Você já brilhou nas estrelas!

Cada pedacinho de seu corpo veio de uma estrela. É possível mesmo que tenham vindo de mais de uma estrela. Permitindo uma imagem poética, afirmo: Você já brilhou nas estrelas! A grande maioria dos átomos de nossos corpos teve origem em uma estrela. Antes do surgimento das primeiras estrelas o universo só havia conseguido “fabricar” elementos leves como o Hidrogênio (ainda hoje o elemento que existe disparadamente em maior quantidade no universo); Helio e talvez um pouquinho de Lítio.

As primeiras estrelas que surgiram, assim como os primeiros possíveis “planetas” em seu entorno, eram formadas unicamente por esses elementos. Planetas no entorno de estrelas da primeira geração seriam planetas semelhantes aos nossos gigantes gasosos (Júpiter; Saturno; Urano e Netuno). Foi necessário que existissem estrelas para que elas durante suas existências e nos processos de suas “mortes” transformassem inicialmente Hidrogênio em átomos de Hélio e em seguida nos demais elementos da “tabela periódica”.

Em suas “caldeiras”, através de reações nucleares, as estrelas são capazes de produzir elementos atômicos tão pesados quanto o Ferro. É justamente no processo de formação desses átomos, no interior das estrelas, que elas conseguem energia para brilhar. Elementos mais pesados que o Ferro necessitam de mais energia para serem formados do que a encontrada nos interiores estelares. Esses elementos são formados nas supernovas (processos explosivos de mortes de estrelas). A maioria das estrelas quando morre, “joga” para a Galáxia, na forma de gás e poeira, os elementos que a formavam; incluindo aí os elementos que ela própria sintetizou em vida e no seu processo de morte.

Acreditamos que o universo tenha 13,7 bilhões de anos e o Sistema Solar 4,5 bilhões. Nosso sistema planetário se formou (veja coluna E assim surgiu nosso planeta) a partir da contração de uma imensa nuvem de gás e poeira que continha elementos atômicos “pesados” (oxigênio; carbono; ferro; etc.) que haviam sido sintetizados nos processos de “vida” e “morte” de estrelas anteriores. Daí podermos afirmar que cada um dos átomos pesados de nossos corpos (assim como de todo o universo) teve a sua origem em uma estrela.

As primeiras estrelas que surgiram no universo seriam muito maiores que o Sol. Suas massas seriam de cem a mil massas solares; seus diâmetros de quatro a quatorze diâmetros solares e seus brilhos dezenas de vezes maiores que do nosso Sol. Entretanto, ao contrário do que à primeira vista podemos pensar, quanto maior a massa de uma estrela, menor o seu tempo de vida. Enquanto o tempo de vida de uma estrela como o Sol é da ordem de 10 bilhões de anos, o tempo de vida das estrelas de primeira geração foi de apenas 3 bilhões de anos.

A grande maioria das estrelas que visualizamos no universo é de segunda ou terceira geração (Lembre-se que como a luz gasta tempo para percorrer o espaço, quanto mais distante observamos um objeto, mais no passado estamos vendo esse objeto). O Sol é uma estrela de terceira geração. A quantidade existente de elementos pesados no interior de uma estrela, que podemos inferir através da espectroscopia da luz da estrela, é um indicador da sua geração. Estrelas da terceira geração têm mais elementos pesados que estrelas da segunda geração e essas mais que estrelas da primeira geração.
Créditos: Renato Las Casas - Colunista do Portal Uai

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