito provavelmente com os egípcios, antes dos gregos terem uma geometria decente: como medir a largura de um rio intransponível, ou a distância entre dois picos de montanhas que não podem ser alcançadas? Distâncias como da Terra à lua são medidas com precisão de milímetros, usando raios laser e os espelhos deixados pelos astronautas em missões espaciais. Outros corpos do sistema solar tiveram a distância medida usando técnicas de radar. E para medir a distância em que se encontram as estrelas e galáxias? Os astrônomos tem a seu dispor vários métodos de medição de distância, e que podem ser resumidos em três principais: a paralaxe, a lâmpada padrão, e o desvio para o vermelho.

Paralaxe
 
A paralaxe é o “erro” de posição que acontece quando você olha dois objetos que estão em linha, a partir de dois pontos de vista diferentes. Por exemplo, estique o braço e feche um olho. Alinhe o dedão com algum objeto: um vaso, um poste, uma árvore. Daí, sem mover o braço e sem sair do lugar, espie com o outro olho: o dedo não vai estar mais alinhado com o objeto. Esta diferença de posição que você percebeu é a paralaxe, e sabendo a distância do olho ao dedão, e a diferença de posição, você poderia usar isto para calcular a distância a que se encontra o objeto que você estava mirando. Este é o método usado pelos astrônomos para medir as distâncias das estrelas mais próximas, que estão a cerca de um parsec de distância, até algumas centenas de parsecs (um parsec equivale a aproximadamente 3,26 anos-luz ou cerca de 30,85 trilhões de quilômetros).

Lâmpada Padrão

O método da lâmpada padrão funciona assim: se você conhece o brilho de uma certa lâmpada a uma certa distância, pode medir o brilho dela a outras distâncias e calcular esta distância, relacionando os brilhos: o brilho é inversamente proporcional ao quadrado da distância. Só que os astrônomos não usam lâmpadas, eles usam estrelas cefeidas. Estas estrelas tem o brilho variável, cada uma pulsando em um determinado ritmo. O que os astrônomos descobriram é que medindo o ritmo do pulsar da estrela, eles podem calcular o valor do brilho absoluto dela, como se ela estivesse em uma distância padrão. Comparando o brilho padrão com o brilho medido, dá para calcular a distância em que se encontra a estrela. Até onde dá para esticar esta régua? Até onde a gente conseguir ver estrelas cefeidas individuais. O telescópio Hubble conseguiu encontrar estrelas cefeidas até 108 milhões de anos-luz de distância.

Desvio para o vermelho

O desvio para o vermelho é o método usado para distâncias enormes, tipo “muito, muito, muito longe” até “o fim do universo”. Ele está associado com a expansão do universo, e basicamente funciona assim: quando a luz viaja pelo espaço que está em expansão, suas ondas são “esticadas”. Quanto mais ela viaja pelo espaço em expansão, mais as ondas são “esticadas”. Este “esticamento” significa comprimentos de onda maiores, e significa que as cores são deslocadas em direção ao vermelho. A medida do deslocamento para o vermelho, ou “redshift”, pode ser relacionada diretamente à distância em que se encontra o objeto em questão. Os três métodos de medição estão amarrados: a régua que usa o redshift foi feita usando a régua das estrelas cefeidas. A régua das estrelas cefeidas foi feita usando a régua da paralaxe. E a régua da paralaxe? Ela é feita em cima da lei do seno, da matemática, e do conhecimento do diâmetro da Terra e da órbita da Terra. Cada degrau da Escada de Distâncias Cósmicas está amarrado no degrau anterior.
Fonte: hypescience.com
[Vimeo]

A Galáxia Análoga NGC 891

Créditos: Dados da Imagem Compostos - Subaru Telescope (NAOJ), Hubble Legado Arquivo,
Michael Joner, David Laney (West Mountain Observatory, BYU); Processamento - Robert Gendler  
Esse nítido retrato cósmico mostra em toda a sua grandeza a galáxia NGC 891. A galáxia espiral se espalha por aproximadamente 100 000 anos-luz e é vista quase que exatamente de lado desde a nossa perspectiva. De fato, localizada a aproximadamente 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Andrômeda, a NGC 891 se parece muito com a Via Láctea. Numa primeira olhada, ela tem um disco galáctico achatado, e fino e um bulbo central cortado ao longo de sua região central por regiões escuras de poeira. Os dados combinados para montar essa imagem também revelam os jovens aglomerados estelares azuis da galáxia e as regiões rosadas de formação de estrelas. O que é impressionante nessa visão de lado da NGC 891 são os filamentos de poeira que se estendem por centenas de anos-luz acima e abaixo da linha central. A poeira provavelmente foi expelida pelo disco através de explosões de supernovas ou por meio de uma intensa atividade de formação de estrelas. Galáxias mais apagadas vizinhas à NGC 891 podem ser vistas perto do disco da galáxia.
Fonte: NASA

Os desbravadores da Via Láctea

VEJA conversou com três dos maiores caçadores de exoplanetas, William Borucki, Stéphane Udry e Geoffrey Marcy. Eles vasculham a galáxia em busca de resposta para a seguinte questão: estamos sozinhos?

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço (AFP)

"Ficaríamos muito surpresos se a vida não existisse em outros lugares fora do Sistema Solar" — William Burocki, cientista-chefe da missão Kepler

William Borucki, Stéphane Udry e Geoffrey Marcy. Certamente, esses não são nomes muito conhecidos. Contudo, se um planeta idêntico à Terra for encontrado num futuro próximo, a descoberta provavelmente será assinada por um deles. Por quê? A ciência já confirmou a existência de 767 exoplanetas, como são chamados os mundos fora do Sistema Solar. Mais da metade deles foi descoberta por esses três astrofísicos. Eles operam os mais modernos instrumentos, dentro e fora da Terra, para responder à seguinte questão: estamos sozinhos no universo? A caçada por exoplanetas começou como um movimento teórico na década de 1970, ganhou força na década seguinte e deslanchou de vez em 1995, quando o astrofísico suíço Michel Mayor encontrou um exoplaneta orbitando uma estrela parecida com o Sol, o 51 Pegasi b, feito inédito até então. Desde então, vários equipamentos foram construídos para encontrar esses mundos distantes. De todos os maquinários construídos para caçar planetas em atividade, é possível destacar um no espaço e dois em terra. Orbitando o Sol, no mesmo caminho que a Terra percorre todos os anos, encontra-se o telescópio espacial americano Kepler. Aqui na Terra, dois detectores de exoplanetas — HARPS e HIRES — estão instalados no telescópio de La Silla, no Chile, e no telescópio Keck, no Havaí, respectivamente.

O desbravador
William Borucki é o cientista-chefe da missão Kepler. É também uma espécie de desbravador entre os caçadores de planetas. Não fosse sua teimosia, é possível que nenhum dos candidatos a exoplanetas apontados pela missão estivesse sob o escrutínio da comunidade científica. Foi Borucki quem insistiu na construção de um telescópio espacial para encontrar exoplanetas. No fim da década de 1980, Borucki defendeu a ideia em uma complicada apresentação em que descreveu como construir uma sonda para encontrar exoplanetas. Na opinião de um proeminente pesquisador que estava na plateia, o plano era loucura. "O senhor cometeu um erro, isso nunca vai funcionar", disse. Borucki insistiu mesmo assim, e o projeto acabou servindo de base para a construção do telescópio espacial Kepler. O "erro" permitiu a descoberta, até o momento, de 2.321 candidatos a exoplanetas, 60 deles confirmados, de acordo com o Nasa Exoplanet Archive, um dos grandes bancos de dados que fazem a contagem dos novos mundos fora do Sistema Solar.

A celebridade
Geoffrey Marcy, maior usuário (o astrônomo com maior tempo disponível) do HIRES, é a estrela, com o perdão do trocadilho, dos caçadores de planetas. Dos 100 primeiros encotrados pelo homem, 70 estão na conta de Marcy. Seu grupo, na Universidade da Califórnia em Berkeley, já encontrou 200 exoplanetas. Para ele, o mais interessante é o Kepler-10 b, o primeiro exoplaneta rochoso e que orbita uma estrela parecida com o Sol confirmado pela ciência. O astro foi apontado pelo telescópio Kepler e confirmado pelo HIRES, em 2011. Os astrofísicos acreditam que o Kepler-10 b é uma espécie de elo perdido entre os planetas rochosos e os gigantes gasosos. "Não sabemos se ele sempre foi um planeta rochoso", diz Marcy em entrevista a VEJA. O exoplaneta é apenas 40% maior do que a Terra, mas possui 4,5 vezes a sua massa. Isso quer dizer que ele é muito mais denso que o nosso planeta. "É possível que o Kepler-10 b seja o núcleo de um planeta que um dia foi gasoso, como Netuno", diz.

O eficiente
Dos 767 exoplanetas confirmados até agora, apenas quatro são potencialmente habitáveis. Ou seja, esses mundos orbitam suas estrelas a uma distância tal que permite a existência de água na forma líquida em sua superfície, ingrediente necessário à vida como a conhecemos. Três desses mundos foram descobertos pelo astrofísico suíço Stéphane Udry, diretor do Observatório da Universidade de Genebra. Udry é o maior usuário do HARPS. Em 2007, Udry publicou a descoberta do primeiro planeta orbitando a zona habitável de uma estrela, a Gliese 581 a 20 anos-luz da Terra na constelação de Libra. O terceiro planeta orbitando a estrela, chamado Gliese 581 d, se encontra na região mais quente da zona habitável. "Se a atmosfera do Gliese 581 d for rarefeita, é possível que esse planeta tenha condições necessárias à formação de vida", diz Udry.

Milênios
Ainda que a caçada por exoplanetas inspire números cada vez maiores de cientistas — o campo conta com 92 missões em terra e 27 no espaço, vigentes e futuras — é possível que os frutos dessa empreitada sejam colhidos apenas por gerações daqui a milhares de anos. "Estamos vencendo apenas o primeiro degrau de uma escada longa, muito longa", reflete Burocki.  "Precisamos definir qual é a frequência de exoplanetas parecidos com a Terra em nossa galáxia. Se esse índice for de 10% ou 30%, por exemplo, quer dizer que a vida existirá em abundância na nossa galáxia", diz. "Por outro lado, se encontrarmos apenas uma ou duas gêmeas da Terra entre as centenas de milhares de estrelas que estamos investigando, isso significará que o nosso caso é uma raríssima exceção."

O primeiro degrau da escada é definir a frequência de planetas que têm um tamanho parecido com o da Terra e orbitam as zonas habitáveis de suas estrelas. O segundo é determinar quais desses planetas têm atmosferas com gases com oxigênio ou nitrogênio. "Em seguida, enviaremos uma sonda até lá", diz Burocki. Para tanto, a tecnologia ainda deverá evoluir muito. Há 40 anos, o homem enviou a mais moderna sonda da época, a Voyager, para investigar os limites do Sistema Solar. Em quatro décadas, ela mal deixou o "bairro" — viajou, em escala astronômica, apenas 0,001 ano-luz. "Pensar em uma sonda que vai chegar a uma estrela, por exemplo, a 20 anos-luz da Terra, é algo inconcebível para qualquer de nossos filhos, netos ou bisnetos", diz Burocki. "Levará milênios."

Vida
A procura por exoplanetas é uma tentativa de entender a formação do Sistema Solar e da própria Terra. Ao estudá-los, amplia-se o conhecimento sobre o nascimento, desenvolvimento e morte de outros sistemas planetários, o que pode dizer muito sobre o passado, presente e futuro dos terráqueos. Mas os cientistas não estão buscando, nesse exato momento, vida microscópica ou inteligente fora do Sistema Solar. Essa busca está sendo feita primeiro em Marte, o vizinho mais próximo da Terra. É o que atual tecnologia de exploração espacial permite. O que os caçadores de exoplanetas estão procurando é, antes, mundos fora do Sistema Solar capazes de suportar a vida.  Tem cientista que descarta a existência de vida - pelo menos vida inteligente - fora da Terra. Mas para os três astrofísicos, a busca é promissora. “Os processos para a formação de vida ocorrem aos montes e existe uma infinidade de exoplanetas”, afirma Udry. “Basta juntar uma coisa com a outra”, diz Burocki. "Ficaríamos muito surpresos se a vida não existisse em outros lugares fora do Sistema Solar".
Fonte: Veja.abril.com.br   - Saiba mais sobre os caçadores de planetas em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-desbravadores-da-via-lactea

Contemplando o Sol

Créditos da Imagem:Steven Gilbert
Você tem olhado para o nosso Astro Rei recentemente? A imagem acima, mostra um Sol parcialmente eclipsado na parte superior esquerda pela Lua, que nessa montagem curiosamente também aparece eclipsada por testemunhas que contemplaram o eclipse. A imagem acima onde obviamente o que manda são as silhuetas foi feita desde o Glenn Canyon National Recreational Area perto de Page, no Arizona, EUA, onde os visitantes do parque e os astrônomos pararam para contemplar o belo fenômeno. Na imagem acima, o que pode também ser visível no disco do Sol, um pouco abaixo e a direita do disco escuro da Lua é um grupo de manchas solares. Embora tenha sido um evento maravilhoso, muitos consideraram esse evento apenas um aquecimento para o que é considerado um dos eventos mais esperados dos últimos anos e que também envolverá o Sol, um raro eclipse parcial causado pelo planeta Vênus, ou como conhecemos o evento, o trânsito de Vênus em frente ao disco solar, evento esse que irá acontecer nos dias 5/6 de Junho de 2012 (dependendo de onde você estiver na Terra).
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120528.html

26 de mai de 2012

Galileo - Sumário da Missão

Em 21 de setembro de 2003, a missão da Galileo terminou quando a espaçonave foi esmagada pela pressão da atmosfera de Júpiter. A manobra planejada previniu o risco da Galileo desviar seu curso e ir se chocar contra a lua Europa, que pode abrigar um oceano submerso.

Veja abaixo as principais descobertas da missão de 8 anos da Galileo ao redor de Júpiter:

Anéis e Tempestades de Júpiter
Usando os dados da sonda da Galileo lançada nas camadas mais altas de nuvens de Júpiter, a Galileo descobriu que Júpiter tem tempestades muito maiores que as da Terra. Estas tempestades são resultado da circulação vertical de água nas camadas mais altas, deixando grandes áreas onde o ar desce e se torna seco como o do deserto do Saara, e outras áreas onde a água sobe para formar as tempestades. Galileo também descobriu que os anéis de Júpiter são feitos de pequenos grãos de poeira arrancados da superfície dos quatro satélites mais internos de Júpiter por impactos de meteoróides.

Vulcões Ativos Quentes em Io
Agora considerado o corpo mais ativo do sistema solar, os vulcões de Io foram descobertos pela Voyager 1 em 1979 e resulta em erupções de 100 metros em sua superfície sólida. Analisando a temperatura de Io com os instrumentos da Galileo, os cientistas sabem agora que alguns dos vulcões de Io são mais quentes que os da Terra. Assim, os cientistas suspeitam que a lava feita de silicato rica em magnésio venha das profundezas de Io.

Um Possível Oceano em Europa
Possuindo mais água que o total encontrado na Terra, Europa parece ter um oceano salgado abaixo de sua superfície congelada e rachada. As imagens da Galileo mostram "pedaços" de gelo do tamanho de cidades que parecem ter sido arrancados e se separado, "poças"congeladas surgem de rachaduras antigas, materiais mais quentes borbulham por baixo fazendo bolhas na superfície, estruturas como salinas de evaporação estão expostas. Uma impressionante falta de crateras mostra que a superfície é relativamente jovem. Europa tem uma fina atmosfera de oxigênio e uma ionosfera.

Ganymede tem um Campo Magnético Próprio
Forças internas de marés de novo causam efeitos surpreendentes na maior lua do sistema solar. A Galileo revelou que Ganymede tem seu próprio campo magnético. Talvez por uma órbita ligeiramente diferente no passado, as forças internas da maré causaram calor suficiente para separar o material dentro de Ganymede e esta movimentação de um núcleo fundido ou sulfureto de ferro acredita-se ser responsável pelo campo magnético de Ganymede.

Será que Há um Oceano Escondido Sob a Superfície de Callisto?
Há evidências que suportam a existência de um oceano debaixo da superfície de Callisto. O oceano teria que estar suficientemente profundo para que ele não afetasse a superfície extremamente esburacada. Ao invés disso, o oceano poderia estar se mostrando indiretamente, através do campo magnético que ele gera. Isto poderia vir do fluxo elétrico em um oceano salgado gerado pelo poderoso campo magnético de Júpiter passando através dele.
Fonte: http://www.astronomia.web.st

Por que Urano gira de lado

Choques com dois grandes objetos teriam feito eixo de rotação do planeta se inclinar 98 graus
Um dos grandes problemas em aberto da astronomia do sistema solar pode ter sido resolvido por uma equipe internacional de cinco pesquisadores, incluindo um brasileiro. Por meio de simulações computacionais, o time liderado pelo italiano Alessandro Morbidelli, do Observatório da Côte d’Azur, em Nice, na França, obteve indícios de que a inclinação anômala do eixo de rotação de Urano não se deve a apenas uma grande colisão com um corpo do tamanho da Terra, como se pensava, mas sim a dois choques com objetos de porte significativo. O planeta gira em torno de um eixo cuja inclinação é de 97,7 graus em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol. As duas trombadas teriam ocorrido em momentos distintos do processo de nascimento de Urano. “Elas explicariam por que Urano gira deitado”, diz Rodney Gomes, do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro, um dos autores do estudo. Apresentada em outubro no Congresso Europeu de Ciência Planetária, em Nantes, na França, a nova hipótese pode mudar a visão que se tem da primeira fase da formação do sistema solar.

Os planetas começaram a se formar há 4,5 bilhões de anos a partir de um disco de gás e poeira girando em torno do Sol. Durante seus primeiros milhões de anos, o material do disco foi se aglutinando, formando corpos cada vez maiores de proporções semelhantes à dos asteroides e cometas, os chamados planetesimais. Por meio de colisões entre si, os planetesimais continuaram a crescer, até formarem embriões planetários — corpos com dimensões similares aos planetas atuais. Alguns desses embriões capturaram rapidamente o gás do disco, que se dissipou nos primeiros milhões de anos, formando os planetas gigantes gasosos e os de gelo. Os embriões restantes no interior do sistema solar continuaram a colidir entre si até formarem os planetas rochosos. Esse cenário implica que todos os planetas nasceram orbitando no plano desse disco primordial, com o eixo de rotação em torno de si perpendicular a esse plano. Encontros posteriores entre planetas, planetesimais e embriões planetários restantes, porém, teriam desviado seus eixos dessa norma. O eixo de rotação da Terra, por exemplo, é inclinado cerca de 23 graus. Já Urano é um caso extremo, com uma inclinação de quase 98 graus. Por isso, seus polos norte e sul se situam nos lados da esfera planetária em vez de em cima e embaixo.

Desde os anos 1960, os cientistas acreditam que essa obliquidade acentuada seria fruto de um choque violento entre Urano e um grande embrião planetário. Mas sempre houve um problema com essa explicação: as dezenas de luas e anéis de Urano também giram em torno do eixo de rotação extremamente inclinado do planeta. Durante uma colisão abrupta, dizem os críticos da hipótese, não haveria tempo para que esses anéis e satélites tivessem acompanhado a inclinação de Urano. Eles deveriam ter permanecido num plano orbital menos angulado.

Para explicar essa discrepância, os astrofísicos Gwenaël Boué e Jacques Laskar, do Observatório de Paris, propuseram em 2009 uma teoria alternativa. Segundo eles, Urano teria tido no passado uma lua enorme, do tamanho da Terra. A presença do satélite massivo teria feito com que o movimento de precessão do eixo de rotação do planeta, semelhante à oscilação produzida por um pião girando, se ampliasse aos poucos de tal forma que, em razão de uma série de interações, levasse o planeta a lentamente se “deitar”. Essa inclinação seria um processo tão gradual que os anéis e demais satélites acompanhariam o equador do planeta.

Caos no sistema solar - O problema parecia resolvido até Morbidelli e Gomes decidirem examinar a teoria em detalhe. No ano passado, eles depararam com uma contradição. De acordo com seus cálculos, a mesma influência gravitacional do satélite hipotético que aos poucos teria tombado Urano atrairia os demais satélites e anéis de tal forma que impediria que esses acompanhassem o planeta em sua inclinação. A teoria dos franceses, portanto, não funcionava. Os cientistas decidiram retomar a ideia de uma colisão primordial, mas com modificações. Realizaram simulações das interações gravitacionais que teriam ocorrido se um corpo do tamanho da Terra tivesse se chocado contra Urano em sua infância, quando suas luas e anéis ainda não tinham se formado a partir de um disco de gás e poeira. O impacto teria deitado Urano e os detritos da colisão formado um segundo disco ao redor de seu equador. A influência gravitacional do disco mais interno teria feito com que o material do primeiro disco se espalhasse na forma de uma “rosquinha”, tecnicamente denominada toro, ao redor do equador de Urano. Com o tempo, o disco interno teria sido absorvido pelo planeta e o toro se achatado na forma de outro disco, a partir do qual se originaram as luas e anéis.

Esse cenário explica o eixo tombado de Urano, exceto por um detalhe: as luas formadas nas simulações giravam no sentido oposto ao da rotação de Urano, que é anti-horária. Para que o resultado do modelo computacional batesse com a realidade do sistema solar, os pesquisadores descobriram que Urano deveria ter sofrido outra colisão com mais um embrião planetário. Esse choque deveria ter ocorrido antes daquele que teria entortado tanto o eixo do planeta como o disco que deu origem a suas luas e anéis. “Se aconteceram duas colisões dessa ordem, deveria haver muitos embriões planetários do tamanho da Terra perto de Urano naquela época”, diz Gomes.

“É uma ideia interessante e inteiramente provável”, comenta o astrofísico brasileiro Wladimir Lyra, do Museu Americano de História Natural, em Nova York. “As pesquisas mostram que o sistema solar era um lugar caótico em seus primórdios. Houve muita interação entre os protoplanetas. Os oito planetas que vemos hoje são apenas os ‘vencedores’ de uma luta que ganharam à custa de algumas cicatrizes.”
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br
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