30 de jun de 2012

Primeiras estimativas de tamanhos e distâncias em astronomia

Não sabemos ao certo quando o homem, nos primórdios de sua existência, começou a observar os astros. Sabemos que a matemática e a astronomia foram algumas das primeiras ciências estabelecidas por ele. A astronomia é considerada a mãe do método científico. Dela nasceu o processo observação – modelo – constatação. Foi observando os astros que o homem começou a especular, montar hipóteses e eventualmente teorias que levaram à construção de modelos que puderam ser confrontados à luz destas observações. Muito do conhecimento acumulado sobre o universo como um todo vem da Grécia antiga. Foram os sábios gregos destes tempos, os primeiros a realizar observações sistemáticas do céu e os primeiros a apresentar um modelo cosmológico baseado nestas observações: o modelo geocêntrico. Aristarco foi o primeiro deles a propor um modelo com o Sol no centro e a Terra e os demais planetas conhecidos na época, girando ao seu redor. São também dele os cálculos da razão entre os tamanhos do Sol e da Terra e os tamanhos da Terra e da Lua. Além disso, ele calculou as distâncias Terra–Lua e Terra–Sol. Para tanto, utilizou observações astronômicas destes astros e conceitos e relações geométricas conhecidas no seu tempo. Quanto ao tamanho da Terra, o primeiro cálculo foi feito com bastante precisão por outro sábio grego chamado Erastóstenes. Foram estes os primeiros resultados de tamanhos e distâncias envolvendo os dois astros mais brilhantes e mais presentes em nosso dia a dia.Qual o tamanho relativo Lua, Terra e Sol?

- Aristarco de Samos matemático e astrônomo grego, nascido no ano de 310 AC, calculou o diâmetro da Lua em relação ao da Terra, baseando-se na sombra projetada pelo nosso planeta durante um eclipse lunar. Ele concluiu que a Lua tinha um diâmetro três vezes menor que o da Terra. Na verdade o valor correto é 3,7. Com esse dado, deduziu que o diâmetro solar era 20 vezes maior que o da Lua e cerca de 7 vezes maior que o da Terra. Hoje sabemos que o diâmetro da Terra não alcança um centésimo do diâmetro do Sol. Embora os seus resultados apresentassem desvios consideráveis dos valores reais, os erros residiam mais na falta de precisão dos seus instrumentos (notadamente na medida do tempo) do que no seu método de cálculo, que era bem apropriado.

Qual a distância Terra-Lua?

- Um método para determinar a distância Terra-Lua utiliza a medida direta do tamanho angular da Lua. O tamanho angular médio da Lua no céu é de 0,5º. Considerando na figura abaixo, R sendo o raio da Lua, D a distância Terra-Lua e alfa metade do tamanho angular da Lua.
No triângulo da figura, o ângulo formado por R e D é reto (vale 90 graus). Para este tipo de triângulos (chamados triângulos retângulos) a razão entre o lado em frente ao ângulo alfa e o lado superior reflete uma propriedade do ângulo que permitiu Aristarco estimar a distância D. Em 1969 os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin, integrantes da missão Apollo 11, instalaram no Mar da Tranqüilidade, um espelho para refletir a luz de um laser emitida da Terra e determinar com precisão a distância média entre os dois astros. O valor médio aceito hoje é cerca de 385,000 km.

Qual a distância Terra-Sol?

Aristarco também calculou a distância Terra-Sol. Ele mediu o valor do ângulo subentendido entre a direção Terra-Lua (alfa, na figura abaixo), que é a separação angular Sol-Lua. Ele assumiu ainda, que no quarto crescente (ou minguante) o ângulo entre a direção Terra-Lua e a direção Lua-Sol é reto.
Outra vez utilizando uma das propriedades de triângulos deste tipo, que relaciona razão entre dois lados e alfa, foi possível calcular a distância pretendida. A medida de alfa feita por ele, utilizando o instrumento disponível na época, deu alfa = 87 graus. Com isto ele encontrou a distância Terra-Sol como sendo cerca de 20 vezes a distância Terra-Lua.  O valor de alfa medido por instrumentos modernos é 89.8 graus, o que dá para a distância Terra-Sol aproximadamente 150 milhões de quilômetros, ou seja, quase 400 vezes a distância Terra-Lua. O procedimento estava correto, mas o instrumento de medição de ângulos utilizado por ele é que não permitiu obter valor mais preciso.

Qual o tamanho da Terra?

O astrônomo Erastóstenes ficou muito conhecido por ter calculado o perímetro da Terra (e consequentemente seu raio) com uma precisão surpreendente para a época, 235 AC, e por utilizar um método científico consistente para tal fim. Seu método consistiu no seguinte: o sábio ficou sabendo que no solstício de verão (dia mais longo – noite mais curta) no dia 21 de junho um gnomon (um estilete vertical fincado no solo na direção perpendicular) não apresentava sombra na cidade de Syene (hoje Asuam – vide mapa), mas na cidade de Alexandria um estilete nas mesmas condições apresentava uma sombra. Ele atribuiu este fato à esfericidade da Terra. Conta a “história” que Erastóstenes mandou um escravo a pé, medir a distância entre as duas cidades.
Ele então mediu, no mesmo dia 21 de junho, o comprimento da sombra em Alexandria verificando um ângulo de ao sul do zênite. Com a simples proporção de que a circunferência da Terra está para a distância entre as duas cidades assim como o ângulo da circunferência (360 graus) está para o ângulo medido ele pode determinar a circunferência da Terra (vide figura). A distância nesta época era medida em estádios e Erastóstenes computou 252.520 estádios, o equivalente a 40.000 km. O que resultou para o raio da Terra aproximadamente 6.400 km. O valor hoje é cerca de 6,378 km. Seus cálculos foram apresentados na sua obra “Sobre a medida da Terra” que infelizmente se perdeu. Mas são citados por Cleomedes, Theon de Smyrna e Strabo.
Fonte: http://wwo.uai.com.br/ 

29 de jun de 2012

Tornados magnéticos emitidos pelo Sol 'esquentam' atmosfera, diz estudo

Cientistas da Noruega analisaram solares imagens captadas por telescópio. Estudo foi publicado nesta quinta (28) na revista 'Science'.
Pesquisadores da Noruega descreveram nesta semana na revista “Science” o funcionamento dos tornados magnéticos que saem do Sol. Segundo as observações científicas, esses turbilhões emitidos pelo Sol aquecem as camadas exteriores da atmosfera solar, mas para isso, a liberação dos tornados requer uma grande quantidade de energia. De acordo com os autores do estudo, o processo é, provavelmente, capaz de transferir energia necessária do interior da estrela para aquecer sua atmosfera superior. (Foto: Wedemeyer-Böhm et al. (2012)/Vapor/Universidade de Oslo)
Fonte: G1

Hubble capta estrela arrancando atmosfera de exoplaneta

HD 189733b fica a 60 anos-luz da Terra e foi analisado em Paris. Gigante gasoso similar a Júpiter recebe muito mais radiação que nós.
Desenho artístico mostra evaporação da atmosfera do planeta HD 189733b após uma poderosa erupção de sua estrela. O Telescópio Espacial Hubble detectou os gases emitidos e o satélite Swift, também da Nasa, captou a explosão estelar, a cerca de 60 anos-luz de distância da Terra (Foto: Centro Espacial Goddard/Nasa)
O telescópio Hubble, da agência espacial americana (Nasa), captou a evaporação da atmosfera de um planeta distante do Sistema Solar, segundo informou nesta quinta-feira (28) a Agência Espacial Europeia (ESA). As conclusões do estudo serão publicadas na próxima edição da revista "Astronomy & Astrophysics". O planeta HD 189733b, situado a cerca de 60 anos-luz de distância da Terra, recebe um brilho tão intenso de sua estrela que perde pelo menos mil toneladas de gás por segundo. Os cientistas, liderados por Alain Lecavelier des Etangs, do Instituto de Astrofísica de Paris, observaram a atmosfera desse gigante gasoso similar a Júpiter, que orbita ao redor da estrela HD 189733A, em dois momentos diferentes: no início de 2010 e no final de 2011. A análise do HD 189733b tem importância não só para entender os planetas similares a Júpiter. Os cientistas pensam que as "super-Terras" rochosas descobertas recentemente poderiam ser restos de planetas como esse depois da evaporação total de suas atmosferas. O HD 189733b e sua estrela ficam separados por cerca de 5 milhões de quilômetros, uma distância 30 vezes menor que da Terra até o Sol. É por isso que esse planeta se aquece até superar os mil graus, embora o calor não seja suficiente para provocar a evaporação de sua atmosfera.  "A primeira série de observações foi realmente decepcionante, pois não mostravam nenhum rastro da atmosfera. Só nos demos conta de que tínhamos casualmente captado algo mais interessante durante a segunda sessão", explicou Lecavelier. Nesse momento, a estrela do planeta apresentava uma radiação de raios X que quadruplicava sua luminosidade.  "Não só confirmamos que algumas atmosferas de planetas se evaporam, mas observamos como variam as condições físicas da evaporação com a passagem do tempo. Ninguém tinha conseguido isso até então", ressaltou. Os astrofísicos calculam que esse exoplaneta ou planeta extrassolar – todo astro cuja órbita não é ao redor do Sol – recebeu uma radiação de raios X três milhões de vezes superior à que a Terra recebe do Sol.  "A HD 189733A emitiu o brilho de raios X mais intenso já observado até agora, e parece muito possível que o impacto do calor sobre o planeta possa ter provocado a evaporação observada horas mais tarde pelo Hubble", explicou Peter Wheatley, da universidade britânica de Warwick.
Fontes: G1 / INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Rochas revelam que água de Marte correu profunda

A grande cratera com 25 km de diâmetro no pano da frente desta perspectiva tem rochas escavadas alteradas por água na crosta antes do impacto. Os cientistas identificaram minerais hidratados no monte central da cratera, nas paredes e nos detritos expelidos em torno da cratera. Os minerais hidratados foram descobertos em 175 locais associados com outras crateras vizinhas na região Tyrrhena Terra de Marte. Crédito: Mars Express HRSC, ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum); NASA/Equipa Científica MOLA; D. Loizeau et al.
Ao estudar rochas expelidas por crateras de impacto, a sonda Mars Express da ESA descobriu evidências de que a água subterrânea persistiu durante períodos prolongados nos primeiros mil milhões de anos do Planeta Vermelho. As crateras de impacto são janelas naturais para a história das superfícies naturais - quanto mais profunda é a cratera, mais longe no tempo conseguimos estudar. Em adição, as rochas expelidas durante o impacto fornecem uma hipótese de estudar material que esteve escondido por baixo da superfície. Num novo estudo, a sonda Mars Express da ESA e a Mars Reconnaissance Orbiter da NASA estudaram crateras numa região com 1000 x 2000 km das antigas terras altas do hemisfério Sul, com o nome de Tyrrhena Terra, para aprender mais sobre a história da água nesta região. Focando-se na química das rochas embebidas nas paredes, limites e elevações centrais das crateras, bem como o material em redor, os cientistas identificaram 175 locais com minerais formados na presença de água. "A grande variedade no tamanho das crateras estudadas, entre menos de 1 km e até 84 km em diâmetro, indica que estes silicatos hidratados foram escavados entre profundidades de algumas dezenas de metros até quilómetros," afirma Damien Loizeau, autor principal do estudo.

A área com 1000 x 2000 km da região Tyrrhena Terra (realçada com a linha branca na imagem mais pequena à direita) situa-se entre duas regiões de baixa altitude - Hellas Planitia e Isidis Planitia - no hemisfério Sul de Marte, vista aqui neste mapa da topografia global. Os minerais hidratados foram descobertos em 175 locais associados com outras crateras vizinhas na região Tyrrhena Terra de Marte. As análises sugerem que estes minerais formaram-se na presença de água que persistiu a profundidade durante um longo período de tempo.Crédito: NASA/Equipa Científica MOLA/D. Loizeau et al.

"A composição das rochas indica que a água subterrânea deve ter estado presente durante um longo período de tempo em ordem a alterar a sua química." Embora o material escavado pelos impactos pareça ter estado em contacto íntimo com a água, há poucas evidências de rochas à superfície entre as crateras em Tyrrhena Terra que pareçam ter sido alteradas por água. "A circulação de água ocorreu a vários quilómetros de profundidade na crosta há cerca de 3,7 mil milhões de anos, antes da maioria das crateras desta região se terem formado," afirma o co-autor Nicolas Mangold. "A água gerou uma diversidade de mudanças químicas nas rochas, que reflectiram as baixas temperaturas perto da superfície até altas temperaturas nas profundezas, mas sem uma relação directa com as condições superfíciais dessa altura."
Por comparação, Mawrth Ballis, uma das maiores regiões identificada como rica em argila, de Marte, mostra uma mineralogia aquosa mais uniforme que indica uma ligação mais próxima com os processos superficiais. "O papel da água líquida em Marte é muito importante para a sua habitabilidade e este estudo levado a cabo com a Mars Express descreve uma enorme zona onde a água subterrânea esteve presente durante muito tempo," afirma Olivier Witasse, cientista do projecto Mars Express da ESA.

Lua de Saturno pode ter oceano submerso

Dados da sonda espacial Cassini mostram a existência de uma deformação no interior da lua Titã
Sonda Vassini capta lua Titã passando perto de Saturno e de seus anéis/Nasa
Dados da sonda espacial Cassini reforçam a hipótese de que existe um oceano embaixo da superfície de Titã, a maior lua de Saturno. A sonda mostrou que há uma deformação do interior de Titã, uma forte indicação da existência de um oceano em seu interior. A hipótese de que pode haver água em Titã já vem sendo aventada há alguns anos por cientistas. Se confirmada, a maior lua de Saturno entraria para o seleto grupo de luas do sistema solar que contém água, ingrediente indispensável para a vida. Embora o estudo mostre fortes evidências do oceano submerso, os pesquisadores não foram capazes de determinar tamanho do oceano. “Nossas medições não dizem nada sobre a profundidade do oceano. Ele pode ter 10, 100 ou mais quilômetros…(as medições) mostram apenas que a casca externa é altamente deformável e isto apenas pode acontecer se ele estiver destacado do centro que é de sílica. Somente uma camada de líquido pode fazer esta separação”, explicou ao iG Luciano Less, da Universidade La Sapienza, na Itália, um dos autores do artigo. Recentemente um estudo havia mostrado que deve haver lagos de metano líquido nos trópicos de Titã, além dos já conhecidos perto dos pólos norte e sul do satélite. Less afirma que a superfície de Titã é muito fria para que haja água líquida. Portanto, o oceano estaria embaixo da camada externa de gelo (que tem hidrocarbonetos líquidos em cima dela). "O oceano sob a superfície tem de ser feito de água ou água misturada com uma pequena porcentagem de sais. Não pode ser de hidrocarbonetos líquidos. O gelos da camada externa é mais pesado que els e consequentemente iria afundar. O resultado seria que eles iriam se mover para cima e um oceano global de hidrocarbonetos líquidos apareceria na superfície", disse. A busca por água no sistema solar tem sido um dos objetivos da exploração espacial. “A presença de água certamente não implica que haja vida, mas é difícil pensar em vida sem água", disse. Less explica que Titã é um objeto único no sistema solar, provavelmente o corpo celeste mais parecido com a Terra. "Era sabido que ele tinha uma atmosfera rica em metano, lagos de hidrocarbonetos e um ciclo hidrológico baseado em hidrocarbonetos líquidos. Sabíamos que a camada externa de gelo dele era feita majoritariamente de água no estado sólido (gelo). Agora sabemos que água também é abundante no estado liquido.”, completou Less.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Nuvens escuras em Aquila

Crédito de imagem e direitos autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona
Parte de uma expansão escura que cruza o plano conturbado da Via Láctea, o chamado Aquila Rift arqueia através dos céus de verão do hemisfério norte perto da brilhante estrela Altair e do Triângulo do Verão. Com a sua silhueta marcada contra a luz das estrelas apagadas da Via Láctea, essas nuvens moleculares empoeiradas provavelmente contêm material bruto para formar centenas de milhares de estrelas e os astrônomos vasculham essas nuvens atrás de sinais de nascimento de estrelas. Essa bela paisagem telescópica foi feita através de uma observação em direção à fragmentada nuvem escura complexa de Aquila identificada como LDN 673, que se espalha através do campo de visão numa distância um pouco maior do que a Lua Cheia. Nessa cena, pode-se observar indicações de fluxos energéticos associados com jovens estrelas que inclui a pequena e avermelhada nebulosidade RNO 109 na parte superior esquerda e o objeto Herbig-Haro HH32 acima e a direita do centro. Estima-se que as nuvens escuras de Aquila estejam localizadas a aproximadamente 6000 anos-luz de distância. Considerando essa distância a imagem acima se espalha por aproximadamente 7 anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120629.html

28 de jun de 2012

3 mil cometas negros podem destruir a Terra, afirmam astrônomos

Dois astrônomos britânicos afirmam que a Terra está exposta a um perigo invisível: 3 mil cometas que seriam praticamente invisíveis estão arriscando a existência do nosso planeta. Esses cometas escuros quase não refletem luz, porque não possuem gelo ao seu redor, logo seriam difíceis de serem identificados. São constituídos, apenas, de uma massa orgânica escura. Especula-se que existam 3 mil deles por aí, mas apenas 25 foram detectados. Um exemplo do que pode acontecer ocorreu um 1983, quando um cometa chamado IRAS-Araki-Alkock, com apenas 1% da sua superfície capaz de refletir a luz solar, pasou a cinco milhões de quilômetros da Terra – o “quase encontro” mais próximo em 200 anos. Quem aqui mencionar a falácia da profecia Maia e que o mundo acaba em 2012 nos comentários vai levar um deletão!
Fonte: hypescience.com
[Gizmodo]

Novos dados da 'partícula de Deus' serão divulgados na próxima semana

Descobertas serão anunciadas por especialistas do Cern, na Suíça. 'Bóson de Higgs' explicaria formação de estrelas e planetas após Big Bang.
 
Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)
 
Os cientistas envolvidos na caçada à misteriosa partícula subatômica chamada "bóson de Higgs" -- apelidada de "partícula de Deus" devem anunciar na próxima semana resultados que podem confirmar, confundir ou complicar a compreensão sobre a natureza fundamental do universo. Nunca algo tão pequeno e efêmero atraiu tanto interesse. A partícula, descrita apenas teoricamente, explicaria como as estrelas e planetas se formaram depois do Big Bang, a explosão primordial que criou o universo. Sua existência, porém, nunca foi comprovada. Especialistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), localizado nos arredores de Genebra, na Suíça, vão apresentar na próxima quarta-feira (4) suas novas descobertas, após relatar "tentadores vislumbres" em dezembro. Blogueiros científicos e até alguns entre os milhares de físicos envolvidos no projeto especulam que o Cern irá finalmente anunciar a prova definitivamente do bóson de Higgs. "Ainda é prematuro dizer algo tão definitivo", disse James Gillies, porta-voz da instituição, acrescentando que as duas equipes envolvidas ainda estão analisando os dados e que qualquer conclusão só será possível após confrontar os dois relatórios.

Colisão de melancias

A experiência acontece no Grande Colisor de Hádrons, maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo -- um tubo circular de 27 km de perímetro, enterrado cem metros abaixo do solo, sob a fronteira entre a França e a Suíça. Dois feixes de energia são disparados em direções opostas, e seu encontro gera milhões de colisões de partículas por segundo, recriando efemeramente as condições ocorridas uma fração de segundo depois do Big Bang. A enorme quantidade de dados resultante é examinada por um exército de computadores. Mas é um processo complicado. Entre bilhões de colisões, pouquíssimas são adequadas para revelar o bóson de Higgs.

"É como atirar melancias umas contra as outras, tentando obter a colisão perfeita para duas das sementes no interior", diz Jordan Nash, membro de uma das equipes envolvidas no trabalho. Num mundo em crise financeira, muitos questionam a utilidade de uma experiência como essa, num equipamento que custou cerca de 3 bilhões de euros. Nash disse que a pesquisa é muito vanguardista e incipiente para resultar em descobertas práticas, e que no atual estágio o que lhe move é a sede de conhecimento -- algo que o cientista acha que o público é capaz de compreender. "Quando converso com taxistas ou mestres de obras, eles nunca me perguntam isso."
Fonte: G1

Astrônomos encontram o maior conjunto de galáxias já visto

Essas imagens, tomadas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, mostram um arco de luz azul por trás de um aglomerado extremamente massivo de galáxias, chamado IDCS J1426.5 3508, que está localizado a 10 bilhões de anos-luz de distância.Crédito: NASA / ESA / Universidade da Flórida, Gainsville / Universidade de Missouri-Kansas City / UC Davis
Pense na nossa galáxia. Grande, sem dúvida. Agora pense em um conjunto de centenas de milhares de galáxias. Absurdamente monstruoso, certo? Mais impressionante ainda é a distância entre a Terra e o recém-descoberto conjunto (chamado IDCS J1426.5+3508): 10 bilhões de anos-luz. Em outras palavras, ele surgiu quando o universo tinha apenas 1/4 de sua idade atual. Curiosamente, mesmo uma estrutura gigantesca como essa não é fácil de ser encontrada na imensidão do espaço. Sua descoberta foi um golpe de sorte, possível graças a um alinhamento entre a Terra, o conjunto e uma galáxia que está atrás dele. O alinhamento causou um fenômeno chamado “lente gravitacional”, que ocorre quando um corpo (seja um buraco negro ou um conjunto de galáxias) tem uma força gravitacional tão grande que é capaz de distorcer a luz emitida por um objeto localizado atrás. Foi algo inesperado, já que os astrônomos estavam observando uma área relativamente pequena do céu. “Encontrar um conjunto massivo, a essa distância e, ainda por cima, capaz de causar ‘lente gravitacional’ é algo muito improvável, mesmo que você observe todo o céu”, ressalta o astrônomo Anthony Gonzalez, líder da equipe responsável pela descoberta.
Fonte: Hypescience.com
[Live Science]

Conferência sobre Partícula de Deus terá trabalho de brasileiros


Partícula de Deus
Quatro trabalhos de pesquisadores brasileiros serão apresentados na Conferência Internacional de Física de Altas Energias (ICHEP 2012), que será realizada em Melbourne, Austrália, entre os dias 4 e 11 de julho. O CERN, Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que controla o LHC, já anunciou que, durante essa conferência, serão feitas revelações longamente esperadas sobre o bóson de Higgs. O bóson de Higgs é chamado de "partícula de Deus" porque explicaria de onde vem a massa das demais partículas - até agora, os cientistas estão com energia demais e massa de menos para explicar a condensação de energia a que chamamos de matéria. A partícula de Deus, contudo, permanece apenas uma teoria - ao menos até essa conferência. Encontrá-la experimentalmente é um dos principais objetivos do LHC - veja mais sobre as descobertas que se espera do LHC na reportagem Máquina do Big Bang começa a funcionar.

Dimensões do Universo
Os brasileiros estão mais interessados em possíveis outras dimensões do Universo. Descobrir uma outra dimensão espacial, além das três conhecidas - altura, comprimento e largura - pode parecer algo tão espantoso quanto ver um desenho numa folha de papel se tornar tridimensional e sair andando pela mesa. Muitos cientistas, no entanto, argumentam que apenas a existência de uma dimensão extra explicaria relações ainda misteriosas entre as forças observadas no Universo, como gravidade, eletromagnetismo e forças nucleares. O grupo da Unesp analisa as colisões de partículas subatômicas - prótons e antiprótons - realizadas no LHC, em busca da "assinatura", ou do rastro que as teorias dizem que seria deixado por essas dimensões extras do Universo.

Sprace
Os cientistas brasileiros fazem parte do Sprace (sigla em inglês para Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo), grupo de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que participa das pesquisas feitas pelo CERN. Integram a equipe do Sprace Sandra Padula, Thiago Tomei, Flávia Dias e Ângelo Santos, além de Sérgio Novaes, coordenador do grupo.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Épsilon de Auriga: o misterioso piscar de uma estrela gigante

Épsilon de Auriga: a estrela tem 6 bilhões de quilômetros de raio e é a mais forte candidata ao posto de maior estrela conhecida. Crédito: Alson Wong and Citizen Sky/Nasa.
Desde o século 19, um misterioso fenômeno acontece na constelação de Auriga, sem que os cientistas saibam exatamente por que. Ali, a cada 27 anos, a gigantesca estrela Épsilon perde metade de seu brilho e permanece assim por dois anos, até que lentamente volta a se fortalecer novamente. Afinal, o que acontece em Épsilon de Auriga? Situada a cerca de 2 mil anos-luz da Terra e medindo quase 6 bilhões de quilômetros de raio, Épsilon de Auriga é a mais forte candidata ao posto de maior estrela conhecida.

É tão grande que se fosse colocada no centro do Sistema Solar chegaria até a órbita de Urano, o penúltimo planeta a partir do Sol. Atualmente a estrela se encontra na fase de baixo brilho e de acordo com os últimos estudos, eclipsada por um escuro objeto. Entretanto, a natureza desse objeto - provavelmente uma estrela - ainda é motivo de acalorados debates por parte dos pesquisadores, uma vez que suas características não foram observadas diretamente. A atual fase de eclipse de Épsilon de Auriga começou em agosto de 2009 e em dezembro atingiu seu ponto de menor brilho, devendo permanecer assim durante todo o ano de 2010.

 Em 2011 a estrela retornará ao brilho máximo. Um modelo apresentado em 2008 e que ganhou bastante popularidade mostra que esse objeto companheiro seria um sistema estelar binário, rodeado por um disco de poeira maciço e opaco de poeira, mas recentes observações feitas pelo telescópio espacial Spitzer mostram que Épsilon de Auriga é eclipsada por uma única estrela envolta em um disco de poeira de 600 milhões de quilômetros de raio e 75 milhões de quilômetros de espessura. Teorias que afirmavam que o objeto seria uma estrela grande e semitransparente ou até mesmo um buraco negro já foram descartadas.
Fonte: APOLO11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Epsilon_de_Auriga_o_misterioso_piscar_de_uma_estrela_gigante&posic=dat_20100126-113914.inc

Imensa cadeia de crateras secundárias na região da Cratera Clavius da Lua

Imagens recortadas de LRO QuickMap (NASA / Arizona State University)
Mesmo que você estude a Lua por muitos anos, que a observe todos os dias sempre conseguirá encontrar feições que serão novidades. Se estendendo para leste da cratera Clavius existe um alinhamento de quase 1000 km de depressões lineares e de crateras sobrepostas que definem uma imensa cadeia de crateras secundárias. Esse alinhamento se estica além da cratera Tannerus e ocasionalmente parte do alinhamento pode ser visto a leste. Você pode usar um globo lunar ou um bom mapa lunar e assim irá perceber que esse alinhamento é radial à Bacia Orientale. A parte final da cadeia está a aproximadamente 4000 km de distância do centro da bacia. Os componentes da bacia parecem muito mais degradados do que a nítida crista do anel da Cordillera, mesmo as duas feições sendo da mesma idade. A explicação aqui é que as depressões da cadeia foram feitas por projéteis de baixo ângulo viajando rapidamente, mas com uma velocidade mais baixa do que os projéteis cósmicos. Desse modo, essas crateras nunca se parecem com os impactos principais, e quando elas se formaram de forma simultânea elas foram degradadas instantaneamente. Muitas partes da cadeia são banhadas por um material suave que é provavelmente outro tipo de material ejetado pela Bacia Orientale que talvez chegou um pouco mais tarde do que os materiais mais pesados que geraram as depressões. Como as cadeias de crateras secundárias da Tycho e da Copernicus nós podemos imaginar que essa cadeia também aparece como um imenso raio brilhante.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com/

No Brilho de Alpha Centauri

Crédito de imagem e direitos autorais: Marco Lorenzi (luzes brilhantes)
O brilho da Alpha Centauri, uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno da Terra, invade o lado esquerdo dessa paisagem cósmica do hemisfério sul. Localizada a apenas 4.3 anos-luz de distância da Terra, a Alpha Centauri na verdade consiste de duas componentes estelares com tamanho similar ao do Sol, presas em uma órbita mútua. Muito menor e mais frio, um terceiro membro do mesmo sistema estelar, a Proxima Centauri, não aparece nesse campo de visão. Ainda assim, essa cena telescópica revela boa parte do plano da Via Láctea que localiza-se além do brilho da Alpha Centauri, incluindo uma nebulosa planetária catalogada como Hen 2-111, e a uma distância estimada de 7800 anos-luz. A mortalha gasosa de uma estrela moribunda, o núcleo brilhante da nebulosa e o halo mais apagado de gás ionizado avermelhado se expande por mais de vinte anos-luz, e pode ser visto um pouco à direita do centro da imagem. Mais a direita estão dois notáveis aglomerados abertos de estrelas, o compacto Pismis 19 localizado a 8000 anos-luz de distância e que tem sua luz avermelhada pela poeira, e o mais próximo, o NGC 5617. Visível no brilho da Alpha Centauri está o apagado brilho de uma remanescente de supernova na forma de uma concha, acima e a direita da estrela mais próxima do núcleo brilhante do sistema.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120628.html

27 de jun de 2012

Nova maneira de estudar atmosferas de exoplanetas

Tau Boötis b enfim revelado
 Impressão artística do exoplaneta Tau Boötis b
Créditos:ESO/L. Calçada
Uma nova técnica permitiu aos astrónomos estudarem pela primeira vez, a atmosfera de um exoplaneta em detalhe - embora este não passe em frente da sua estrela hospedeira. Uma equipa internacional utilizou o Very Large Telescope do ESO para captar diretamente o fraco brilho do planeta tau Boötis b. A equipa estudou a atmosfera do planeta e determinou pela primeira vez a sua órbita e massa de forma precisa - resolvendo assim um velho problema de 15 anos. Surpreendentemente, a equipa também descobriu que a atmosfera do planeta parece ser mais fria a maior altitude, o contrário do que se esperava. Os resultados serão publicados na revista Nature a 28 de Junho de 2012.

O planeta Tau Boötis b foi um dos primeiros exoplanetas a ser descoberto em 1996 e continua a ser um dos mais próximos que se conhece. Embora a sua estrela hospedeira seja facilmente visível a olho nu, o planeta propriamente dito não o é, e até agora conseguia apenas detectar-se pelo efeito gravitacional que exerce sob a estrela. Tau Boötis b é um planeta grande e quente do tipo de Júpiter que orbita muito próxima da estrela hospedeira. Tal como a maioria dos exoplanetas, este planeta não transita o disco da sua estrela (como o recente trânsito de Vénus). Até agora estes trânsitos eram essenciais para o estudo das atmosferas de exoplanetas quentes do tipo de Júpiter: quando um planeta passa em frente da sua estrela deixa uma marca das características da atmosfera na radiação estelar. Como nenhuma radiação estelar atravessa a atmosfera de Tau Boötis b em nossa direção, isso implicava que até agora a atmosfera do planeta não podia ser estudada.

No entanto, depois de 15 anos a tentar estudar o fraco brilho emitido por exoplanetas quentes do tipo de Júpiter, os astrónomos conseguiram finalmente pela primeira vez, determinar a estrutura da atmosfera de Tau Boötis b e deduzir a sua massa de forma precisa. A equipa utilizou o instrumento CRICES montado no Very Large Telescope (VLT), instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Os astrónomos combinaram observações infravermelhas de alta qualidade (com comprimentos de onda da ordem dos 2.3 microns) com uma técnica nova que consegue extrair o fraco sinal emitido pelo planeta, da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. O autor principal do estudo Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda) explica: "Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0.01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição".
 
Este mapa mostra a localização da estrela Tau Boötis na constelação do Boieiro. O mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições de observação, sendo que a estrela propriamente dita está assinalada com um círculo vermelho. A estrela pode ser facilmente observada a olho nu mas o planeta que a orbita só agora foi detectado diretamente a partir da radiação que emite com a ajuda do VLT do ESO. Créditos:ESO, IAU and Sky & Telescope

A maioria dos planetas que orbitam outras estrelas foram descobertos pelo efeito gravitacional que exercem nas estrelas hospedeiras, o que limita a informação que podemos retirar sobre a sua massa: apenas podemos calcular um limite inferior para a massa do planeta. Esta nova técnica é muito mais poderosa. Conseguir observar a radiação que vem diretamente do planeta permitiu aos astrónomos medir o ângulo da órbita do planeta e consequentemente determinar a sua massa de forma precisa. Ao traçar as variações do movimento do planeta à medida que este orbita a estrela, a equipa pôde determinar, pela primeira vez, que Tau Boötis b orbita a sua estrela hospedeira com um ângulo de 44 graus e tem uma massa igual a seis vezes a massa do planeta Júpiter no nosso Sistema Solar.  "As novas observações do VLT solucionam o problema, velho de 15 anos, da massa de Tau Boötis b. E a nova técnica significa também que agora podemos estudar as atmosferas de exoplanetas que não transitam as suas estrelas, e podemos igualmente medir as suas massas de forma precisa, o que era impossível antes," diz Ignas Snellen (Observatório de Leiden, Holanda), co-autor do artigo científico que descreve o trabalho. "Este é um grande passo em frente.

" Para além de detectar o brilho da atmosfera e medir a massa de Tau Boötis b, a equipa estudou a atmosfera e mediu a quantidade de monóxido de carbono presente, assim como a temperatura a diferentes altitudes por meio da comparação entre as observações e modelos teóricos. Um resultado surpreendente deste trabalho prende-se com o facto das novas observações indicarem uma atmosfera com uma temperatura que decresce com a altitude. Este resultado é o oposto do esperado da inversão de temperatura - um aumento da temperatura com a altitude - encontrada em outros exoplanetas quentes do tipo de Júpiter. As observações do VLT mostram que a espectroscopia de alta resolução obtida por telescópios terrestres é uma ferramenta valiosa na análise detalhada das atmosferas de exoplanetas que não transitam.

A detecção de diferentes moléculas no futuro permitirá aos astrónomos aprender mais sobre as condições atmosféricas do planeta. Ao medir estas condições atmosféricas ao longo da órbita do planeta, os astrónomos poderão mesmo ser capazes de encontrar variações atmosféricas entre as manhãs e as tardes do planeta.  "Este estudo mostra o enorme potencial dos atuais e futuros telescópios terrestres, tais como o E-ELT. Talvez um dia possamos desde modo encontrar evidências de actividade biológica em planetas do tipo da Terra", conclui Ignas Snellen.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/images/eso1227a/

O Telescópio Espacial Hubble da NASA Registra Raro Arco Gravitacional em Um Distante Aglomerado de Galáxias

Ver é crer, a não ser quando você não acredita no que vê.
Astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA descobriram um arco de luz desafiador atrás de um aglomerado de galáxias extremamente massivo residindo a 10 bilhões de anos-luz de distância. O agrupamento galáctico, descoberto pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, foi observado quando o universo tinha aproximadamente um quarto da sua idade atual de 13.7 bilhões de anos. O gigantesco arco é a forma esticada de uma galáxia mais distante que tem sua luz distorcida pela gravidade poderosa do monstruoso aglomerado, um efeito conhecido como lente gravitacional.
Leia completo em: http://cienctec.com.br/wordpress/index.php/telescopio-hubble-registra-raro-arco-gravitacional-em-distante-aglomerado-de-galaxias/

Pequeno telescópio ajuda na descoberta de dois novos planetas

Equipamento, que fica no observatório Winer do Arizona, custa 75 mil dólares
Ilustração mostra como é o planeta KELT-1b
Um telescópio pequeno, que não tem o tamanho nem a potência de uma câmera digital top de linha, ajudou pesquisadores a descobrir dois novos planetas com constituição semelhante à do gigante gasoso Júpiter. O planeta KELT-2Ab é singular por ficar próximo de uma estrela muito brilhante. O brilho da estrela irá ajudar os pesquisadores a compreender a atmosfera do planeta, afirmou astrônomo da Universidade do Estado de Ohio, Thomas G. Beatty, que participou da pesquisa.  "Este é o único modo de compreender de fato o interior e o exterior do planeta", afirmou o cientista. "Podemos conseguir o bastante de sinais luminosos que atravessam ou refletem o planeta", afirmou. O segundo planeta, chamado KELT-1b, possui 30 vezes a massa de Júpiter. Ele é tão maciço que vem sendo apontado como anã marrom, categoria reservada aos corpos "pesados demais para serem planetas, mas não tão pesados para serem estrelas", afirmou Beatty.

O KELT-1b fica tão próximo de sua estrela que completa uma órbita em apenas 29 horas, afirmou Beatty. Ele está distante aproximadamente 825 anos-luz da terra, e o KELT-2Ab, cerca de 360 anos-luz. A quantidade de luz que cada planeta recebe de sua estrela é milhares de vezes superior à que a Terra recebe do Sol, afirmou Beatty. Os pesquisadores identificaram os planetas usando o telescópio KELT, que fica no observatório Winer do Arizona, próximo de Sonoita, e cuja fabricação sai por menos de US$ 75 mil. O telescópio mais caro do mundo custa bilhões de dólares, afirmou Beatty. Com uma lente de 42 milímetros, o instrumento "tem abertura pequena, mas análise potente", afirmou Beatty. "Se um astrônomo amador tiver dinheiro para comprar os componentes, pode montá-lo facilmente."  O cientista apresentou as descobertas recentemente no congresso da Sociedade Americana de Astronomia, em Anchorage, no Alasca, e os artigos foram enviados para serem publicados em periódicos científicos.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

HARPS Descobre Urano quente em Órbita de Anã Vermelha

Num artigo disponibilizado ontem uma equipa de astrónomos liderada por Xavier Bonfils, do Institut de Planetologie et d’Astrophysique de Grenoble, e que inclui o Nuno Santos e o Vasco Neves do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, reporta a descoberta de um planeta de dimensão e massa semelhante a Urano em órbita da anã vermelha GJ3470 (Gliese–Jahreiß 3470). Este “Urano Quente” tem uma massa de 14Mt e um raio de 4.2Rt (Mt=massa da Terra, Rt=raio da Terra), e orbita a estrela hospedeira com uma periodicidade de apenas 3.3 dias, a uma distância de 5.2 milhões de quilómetros (aproximadamente 10 vezes o raio da estrela!). GJ3470 é uma anã de tipo espectral M1.5, com uma massa de 0.54Ms e um raio de 0.50Rs (Ms=massa do Sol, Rs=raio do Sol), situada a uma distância de 82 anos-luz.
Leia completo em: http://astropt.org/blog/2012/06/26/harps-descobre-urano-quente-em-orbita-de-ana-vermelha/

Simeis 188 em Gás, Poeira e Estrelas

Créditos de imagem e direitos autorais: Dieter Willasch (Astro-Gabinete)
Quando as estrelas se formam, um pandemônio reina na região onde está acontecendo o processo de formação. Um caso particularmente colorido dessa situação é a região de formação de estrelas conhecida como Simeis 188 que hospeda uma incomum nuvem em forma de arco catalogada como NGC 6559. A imagem acima mostra o brilho vermelho das nebulosas de emissão de hidrogênio, o brilho azul das nebulosas de reflexão de poeira, a escuridão das nebulosas de absorção da poeira, e as estrelas que se formam nessa região. As primeiras estrelas massivas se formaram a partir do denso gás, no processo de formação elas emitiram luz energética e ventos que erodiram, fragmentaram e esculpiram o seu local de nascimento. E então elas explodiram. O resultado de todo esse processo pode ser tanto bonito como complexo. Após dezenas de milhões de anos, a poeira desaparece, o gás é varrido para longe, e o que fica de tudo isso é um aglomerado aberto de estrelas completamente nu. A região Simeis 188 está localizada a aproximadamente 4000 anos-luz de distância da Terra e pode ser encontrada a aproximadamente um grau a nordeste da famosa M8, a Nebulosa da Lagoa.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120627.html

26 de jun de 2012

Cassine mostra o porquê dos jatos ´´Cortarem´´ Saturno

Uma corrente de jactos particularmente forte que atravessa o hemisfério norte de Saturno nesta imagem a cores-falsas obtida pela sonda Cassini.Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
Jactos turbulentos, regiões onde ventos sopram com mais força do que noutros lugares, agitam-se de Este para Oeste de Saturno. Os cientistas há muitos anos que tentam compreender o mecanismo que alimenta estas estruturas ondulatórias na atmosfera de Saturno e a fonte de energia dos jactos. Num novo estudo publicado na edição de Junho da revista Icarus, os cientistas usaram imagens recolhidas ao longo de vários anos pela sonda Cassini da NASA para descobrir que o calor do planeta alimenta as correntes dos jactos. A condensação da água no aquecimento interno de Saturno conduz a diferenças de temperatura na atmosfera. As diferenças de temperatura criam turbilhões, ou perturbações de ar que se movem para trás e para a frente na mesma latitude, e esses redemoinhos, por sua vez, aceleram os jactos como engrenagens que conduzem uma correia transportadora. Uma outra teoria tinha assumido que a energia para as diferenças de temperatura vem do Sol. É assim que funciona na atmosfera da Terra.

Surpresa: Manto de Marte contém tanta água quanto a Terra, afirma estudo .

Até agora, a Terra era o único planeta conhecido por possuir vastos reservatórios de água em seu interior. Mas uma nova pesquisa está afirmando que Marte tem tanto, ou até mais água entre as rochas abaixo da superfície. Os cientistas analisaram o teor de água de dois meteoritos originários do interior do planeta vermelho e consideraram a quantidade de água no manto do solo marciano. Os resultados superaram qualquer estimativa otimista. Os dados adicionam evidências sobre a possibilidade de Marte ter sustentado grande quantidade de vida no passado.

A pesquisa foi liderada pelo cientista Francis McCubbin da Universidade do Novo México. A análise foi realizada pelo Carnegie Institution, encabeçada por Erik Hauri e sua equipe. O trabalho foi publicado na revista Geology. Os cientistas analisaram o que são chamados de meteoritos de shergotite. Estes são bastante jovens e possuem origem na fusão parcial do manto marciano – a camada da crosta – e cristalizado sob a rasa superfície. Eles vieram para a Terra depois que foram expulsos de Marte há quase 2,5 milhões de anos. Investigando sua geoquímica, os pesquisadores afirmam que aprenderam muito sobre os processos geológicos que o planeta passou.  “Analisamos dois meteoritos que tiveram histórias de processamento muito diferentes”, explica o Hauri. “Um tinha sido submetido a consideráveis misturas com vários elementos e outro não”, em declaração ao portal DailyMail.

Os resultados da pesquisa sugerem que a água foi incorporada durante a formação de Marte e que o planeta era capaz de armazenar água em seu interior durante sua diferenciação. Com base no conteúdo mineral, os pesquisadores estimam que exista de 70 a 300 partes por milhão, abreviado por ppm, no solo marciano. Só para comparar, a Terra possui de 50 a 300 ppm de água em minerais. A descoberta só foi possível graças a novas técnicas que determinam esses valores quantificando a água com tecnologia de espectrometria de massa de íons secundários. A pesquisa também sugere que os vulcões podem ter sido o principal veículo na obtenção de água na superfície do planeta. McCubbin concluiu: “Não só este estudo explica como Marte obteve sua água, mas prevê mecanismos de armazenamento de hidrogênio em todos os planetas rochosos desde o momento de sua formação”.
Fonte: jornalciencia.com

Um vapor de Estrelas

Créditos: ESA / Hubble & NASA
O número de galáxias que possuem braços espirais luminosos sendo varridos ou um centro extremamente brilhante é relativamente baixo. De fato no universo grande parte das galáxias parecem pequenas e amorfas nuvens de vapor. Uma dessas galáxias é a DDO 82, registrada aqui numa bela imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA. Apesar de pequena se comparada com a Via Láctea, essa galáxia anã ainda contém entre algumas milhões e bilhões de estrelas. A DDO 82, também é conhecida pela designação de UGC 5692, contudo não possui uma estrutura bem definida. Os astrônomos classificam ela como uma galáxia Sm, ou uma Galáxia Espiral Magalhânica, nome dado pelo fato dela ou das galáxias desse grupo se parecerem com a galáxia anã e satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. Esse tipo de galáxia como a DDO 82 possui um braço espiral.

No caso da DDO 82, interações gravitacionais durante a sua história de vida parece ter perturbado-a de modo que a sua estrutura não é tão evidente como a da Grande Nuvem de Magalhães. De acordo com isso os astrônomos também se referem a DDO 82 e outras galáxias similares como sendo galáxias anãs irregulares. A DDO 82 pode ser encontrada na constelação da Ursa Major (O Grande Urso) e localiza-se a aproximadamente 13 milhões de anos-luz de distância da Terra. O objeto é considerado como parte do Grupo de Galáxias M81 que contém aproximadamente 30 galáxias. A DDO 82 recebe esse nome por ser considerada a octagésima segunda entrada do David Dunlap Observatory Catalogue. O astrônomo canadense Sidney van den Bergh originalmente compilou essa lista de galáxias anãs em 1959. A imagem acima foi feita a partir de exposições obtidas com a luz visível e infravermelha com a Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 3.3 por 3.3 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Marte, 2099?

Crédito: ESO/J. Girard
Numa noite escura e fria em Marte, no meio de um deserto árido, uma estrada estreita iluminada por luzes artificiais serpenteia até a um posto humano avançado no cume de uma velha montanha. Ou, pelo menos, é o que um fã de ficção científica poderia pensar desta imagem quase extraterrestre. Na realidade, a fotografia mostra o Observatório do Paranal do ESO, local do Very Large Telescope (VLT), na Terra. No entanto, é fácil imaginá-la como uma imagem futura de Marte, talvez no final do século. Por isso mesmo é que Julien Girard, o autor da fotografia, lhe deu o nome de Marte 2099. Situado a 2600 metros de altitude, o Observatório do Paranal encontra-se numa das regiões mais secas e desoladas da Terra, no deserto do Atacama do Chile. A paisagem é tão "marciana", que a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA testam os rovers marcianos nesta região. Como exemplo, uma equipe da ESA acaba de testar neste local o rover autônomo Seeker, tal como anunciado em ann12048.

Esta imagem foi obtida ao pôr do Sol, na direção do VLT, para sudoeste, a partir do telescópio de rastreio VISTA, que se situa num pico adjacente. A oeste temos o Oceano Pacífico, situado a apenas 12 quilômetros do Paranal. Por cima do pico do Paranal, podemos observar a Via Láctea, com a marca inconfundível do céu austral - o Cruzeiro do Sul. No Paranal, os céus podem ser tão límpidos e escuros em noites sem Lua, que a luz da Via Láctea é suficiente para formar sombras. Esta é a razão pela qual o ESO escolheu este local para instalar o VLT, beneficiando o observatório das melhores condições de observação em todo o mundo. Julien Girard é um astrônomo do ESO que trabalha no Chile, no VLT. Julien submeteu esta fotografia no grupo Flickr Your ESO Pictures. O grupo Flickr é regularmente revisto e as melhores fotografias são selecionadas para divulgação na nossa popular série "Foto da Semana", ou na galeria. Em 2012, no âmbito do 50º aniversário do ESO, damos igualmente destaque às vossas fotografias históricas relacionadas com o ESO.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1226a/

Um Relógio de Sol Que Mostra o Solstício

Crédito de imagem e direitos autorais: Jean-Marc Mari
Que horas são? Se a hora e o dia estão corretos esse relógio de Sol lhe dirá: SOLSTÍCIO. Isso acontece somente o Sol está localizado no ponto certo para que seus raios passem pelas aberturas e destaquem o termo solstício que significa o dia mais longo e mais curto do ano nos hemisférios sul e norte respectivamente. Esse momento acontece duas vezes ao ano e a última vez foi a semana passada no solstício de verão para o hemisfério norte. O relógio de Sol mostrado acima foi construído por Jean Salins em 1980 e está localizado na Ecole Supérieure des Mines de Paris em Valbone Sophia Antipolis na parte sudeste da França. Em outros dois dias especiais do ano, os observadores podem ver o relógio de Sol destacar outra palavra importante: EQUINÓCIO.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120626.html

25 de jun de 2012

Telescópio Hubble da Nasa observa aglomerado de estrelas antigas

Messier 10 fica na constelação do Serpentário, no Hemisfério Sul. Astros estão localizados a 15 mil anos-luz de distância da Terra.
Aglomerado Messier 10 foi descoberto no século 18, mas pouco estudado até agora (Foto: ESA/Nasa)
O Telescópio Hubble da agência espacial americana (Nasa) registrou imagens do aglomerado de estrelas Messier 10, identificado pela primeira vez em 1774, pelo astrônomo francês Charles Messier. A "bola" de estrelas antigas está localizada na constelação de Ophiuchus ou Serpentário, no Hemisfério Sul, a 15 mil anos-luz de distância da Terra. Em aproximadamente 80 anos-luz, esse objeto poderia aparecer no céu da Terra à noite com cerca de dois terços do tamanho da Lua. No entanto, suas regiões externas são extremamente difusas, e até mesmo o núcleo relativamente brilhante é muito fraco para ser visto a olho nu. O Hubble, no entanto, não tem problemas de viasualizar corpos celestes mais fracos. Com sistema infravermelho, o telescópio detectou que a parte mais brilhante do aglomerado, no centro, tem cerca de 13 anos-luz de uma ponta à outra.
Fonte: G1

Viajando Pelo Espaço

Astrônomos registram asteroide “errando a Terra por pouco”
Um pequeno asteroide chamado 2012 KT42 chegou a uma distância de três raios terrestres de nosso planeta em 29 de maio, mas não nos atingiu. O evento foi o sexto mais próximo já registrado para qualquer asteroide. Em um vídeo publicado on-line em 19 de junho, feito por pesquisadores usando a Instalação de Telescópio Infravermelho (IRTF, em inglês) da Nasa, no Havaí, o asteroide aparece fixo enquanto as estrelas ao fundo passam rapidamente (de fato, o asteroide está viajando a 17 km por segundo). “Você tem a impressão de estar viajando com ele”, descreve Richard Binzel, cientista planetário do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, que comandou as observações. O asteroide chegou a 19 mil km da Terra – a distância entre a órbita da Estação Espacial Internacional (cerca de um raio terrestre) e a de um satélite geossincrônico (cerca de seis raios terrestres). Horas após o objeto ser descoberto por um pequeno telescópio em Monte Lemmon, perto de Tucson, no Arizona, Binzel conseguiu algumas horas no IRTF. O profundo estudo resultante foi inovador para um objeto tão pequeno. Ao determinar a composição e refletividade do 2012 KT42, Binzel foi capaz de usar o brilho do asteroide para estimar seu tamanho: cerca de 7 metros de diâmetro. Ele aponta que vários objetos com essa dimensão cruzam o caminho da Terra todos os anos.  Agora o 2012 KT42 continua sua órbita elíptica de 1,5 anos ao redor do Sol. Mesmo se tivesse atingido a Terra, explica Binzel, ele provavelmente teria se desintegrado na atmosfera. Binzel quer descobrir um objeto que não seja grande o suficiente para apresentar riscos para a Terra, mas o suficiente para ser visto no espaço e depois encontrado no chão como meteorito, como foi o caso do asteroide 2008 TC3 que chegou à Terra no Sudão, em outubro de 2007. “Eu só quero que eles tenham o tamanho certo para virarem amostras”, declara ele.
Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam

A Nebulosa do Caranguejo

Essa imagem colorida da Nebulosa do Caranguejo, um vestígio de uma explosão de supernova localizada na constelação de Taurus e observada pela primeira vez em 1054, foi feita no Argelander Institute for Astronomy em Bonn na Alemanha. Nessa imagem, a luz polarizada filtrada em diferentes ângulos, foi sobreposta a uma imagem digamos normal da nebulosa do caranguejo. A cor vermelha vem de um ângulo de polarização arbitrário inicial, a cor verde mostra a nebulosa num ângulo de 45 graus a mais do que o ângulo de polarização inicial e a luz azul mostra a nebulosa com uma polarização de 90 graus se comparada com o ângulo inicial. A luz polarizada amplifica o contraste entre uma nebulosa e o resto do céu noturno, ou entre a nebulosa e uma estrela brilhante, já que a reflexão da luz parcialmente as polariza. A polarização da luz é também muito usada para detectar exoplanetas pois mesmo que a luz da estrela não seja polarizada, a luz da estrela refletida pela atmosfera do planeta é de fato polarizada. A imagem acima foi feita em 15 de Dezembro de 2011.
Fonte: http://epod.usra.edu 

A Via Láctea Ilumina Piton de l'Eau

Crédito de imagem e direitos autorais: Luc Perrot
Algumas vezes, se você espera por muito tempo por uma noite limpa e sem Lua (no final entenderão essa colocação), o brilho intenso das estrelas e da nossa galáxia podem te recompensar. Uma dessas ocasiões aconteceu no começo do mês de Junho de 2012 em Piton de l’Eau na Ilha Reunião. Em primeiro plano, na imagem acima, envolto por árvores e arbustos, pode-se ver uma água preenchendo uma cratera vulcânica e que de modo sereno reflete a luz das estrelas. Nma inspeção cuidadosa perto do centro da imagem pode-se observar o Piton des Neiges, o pico mais alto da ilha, situado a alguns quilômetros de distância. Em segundo plano, bem acima do lago, pode-se ver o brilho de centenas de estrelas, muitas delas localizadas num raio de 100 anos-luz de distância da Terra, ou seja, na nossa vizinhança espacial. Mais distante, e desenhando um belo arco sobre a paisagem, está a faixa central de estrelas da Via Láctea, brilhando com a luz de milhões de estrelas normalmente localizadas a milhares de anos-luz de distância. O fotografo que fez essa imagem disse que esperou por quase dois anos (agora vocês entenderam a colocação inicial) para que pudesse ter as condições perfeitas, um céu sem nuvens e sem Lua para fazer a bela imagem acima.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120625.html

"Podemos encontrar um planeta como a Terra antes de 2022", dizem astrofísicos

..Barcelona, 25 jun (EFE).- Os astrofísicos não descartam a possibilidade de encontrar um pequeno planeta similar à Terra em menos de 10 anos, declarou nesta segunda-feira Ignaci Ribas, um dos organizadores do "Cool Stars 17", a reunião internacional sobre estrelas frias que ocorre em Barcelona. Em entrevista à Agência Efe, Ribas explicou que os especialistas já identificaram mais de 800 planetas ao redor das estrelas frias e que falta muito pouco para encontrarem um que seja muito parecido ao nosso.

Segundo o especialista, apesar de saberem onde esse planeta se encontra, a atual tecnologia ainda não é eficaz para este tipo de experiência. No entanto, se este planeta fosse habitado por seres inteligentes, Ribas destacou que seria possível conversar com eles através de sinais de rádio, embora essa troca de mensagens poderia demorar mais de 100 anos. Ribas destacou que os planetas se concentram ao redor das estrelas frias, que representam 80% das que se vêem e há no universo, entre elas o Sol. Esses astros são chamados de "frios" porque sua temperatura está abaixo dos 6 mil graus.

Em nossa galáxia há cerca de 200 mil estrelas frias, e as estrelas quentes, que representam 20%, possuem uma temperatura que oscila entre 20 mil e 50 mil graus. Durante o encontro realizado em Barcelona, os especialistas constataram que as estrelas frias podem ser 10% maior do que se pensava, um dado que possui muita importância na hora de buscar modelos de estudo. Os especialistas envolvidos no "Cool Stars 17" também destacaram a chamada "música das estrelas", ou seja, as vibrações que esses corpos celestes possuem e que, de acordo com os astrofísicos, aparecem como uma série de frequências, algo similar as notas musicais.

Segundo Ribas, que é astrofísico do Instituto de Ciências do Espaço do CSIC-IEEC, o tom emitido pelas estrelas frias permite a identificação de seu tamanho, sua composição e até sua evolução. Neste encontro em Barcelona também foram apresentados alguns resultados da missão Kepler (da Nasa), que possui o objetivo de detectar planetas extra-solares através destas frequências com uma técnica similar à sismografia, mas adaptada ao espaço.
Fonte: Yahoo noticias

22 de jun de 2012

Galeria de Imagens: Nebulosas

Nebulosa Estrela Flamejante
Essa bela imagem é um retrato da nebulosa conhecida como Estrela Flamejante ou IC 405. No centro da imagem, um pouco mais abaixo e para a esquerda, é possível ver AE Aurigae, uma estrela do tipo O, que energiza o hidrogênio ao seu redor, iluminando o centro da nebulosa. Mas a AE Aurigae não nasceu dentro da nebulosa Estrela Flamejante – provavelmente ela vêm da Nebulosa de Orion. Outra estrela também teria sido ejetada de Orion e “estacionado” perto de Aurigae – a estrela Mu Columbae, que viajou com Aurigae há cerca de dois milhões de anos atrás. Desde então essas duas estrelas se separam a uma velocidade de 200 km por segundo. Para tentar avistar a nebulosa e Aurigae, você deve olhar na direção da constelação do Cocheiro (charioteer). Ela está a 1500 anos-luz de distância.

M8, a Nebulosa Lagoa
Essa linda nuvem cósmica é uma parada popular dos telescópios que passeiam pela constelação de Sagitário. Charles Messier, um observador do século XVIII foi quem catalogou a Nebulosa M8. Os astrônomos de hoje reconhecem a Nebulosa Lagoa como um berçário de estrelas, que está a 5 mil anos luz de distância, na direção do centro da Via Láctea. Essa fotografia incrivelmente nítida, tirada no Chile, mostra o centro da Nebulosa, assolado por fortes ventos estelares. Estima-se que a Nebulosa tenha 30 anos luz de comprimento.

Nebulosa Cabeça de Cavalo
Com certeza você já brincou de ver com que animais as nuvens pareciam. Mas duvido que tenha encontrado algo tão similar a um cavalo quanto essa nebulosa. Feita a partir de ventos estelares e radiação, ela está a 1500 anos luz de distância da Terra, perto do complexo de Órion. Só de altura ela tem cinco anos-luz. A nebulosa só consegue ser visível quando capta luz de outros astros pois, essencialmente, é feita de poeira. Dentro da Cabeça de Cavalo, estrelas estão em formação. Essa foto belíssima é a combinação de imagens feitas por dois telescópios diferentes

Nebulosa Tarântula
A nebulosa Tarântula é a mais próxima grande região de formação de estrelas. Localizada na Grande Nuvem Magelânica, uma pequena galáxia satélite que orbita a Via Láctea, a nebulosa possui mil anos luz de comprimento. Se ela estivesse localizada no nosso céu, no entanto, a uma distância aproximadamente igual à da nebulosa de Órion, ela ocuparia 30 graus do nosso céu – o equivalente a 60 luas juntas. Os braços da nebulosa se estendem pelo NGC 2070, um aglomerado de estrelas que contém algumas das mais brilhantes e maiores estrelas conhecidas.

Nebulosa Bolha
Conhecida oficialmente como NGC 7635 essa incrível nebulosa tem um apelido muito mais simpático (e previsível): Nebulosa Bolha. Apesar de parecer uma nuvem frágil, na verdade processos muito violentos acontecem em seu interior. Na parte direita do centro da nebulosa há uma enorme estrela, bem mais luminosa e com 45 vezes a massa do nosso Sol. Basicamente, essa estrela envia radiação e ventos estelares intensos, formando essa estrutura exótica. A Nebulosa Bolha é praticamente nossa vizinha – ela fica localizada a 11 mil anos luz de distância, na direção da constelação Cassiopéia.

Nebulosa Trífide
Conhecida por ser uma das nebulosas mais fotogênicas já avistadas, você pode observar a nebulosa Trífide com um bom par de binóculos – se apontar para a direção da constelação de Sagitário. Também conhecida como M20, o seu brilho vermelho é resultante de gases energizados que saem de estrelas. Os filamentos de poeira escura que cercam a nebulosa foram formados a partir de estrelas gigantes e já frias e do resto de supernovas. Que estrela confere à nebulosa seu brilho azulado ainda é um mistério. A luz da M20 que chega a nós hoje foi emitida cerca de 3 mil anos atrás – embora a nossa distância até a nebulosa ainda não seja exatamente conhecida. Sabemos que o comprimento da M20, no entanto, é 50 anos luz.

Nebulosa capacete de Thor
Vocês lembram de Thor, o deus do trovão da mitologia nórdica? E do seu capacete estiloso com duas asas nos lados? Pois essa bolha interestelar tem exatamente o mesmo formato. Não é a toa que foi batizada de “Capacete de Thor”. Mas talvez ele seja um pouco grande, até mesmo para a cabeça de um deus. O capacete tem 30 anos-luz de largura. Ele é formado de vento que sai das enormes estrelas que ficam no centro da bolha. Conhecida como Wolf-Rayet, a estrela que fica no centro da bolha é muito quente e especula-se que ela esteja em um estado de “pré-supernova”. A paisagem está localizada a 15 mil anos luz de distância da Terra, na constelação Cão Maior.
Fonte: http://www.gov.nasa/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...