31 de ago de 2012

O que é o cinturão de asteróides?

 É um planeta que nunca nasceu. O cinturão é um conjunto de milhões de pedregulhos espaciais que giram em torno do Sol, entre as órbitas de Marte e Júpiter. O curioso é que todos os planetas se formaram a partir de cinturões assim. Há 4,6 bilhões de anos, tudo o que existe aqui na Terra estava em pedrinhas que vagavam numa faixa do sistema solar, do mesmo jeito que o cinturão de hoje. A diferença é que essas pedras foram se aglutinando, atraídas uma pela gravidade da outra.  E se juntaram até formar uma bela pedrona que hoje chamamos de Terra. Mas, se isso aconteceu com todos os planetas, por que sobrou um cinturão de asteróides? Por causa de um cabo-de-guerra entre a enorme gravidade de Júpiter, maior planeta do sistema, e a do Sol. A chave é a seguinte: quanto mais massa tem um astro, maior sua gravidade, seu poder de atração sobre as coisas que estão próximas dele. "Como os asteróides ficam no meio do caminho entre Júpiter e o Sol, o planeta os atrai para um lado e a estrela para outro.

A gravidade das rochas não é suficiente para vencer essas forças, e elas não conseguem se aglutinar", diz o astrônomo Roberto Dias da Costa, da Universidade de São Paulo (USP). Na origem do sistema solar, o vapor d’água que estava onde hoje fica Júpiter encontrou uma temperatura baixa o suficiente para virar gelo. Como a quantidade de gelo era, e ainda é, bem maior que a de outros elementos sólidos no espaço, aquilo que viria a ser o maior planeta do sistema solar logo ganhou um núcleo.    Este, por sua vez, forneceu gravidade para o astro crescer rápido demais, até ficar com uma massa 318 vezes maior que a da Terra. Com um gigante desses por perto, ficou impossível o cinturão de asteróides se transformar em um planeta. Júpiter chegou a engolir boa parte dos pedregulhos que orbitavam essa região. Tanto que, se as rochas espaciais restantes no cinturão se juntassem, formariam um planeta com metade do tamanho da Lua.  

Cabo-de-guerra espacial Rochas não formaram um astro por causa da disputa gravitacional entre o Sol e Júpiter

1. Tudo o que hoje forma o sistema solar veio de uma nuvem de poeira. A gravidade fez com que ela se condensasse na forma de um disco há 4,6 bilhões de anos. No meio estava a bola de matéria que viria a se tornar o Sol. Cerca de 98% da massa desse disco era formada por hidrogênio e hélio, os átomos mais leves e comuns do Universo.
2. No centro do disco, a matéria ficou tão apertada que os átomos começaram a se fundir. Essa fusão nuclear "ligou" o Sol, criando uma fonte de energia que empurrou a maior parte dos leves átomos de hidrogênio e hélio para longe. Estes então se aglutinaram para formar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Como esses elementos eram abundantes, tais planetas ficaram enormes.
3. Boa parte dos átomos pesados, como o ferro e o oxigênio, ficaram pe.rto do Sol, atraídos pela gravidade da estrela. Eles se aglutinaram, formando pedrinhas. A gravidade das pedras maiores atraía as menores. Então as rochas cresceram até virar asteróides. E eles também se juntaram, tornando-se Mercúrio, Vênus, Terra e Marte - os planetas rochosos, menores e mais densos que Júpiter & Cia.
4. Cada uma das "faixas" do disco que originou o sistema solar acabou ocupada por um planeta, menos uma: entre Marte e Júpiter. Ela ficou cheia de asteróides que não puderam se juntar para formar um astro grande. É que eles são puxados tanto pela gravidade descomunal de Júpiter quanto pela do Sol. Em meio a essa disputa de titãs, a gravidade dos asteróides não bastou para uni-los.

Pedrinhas e pedronas

A maior parte dos asteróides que formam o cinturão é do tamanho de pedregulhos, com poucos metros de diâmetro. Mas alguns são respeitáveis: 16 têm mais de 240 quilômetros de diâmetro. O maior é Ceres, com 700 quilômetros. Se fosse trazido para a Terra, ele cobriria a distância entre São Paulo e Florianópolis. Curiosidade: alguns astrólogos o consideram como um planeta em seus mapas astrais.
Fonte: Mundo Estranho

Novas e belíssimas fotos de Saturno

A NASA acaba de divulgar quatro novas fotos de Saturno e sua maior lua, Titã. As imagens foram feitas pela sonda Cassini, em órbita no planeta há 8 anos. Lançada em 1997, a Cassini entrou em órbita em torno de Saturno em 1 de julho de 2004. A nave está em sua segunda missão estendida, conhecida como Missão Solstício, e um de seus principais objetivos é analisar as mudanças sazonais no sistema de Saturno, capturadas na primeira imagem. “É tão fantástico experimentar, através dos instrumentos de Cassini, as mudanças sazonais no sistema de Saturno”, disse Amanda Hendrix, cientista do projeto. “Algumas das mudanças que vemos nos dados são completamente inesperadas, enquanto outras ocorrem regularmente como um relógio. É um momento emocionante para se estar em Saturno”. As outras imagens retratam o recém-descoberto vórtice polar sul na atmosfera de Titã. A nave notou uma concentração de névoa amarelada no polo sul de Titã, pelo menos desde 27 de março desse ano. Mais tarde, o espectrômetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini avistou uma concentração de massas de nuvens em torno do polo sul da lua. Depois de um sobrevoo em junho, a sonda lançou uma imagem e vídeo dramáticos mostrando o vórtice girando mais rápido do que o período de rotação da lua. Alguns dos pontos de vista das novas fotos, como as do vórtice polar, só foram possíveis por causa da recém-inclinação de Cassini, que permite a visualização mais direta das regiões polares de Saturno e suas luas.

Foto 1
Essa imagem mostra a inversão de cores graças à mudança de estação no planeta. A foto capturou a mudança de tons entre os hemisférios norte e sul de Saturno, na medida em que passam de uma época para a outra. Titã, a maior lua de Saturno, mede 5.150 quilômetros; é maior que o planeta Mercúrio. Conforme as estações mudaram no sistema de Saturno – a primavera chegou ao norte e outono ao sul -, o azul celeste no hemisfério norte de Saturno, que Cassini viu em 2004, esmoreceu. O hemisfério sul, em expectativa para o inverno, é quem agora toma uma tonalidade azulada. Esta alteração é provavelmente devido à redução da intensidade da luz ultravioleta e névoa que o planeta produz no hemisfério sul. A presença da sombra do anel no hemisfério sul aumenta este efeito. A redução da turvação e a consequente compensação da atmosfera também contribuem para uma tonalidade azulada: a oportunidade de maior espalhamento da luz solar direta pelas moléculas de ar torna o céu azul, como na Terra. A presença de metano, que geralmente absorve na região vermelha do espectro, em uma atmosfera agora clara também favorece o azul. Essa foto é um mosaico que combina seis imagens – dois de cada filtro vermelho, verde e azul – para criar essa visão de cor natural. As imagens foram obtidas com a câmera grande angular da Cassini em 6 de maio de 2012, a uma distância de cerca de 778.000 km de Titã. A escala da imagem é de 46 quilômetros por pixel em Titã.

Foto 2
Essa imagem mostra os anéis de Saturno, e o vórtice polar sul, que apareceu pela primeira vez na atmosfera de Titã em 2012 (visível na parte inferior). O vórtice polar sul não estava presente no planeta no início da missão da Cassini. Partes dos anéis aparecem escuros perto do centro dessa foto, por causa da sombra lançada pelo planeta. No entanto, uma “lasca iluminada” de Titã pode ser vista nos anéis, perto do meio da escuridão. As imagens foram feitas com filtros vermelho, verde e azul combinados para criar essa visão de cor natural, e tiradas com a câmera de ângulo estreito em 16 de maio de 2012, a uma distância de cerca de três milhões de quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 18 quilômetros por pixel em Titã.

Foto 3
Essa imagem do lado noturno da Titã mostra a dispersão da luz solar através da atmosfera da lua, formando um anel. O polo norte da Titã pode ser visto no topo da foto, e um pouco do vórtice polar sul pode ser detectado na parte inferior da imagem. O mosaico combina os filtros espectrais para criar essa visão de cor natural, e as fotos foram feitas com a câmera grande angular da Cassini em 6 de junho de 2012, a uma distância de cerca de 216.000 quilômetros da Titã. A escala da imagem é de 13 quilômetros por pixel.

Foto 4
O recém-formado vórtice polar sul destaca-se na atmosfera da maior lua de Saturno, Titã, nessa foto de cor natural. O vórtice polar sul pode ser visto aproximadamente centrado sobre o polo sul na parte inferior esquerda da imagem. As fotografias foram obtidas com a câmera grande angular da Cassini, em 25 de julho de 2012, a uma distância de cerca de 103.000 quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 6 quilômetros por pixel.
Fonte: Hypescience.com
[NASA]

Cor Natural de Saturno e Titã feita pela Cassini

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / SSI
Uma gigantesca Lua aparece na frente de um gigantesco planeta que está passando por mudanças sazonais e que podem ser vistos nessa imagem em cor natural de Titã e de Saturno que foi feita pela sonda Cassini da NASA. Titã, a maior lua de Saturno, mede 5150 quilômetros de diâmetro e é maior que o planeta Mercúrio. Os cientistas da Cassini têm observado o polo sul da lua desde que um vórtice apareceu em sua atmosfera em 2012. À medida que as estações mudam no sistema Saturniano, e a primavera começa a surgir no hemisfério norte e o outono no hemisfério sul, a coloração azul no hemisfério norte de Saturno que vem se apresentando de forma interessante para a sonda Cassini, desde a sua chegada no sistema em 2004, está agora apagando.

O hemisfério sul, com a chegada do inverno está ficando com a tonalidade azulada. Essa mudança se deve provavelmente à redução da intensidade da luz ultravioleta e a névoa produzida no hemisfério sul e o aumento da intensidade da luz ultravioleta e a produção da névoa no hemisfério norte. A presença da sombra dos anéis no hemisfério sul aumenta esse efeito. A redução da névoa e o consequente claremaneto da atmosfera gera essa tonalidade azulada, isso aumenta a oportunidade para o espalhamento direto da luz do Sol pelas moléculas no ar que fazem com que o céu fique azul, assim como na Terra.

A presença do metano que geralmente absorve a parte vermelha do espectro, numa atmosfera mais clara agora também aumenta a tonalidade azul. Essa imagem foi feita com a sonda apontada para o norte, no lado iluminado dos anéis um pouco acima do plano dos mesmos. O mosaico acima, na verdade combina seis imagens, duas de cada para cada um dos filtros espectrais vermelho, verde e azul, criando assim uma imagem colorida natural. As imagens foram obtidas com a câmera de grande angular da sonda Cassini no dia 6 de Maio de 2012, a uma distância aproximada de 778000 quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 46 quilômetros por pixel.

A missão Cassini-Huygens é um projeto colaborativo da NASA, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena gerencia a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washington, DC. O módulo orbital Cassini e suas duas câmeras a bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações das imagens é baseado no Space Science Intitute em Boulder, no Colorado.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages

Cientistas afirmam que existem dúvidas sobre a formação da Lua e estudam novas explicações .


Uma reconstrução fornece pistas aos cientistas sobre como a Lua se formou
Acredita-se que nosso satélite natural é resultado de uma colisão que ocorreu há 4,5 bilhões de anos entre a Terra e um objeto cósmico do tamanho de Marte, conhecido como Theia, em uma velocidade de 40 mil km/h. No entanto, nas últimas décadas, os astrônomos dizem que grandes problemas surgem quando esta teoria é observada em simulações, chamando as dúvidas de “paradoxo lunar”.

A Lua parece ser feita de um material que não seria esperado se a teoria da colisão estiver correta. No entanto, existem semelhanças notáveis entre os materiais encontrados na Terra e na Lua. Na verdade, os elementos encontrados na Lua mostram propriedades isotópicas idênticas aos encontrados em nosso planeta.

É extremamente improvável que o objeto chamado Theia e a Terra tivessem composições idênticas, o que torna a questão um pouco “estranha”.  Um grupo de pesquisadores da Universidade de Berna, Suíça, fez avanços significativos na história da formação lunar, sugerindo respostas eficazes para as dúvidas. “Nosso modelo considera os parâmetros de novos impactos que nunca foram testados antes”, disse o principal autor da pesquisa, Andreas Reufer, em entrevista ao britânico DailyMail.

“Além das implicações do sistema Terra-Lua em si, se a velocidade do impacto for considerada como maior do que a atual teoria, isso abre novas possibilidades para a origem da Lua”, salientou. Embora os modelos propostos não representem uma combinação perfeita para responder as limitações do modelo de colisão, os pesquisadores acham que estão próximos de desvendar por completo o mistério sobre os verdadeiros mecanismos que formou a Lua.
Fonte: Jornal Ciência

O Halo da Nebulosa Olho de Gato

Créditos da imagem e direitos autorais: Don Goldman
A Nebulosa do Olho do Gato (NGC 6543) é uma das nebulosas planetárias mais bem conhecida no céu. Suas simetrias são vistas na região bem central dessa imagem tentadora, processada de forma a revelar o enorme, mas apagado halo de material gasoso, com aproximadamente 6 anos-luz de diâmetro, que circunda a nebulosa planetária familiar, mais brilhante. A imagem acima é na verdade uma composição feita com dados de banda curta e larga mostrando a impressionante e forte extensão da emissão de átomos de oxigênio ionizados em tonalidades azuis esverdeadas e do hidrogênio e nitrogênio ionizado em vermelho. As nebulosas planetárias têm sido por muito tempo, apreciadas como a fase final da vida de uma estrela como o Sol. Mas recentemente, muitas nebulosas planetárias foram descobertas com halos como esse, provavelmente formado de material expelido durante os episódios ativos da evolução estelar. Enquanto acredita-se que a fase da nebulosa planetária dure cerca de 10000 anos, os astrônomos estimam que a idade das porções mais externas dos filamentos desse halo cheguem a ter entre 50000 a 90000 anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120831.html

Fenômeno raro, Lua Azul ocorrerá na noite desta sexta-feira

Fenômeno acontece a cada dois ou três anos.Foto: Arquivo/Getty Images
Um fenômeno raro no céu ocorrerá na noite desta sexta-feira, chamado de Lua Azul. Segundo definição popular, uma Lua Azul é a segunda lua cheia em um mesmo mês, que acontece com a frequência de uma vez a cada dois ou três anos. De acordo com o físico do Observatório Astronômico do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) Jorge Honel, agosto terá a segunda lua cheia por que a primeira ocorreu no primeiro dia do mês, dando uma diferença de 29,53 dias entre uma e outra, ideal para o fenômeno ocorrer. Segundo ele, por causa dessa diferença de tempo para o fenômeno acontecer, fevereiro é o único mês do ano que não tem possibilidade de ocorrer a Lua Azul. Esse nome surgiu a partir do anuário astronômico americano do século XIX, quando um astrônomo deu o nome de Blue Moon para a segunda lua cheia que aconteceria em um mesmo mês. O nome, portanto, não está relacionado diretamente à cor do corpo celeste. Na língua inglesa, a expressão "a cada Lua Azul" é utilizada para indicar eventos possivelmente raros.

Diferente do que o nome indica, o fenômeno não apresenta um brilho mais intenso, não tem uma coloração azulada e não sofrerá nenhuma mudança de fato. Para o astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro Naelton Mendes de Araújo, o fenômeno é mais cultural do que astronômico. Ela poderá ser vista de qualquer lugar do mundo e é uma lua cheia normal. A próxima Lua Azul está prevista para ocorrer em julho de 2015. A última vez que o fenômeno apareceu no céu foi no dia 31 de dezembro de 2009, o tipo mais raro de ocorrência. Segundo Honel, o dia é considerado difícil de ocorrer por coincidir com a véspera de Ano Novo. "Todos os meses que têm 31 dias estão sujeitos a ter a Lua Azul, e por causa do período lunissolar (calendário baseado nos movimentos da Lua e do Sol), em determinados meses o fenômeno pode ocorrer mais facilmente", explica.
Fonte: TERRA

Descoberta do 1º objeto do Cinturão de Kuiper completa 20 anos

Descoberta do 1º objeto do Cinturão de Kuiper completa 20 anos.Foto: ESO/Divulgação
Gerard Kuiper foi um daqueles astrônomos que contribuíram muito com a ciência. Por exemplo: ele propôs a teoria de que nossos planetas se formaram a partir da condensação de uma grande nuvem de gás e poeira que existia ao redor do Sol. Ele ainda descobriu a lua Miranda, de Urano; previu com exatidão a composição dos anéis de Saturno; a composição da atmosfera de Marte; a existência de água em forma de gelo no planeta vermelho; ele previu até a sensação de pisar na superfície da Lua (Neil Armstrong confirmou: "como caminhar na neve"). Contudo, a maior hipótese deste holandês veio a eternizar seu nome, e foi uma dupla de astrônomos que confirmou sua existência há 20 anos. Já se conhecia o Cinturão de Asteroides, que existe entre Marte e Júpiter. Kuiper, contudo, previu em um artigo de 1951 que existiria um grupo de objetos além de Plutão, vestígios da formação do Sistema Solar. O primeiro desses objetos foi descoberto em 1992 (chamado de 1992 QB1) por David Jewitt e Janet Luu com um telescópio no Havaí. Esse asteroide, afirma o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), tem uma luminosidade 6 mil vezes menor do que conseguimos ver a olho nu. A região com esses corpos acabou por receber o nome Cinturão de Kuiper em homenagem ao astrônomo - o holandês não foi o primeiro a prever a existência desses objetos, mas acabou por ganhar a fama. Três planetas-anões estão por lá: Makemake, Haumea e Éris (além deles, Ceres, no Cinturão de Asteroides - aquele mais próximo -, e Plutão também estão nessa categoria). Foi a descoberta de Éris, em 2005, que levou a uma das maiores polêmicas dos últimos anos na astronomia. Como Éris era maior que Plutão, veio a dúvida: teremos um 10º planeta no Sistema Solar? A decisão da União Astronômica Internacional, no ano seguinte, foi de "rebaixar" Plutão a planeta-anão (classificação criada no mesmo encontro). Éris e outros corpos gigantes que foram descobertos entraram nessa categoria.
 Fonte: TERRA

Telescópio detecta milhões de buracos negros e galáxias 'escondidos'

Um telescópio especial detectou milhões de buracos negros supermaciços e galáxias com temperaturas extremamente altas, que estavam "escondidos" atrás de uma nuvem de poeira interestelar.
Esta imagem com dados do Wise mostra cerca de mil objetos que até então não eram vistos

O Wide-Field Infrared Survey Explorer (Wise), telescópio da agência espacial americana Nasa, conseguiu captar comprimentos de ondas ligados ao calor dos astros, o que fez com que eles conseguissem enxergar e mapear pela primeira vez alguns dos objetos mais iluminados do Universo.  A expectativa dos cientistas é de que a descoberta os ajude a entender como as galáxias e buracos negros se formam

Caçador de buracos negros'
 
Os astrônomos já sabiam que a maioria das galáxias possuem buracos negros no seu centro, que são "alimentados" com gases, poeira e estrelas ao seu redor. Às vezes, os buracos negros soltam energia suficiente para impedir a formação de estrelas. A forma como estrelas e buracos negros evoluem juntos, no entanto, continua sendo um mistério para os cientistas. A esperança é que os dados do telescópio Wise possibilitem novas descobertas neste ramo. O Wise tem capacidade de detectar comprimentos de onda que ficam muito além do campo de visão dos telescópios atuais. Isso permite ao equipamento fazer diversas descobertas inéditas na ciência. O telescópio ganhou a fama de "caçador de buracos negros".

"Nós encurralamos os buracos negros", diz Daniel Stern, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), um dos autores dos três estudos que foram apresentados nesta quarta-feira. Stern e seus colegas usaram outro telescópio (Nustar) para analisar os dados dos buracos negros captados pelo Wise e apresentaram os dados em um artigo que será publicado na revista científica Astrophysical Journal.  Outros dois estudos detalham galáxias com temperaturas extremamente altas e com brilho intenso, que até recentemente não conseguiam ser detectadas. O termo em inglês para essas galáxias é "hot dust-obscured galaxies", ou hot-Dogs (que também significa "cachorro-quente", em inglês). Mais de mil galáxias já descobertas são mais de cem vezes mais brilhantes que o Sol da Via Láctea. Os dados da missão Wise estão sendo disponibilizados ao público, para que todos os cientistas possam contribuir nas pesquisas espaciais.
Fonte: BBC BRASIL

29 de ago de 2012

6 Teorias Bizarras da Física

A Terra é um gigantesco computador orgânico encomendado por ratos para descobrir a pergunta fundamental da vida, do universo e de tudo mais (cuja resposta, todos sabem, é 42). Essa é a nossa teoria preferida, mas é bom lembrar que ideias bizarras sobre o universo não estão restritas à ficção científica. “Quando a Teoria da Relatividade apareceu, todos acharam que era loucura. Mas, como ela resultou estar certa em muitos aspectos, a comunidade científica começou a tomar mais cuidado antes de rejeitar as novas ideias que aparecem”, explica o físico Pierluigi Piaczi. Listamos 6 dessas teorias. Não são necessariamente as mais estranhas, mas impressionam – e podem fazer você pirar se resolver levá-las muito a sério.

1- A teoria que oferece condições ao teletransporte
-Essa teoria não é das mais fáceis, mas é testada e comprovada em laboratório. Então vamos lá. Os cientistas descobriram que, toda vez que você forma um par de partículas subatômicas, como um elétron e um anti-elétron, ou dois fótons (partículas de luz), elas agem como se estivessem entrelaçadas telepaticamente. Ou seja: se uma partícula gira para um lado, a sua gêmea vai girar para o outro lado, como se estivessem em comunicação uma com a outra, independente da distância que as separa. É graças a essa propriedade que funcionam os computadores quânticos ou óculos 3D. Por que isso acontece? Ninguém sabe ao certo. Mas essa propriedade permitiria o teletransporte. Somos todos feitos de átomos, isso você sabe. Então, se cada átomo do seu corpo for entrelaçado a um átomo livre, passará a existir um outro você. Bastaria escanear alguém e criar um clone físico, assim como fazem com essas partículas minúsculas, em outro lugar. Único problema é que seria preciso um computador maior que o universo para permitir isso.

2- O universo estaria em expansão graças aos “buracos brancos”
- Alguns físicos acham que o universo está em expansão à custa de uma formação constante de matéria, que estaria sendo criada do nada e espalhada por aí. Mas pode isso, Arnaldo? Até pode, se acreditarmos na existência de buracos brancos – que seriam o outro lado de buracos negros. “Assim, quando uma estrela entra em colapso e forma um buraco negro, condensando tudo num volume pequeno, essa matéria apareceria em outro ponto, do outro lado desse buraco negro”, completa o físico Piaczi. Mas, na prática, não existe nenhuma comprovação da existência de buracos brancos. A ideia surgiu inicialmente como parte do chamado buraco de minhoca do astrônomo e físico alemão Karl Schwarzschild. A ficção científica também explora o buraco de minhoca como uma possibilidade de viajar por distâncias imensas do universo. Seria um “atalho” através do espaço e do tempo.

3- O universo é o buraco negro de outro universo
- Essa história de que pode haver um “outro lado” do buraco negro deu origem a outra teoria: podemos estar no buraco negro de outro universo. O físico Lee Smolin, do Perimeter Institute, no Canadá, foi quem propôs formalmente essa ideia no final dos anos 90. Tem lógica se considerarmos que o Big Bang foi o começo do tempo e do espaço, enquanto no interior de um buraco negro o tempo e o espaço acabam. Isso significa que nosso universo tem um pai, um avô e toda uma genealogia por aí. Teria filhos também, que herdariam as características cosmológicas do universo-pai, com pequenas variações. Isso está relacionado à Teoria da Evolução, de Darwin, e os Universos mais aptos – ou seja, os que criam mais buracos negros – se reproduzem mais. E compõem a maior parte da população de Universos.

4. Existem múltiplos universos – e neles existem pessoas idênticas a você
- Para entender a existência de universos múltiplos, vamos pegar uma experiência imaginária (e bizarra) chamada de Gato de Schrödinger, na qual um gato está vivo e morto ao mesmo tempo. A hipótese foi concebida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger. Funciona assim: imagine um gato preso numa caixa fechada, ameaçado por partículas radioativas que poderiam ser liberadas dentro dela. Se isso acontecesse, o gato morreria; caso contrário, ele permaneceria vivo. Haveria então 50% de chances de o gato estar vivo e 50% de estar morto. Seguindo o raciocínio de Schrödinger, isso significa que as duas realidades aconteceriam simultaneamente e o gato estaria vivo E morto até que a caixa fosse aberta. A presença de um observador acabaria com dualidade porque, se houvesse o mínimo de interferência, as realidades paralelas do mundo subatômico entrariam em colapso e só veríamos uma delas. Mas, segundo algumas teorias de universos múltiplos, a coisa não acabaria por aí. Ao abrir a caixa, você produziria um universo paralelo em que uma pessoa idêntica a você abre a caixa e encontra o gato no estado oposto. Outras situações semelhantes produziriam novos universos paralelos, numa coisa sem fim. Se você quiser continuar essa viagem, vale assistir à série Fringe.

5- Uma alternativa ao Big Bang
- Em 2001, cientistas propuseram uma teoria alternativa (embora não completamente oposta) ao Big Bang, chamada de modelo ecpirótico (da palavra grega “ekpyrosis”, que significa “destruição ou conflito pelo fogo”). Enquanto o Big Bang sugere que o universo tenha começado de um ponto singular, o modelo ecpirótico diz que o nosso veio da colisão de outros dois universos tridimensionais em uma quarta dimensão. A partir dessa enorme colisão, o nosso universo nasceu e foi se expandindo – e aí o processo é semelhante ao do Big Bang. O problema é que a origem dos outros universos permanece um mistério.

6- Viagem no tempo
- Algumas teorias dizem ser possível viajar no tempo e isso poderia ser feito, pelo menos, de duas formas. A mais “simples” seria congelando o seu corpo para só ser descongelado no futuro, ao estilo Philip J. Fry, do Futurama. A segunda seria pegando uma carona na Teoria da Relatividade de Einstein. Segundo essa teoria, seria possível fazer viagens para o futuro com a dilatação do tempo obtida viajando a velocidades próximas à da luz. E tem gente realmente acreditando que isso será possível em breve. O professor da Universidade de Connecticut (EUA) Ronald L. Mallett ficou famoso em 2006 por seu projeto baseado em um conjunto de raios lasers em forma de espiral que teriam potência suficiente para deformar o espaço-tempo, permitindo a viagem para o passado e para o futuro.
Fonte: Super Abril

Encontro explosivo: estrelas gigantes vermelhas podem gerar supernovas

As explosões de supernovas são tão grandes que podem ofuscar o brilho de todas as estrelas de uma galáxia. Elas acontecem quando uma estrela anã branca aumenta sua massa em gigantescas proporções depois de absorver o material de uma estrela próxima. Essa explosão que envia luz para todo o universo cria uma supernova do tipo 1a. Essa troca de materiais entre estrelas já é um evento cosmológico bem conhecido. Mas cientistas ainda têm dúvidas sobre os tipos de estrela que cedem material à anã branca. Acreditava-se que fusões entre duas anões brancas geravam essas explosões. Mas um novo estudo de astrônomos da fundação Las Cumbres Observatory Global Telescope Network (EUA) indica que as estrelas do tipo gigante vermelha, que estão numa fase avançada da evolução estelar, também podem se fundir com anãs brancas e gerar supernovas. A nova descoberta ocorreu em janeiro do ano passado, quando astrônomos avistaram uma supernova de aparência incomum a aproximadamente 675 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Lynx (Lyn). A partir do comportamento do gás na área da explosão, cientistas foram capazes de deduzir que a supernova tinha sido originalmente uma anã branca em órbita em uma estrela gigante vermelha. As supernovas são importantes para os estudos astronômicos porque o brilho intenso faz com que sirvam como velas-padrão para estudos de expansão do universo, energia escura e para medir distâncias entre astros. Descobrir como cada supernova se comporta e classificá-las com mais precisão permitirá que astrônomos melhorem a forma como estudam o universo.
Fonte: Hypescience.com
[NYTimes/Space]

Quando encontraremos vida extraterrestre?

Houve uma época em que a ideia de encontrar vida fora da Terra era motivo de chacota por parte de quem se considerava “racional”. Com o passar dos anos, novos estudos e tecnologias fizeram com que “vida extraterrestre” soasse cada vez menos estranho, mesmo para os mais céticos. Em artigo publicado no blog Bad Astronomy, o astrônomo Phil Plait escreve que não se trata de perguntar “se vamos encontrar vida [no espaço]“, mas sim “qual método vai encontrá-la primeiro?”. Ele lista e explica três métodos atualmente usados por cientistas nessa busca.

Água e vida - Até o momento, o único planeta que sabemos que tem vida é a Terra. Nesse caso, uma das alternativas mais lógicas seria procurar um planeta com condições similares (água líquida, oxigênio na atmosfera, nutrientes, etc). À primeira vista, Marte não parece se encaixar na proposta – seco, árido e, até onde se pode ver, inóspito. Contudo, observações anteriores mostraram que há gelo nos pólos e em latitudes menores – pode não ser água líquida, mas já é um começo. Além disso, há evidências (embora ainda inconclusivas) de que há água debaixo da superfície do planeta. A sonda Curiosity deve analisar amostras de rochas e trazer informações valiosas sobre as condições ambientais de Marte.

Plait lembra que, mesmo se não for encontrada água, é possível que haja indícios de que Marte tinha oceanos há bilhões de anos. “Se for esse o caso, podemos até encontrar fósseis nas rochas marcianas. Novamente, não há evidências conclusivas ainda, mas nós literalmente mal arranhamos a superfície lá”, destaca. Além de Marte, há outros astros em nosso sistema solar que podem abrigar o precioso líquido. “Há água líquida no interior da lua de Saturno Enceladus, onde gêiseres irrompem de cânions profundos em seu polo sul”, lembra o astrônomo. Ele também cita Europa, uma lua de Júpiter, que tem indícios de um oceano sob sua superfície. Se expandirmos os critérios, é possível até considerar a lua Titã de Saturno uma candidata, com seus lagos de metano e etano – a química para a vida seria diferente, mas não impossível. Plait acredita, contudo, que esses outros casos devem demandar mais algumas décadas de estudo.

“Fone casa” - O segundo método listado por Plait não envolve expedições ou lançamentos de sondas: trata-se de enviar (e buscar) mensagens via ondas de rádio. Há um grupo de astrônomos chamado SETI (sigla em inglês para “Busca por Inteligência Extraterrestre”) que parte do pressuposto de que há aliens lá fora que querem entrar em contato conosco. Para criar um canal com essas supostas criaturas, eles enviam sinais de rádio e procuram possíveis transmissões extraterrestres. “[Ondas de rádio] São o meio perfeito: baratas, fáceis de fazer, fáceis de codificar com mensagens, atravessam a galáxia sem impedimentos e se movem à velocidade da luz”, aponta Plait. Ainda não obtiveram resposta, mas é cedo para desistir das buscas: conforme nossas tecnologias se tornam mais precisas, fica cada vez mais fácil buscar sinais. Nesse ritmo, disse o astrônomo Seth Shostak, do SETI, devemos ter algum tipo de resposta em 25 anos. Plait não tem dúvida de que o esforço vale a pena, mas é um pouco cético quanto aos resultados, pois considera “um grande salto” a ideia de que há vida inteligente fora da Terra e de que ela estaria disposta a entrar em contato conosco.

Novos Mundos - Por muito tempo, só conhecíamos 9 planetas (a lista até mesmo diminuiu há alguns anos, quando Plutão foi “rebaixado”). Em 1995, porém, foi encontrado outro “exemplar”, que orbitava um sol parecido com o nosso e que, apesar das diferenças (é mais massivo do que Júpiter, e tão próximo de sua estrela que atinge 1.000° C), não deixa de ser um planeta. Desde então, cientistas da NASA e de outras entidades encontraram quase 800 outros planetas, e o número só cresce. Quantos teriam condições propícias à vida? Não se sabe, mas levando em conta a quantidade, não é de todo improvável que existam planetas habitáveis de algum modo similares à Terra. Além disso, lembra Plait, durante bilhões de anos nosso planeta foi habitado por organismos unicelulares. Isso significa que planetas parecidos com a Terra podem ser habitados por… leveduras. Mas ainda conta. É vida.

Sopro de vida - Por fim, o astrônomo fala de outro possível indicativo de vida: a presença de oxigênio atmosférico. Embora a busca pareça simples à primeira vista, vale ressaltar que muitos planetas são “escuros” e, quando orbitam muito próximo a suas estrelas, acabam ficando “ofuscados”. Contudo, há técnicas para analisar a luz que passa pelo planeta e encontrar sinais de oxigênio. Para poderem ser usadas, ainda precisam de aperfeiçoamento, e equipamentos precisos o suficiente ainda estão em construção – é o caso do Telescópio Espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018. Para Plait, usar essas técnicas em um grande número de planetas “novos” é um dos métodos mais promissores na busca por vida no espaço. “Então quando vamos encontrar vida no espaço? Se está lá, minha esperaça é: muito em breve”, diz.
Fonte: Hypescience.com
[Bad Astronomy]

Pode existir um planeta com mais de uma estrela?

Sim, e eles existem. Astrônomos já acharam evidências de objetos semelhantes a planetas ao redor de pares de estrelas que "atuam juntas", chamadas estrelas binárias. Pelo menos 50% das estrelas do Universo são binárias - as solitárias, como o Sol, são minoria. Há sistemas com até seis estrelas juntas! Mas o fato de ter várias estrelas não garante que o planeta ao redor delas possa abrigar vida. Para que isso aconteça, os cientistas calculam a zona habitável, área em que as variações de temperatura da superfície do planeta fiquem entre 0 e 100 ºC. Esse é o intervalo em que a água é encontrada em estado líquido, pré-condição, até onde se sabe, para a vida. Nos sistemas binários, há duas situações possíveis para um planeta existir e, quem sabe, ter água e vida. No primeiro cenário (ao lado), as duas estrelas estão bem próximas uma da outra, e no outro, elas estão distantes. Este é o caso de Alfa Centauri, com três estrelas: Alfa Centauri A, B e C (mas esta última tem massa tão pequena e fica tão distante das outras que não afeta o conjunto). Como são as estrelas mais próximas de nós e têm tamanho semelhante ao do Sol, são bastante estudadas pelos cientistas, que só não encontraram - ainda - um planeta por lá.

SISTEMA SOLAR
Entenda como a estrela afeta a temperatura e a órbita da Terra
Antes de entender os sistemas binários, é preciso saber como funciona o nosso. No sistema solar, a zona habitável varia de 0,95 a 1,37 unidade astronômica (uma unidade astronômica é a distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros). A Terra, bingo!, é o único planeta dentro dessa área. A atração gravitacional que a massa do Sol exerce sobre nosso planeta provoca pequenas pulsações (de cerca de 0,0001 unidade astronômica) na órbita

DOSE DUPLA CONCENTRADA...
Como seria um sistema "bissolar" com duas estrelas próximas entre si no centro

ÓRBITA ESTÁVEL - Com as duas estrelas a cerca de 0,1 unidade astronômica de distância uma da outra, um planeta consegue ter órbita estável, porque as estrelas se comportam como se fossem uma só, e não há atração gravitacional em sentidos opostos.

ÓRBITA INSTÁVEL - O problema acontece se a distância aumentar, gerando instabilidade no percurso. Com isso, podem rolar duas situações: ou o planeta é engolido por uma das estrelas e morre, ou é expulso do sistema, vai para o espaço interestelar e congela

CALOR - A temperatura média da Terra é de 15 ºC, dentro dos 0 a 100 ºC da zona habitável. Para mantê-la, a distância do planeta à estrela no máximo poderia aumentar para 1,4 unidade astronômica, pouco menos que a distância atual de Marte ao Sol (1,6 unidade)

511 DIAS POR ANO - Com a órbita mais distante do Sol, o ano teria duração 40% maior. Dos 365 dias atuais, o calendário aumentaria para 511 dias! Já pensou cinco meses de 42 dias e sete de 43? E você reclamando que o mês demorou a passar...

...E DOSE DUPLA A DISTÂNCIA - Como seria um planeta em um sistema parecido com o de Alfa Centauri.

ÓRBITA ESTÁVEL... Para que o planeta tenha uma órbita estável, seria necessário que as duas estrelas estivessem a pelo menos 7 unidades astronômicas de distância uma da outra (a distância entre Alfa Centauri A e B vai de 11 a 35 unidades astronômicas.

...MAS NEM TANTO - Com duas estrelas com massa do tamanho do Sol exercendo atração gravitacional para lados opostos, a elipse do planeta ficaria mais instável. De 0,0001 unidade astronômica de pulsação hoje, esses desvios cresceriam para 0,01 unidade astronômica

NÊMESIS, A IRMÃ DO SOL
Teoria afirma que sistema solar é binário
Nos anos 80, o físico americano Richard A. Muller sugeriu que uma das causas para as extinções em massa que atingem a Terra a cada 26 milhões de anos seria o fato de que vivemos em um sistema binário! Segundo ele, o Sol tem uma estrela companheira, Nêmesis, bem menor, menos brilhante e longe daqui. Mas, a cada 26 milhões de anos, o percurso dela se aproximaria de nós, zoando a órbita de cometas, que cairiam sobre nosso planeta. A última vez que Nêmesis teria passado aqui perto teria sido na extinção em massa dos dinossauros

DURAÇÃO DOS DIAS - A duração dos dias depende mais do movimento de rotação do planeta em torno de si do que das estrelas ao redor. Mas, dependendo da época do ano e da posição da segunda estrela, pode haver períodos em que nunca escurece, já que as estrelas cercariam o planeta pelos dois lados, iluminando toda sua superfície

547 DIAS POR ANO - Para que a órbita de um possível planeta ao redor de Alfa A fosse estável, ela teria que ter entre 1,2 e 1,5 unidade astronômica de raio. Se a estrela central fosse Alfa B, o raio seria menor, de 0,7 a 1,1 unidade astronômica. Assim, o ano "A" teria de 438 a 547 dias, e o ano "B" de 255 a 401 dias

PORES-DO-SOL - Já imaginou um dia com dois pores-do-sol? Com duas estrelas, isso seria freqüente! A primeira estrela a se pôr não chamaria muita atenção, já que, enquanto ela se fosse, o céu continuaria claro pelo brilho da segunda. O pôr-do-sol da segunda estrela seria, sim, espetacular, com o céu já escuro

CALOR - Com duas estrelas no céu, a estabilidade climática do planeta já era - as temperaturas mudariam drasticamente dependendo do grau de aproximação entre as estrelas. Microorganismos, mais resistentes, conseguiriam sobreviver. Mas a ciência ainda não sabe dizer se animais complexos conseguiriam agüentar o esfria-esquenta.
Fonte: Mundo Estranho

Resultado doce do ALMA

Blocos constituintes da vida descobertos em torno de uma estrela jovem
Moléculas de açúcar no gás que circunda uma estrela muito jovem do tipo solar.Créditos: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Calçada (ESO) & NASA/JPL-Caltech/WISE Team

Uma equipe de astrónomos utilizando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) descobriu moléculas de açúcar no gás que rodeia uma estrela jovem do tipo solar. Esta é a primeira vez que açúcar é descoberto no espaço em torno de uma tal estrela. Esta descoberta mostra que os blocos constituintes da vida se encontram no local certo, na altura certa, de modo a serem incluídos em planetas que se estejam a formar em torno da estrela. Os astrónomos descobriram moléculas de glicoaldeído - uma forma simples de açúcar - no gás que circunda uma estrela binária jovem, com massa semelhante ao Sol, chamada IRAS 16293-2422.

O glicoaldeído já tinha sido observado anteriormente no espaço interestelar, mas esta é a primeira vez que é descoberto tão perto de uma estrela do tipo solar, a distâncias comparáveis à distância de Urano ao Sol, no Sistema Solar. Esta descoberta mostra que alguns dos componentes químicos necessários à vida existiam neste sistema na altura da formação planetária. "No disco de gás e poeira que circunda esta estrela recém-formada encontrámos glicoaldeído, uma forma de açúcar simples não muito diferente do açúcar que pomos no café," explica Jes Jørgensen (Instituto Niels Bohr, Dinamarca), o autor principal do artigo científico que descreve estes resultados. "Esta molécula é um dos ingredientes na formação do RNA, que - tal como o DNA, ao qual está ligado - é um dos blocos constituintes da vida."
   
Este mapa mostra a localização da região de formação estelar Rho Ophiuchi (O Serpentário). A estrela Rho Ophiuchi, que dá o nome à região, está marcada com a letra grega rho (ρ). A posição da IRAS 16293-2422, uma estrela binária jovem com massa semelhante à do Sol, está marcada a vermelho. Créditos: ESO, IAU and Sky & Telescope

A alta sensibilidade do ALMA - mesmo nos comprimentos de onda mais curtos nos quais opera e por isso tecnicamente mais difíceis - foi indispensável nestas observações, as quais foram executadas com uma rede parcial de antenas durante a fase de Verificação Científica do observatório.

"O que é verdadeiramente excitante acerca dos nossos resultados é que as observações ALMA revelaram que as moléculas de açúcar estão a cair em direção a uma das estrelas do sistema," diz a membro da equipa Cécile Favre (Universidade de Aarhus, Dinamarca). "As moléculas de açúcar não só se encontram no local certo para encontrarem o seu caminho até um planeta, estão também a deslocar-se na direção correcta. As nuvens de gás e poeira que colapsam para formar novas estrelas são extremamente frias e muitos gases solidificam sob a forma de gelo sobre as partículas de poeira, onde seguidamente se juntam para formar moléculas mais complexas.

Mas assim que uma estrela se forma no meio de uma nuvem de gás e poeira em rotação, esta aquece as regiões internas da nuvem para cerca de uma temperatura ambiente, evaporando as moléculas quimicamente complexas e formando gases que emitem uma radiação característica em ondas rádio, ondas estas que podem ser mapeadas com a ajuda de potentes rádio telescópios, como o ALMA. A IRAS 16293-2422 situa-se a cerca de 400 anos-luz de distância, relativamente próximo da Terra, o que a torna num excelente alvo para os astrónomos que estudam as moléculas e a química em torno de estrelas jovens.

Juntando o poder de uma nova geração de telescópios, tais como o ALMA, os astrónomos têm agora a oportunidade de estudar os detalhes das nuvens de gás e poeira que estão a formar sistemas planetários. "A grande questão é: qual a complexidade que estas moléculas podem atingir antes de serem incorporadas em novos planetas? Esta questão pode dizer-nos algo sobre como a vida aparece noutros locais e as observações do ALMA serão vitais para desvendar este mistério," conclui Jes Jørgensen.

Kepler da Nasa descobre múltiplos planetas que orbitam um par de estrelas

Astrônomos americanos anunciaram a descoberta nesta terça-feira em Pequim. Sistema está a cinco mil anos-luz da Terra

Representação artística do sistema Kepler-47. Crédito: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle
Uma equipe de astrónomos liderada por Jerome Orosz, da San Diego State University, acaba de publicar um artigo na revista Science descrevendo a descoberta do primeiro sistema planetário (2 planetas) em órbita de um sistema binário central (2 estrelas). Previamente tinham sido já descobertos planetas em órbita de sistemas binários, e.g., Kepler-16, Kepler-34 e Kepler-35, mas nunca mais do que um planeta em cada sistema. Situado a cerca de 4900 anos-luz na direcção da constelação do Cisne, o Kepler-47, como foi designado, é constituído por um sistema binário de estrelas, as Kepler-47A e -47B, que se eclipsam periodicamente quando vistas a partir da Terra.

 As estrelas estão tão próximas que orbitam um centro de gravidade comum em apenas 7.5 dias. A Kepler-47A tem um tamanho semelhante ao do Sol mas apenas 84% da sua luminosidade. A Kepler-47B, por seu lado, tem apenas 1 terço do tamanho e menos de 1% do brilho da nossa luminária. Os dois planetas descobertos, Kepler-47b e -47c, orbitam em torno do centro de gravidade do sistema binário e não em torno de uma das estrelas individualmente. No jargão técnico planetas deste tipo designam-se de “tipo P” (circumbinários), por contraste com os planetas de “tipo S” (que orbitam estrelas individuais).
A “zona habitável” no Sistema Solar e em torno do sistema binário Kepler-47AB. Crédito: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle

O sistema planetário é notável porque, para além do sistema binário de eclipse central, os dois planetas realizam trânsitos sobre os discos das duas estrelas! De facto, os astrónomos foram alertados para o potencial interesse do sistema pelo facto dos trânsitos dos planetas não seguirem um padrão regular. Ao contrário do que acontece com planetas que orbitam uma única estrela, o Kepler-47b e o Kepler-47c realizam trânsitos sobre estrelas em movimento orbital pelo que o intervalo entre trânsitos e a sua duração varia substancialmente. O planeta mais interior, Kepler-47b, orbita o par de estrelas em apenas 50 dias (por comparação Mercúrio orbita o Sol em 88 dias) e tem apenas 3 vezes o raio de Terra. A sua atmosfera gasosa super-aquecida poderá estar permanentemente coberta por uma espessa névoa de hidrocarbonetos resultantes da decomposição de metano pela radiação ultravioleta proveniente das estrelas.

O planeta exterior, Kepler-47c, é mais interessante. Orbita o sistema binário cada 303 dias e situa-se na “zona habitável” do sistema, uma região do espaço onde a água poderia existir no estado líquido na superfície de um planeta. No entanto, o Kepler-47c é ligeiramente maior do que Neptuno e deverá ser, provavelmente, um gigante de gelo semelhante ao deus dos oceanos, mas com uma atmosfera visível muito mais quente e formada, provavelmente, por espessas nuvens de vapor de água. Esta descoberta mostra que, para além de planetas isolados em órbitas estáveis, poderão existir sistemas planetários completos, estáveis, em torno de sistemas binários, num ambiente que outrora se pensava potencialmente adverso para a formação de planetas. Vejam o vídeo seguinte (em inglês) com a descrição da descoberta.

Laranja e Lua Azul

Imagem por Jan Sonnvik
Essa bela imagem laranja e azul da Lua representa uma grande alternativa para a exploração do nosso satélite natural. As imagens coloridas como essa podem revelar as diferenças na composição da superfície e podem de forma artística mostrar nosso belo satélite de uma nova perspectiva. A sutis diferenças de cores na Lua se devem, por exemplo, às diferentes concentrações de titânio nos mares lunares. A imagem acima mostra as áreas dos mares da Lua em azul ricas em titânio e os mares de basalto em vermelho com ausência de titânio. Essa diferença é especialmente evidente nas planícies azuis do Mare Tranquilitatis, que contrastam com os depósitos em vermelho do Mare Serenitatis. As áreas em laranja geralmente representam o material de terras altas da Lua. A imagem original da Lua foi obtida através de uma composição LRGB com uma câmera Canon 20Da DSLR acoplada a um telescópio Celestron NexStar 11 GPS, operando numa escala de imagem de 0.8” por pixel. A informação de cor RGB é a média de 30 exposições individuais, enquanto a luminescência, L, foi obtida de uma única imagem feita com uma exposição de 1/500 segundos. Nenhum filtro foi usado e a imagem foi feita desde Dalby, no sul da Suécia.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com

Terra Escura E Um Sprite Vermelho

Créditos da Imagem: ISS Expedition 31 Crew, NASA
Existe algo bem incomum nessa imagem do planeta Terra, você é capaz de identificar? Um fenômeno fugaz que já foi pensado anteriormente como sendo uma lenda foi recentemente registrado se você souber onde procurar. A imagem acima foi feita desde a Estação Espacial Internacional no final do mês de Abril de 2012 e mostra os familiares painéis solares da ISS na parte mais a esquerda e parte do braço robótico na parte mais a direita. O fenômeno que raramente é fotografado é conhecido como sprite vermelho e pode ser visto, relativamente apagado, um pouco acima da área mais brilhante na parte direita da imagem. Essa área brilhante e o sprite vermelho são diferentes tios de raios, com o branco sendo o mais típico e o mais conhecido dos raios. Embora os sprites sejam relatados por mais de 300 anos, eles só foram registrados em filme em 1989, e por acidente. Muita coisa ainda é um mistério quando se fala nos sprites incluindo como eles ocorrem e seus efeitos no circuito elétrico atmosférico global, e se eles estão de alguma maneira relacionados a outros fenômenos de raios da atmosfera superior como os jatos azuis ou os raios gama terrestres.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120829.htm

28 de ago de 2012

As 10 missões espaciais mais importantes em atividade


Em menos de cinco anos, o homem terá enviado sondas para todos os planetas do Sistema Solar, pousado em um asteróide pela primeira vez e dado um importante passo para uma viagem tripulada a Marte. Confira as missões espaciais responsáveis por essas e outras conquistas.
MSL (Lançamento: 2011) - Esta é a missão da vez. A mais sofisticada sonda que pousou em Marte, o jipe-robô Curiosity, procurará indícios de condições favoráveis à vida, a partir da análise de minerais argilosos (formados com água) identificados por lá. Também coletará dados para uma futura missão tripulada. Divugação/NASA/JPL-Caltech
 
MRO (Lançamento: 2005) - Com as fotos de altíssima resolução tiradas por esta sonda a partir da órbita de Marte, informações inéditas sobre a superfície e atmosfera marcianas possibilitaram aos cientistas encontrarem lugares para pousos futuros, como o do robô Curiosity na Cratera Gale (foto). Divulgação/NASA/JPL-Caltech/ASU/UA
 
MESSENGER (Lançamento: 2004) - A primeira sonda a orbitar Mercúrio demorou 6 anos e meio para chegar ao menor planeta do Sistema Solar. Desde então, a missão vem cumprindo o feito inédito de mapear toda a superfície do planeta - ela já nos enviou quase 100 mil fotos em alta resolução. Divulgação/Nasa/JHUAPL
 
Cassini-Huygens (Lançamento: 1997) - Com o objetivo de estudar Saturno, seus anéis e suas luas, o projeto tem duas sondas: Cassini Orbiter, que em 2004 se tornou a primeira espaçonave a orbitar o planeta; e Huygens, que em 2005 pousou na superfície de Titã, a maior das 60 luas de Saturno - outro feito inédito. Divulgação/Nasa/JPL/Craig Attebery/
 
Venus Express (Lançamento: 2005) - Vai estudar a atmosfera e as nuvens venusianas com precisão sem precedentes. A sonda demorou 'apenas' 5 meses para chegar à órbita de Vênus, que, apesar de ter tamanho e composição química semelhantes às da Terra, evoluiu de maneira diferente. Esta missão está nos ajudando a descobrir o porquê. Divulgação/ESA/AOES Medialab
 
Juno (Lançamento: 2011) - Quando entrar na órbita de Júpiter em 2016, a sonda vai estudar como o gigante gasoso se formou, mapeando sua atmosfera e os campos gravitacional e magnético. A nave usa o chamado impulso gravitacional (a gravidade exercida pela Terra) para acelerar e viajou a distância entre a Terra e a Lua (402 mil km) em apenas um dia.Divulgação/NASA/JPL
 
New Horizons (Lançamento: 2006) - Esta sonda pesquisará o longínquo e pequeno Plutão, que tem apenas 66% do diâmetro da Lua. Em 2015, a missão fará história ao sobrevoar o planeta, após percorrer os quase 5 bilhões de quilômetros que nos separam. A sonda também estudará os confins do Sistema Solar e os misteriosos objetos ali existentes.Divulgação/NASA/JHUAPL
 
Rosetta (Lançamento: 2004) - Esta sonda tem um objetivo inédito: pousar em um cometa. Quando vencer os 790 milhões de quilômetros e finalmente encontrar o Cometa 67P em 2014, a nave europeia irá lançar o módulo Philae para pousar no núcleo de gelo do cometa e estudar a origem destes objetos e suas implicações com a origem do Sistema Solar. Divulgação/ESA / AOES Medialab
 
Dawn (Lançamento: 2007) - Quais são as condições para a formação e evolução dos planetas? É a esta pergunta que a missão americana está tentando responder ao visitar os dois maiores protoplanetas do Cinturão de Asteroides: Vesta e Ceres. A sonda atualmente se encontra na órbita do asteroide Vesta e deve chegar a Ceres em 2015. Divulgação/NASA/McREL
 
Voyager 1 e 2 (Lançamento: 1977) - Esta é a missão mais longa em atividade no espaço. Voyager 1 é o artefato produzido pelo homem mais distante da Terra e está prestes a sair do Sistema Solar. Uma curiosidade: ambas carregam um disco com sons e imagens da Terra selecionados por uma comissão presidida por Carl Sagan. Vai que...Divulgação/NASA/JPL-Caltech
Fonte: super.abril.com.br

E se...Abrir um buraco negro no planeta ?


É possível que isso aconteça logo, durante experimentos dentro do maior acelerador de partículas do mundo. O Grande Colisor de Hadrons (LHC, na sigla em inglês) é um túnel redondo, de 27 quilômetros de circunferência, enterrado 100 metros debaixo da terra na fronteira da Suíça com a França. Lá dentro, cientistas estão acelerando feixes de prótons, as partículas positivas do núcleo atômico, a 99,99% da velocidade da luz em direções opostas, para que se choquem. O resultado são 40 milhões de trombadas por segundo – que podem gerar, entre outras coisas, buracos negros. Mas não estamos falando daqueles corpos celestes enormes, com densidade tão intensa que engolem tudo o que estiver ao seu redor, inclusive a luz. Os buracos negros criados por humanos são realmente minúsculos.  “Um buraco negro produzido no LHC não danificaria a Terra ou as pessoas”, diz Michelangelo Mangano, físico do Cern, centro de pesquisa onde o LHC está instalado.

 Ele, na verdade, não teria nem tamanho suficiente para fazer mal a alguém: mediria apenas 10-16 centímetros, algo milhões de vezes menor que um grão de areia. Além disso, não viveria mais de 0,00...1 segundo (para ser preciso, são 27 zeros depois da vírgula), porque, como todos os outros buracos negros, emitiria radiação e evaporaria. Como essas eventuais criaturas do LHC seriam sempre minúsculas e sua energia, irrisória, sua vida também não passaria de um momento instantâneo. Mas vamos supor que ele, em vez de evaporar, se mantenha estável. Aí o buraco pode devorar a terra? A resposta é não de novo. Nosso miniburaco negro teria sido criado quase à velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo) e continuaria a passear nesse ritmo se não desaparecesse. Assim, em menos de 1 segundo, ele atravessaria as paredes do acelerador e se afastaria da terra, em direção ao espaço. A única maneira de ele permanecer por aqui é se sua velocidade for reduzida a 15 quilômetros por segundo. Vamos supor que isso aconteça também.

Aí sim: por causa da gravidade, ele caminharia para o centro da terra. Mas continuaria sendo ínfimo e nada perigoso. Para que virasse uma ameaça, seria preciso ganhar massa e crescer, e isso só aconteceria se nosso buraco negro começasse a engolir muita matéria. O problema é que quem tem o tamanho de um próton passa facilmente pelo interior da terra sem trombar em nada – não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio. Na verdade, ele só encontraria um próton para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas de passeio. Ou seja, poderia demorar até 8 dias! Aí complica: “Para o buraco negro chegar a ter 1 miligrama, levaria mais tempo do que a idade atual do Universo”, diz o físico Alexandre Suaide, da USP. Assim, mesmo que o buraco negro criado no Cern não evaporasse e não fugisse para o espaço, ele não conseguiria crescer o suficiente para se tornar uma ameaça a tempo de acabar com o planeta. Sem falar que o mundo acaba antes disso: em 5 bilhões de anos, quando o Sol explodir.

Mas e se... um buraco negro vindo do espaço caísse na terra?

Bom, ele não “cairia” aqui. A Terra é que cairia nele. Um buraco negro do tamanho de uma bola de pingue-pongue teria uma massa maior que a do nosso planeta, então iria atraí-lo. E a Terra começaria a orbitar o buraco. O primeiro sintoma para nós seria o fim dos dias e noites do jeito que conhecemos. Quanto mais rápido a Terra girasse em volta dele, menos iriam durar os dias e as noites. Depois, continuaríamos sendo puxados pelo buraco negro, nos aproximando dele num caminho em forma de espiral. Quando a Terra chegasse à borda do buraco, a atração num lado seria tão maior que no outro que o planeta arrebentaria. E a matéria que antes formava a Terra ficaria toda esticada, até se transformar em uma nuvem comprida e enrolada ao redor do buraco. Antes de ser tragado, o ex-planeta acabaria com um formato mais ou menos parecido com o da nossa galáxia, que, por sinal, está agora mesmo girando em volta de um buraco negro – só que um dos grandes, que pode ter um diâmetro quase 130 vezes maior que o do Sol.
Fonte: Super Abril.com.br

O planeta vovô da Via Láctea

Com 13 bilhões de anos, o planeta mais velho da nossa galáxia tem quase o triplo da idade da Terra. Sua descoberta muda a escala de tempo da história dos planetas

Muito tempo antes de a Terra ter-se formado, há cerca de 4,5 bilhões de anos, surgiu o planeta mais antigo já identificado na nossa galáxia. Ainda sem nome, esse planeta se encontra na Vila Láctea num aglomerado globular de estrelas conhecido como M4, na constelação de Escorpião, a 7 200 anos-luz. Estima-se que ele tenha surgido há 13 bilhões de anos – “apenas” 1 bilhão de anos depois do Big Bang, a violenta explosão que deu origem ao Universo. A descoberta foi anunciada pela Nasa, a agência espacial americana, em julho de 2003. Mas as especulações sobre a existência desse planeta começaram em 1988, quando foi identificado no aglomerado M4 o pulsar catalogado como PSR B1620-26.

Pulsar é uma estrela de pequena dimensão, com intenso campo magnético e que gira extremamente rápido em torno do seu eixo – no caso do PSR B1620-26, ele gira cerca de 100 vezes por segundo e emite pulsos de ondas eletromagnéticas. Os astrônomos notaram irregularidades no pulsar que sugeriam a existência de um outro corpo celeste, além das duas estrelas verificadas. A dúvida era se esse terceiro corpo era um planeta ou outra estrela. Depois de analisar imagens fornecidas pelo telescópio Hubble, os cientistas da Nasa conseguiram estimar que o objeto tem 2,5 vezes a massa de Júpiter (o maior planeta do sistema solar) e concluir que se tratava, sim, de um planeta.

Em comparação com a Terra, que é um planeta de terceira geração, o planeta descoberto pertence à primeira geração. Isso significa que ele orbita uma das primeiras estrelas formadas após o Big Bang. O velho planeta possui uma improvável e acidentada vizinhança: está na órbita de um peculiar par de estrelas mortas no núcleo de um aglomerado com mais de 100 000 estrelas. A descoberta fornece evidências de que os primeiros planetas surgiram “rapidamente”, ou seja, em menos de um bilhão de anos após o Big Bang. Portanto, podem ser muito mais abundantes do que até então se acreditava. O planeta vovô não deve ter uma superfície sólida semelhante à da Terra, apenas gasosa. Por ter-se formado nos primórdios da vida do Universo, provavelmente não possui quantidade abundante de elementos como carbono e oxigênio. Por essas razões, é muito pouco provável que possa abrigar vida como conhecemos na Terra.

Os aglomerados globulares de estrelas, como o M4, são deficientes em elementos pesados. Por isso, alguns astrônomos acreditavam que eles não poderiam conter planetas. A descoberta do planeta mais antigo da Via Láctea obrigou os cientistas a reverem suas posições. Mais do que isso: encontrar um planeta com mais que o dobro da idade da Terra muda a escala de tempo com que estávamos acostumados a pensar a formação dos planetas e amplia as chances de existirem, na nossa galáxia e em todo o Universo, outros astros com características parecidas com as do nosso planeta.

MUNDO PEQUENO
O conhecimentodo Universo se ampliou apartir do século 17. O mundo já foi bem menor do que é hoje – pelo menos na cabeça do homem. À medida que avançou seu conhecimento sobre o cosmos, as fronteiras do Universo foram se ampliando. Até o início do século 17, o mundo conhecido era formado por apenas oito “planetas”: Terra, Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, além das estrelas. Achava-se que a Terra era o centro do Universo. Era a teoria geocentrista, do astrônomo grego Cláudio Ptolomeu. Em 1633, o italiano Galileu Galilei foi condenado pela Inquisição por postular que a Terra girava ao redor do Sol. Só no final do século 17 foi aceita a teoria do astrônomo polonês Nicolau Copérnico de que a Terra e outros planetas giram em torno do Sol. A essa altura, o número de corpos celestes conhecidos havia mais que dobrado, para 17. Já no século 19, o número de corpos conhecidos no sistema solar aumentou com a descoberta dos asteróides (até 1899, já eram conhecidos 464). No início do século 20, os astrônomos descobriram que o Sol é apenas uma dentre bilhões de estrelas da Via Láctea e que ele está longe do centro da galáxia. Em 1999, dados do telescópio Hubble permitiram estimar que o Universo é formado por, no mínimo, 125 bilhões de galáxias – um vasto mundo que permanece praticamente desconhecido para nós.

O impacto da descoberta
A existência de um planeta formado menos de 1 bilhão de anos depois do Big Bang leva à conclusão de que pode haver muito mais planetas na nossa galáxia – e no Universo – do que se imaginava.
Fonte:super abril

Exomars

Além dos EUA, a Europa também tem investido em pesquisas espaciais, principalmente, sobre o planeta Marte. Nos anos 2000, a Agência Espacial Europeia planejou o lançamento da sonda ExoMars, uma missão não tripulada ao planeta Marte. A ExoMars compreende o Programa Aurora, cuja sonda deveria ser lançada em 2011 e alcançar o planeta vermelho em 2013. Porém, em virtude da crise europeia e problemas de financiamento do empreendimento causaram atraso no projeto espacial. O primeiro adiamento reavaliou o lançamento para 2016.
 
A ESA (Agência Espacial Europeia) contará com a ajuda da Nasa. A ExoMars é formada por um orbitador e por um robô, no projeto o orbitador seria capaz de alcançar o planeta Marte, orbitar a atmosfera e, ao mesmo tempo, lançar o módulo até o solo marciano. Apesar de contar com a ajuda da Nasa, em virtude de ajustes no orçamento dos projetos espaciais dos EUA, a Nasa passou a limitar ajuda financeira ao projeto. Por outro lado, o projeto do ExoMars passou a receber colaborações da Rússia.

A Rússia tornou-se responsável por mais da metade do projeto que foi adiado novamente para 2018, segundo contrato firmado entre a agência Roskosmos e a Agência Espacial Europeia. Desde o mês de fevereiro de 2012, o projeto ExoMars passou a ser russo-europeu depois da recusa de ajuda financeira por parte dos EUA. Sem a ajuda norte-americana, a missão ExoMars não utilizaria mais os foguetes americanos Atlas 5, mas os russos Proton. Entre 2016 e 2018, a previsão é lançar o EDM (Entry, Descent and Landing Demonstrator Module) utilizado para demonstração de aterrizagem e o módulo (Trace Gas Orbiter).

O EDM permitirá à Agência Europeia aperfeiçoar novas tecnologias relativas à entrada na atmosfera marciana, antes aprimoradas por meio de sondas russas e norte-americanas. O projeto também contará com o auxílio dos cientistas russos para os cálculos de demonstrador de aterrizagem. O demonstrador irá com sensores de vigilância de descida e aterrizagem, além de detector de neutrões para o estudo da distribuição de água no subsolo de Marte à profundidade de 1 metro.
Fonte: Infoescola.com
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